quarta-feira, 30 de setembro de 2015

MISSÃO ONLINE

OUTUBRO: MÊS DE MISSÃO
Missão Online

Outubro é tempo de missões. E está bem mais fácil “missionar” agora. Temos em nossas mãos uma ferramenta poderosa: as redes sociais da Internet, acessíveis hoje, também, pelos dispositivos móveis. Nem é preciso levantar da cadeira, basta agilidade nos dedos e um conhecimento básico de tecnologia.

As redes sociais dominam o mundo. Hoje, pode-se lançar uma ideia ou uma causa, e em segundos, o mundo inteiro toma conhecimento. Pessoas se encontram e utilizam cada vez mais as redes para contato. Está cada vez mais fácil, unir pessoas em torno de um mesmo objetivo ou um ideal, seja ele qual for. Quer meio melhor de evangelizar?

São inúmeras as formas de dar voz à nossa causa, basta que busquemos a melhor maneira de colocar a evangelização virtual em ação. O mundo online é formado por um público que está preparado para replicar e multiplicar vozes. Nas diversas redes sociais se conversa de igual para igual, sem hierarquia e sem censura. O poder da informação está na internet. Lá, tudo é comunitário. Então, porque nossa Igreja ainda não infestou a rede levando a voz do Cristo Pacificador? Porque, nós, catequistas, ainda não estamos fazendo Ecoar, com toda a nossa força, a Palavra neste meio tão poderoso?

A Rede Social é uma das formas de representação de “relacionamento” afetivo entre os seres humanos. Então, nada mais lógico que a Igreja esteja lá. Ela é responsável pelo compartilhamento de ideias e interesses que movimentam o planeta. Valores também são compartilhados. Um grupo é composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes e buscam, em seus relacionamentos, amizade e partilha.

Mas para que serve tantas plataformas de informação? O que são Google, Blog, Youtube, Facebook, Twitter, Myspace, whatsapp... e tantos outros nomes? Como utilizar essas ferramentas em prol de uma grande mobilização ou de uma grande “Missão” virtual? O Missionário de nossa Igreja deve informa-se, integrar-se nas diversas redes, adicionar contatos, criar blogs, grupos, páginas, compartilhar e divulgar ideias, trazer pessoas para o nosso lado, Evangelizar!

Se analisarmos bem, a tecnologia proporcionada pela internet é algo sonhado pelo próprio Cristo: A interação total e completa de toda a humanidade! Se há o mal também na rede, esse é o mal existente dentro de cada ser humano... Nada que um bom combate não resolva. Vamos a ele!


Ângela Rochacriar blog

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

DIA DE CATEQUESE: Encontro e Memória...

Estávamos todos lá... 

Eu e vinte e uma cabecinhas em volta da pia batismal na Igreja. Quarenta e dois olhinhos e mãozinhas segurando verdadeiras preciosidades: as roupinhas, sapatinhos, toquinhas, velas, lembrancinhas e mantas que usaram no dia do batismo. Aqueles tesouros foram guardados por dez, onze anos por mães zelosas. E agora estavam ali novamente na igreja num dia, por que não? Muito especial também.

Círio aceso, água benta na pia, óleo e sal. Tudo pronto para fazermos memória do dia mais importante de nossa vida como cristãos: Nosso Batismo!

Naquele dia já distante, pais e mães, que transmitiram a vida às crianças e as receberam como dons de Deus, como verdadeiros presentes, foram perguntados: “Que nome escolheram para eles?”, e eles responderam o nome de cada um. E hoje cada um, novamente, repetiu o seu nome: Ângela, Laura, Flávia, Larissa, Guilherme, Gabriel, Letícia, Eliza, Evellyn, Maria da Graça, Luiz Henrique, Vítor, Gabriel, Leonardo, Larissa, Lucas, Gustavo, João Felipe, Marluza, Francisco, Gabriela e Mayara. E lembraram também que os pais pediram à Igreja o sacramento do batismo e prometeram ajudá-las a crescer na fé, observar os mandamentos e viver em comunidade como seguidores de Jesus. Padrinhos e madrinhas, prometeram ajudar os pais nesta missão e prometeram ser uma comunidade de fé e amor para eles.

Lembramos também da enorme responsabilidade que o Batismo nos deu: a propagação da nossa fé. Como batizados temos o dever de levar a nossa fé a todas as criaturas e jamais nos envergonhar ou renegar a nossa Igreja. Pelo batismo fomos chamados a ser sacerdotes, profetas e reis (pastores)! Sacerdotes porque “ligamos” as coisas do céu às coisas da terra; Profetas porque anunciamos o reino e denunciamos as injustiças; Reis que tem a responsabilidade de zelar pelos outros como os pastores com suas ovelhas,

E com o sinal da cruz foram marcadas. Escutaram a palavra e relembraram a instituição do Batismo feito por Cristo: “Em verdade Eu vos digo se alguém não nasce da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”. Naquele tempo lá longe, seu peito foi ungido com óleo e guardado pela força de cristo, como uma couraça. Com a água abençoada, os pais fizeram a promessa de renunciar ao mal e permanecer e crer na Igreja de Cristo. Derramada a água sobre nossas cabeças fomos batizados então, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Lembramos também que as roupas do batismo simbolizam que somos revestidos de Cristo, novas criaturas, livres da escravidão do pecado e filhos de Deus. Iluminados pela luz do círio, como batizados, podemos ser a luz do mundo. E assim, com nossos padrinhos segurando a vela recebemos a luz de Cristo. A nós também foi entregue o sal, para que fossemos o sal da terra, a fertilidade do mundo. O sacerdote no Èfeta tocou nossa boca e nossos ouvidos e disse: “Ó Senhor Jesus, que fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhes conceda que possa logo ouvir sua Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai. Amém!”.

Oramos então pelos pais, pelas crianças, pelos padrinhos e por toda nossa comunidade. E nos despedimos com a Oração do Pai Nosso, uma das riquezas nos deixada por Cristo.


