terça-feira, 12 de agosto de 2014

ROTEIRO DE ENCONTRO: É possível viver de um jeito diferente.

Roteiro de encontro. Colaboração Rosangela Tamaoki - Londrina Pr.

01 - Oração Inicial

02 - Dinâmica “Abrigo subterrâneo” (5min)
Entregar a cada catequizando a folha para que respondam – tempo de 5 minutos. Deixar livre, caso queiram conversar, o importante é lembrar que cada um vai estar com as pessoas no seu abrigo...
Escolher implica coragem e tem sempre consequências!

03 - Escala de Valores (5 min)
Vocês escolheram as pessoas, agora deverão escolher qual é a ordem de importância que os valores tem para você.

04 – Reflexão
A vida é feita de escolhas. A vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e automáticas, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.

É tão interessante percebemos que aquilo que somos hoje é um conjunto de escolhas que fizemos e que fizeram por nós. Muitas coisas nós não conseguimos entender porque somos fenômenos, estamos em construção, em constante manifestação.

Tem uma musica do Pe. de Melo que diz assim: Não sou perfeito, estou ainda sendo feito, e por ter muito defeito, vivo em constante construção. O que você escolhe viver e trazer para sua vida é o caminho de bênção ou de maldição.

Deus nos criou para que tivéssemos vida e vida em abundância. Por isso nos criou a sua imagem e semelhança.(Gn 1, 26). Ele nos deu inteligência – nós pensamos e falamos nossos pensamentos. Temos capacidade para dominar a natureza. Ele nos deu o livre arbítrio – Somos livres para escolher entre o bem e o mal; de escolher uma coisa ou outra, agir ou não agir, fazer ou não fazer determinadas coisas. E essa liberdade alcança a sua perfeição quando está em profunda sintonia com Deus.

Cada ser humano traz consigo um sonho de felicidade. Não existe outra alternativa: viver é querer ser feliz. Deus quer a nossa felicidade. (Isaías 43, 4). Somos uma obra prima nas mãos de Deus. Fomos criados por amor e para o amor. Ele nos deu muitos caminhos e nos faz livre para escolhermosqual deles nos leva à realização e à felicidade. Coisa boa quando queremos para nossa vida a mesma coisa que Deus quer.

05 - Dinâmica do papel de seda.
Entregar a cada catequizando um pedaço de papel de seda

06- Texto bíblico Eclesiastes 3, 1-8

07 - Reflexão - “A Vida em Três Tempos” .

Entregar aos catequizandos o texto. Primeiro leitura individual, depois todos leem juntos. Se sobrar tempo, eles podem desenhar/escrever o que estão sentindo no verso da folha do texto. Pode-se colocar enquanto fazem isso a colocar a musica: “É preciso saber viver” – Titãs.

08 – Anexos - dinâmicas:


A - ABRIGO SUBTERRÂNEO
OBJETIVOS: Questionar sobre conceitos e valores morais, trabalhar a questão do preconceito no grupo e exercitar uma atividade de consenso.

MATERIAL: Caneta ou lápis e uma cópia do “abrigo subterrâneo” para cada participante.

PROCESSO: Dividir o grupo em subgrupos de cinco pessoas.Distribuir uma cópia do “abrigo subterrâneo” para cada participante.Orientar que cada pessoa deverá proceder a sua decisão individual, escolhendo até seis pessoas (da lista do abrigo) de sua preferência.

Em seguida, cada subgrupo deverá tentar estabelecer o seu consenso, escolhendo, também, as suas seis pessoas.Ao final, o facilitador sugere retornar ao grupão, para que cada subgrupo possa relatar os seus resultados.

Proceder os seguintes questionamentos:

Quais as pessoas escolhidas de cada subgrupo?

Qual o critério de escolha/eliminação?

Qual(is) o(s) sentimentos que vocês vivenciaram durante o exercício?

Solução: Uma escolha livre de preconceitos seria promover um sorteio.


* * * *

Abrigo Subterrâneo

Você está correndo um sério perigo de vida. Sua cidade está sendo ameaçada de um bombardeio. Você recebe a ordem de que deverá

acomodar em um abrigo subterrâneo apenas seis pessoas , entretanto há doze precisando entrar no abrigo. Abaixo, estão quais as pessoas e suas características. Faça a sua escolha. Apenas seis poderão entrar no abrigo:

( ) Um violinista, 40 anos, viciado. 
( ) Um advogado, 25 anos. 
( ) A mulher do advogado, 24 anos, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ou ficar juntos no abrigo, ou fora dele. 
( ) Um sacerdote, 75 anos. 
( ) Uma prostituta, com 37 anos. 
( ) Um ateu, 20 anos, autor de vários assassinatos. 
( ) Uma universitária, 19 anos, que fez voto de castidade. 
( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo sua arma. 
( ) Um declamador fanático, 21 anos , baixo QI. 
( ) Um homossexual, 47 anos, geólogo. 
( ) Um débil mental, 32 anos, que sofre de ataques epiléticos. 
( ) Uma menina, 12 anos, baixo QI.


B - Valores:

Leia os dez valores e os reescreva seguindo a ordem de importância para você:

01 - Amor 1.____________________________
02 - Poder 2.____________________________
03 - Autonomia 3. ____________________________
04 - Auto-realização 4. ____________________________
05 - Dinheiro 5._____________________________
06 - Dever 6._____________________________
07 - Segurança 7._____________________________
08 - Prazer 8._____________________________
09 - Competência 9._____________________________
10 - Prestigio 10.____________________________

- Conceituar para os catequizandos autonomia, auto-realização, competência, prestígio, etc.
- Fazer uma reflexão com eles sobre a escala de valores nestes novos “tempos”.

C - Dinâmica: A vida deve ser florida

Objetivo: Esta dinâmica fará o catequizando perceber o valor da vida e o mistério que a envolve.

Material necessário: Papel de seda de várias cores.

1º - A catequista deve cortar o papel de seda para que fique do tamanho de um papel sulfite cortado ao meio.

2º - Deve distribuir um pedaço para cada participante, procurando diversificar as cores.

3º - Motivar todos, dizendo que a folha que eles têm na mão é a vida de cada um deles. Pedir para que notem que um lado da folha é liso e o outro, um pouco mais áspero. Isso também ocorre em nossa vida: em alguns momentos é mais tranqüila, em outros, mais áspera. Mas, apesar de tudo, nossa vida vibra.

4º - A catequista deve pedir aos catequizados que segurem as folhas numa das pontas, fazendo-as balançar para ouvir o barulho (a vibração). Deve explicar que nem sempre tudo é tão bom, nem sempre a nossa vida vibra tanto. Todos passam por maus momentos.

5º - A catequista deve perguntar o que "mata" a nossa vida, o que faz com que ela vibre menos, e exemplificar: desemprego, inveja, ciúme, violência... Deve solicitar a ajuda dos participantes para que citem outros exemplos, e cada palavra "morte" enunciada, pedir que amassem o papel, até ficar uma bolinha. 

6º - Com a bolinha na mão, a catequista pergunta ao grupo: "O que devemos fazer com esta bolinha agora?". Talvez alguns digam para jogá-la fora. Nesse momento, a professora questionará: "Como vamos jogar fora a nossa vida? O que podemos fazer?". Alguém poderá dizer para reconstruí-la. "Mas como?" A catequista, então, deve motivar o grupo a falar palavras de vida ( amor, amizade, família, alegria , etc...), e a cada palavra vai-se abrindo novamente o papel.

7º - Com o papel todo aberto, a catequista deve questionar: "Mas e agora? Está cheio de rugas? São as rugas do tempo; assim é a nossa vida. O que fazer? Vamos ver se a vida ainda vibra?". Nesse momento, pede ao grupo para balançar a folha. Agora a vibração é bem menor.

8º - A catequista, então, pede aos catequizandos para dobrarem as folhas ao meio e recortá-las em duas partes. Juntando essas duas partes, pede para recortá-las novamente, ficando agora com quatro partes.

9º - A catequista instrui os catequizandos a trocar os pedacinhos com os colegas, de maneira que cada um fique com quatro pedacinhos de cores diferentes.

10º - Agora pede para colocarem os pedacinhos de maneira que fiquem um na horizontal e outro na vertical, formando duas cruzes.

11º - A catequista pede aos catequizandos que coloquem o dedo indicador no centro das "cruzes" e modelem uma flor. E acrescenta que a vida, por mais dolorida e cheia de rugas, ainda pode florescer. Às vezes, perde a vibração, mas nunca é tarde para florescer.

D - A Vida em Três Tempos

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

(Eclesiastes 3:1-8)

Esse é talvez um dos mais belos textos que alguém poderia escrever. Resume de forma perfeita uma realidade que só o Espírito Santo poderia inspirar: há um tempo próprio para todas as coisas e se algumas coisas estão no nosso controle, sobre outras não temos o menor poder de decisão.

O autor do livro de Eclesiastes divide a nossa vida em três tempos distintos, que poderiam ser resumidos em: nascer, viver e morrer.

Sobre o primeiro e o terceiro apenas uma frase: 'há tempo de nascer e tempo de morrer'. Simples e objetivo, como a dizer: é isso; sobre eles não temos controle; ninguém escolheu nascer; hora, lugar, filiação, pobreza ou riqueza. Tão pouco está no nosso controle o morrer. A depender da vontade do homem, a maioria jamais deixaria esta terra, por mais que a considere um 'vale de lágrimas' como é comum se ouvir. Tal como o nascimento, não há

muito o que fazer sobre o tempo e o lugar da nossa partida, a não ser tentar protelá-la o máximo possível.

Porém sobre o segundo tempo de nossa vida o autor não economizou nos verbos: plantar ou arrancar, matar ou curar, edificar ou derrubar, chorar ou rir, prantear ou saltar de alegria, ajuntar ou espalhar, abraçar ou se afastar, buscar ou perder, guardar ou deitar fora, rasgar ou costurar, falar ou calar, amar ou aborrecer, guerrear ou pacificar.

Esse tempo nos foi dado para o nosso controle e podemos escolher o que fazer com ele:

- Você está plantando em algum lugar? O que você tem semeado? O jardim da sua vida tem alguma beleza ou o mato tomou conta? Não é possível arrancar (colher) o que não se plantou.

- Você tem ajudado na cura ou a sua especialidade é a morte? As tuas decisões podem matar ou curar; as tuas palavras podem matar ou curar; a tua omissão pode matar, a tua intervenção pode curar.

- Você tem construído ou ajudado a derrubar? Derrubar é sempre bem mais fácil que construir; não é preciso planta, planejamento ou recursos. Basta apenas um pouco de estupidez, que é um opcional de fábrica nos seres humanos.

- O choro ou o riso tem sido mais freqüente em sua vida? Esse tempo depende dos demais. Decisões corretas o levarão a tempos de maior alegria; decisões erradas e ociosidade com certeza trarão mais lágrimas.

Cada ser humano traz consigo um sonho de felicidade. Não existe outra alternativa: viver é querer ser feliz. Deus quer a nossa felicidade. Somos uma obra prima nas mãos de Deus. Fomos criados por amor e para o amor. Ele nos deu muitos caminhos e nos faz livre para escolhermos qual deles nos leva à realização e à felicidade.

Fonte de pesquisa:
www.midiagospel.com.br
www.estudosgospel.com.br
www.centraldepregadores.com.br

*Ângela Rocha
angprr@uol.com.br

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO