sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O COORDENADOR É UM ANIMADOR OU DESANIMADOR?

Anima este grupo aí, galera!

Jesus, antes de sua elevação aos céus pediu aos seu discípulos: Ide e Evangelizai. E este mandamento se confirmou nas gerações futuras da nossa Igreja por meio do nosso batismo, quando recebemos o tríplice múnus de: sacerdotes, profetas e reis (pastores). Temos uma MISSÃO PROFÉTICA no mundo quando ouvimos o chamado a sermos catequistas.

Nós temos como FONTE PRINCIPAL para dirigir nosso serviço pastoral e a nossa missão, os Evangelhos contidos na Bíblia. Jesus é o nosso mestre e nos ensina sempre. Até mesmo a COORDENAR um grupo. Jesus é a fonte inspiradora na arte de coordenar. Ele não assumiu a missão sozinho. Cercou-se de um grupo e com ele foi formando sua comunidade. Em Jesus, o ministério da coordenação e animação caracteriza-se pelo amor às pessoas e pelos vínculos de caridade e amizade. Ele conquista confiança e delega responsabilidades (DNC, pg. 178)

A nossa Igreja, com o objetivo de nos ajudar na missão, criou um Diretório Nacional de Catequese (CNBB), que é fruto do Diretório Geral para Catequese, publicado pela Congregação para o Clero.  O DNC, como chamamos, deve ser conhecido e aplicado por todos os responsáveis pela catequese em todas as instâncias: Diocesana, setorial, paroquial, e é o documento onde o catequista e coordenadores devem tirar suas dúvidas e inspiração.

E lá na página 179, o diretório se dedica a dar orientações sobre o serviço de coordenação, que acredito, deveria ser observado por cada uma das pessoas que assumem o ministério da coordenação. Observo aqui que, muitos problemas se resolveriam se, somente alguns dos treze ítens que caracterizam o serviço de coordenação, fossem cumpridos. Mas, vamos resumir aqueles que considero mais importantes e o restante pode ser consultado no próprio documento, disponível aqui em nossa página.

Vamos lá! Como um coordenador pode ser um ANIMADOR?

Coordenar é missão de Pastor que conduz, que orienta, encoraja catequistas (...). Requer trabalho em equipe. Não é uma função, mas uma missão que brota da vocação batismal de servir, de animar, de coordenar. A palavra chave deste ministério é "articulação", o coordenador não pode acumular funções, nem se apascentar a si mesmo, mas sim as ovelhas (Ez 34,2). Algumas características do serviço de coordenação:

- ASSUMIR as exigências da coordenação como um serviço em benefício do crescimento das pessoas e da comunidade. Este serviço expressa a experiência de PARTILHA, de DESCENTRALIZAÇÃO, da missão realizada em EQUIPE, de relações fraternas, sinalizadoras de um novo modo de viver que brota do Evangelho (318e);
- TER CAPACIDADE pra perceber que as pessoas tem SABER, CAPACIDADES, VALORES, CRIATIVIDADE E INTUIÇÕES que contribuem par ao exercício da coordenação (318h);
- DESENVOLVER qualidades necessárias para um trabalho em equipe: capacidade de escutar, aprender, dialogar; reconhecer os valores do grupo; proporcionar o crescimento da consciência crítica, da participação e do compromisso; expressar solidariedade nas dificuldades e nas alegrias; ter um espírito organizativo (318i);
- SABER LIDAR com desencontros, problemas humanos e situações de conflito com calma, num clima de diálogo, caridade e ajuda mútua (318j);
- Buscar e partilhar conhecimento atualizado sobre PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO; (318l).

E o diretório continua ainda (item 319), afirmando que a missão catequética não se improvisa e nem fica ao sabor do imediatismo ou gosto de uma pessoa. A Catequese é uma ação da Igreja e um projeto assumido pela comunidade, como um “processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé” (CR 318).

Como se pode ver, para que um coordenador seja um ANIMADOR, e não uma fonte de desânimo para a catequese, ele precisa trabalhar em equipe, reconhecendo suas limitações e com isso, buscando os dons e talentos de cada pessoa ao seu redor. A Catequese não é um serviço solitário, é um serviço COMUNITÁRIO.

Fontes de referência:

CNBB. Diretório Nacional Catequese. pg. 178-188. Brasília: Edições CNBB, 2006.

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