terça-feira, 27 de maio de 2014

ORIGEM DA COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO MÊS DE MAIO

Tradicionalmente, o mês de Maio é dedicado às mães e a Igreja Católica dedica à Maria, Mãe de Jesus. E também costuma-se dizer que maio é o mês das noivas, pois todo o clima festivo, remete às festas de matrimônio também.

Em muitas paróquias é tradição realizar, durante todo o mês de Maio, as coroações a Nossa Senhora. Em muitos lugares é uma tradição que remonta há séculos de história.
Segundo o Padre Cássio Barbosa de Castro, Mestre em História da Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, a tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280. 

Na Europa, o mês é primavera, são colhidos os frutos da terra e as flores do campo são cheias de cores e de perfumes. E isto remete a Maria, que é considerada a flor mais bela. A tradição chegou ao Brasil através dos portugueses. Desde então, devotos realizam coroações da imagem de Nossa Senhora durante este mês. Padre Cássio explica que a tradição se solidificou no século XIV, em Paris, onde a figura de Maria ganhou destaque. A Mãe de Deus era simbolizada como uma flor adornada de jóias, então, surgiram as coroações. Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio à Maria fazendo a ela homenagens com flores.

As homenagens são uma forma de devoção: Maria é a Mãe de Deus! Celebrar o Mês de Maria é devotar o nosso amor a Mãe de Deus e a nossa Mãe. Um dos elementos marcantes do catolicismo é devoção mariana. Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como “Rainha”, mesmo na simplicidade de sua figura.

Cada elemento que as crianças oferecem a Nossa Senhora tem um significado. A palma representa a pureza de Maria, o véu, sua virgindade, a coroa sua realeza e as flores remetem a homenagem feita por São Felipe Neri.

É realmente muito bonito ver a emoção das mães vendo suas pequenas filhas coroando Nossa Senhora. E cada uma delas lembra do dia que também coroaram a Mãe de Deus. Emoção e Fé são os sentimentos que tornam mais belo este momento.


Fonte: Paróquia São Jose – Bicas, MG.

terça-feira, 20 de maio de 2014

ALGUMAS COISINHAS BÁSICAS SOBRE CATEQUESE

(Conselhos da Tia Ângela)

Umas coisinhas que andei encontrando por aí, sobre a catequese:

1. “Catequese é mais do que ensinar doutrina.” Alguém ainda acha isso? Ou chama a catequese de “catecismo”? Tá por fora!
2. “Se o rebanho é mau, a culpa é do pastor.” Que drama! Calma. É apenas para dizer que a mudança tem de começar por você, em vez de estar sempre a culpar as pobres ovelhas e a falta de um bom pastor...
3. A capacidade de atenção de um adulto resume-se a 20 minutos, a atenção de uma criança a 3 minutos, e a de um adolescente a 2 segundos (piadinha… mas dá o que pensar!).
4. Sem acolhimento e sem nada que os interesse, não se espante que os seus catequizandos estejam sempre muito irrequietos e faladores.
5. Catequese é mais do que uma atividade “fixa”, extra-escolar. Não é “aula de inglês”, “balé”, “aula de violão”, “judô”... Não é pra ser enfiada no “meio” da agenda atribulada das crianças. Faça os pais compreenderem isso.
6. Fazer um encontro fora das paredes da sala pode ser uma ótima experiência. Mas se está à espera do tempo ideal, do sítio ideal, do grupo ideal… Espera sentadinha(o), não vai surgir tão cedo...
7. Interiorizar a Palavra é mais do que explicar o sentido das coisas. Use a retórica (a arte de comunicar). Falar bem ajuda a encontrar eco junto da mensagem.
8. Se você não conseguir resumir o seu encontro numa única frase-chave, é melhor repensar tudo.
9. Uma fotografia, ou qualquer outra imagem, serve para ajudar e não para atrapalhar, distrair ou complicar.
10. Catequese é mais do que lições de moral e bons costumes.
11. Como diz a canção: "se um catequizando desinteressado incomoda muita gente, dois catequizandos desinteressados incomodam muito mais!" Conquiste-os um a um e não desista só porque acha que um deles “não tem remédio”.
12. Só porque o itinerário catequético ou manual não se adapta ao seu grupo, não significa que deva ser descartado por completo. O mapa pode estar desatualizado, mas continua a ser útil se indicar onde fica o ponto A e o ponto B.
13. O planejamento serve para ajudar e não para cegar perante os imprevistos. Sempre que necessário, atreva-se a reformular o tema e a abordagem, o jeito de falar, a exposição... Por favor!
14. Procure ser simples e eficaz, deixa o floreado para as flores.
15. Catequese é mais do que espiritualidade barata. Nunca use a oração como "cala boca", eles só vão entender o que estão fazendo lá pelo amém...
16. Acompanhamento pessoal é poesia quando o catequista tem mais de vinte crianças/adolescentes sob a sua responsabilidade: "Ah, mas, não tem mais ninguém para assumir!". Você e ninguém tem o mesmo efeito neste caso.
17. Você pode levar a todo encontro uma guloseima, fazer uma brincadeira, ser a “Tia” boazinha cuja catequese é “divertida”. Eles vão sempre se lembrar de você. Mas, e de Jesus? Vão lembrar?
18. O exemplo da “catequese de Jesus” é para ser seguido. Caro catequista, estudá-Lo de forma mais científica não vai te fazer mal nenhum.
19. Agradar a gregos e troianos incapacita qualquer um de criar identidade de grupo ou de elaborar um trabalho coerente e responsável. Entende? Ninguém gosta de barata tonta…
20. Quando tudo o resto estiver esquecido, lembre-se: seja autêntico!
21. Catequese é mais do que catequista-turminha-Igreja. É ENCONTRO de pessoas! O catequizando é uma pessoa que você está ajudando a formar e não um “aluno” para se brincar de “professor(a)”. Aliás, ser professor é bem mais sério do que você pensa...

Ângela Rocha
angprr@gmail.com


domingo, 18 de maio de 2014

A solidão dos pequenos...

A agitação do mundo de hoje faz com que a rotina das famílias se transforme numa verdadeira roda viva. Pais trabalhando fora (isso quando não estudam também), fazem com que crianças sejam entregues a babás super atarefadas com os afazeres domésticos ou sejam levadas de um lado para o outro, sobrecarregadas de atividades. É a escola, a catequese, o inglês, o balé, o vôlei, a natação... Haja pique para tanta coisa!

Mas onde é que ficam as brincadeiras, o companheirismo e as conversas jogadas fora tão necessárias ao relacionamento humano? As crianças estão em contato com muita gente todos os dias. Estão na internet e tem amigos virtuais. E estão sós. A gente sente a solidão dos pequenos nos encontros de catequese. Naqueles momentos em que falamos do amor de Jesus, das amizades, da caridade... As crianças querem falar. E geralmente todas ao mesmo tempo: contar da vida, dos colegas, dos pais, da avó, do gato, do cachorro.

Quando essa solidão se manifesta assim, com algazarra, com boquinhas que não fecham um minuto, tudo bem. E quando elas se manifestam com retraimento, comportamento violento, pequenos furtos de coisas que nem precisam, com dificuldade de aprendizagem, palavrões e revolta? O que a gente faz? Muito maior que a carência de pão é a carência de atenção.

A realidade urbana das crianças de hoje é essa: muitas têm quase tudo que precisam e até mais, mas não tem a companhia dos pais, tão imprescindível ao crescimento e ao amadurecimento do ser humano. E olhe que essa companhia pode ser até mesmo igual a nossa, de pelo menos uma hora por dia.

Nós, catequistas, nessa nossa horinha semanal com eles, podemos dar-lhes um caloroso abraço e dizer que está tudo bem, mas jamais substituiremos os pais...

Ângela Rocha

angprr@gmail.com

sábado, 3 de maio de 2014

DESENVOLVENDO A AUTO ESTIMA

Outro dia, uma amiga me pediu conselhos para melhorar a auto estima do grupo de catequistas dela ou se eu teria sugestão de dinâmicas de grupo para isso. A dúvida era se a dinâmica do “Tirar o chapéu” (aquele negócio da pessoa olhar o fundo do chapéu e ver a sua imagem refletida num espelho e dizer se tiraria o chapéu ou não), que também é feita com um espelho numa caixa de presentes também; seria adequada.

Não acredito que "dinâmicas" façam milagres, mas tentei fazer uns aconselhamentos sobre relacionamento, motivação. Na verdade, a catequese precisaria de um psicólogo no grupo. Jesus nos ajuda, mas tem hora que a coisa é tão complexa que parece que não encontramos resposta nas palavras de um simples Rapaz da Galiléia.

Vamos primeiro aos “Conselhos”:

É preocupante quando se aplica técnicas para um grupo e não se tem, depois, a habilidade para fazer o processamento do que aparecer. Porque, o mais interessante da técnica de dinâmica de grupo, é o processamento, e não a técnica em si. Uma sugestão para se desenvolver a auto estima, é pontuar as qualidades, ou seja, propor que as pessoas listem cinco defeitos e cinco qualidades. Elas até ficarão, num primeiro momento, com dificuldade de se reconhecer em suas qualidades, até mais que em seus defeitos, mas vão encontrar, sim! Para muitos não é muito fácil falar de coisas boas sobre si mesmo, mesmo que saibam que elas existem. O que se deve fazer é incentivar as pessoas a assumirem suas qualidades, se apoderando delas a ponto dos seus defeitos deixarem de ser tão mais importantes.

Não é um trabalho fácil, não. Por isso temos que ter o cuidado quando estamos num grupo. O nosso papel é facilitar para que as coisas boas apareçam e ajudar as pessoas a acreditar nelas. Porque se abrirmos demais para os problemas, corremos o risco de tornar o encontro muito angustiante. E não vamos conseguir resolver os problemas dos outros em questão de trinta minutos!

Portanto, minha proposta seria: fazer com que as pessoas citem suas qualidades, reconhecendo-as! E ver que seus defeitos fazem parte, mas que não serão eles, que vão impedir de se ver a grandiosidade do que podemos encontrar dentro de nós mesmos, “apesar de...”. E o interessante é que elas saiam bem do encontro, podendo se dar conta do que possuem de bom dentro de si. Podemos ajudar nessa construção, sendo amigos e incentivando esse potencial.

É aquilo que sempre pontuamos na catequese: Não existem fórmulas prontas para resolver os problemas. Não existem dinâmicas que a gente invente que, milagrosamente, faça com que todos saiam "se amando mais". Outra coisa, pode ser que nem seja bem o caso de falta de auto-estima e sim de "preservação da intimidade" ou ainda inibição, nervosismo ou vergonha de se expor. Apesar de que quem tem auto-estima desenvolvida não teria vergonha de falar... Ou teria? Enfim... Que coisa complicada!

Ao invés de dinâmicas de grupo num encontro, ou além delas, quem sabe, a gente deveria tratar a coisa de forma diferente. Primeiro que, se você sabe quem é que precisa de estímulo, pode começar ressaltando as qualidades da pessoa. E isso não precisa ser num encontro, pode ser no dia a dia... "Querida como você está bonita hoje!"... "Nossa que legal isso!"... Agora, e se essa criatura não tem nada de bonito nem de legal pra gente ressaltar? De repente a gente pode delegar tarefas para que as pessoas sintam-se valorizadas, parte do grupo, para que se descubram. Cada um tem um dom: cozinhar, escrever, pintar, fazer cartaz, sei lá... Às vezes esses dons estão escondidos ou a pessoa nem sabe que é útil para a catequese e para a própria vida dela!

Mas não se assustem se fizerem a dinâmica do chapéu e perceberem que as pessoas tem vergonha de falar de si mesmas, se enaltecer... Essa coisa de ficar de frente para os outros falando de si mesmo é uma coisa que inibe as pessoas! Até os mais despachados. A não ser que seja um político...

Lendo o poema "Identidade" de Pedro Bandeira, podemos ver o quão insatisfeitos somos com a nossa própria personalidade... O poema reflete isso e pode ser trabalhado com o grupo num encontro. E eu confesso uma coisa... às vezes nem eu mesma sei quem sou!
E, em qualquer dinâmica de grupo, até mesmo com as crianças na catequese... técnica por técnica não resolve nada. É preciso saber aonde se quer chegar. Existem muitos livros que podem nos orientar, mas aí a gente precisaria também conhecer um pouco de psicologia. E passar técnicas é um tanto perigoso quando não se conhece o grupo. Como realmente saber o que eles precisam?

E dinâmicas não precisam ser aplicadas num encontro apenas, a gente pode estar desenvolvendo pessoas ao longo do tempo, ou seja, estimulando-as com palavras de coragem, elogiando-as com palavras de carinho, dando uma reprimenda com amor. E de novo lembro, não precisa ser num encontro, pode ser nos momentos mais inusitados, no dia-a-dia, no nosso corre-corre da catequese. E não é interessante mexer com a auto-estima das pessoas quando não se tem o preparo adequado. Pode não ser interessante, pois as coisas que poderão sair, quem está dirigindo o encontro pode não ser capaz de direcionar... E o ser humano é tão complexo que as coisas nem sempre saem exatamente como a gente quer!

Agora vamos a Dinâmica:

A dinâmica do “Pessoas são dons”, é interessante, e o texto expressa o que cada um pode pensar! É um texto que pode dirigir o pensamento e talvez fechar com o poema “Identidade” de Pedro Bandeira. Mas sempre pontuando o que há de melhor em cada um. Nunca a gente deve se estender em cima de problemas mais sérios. Quando a pessoa tem problemas de ajustamento, não seremos nós que podemos consertar. Para isso tem pessoas capacitadas, psicólogos, terapeutas. Para se entender realmente dinâmica de grupo, além das técnicas é preciso entender os processos e os entendimentos que gerou aquela técnica. É preciso ajuda de pessoas que realmente estudaram sobre isso, para que as pessoas saiam de lá mais fortalecidas, independente da “sujeira” que surja. E isso exige um preparo sério, de anos.

Então o que leva uma pessoa a procurar o melhor para as outras, melhorando sua auto estima, talvez nem seja uma coisa assim tão simples. Na verdade ao aplicar uma dinâmica como a do chapéu, a gente pode se surpreender. É o que já disse: às vezes não estamos preparados para fazer os ajustes. Temos que cuidar para não trazer mais problemas ainda à pessoa. Mas se você quiser experimentar melhorar a auto estima do grupo, então uma boa sugestão é a técnica do “Pessoas são dons”, ressaltando sempre o que há de melhor em cada um.

Não estudei psicologia, exceto as 20 horas do curso de pós em catequética, mas, penso que não se deve mexer naquilo que não se sabe. Ou abrir uma caixa de pandora e não conseguir fechar de novo. Acho até, que é uma questão de bom senso. Primeiro que as pessoas para estarem na Igreja, ajudando outras pessoas, deveriam já, ser bem resolvidas. A gente não pode ir para um trabalho pastoral de evangelização cheio de problemas!? Ou pode? Ou vai?... rsrsrsrrs... Agora caímos naquele chavão: "Quem não tem pecados, atire a primeira pedra!”.

Reforçar a auto estima de uma pessoa é, antes de tudo, amá-la! Por isso faço essas considerações. Nem é preciso muita técnica ou ser psicólogo. É mesmo por aí a coisa...

Mas preciso ressaltar algo aqui. A atitude dessa minha amiga de procurar o melhor para o seu grupo, é uma atitude maravilhosa, muita gente nem se incomodaria, deixaria pra lá. Isso mostra que ela tem o “dom”... O “dom” maravilhoso de ser catequista.


*Angela Rocha


ANEXOS:

01 – TEXTO DE PEDRO BANDEIRA

Identidade

Às vezes nem eu mesmo sei quem sou.
Às vezes sou “o meu queridinho”.
Às vezes sou moleque malcriado.
Para mim tem vezes que eu sou rei, herói voador, caubói lutador, jogador campeão.
Às vezes sou pulga, sou mosca também, que voa e se esconde de medo e vergonha.
Às vezes eu sou Hércules, Sansão vencedor, peito de aço, goleador.
Mas que importa o que pensam de mim?
Eu sou eu, sou assim, sou menino.

(Pedro Bandeira. Cavalgando o arco-íris. São Paulo, Moderna, 1985)


02 - DINÂMICA – PESSOAS SÃO DONS

Objetivo: Identificar-se como pessoa importante no meio em que vive. Para reforçar a auto estima.

Materiais: uma caixa com tampa, decorada como para presente, com espelho dentro.
Duração: 50 minutos.
Procedimentos: O coordenador do grupo apresenta aos participantes uma caixa bem decorada e diz a eles que a catequese recebeu um presente muito especial de alguém. E orienta que cada um pegue a caixa, abra, observe o presente que está dentro dela, feche bem a caixa e entregue ao colega mais próximo, sem comentar absolutamente nada. Desse modo, a caixa passa de mão em mão por todos na sala. Terminada essa etapa, questiona-se os participantes sobre como se sentiram ao se olharem ao espelho e
perceberem que eles próprios eram o presente que a catequese havia recebido. Após os comentários, sugere-se a leitura e a análise da mensagem expressa no texto Pessoas são dons.

Texto para reflexão (pode ser lido ou declamado):

PESSOAS SÃO DONS

Pessoas são dons. Pessoas são presentes, que o Pai manda para mim embrulhadas.
Umas são presentes que vêm em embrulho bem bonito: atraentes logo que as vejo.
Outras vêm com um papel bastante comum.
Outras ficaram machucadas no correio.
De vez em quando, vem uma registrada.
Umas são presentes em invólucros fáceis.
Outras, é bem difícil para tirar a embalagem. Porém, a embalagem não é o presente.
É fácil fazer este erro. Às vezes, o presente não é muito fácil de abrir.
Precisa-se da ajuda de outras pessoas.
Será que a razão é o medo? Será que é o ódio?
Talvez já tenha sido desembrulhado e o presente jogado fora.
Pode ser que este presente não seja para mim!
Eu também sou uma pessoa. Sou também um presente.
Um presente a mim mesmo.
O Pai deu-me a mim mesmo.
Já olhei para dentro da minha própria embalagem?
Talvez nunca tenha aceito o presente que sou...
Pode ser que dentro da embalagem tenha algo diferente do que penso!
Talvez nunca tenha compreendido o presente maravilhoso que sou!
Será que o Pai faz pessoas que não são maravilhosas?
Eu adoro os presentes que aqueles que me amam dão a mim!
Por que não amo o presente, este presente, a pessoa que sou?
Sou um presente às outras pessoas?
Será que nunca chegarão a gozar do presente?
Cada encontro com pessoas é uma troca de presentes.
Mas o dom sem doador não é mais dom!
É somente uma coisa vazia sem relacionamento entre doador e recebedor.
A amizade é um relacionamento entre pessoas que vêem as pessoas como realmente são: DONS DO PAI UM AO OUTRO...
O amigo é um dom, não somente para mim, mas para outros através de mim.
Quando eu guardo um amigo, possuindo-o, eu destruo sua capacidade de ser dádiva.
Se eu guardo a sua vida para mim, eu a perco para outros, então eu a guardo.
PESSOAS SÃO DONS RECEBIDOS E DONS DOADOS...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

ENCENAÇÃO DE PARÁBOLAS:

OITO Parábolas são mostradas:


1) “Senhor, não tenho como pagar.” (Mateus 18, 21-35).
2) “Darei a cada trabalhador, um denário por dia, agora vão para a vinha.” (Mateus 20, 1-16).
3) “Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo chegou de viagem a minha casa, e não tenho o que lhe dar.” (Lucas 11, 5-10).
4) “Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga.” (Lucas 12, 13-22).
5) “Alegrem-se comigo, achei a minha ovelha perdida”. (Lucas 15, 3-6)
6) “Alegrem-se comigo; achei a dracma perdida.” (Lucas 15, 8-9).
7) “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais...” (Lucas 18, 9-14).
8) “Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence, quero conhecer o mundo e aproveitar essa vida.” (Lucas 15, 11-32).


MÚSICA DE ABERTURA
Pedro aproximando-se de JESUS, perguntou:
- Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete ?

NARRADOR/JESUS: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso o reino dos céus pode ser comparado a certo rei que quis ajustar contas com os seus servos. E começando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. (MÚSICA)


CENA 1
SERVO - Senhor, não tenho como pagar.
REI- (Em off) Então serás vendido, assim como sua esposa e filhos para que a dívida seja paga.
SERVO - Senhor, seja generoso comigo e prometo que tudo te pagarei .
NARRADOR - Então o seu Senhor movido de íntima compaixão, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. (Música)
SERVO- Obrigado, meu Senhor .
NARRADOR - Saindo ele feliz com a dívida perdoada, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários ...
SERVO - (Agarrando-o) Paga-me o que me deves.
DEVEDOR - Por favor, seja generoso comigo e tudo te pagarei.
SERVO- Vai me pagar agora , ou então mandarei prendê-lo.
DEVEDOR- Tenha piedade , Senhor ! Estou desempregado e passando necessidade.
SERVO - Tenho piedade de mim , vai para a prisão até me pagar ! Quem deve paga .
NARRADOR - Alguns passantes, vendo o acontecido, entristeceram-se muito, e foram relatar ao seu senhor tudo o que sucedera . Então o seu senhor, chamando-o, lhe disse :
REI - Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida , porque me suplicaste. Não devias tu igualmente compadecer-te do teu companheiro, como também eu me compadeci de ti?
DEVEDOR - Eu precisava do dinheiro e ele não gosta de mim .
REI - Ficarás com os verdugos, até que pagues o que me deves.

NARRADOR/JESUS- Assim vos fará também meu pai celeste , se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas .
(Música)
JESUS (OFF) - O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha ...
(Música)


CENA 2
PAI - Darei a cada trabalhador, um denário por dia , agora vão para a vinha .
NARRADOR/JESUS - Perto da hora terceira ele saiu e viu, na praça, outros que estavam desocupados .
PAI- Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo.
NARRADOR/JESUS- E eles foram . Saindo outra vez, perto da sexta e nona hora, ele fez o mesmo. Na décima hora ele saiu e encontrou outros que estavam desocupados, e perguntou-lhes :
PAI - Por que estivestes aqui desocupados o dia todo ?
TRABALHADOR- Porque ninguém nos contratou .
PAI - Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo .
JESUS (OFF) Chegada à tarde , disse o dono da vinha ao seu administrador : Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até os primeiros . Vindo os da décima hora, receberam um denário cada um . Vindo, porém, os primeiros, pensaram que receberiam mais. Porém, também eles receberam um denário cada um e murmuraram contra o pai de família ...
TRABALHADOR- Estes últimos trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e o calor do dia .
PAI - Amigo, não te faço injustiça . Não combinaste comigo um denário ? Toma o que é teu , e retira-te . Eu quero dar a este último tanto quanto a ti . Não tenho o direito de fazer o que quiser com o que é meu ? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom ? (Música)
NARRADOR/JESUS - Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros, últimos; pois muitos são chamados, mas poucos escolhidos . Qual de vós terá um amigo e se este for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser :


CENA 3
AMIGO - Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo chegou de viagem a minha casa, e não tenho o que lhe dar .
DA CASA - Não me importunes, a porta já está fechada , e os meus filhos estão comigo na cama . Não posso levantar-me para lhe dar os pães .
AMIGO- Mas eu preciso dos pães e você pode me ajudar .
DA CASA - Vá pedir a outro .
AMIGO- estou pedindo a você que é meu amigo .
JESUS - Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhe os pães, por ser seu amigo , levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o de que ele necessitar .
DA CASA - Toma e não importunes mais, me deixe dormir .
AMIGO - Obrigado amigo !
NARRADOR/JESUS - Por isso vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á. Pois qualquer que pede recebe; quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á . Qual o pai
dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra ? Ou se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente ? Ou um ovo, lhe dará um escorpião ? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o pai celestial o Espírito Santo àqueles que pedirem. (Música)
Um Homem diz a Jesus : Mestre , dize a meu irmão que reparta comigo a herança .
NARRADOR/JESUS - Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui (Encenado) O campo de um homem rico produziu com abundância . Então ele reclamava consigo mesmo, dizendo :


CENA 4
HOMEM - Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e folga.
NARRADOR/JESUS - Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma. Então o que tens preparado, para quem será? (Homem escutando a voz se prostra de joelhos) Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.
(MÚSICA)
Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até achá-la ? E quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria , (Encenando) e vai para casa . Então convoca os amigos e vizinhos, e lhes diz :


CENA 5
HOMEM- Alegrem-se comigo , achei a minha ovelha perdida .
NARRADOR/JESUS - Digo-vos que do mesmo jeito haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento . Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, (Encenando) se perder uma, não acende a candeia , varre a casa e a busca com diligência até achá-la ? E quando a encontra, convoca as amigas e vizinhas, dizendo :


CENA 6
MULHER - Alegrem-se comigo; achei a dracma perdida.
NARRADOR/JESUS - Assim vos digo que há alegria diante dos Anjos de Deus por um pecador que se arrepende. (MÚSICA) Dois homens subiram ao templo para Orar, um era fariseu e o outro, cobrador de impostos. O fariseu, posto em pé, Orava consigo desta maneira:


CENA 7
FARISEU- Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo o que possuo.
NARRADOR/JESUS - O cobrador de impostos, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao Céu, mas batia no peito, dizendo:
COBRADOR- Ó Deus, tem misericórdia de mim , pecador!
NARRADOR/JESUS - Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele. Pois qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado.
(MÚSICA)
Certo homem tinha dois filhos . O mais moço disse ao pai:


