domingo, 7 de junho de 2015

LIDERE COM HUMILDADE: LIÇÕES DO PAPA FRANCISCO

Terminamos nossa formação sobre LIDERANÇA, mas, numa excursão à livraria, vi um livro que achei muito interessante e gostaria aqui de fazer mais uma indicação de leitura para quem quer saber mais sobre este tópico.
LIDERE COM HUMILDADE: 12 LIÇÕES DO PAPA FRANCISCO.
O livro foi escrito, não por um católico devoto, mas por um escritor judeu que é mais conhecido por seus livros sobre Gestão. O autor, Jeffrey A. Krames, aponta em seu prólogo que - como o filho de sobreviventes do Holocausto - ele vê o Papa Francisco como a "resposta do Século XXI ao século XX, este o mais mortal período de assassinatos em massa da Humanidade”. O autor afirma que uma das marcas registradas de qualquer líder é como ele ou ela lidera pelo exemplo.
Aqui, então são essas lições, segundo o livro de Jeffrey Krames:
1.LIDERAR COM HUMILDADE. O Papa Francisco acredita que a humildade é uma qualidade particularmente poderosa da liderança. Os líderes de negócios podem imitá-lo através de meios como abandonar o escritório de canto trocando por um cubículo ao lado de outros funcionários e eliminando gastos excessivos em almoços luxuosos e outras regalias corporativas.
2. CHEIRAR COMO SEU REBANHO. Esta é um preceito do Papa Francisco muito citado, que significa imergir em qualquer grupo que você está liderando. O Papa era conhecido como "O Bispo das favelas" no tempo que passou nos distritos mais pobres de Buenos Aires e os líderes empresariais podem aplicar o princípio Managing By Walking Around (administrar empregando parte do tempo ouvindo o staff) e gastando o tempo realmente para conhecer os funcionários.
3. QUEM SOU EU PARA JULGAR? Assim como o Papa Francisco diz, ele não vê seu papel de julgar ninguém diferente dos outros. Assim, os líderes de negócios deveriam - em vez de julgar os seus empregados - ouvi-los, avaliá-los e se concentrar em seus pontos fortes.
4. NÃO MUDAR: REINVENTAR. O Papa Francisco tem procurado conduzir a Igreja Católica afastada de sua fixação com a ideologia datada. Os líderes empresariais precisam fazer o mesmo, mantendo suas organizações relevantes, mantendo o bem maior ao se livrar de pessoas que não defendem os valores da empresa e com foco na redução da burocracia.
5. FAÇA DA INCLUSÃO UM PRIORIDADE. O Papa sublinhou a importância de um diálogo aberto e da comunicação; e na indústria líderes podem seguir uma linha semelhante, pela inclusão de funcionários na tomada de decisão.
6. EVITE A MESQUINHEZ. O Papa sempre deixou claro que ele não acha que pode conseguir tudo sozinho. Na verdade, ele tomou a medida sem precedentes, depois que foi eleito, de fazer as multidões se reunirem para cumprimentá-lo para orar por ele. Entre as maneiras que os líderes empresariais podem evitar a mesquinhez está a de olhar fora da organização para ver se as coisas podem ser feitas de forma diferente e buscar o aconselhamento de pessoas de fora, bem como assegurar que as pessoas em diferentes departamentos entendam a contribuição dos seus colegas de outros lugares.
7. ESCOLHA O PRAGMATISMO SOBRE A IDEOLOGIA. Esta é talvez a lição mais estranha de ser adquirida a partir de um líder de igreja. Mas olhar para as coisas e decidir sobre o que fazer com os seus méritos individuais está no centro da abordagem do Papa. Para os empresários, isso significa abraçar o mundo real, em vez de lamentar o que passou e estar preparado para experimentar novas ideias e abordagens.
8. EMPREGAR A ÓTICA DE TOMADA DE DECISÃO. Por toda a sua professada humildade e defesa dos necessitados, o Papa Francisco tornou-se um praticante de política organizacional. Ele sabe que, como os líderes decidem, é tão importante quanto o que eles decidem. Muitos líderes empresariais eficazes sabem disso também. O processo de tomada de decisão pode ser melhorado através desses meios: sempre dê prioridade às decisões das pessoas, não apresse as principais decisões e tome o cuidado de tomar decisões que promovam a estratégia do líder.
9. COMANDE SUA EMPRESA COMO UM HOSPITAL DE CAMPANHA. O Papa Francisco vê um papel fundamental para a Igreja Católica em "curar as feridas e aquecer os corações" dos fiéis. Este é um encapsulamento de sua crença de que a Igreja deve estar envolvida no âmago da questão de vida das pessoas. E os líderes empresariais podem seguir esse princípio assegurando que os funcionários gastem tempo na linha de frente - com clientes, potenciais clientes e fornecedores; encorajando gerentes para estar disponíveis para aqueles pelos quais são responsáveis; e descentralizando a tomada de decisões.
10. VIVA NA FRONTEIRA. O Papa Francisco exorta não apenas o seu clero, mas todas as pessoas para alargar as suas experiências gastando "tempo de caminhada na periferia"; assim, eles compreendem a realidade da vida de outras pessoas e assim evitam o risco de ser "ideólogos ou fundamentalistas abstratos". Os líderes empresariais precisam fazer o mesmo - e também devem incentivar seus funcionários a seguir o exemplo.
11. CONFRONTAR A ADVERSIDADE DE FRENTE. O Papa Francisco passou por muitas lutas em seu caminho para chegar ao topo da sua igreja. Executivos, também, podem aprender a transformar a adversidade em uma vantagem. Fazer isso requer enfrentar as adversidades de cabeça erguida, em vez de fingir que não estão lá.
12. PRESTE ATENÇÃO AOS NÃO-CLIENTES. Desde o início do seu mandato, o Papa Francisco demonstrou uma vontade de ir além dos frequentadores da Igreja Católica. Como Krames escreve: "Ele quer aproximar as pessoas de Deus, independentemente da religião, raça e preferência sexual." Os líderes de negócios devem ter um objetivo similar. Sem esquecer os clientes existentes, devem chegar aos que estão fora - o que o pensador da administração Peter Drucker chama de não-clientes - a fim de serem bem sucedidos. O Papa Francisco tem procurado fazer isso, se engajando na mídia social. 


FONTE:
FORNI, João José. Encontrado em http://www.comunicacaoecrise.com/site/index.php/artigos/769-as-licoes-de-lideranca-do-papa-francisco.

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