segunda-feira, 1 de junho de 2015

LIDERANÇA X INVEJA - PARTE III

A FOFOCA E SEU GRAU DE PERVERSIDADE




 “Eu sou mais mortal que uma bala de canhão. Eu derrubo casas, quebro corações, afundo vidas. Eu viajo nas asas do vento. Nenhuma inocência é forte suficiente para me intimidar, nenhuma pureza é completa para me amedrontar. Eu não tenho nenhuma consideração pela verdade, nenhum respeito pela justiça, nenhuma clemência para com o indefeso. Minhas vítimas são tão numerosas quanto as areias do mar e muitas vezes, inocentes. Eu nunca esqueço e raramente perdoo. Meu nome é FOFOCA!”
(Morgan Blake)

Com certeza um dos “sintomas” da inveja é a “fofoca”. E isso gera um alto grau de desconforto na convivência de equipe e anula qualquer tipo de liderança. E a fofoca vem do julgamento prévio de um fato sem conhecer todos os lados da questão. Uma “fofoca” não é um simples “contar algo”, é muito mais que isso, chegando mesmo a ser um “inventar algo” que, via de regra, acaba por prejudicar alguém. Não é o fato de “sabermos” algo interessante sobre alguém que nos dá o direito de confirmar este fato contando-o a outrem.

Não existiria FOFOCA se pudéssemos ou se tivéssemos a consciência de que precisamos fazer um julgamento justo diante de toda situação. É basicamente impossível a qualquer ser humano “não julgar”. É algo inerente à condição humana. Mas é bom lembrar que sempre existem dois lados em todas as situações. Se vemos o “negativo”, ou seja, o que condenamos, por que não podemos buscar o positivo? Lembremos nos ensinamentos bíblicos: a ninguém cabe julgar, senão a Deus.  

Mas, vivemos numa cultura de “julgamento”. E quase sempre com indisposição de ouvir os dois lados. E é mais se omitir e não mergulhar em nossa consciência para analisar o CERTO e o ERRADO. E a gente acaba sempre deixando a situação desconfortável pra lá, com o argumento de que “não é problema meu” ou “não quero me intrometer” e deixamos que a fofoca se espalhe. Atitudes de omissão jamais podem fazer parte de uma liderança.

E é engraçado como nossos líderes, que deveriam ser mais do que “espirituais”, muitas vezes se prendem a atitudes que não lembram em nada estar ligado a uma religião ou crença. O verdadeiro líder é aquele que tem a compreensão da tolerância, tem a predisposição e paciência de ouvir a verdade dos dois lados e ainda assim correr o risco de um posicionamento tendencioso, impulsionado pelo nosso sentimento de simpatia ou vínculo afetivo. Porque em qualquer “disputa”, por mais neutro que você queira estar, estará de um lado. Liderança é ter esta consciência e se esforçar para um posicionamento justo, ético. 


Um excelente meio de acabar com as fofocas é confrontar os dois lados das situações, “ouvir as partes” e, sensatamente, se posicionar.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação


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