CENA 8
MOÇO- Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence, quero conhecer o mundo e aproveitar essa vida e não ficar aqui preso e acabar nessa fazenda .
NARRADOR/JESUS-E o pai repartiu os bens entre os dois . Poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens , vivendo dissolutamente .
MOÇO- Isso é que é vida , mulheres, bebidas, amigos...
NARRADOR/JESUS- Tendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades .
MOÇO- Onde estão todos os meus amigos ? Os companheiros de festas ? As mulheres que diziam que me amavam ? Que eu era lindo ! Maravilhoso ! Eles sumiram ! Acabou o meu dinheiro da herança , e agora ?
NARRADOR/JESUS- Então ele foi e se chegou a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos . (Música) Ele desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada . Então , caindo em si, disse :
MOÇO- Quantos trabalhadores de meu pai tem abundância de pão, e eu aqui pereço de fome ! Levantarei e irei falar com meu pai , direi-lhe : Pai , pequei contra o Céu e perante ti , já não sou digno de ser chamado teu filho , coloque-me como um dos teus trabalhadores . É isso que farei, estou arrependido de ter abandonado o meu querido pai , por esse mundo corrompido e perverso , onde não temos amigos .
NARRADOR/JESUS- Então, levantando-se, foi para seu pai .Quando ainda estava longe, viu seu pai, e se moveu de íntima compaixão e , correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou .
MOÇO- Pai , pequei contra o Céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado teu filho .
NARRADOR/JESUS- Mas o pai disse aos seus servos : Trazei depressa a melhor túnica e vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão, e calçados nos pés . Trazei o bezerro cevado, mata-o . Comamos e alegremos-nos , pois o meu filho estava morto e reviveu, tinha se perdido, e foi achado . E começaram a alegrar-se . O filho mais velho estava no campo . Quando voltou e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças . Chamando um dos criados, perguntou ...
IRMÃO - O que é toda essa bagunça ?
CRIADO- Veio teu irmão, e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo .
NARRADOR/JESUS - Mas ele se indignou, e não queria entrar . Então, saindo o pai, conversou com ele , mas ele respondeu :
IRMÃO - Olha pai , te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes e o Senhor mandou matar para ele o bezerro cevado?
PAI - Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas . Mas era justo alegrarmo-nos e folgar-mos, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado . (MÚSICA)


NARRADOR
O Coração é o centro do seu intelecto, é o centro das emoções e o centro da vontade humana. Os sentimentos, pensamentos, desejos, valores, vontade e decisões da pessoa é atraído pelas coisas que ela considera mais importantes. Quem tem como o seu tesouro as coisas terrestres, terá seu coração escravizado por tais coisas, mas se tiver voltado para o Reino de Deus, a sua palavra, a sua presença, a sua Santidade, e um relacionamento totalmente voltado ao Senhor, o Coração será sempre atraído para as coisas Celestiais e esperando a volta de Nosso Senhor Jesus Cristo. Disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum ; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão . E essa promessa é para os que estão com as mãos no arado, onde muitos não querem se comprometer e onde muitos largaram essa ordenança de Nosso Deus, sabendo que o dia do juízo virá . (Música aumenta).

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A MISSÃO DO CRISTÃO NA IGREJA E NO MUNDO - CELEBRAÇÃO : A IMAGEM DA ESPIGA

(Os personagens podem ser revestidos com TNT com o nome de cada coisa escrita)


DIRIGENTE: trazemos a imagem da espiga, que esconde uma grande missão. Os grãos juntinhos e firmes se doam para serem pão. Assim é a Igreja, Senhor, em torno do teu coração. Deve permanecer unida pela missão.


ESPIGA: (entra sem falar)


DIR: vamos contemplar uma espiga. Vejam! Ela está encoberta: o milho está oculto na palha. Só vemos a palha sem vida.


PALHA: Sou a palha. Minha missão é proteger o milho do sol quente, da chuva, enquanto ele cresce. Quando o milho amadurece, podem me rasgar, arrancar para fora da espiga. Parto para outras funções.


DIR: É preciso rasgar a palha, enfrentar a sua aspereza para enxergar a riqueza do milho. É preciso olhar além de uma casca tão grossa. O essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração. É preciso penetrar nos corações, dar-se as mãos. Olhar bem no olhos para perceber a vida. É preciso crer que a fonte da vida está no meio de nós: Jesus.


ESPIGA: ( sem palha) Eu sou uma espiga. Todos os meus espaços são preenchidos pelos grãos de milho. Sinto-me feliz e completa a medida em que os grãos são bem distribuídos, unidos e sãos; olhem como sou bonita. Aproveitem para me contemplar enquanto é tempo: minha vida é curta. Logo, logo serei debulhada.


UM GRÃO: Sou um grão solitário, perdi meus companheiros. Onde eles estão? Sinto-me tão só, tão inútil. Pra que sirvo? Apenas para ser picado comido pelas aves? Estou aqui e nem sou percebido por ninguém.


DIR: Um grão de milho sozinho, para que serve? O que vale um membro da Igreja sozinho? Isolado, separado da comunidade? Perde a força do testemunho, perde a vida. Não tem sentido. Não é feliz não cumpre a missa.


MONTE DE MILHO: Somos um monte de grãos de milho formamos uma multidão. Não se esqueçamos nós estávamos presos ao sabugo e unidos aos irmãos de crescimento desde a formação da espiga no pé. Deixamos nosso lugar, nossos irmãos, saímos da espiga para nos unir aos grãos de outras espigas. Agora em meio a essa multidão, estamos disponíveis. Podem fazer de nós o que quiserem.


DIR: Os grãos deixaram a segurança do sabugo e o aconchego da espiga para juntar-se a grãos desconhecidos. Não somos chamados apenas para construir uma sociedade dinâmica, alegre, fraterna... Nossa missão vai além: construir o Reino de DEUS.


DIR: Mas é preciso que o fruto se parta e se reparta na mesa do amor.


O SABUGO: Sou sabugo. Sinto-me desgastado e nu. Antes eu estava coberto com roupa dourada, linda, cheia de vida; a vida que doei. Sim doei tudo, estou esgotado. Para que sirvo agora? Dei segurança aos grãos, alimentei, garanti a proximidade, a união e a possibilidade do grão se desenvolver. Resta-me a alegria de contemplar o fruto da minha doação.


DIR: Corremos o risco de sermos valorizados pelo que produzimos e pela nossa aparência. O tempo passa, a pessoa vai se consumindo, vai distribuindo sua “roupagem dourada” e de repente sente-se desgastada como sabugo.


DIR: Os grãos que formam a espiga se unem para serem pão/ os homens que são Igreja se unem pela oblação. Diante do altar do Senhor entendo minha vocação / devo sacrificar a vida por meus irmãos.


FARINHA: Sou milho doado, moído, transformado em farinha. Os grãos de milho se doaram tanto que perderam a identidade. Vejam só: os grãos pereceram para eu pudesse existir.


DIR: Farinha é alimento, pão, polenta, cuzcuz... Matar a fome: eis a missão da farinha. Alimentar a vida, a esperança, a fé; é missão dos ministros, da catequese, da Igreja. Porém não basta ser farinha pura e forte; um grupo forte, uma catequese cheia de conteúdos, uma comunidade grande, com um centro pastoral novo, com um templo servindo de cartão postal e com altas torres onde o sino bate mas não ouve o chamado....É presido que eu desapareça Para que outro cresça.


PÃO: Eis o pão! Sou o pão resultado de um longo processo de transformação. Lembra da espiga, da palha, do grão, do monte de milho debulhado, do sabugo, da farinha? Todos eles tiveram que desaparecer para que eu chegasse a ser pão. Minha missão é alimentar. Quero ser repartido a todos.


DIR: Muitas vezes, o pão é valorizado apenas pela aparência e pelo sabor, transformando-se em fonte de lucro. Desvia-se, assim, da sua principal missão, que é alimentar; o que é muito mais do que matar a fome. Também nossa missão é fortalecer e garantir a vida, anunciando a Fonte de vida: Deus!


CANTO: Prova de amor maior não há...


DIR: Ao contemplar o processo da espiga, onde nos situamos dentro da comunidade, da Igreja: como espiga/palha/grão/grãos/sabugo/farinha/ pão?

A Igreja vive porque seu fundamento é sólido, cuja pedra principal é JESUS CRISTO. Formamos um corpo com dons e carismas diferentes. Mas a cabeça é JESUS CRISTO; O tem, Hoje e Sempre.É necessário que cada membro descubra, a luz da fé, e tome consciência de sua MISSÃO e a exerça com alegria, em resposta à vocação batismal.


CANTO: Sim eu quero.

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO