quarta-feira, 11 de maio de 2016

MÁSCARAS DE COMUNHÃO

"Uma paróquia renovada multiplica pessoas que realizam serviços e acrescenta aos ministérios. A integração entre serviços e ministérios existentes, na unidade de uma única proposta evangelizadora, é essencial para assegurar uma comunhão missionária."

Precisamos renovar as paróquias. Essa renovação, segundo o Documento de Aparecida, exige novas atitudes dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço destas. A primeira exigência é que o pároco seja autêntico discípulo de Jesus Cristo, porque só um sacerdote apaixonado pelo Senhor pode mudar uma paróquia. Entretanto, ao mesmo tempo, deve ser ardoroso missionário que vive o constante desejo de buscar os afastados e não se contenta com a simples administração. (DAp 201).

Uma paróquia renovada multiplica pessoas que realizam serviços e acrescenta aos ministérios. A integração entre serviços e ministérios existentes, na unidade de uma única proposta evangelizadora, é essencial para assegurar uma comunhão missionária.

Qualquer que seja o serviço, a pastoral, o ministério ou ação da Igreja, estes precisam estar animados por uma espiritualidade de comunhão missionária. Segundo a Carta Apostólica Novo Millenio Ineuente, de João Paulo II (2001), sem esse caminho espiritual, de pouco servem os serviços externos da comunhão. “Mais do que modos de expressão e crescimento, esses instrumentos se tornariam meios sem alma, máscaras de comunhão.” (NMI 43).

O Documento de Aparecida também destaca a missão dos leigos e os conclama para a missão utilizando-se do texto Lumen Gentium (Luz dos Povos), um dos mais importantes do Concílio Vaticano II. “Os leigos são homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja.” (LG 31).

Precisamos de sujeitos novos e o acontecimento de Cristo é, portanto, o início deste sujeito novo que surge na história e a quem chamamos de discípulo. (DAp 243).

É hora, sim, de renovar paróquias, dioceses, comunidades. Precisamos assumir definitivamente a nossa condição de cristãos engajados. Não dá mais para fazer de conta, ocupar espaço, realizar tarefas sem profundidade. O mundo exige discípulos comprometidos, que facilitem relações, que dialoguem e, principalmente, que busquem sem cessar a unidade e a obediência diocesana, e não apenas a vaidade de firmar posições individuais para, com isso, ganhar notoriedade e reconhecimento.

Nós vivemos em cristo. E dos que vivem em Cristo, se espera um testemunho de santidade e compromisso. Desejando e procurando essa santidade, não vivemos menos, mas, sim, melhor, porque, quando Deus pede mais, é porque está oferecendo muito mais. (DAp 352).

Alberto Meneguzzi
Catequista e Jornalista, autor dos livros “paixão de Anunciar” e “Missão de anunciar”, ambos editados pelas Paulinas.

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