Nem posso dizer como foi importante o encontro de hoje. Ao relembramos o nosso Batismo, segurando em nossas mãos, símbolos daquele que foi o dia em que fomos “apresentados” a Deus, sentimos novamente toda a emoção que nossos pais tiveram.

No final quando perguntei: “E quando vocês tiverem filhos? Vão querer também fazer essa cerimônia?” Recebi um “Sim!” bem alto e convicto.

Ângela Rocha
Catequista

(Encontro sobre o Sacramento do Batismo)inep enem 2016

domingo, 20 de setembro de 2015

GOTAS DE PAZ – HOMILIA DO DOMINGO



“E Jesus se sentou, chamou os doze, e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o ultimo e o servo de todos.”  Mc 9, 35.

No domingo passado, ao meditar as palavras de Jesus: “Tu não pensas como Deus, mas sim como os homens”, tínhamos dito que a lógica de Deus é muito diferente da lógica do mundo, e podemos até dizer que muitas vezes é exatamente oposta, como  na frase que elegemos para meditar nesse domingo. 

Parece que naturalmente todos nós temos uma tendência ou um desejo de estar ao primeiro posto. É nosso egoísmo que de muitos modos se manifesta desde criança: queremos ser o centro das atenções, queremos ser os primeiros a ser atendidos, temos ciúmes dos demais…

E senão bastasse essa tendência natural, vivemos numa cultura que a promove e a reforça. Desde muito pequenos nos ensinam a competir: quem canta mais forte, quem corre mais veloz, que é mais  inteligente, quem é mais bonito… e assim por diante. E então a outra pessoa que está ao meu lado  acaba sendo sempre um rival, alguém que me ameaça, alguém a quem eu devo vencer, alguém a quem devo estar  por cima para que ele não me humilhe… e assim se perde a consciência de  que o outro é meu irmão, é meu companheiro, é alguém a quem posso amar, com quem posso crescer e a quem posso promover. 

Todos carregamos em nós essas marcas do egoísmo e da competição. As vezes até temos intenção de disfarçar, e atuamos dissimuladamente. Realmente é muito difícil conseguir superar completamente esse modo de ser. Por muitos anos e de muitos modos somos formados nos moldes deste mundo e nos resulta  muito difícil mudá-lo. 

Incomoda-me um pouco quando escuto uma pessoa que sem pensar muito, sem examinar a fundo a sua consciência, começa logo a dizer: “Não, eu não sou assim!!! Eu me consumo pelos demais! Eu somente faço o bem! Eu sempre estou pensando nos outros e me esqueço de mim!!!” Pois geralmente quando vamos olhar a sua vida, quando encontramos as pessoas que convivem com ela… então descobrimos que não passa de um egoísmo dissimulado. Parece-me inútil não reconhecer nossos defeitos, quando todos os demais os conhecem, e mais, de fato, sofrem por causa deles. 

Nós somos filhos dessa sociedade, dessa cultura. Somos filhos do egoísmo e da competição. E levamos isto muito enraizado dentro de nós. Negar que não somos assim, não nos faz  mudar, somente nos faz dissimular. 

O único caminho é a conversão autentica e radical. É deixar-se penetrar pelos ensinamentos de Cristo. É descobrir a lógica de Deus e deixar-se reformatar por ela. É descobrir que a gloria desse mundo é efêmera e não serve para nada, pois se termina como fogo na palha. É fazer experiência concreta do que significa pensar diferente desse mundo, como nos dizia Jesus: Se alguém te dá uma bofetada, oferece a outra face, se alguém te quer roubar a túnica, dá-lhe também o manto, se alguém exige de caminhar um quilometro, caminhe dois, se alguém te faz o mal, paga-lhe com o bem, se alguém quer acabar com tua vida oferecê-a tu mesmo. 

Certamente esse é um processo lento e as vezes cansativo, que exige uma grande perseverança. Devemos estar muito atentos em renunciar voluntariamente a busca do primeiro lugar, ainda que nos custe muito e nos seja muito difícil para colocar-nos no ultimo lugar. Devemos fazer-nos disponíveis a ajudar a todos, até mesmo aqueles que acreditam que estão vencendo, que se creem melhores que nós e que com prepotência e arrogância não conseguem entender que não estamos  competindo, e sim somente servindo. 

Ao final,  o reconhecer quem é o primeiro ou quem é o ultimo é uma questão que depende da  posição do observador. O que para o mundo é o primeiro lugar, para Deus não serve para nada, não tem nenhum valor, é o mais desprezível. Contudo, o que para o mundo é desprezível, uma  bobagem, como o servir e amar aos demais, colocando-se por detrás de todos, Deus o estima como o mais importante, como o que supera a todos. 

Resta-nos decidir com qual lógica queremos organizar a nossa vida. Sabendo  que se queremos seguir  a lógica do mundo basta continuar a viver como fomos preparados, dando pleno espaço ao egoísmo. Mas se queremos viver segundo a lógica de Deus será necessário mudar todos os nossos esquemas mentais e extirpar até a raiz esse modelo de competição que levamos enraizado. 

O Senhor te abençoe e te guarde,
O Senhor faça brilhar sobre ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
O Senhor mostre o seu olhar carinhoso e te dê a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, capuchinho.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O PERFIL DO CATEQUISTA, SEU ROSTO HUMANO E CRISTÃO

Este texto foi escrito pela Ir. Zélia Maria Batista em 2008, por ocasião do Dia do catequista, mas, continua tão atual quanto na época em que foi escrito.


Num contexto de mudanças rápidas e profundas, a catequese é interpelada a refletir e buscar novos paradigmas de formação para catequistas. Somos provocados a viver uma experiência exodal e de constante renovação, na tentativa de responder aos desafios de um novo tempo.

Porém, não se pode perder de vista o sentido da vocação, a experiência fundante do encontro com Jesus Cristo. A vocação do/a catequista nasce no coração do Pai, se realiza através do seguimento a Jesus Cristo quando o catequista responde SIM ao chamado e na força do Espírito assume a missão. Portanto, a raiz trinitária, que é fonte de toda vocação, sustenta a missão do catequista, chamado a Ser Profeta, embaixador de Cristo, falar em nome de Deus e da Igreja e testemunhar com sua vida os valores do Reino. Conforme afirma São Paulo: “Não é a nós mesmos que pregamos, mas a Jesus Cristo, o Senhor. Quanto a nós, apresentamo-nos como servos vossos, por causa de Jesus” (2 Cor 4,5).

Ser catequista é dom, escolha divina, enraizada na história, na realidade com suas necessidades, desafios e interpelações. Portanto, o catequista necessita de uma formação adequada que constituirá o seu perfil como pessoa que ama viver e se sente realizada, entusiasmada, portadora do Ressuscitado, contagia a todos com a alegria de ser discípula.

Pessoa de espiritualidade, segue o itinerário do Mestre e faz com Ele uma experiência de vida e de fé. Aberta às inspirações do Espírito Santo, procura comunicar a mensagem com fidelidade. Ouvinte da Palavra, cultiva uma vida de oração e busca nos sacramentos e na vida comunitária o alimento para o seu “peregrinar”.

Pessoa que sabe ler a presença de Deus nas atividades humanas, reconhece o rosto desfigurado de Deus nos pobres, nos injustiçados, nos gestos de partilha e solidariedade e assume uma postura em defesa da vida ameaçada. O princípio fé/vida determina suas atitudes e lhe confere uma inteireza interior. É o que afirma o Diretório Geral de Catequese 87: “a fé no seu conjunto, deve enraizar-se na experiência humana, sem permanecer na pessoa como algo postiço ou isolado. A vida pessoal é uma oferta espiritual; a moral evangélica assume e eleva os valores humanos; a oração é aberta aos problemas pessoais e sociais”.

Enfim, o catequista é uma pessoa que busca sua auto-formação e procura atualizar-se. É capaz de construir comunhão, tecer novas relações ao estar atento aos gestos que alimentam relacionamentos positivos. A comunicação, o diálogo, a comunhão são elementos essenciais na trajetória do catequista discípulo missionário, capazes de garantir o trabalho em equipe de uma forma participativa.

Ao elencar estes aspectos que configuram o perfil do catequista, é importante o empenho e dedicação do catequista, afinal, é um processo que se desenvolve durante toda a vida. No entanto, torna-se viável se houver investimento e corresponsabilidade das comunidades, das paróquias e dioceses na formação dos seus agentes, principalmente, dos catequistas que na gratuidade do SER colocam-se a serviço da Palavra e testemunham com a vida a presença do Ressuscitado.

Ir. Zélia Maria Batista
Agosto/2008.

*Exodal: relativo a êxodo, caminhada, saída.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DICAS PARA O USO DA BÍBLIA NA CATEQUESE


Desde o evento da Catequese Renovada (Doc. 26 da CNBB de 1983), a Bíblia tem sido colocada como “centro” da catequese. Vemos no item 87, 88 e 89 do documento o que segue:

“87 - A Catequese tem, entre suas tarefas fundamentais, a entrega do Evangelho. Ela deve abrir ao catequizando o livro da Sagrada Escritura, que tem por centro o Evangelho. Assim, a Catequese é a verdadeira introdução à leitura da Escritura(...).
88 - Para isso, todo roteiro catequético deverá incluir estímulos e orientações com vista a uma leitura da Bíblia, segundo um plano adequado à idade e às condições culturais do leitor. O plano deve favorecer uma leitura interessante, viva, com acesso direto aos textos, ajudando a compreensão da mensagem (...).
89 - A iniciação à leitura da Bíblia, na Catequese, deve levar não só ao contato com a Palavra de Deus na leitura pessoal ou grupal da Escritura, mas principalmente à compreensão da Palavra proclamada e meditada na Liturgia. (...)”

Assim, primeiramente, é interessante que o catequista atente para as seguintes questões:

- Que se respeite a interação Fé e vida, ou seja, que a criança, o adolescente, o jovem e o adulto, aprendam a ler a Bíblia a partir da vida e em função dela. É preciso trabalhar a Bíblia atualizando seu conteúdo com a vida de cada um e o contexto em que a comunidade vive. A Bíblia precisa provocar reflexão e oração a partir da vida. O catequista precisa ter uma boa formação Bíblica para não fazer uma leitura fundamentalista, ou seja, ler tudo ao pé da letra e dar sua própria interpretação dos fatos.

- Que o catequista reconheça suas limitações: Nem tudo é do conhecimento do catequista e os catequizandos podem perguntar algo que não seja do seu domínio. Melhor dizer que não sabe do que “enrolar” com respostas que, amanhã ou depois, o catequizando descubra estarem erradas.  

- Que não se faça “aula sobre Bíblia”, mas, que se deixe ela mesma (a Bíblia) comunicar a Palavra.
  
A escolha dos textos Bíblicos

Existem inúmeros critérios para se escolher um texto bíblico que ilumine um encontro. No entanto, duas questões básicas precisam ser observadas:

1º - Iluminar o tema com a Palavra: não escolho uma passagem para então falar de um tema, primeiro, escolho o tema e aí busco “iluminação” na Palavra;
2º - Observar a gradualidade, ou seja, tudo se dá no tempo certo e é preciso que os catequizandos, sejam respeitados na sua maturidade e no seu tempo de aprendizagem.

Observadas estas questões vêm na sequência:

- O linguajar do texto:  verificar as palavras difíceis, fora do contexto da linguagem cotidiana dos catequizandos. Elas precisam ser substituídas por outras de fácil compreensão. Ter bem clara a mensagem que queremos transmitir, a atitude evangélica que queremos despertar;
- A experiência de vida do catequizando: Levar em conta o perfil do catequizando: se é criança, jovem ou adulto, qual sua situação de vida, sua cultura, suas experiências. Cada grupo é diferente, como também cada catequizando tem suas próprias experiências. Devemos estar atentos e saber escutar o que eles nos dizem a respeito da sua própria realidade.
- A maturidade na fé: é importante não esquecer que a criança, o adolescente, o jovem, o adulto, estão num processo de iniciação a vida de fé. É preciso ir devagar, não podemos usar textos que ainda não estão à altura dos catequizandos, que são difíceis demais. A criança evolui, passa de uma mentalidade mágica para outra cada vez mais concreta, crítica, feita de curiosidade e indagação. A leitura Bíblica também terá que evoluir;
- Verificar as prioridades do momento: Nem tudo é para “hoje”, alguns temas precisam ser aprofundados em detrimento de outros. A catequese não é só uma fase da vida, ela é para a vida toda.

Como, então, fazer uma catequese Bíblica? 

Procurar os meios, as técnicas que podem proporcionar uma melhor assimilação da mensagem, observando que, somente se o catequizando conseguir observar na sua vivência concreta, aquilo que lê no Evangelho, vai refletir e assimilar esta mensagem. 

CATEQUESE POR IDADES:

Quando trabalhamos com crianças, muitas vezes o tema proposto está longe da realidade dela. A criança pequena precisa sentir a “presença” segura e amorosa de Deus, sem atentar-se às reflexões teológicas. É importante experimentar o silêncio, a admiração já tão natural para ela. A criança, facilmente, chega a admirar e escutar Deus, quando há alguém que a toma pela mão. Gosta de rezar pequenos trechos dos salmos com expressão corporal e gestos.

Podemos fazê-la sentir a importância do Livro Sagrado mediante uma pequena procissão, tratando com respeito a Bíblia. Já podemos contar alguns fatos da vida de Jesus, mas o Primeiro Testamento ainda não deve ser abordado. Muitas vezes, são contadas às crianças as narrações dos primeiros capítulos do Livro de Gênesis, justamente por serem "fantásticas". Muitas vezes são apresentadas do ângulo de um Deus que castiga e quer pôr fim à humanidade. Tais narrações foram escritas para adultos a fim de mostrar que a infidelidade à Aliança traz suas consequências para a humanidade. A criança ainda não chegou a essa experiência. Pode ficar amedrontada. Não apresentemos nunca o Deus que castiga. Não é a mensagem para a criança pequena. 

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DAS IDADES:

Primeira Infância: 7-8 anos 

- Nesta fase a criança ainda é muito concentrada no seu “eu”: sente enorme necessidade de estima, de amor; aberta à contemplação, à admiração; gosta de ouvir o silêncio; aprecia símbolos, a expressão corporal, os bichos, tudo o que é vida; gosta de saber fazer as coisas, de rir e brincar, de aprender e decorar. 
- Quanto à imagem de Deus, prevalece a imagem do Deus grande, forte, que tudo sabe e pode, justo, santo, bom: do Deus da criação e dos milagres. É o Deus semelhante aos seus pais, as figuras que admira e imita.
- A criança está na fase de alfabetização: boa ocasião para apresentar-lhe a Bíblia como livro bonito, importante, que os homens apreciam mais que qualquer outro. Pode-se contar como é que ela apareceu na vida do povo, como ela continua sendo importante para as pessoas aprenderem a resolver seus problemas. Usar cartazes, desenhos, expressão corporal. Deixe que as crianças vejam, toquem, perguntem, deem palpite, façam. 
- Conte histórias de enredo curto, mantendo a tensão até o fim, narrativas simples, distinguindo claramente entre o bem e o mal. Evitar preconceitos a respeito de pessoas e tipos. O sofrimento e o mal, podem e devem ser abordados, mas de modo a inspirar confiança; a história terminará com a vitória do bem. 
- Cuidado com os aspectos chocantes da mentalidade infantil: histórias como a de Herodes (matança de bebês), de Caim (que mata o irmão), os pormenores da paixão de Jesus e outros textos semelhantes, são traumatizantes nesta idade. Enfim, narrativas bíblicas que impressionam negativamente a criança e amedrontam podem provocar antipatia pela Bíblia durante longos anos.

Sugestão de texto:
- Histórias da confiança de Abraão, da fé e perseverança de Zaqueu; principalmente falemos de Jesus, amigo dos pobres e pequenos; de suas atitudes; de sua oração, de seus amigos.
- Textos contemplativos: frases dos salmos e dos Evangelhos que exprimem alegria, louvor, agradecimento, confiança. Um salmo inteiro será cansativo demais, por isso, devemos escolher as frases mais falantes.
- Textos sapienciais: dois excelentes repertórios são o Livro dos Provérbios e o Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes que é muito pesado para essa idade). 

Segunda Infância: 9-10 anos

- Nesta fase a criança é mais ativa, ligando ao que está fora do seu universo interior: se interessa por aventuras, viagens, ação; gosta de ler, de estudar, de aprender; está mais socializada, o que lhe dá mais segurança; quer saber os porquês - se o fato aconteceu mesmo; quer coisas concretas (não está mais ligado à linguagem poética, lendas e fábulas).
- Tempo favorável para boas informações sobre o livro: como foi escrito, quando, por quem, para que, diversidade dos escritos; informações sobre o povo, a terra, os costumes; tempo de familiarizar-se com nomes e lugares da Bíblia; tempo de manusear a Bíblia: saber encontrar livro, capítulo e versículo; agora, mais que o desenho, serão apreciadas a montagem e a colagem de figuras; a expressão corporal será substituída pela encenação - não mera repetição do texto, mas a sua atualização.

Sugestão de textos: 
- Deverão ser concretos, movimentados. Boa ocasião para aprofundar a vida adulta de Jesus. Nos Atos encontraremos bons textos sobre comunidades primitivas.
- Fala-se de Deus criador, da sua grandeza, conforme a Bíblia nos fala, mas sem usar a linguagem simbólica própria do Gênesis 1 e 2. Esses textos são difíceis para essa idade. Eles exigem uma boa formação do catequista também. Mas, são textos para serem usados com os jovens e não com crianças. Por enquanto, fala-se de Deus criador sem usar esses textos. 
- Os relatos de milagres e as parábolas de Jesus, ao contrário do que em geral se pensa, não são os mais indicados. A criança pode ficar com uma imagem deturpada de Jesus, como se ele fosse um mágico, parecido com os dos desenhos da televisão. Os livros de catequese mais atualizados não usam essas narrativas. 


Pré-adolescência: 11-12 anos 

- Nesta fase o mundo infantil começa a ser esquecido, a criança questiona tudo. Surge a consciência das próprias limitações; há uma nova volta para o próprio “eu”; é a época dos grupos solidários; da imitação dos adultos. Devido a uma série de fatores, principalmente os meios de comunicação social, está fase tem começado antes dos 11 anos.

Sugestão de textos:
Usar uma linha mais refletida, tomem-se as figuras de Jesus, Jeremias. Ainda não é tempo para anjos e demônios, lendas e insistência em milagres para não reforçar a mentalidade mágica, própria da idade.

Adolescência: 12-15 anos

- As características mais visíveis são a insegurança, a instabilidade e a aguda emotividade; retirada ao próprio mundo interior; a sensação de não ser compreendido e de sequer ser capaz de compreender; tempo de afirmação da própria personalidade; é contra todo autoritarismo; desconfia do adulto - mas precisa dele; idade de interesse pelo sexo e do amor; das cartas pessoais e dos diários íntimos (meninas); dos conflitos na família; de preocupação pelo futuro (vocação). 
- Nas leituras, atenção especial ao aspecto afetivo, emotivo. Há muita identificação com personagens que se impõem por seu humanismo. Especial atenção despertam os profetas, por sua crítica às situações de injustiça ou de incoerência. São importantes os textos que encaram os mistérios da vida e seu sentido mais profundo; os que orientam a busca desse sentido, inclusive do ponto de vista da vocação (Mt 5,7). 

Sugestão de textos:
- Usar unidades maiores: parábolas, pequenos livros como Jonas, Judite, Amós.


Final da adolescência: 15-19 anos

- Especial interesse pela experiência dos outros e com os outros: a consciência crítica faz com que se posicione diante dos males e das contradições do mundo.
- Nas leituras, tempo de tomar textos mais difíceis, profundos. Pode-se abordar qualquer texto Bíblico. Será bom proporcionar uma visão de conjunto da Bíblia, colocando os problemas com que a Bíblia nos quer confrontar.

Sugestão de textos:
- Gênesis 1-11, visto como reflexão sobre o nosso hoje (o homem no mundo; problemas de relacionamento, pecado e salvação);
- Narrativas de milagres;
- Jó, Eclesiastes, Evangelho de Marcos, Cartas de São Paulo (1Cor).

Vale a pena chamar a atenção também para a Linguagem da Bíblia. Descobrir a linguagem como parte de um conjunto, como sintoma de uma situação e, ao mesmo tempo, instrumento, seja de opressão ou de libertação. Aqui as narrativas bíblicas podem ser compreendidas dentro do contexto em que foram escritas.

ALGUNS CUIDADOS:

- Não usar a Bíblia só por curiosidade, passatempo piedoso e conhecimento histórico, sem entrar na dinâmica do povo que a escreveu e na da nossa comunidade.
- Não se usa a Bíblia para admoestar crianças e adultos em nome de Deus. A obediência a fé é outra coisa.
- Cada frase da Bíblia está dentro de um contexto. Não se deve “pescar” frases aqui e lá, isoladas do seu contexto para impor uma ideia, um pensamento.
- Na Bíblia o único herói é Deus. Cuidado para não elevar certos personagens à dimensão de super-homens, sem defeitos. Mesmo Jesus, o verbo feito carne, viveu como um homem, sujeito às dores e alegrias da humanidade.
- O único jeito de ler a Bíblia que a Igreja condena é a leitura fundamentalista, que lê tudo ao “pé da letra”; quando aparece algo estranho, incompreensível, invoca-se o poder do Espírito Santo e pronto.

ALGUMA MANEIRAS DE APRESENTAR O TEXTO BÍBLICO:

- Contar, em suas palavras, uma passagem Bíblica para reforçar uma mensagem de valores (a história de Zaqueu, o filho pródigo), sem acrescentar nem omitir nada (fidelidade ao texto).
- Ler o texto previamente reelaborado (numa redação mais acessível), substituindo palavras ou expressões de difícil compreensão por outras mais fáceis, mantendo também absoluta fidelidade ao conteúdo da passagem Bíblica. Convém dizer que a passagem se encontra na Bíblia, mas que foi feita nova redação para que seja mais fácil compreender.  O uso de edições mais populares da Bíblia ajuda muito. 
- Proclamar o texto tal como se encontra na bíblia, quando se percebe que o grupo (catequizandos) tem capacidade de entendê-lo.
- Apresentar o texto em forma de jogral, com a participação ativa dos catequizandos.
-Proclamar a Palavra em forma de diálogo quando a passagem bíblica se presta para esta forma, isto é, quando diversas personagens falam no texto (Ex: Lc 19,1-10: narrador, Jesus, Zaqueu, fariseus).
-Ler uma primeira vez o texto, deixando alguns momentos de silêncio (para a Palavra de Deus penetrar no coração das crianças); em seguida, fazer nova proclamação. Esta maneira é útil principalmente quando o texto é pequeno.
- Apresentar, em poucas palavras, o texto que será lido; sugerir que cada criança vá até à Bíblia, colocada em destaque na sala, aberta na página em que está a passagem que vai ser lida, ponha a mão sobre o livro e faça sua acolhida (Ex: Que esta Palavra oriente o meu caminho). Em seguida, a Palavra de Deus será proclamada.

Na catequese, é preciso que a Palavra de Deus seja “proclamada”. Proclamar não é simplesmente ler. É, em primeiro lugar, procurar assimilar o conteúdo do texto Bíblico, entusiasmar-se por ele e tentar comunicá-lo aos outros. Requer preparação remota (formação bíblica) e preparação próxima (leitura e meditação do texto que vai ser lido). O catequista precisa fazer uma “leitura orante” prévia do texto, conhecer o contexto em que se deu a passagem e o tema que ela vai iluminar.



LEMBRE SEMPRE: A unidade do conteúdo da Catequese se faz ao redor da pessoa de Jesus Cristo. É o CRISTOCENTRISMO da Catequese (...). Cristocentrismo significa não só que Cristo deve aparecer na Catequese como a chave, o centro e o fim do homem, bem como de toda a História humana (GS 10), mas que a adesão à sua pessoa e à sua missão, e não só a um núcleo de verdades, é a referência central de toda a Catequese. O Cristocentrismo também exige que, na apresentação de temas ou na vivência de experiências particulares, a Catequese evidencie sua relação com o centro de tudo, Cristo. (CR 95-97)

Fonte base: Equipe do Catequese Hoje (com adaptações).

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A IGREJA E AS REDES SOCIAIS


“A Palavra se fez carne e habita entre nós.” (João 1,15)

Quero partilhar neste espaço um pouco do que estou aprendendo no curso, “A Comunicação na Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, que está sendo realizado pela EAD Século XXI. O Objetivo do curso é qualificar Agentes de Pastorais para o exercício da Comunicação.

Houve épocas em que a Igreja Católica era a única instituição que comunicava os valores cristãos. Os tempos mudaram... e desde o Concílio Vaticano II, que o magistério da Igreja vem se preocupando em atualizar “os modos e as formas de comunicar” o Evangelho, tendo como objetivo ser uma Igreja “mais aberta e em diálogo com toda a sociedade”.

Atualmente, a Igreja delega aos leigos a responsabilidade de “inculturar”, inserir a fé cristã na nova cultura, ou seja, desenvolver a comunicação a serviço do Reino, pois, todos nós somos comunicadores. Querendo ou não estamos comunicando algo, o tempo todo. Podemos realizar uma boa ou uma má comunicação. Podemos prestar um serviço ao reino de Deus ou um des-serviço. O nº 19 do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, deixa claro que é “preciso integrar a mensagem do Evangelho à nova cultura”.

Sentindo a urgência e o peso da minha responsabilidade como catequista, recordo aqui algumas das “Pérolas” que a Ângela Rocha trouxe do Muticom: "É preciso subordinar as mensagens nas redes sociais à mensagem de Jesus” e "A Igreja é comunicação, assim, deverá ser competente também na comunicação digital."; entre outras.

O nº 124 do Diretório de Comunicação enfatiza que só conseguiremos Evangelizar se fizermos parte da Cultura. A minha pergunta é:

O que estamos comunicando nas redes sociais?

É necessário que muita atenção seja dada à comunicação na rede, pois, comunicar não é somente transmitir palavras, mas, sobretudo posturas. “A Igreja quer formar Agentes com bom senso, capazes de colocar o Evangelho por onde passarem, que saibam discutir, argumentar, contrapor com sabedoria...” (Vídeo Aula – EAD Século 21).

Abigail Martins Oliveira
Catequista em Formação


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

CURIOSIDADES DA BÍBLIA


Vamos falar de algumas diferenças e curiosidades da Bíblia em suas várias versões: Católica, protestante, Ortodoxa e Hebraica.

A palavra Bíblia, vem do grego biblíon, nome dado aos livros feitos de papiro. O termo surgiu por causa da cidade fenícia de Biblos, de onde os gregos importavam papiro para fazer seus registros. Foi São Gerônimo que criou a expressão hagia bíblia "Biblioteca divina", em latim.

A Bíblia católica tem 73 livros e a Bíblia protestante tem 66 livros e alguns capítulos a menos de Ester e Daniel. Temos também a Bíblia ortodoxa, com 80 livros.

Os livros presentes na Bíblia católica que não aparecem na protestante são:
  • Tobias
  • Judite
  • Sabedoria
  • Eclesiástico
  • Baruc
  • 1 Macabeus
  • 2 Macabeus.

Além desses 7 livros temos ainda a ausência desses textos nas Bíblias Protestantes:
  • Ester 10,4-16,24
  • Daniel 3,24-90; 13-14.

A diferença se encontra no Antigo Testamento, enquanto que para o Novo Testamento, todas as duas bíblias têm os mesmos livros, ou seja, 27.

Em poucas palavras, na Bíblia protestante faltam 7 livros. A origem esta diferença começou no século 16, quando o padre alemão Martinho Lutero rompeu com a Igreja Católica, dando início ao movimento conhecido como Reforma Protestante. Lutero achava, por exemplo, que a interpretação da Bíblia poderia ser feita por qualquer pessoa, sem a intermediação da Igreja. Para marcar ainda mais a diferença entre os protestantes e a Igreja Católica, Lutero decidiu rever a Bíblia. A versão Católica do antigo testamento sempre se baseou na Septuaginta, uma tradução da Bíblia judaica para o grego, muito popular na época de Jesus. Nesse processo de tradução, alguns textos foram acrescentados: entraram sete livros novos (Macabeus 1 e 2, Judith, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico e Baruch) e trechos extras de dois livros já existentes (Daniel e Ester). Lutero optou por seguir uma versão do Antigo Testamento que era baseada em manuscritos em hebraico, que não continham os sete livros citados acima.

Entre os cristãos, além das bíblias católica e protestante, há uma terceira bíblia pouco conhecida, aquela comum entre as igrejas ortodoxas grega e russa. Essa bíblia contém até 53 livros para o Antigo Testamento, isto é, 7 a mais do que a bíblia católica:
  • 1 Esdras
  • Salmo 151
  • Oração de Manassés
  • Salmos de Salomão
  • Carta de Jeremias (Texto presente em Baruc, na Bíblia católica)
  • Susana (Capítulo 13 de Daniel católico)
  • Bel e o Dragão (Capítulo 14 de Daniel católico)

Somando esses 53 livros aos 27 do Novo Testamento, a soma total é de 80 livros.

Para ficar mais claro as diferenças entre uma e outra, observe o quando abaixo, a ordem dos livros, todavia, não é como nas edições das respectivas bíblicas:

Bíblias cristãs
Bíblia Hebraica
24 livros
Bíblia ortodoxa
80 livros
Bíblia Católica
73 livros
Bíblia Protestante
66 livros
1
Gênesis
1
Gênesis
1
Gênesis
1
Gênesis
2
Êxodo
2
Êxodo
2
Êxodo
2
Êxodo
3
Levítico
3
Levítico
3
Levítico
3
Levítico
4
Números
4
Números
4
Números
4
Números
5
Deuteronômio
5
Deuteronômio
5
Deuteronômio
5
Deuteronômio
6
Josué
6
Josué
6
Josué
6
Josué
7
Juízes
7
Juízes
7
Juízes
7
Juízes
8
Rute
8
Rute
8
Rute
8
Rute
9
I Samuel
9
I Samuel
9
I Samuel
9
Samuel
10
II Samuel
10
II Samuel
10
II Samuel


11
I Reis
11
I Reis
11
I Reis
10
Reis
12
II Reis
12
II Reis
12
II Reis


13
I Crônicas
13
I Crônicas
13
I Crônicas
11
Crônicas
14
II Crônicas
14
II Crônicas
14
II Crônicas


15
I Esdras






16
II Esdras (Esdras + Neemias
15
Esdras
15
Esdras
12
Esdras-Neemias


16
Neemias
16
Neemias


17
Tobias
17
Tobias




18
Judite
18
Judite




19
Ester (versão comprida)
19
Ester (versão comprida)
17
Ester (versão curta)
13
Ester (versão curta)
20
I Macabeus
20
I Macabeus




21
II Macabeus
21
II Macabeus




22
III Macabeus






23
IV Macabeus






24
22
18
14
25
Salmos
23
Salmos
19
Salmos
15
Salmos
26
Provérbios
24
Provérbios
20
Provérbios
16
Provérbios
27
Eclesiastes
25
Eclesiastes
21
Eclesiastes
17
Eclesiastes
28
Cântico dos Cânticos
26
Cântico dos Cânticos
22
Cântico dos Cânticos
18
Cântico dos Cânticos
29
Sabedoria
27
Sabedoria




30
Eclesiástico
28
Eclesiástico (Sirácide)




31
Salmos de Salomão






32
Isaías
29
Isaías
23
Isaías
19
Isaías
33
Jeremias
30
Jeremias
24
Jeremias
20
Jeremias
34
Carta de Jeremias






35
Lamentações
31
Lamentações
25
Lamentações
21
Lamentações
36
Baruc
32
Baruc (Inclui Carta de Jeremias)




37
Ezequiel
33
Ezequiel
26
Ezequiel
22
Ezequiel
38
Daniel (12 capítulos)
34
Daniel (14 capítulos)
27
Daniel (12 capítulos)
23
Daniel (12 capítulos)
39
Susana (Cap. 13 Daniel)






40
Bel e o Dragão (cap 14 Daniel)






41
Oséias
35
Oséias
28
Oséias
24
12 profetas
42
Joel
36
Joel
29
Joel


43
Amós
37
Amós
30
Amós


44
Abdias
38
Abdias
31
Abdias


45
Jonas
39
Jonas
32
Jonas


46
Miquéias
40
Miquéias
33
Miquéias


47
Naum
41
Naum
34
Naum


48
Habacuc
42
Habacuc
35
Habacuc


49
Sofonias
43
Sofonias
36
Sofonias


50
Ageu
44
Ageu
37
Ageu


51
Zacarias
45
Zacarias
38
Zacarias


52
Malaquias
46
Malaquias
39
Malaquias


53







54
São Mateus
47
São Mateus
40
São Mateus


55
São Marcos
48
São Marcos
41
São Marcos


56
São Lucas
49
São Lucas
42
São Lucas


57
São João
50
São João
43
São João


58
Atos dos Apóstolos
51
Atos dos Apóstolos
44
Atos dos Apóstolos


59
Romanos
52
Romanos
45
Romanos


60
I Coríntios
53
I Coríntios
46
I Coríntios


61
II Coríntios
54
II Coríntios
47
II Coríntios


62
Gálatas
55
Gálatas
48
Gálatas


63
Efésios
56
Efésios
49
Efésios


64
Filipenses
57
Filipenses
50
Filipenses


65
Colossenses
58
Colossenses
51
Colossenses


66
I Tessalonicenses
59
I Tessalonicenses
52
I Tessalonicenses


67
II Tessalonicenses
60
II Tessalonicenses
53
II Tessalonicenses


68
I Timóteo
61
I Timóteo
54
I Timóteo


69
II Timóteo
62
II Timóteo
55
II Timóteo


70
Tito
63
Tito
56
Tito


71
Filêmon
64
Filêmon
57
Filêmon


72
Hebreus
65
Hebreus
58
Hebreus


73
São Tiago
66
São Tiago
59
São Tiago


74
I São Pedro
67
I São Pedro
60
I São Pedro


75
II São Pedro
68
II São Pedro
61
II São Pedro


76
I São João
69
I São João
62
I São João


77
II São João
70
II São João
63
II São João


78
III São João
71
III São João
64
III São João


79
São Judas
72
São Judas
65
São Judas


80
Apocalipse
73
Apocalipse
66
Apocalipse



Em relação aos números estatísticos que tanta gente tem curiosidade em saber: quantos versículos, capítulos, letras, etc., contém a Bíblia; estamos diante de uma questão complicada. Primeiro de tudo, quanto ao conteúdo, os capítulos e versículos não têm nenhuma importância, visto também que não fazem parte do texto original. De fato, foram acrescentados nos textos somente em época muito tardia. Nenhum livro da Bíblia foi escrito com capítulos numerados. Em 1205, Stephen Langton, arcebispo de Cantuária, introduziu a divisão em capítulos e os versículos foram acrescentados somente em 1551 por Robert Stephanus.

Todos os dois, para fazer essa divisão, usaram a tradução latina da Bíblia, a Vulgata. Além disso, existe algumas diferenças entre as edições, sobretudo em relação aos versículos. E depois, a outra questão sobre as letras, é de verdade impossível responder. Cada edição é fruto de um tradutor que usou palavras diferentes para traduzir uma palavra original, em grego ou hebraico. Por exemplo, um tradutor, em 1Coríntios 13, pode ter usado “caridade” e outro “amor” e isso influencia a conta final de letras e também de palavras. Poderíamos tratar diretamente os textos em grego e hebraico. Mas também nesse caso não é fácil, pois existem diversas variantes, visto que não temos mais em mãos os textos originais dos autores. E também nesse caso, dependendo da escolha da variante, o resultado final muda. Portanto, se você quer saber estatísticas exatas da Bíblia, precisa definir uma edição. E quando vê uma estatística na WEB, nunca acredite fielmente como "Estatística da Bíblia", mas eventualmente de uma determinada edição. E se não diz que edição é, não é uma estatística séria.

Mas, para satisfazer a curiosidade de alguns leitores, na tabela abaixo encontram-se informações relativas à Bíblia Ave Maria, Católica, e à clássica Kink James, protestante, em inglês:


Ave Maria
King James
Livros
Capítulos
Versículos
Capítulos
Versículos
Palavras
1
Gênesis
50
1533
50
1533
38262
2
Êxodo
40
1213
40
1213
32685
3
Levítico
27
859
27
859
24541
4
Números
36
1288
36
1288
32896
5
Deuteronômio
34
958
34
959
28352
6
Josué
24
644
24
658
18854
7
Juízes
21
619
21
618
18966
8
Rute
4
85
4
85
2574
9
I Samuel
31
811
31
810
25048
10
II Samuel
24
695
24
695
20600
11
I Reis
22
816
22
816
24513
12
II Reis
25
717
25
719
23517
13
I Crônicas
29
942
29
942
20365
14
II Crônicas
36
822
36
822
26069
15
Esdras
10
280
10
280
7440
16
Neemias
13
406
13
406
10480
17
Tobias
14
297



18
Judite
16
339



19
Ester
16
275
10
167
5633
20
I Macabeus
16
926



21
II Macabeus
15
556



22
42
1070
42
1070
18098
23
Salmos
150
2524
150
2461
42704
24
Provérbios
31
915
31
915
15038
25
Eclesiastes
12
221
12
222
5579
26
Cântico dos Cânticos
8
117
8
117
2658
27
Sabedoria
19
435



28
Eclesiástico
51
1592



29
Isaías
66
1286
66
1292
37036
30
Jeremias
52
1362
52
1364
42654
31
Lamentações
5
154
5
154
3411
32
Baruc
6
214



33
Ezequiel
48
1271
48
1273
39401
34
Daniel
14
532
12
357
11602
35
Oséias
14
197
14
197
5174
36
Joel
4
73
3
73
2033
37
Amós
9
146
9
146
4216
38
Abdias
1
21
1
21
669
39
Jonas
4
48
4
48
1320
40
Miquéias
7
105
7
105
3152
41
Naum
3
47
3
47
1284
42
Habacuc
3
56
3
56
1475
43
Sofonias
3
53
3
53
1616
44
Ageu
2
38
2
38
1130
45
Zacarias
14
211
14
211
6443
46
Malaquias
3
55
4
55
1781







47
São Mateus
28
1069
28
1071
23343
48
São Marcos
16
678
16
678
14949
49
São Lucas
24
1150
24
1151
25640
50
São João
21
879
21
879
18658
51
Atos dos Apóstolos
28
1006
28
1007
24229
52
Romanos
16
434
16
433
9422
53
I Coríntios
16
438
16
437
9462
54
II Coríntios
13
255
13
257
6046
55
Gálatas
6
148
6
149
3084
56
Efésios
6
155
6
155
3022
57
Filipenses
4
104
4
104
2183
58
Colossenses
4
95
4
95
1979
59
I Tessalonicenses
5
89
5
89
1837
60
II Tessalonicenses
3
46
3
47
1022
61
I Timóteo
6
113
6
113
2244
62
II Timóteo
4
83
4
83
1666
63
Tito
3
46
3
46
896
64
Filêmon
1
25
1
25
430
65
Hebreus
13
302
13
303
6897
66
São Tiago
5
108
5
108
2304
67
I São Pedro
5
104
5
105
2476
68
II São Pedro
3
61
3
61
1553
69
I São João
5
105
5
105
2517
70
II São João
1
13
1
13
298
71
III São João
1
15
1
14
294
72
São Judas
1
25
1
25
608
73
Apocalipse
22
404
22
404
11952
Total
1334
35774
1189
31102
788280

Quanto à linguagem original da Bíblia temos que os textos do Antigo Testamento foram escritos em aramaico (antiga língua usada em partes do Oriente Médio) e em hebraico (idioma ainda hoje usado em Israel). Os textos do Novo testamento foram feitos em grego, em Copta (idioma que vem do egípcio antigo) e também em aramaico.

Para nos ajudar nos estudos da Bíblia temos a exegese e a hermenêutica. A palavra “exegese” é um termo grego para explicar o trabalho que fazem os estudiosos na análise de um texto bíblico. Significa “tirar de dentro” tudo o que o texto diz. A palavra “hermenêutica” também é uma palavra de origem grega e significa o trabalho de encontrar a mensagem que está escondida por trás das palavras e aplicá-la ao hoje.

Fontes:


  • abiblia.org
  • Consultoria: Homero Santiago, Professor de história e filosofia modera; Itamar Neves Souza, mestre em ciências da religião pela UMESP, Professor Carlos de Melo Magalhães, diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo; Raphael Rodrigues da Silva, Professor de teologia da PUC-SP.

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