domingo, 31 de julho de 2016

MENSAGEM DA CNBB PARA AS ELEIÇÕES 2016


“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.
(Amós 5,24)

Neste ano de eleições municipais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (cf. 1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil.

Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos. Só com participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município onde cada pessoa mora e constrói sua rede de relações. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta.

A política, do ponto de vista ético, “é o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre indivíduos, grupos, nações que ofereçam condições para a realização do bem comum”. Já do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo[1], a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço.
Os cristãos leigos e leigas, não podem “abdicar da participação na política” (Christifideles Laici, 42). A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. Associando fé e vida, a cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas, se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos.

As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política, é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos[2]. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo[3].

É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja. 

Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade como, por exemplo, a defesa do direito de crianças e adolescentes. Pode ser inovador e eficaz elaborar projetos de lei, com a ajuda de assessores, e solicitar a adesão de candidatos no sentido de aprovar os projetos de lei tanto para o executivo quanto para o legislativo.

É preciso estar atento aos custos das campanhas. O gasto exorbitante, além de afrontar os mais pobres, contradiz o compromisso com a sobriedade e a simplicidade que deveria ser assumido por candidatos e partidos. Cabe aos eleitores observar as fontes de arrecadação dos candidatos, bem como sua prestação de contas. A lei que proíbe o financiamento de campanha por empresas, aplicada pela primeira vez nessas eleições, é um dos passos que permitem devolver ao povo o protagonismo eleitoral, submetido antes ao poder econômico. Além disso, estanca uma das veias mais eficazes de corrupção, como atestam os escândalos noticiados pela imprensa. Da mesma forma, é preciso combater sistematicamente a vergonhosa prática de “Caixa 2”, tão comum nas campanhas eleitorais.
A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando esse ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê a Lei 9840, uma conquista da mobilização popular há quase duas décadas.

A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos. 

No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas, pondo fim ao carreirismo político. Por isso, exortamos as comunidades a aprofundarem seu conhecimento sobre a vida política de seu município e do país, fazendo sempre a opção por aqueles que se proponham a governar a partir dos pobres, não se rendendo à lógica da economia de mercado cujo centro é o lucro e não a pessoa. 

Após as eleições, é importante a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos. Os cristãos leigos e leigas, inspirados na fé que vem do Evangelho, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos Conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social etc. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e os pobres. 

Confiamos que nossas comunidades saberão se organizar para tornar as eleições municipais ocasião de fortalecimento da democracia que deve ser cada vez mais participativa. Nosso horizonte seja sempre a construção do bem comum.  

Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos acompanhe e auxilie no exercício de nossa cidadania a favor do Brasil e de nossos municípios, onde começa a democracia.
Aparecida - SP, 13 de abril de 2016.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB



[1] Cf. CNBB – Doc. 40 – Igreja Comunhão e Missão – n. 184..
[2] CNBB – Doc. 91 Por uma reforma do estado com participação democrática, n. 40.
[3] Idem.


Queremos parabenizar nossos amigos e amigas catequistas que se lançaram a mais este chamado: ser candidato nestas eleições! O Reino de Deus começa pelas nossas ações junto à sociedade, buscando um mundo mais igualitário, sem violência, discriminação, economicamente justo, com trabalho e vida digna para todos!

Catequistas em Formação

sábado, 30 de julho de 2016

MANUAL DA CRUZ: Como utilizar o Crucifixo

Uma lembrança da JMJ de Madri: Os jovens que estiveram presentes na JMJ de 2011, em Madri, na Espanha, receberam vários materiais, entre eles uma “caixa de medicamentos” que continha uma Cruz e uma “bula” ou um “Manual da cruz”.

MANUAL DA CRUZ – JMJ 2011 –
MADRI – ESPANHA

MANUAL DA CRUZ: NÃO EXISTE AMOR MAIOR*

“Não existe amor maior do que dar a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos” (Jesus Cristo).
“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé.” (São Paulo aos Colossenses)

Leia todo este manual, pois é importante antes de usar o crucifixo.
- Use o crucifixo durante a JMJ, antes e depois. Ele será útil durante toda tua vida.
- Conserve este manual. Pode ser que precise voltar a lê-lo.
- A Cruz de Cristo (crucifixo) cura todas as enfermidades espirituais, fruto dos nossos pecados pessoais.
- Este remédio foi receitado para teu uso pessoal, mas podes recomendá-lo aos outros, apesar de sua enfermidade ter sintomas diferentes. Este remédio tem eficácia universal.
- Se tiver alguma dúvida, consulte a um sacerdote ou a uma pessoa com boa formação cristã.

Neste manual:
01.     O que é o crucifixo e para que se utiliza
02.     Indicações
03.     Contra - indicações
04.     Precauções
05.     Advertências
06.     Doses
07.     Modo de usar
08.     Efeitos secundários
09.     No caso de parar de tomar este remédio
10.     Duração
11.     Validade
12.     Apresentação

CRUZ DE CRISTO – Crucifixo

1.     O QUE É O CRUCIFIXO E PARA QUE SE UTILIZA

- O princípio ativo do crucifixo é o Amor de Deus aos seres humanos, que se manifesta de forma perfeita na Cruz de Cristo, em sua entrega plena.

Cada um de nós pode dizer se dúvida: Cristo me amou e se entregou por mim
(Bento XVI).

- Cristo é o Médico e o Remédio: “nenhuma outra coisa impulsionou mais a Cristo a vir ao mundo do que salvar os pecadores. Se um grande médico desceu do Céu é porque havia um grande enfermo para ser curado: todo o mundo” (Santo Agostinho).
- A Cruz é um convite a entrega pessoal e plena também por amor.
- A Cruz é o sinal maior (+): o que une i céu e a terra  e o que uno todos os seres humanos. É símbolo universal de paz e amor: um chamado a concórdia, a tolerância, a justiça e ao perdão. Manifesta a bondade de Deus e a liberdade dos seres humanos.

2.     INDICAÇÕES

- A Cruz nos espera cada dia. Ela se apresenta de diversas formas: cansaços, tentações, problemas, enfermidades, desastres, mortes, contrariedades, etc.
- O Crucificado nos disse: “se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e me siga”
- Asseguram os especialistas que muitas pessoas chamam de cruzes realidades que na verdade não o são. São falsas cruzes inventadas na nossa imaginação pelo egoísmo, comodismo, falta de resistência, alergia ao sofrimento, melindre, etc.

3. CONTRA-INDICAÇÕES

- Não se deve jamais utilizar a Cruz de Cristo para justificar a violência e o rancor. O ódio é contrário ao Amor, que é o principio ativo da Cruz de Cristo.
- Por essa razão, nunca se deve levar ou o usar uma cruz ou imagem do Crucificado de forma indigna, ridicularizando e desvirtuando seu verdadeiro sentido.

4. PRECAUÇÕES

- Desde o século I, a Cruz de Cristo nunca deixou ninguém indiferente. Uns abraçam-na por amor e outros a consideram uma loucura: e o chamado escândalo da cruz.
- É possível que, em um primeiro momento, acolher a Cruz de Cristo pareça desagradável e difícil, ao experimentar a renúncia e o sacrifício. É um sintoma  normal. Não se preocupe. Cultive a esperança: em breve agirá o princípio ativo do crucifixo e também experimentará a alegria do amor. É o fruto do abraço gozoso com Cristo Ressuscitado.
- A Cruz de Cristo não garante uma vida cômoda, mas sim um coração apaixonado, a semelhança do Crucificado.
- Ser amigo da Cruz e viver apaixonado por Deus ti levará a comportar-se de modo diferente, com um estilo de vida que chamará poderosamente a atenção em muitos ambientes. O Crucificado te dará força e alegria para ir contra a corrente, difundindo ao teu redor o princípio ativo da Cruz: o amor, a felicidade.

5. ADVERTÊNCIAS

- É sempre difícil levar a cruz, especialmente quando ela se apresenta sem a procurarmos.
- Se você vivia longe de Deus, é provável que experimente alguns destes sintomas, co maior ou menor intensidade, segundo suas características:
Pode:
- Custar-te reconhecer-se pecador e não aceitar a realidade do pecado em tua vida.
- Viver como se Deus no existisse.
- Sofrer de fraqueza espiritual, especialmente se demorar muito tempo nesta situação.
- Sofrer algum transtorno interior: soberba, luxúria, ira, avareza, etc.
- Ter criado fortes dependências numa vida moral desordenada.

- Se você estiver grávida compreenderá de uma forma muito especial o sentido da Cruz, já que está sofrendo por amor as dificuldades próprias da gravidez, consciente de que teu amor é vida e dá a vida. É o mesmo que fez o Crucificado por nós: por meio de suas dores nos deu a Vida e nascemos para a Vida eterna.

6. DOSES

- Este remédio não possui risco de overdose. O coração anseia por amor verdadeiro: “Nos fizeste, Senhor, para Ti, e inquieto estará nosso coração até que descanse em Ti.” (Santo Agostinho).

O processo de cura do crucifixo segue os seguintes passos:
- Em primeiro lugar, se reconhecerá pecador e identificará o mal como o que realmente é: um pecado pessoal: “a primeira obra da graça do Espírito Santo é a conversão. O ser humano se volta pra Deus e se separa do pecado, aceitando, assim, o perdão e a graça do alto” (Catecismo).
- Ao mesmo tempo, brotará do teu coração um ato de contrição diante da Cruz de Cristo. Não será uma simples constatação ou um lamento pelos próprios pecados, considerados como limitações, falhas ou coisas que passam. Será uma verdadeira dor de amor por haver ofendido ao Crucificado.
- Esse ato de contrição te permite renovar-se, começar de novo a partir do zero. Jesus disse: “há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende que por noventa e nove justos que no tem necessidade de Penitência”.
- Lembre-se que tem a disposição um sacerdote na Igreja mais próxima: “A Confissão é um renascimento espiritual, que transforma o penitente numa nova criatura. Este milagre da graça somente pode ser realizado por Deus, e o faz por meio das palavras e dos gestos do sacerdote” (Bento XVI).

7.    MODO DE USAR

- O crucifixo pode ser usado de várias formas, a qualquer hora do dia ou da noite. Procure usá-lo diariamente.
- O crucifixo pode:
- Ser transportado, do mesmo modo que muitas pessoas levam fotografias das suas pessoas queridas em sua agenda, em sua carteira, sobre os móveis, na proteção de tela de seu computador ou em seu carro. Os que amam a Cristo procuram levar sempre com eles seu crucifixo, a Cruz de Cristo.
- Ser colocado em muitos lugares. A cruz tem lugar de destaque – como sinal de paz e amor – em cidades, em montanhas, em cruzamentos e em edifícios. Existem crucifixos em milhões de casas, ricas e pobres, dos cinco continentes. Ao batizar as crianças recém-nascidas é feito o sinal da cruz sobre elas. As crianças levam sobre si o crucifixo no dia de sua Primeira Comunhão. A visão do Crucificado conforta muitos enfermos e alivia seus sofrimentos. Milhares de pessoas falecem tendo em suas mãos o crucifixo, e o sinal da cruz está presente nos lugares onde repousam seus restos mortais na espera da ressurreição.
- Olhar e deixar falar. “A Cruz é um livro vivo, do qual aprendemos definitivamente quem nós somos e como devemos agir. Este livro sempre  está aberto diante de nós” (João Paulo II). “Olhemos a Cristo transpassado na Cruz! Ele é a revelação mais impressionante do amor de Deus. A partir desse olhar, o cristianismo encontra a orientação de seu viver e de seu amar. Ao contemplar Cristo, ao mesmo tempo somos contemplados por Ele” (Bento XVI).
- Beijar. Beija o crucifixo é uma manifestação profunda de amor a Cristo. Recomenda-se vivamente esta prática. “Teu crucifixo – Como cristão deves levar sempre contigo teu crucifixo. E colocá-lo sobre tua mesa de trabalho. E beijá-lo antes de deitar para o descanso e ao despertar: e quando teu corpo se rebelar contra tua alma, beije-o também” (Caminho).
- Se tornar oração. Isto se consegue indo a imagem do Crucificado, e perguntando-lhe, olhando-a nos olhos: Jesus, Tu, que morre por amor a mim, que queres fazer comigo? 

- A oração diante do crucifixo é uma força que renova poderosamente a alma. Dá energia espiritual para realizar grandes esforços. A melhor oração é a que o mesmo Cristo nos ensinou: 
 Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
Amém.

8.     EFEITOS SECUNDÁRIOS

Ter próximo a Cruz de Cristo te levará a: 
- Viver com alegria, abandonado nas mãos de Deus.
- Superar com graça as dificuldades de cada dia.
- Ter a fortaleza e personalidade para ir contra a corrente, ainda que teu ambiente social te considere uma pessoa exagerada.
- Levar uma vida virtuosa e limpa.
- Santificar-se no seu trabalho e servir aos que vivem e trabalham ao seu redor.
- Defender com coragem os direitos de Deus e a justiça social, a honestidade profissional, e ao mais fracos e necessitados da sociedade.
- Abrir teu coração para escutar o chamado de Deus a uma entrega total.
- Unir teus desejos mais profundos aos desejos do Coração de Cristo.
- Falar de Deus com ousadia.

9.  REAÇÕES ADVERSAS SE PARAR DE TOMAR ESTE REMÉDIO 
     (por preguiça, ignorância ou intencionalmente): 

- Está amplamente comprovado que longe do amor de Cristo – o Remédio que cura o coração – se apresentam com maior força alguns efeitos adversos, frutos do pecado.
- Todas as pessoas experimentam esses efeitos em seu interior, de modo diverso e com intensidade variada. Temos descritos os seguintes sintomas, entre outros:
- Está amplamente comprovado que longe do amor de Cristo – o Remédio que cura o coração – se apresentam com maior força alguns efeitos adversos, frutos do pecado.
- Todas as pessoas experimentam esses efeitos em seu interior, de modo diverso e com intensidade variada. Temos descritos os seguintes sintomas, entre outros:
- Erupções de rancor e alterações na capacidade de esquecer as ofensas.
- Gagueira para falar palavras de perdão.
- Diminuição da compaixão e da compreensão diante das falhas dos outros.
- Incontinência da ira, da luxúria e da soberba.
- Vertigens de vaidade.
- Secreção salivar periódica, abundante para as queixas, a crítica e a murmuração; e boca seca para falar de Deus em voz alta.
- Visão embaçada da realidade: onde existem irmãos se vê inimigos.
- Náuseas de egoísmo, que levam a ignorar e desprezar os mais fracos.
- Confusão moral.
- Insensibilidade diante das necessidades dos outros.
- Surtos de irritabilidade, com tendência ao insulto e a difamação.
- Amnésia dos pecados cometidos e perca parcial da memória para justificar a mentira.
- Em casos extremos se  pode chegar ao ódio, a violência, ao assassinato, etc.
- É frequente que se produzam efeitos visíveis e constatáveis do ponto de vista somático. - Em muitos casos é facilmente detectável a olho nu.
- É aconselhável realizar, com a ajuda de Cristo, um auto exame interior, para conhecer quais destes sintomas – e em que medida – se encontram presentes em tua pessoa. Se tiver caráter grave, deve procurar o quanto antes o Médico – o sacerdote é seu representante no confessionário – para que te perdoe, te cure, e te devolva a paz. A Confissão é o sacramento da alegria. Confessar-se = festa = alegria: no Céu e no coração.
- Em seguida se recomenda vivamente receber o Senhor na Eucaristia. Convém recordar que “quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se da comunhão.” (CIC).


10.     DURAÇÃO DO TRATAMENTO

Toda a vida. Seu uso intenso e continuado potencializará o efeito do Amor nas diversas facetas da vida.

11. PRAZO DE VALIDADE

Este medicamento não tem data de validade. “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20).

11.     APRESENTAÇÃO

Representação do Crucifixo. A Cruz original era de madeira rústica. A crucifixão era a tortura mais atroz reservada aos mais vis criminosos.
  
Mantenha o Crucifixo ao alcance e à vista de crianças e idosos (todos encontrarão nela a verdadeira felicidade, para si e para os outros).
Junto à Cruz encontra-se a sua Mãe – nossa Mãe - Maria. E ela tem dois filhos frente a frente: Jesus crucificado e o leitor desta bula.


NÃO PRECISA DE RECEITA MÉDICA




*MANUAL DA CRUZ ENTREGUE AOS PEREGRINOS NA JMJ – MADRID 2011.
Fonte: Décima edição do manual foi aprovada em outubro de 2009 e está registrada.
Igreja do Espírito Santo – Serrano 125 – 28006 Madrid.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

HOMILIA DO DOMINGO: QUAL É O SENTIDO DA VIDA? POR QUE TRABALHAMOS?


HOMILIA DO 18º. DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C

Qual é o sentido da vida? Por que trabalhamos? Qual é o sentido de nossas ocupações? Essas perguntas eram feitas por um homem sábio que escreveu o Livro de Eclesiastes no séc. III a. C. Sua resposta: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". O termo vaidade também pode ser traduzido por ilusão, fantasia, absurdo, algo vazio. O versículo 22 da 1ª. Leitura diz que o mero trabalhar por trabalhar, ou por dinheiro ou para se preencher, é vaidade porque não leva a nada. Assim, corremos o risco de fazermos da vida um sofrimento em vão. O sentido da existência depende do porquê fazemos as coisas, da finalidade de nossas ações. O insensato do Evangelho achou uma solução para sua existência: “Descansa, come, bebe, aproveita!” É o esbanjar a vida que está por detrás da filosofia de nossa sociedade: dinheiro, prazer, posses, vícios, o mínimo de esforço pelo máximo de prazer.

São Paulo nos traz uma advertência (2ª Leitura). Já estamos revestidos do homem novo, mas ele ainda está se revelando: ainda escondemos o homem novo pelo barro do pecado; quando lavamos a sujeira, o homem novo vai aparecendo. Devemos morrer para as coisas da terra: isso não significa desprezar o que Deus criou, mas utilizar bem o que Deus criou. Devemos deixar de lado a imoralidade, a impureza, a paixão, os maus desejos, a idolatria, a cobiça.

Jesus nos conta uma parábola que mostra o fim de um homem que apenas pensou em aproveitar a vida. Fez a riqueza na terra, mas ficou pobre de Deus. Jesus não condena a riqueza em si, mas condena a causa do problema – o ganancioso acumula só para si, eis seu pecado. É interessante observar quantas vezes o personagem da parábola fala para si mesmo no singular: “O que eu vou fazer? Não tenho onde guardar a minha colheita (...) eu já sei o que eu vou fazer: eu vou derrubar meus celeiros, eu vou construir celeiros maiores, então eu direi a mim mesmo...” (13 palavras no singular). Onde está a sua família? Ele certamente tinha filhos, esposa, amigos, mas não há espaço para eles na sua ganância. O acúmulo estava em função dele mesmo e, por isso, não estava certo. O Evangelho nos propõe uma maneira de viver: a felicidade acontece pelo dom, pela partilha, pelas relações fraternas. A riqueza deve estar em função do próximo, nossos pertences em favor da vida do outro, os bens materiais dos que tem mais devem servir aos pobres.

A ganância é uma falsa segurança. Quando não confiamos verdadeiramente que Deus traça a nossa história, confiamos em muletas que nos dão segurança. Diante do mundo capitalista, pobres e ricos precisam se posicionar. A lógica do capitalismo está na nossa cultura, faz parte do nosso cotidiano e muitas vezes nem percebemos como esta lógica nos escraviza. É esta insistência do papa em seus pronunciamentos: “Queria que nos perguntássemos com sinceridade: em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus? Sentimo-nos tentados a colocar a nós mesmos no centro, a crer que somos somente nós que construímos a nossa vida, ou que ela se encha de felicidade com o possuir, com o dinheiro, com o poder. Mas não é assim! É verdade, o ter, o dinheiro, o poder, podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados. ‘Bote Cristo’ na sua vida, deposite n’Ele a sua confiança e você nunca se decepcionará” (Papa Francisco).

Os 3 últimos desejos de Alexandre, o Grande

1º - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2º - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados como prata, ouro e pedras preciosas;
3º - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos e ele explicou:
1º - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder de cura perante a morte;
2º - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3º - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.  


Pe. Roberto Nentwighttp://img.copel.online/img-testecopel.gif.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

DICA DE LIVRO: REFLEXÕES HOMILÉTICAS "O Vosso Reino também é nosso"

CONHEÇA E TENHA EM MÃOS HOMILIAS DOMINICAIS DE "TODOS" OS ANOS LITÚRGICOS! 


Homilias para os anos A, B e C, do Pe. Roberto Nentwig*, da Arquidiocese de Curitiba. 

São homilias muito “catequéticas” escritas por um padre que é "Catequista". Durante vários anos publicamos as homilias dele em nosso blog. Agora ele reuniu TODAS nestes três livros. Excelente subsídio para o conhecimento bíblico do catequista.

Para adquirir é só entrar em contato com a Arquidiocese de Curitiba pelo telefone (41) 2105-6325 ou pelo e-mail: sac@arquidiocesecwb.org.com , que eles enviam pelo correio.

R$ 30,00 os três livros ou R$ 15,00 cada um.

A Arquidiocese de Curitiba possui outros subsídios para ajudar o Catequista, informe-se!





* Doutorando na área de Teologia Sistemático Pastoral na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mestre em Teologia na área de Teologia Pastoral pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2011) É graduado em Filosofia pela Faculdade Arquidiocesana de Filosofia (1999) e em Teologia pelo Studium Theologicum (2003), tendo o reconhecimento pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2007). 
Tem grande atuação na área da Catequética, atuando na assessoria, produção de materiais e cursos de formação. Tem experiência como professor na área de Catequética, Teologia Pastoral e Teologia Sistemática.

(Informações coletadas do Lattes em 24/07/2016).

Também de autoria do Pe. Roberto, editado pelas Paulinas:

A relação entre a comunidade evangelizadora e o catecumenato de adultos.






segunda-feira, 25 de julho de 2016

ENCONTRO DE PAIS - DINÂMICA DA SEMENTE

Material: 2 vasos iguais, um só com terra, e o outro com flores plantadas

Sementes: Sementes de algum tipo de flor, será a "semente desconhecida" (usei de pimenta branca).

CONDUZINDO O ENCONTRO

Coordenador: 
Queridas famílias, sejam todos bem vindos. Sintam-se acolhidos em nossa paróquia. É com muita alegria que recebemos vocês e seus filhos. É uma honra para nós ACOMPANHAR vocês nessa missão de catequizá-los. Sim, ACOMPANHAR, porque são vocês os principais catequistas deles. A nós Igreja, cabe apenas uma pequena ajudinha.

Querem ver por quê?

(Neste momento são distribuídas sementes entre os presentes)

Peguem essas sementes que estão sendo distribuídas a vocês, e observe-as....
Agora me digam de que planta se trata esta semente? Difícil saber não é? 
Vamos imaginar que esta semente é totalmente desconhecida de nós! 

Mas se queremos saber do que se trata, o que temos que fazer? Plantá-la, adubá-la, regá-la, só assim ela vai germinar e crescer, e dar frutos quem sabe! 
É fácil? Acho que não, é bem trabalhoso! Essas sementes, são seus filhos. 
Não conseguimos fazê-los germinar e crescer sozinhos, sem vocês. 
Vocês são o canteiro adubado (pego o vaso com terra, afofo a terra e planto algumas sementes) e nós somos o regador (pego o regador com água e molho o vaso). Nada podemos fazer sem a sua ajuda. 
Por isso digo que os catequistas são apenas seus ajudantes. Claro que a nossa parte de molhar, é importante... Mas a missão mesmo, é de vocês pais! São vocês os semeadores. Se vocês não semearem não teremos o que regar, nós catequistas somos apenas os jardineiros que regam e cuidam de suas sementes. O trabalho de base é seu: pai e mãe! A catequese é apenas o seu apoio.

Agora quando vocês fazem um bom trabalho no plantio e nós não deixamos faltar a água, o resultado é esse (mostro o vaso com as flores que deve estar escondido debaixo da mesa).

Obs: eu mostrei o vaso depois que li o meu depoimento, OK? Abraços e bom proveito.


DEPOIMENTO:

Sou catequista há alguns anos e, confesso, me preparo bastante para isso, só que às vezes fico de mãos atadas, pois as sementes (crianças) que chegam até a mim, não germinam, por mais que eu as regue, continuam fechadas sem nenhum broto, aí eu me questionava onde estava o meu erro?

E um dia em oração me veio a resposta, FAÇA A SUA PARTE BEM FEITA, e eu teimosa que sou, continuei a questionar... Mas, e as que não nascem Senhor?

E mais uma vez me veio a resposta FAÇA A SUA PARTE BEM FEITA, então eu vou repassar isso pra vocês (pais), FAÇAM A SUA PARTE BEM FEITA!

Só assim teremos muitos brotos, e quem sabe árvores produzindo frutos e mais sementes. Pois para mim é fácil dar o meu melhor, e caso a semente não germine até a Crisma, eu devolvo o vaso para vocês (pais), e lavo as minhas mãos. 

Mas não é bem assim nós catequistas trabalhamos pra Jesus, e não queremos entregar a ele um vaso vazio, queremos entregar um vaso assim:

Nilva Mazzer- Catequista
Maringá - Pr.

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO