segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ORGANIZAÇÃO NA CATEQUESE



A organização na catequese supõe vários níveis de atuação, desde a menor das comunidades até o nível arquidiocesano, e mesmo, nacional. Passa também pela necessidade de pequenas ações que ajudam a estruturar todo o trabalho, de modo a colaborarmos com a graça de Deus que inspira a prática catequética.

Em relação a isso, afirma o Diretório Geral para a Catequese (DGC) em seu número 272:

"A coordenação da catequese é uma tarefa importante no âmbito de uma Igreja particular. Ela pode ser considerada:
- no interior da própria catequese, entre as suas diversas formas, dirigidas às diferentes idades e ambientes sociais;
- com referência aos laços que a catequese mantém com as outras formas do ministério da Palavra e com outras ações evangelizadoras.
A coordenação da catequese não é um fato meramente estratégico, voltado para uma mais incisiva eficácia da ação evangelizadora, mas possui uma dimensão teológica de fundo. A ação evangelizadora deve ser bem coordenada porque ela visa à unidade da fé, a qual, por sua vez, sustenta todas as ações da Igreja".

Não podemos perder de vista que a função de coordenar tem em vista a realização do Projeto de Deus, o serviço a Deus, feito na alegria, simplicidade, humildade e entusiasmo.

Não podemos esquecer também que "a organização da pastoral catequética tem como ponto de referência o Bispo e a diocese. O Secretariado diocesano de catequese é "... o órgão através do qual o Bispo, chefe da Comunidade e mestre da doutrina, dirige e preside toda a atividade catequética realizada na diocese" (DGC 265).

O coordenador da catequese deve formar sempre uma equipe de coordenação que busque atingir três processos:

a) Animação: Esta equipe deverá criar condições para que todos participem do trabalho com seus esforços e conquistas. Animar significa “gerar vida”. Um coordenador desanimado influência negativamente sobre o grupo. Não se pode um otimismo alienante, mas uma sadia e cristã visão da realidade, tendo me vista a busca do melhor para a comunidade. Entusiasmado significa “cheio de Deus”!
b) Comunhão fraterna: Devemos incentivar o bom nível de relacionamento interpessoal no grupo de catequistas. A experiência de comunhão, torna-se sinal de conversão e caridade dentro da comunidade. Conviver com a diferença dos outros só traz enriquecimento, quando é partilhada de maneira construtiva e numa visão de fé.
c) Mobilização: Vivenciamos o lema “a união faz a força”, quando todos estão unidos pelo mesmo ideal, ainda que haja diferenças pessoais. Para que a comunidade se mobilize necessitamos de:
Organização: Planejar de forma participativa, com avaliações constantes.
Articulação: Todos os níveis devem estar articulados e a coordenação deve orientar e supervisionar os trabalhos, sempre na linha da co-responsabilidade.
Interação: Busca de um bom relacionamento entre toda a equipe.

Algumas sugestões para a organização paroquial:


Em relação à “secretaria”:


a)    Manter os dados em dia: catequistas, catequizandos, turmas, dados da Região do Vicariato e da Arquidiocese;
b)    Ter o Diretório Geral para a Catequese (DGC), Sagrada Congregação para o Clero, 1997; para consulta sempre;
c)    Organizar fichas para os catequistas, com informações importantes (data de nascimento, endereço, telefone, datas e/ou local de batismo, comunhão, crisma e matrimônio, se for o caso...)
d)    O mesmo se diz em relação aos catequizandos;
e)    Comunicar imediatamente a todos os catequistas, as informações recebidas, através de circular, quadro de avisos ou caderno de anotações;
f)     Preencher e entregar, se possível, antes do prazo a informações que forem pedidas. Assim, evita-se o esquecimento e a possibilidade de perder o material;
g)    Manter um quadro de avisos com informações úteis para a catequese, além do simpático mural de aniversariantes, mensagens, e outras criatividades que possam surgir.

Em relação ao grupo de catequistas:

a)    Formar uma equipe de coordenação em todos os níveis e em todas as comunidades catequéticas;
b)    Animar o planejamento participativo, envolvendo todo o grupo de catequistas, sabendo ouvir críticas e sugestões e manifestando objetivos claros e bom conteúdo nas reuniões;
c)    Zelar pela formação do grupo, atingindo também os auxiliares e catequistas de outros núcleos, e não só da Matriz!
d)    Visitar e/ou fazer reuniões em outras comunidades, evitando que tudo seja centralizado apenas na Matriz. Há grupos que se
sentem felizes em acolher os catequistas da comunidade. Aproveitemos estes momentos!
e)    Realizar reuniões mensais com todos os tipos de catequese na paróquia, para assuntos gerais;
f)     Incentivar o grupo para que se reúna semanalmente para planejamento dos encontros;
g)    Cuidar para que cada grupo trabalhe com o material da Arquidiocese e a programação feita pela comunidade;
h)   Criar ambiente fraterno, alegre e responsável para que a convivência do grupo seja o maior testemunho de comunidade catequética.
i)     Apresentar os catequistas ao sacerdote e afirmar constantemente que a catequese deve ser feita em união com as diretrizes arquidiocesanas e paroquiais;
j)      Incentivar a participação de todos nos eventos regionais, vicariais e arquidiocesanos. Nunca deixar sua paróquia sem uma representação de catequistas.
k)    Sugerir ao pároco que a comunidade custeie o estudo de alguns catequistas nas Escolas de Fé da Arquidiocese.

Em relação à estrutura material:

a)    A catequese precisa ao menos de uma “salinha” para o mínimo de estrutura de suas atividades;
b) Cabe ao Conselho paroquial providenciar recursos e material de expediente para as atividades da catequese: papel, cartolina, lápis, livros, Bíblia, etc.;
b)    Criar alternativas (rifas, festas, bingos,...) para que as comunidades possam adquirir o material didático necessário para o trabalho catequético, quando a paróquia não tem recursos do dízimo para isso, mas esta é uma ação da COMUNIDADE e não do grupo de catequistas somente;
c)    Atualizar o quadro de avisos da catequese, sempre que for necessário;
d)    Montar, uma “biblioteca da catequese”, com doações ou compra de material, para que os catequistas possam encontrar subsídios para seu trabalho pastoral;
e)    Criar materiais próprios da comunidade, aproveitando os talentos que Deus deu a pessoas da comunidade, mesmo que estas não sejam catequistas.

Concluindo...

Organizar o trabalho catequético exige muita capacidade de abnegação e alegre doação. E um dos grandes instrumentos da equipe de coordenação deve ser o diálogo amigo, verdadeiro e fraterno. Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, exige que evitem rótulos preconceituosos, que se busque em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.

“Um dos grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o homem possui. É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida. A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas. Na comunicação entre as pessoas é tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis. Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam e um meio de comunicação. Nunca estamos prontos e acabados. Conversão deve ser atitude constante do cristão e o outro nos ajuda a ver onde precisamos crescer. Diálogo na catequese não é só uma questão metodológica, ela deriva de um certo modo de compreender Deus e a vida. É um especialíssimo caminho de santidade”  
(Me. Maria Helena Cavalcanti).

Ângela Rocha
Catequistas em Formação


Fonte: 
DGC - Diretório Geral para a Catequese. 

Material disponibilizado pelo Pe. Roberto Nentwig, da Arquidiocese de Curiitba –PR, em encontro de formação para coordenadores.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

DIA DE CATEQUESE: Mais um Natal...

Mais um dia de catequese... Manhã de quarta-feira. Dia especial, dia de catequese. Estamos em clima de espera do Menino Jesus, alvoroçados, cheios de expectativa. 

Meus anjos, meus pastores, meu Anjo Gabriel, minha Maria, meu José, minha estrela guia, meus reis magos. São eles que fazem a minha alegria. São eles que me recebem com aquela alegria que só eles tem. Os cumprimentos alegres, os beijos, os abraços. Todos falando ao mesmo tempo, cada um mais alto do que o outro, querendo contar a sua novidade primeiro. É... é dia de catequese. 

Quero saber de todos. Onde estiveram que não vieram à missa do domingo? Vítor, que foi que aconteceu que não veio ao último encontro? Luiz Henrique, e você? 
- Meu cachorro morreu, Tia. 
Oh! – dizem todos. – Como? 
- Não sei, ficou doente, levamos ao veterinário, mas não adiantou, era vírus daquele que mata! 
- Vamos pedir a Deus que te traga de novo um cachorrinho tão amigo quanto ele. Vamos Luiz Henrique, anime-se, o Anjo Gabriel precisa fazer a anunciação!

Estão todos ali para o ensaio? Não? Onde está o Léo? E o Mateus? Peraí, peraí... Vamos ligar para eles. 
- Mãe, cadê o Léo? Tá dormindo? Acorda ele e manda vir pra catequese. Tá, eu espero
- Mãe, e o Mateus, porque não veio? Ficou sozinho em casa e deve ter perdido a hora? Liga lá e diz que estamos esperando. 
- Vamos fazer amigo secreto na festinha, semana que vêm? Vocês querem? 
- SIMMMM!!!. 
- Tia, o Gustavo pegou ele mesmo e não quer contar!
- Gustavo, seu malandro, não pode pegar o próprio nome e ficar quietinho! Vem, vamos trocar. 
- Mas, Tia, assim eu compro um presente pra mim mesmo! 

Ensaio no salão. Correria, alvoroço, alegria. Indisciplina. 

Meu Anjo Gabriel não pára quieto um minuto. José? Cadê o José? O Léo já chegou? Meninas, meninas, porque anjos tão tagarelas? Não, não tem burro! É de faz de conta. Tia, cadê Jesus? Vai chegar... vai chegar... 

Assim, está formado o presépio. 

E sabem quem são aqueles lá? Aqueles que estão aos pés de Jesus? Somos nós, que trazemos a alegria em ter Jesus conosco. Como nossos olhos brilham ao ver o menino Deus! Como é bom saber que ele veio nos trazer a salvação. Somos nós ajoelhados diante do grande milagre de Deus em nossas vidas, o milagre da salvação. O milagre da alegria que só as crianças sabem trazer para os nossos corações. 

Fim do ensaio. Oração pedindo ao Anjo da Guarda que nos cuide nesta semana. Despedida. 

Assim são os dias de catequese. Tão esperados e tão breves. Sinto aquele cansaço gostoso. Aquela sensação de missão cumprida. Aquela dorzinha no peito por saber que o ano está acabando... Talvez nem todos os meus queridinhos fiquem comigo no ano que vêm. A Malu vai embora, a mãe já me avisou. Já estou com saudade. Ah! O tempo passa depressa demais quando a gente ama a Catequese. 

Ângela Rocha
Catequista

terça-feira, 24 de novembro de 2015

SUGESTÕES NATALINAS PARA A CATEQUESE


Encontre tempo para recordar e contar a história do Menino-Deus que veio viver a nossa vida e a nossa história. Recorde Natais passados e escreva também. Visite ou presenteie, se puder. Nesse tempo tão especial, muita gente espera e merece ser lembrada. 

Visite as famílias de seus catequizandos. São muitas as atividades envolvendo momentos de espiritualidade, confraternização e ações solidárias, desenvolvidas em famílias, escolas, na catequese e em outras instituições, para celebrar o aniversário de Jesus. Participe da forma como puder! 

Algumas sugestões: 
- A preparação de enxoval para gestantes é um gesto concreto, as pessoas contempladas são mães que necessitam de nossa colaboração na chegada de seu bebê. Ou então a montagem de cestas básicas para famílias carentes. A paróquia sempre tem iniciativas nesse sentido. Por que não montar uma com sua turminha de catequese?

- A confecção de enfeites para a árvore de Natal reforça nos catequizandos o sentido de pertença à comunidade. No início do Advento, fazer com que cada turma tenha o seu momento de celebração, junto à árvore que completa o cenário do presépio. Entre cantos e preces, cada um coloca o seu enfeite na árvore. Interessante o que acontece a partir desse momento: As crianças insistem para que os pais e familiares vejam o enfeite que fez e colocou na árvore. 

- Durante a novena celebrada na paróquia, contemplar um dos personagens do presépio. A reflexão inclui a entrada solene das imagens e perguntas referentes ao personagem do dia. Propor uma virtude a ser praticada; pois, Natal é tempo de rever a vida e torná-la cada vez mais de acordo com os ensinamentos de Jesus. 

- Sendo o Natal festa da família e de muita luz, sugerir o tema LUZ para a celebração do Advento e Natal. "Aquela" estrela que conduziu os magos até Jesus, deve conduzir, através de dinâmica, cada catequizando com a sua família, para o presépio, montado em local estratégico. 

- Que tal convidar as crianças a partir o seu natal indo com os pais a agência dos Correios e escolher uma das cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe-Noel delas? É só entregar um presente numa agência do Correio, até dia 20 de dezembro, que ele se encarregará de fazer a entrega. 

- Bem próximo ao natal, em uma celebração, proporcionar à comunidade uma encenação do presépio contando com a participação das crianças. Envolvê-las antecipadamente em ensaios e na preparação do cenário, renovando assim, em cada um destes encontros, o espírito do Advento, da preparação para a chegada do Salvador. 

Visite as Páginas Natalinas no portal Apóstolas: 


domingo, 22 de novembro de 2015

PASTORAIS, GRUPOS E MOVIMENTOS: O QUE SÃO? QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE ELES?

PASTORAL 

A finalidade da Igreja Católica é evangelizar, ou seja, difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos evangelhos e nos livros sagrados.  Para que a Igreja possa fazer essa divulgação do Santo Evangelho, precisa ter um plano organizado, um projeto de evangelização que é distribuído a vários grupos em diferentes setores. Esses setores são chamados “Pastorais”. E as pessoas que trabalham nessas pastorais são chamadas “agentes pastorais” ou “agentes de pastoral”.  Toda pastoral exige em si mesma um objetivo, uma característica e uma necessidade, de forma que ela é constituída como necessidade primária na evangelização da Diocese ou da Paróquia.

Portanto, Pastoral, é serviço, ação, trabalho desenvolvido pela Igreja. Não se resume em grupo de pessoas, mas em ação organizada e dirigida pela Diocese e Paróquia para “atender” determinada situação em uma realidade específica.

Pastoral vem de Pastor. Por isso é importante destacar que “FAZER” pastoral é fazer o que Jesus fez. É continuar sua missão. É por meio das pastorais e do conjunto de suas atividades que a Igreja realiza a sua tríplice missão: profética, sacerdotal e testemunhal.  De uma forma mais simples podemos também definir a pastoral como "os braços" do pastor.  Não seria possível a cada sacerdote, a cada pastor, realizar todas as atividades necessárias para a Igreja cumprir sua tríplice missão, por isso a Igreja utiliza-se dos serviços dos leigos, para, como "braços" dos pastores, ajudar a Igreja. 

Uma pastoral é essencial na estrutura orgânica de uma Diocese ou Paróquia; o conjunto de pastorais denominamos de Pastoral Orgânica porque estão na estrutura fundamental da organização diocesana ou paroquial; na verdade ela é essencial e necessária.

Exemplos: Pastoral da criança, da saúde, da educação, da juventude, da comunicação, da sobriedade, do menor,  da liturgia, da catequese, a pastoral familiar, carcerária e muitas outras.
Em todas essas pastorais existem pessoas com formação para exercerem o trabalho que a elas correspondem.  São coordenadas pelas dioceses que promovem regularmente cursos e encontros de formação, para que os “agentes de pastoral” possam trabalhar junto às comunidades com plena consciência do que estão fazendo e da finalidade do seu trabalho.

MOVIMENTOS

Os Movimentos Católicos, são grupos específico com organização específica muitas vezes independente, não diretamente ligados a uma paróquia ou Diocese, constituídos de leigos e leigas e às vezes com assessoria de alguns Sacerdotes e com coordenação nacional e internacional. O que caracteriza um movimento católico é que a sua origem e estrutura parte geralmente de um fundador ou fundadora que dá as coordenadas para que esse movimento exista; regido muitas vezes de estatutos e normas e de um direcionamento na espiritualidade. Anterior ao Concílio Vaticano II, esses movimentos eram denominados irmandades e confrarias, mesmo existindo algumas delas ainda hoje.

Os movimentos nascem e se formam num contexto externo à igreja local, mas atuam dentro da Paróquia. É uma ação dos leigos que pode envolver várias pastorais/serviços ao mesmo tempo. Estão mais ligados à vida pessoal  dos participantes e, em geral, têm um caráter de espiritualidade e seguem um carisma próprio, envolvendo mais ou menos as mesmas pessoas que vivenciaram um encontro, um retiro ou uma catequese. Normalmente o grupo que tem uma liderança, tem um objetivo claro de oração, espiritualidade, comunhão e missão ou apostolado com autorização eclesiástica, pode chegar a ser um movimento. 

Exemplos de movimento: ECC (Encontro de Casais com Cristo), Apostolado da Oração, movimento RCC (Renovação Carismática Católica), movimento da Mãe Rainha, movimento do Terço dos Homens, etc.  Os movimentos, assim como os grupos, também podem ter âmbito paroquial, diocesano ou universal (católico).

GRUPOS

Os Grupos são formados por fiéis, que se reúnem de forma espontânea, porém sempre com a licença e orientação do Pároco ou vigário paroquial e tendo como base a oração e a escuta da Palavra.  Os grupos reúnem-se para orar, para promover a justiça e a paz, para visitar doentes, etc.  Quando um grupo cresce e amadurece, pode tornar-se uma Comunidade reconhecida pelo pároco (comunidade paroquial), pelo bispo (comunidade diocesana) ou até mesmo pelo Papa (comunidade católica). 

Exemplos: Comunidade Canção Nova, grupos de oração paroquiais, etc.

Obs.: Normalmente os representantes/coordenadores de grupos e movimentos, assim como das pastorais, são convidados a fazer parte os CPPs – Conselhos Pastorais paroquiais.

“Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro”. (Rm 12, 4-5).

Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum”. (1Cor 12, 4-7).

Ângela Rocha

Catequistas em Formação 

PROJETO CARTINHAS MISSIONÁRIAS 2015!

Uma ideia inspiradora que nos dá uma dimensão do que é ser discípulo e missionário na Igreja! Trata-se da troca de cartinhas entre catequizandos de várias partes do país para comemorar o Mês Missionário: Outubro.

O que é o Projeto Cartinhas Missionárias?

O Grupo Catequistas em Formação possui quase 2 mil catequistas cadastrados (espalhados por paróquias de todo país e até do exterior), reunidos num grupo do Facebook. ( Cadastre-se AQUI ).

No mês de julho, as administradoras do grupo lançaram um convite aos catequistas para participar e se cadastrar no projeto, informando, entre outras coisas: quantidade de catequizandos que possume, faixa etária e etapa da catequese (Crisma, Perseverança, Eucaristia), localidade onde se encontram. 


Estes catequistas são reunidos num grupo a parte, chamado Cartinhas Missionárias, onde conversam, trocam dados de seus catequizandos e turmas; e notícias das cartas ao longo do projeto, que vai, normalmente de julho a novembro. 

A administração do grupo separa os catequistas por EQUIPES de 2 ou até 3 turmas, tentando deixar as crianças da mesma faixa etária e etapa num mesmo grupo. Assim, uma catequista de Eucaristia do Paraná, por exemplo, pode incentivar sua turma a escrever para crianças de Minas Gerais, de uma outra catequista também cadastrada.


Normalmente as crianças escrevem as cartas durante um encontro catequético, com o tema “Ser missionário” ou outro pertinente, que fale da Missão de alcançar as pessoas, mesmo estando longes, em outra cidade, estado e até país.

As cartas são reunidas e enviadas, todas juntas, para o endereço da outra catequista, que se encarrega de entregar as cartas e postar as respostas. Normalmente há um sorteio para ver quem vai escrever primeiro e quem vai responder. Os catequizandos ficam tão animados que até pedem para continuar se correspondendo!


O grupo Catequistas em Formação, já está no terceiro ano de edição do projeto. 

Para entender a dimensão deste projeto alguns números de 2015:
-Participaram do projeto 51 catequistas que trabalharam em 23 equipes.
-As crianças envolvidas na missão de escrever uma carta a uma outra criança que está num lugar distante, de uma realidade distinta da dela foram:
- 138 da catequese de Crisma;
-   73 da catequese de  Perseverança;
- 521 da catequese de Eucaristia.

Totalizando 732 crianças na faixa etária entre de 7 a 16 anos. No total foram envolvidas 45 Paróquias em 9 estados brasileiros – PB, MA, RO, MS, MG, SP, RJ, PR, SC. Foram 783 cartas escritas neste projeto, isso porque, as catequistas aproveitam e também escrevem suas cartinhas umas para as outras.



Os números impressionam, mas o mais bacana é o agito gostoso que toma conta de cada pessoa que participa do projeto. Alyne Goulart, coordenadora da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande - MS, conta como foi a emoção em participar do projeto:  

A EMOÇÃO DAS CARTINHAS!

E assim, mais etapa concluída! Todas as respostas às nossas cartinhas chegaram.
Neste final de semana entregarei as que chegaram esta semana às turmas.
Adorei participar deste projeto, o meu encantamento foi desde o momento em que vi a proposta. A vontade de fazer parte desta experiência era imensa.
Pensei numa maneira de envolver várias catequistas e crianças, e escolhi sete turmas de preparação para primeira eucaristia para participarem do projeto das cartinhas missionárias. Assim que fiz a proposta, catequistas e catequizandos se empolgaram. E lá foram eles escrever com carinho as cartinhas. A curiosidade tomou conta de todos pela expectativa da resposta. A vontade deles na continuidade das trocas de correspondência, eram quase visível em seus olhos. A ansiedade a cada final de semana, que eu chegava após a postagem das cartinhas e a alegria nos olhos quando eu dava a resposta positiva (nunca fui tão esperada na porta das salas como nestes últimos tempos hehe!), é uma coisa indescritível. Vendo nossos catequizandos, maravilhados, mostrando as cartinhas que receberam, só veio confirmar o quanto valeu participar deste projeto. Que no início parecia uma verdadeira loucura: Inserir tantas turmas, passar nomes, pegar carta, ajeita dali e daqui, posta no correio, espera resposta, etc.... Mas, posso dizer que foi maravilhoso e que valeu muito a pena cada etapa, cada momento... E como valeu! Não tem preço.
Uma experiência quase “encantada” que ficará marcada para mim e para os catequizandos que participaram. 
E novamente faço o meu agradecimento a Jin Hee Kim, que viabilizou este projeto neste ano, pelo incentivo desde o início em nossas conversas inbox, atenciosa as minhas dúvidas. Que Deus abençoe e Nossa Senhora Auxiliadora a cubra com seu manto. Obrigada ao Grupo catequistas em Formação por este projeto arrojado!

Alyne Goulart – Coordenadora de Catequese
Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - Campo Grande/MS



NOSSA HEROÍNA E COORDENADORA DO PROJETO EM 2015!

Jin Hee Kim, catequista na Paróquia Paróquia São Judas Tadeu, Região Belém e do Setor Tatuapé na Arquidiocese de São Paulo, capital, não exitou um minuto em coordenar o projeto em 2015. Catequista há três anos, o Projeto Cartinhas Missionárias veio como um desafio: 
"Amei estar a frente da coordenação do projeto este ano, porque vi em cada carta o amor. O amor que Jesus tanto difundiu e nos pediu para espalhar! Deu trabalho, organizar 51 turmas, com mais de 700 crianças envolvidas, em equipes  (pares) com as mesmas afinidades, não foi fácil (risos!), mas, o resultado foi maravilhoso!"
Jin Hee Kim
Catequista da 1ª Eucaristia da Paróquia São Judas Tadeu, São Paulo – SP
MISSÃO E CATEQUESE SÃO SINÔNIMOS DE OUSADIA!

"E quem disse que eu não ia receber cartinha Missionária também? Obrigada querida Regiana Oliveira pela cartinha que me enviou. Tuas palavras são um alento para minha caminhada. Longe de ser a "missionária" que diz que sou, sou aquela que se "abastasse" sempre no convívio com vocês. Se sou um "exemplo" e "iluminada" pelo Espírito Santo, antes sou iluminada pelo meu amor à catequese e apenas um instrumento nas mãos do nosso missionário maior: Jesus!"


Ângela Rocha - Idealizadora do Projeto "Cartinhas Missionárias".


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sábado, 21 de novembro de 2015

HOMILIA - SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO

Com a festa de Cristo Rei do Universo a Igreja católica chega a conclusão do seu ano litúrgico. Esta é a festa da esperança cristã. Festa que nos permite começar a vislumbrar aqui e agora a vitória final do Senhor, mesmo que atribulados pelas vicissitudes da vida quotidiana.

Mas devemos estar atentos em procurar celebrar esta festa com os sentimentos de Jesus e não desfigurá-la com as nossas fantasias. É muito importante partir desta frase de Jesus: “O meu Reino não é deste mundo.”

Diante de reis e presidentes, que vivem no luxo, que desfilam com carros extraordinários, que vestem as marcas mais caras, que estão muito preocupados com as aparências... Jesus diz: “O meu reino não é deste mundo.”

Diante de reis e presidentes, que estão preocupados em enriquecer cada vez mais, que aceitam suborno para tomar as suas decisões e se vendem aos grupos econômicos, traindo o seu povo... Jesus afirma: “O meu reino não é deste mundo.”

Diante de reis e presidentes, que vivem de festa em festa, de banquete em banquete, recepções em recepções, e não sabem o que significa ter fome, sentir frio, estar doente... Jesus grita: “O meu reino não é deste mundo.”

Diante de reis e presidentes, que usam força repressora e abusam do poder, que fazem guerras sem buscar soluções dialogadas, por ter interesses escondidos, sem importar-se com o valor da vida... Jesus insiste: “O meu reino não é deste mundo.”

Diante de reis e presidentes, que não têm escrúpulos em fazer propagandas enganosas, que mentem sem nem ficarem vermelhos, que não cuidam dos valores de uma nação como a família, a cultura, as tradições, a honestidade, a educação, a vida... Jesus responde: “O meu reino não é deste mundo.

Diante de reis e presidentes, que cruzam os braços diante do narcotráfico, que financiam projetos de aborto, que fecham os olhos à industria pornográfica, que promovem campanhas de esterilização, até sem o consentimento das pessoas... Jesus brama: O meu reino não é deste mundo.

Enfim, diante destes que pensam que por ter um cargo, são mais que os outros, e se sentem no direito de pisar, desprezar o prejudicar aos demais.... Jesus repete: “O meu reino não é deste mundo.”

É um terrível engano pensar em Cristo Rei como se fosse um rei “deste mundo”. Usando coroas, vestindo roupas e capas cheias de ouro. Sentado em tronos majestosos. Tendo servidores que lhe fazem tudo. Tomando decisões arbitrárias, somente para mostrar que ele é quem manda.

Jesus é rei de um outro mundo.
Jesus é um rei que lava os pés dos seus servos.

É um rei que não quer perder nenhum daqueles que vêm a ele, e por isso se interessa por cada um, o acompanha, o visita, cura as suas feridas...

É um rei que não trairá jamais os seus, ao contrário, será capaz de dar a própria vida para salvá-los...

É um rei que conhece pelo nome um por um dos seus servidores, e ama a cada um de um modo tão especial como se fosse o único...

É um rei que faz uma festa quando um dos seus servidores decide retornar ao seu reino, mesmo que tenha feito grandes disparates...

É um rei que não impõe uma lei para ser vivida à força, que não assusta fazendo ameaças, que não oprime nem faz chantagens, que não pede coisas absurdas mas somente aquilo que ele mesmo já viveu...

É um rei que reina na cruz. Este é o seu trono. A sua coroa são espinhos. Seus braços estão estendidos. O seu coração está aberto, ferido de amor.

Para participar deste reino, basta aceitá-lo e no dia a dia procurar viver estes valores que são do “outro mundo”: o amor, a fraternidade, o serviço, o perdão, a alegria... sem importar-se se os que estão “neste mundo” não te compreendem muito bem.
Ser cidadão deste “outro mundo” é fantástico.

O Senhor te abençoe e te guarde,
O Senhor te faça brilhar seu rostro e tenga misericordia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Gotas de Paz
Frei Mariosvaldo Florentino, capuchinho

A famosa FÉ "desfeinada"

Dá-me sempre o que pensar, quando alguém à minha volta pede um café descafeinado.

Acho uma invenção muito estranha! Você sabe o que é um café descafeinado, não sabe?
Tem a cor do café, cheira a café, parece café… Mas, já não tira o sono!

Arranjamos uma maneira de ficar com gosto de café na boca, mas, de maneira que depois possamos dormir tranquilamente. E quando penso no café descafeinado, lembro-me sempre que esta lógica pode ser comparada ao cristianismo dos últimos tempos...

Às vezes, parece que não há muito mais do que uma fé desfeinada...
É como a fé, cheira a fé, parece fé… mas já não muda nada, não nos transforma, nem transforma à nossa volta. Parece que lhe tiramos muitas vezes a força transformadora e recriadora de corações, como tiramos a cafeína ao café.

Parece que fizemos da Fé um suceder de rituais aprendidos, mas que já não nos põe em casa, não nos faz estar despertos para a Vida, não nos mantém acordados no acolhimento e anúncio da Palavra de Deus e das palavras dos outros.

Às vezes, sentamo-nos num banco de Igreja como numa mesa onde se toma um café descafeinado. Bebemos a nossa dose, cumprimos o ritual, deixamos nas bordas do coração um travo leve de fé, mas, de maneira a que não nos tire o sono, não nos estimule nem desinquiete, de maneira a que não nos possa dizer que temos de mudar!

Depois, costumamos levantar-nos e seguir o nosso caminho, como se nem sequer nos tivéssemos sentado…

SHALOM
Pe. Rui Santiago, cssr. 

Você também pode ouvir o Pe. Rui AQUI

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O "MEU MESTRE"!


Há uma passagem no evangelho de Marcos em que parece que Jesus perde as estribeiras com os fariseus e doutores da Lei e lhes dá uma resposta “atravessada”, com exemplos e tudo, que eles certamente não estavam esperando ouvir, já que Jesus era enigmático e breve com eles.

O que aconteceu?
Mexeram” com os seus discípulos!

E o coração do Mestre, que já estava certamente cheio deles, transbordou com isso!

Os fariseus e doutores da Lei viram que alguns dos seus discípulos tomavam os alimentos com as mãos impuras”… E foram provocar Jesus com isso: “Por que é que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos e comem impuros?!”

Aí eu me coloco no lugar de um destes discípulos… 

Fecho os olhos e ponho-me no lugar de um deles… e espero pelo meu Mestre! Como Ele vai se safar desta? Como Ele vai "me" safar desta? 

E encho-me de orgulho e alegria ao escutar a resposta de Jesus, o meu Mestre. 
Encho-me de orgulho, vaidade, de segurança, de uma alegria cada vez maior à medida que ele emenda umas palavras nas outras… 
Sinto-me “cheio” de todo do meu Mestre, sinto-me o mais importante e mais bem amado e protegido de todos! 

Porque o meu Mestre, quando eles experimentaram “tocar” nos seus companheiros, “perdeu” a compostura, deixou as parábolas e os enigmas de lado, e bateu pra doer:

“Bem profetizou o profeta Isaías a vosso respeito, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; o culto que me prestam é inútil e a doutrina que ensinam não passam de preceitos humanos! Vocês deixam para trás a vontade de Deus para se agarrarem às tradições dos homens…

E eu ali, no cantinho, com as mãos impuras e com os olhos cheios do meu Mestre que toma partido por mim e pelos meus outros companheiros impuros… 
O meu Mestre! 
E o coração parece que me foge do peito, porque não cabe de tanto orgulho do M-E-U M-E-S-T-R-E…"

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Baseado in “Yeshuah, 2013” – Rui Santigo


Muitas vezes passei por duras provações em minha missão de catequista...Senti-me sozinha e lutando contra coisas bem maiores do que eu... a ponto de deixar de ser aquela pessoa que sempre me orgulhei de ser: Corajosa e destemida. 
Mas, o "Meu Mestre" não deixa que a gente se encolha e sofra só... E um dia colocou diante de meus olhos este texto. 
Não sei vocês, mas, eu chorei quando li... chorei e ri ao mesmo tempo... de alegria e orgulho, porque sei que ele faz o mesmo discurso para aqueles que me magoaram...
Ô Meu Mestre! Como me orgulho de ser sua discípula!

Ângela Rocha

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

LUGARES PRIVILEGIADOS DE CATEQUESE

Quando pensamos em um lugar para a catequese, imediatamente nos vem a lembrança uma salinha na Paróquia, com algumas cadeiras, uma mesa, uma Bíblia, uma vela acesa, Cristo Crucificado, uma imagem de Nossa Senhora e talvez algumas flores e uma sorridente catequista dando as boas vindas a todos...

Isso, no entanto, não é bem assim!

No capítulo oitavo do Diretório Nacional de Catequese, dedicado aos Lugares e Organização da catequese, encontramos no item 1.1 um título bastante interessante: “Lugares privilegiados de catequese”. Depois de uma breve introdução sobre a necessidade de se aproveitar as novas conquistas tecnológicas, pedagógicas e científicas para o anúncio do Evangelho, o documento nos exorta, do parágrafo 296 em diante, a aproveitar os espaços já ‘constituídos’ como lugares de catequese. A saber: a família, a comunidade cristã e por último a paróquia.

Apesar de a família estar descrita como: “... o lugar onde se colocam os fundamentos para a construção da personalidade do ser humano a partir de valores humanísticos, enriquecidos pelo evangelho” (DNC 296) e entendermos que os pais são os primeiros e principais responsáveis pela educação dos filhos na fé, o que vemos hoje, é uma realidade muitas vezes diversa. Alguns pais estão colocando inteiramente sobre a responsabilidade da Paróquia (Igreja), a transmissão de valores cristãos e a educação na fé.

O processo de crescimento da fé brota da convivência familiar, da harmonia e do testemunho dos pais. Os pais são os primeiros mestres da fé e, se os filhos não tiverem tais mestres, a catequese como pastoral, necessitará de muito mais competência e acolhimento para ter sucesso (DNC 299).

Outro lugar que tem sido deixado de lado é a própria comunidade cristã. O DNC diz que as famílias precisam estar engajadas na comunidade onde, através de um clima fraterno, da percepção da realidade e da leitura da Palavra de Deus busca-se uma sociedade mais justa e uma catequese integral. Para isso é preciso que a comunidade seja espaço acolhedor, de amizade, de convivência fraterna, de solidariedade e de celebração da Eucaristia. A comunidade cristã deve ter iniciativas como: novenas, terços, festa do padroeiro, grupos de reflexão, círculos bíblicos, grupos de oração, grupos de caridade, encontros de preparação para os sacramentos e outros momentos propícios ao engajamento social. A criança deve ser incentivada a participar destes momentos para que aprenda os fundamentos da vida comunitária e cristã.

Não vemos isso, porém. É cada vez mais difícil trazer a família para a Igreja. É cada vez mais difícil as famílias se encontrarem, fora do espaço físico da igreja, como verdadeira IGREJA. As crianças vêm para a catequese sem nunca terem ido à missa, sem nunca terem participado de uma novena, sem realmente conhecer a comunidade CRISTÃ onde vivem.

Por último, como espaço privilegiado de catequese, encontramos a Paróquia, que é uma rede de comunidades que acolhe, educa e anima a vida dos cristãos (DNC 303). É a casa do povo de Deus. É lugar da celebração dos sacramentos e da caridade. É onde encontramos as Pastorais, movimentos, grupos e associações dedicados a multiplicar o número de fiéis e a disseminar a palavra de Deus. Ali é o coroamento da educação para a vida em comunidade. É a última etapa da catequese. A partir dali a criança nunca mais deveria se afastar da Igreja e da comunidade.

Infelizmente algumas famílias estão “privilegiando” somente a Paróquia (entenda-se como a Pastoral Catequética), como lugar de catequese. Algumas crianças são deixadas aos cuidados das (os) catequistas sem qualquer base de formação cristã e percebe-se que alguns valores como: respeito, cuidado com as coisas de Deus e até mesmo a crença no Divino, não existem para as crianças. Tristemente se observa que a família não está cumprindo seu papel de primeira formadora de cristãos.

Por quê? O que está acontecendo com as nossas famílias?  Será que não está faltando iniciativa da própria Igreja em tornar a comunidade espaço privilegiado de catequese? Afinal, a família se forma e cresce na comunidade. Muito mais do que culpar a família pela falta de catequese das crianças, devemos, como comunidade cristã, nos culparmos pela falta de catequese com as famílias. A família só será formadora de cristãos se for cristã. Se der valor à comunidade e a Paróquia. Assim precisamos como discípulos missionários, encontrar o caminho ideal para tornar estes espaços privilegiados, continuidade um do outro, interligados no mesmo fim, para que a nossa missão tenha sentido.


Ângela Rocha

Fonte Consultada: Diretório Nacional de Catequese – Doc 84 - CNBB.


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