sábado, 20 de setembro de 2014

VIDA INTERIOR NA INTERATIVIDADE - 6º DESAFIO

SEXTO e último DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO NA ERA DIGITAL:

Aqui temos uma preocupação que gira em torno DA VIDA INTERIOR E DA INTERATIVIDADE.
É importante observar que não se trata de desprezar uma realidade e deter-se na outra. Parece a primeira vista que não dá para expor nossa vida interior num ambiente interativo, no entanto, os jovens de hoje tem uma grande capacidade para a experiência espiritual por meio da interatividade. 
“Se eles não interagem, eles não fazem a experiência”. Se o jovem não consegue expor aos outros suas experiências, ela não é comunicação, não existe para ele. O que pode ser vivido , pode ser "dividido".
Se você tem uma vida pobre, sua comunicação será pobre. Se você tem uma vida rica, sua comunicação será rica. Se você faz uma experiência da graça, então a comunicação será forte.”
São afirmações que o Pe. Antonio Spadaro faz a respeito do jovem, afirmando a relação entre a vida interior e a interatividade, muito presente nos nativos digitais.
Para algumas pessoas, parece impossível viver a espiritualidade num espaço interativo. A primeira vista nossa vida interior é expressa na intimidade. Será?

Agora vamos pensar como catequistas...
Não está aí uma grande oportunidade para compartilharmos nossa "vida interior", nossas experiências e aprendizados com os jovens nas redes sociais? E não podemos fazer isso também nos encontros presenciais com eles?

DISCUSSÃO DO GRUPO
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Anette Alberti Verdade.Não sei se entendi bem. Neste últimos dois sábados de agosto senti que minha catequese com os jovens do Crisma foi a melhor que já tive nestes anos. Pois falei da minha pessoa, de como tinha sido comigo (em relação ao tema do encontro), abri espaço e quando percebi, nosso encontro estava super descontraído, todos conversavam, riam e contaram até mesmo coisas pessoais.O que confesso a todos que me surpreendeu e me deixou até mesmo triste. Mas valeu a pena.

Ângela Rocha Bingo! É isso aí Anette Alberti, o verdadeiro "encontro"! Muita gente não entende o que é o verdadeiro "testemunho"... Acham que testemunhar é viver uma vida "santa" ou então dar uma "palestra" sobre sua conversão e santidade. Isso inibe as pessoas. E se elas não conseguirem ser tão "santas" como você? E se elas falharem? Ao darmos nosso testemunho de vida ele precisa ser muito mais de fracassos do que de sucessos, as pessoas precisam sentir em nós experiências "verdadeiras", experiências que nos fizeram o que somos. O catequista quando só mostra a "pose" de "educador da fé", aquele que tudo sabe e não erra, não está interagindo com ninguém. Mas, se ele "desce" do pedestal e mostra que já foi tão confuso, tão perdido quanto seu interlocutor, ele começa verdadeiramente a mostrar sua vida interior, aquilo que o fez ter fé e viver essa fé... com erros, com acertos, com tristeza, com alegria...

Zenaide Pereira Precisamos exercitar nossa espiritualidade para podermos expandi-la, transmitindo com empenho evangélico.

Maria Angela Guenka Olá amigas! realmente testemunharmos para eles nossas experiências boas e outras não tão boas, nos aproximam deles. Tive uma experiência marcante com nosso grupo. Eles foram crismados agora em julho e vimos trabalhando com eles para que nos ajudassem a formar um grupo de jovens que há anos estava parado em nossa paróquia e não é que eles toparam e estão levando a frente! Senti que uma das causas foi o grande drama que minha família passou, não sei se partilhei com vocês. Sofremos um atentado em nossa casa, um psicopata disparou seis tiros através do portão de nossa residência matando meu marido, ferindo um de nossos filhos e minha nora. Este acontecimento abalou toda nossa comunidade e a repercussão tem sido sentida através de uma união muito grande na comunidade e meus jovens mudaram de forma impressionante. Isto foi no dia oito de julho, dia de Pentecostes. E sabem o nome que eles escolheram para o grupo? Foi JUPES Jovens Unidos pelo Espírito Santo. E de lá para cá eles estão cada vez mais unidos. Pediram-me para montar um encontro de jovens, para chamar mais jovens, hoje vamos nos reunir para organizar os primeiros passos. E assim aos poucos e com o apoio de todos estamos superando a dor da perda e colhendo alegrias. Rezem por nós, pois, o golpe foi duro. Beijos e desculpem-me se me alonguei. Até mais turma linda do meu coração.

Ângela Rocha Veja só Maria Angela Guenka, que mesmo a dor pode trazer algo de bom. Tenho certeza que a morte do Eduardo, mesmo de forma tão trágica, serviu para que a comunidade abrisse os olhos para a grande necessidade que a sociedade tem de pessoas que pensem no próximo. Os jovens podem mudar o mundo, podem fazer dele um lugar sem violência. E você duvida que ele está lá no céu olhando por vocês? Eu não!

Maria Angela Guenka Com certeza, Ângela. Nós trabalhamos 40 anos juntos pela juventude e família. Eu sei que ele lá do céu me acompanha. Busco minha força na eucaristia e conto com o grande apoio de meus filhos, netos e as orações de vocês meus amigos e amigas.

Givanilda Coelho Amo trabalhar com a juventude, sempre que posso participo dos encontros, congressos e eventos da PJ. Participando é que vejo o quanto eles gostam que nós mais velhos (jovens há mais tempo) que eles, valorizemos seus trabalhos na Igreja e os apoiemos, assim como gostam de conhecer o nosso testemunho de caminhada, nossas experiências e como ainda podemos aprender com eles, fora, que é gratificante demais ver esta juventude evangelizando e sendo protagonistas.




Nossa homenagem a querida Maria Ângela Guenka e ao Eduardo Guenka, catequistas de Sorocaba -SP. Quarenta anos de dedicação aos jovens e as famílias! Eduardo, fisicamente, não está mais entre nós, mas deixou um legado que jamais vamos esquecer.

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