segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ORGANIZAÇÃO NA CATEQUESE



A organização na catequese supõe vários níveis de atuação, desde a menor das comunidades até o nível arquidiocesano, e mesmo, nacional. Passa também pela necessidade de pequenas ações que ajudam a estruturar todo o trabalho, de modo a colaborarmos com a graça de Deus que inspira a prática catequética.

Em relação a isso, afirma o Diretório Geral para a Catequese (DGC) em seu número 272:

"A coordenação da catequese é uma tarefa importante no âmbito de uma Igreja particular. Ela pode ser considerada:
- no interior da própria catequese, entre as suas diversas formas, dirigidas às diferentes idades e ambientes sociais;
- com referência aos laços que a catequese mantém com as outras formas do ministério da Palavra e com outras ações evangelizadoras.
A coordenação da catequese não é um fato meramente estratégico, voltado para uma mais incisiva eficácia da ação evangelizadora, mas possui uma dimensão teológica de fundo. A ação evangelizadora deve ser bem coordenada porque ela visa à unidade da fé, a qual, por sua vez, sustenta todas as ações da Igreja".

Não podemos perder de vista que a função de coordenar tem em vista a realização do Projeto de Deus, o serviço a Deus, feito na alegria, simplicidade, humildade e entusiasmo.

Não podemos esquecer também que "a organização da pastoral catequética tem como ponto de referência o Bispo e a diocese. O Secretariado diocesano de catequese é "... o órgão através do qual o Bispo, chefe da Comunidade e mestre da doutrina, dirige e preside toda a atividade catequética realizada na diocese" (DGC 265).

O coordenador da catequese deve formar sempre uma equipe de coordenação que busque atingir três processos:

a) Animação: Esta equipe deverá criar condições para que todos participem do trabalho com seus esforços e conquistas. Animar significa “gerar vida”. Um coordenador desanimado influência negativamente sobre o grupo. Não se pode um otimismo alienante, mas uma sadia e cristã visão da realidade, tendo me vista a busca do melhor para a comunidade. Entusiasmado significa “cheio de Deus”!
b) Comunhão fraterna: Devemos incentivar o bom nível de relacionamento interpessoal no grupo de catequistas. A experiência de comunhão, torna-se sinal de conversão e caridade dentro da comunidade. Conviver com a diferença dos outros só traz enriquecimento, quando é partilhada de maneira construtiva e numa visão de fé.
c) Mobilização: Vivenciamos o lema “a união faz a força”, quando todos estão unidos pelo mesmo ideal, ainda que haja diferenças pessoais. Para que a comunidade se mobilize necessitamos de:
Organização: Planejar de forma participativa, com avaliações constantes.
Articulação: Todos os níveis devem estar articulados e a coordenação deve orientar e supervisionar os trabalhos, sempre na linha da co-responsabilidade.
Interação: Busca de um bom relacionamento entre toda a equipe.

Algumas sugestões para a organização paroquial:


Em relação à “secretaria”:


a)    Manter os dados em dia: catequistas, catequizandos, turmas, dados da Região do Vicariato e da Arquidiocese;
b)    Ter o Diretório Geral para a Catequese (DGC), Sagrada Congregação para o Clero, 1997; para consulta sempre;
c)    Organizar fichas para os catequistas, com informações importantes (data de nascimento, endereço, telefone, datas e/ou local de batismo, comunhão, crisma e matrimônio, se for o caso...)
d)    O mesmo se diz em relação aos catequizandos;
e)    Comunicar imediatamente a todos os catequistas, as informações recebidas, através de circular, quadro de avisos ou caderno de anotações;
f)     Preencher e entregar, se possível, antes do prazo a informações que forem pedidas. Assim, evita-se o esquecimento e a possibilidade de perder o material;
g)    Manter um quadro de avisos com informações úteis para a catequese, além do simpático mural de aniversariantes, mensagens, e outras criatividades que possam surgir.

Em relação ao grupo de catequistas:

a)    Formar uma equipe de coordenação em todos os níveis e em todas as comunidades catequéticas;
b)    Animar o planejamento participativo, envolvendo todo o grupo de catequistas, sabendo ouvir críticas e sugestões e manifestando objetivos claros e bom conteúdo nas reuniões;
c)    Zelar pela formação do grupo, atingindo também os auxiliares e catequistas de outros núcleos, e não só da Matriz!
d)    Visitar e/ou fazer reuniões em outras comunidades, evitando que tudo seja centralizado apenas na Matriz. Há grupos que se
sentem felizes em acolher os catequistas da comunidade. Aproveitemos estes momentos!
e)    Realizar reuniões mensais com todos os tipos de catequese na paróquia, para assuntos gerais;
f)     Incentivar o grupo para que se reúna semanalmente para planejamento dos encontros;
g)    Cuidar para que cada grupo trabalhe com o material da Arquidiocese e a programação feita pela comunidade;
h)   Criar ambiente fraterno, alegre e responsável para que a convivência do grupo seja o maior testemunho de comunidade catequética.
i)     Apresentar os catequistas ao sacerdote e afirmar constantemente que a catequese deve ser feita em união com as diretrizes arquidiocesanas e paroquiais;
j)      Incentivar a participação de todos nos eventos regionais, vicariais e arquidiocesanos. Nunca deixar sua paróquia sem uma representação de catequistas.
k)    Sugerir ao pároco que a comunidade custeie o estudo de alguns catequistas nas Escolas de Fé da Arquidiocese.

Em relação à estrutura material:

a)    A catequese precisa ao menos de uma “salinha” para o mínimo de estrutura de suas atividades;
b) Cabe ao Conselho paroquial providenciar recursos e material de expediente para as atividades da catequese: papel, cartolina, lápis, livros, Bíblia, etc.;
b)    Criar alternativas (rifas, festas, bingos,...) para que as comunidades possam adquirir o material didático necessário para o trabalho catequético, quando a paróquia não tem recursos do dízimo para isso, mas esta é uma ação da COMUNIDADE e não do grupo de catequistas somente;
c)    Atualizar o quadro de avisos da catequese, sempre que for necessário;
d)    Montar, uma “biblioteca da catequese”, com doações ou compra de material, para que os catequistas possam encontrar subsídios para seu trabalho pastoral;
e)    Criar materiais próprios da comunidade, aproveitando os talentos que Deus deu a pessoas da comunidade, mesmo que estas não sejam catequistas.

Concluindo...

Organizar o trabalho catequético exige muita capacidade de abnegação e alegre doação. E um dos grandes instrumentos da equipe de coordenação deve ser o diálogo amigo, verdadeiro e fraterno. Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, exige que evitem rótulos preconceituosos, que se busque em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.

“Um dos grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o homem possui. É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida. A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas. Na comunicação entre as pessoas é tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis. Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam e um meio de comunicação. Nunca estamos prontos e acabados. Conversão deve ser atitude constante do cristão e o outro nos ajuda a ver onde precisamos crescer. Diálogo na catequese não é só uma questão metodológica, ela deriva de um certo modo de compreender Deus e a vida. É um especialíssimo caminho de santidade”  
(Me. Maria Helena Cavalcanti).

Ângela Rocha
Catequistas em Formação


Fonte: 
DGC - Diretório Geral para a Catequese. 

Material disponibilizado pelo Pe. Roberto Nentwig, da Arquidiocese de Curiitba –PR, em encontro de formação para coordenadores.

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO