segunda-feira, 25 de julho de 2016

26 DE JULHO – DIA DOS AVÓS

ANA E JOAQUIM: AVÓS DE JESUS

Segundo a tradição, os avôs maternos de Jesus são Ana e Joaquim. Porém dele s não encontramos nada na Bíblia. As únicas informações que temos sobre os pais de Maria são contados pelo Proto-Evangelho de Tiago, considerado um evangelho apócrifo (livros que não foram incorporados à bíblia por não serem considerados de inspiração do Espírito Santo). Este texto, escrito no século II depois de Cristo, fala dos momentos mais importantes da vida de Nossa Senhora: o matrimônio dos pais Joaquim e Ana, a concepção depois de 20 anos sem ter filhos, o nascimento e a apresentação ao Templo de Jerusalém. Todos esses acontecimentos são inseridos dentro do contexto histórico da cidade de Jerusalém.

Narra-se que Joaquim tinha sido reprimido pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Ana, sua mulher, já era idosa e estéril.  Confiando no poder divino, Joaquim retirou-se ao deserto para orar e meditar. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. O casal teria morado em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; foi lá que nasceu a menina que foi chamada de Miriam, que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria.  

A devoção a Santa Ana e São Joaquim é muito antiga no Oriente. Eles são cultuados desde o início do cristianismo. No ano de 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de santa Ana em 26 de julho. Na década de 1960, o Papa Paulo VI juntou a essa data a comemoração a São Joaquim. Por isso, no dia 26 de julho se comemora também o “Dia dos Avós”.

Infelizmente nos quatro evangelhos, não temos nenhuma referência a genealogia de Maria. A genealogia de Jesus, que poderia ajudar a descobrir aquela de Maria, é detalhada no primeiro capítulo de Mateus, mas é construída em base à genealogia de José, que descende de Davi, como também sublinha Lucas 1,27. De Maria apenas se diz que era uma virgem, esposa de José e não se fala nada dos seus pais e nem da sua vida antes da anunciação.

As informações transmitidas pelos textos apócrifos suprem algumas lacunas que os Evangelhos deixam. Mas, é difícil dizer se os apócrifos transmitem fatos históricos ou são criações fantasiosas, no entanto, este material já não é considerado “leitura proibida”, como foi no passado, pois ajudam a entender a teologia e a vida das primeiras comunidades cristãs. Ao mesmo tempo, o leitor deve ser muito crítico, visto que dificilmente podemos fundamentar teorias históricas baseadas nesses livros. Mas, isso muitas vezes vale também para Bíblia, que não entende a história de modo empírico, como a interpretamos nós, mas como manifestações de Deus.

Fonte: Diversas (Calendário paroquial e www.abiblia.org). 

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