sexta-feira, 18 de agosto de 2017

HOMILIA: 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM

                           SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

O que podemos afirmar nesta Solenidade da Igreja é que, como Jesus, Maria é glorificada, ressuscitada. Ela é a Rainha do Céu e da Terra, a mulher vestida de sol. Eis o significado principal do dogma da Assunção, proclamado pelo Papa Pio XII, depois de consultar a Igreja de Deus.

Deus parece querer nos mostrar com mais clareza sobre o fim último de nossas vidas. Sim, pois não somente o seu Filho Jesus ressuscitou e está a sua direita. Poderíamos pensar que isto não seria privilégio da criatura humana. Talvez na glorificação de Maria de Nazaré as coisas se tornem mais claras, pois agora vemos que uma pessoa do povo, uma mulher tão simples como muitas das que conhecemos, foi ressuscitada.

São Paulo nos diz (na segunda leitura) sobre a nossa ressurreição, afirmando que nós também ressuscitaremos como Cristo. No Apocalipse (primeira leitura) vemos Maria como sinal glorioso, vitoriosa contra os poderes do mal. Unindo os dois textos, afirmamos que Maria é o ícone escatológico da Igreja, ou seja ela é antecipadamente o que desejamos ser. Portanto, Maria é a revelação de
Nosso último destino – a glória do Céu.


“O que é imperecível é precisamente aquilo que viemos a ser no nosso corpo, o que cresceu e amadureceu na vida nas realidades deste mundo. O Cristianismo anuncia a eternidade daquilo que se passou neste mundo (...) É o amor de Deus que nos torna eternos e a este amor que concede a vida eterna é que chamamos de ‘céu’” (Papa Bento XVI). Existe, portanto, uma conexão entre a vida terrena e a vida celeste. No Céu teremos uma continuidade desta existência: reconheceremos nossos amigos, lembraremos de nosso passado. Não se trata de uma vida sem nenhuma ligação com o passado. Olhar para o Céu deve nos fazer ter um olhar novo para a nossa história. O que queremos levar para a eternidade? Certamente, alguns aspectos de nossa vida serão purificados e eternizados, outros apenas atrapalharão a nossa união com o
Senhor e a nossa glorificação.


Maria tem um corpo glorificado. Precisamos superar a ideia de que a matéria e o corpo serão destruídos. Deus deseja glorificar toda a criação, tudo o que faz parte de nossa existência. Ressurreição e assunção são temas que nos remetem às realidades humanas: nossa história, nossos sonhos, nossas lembranças... Deus toma tudo em suas mãos e eleva a um nível espiritual. No Céu seremos o que já somos, mas numa dimensão superior – elevada pela graça do Espírito.

 Ao elevar uma mulher a glória, Deus glorifica o feminino. Se Jesus é o masculino na glória do Pai, Maria é o ícone feminino no Céu! Se nos enriquece olhar para a firmeza masculina de Jesus que venceu o pecado e a morte de cruz, também nos completa ver a firmeza delicada de Maria que entre lágrimas femininas venceu com Jesus a Cruz e chegou a vitória sobre a morte.

No Evangelho, Maria se proclama humilde e serva. Em seguida, declara uma realidade: todos me considerarão bem-aventurada, ou seja, no grego, makária, que significa Santa do Reino de Deus (Lc 1,48). E quem lhe deu esta graça?


Foi o Senhor que fez grande coisas em seus favor, como ela mesmo diz no versículo seguinte. Assim, quem proclamou Maria como Santa não foi a Igreja Católica, mas o próprio Deus, segundo evangelista Lucas. Existe, pois, um caminho seguro para se chegar a bem aventurança de Maria – a humildade. Ela não quis ser grande, ela se tornou grande por ser a menor de todas: Maria
É a  humilde serva.

Aquela mulher que muito jovem foi chamada a ser a mãe de Jesus, não estava diante dos holofotes. Não era ela uma nobre que residia em Roma, nem era da corte de Herodes, não tinha dinheiro ou fama. Morando num lugar desconhecido e sem significância, no fundo da Galileia, lá estava a humilde serva que se tornaria a Rainha do Céu. A pequenez insignificante tem o primeiro lugar no Céu - esta é a lógica paradoxal do Evangelho. Só Deus pra
fazer coisas assim...

Pe. Roberto Nentwig


SEMANA DA FAMÍLIA - 6º DIA


SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

SEXTA-FEIRA – 18 DE AGOSTO:

TEMA: SERVIÇO CRISTÃO AO MUNDO

Mais uma vez a Semana da Família nos pede para refletir nosso papel como cristãos no mundo.

DEUS NOS FALA: Mateus, 13, 33.

“E contou-lhes mais uma parábola: “O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até que tudo ficasse fermentado”. (Mt.  13, 33).

Estre trecho nos lembra que Jesus também diz: “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo”, e ainda: “Eu sou a Videira verdadeira (...) e vós, os ramos” (Jo 15, 1-8).

A vitalidade dos ramos depende de sua ligação á videira, que é Jesus Cristo: “quem permanece em mim e eu nele, dá muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada” (Jo 15, 5).

Daí a necessidade de pertença a uma comunidade de fé, a qual se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária. O discípulo missionário de Jesus Cristo, necessariamente, vive sua fé em comunidade, em íntima união ou comunhão com as pessoas, que vivem a comunhão entre si e com Deus Trindade.

Sem vida em comunidade não há como viver efetivamente a proposta cristã. Comunidade implica convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrais e nas dores. A comunidade eclesial acolhe, forma e transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte e sustenta.

Ao mesmo tempo em que hoje se constata uma forte tendência ao individualismo, percebe-se igualmente a busca por vida comunitária: esta busca nos recorda como é importante a vida em fraternidade. Mostra também que o Espírito Santo acompanha a humanidade, suscitando, em meio às transformações da história, a sede por união e solidariedade.

Nessa perspectiva: “É missão do povo de Deus assumir o compromisso sociopolítico transformador que nasce do amor apaixonado por Cristo. Desse modo, se incultura o evangelho”. (Doc. 105, nº 161). A atuação cristã nos meios social e político, é serviço cristão ao mundo na perspectiva do Reino. Isto não desmerece nem diminui o seu valor, que é da ordem de testemunho, respeitando a legítima autonomia das realidades terrestres e do cristão nelas envolvido. (Doc. 105, nº 162).

Assim, a participação consciente e decisiva dos cristãos em movimentos sociais, entidades de classe, partidos políticos, conselhos de políticas públicas e outros, sempre a luz da Doutrina Social da Igreja, constitui-se num inestimável serviço à humanidade e é parte integrante da missão de todo o povo de Deus.

Os cristãos são cidadãos e, como tais, junto com as pessoas de boa vontade, são interpelados a assumir ativamente esta cidadania em toda a sua amplitude. Esta cidadania brota do coração da missão da Igreja, inspirada no núcleo do Evangelho: “e a palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1, 14).

Ser cristão, sujeito eclesial e ser cidadão, não podem ser vistos de maneira separada. O cristão leigo expressa o seu “ser Igreja” e o seu “ser cidadão” na comunidade eclesial e na sua família, nas opções éticas e morais, no testemunho de vida profissional e social, na sociedade política e civil e em todos os âmbitos da sua vida. Busca sempre a coerência entre ser membro da Igreja e ser cidadão, consciente da necessidade de encontrar mediações concretas – quer sejam políticas, jurídicas, culturais ou econômicas – para a prática do mandamento do amor, de forma especial em favor dos marginalizados, visando a transformação das estruturas sociais injustas. (Doc. 05, nº 165).

Permanecendo na Igreja, como ramo da videira, o cristão transita do ambiente eclesial ao mundo civil para, como sal, luz e fermento, somar com todos os cidadãos de boa vontade, na construção da cidadania plena para todos. Não é preciso “sair” da Igreja para ir ao mundo, como não é preciso sair do mundo para entrar e viver na Igreja.

Levemos como compromisso, assumir a missão de ser família cristã atuante no Serviço ao Mundo, testemunhando com a própria vida a sua atuação como leigo e cidadão fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.

Conceda-nos Senhor, sermos famílias cristãs que se evangelizam na fé e no amor cristão, para estar e agir no mundo, transformando a realidade conforme o projeto de amor do Criador.
Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.





SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:

INICIAL: Estamos no 6º Dia da Semana da Família e somos convidados hoje a refletir sobre o SERVIÇO CRISTÃO NO MUNDO. É na pertença a uma comunidade de fé, que se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária, que exercemos nosso papel de discípulos missionários de Jesus Cristo.

FINAL: Conceda-nos Senhor, sermos famílias cristãs que se evangelizam na fé e no amor Cristão, para estar e agir no mundo, transformando a realidade conforme o Projeto de amor do Criador. Levemos como compromisso hoje, assumir a missão de ser família cristã atuante no Serviço ao Mundo, testemunhando com a própria vida a sua atuação como leigo e cidadão fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

MENSAGEM AOS CATEQUISTAS PELO SEU DIA


Querido Irmão, querida Irmã Catequista, 

Transcorrerá no dia 27 de agosto de 2017 o Dia do Catequista. Como o tempo parece muito veloz escrever-lhe outra vez pode até parecer apenas um hábito que se repete a cada ano. Mas se lançarmos um olhar às tantas experiências catequéticas de amor, de dor, de cruz e de vitórias, então as lembranças conferem sentido a estas linhas. Esta carta, além de uma palavra de gratidão em nome dos Bispos do Brasil, quer lhe encorajar à perseverança.

Lembra daquele catequizando(a) repleto de muitas carências, que esboçou um sorriso tímido ao receber seu gesto de ternura de catequista? É bem possível que a Catequese seja um dos poucos ambientes em que alguém lhe manifestou afeto. E Você Catequista estava lá para amar aquele (a) que Deus queria abraçar. Nem Deus nem o catequizando vão esquecer. Se por um lado houve caminhos espinhosos, por outro, quão belas devem ter sido aquelas experiências de amor gratuito!!

Enquanto escrevo recordo a página de um excelente catequista de outros tempos. Refiro-me ao evangelista Mateus. Em Mt 14,14 ele destacou que “Jesus, ao ver a grande multidão, sentiu compaixão...”. Instantes depois os discípulos, preocupados com suas próprias impossibilidades, ouviram do seu Senhor: “Dai-lhes vós mesmos de comer...”. Eles perceberam que lhes faltava quase tudo. “Só temos cinco pães e dois peixes”. Ainda outros instantes e eis aqueles que tinham “só cinco pães” a oferecer da imensa generosidade amorosa do Senhor. O evangelista com sensibilidade catequética completou: “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões” (14,19).

Façamos agora um pequeno exercício de imaginação. Vamos recordar quão grandes são as necessidades das nossas comunidades, dos nossos catequizandos, das suas famílias... Mais um passo e agora pensemos nas nossas pequenezas. Se o Senhor Jesus estiver por perto, falemos-lhe sobre “Só o que temos...”. O que ouviríamos? Ele aguarda nossa palavra. E eles, os catequizandos, como que a nos olhar, também estão a observar nossos gestos.

Não precisamos oferecer do que não temos. Mas do que o Senhor tem a nos dar, dos seus dons, destes podemos transbordar. Vale lembrar que “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões”. Quando as forças faltarem, se as motivações diminuírem, se as desilusões lhe cansarem... entre tantas vozes, escolha a voz do Senhor. Ouça-o. Ele não deixará os seus escolhidos sem respostas. Como no caso dos discípulos, não lhes tirou nada, e lhes deu tudo.

Em nome da CNBB, que representa os Bispos do Brasil, com muita afeição quero manifestar às centenas de milhares de Catequistas do Brasil as mais fortes palavras de gratidão. Que Deus lhes multiplique em bênçãos pela grande Bênção que são à nossa Igreja. 

Dom José Antonio Peruzzo
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética da CNBB

SEMANA DA FAMÍLIA: 5º ENCONTRO - O PERDÃO NA FAMÍLIA: FONTE DE RECONCILIAÇÃO E LIBERTAÇÃO



SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

QUINTA-FEIRA – 17 DE AGOSTO

TEMA: O PERDÃO NA FAMÍLIA: FONTE DE RECONCILIAÇÃO E LIBERTAÇÃO

A alegria do encontro nos renova. E estamos novamente aqui para refletir com nossas famílias, neste 5º dia da Semana da Família. Somos presença viva da Igreja do mundo. Somos chamados a ser agentes transformadores da realidade em que vivemos, gerando uma relação construtiva entre a Igreja e a sociedade. Somos convidados a dar um passo novo na reflexão sobre a família e seu papel na sociedade e rezar para que ela cumpra a sua missão.

DEUS NOS FALA: Romanos 12, 15-16

“Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Mantende um bom entendimento uns com os outros; não sejais pretenciosos, mas, acomodai-vos às coisas humildes. Não vos considereis sábios aos próprios olhos. ” (Rm 12, 15-16).

Jesus, desde o início, quis fazer a vontade do Pai, amar a todos, sendo tudo para todos. Não escolhia a missão, mas, entregava-se a ela e aos irmãos. Seja celebrando nas bodas de Caná ou na Festa das Tendas ou da Páscoa, seja na dor do cego ou do coxo, seja amparando os enlutados como a Viúva de Naim ou o Centurião.

Jesus olhava com misericórdia, mesmo diante do descrédito ou da ignorância. Reconhecia a ação do Espírito também nos discípulos e perdoava-lhes a falta de fé, o medo e os retrocessos na caminhada.

Amou, e quanto mais amava, mais acolhia. E acolhia a todos, mesmo aos que não o reconheciam como Salvador. Na expressão do seu amor, intercedia por eles: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Os cristãos batizados são testemunhos vivos da luz de Cristo no mundo. São corresponsáveis pela edificação da Igreja de Cristo, uma Igreja com rosto misericordioso. São chamados a serem consoladores, alegrar-se ou chorar com todos os que encontrar nas mais diversas situações. São chamados a ser elo entre este mundo e Cristo, a ser Igreja no mundo, fazendo desta Igreja um meio de relação entre Cristo e a sociedade.

Temos observado que este compromisso pouco se reflete na penetração de valores cristãos no mundo social, político e econômico. Isso limita-se, muitas vezes, somente nas tarefas no seio da Igreja, sem empenho real pela aplicação do Evangelho na transformação da sociedade.

Isso precisa ser mudado! Precisamos ser “Igreja em saída”. Igreja que vai ao encontro dos outros, adentrando nas diversas realidades para expressar o amor de Cristo. Ser sal e luz no mundo.

Por isso, leigos e leigas precisam assumir com alegria e dedicação o cuidado da família e a transmissão da fé aos filhos em sintonia com o plano de Deus e os ensinamentos da Igreja. Todos deveriam poder dizer, a partir da vivência nas nossas famílias: “Nós, que cremos, reconhecemos o amor que Deus tem para conosco”. (1Jo 4,16).

Somos sujeitos eclesiais, leigos que protagonizam o anúncio nas diversas realidades onde nos inserimos, muitas vezes desconhecemos e não nos portamos como pessoas que tem consciência de nossa missão evangelizadora e da importância que temos na ação evangelizadora, mas é importante que a maturidade nos alcance.

A missão não é restrita ao clero, mas é compromisso de todos nós: fiéis. Nós. Leigos precisamos assumir a corresponsabilidade, aptos a atuar na Igreja e na sociedade, promovendo a integração entre ambas.

A Igreja não é o refúgio e sim a barca. Ela não pode ser uma caverna de isolamento e sim, uma ponte que nos leva ao mundo, a fim de santificar o mundo por meio do testemunho de Cristo em nós. Precisamos estar no mundo e na Igreja ao mesmo tempo, tendo a clareza que a Igreja é cada um de nós, onde quer que estejamos; e lá onde estivermos há de brilhar a luz de Cristo que resplandece em nós.

Tendo reconhecido que somos testemunhas vivas do Cristo entre os homens, como temos vivenciado a coerência entre nossa fé e as nossas atitudes nos ambientes onde vivemos?
Temos exercido o papel de agentes mediadores da misericórdia em nossas famílias? Quais tem sido nossas experiências como agentes transformadores das realidades sociais, começando na família?

Vamos então levar como compromisso para nossa vida, sermos testemunhas da presença de Cristo, que santifica todas as coisas, transformando as realidades sociais em que estamos inseridos, começando pelo exercício da misericórdia em nossas famílias.

Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.



TEMA: O PERDÃO NA FAMÍLIA: FONTE DE RECONCILIAÇÃO E LIBERTAÇÃO

SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:

INICIAL: a Semana da Família tem sido a cada dia, um convite a dar mais um passo na conscientização da importância dos batizados. Somos presença viva da Igreja do mundo. Somos chamados a ser agentes transformadores da realidade em que vivemos, gerando uma relação construtiva entre a Igreja e a sociedade. Somos convidados a dar um passo novo na reflexão sobre a família e seu papel na sociedade, rezar para que ela cumpra a sua missão. Na alegria de estarmos reunidos como comunidade de fé, hoje vamos lembrar do PERDÃO NA FAMÍLIA, como fonte de reconciliação e libertação.

FINAL: Tendo reconhecido que somos testemunhas vivas do cristo entre os homens, como temos vivenciado a coerência entre nossa fé e as nossas atitudes nos ambientes onde vivemos? Temos exercido o papel de agentes mediadores da misericórdia em nossas famílias? Quais tem sido nossas experiências como agentes transformadores das realidades sociais, começando na família? Vamos então levar como compromisso para nossa vida, sermos testemunhas da presença de Cristo, que santifica todas as coisas, transformando as realidades sociais em que estamos inseridos pelo exercício da misericórdia em nossas famílias.





quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ANGELUS DO PAPA

                              SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU
 “Trazendo Jesus, Nossa Senhora traz também a nós uma nova alegria, cheia de significado; nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis”.

Falando aos milhares de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro e provenientes de diversas partes da Itália e do mundo para assistir a cerimónia mariana do Ângelus na Solenidade da Assunção, o Papa Francisco recordou que devemos pedir a Maria aquele “dom imenso”, da “graça que é Jesus Cristo” para as nossas famílias e comunidades de pertença.

A narrativa do evangelista Lucas sobre a visita de Maria a sua prima Isabel, foi o tema da reflexão do Papa, que precedeu a oração mariana do Ângelus.

Francisco recordou que “na casa de Isabel e do seu marido Zacarias, onde antes reinava a tristeza pela falta de filhos, agora existe a alegria de uma criança que chega, uma criança que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias”.

“E quando chega Maria, a alegria transborda e explode nos corações, porque a presença invisível mas real de Jesus preenche tudo com um sentido: a vida, a família, a salvação do povo, tudo!”

“E esta alegria plena – explica o Santo Padre – se exprime com a voz de Maria na estupenda oração” do Magnificat: “É o canto de louvor a Deus que opera grandes coisas por meio das pessoas humildes, desconhecidas para o mundo, como é a própria Maria, como é o seu esposo José, e como é também o local onde vivem, Nazaré. As grandes coisas que Deus fez com as pessoas humildes! As grandes coisas que o Senhor faz no mundo com os humildes, porque a humildade é como um vazio, que deixa espaço para Deus. O humilde é poderoso, não porque é forte. E esta é a grandeza do humilde, da humildade” sublinhou o Santo Padre.

“Gostaria então de perguntar a cada um de vós aqui presente  e também a mim mesmo – sem contudo que se tenha de responder em voz alta; mas que cada um responda no coração: Como está a minha humildade?”

“O Magnificat – disse o Papa – canta o Deus misericordioso e fiel que cumpre o seu plano de salvação para com os pequenos e os pobres, para com aqueles que têm fé n’Ele, que confiam na sua palavra como Maria”. Neste sentido, acrescentou Francisco “a vinda de Jesus naquela casa por intermédio de Maria, criou não somente um clima de alegria e de comunhão fraterna, mas também um clima de fé que leva à esperança, à oração, ao louvor”.

“Tudo isto nós gostaríamos que acontecesse hoje nas nossas casas. Celebrando Maria Santíssima Assunta ao Céu, gostaríamos que ela, mais uma vez, trouxesse para nós, para as nossas famílias, às nossas comunidades, o dom imenso, a graça única que devemos sempre pedir em primeiro lugar e acima das outras graças que também estão no coração: a graça que é Jesus Cristo”.

“Trazendo Jesus – acrescentou o Pontífice – Nossa Senhora nos traz também uma alegria nova, cheia de significado: nos traz uma nova capacidade de atravessar com fé os momentos mais dolorosos e difíceis; nos traz a capacidade de misericórdia para perdoar-nos, compreender-nos, apoiarmo-nos uns aos outros”.

“Maria – concluiu dizendo o Papa – é modelo de virtude e de fé”; “agradeçamos a ela porque sempre nos precede na peregrinação da vida e da fé”, pedindo que “nos proteja e nos sustente”. “Que possamos ter uma fé forte, alegre e misericordiosa, que nos ajude a sermos santos, para nos encontrarmos com ela um dia no Paraíso”.

Após recitação do Ângelus, o Papa Francisco saudou aos fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, confiando a Maria  “as ansiedades e as dores das populações que em tantas partes do mundo sofrem por causa das calamidades naturais, de tensões sociais ou de conflitos. Que a nossa Mãe Celeste, disse Francisco, obtenha para todos a consolação e um futuro de serenidade e de concórdia!”


RADIOVATICANA.VA

terça-feira, 15 de agosto de 2017

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A FAMÍLIA E O PAPEL DO “PAI” NA SOCIEDADE ATUAL


Hoje, entende-se por família um grupo de pessoas identificado não somente por laços sanguíneos, de parentesco, mas também por compromissos em comum, que vivam num mesmo lar. Não identificamos mais uma família somente como pai, mãe e filhos. A figura da Sagrada Família hoje precisa ser reinterpretada: Temos muitas crianças abandonadas pelo pai ou mãe, criadas pelos avós ou tios. Temos mães solteiras com a função também de pai, apesar de, na realidade, não poderem substituí-lo por completo. Temos também o caso do pai sem a presença da mãe, que deixam os filhos a encargo da avó ou da madrasta, no caso de reconstrução de vida matrimonial. E temos filhos adotivos de pais ou mães homo afetivos.  Mudanças culturais e sociais fazem surgir outros tipos de família na sociedade: a família formada por dois pais ou duas mães, pessoas que sentem a necessidade de expandir seu amor a quem precisa de amor. E não nos cabe o papel de julgadores. Cabe-nos o papel de amá-los.

Independente do perfil da família, ela ainda está relacionada à imagem da Sagrada Família. Isso porque, mesmo considerando os laços de cooperação, valores, união e parceria num ambiente familiar, o essencial mesmo, é o AMOR que os une. Não importa como essa família é formada. O importante é que exista amor entre esses componentes. E nada mais exemplar que o compromisso assumido por São José ao tornar-se o “Pai” de Jesus, o exemplo de Maria ao colocar-se como geradora do filho de Deus, e a mensagem de amor deixada por Jesus: O amor não escolhe, não julga, não discrimina. O Senhor poderia ter vindo em qualquer lugar, mas, escolheu vir numa FAMÍLIA, crescer sob a proteção de um Pai e de uma Mãe.

Vemos exemplos de crianças que são criados somente pela avó ou que os avós assumem o papel de mãe e pai, elas não apresentam problemas comportamentais nem de carência, pois o amor está sempre presente em sua vida. Vemos crianças filhas de pais separados que também não apresentam qualquer problema em seu crescimento como pessoa, quando na relação entre os pais há respeito e amor ao filho. Por outro lado, temos crianças com famílias aparentemente estruturadas, que demonstram distúrbios comportamentais e dificuldades de integração social.


 A família é a base de desenvolvimento de um ser humano. Não importa se ele é adotado, se foi criado pelos avós, tios ou até mesmo por famílias fora dos padrões que a sociedade aceita. A relação com a família vai repercutir por toda a vida. Porque o sinônimo de família é AMOR, é proteção, é cuidado, é testemunho.

Esta semana iniciamos a Semana da Família na Igreja, comemorando o Dia dos Pais, aquele que é relacionado à São José na Sagrada Família. E que grande exemplo de “Pai” nós temos aqui! E é um exemplo a ser seguido, não só pelo gênero masculino. É um exemplo a ser seguido: pelo Pai que é pai, pela mãe que é Pai também, pelo avô ou avó que é Pai e por todos aqueles que assumem o compromisso de amar, proteger e cuidar de uma FAMÍLIA.

Vemos hoje na sociedade uma quase veneração pelo papel da Mãe, que muitas vezes assumem o papel de pai na família, pela completa ausência deste. A mulher já exerce quase todas as atividades antes restrita aos homens. Alguns pais até se sentem esquecidos, preteridos... não só nas comemorações, mas, no próprio papel de “Pai”, gerador e provedor da família. Mais do que uma valorização pela “fotografia” que se desenha hoje da família, em suas tão diferentes constituições, é necessária a valorização do PAI, como homem, como figura tão necessária à família, em seu papel e exemplo, de “passos” ou “pegadas” a serem seguidas.

Os pais hoje em dia não têm tempo de dar a devida atenção e orientação sobre os verdadeiros significados valores de fé a serem seguidos. Aliás, alguns nem sabem mais. Dá-se a responsabilidade da educação à escola e da iniciação a vida cristã à catequese. E assim, temos muitas crianças “órfãs” de formação cristã, órfãs na fé. E o Pai delega à mãe a responsabilidade de levar o filho a escola e à catequese, sem uma participação ativa, sem lembrar do seu papel no “desenho” do caminho a seguir, de condutor da família. Juntos, Pai e Mãe, tenham eles o “desenho” que tiverem nessa nova “fotografia” familiar, devem andar juntos nessa luta pelo resgate do verdadeiro amor, do respeito pelo outro, da fraternidade para com os irmãos, na caridade para com os mais pobres.

Sem esquecer o doce e forte exemplo da família de Nazaré, a família de hoje pode encontrar também, sua inspiração na Família Trinitária, aonde seus membros, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem confundir suas identidades e papéis, acolhem-se inteiramente e se doam inteiramente um ao outro, incessantemente, permanente e fielmente, assim como juntos se doam da mesma forma a todos nós, vivendo em plena alegria e realização.

Vemos hoje, muitas vezes, em nossas famílias biológicas e em nossas famílias humanas e espirituais, um ou mais membros que necessitam de você, PAI, ou de vocês, TODOS juntos, como família. De que modo, pessoalmente ou como FAMÍLIA, você pode contribuir para a superação dos desafios que se colocam diante das famílias de hoje? Como fazer da família luz para a vida em sociedade?
Que a Sagrada Família, assim como tantas famílias que se santificaram juntas até hoje, intercedam por nós, e na oração e na Trindade, encontremos esta resposta.

Ângela Rocha

Catequistas em Formação

SEMANA DA FAMÍLIA: 3º DIA - A NECESSÁRIA MUDANÇA DE MENTALIDADE E DE ESTRUTURA


SEMANA NACIONAL DA FAMíLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

TERÇA FEIRA – 15 DE AGOSTO.

TEMA: A NECESSÁRIA MUDANÇA DE MENTALIDADE E DE ESTRUTURA

Precisamos repensar nossas atitudes, mudar nossa mentalidade e sair do comodismo, apresentando ao mundo que somos Igreja de Cristo, a Igreja que caminha para frente, com lucidez e esperança, com paciência e misericórdia, com coragem e humildade, com atitudes de escuta e diálogo, afinal, essa é a nossa missão como batizados a caminho do céu.

Com isso em mente, vamos iluminar nossa reflexão vendo o que “Deus nos fala”:

DEUS NOS FALA:

“No dia seguinte, João estava lá, de novo, com dois dos seus discípulos. Vendo Jesus caminhando disse: “Eis o Cordeiro de Deus! ”. Os dois discípulos ouviram esta declaração de João e passaram a seguir Jesus. Jesus voltou-se para trás e vendo que eles o seguiam perguntou-lhes: “Que procuras? ” Eles responderam: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? ” Ele respondeu: “ Vinde e vede! ”. Foram, viram onde morava e permaneceram com Ele aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde, André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido a declaração de João e seguido jesus. Ele encontrou primeiro o próprio irmão Simão, e lhe falou: “Encontramos o Cristo! ” (Que quer dizer Messias). Então conduziu-o até Jesus que lhe disse olhando para ele: “Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas” (Que quer dizer Pedro). No dia seguinte ele decidiu partir para a galileia e encontrou Filipe, Jesus disse a ele: “Segue-me! ” (Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro). Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: “Encontramos Jesus, o filho de José de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os profetas”. (Jo 1, 35-45).

João anunciava o cristo e dava testemunho para que todos pudessem crer por meio dele, formava discípulos e os levava a Jesus, não os prendia a si, pois jesus era o sentido de sua vida e missão. André crê em João, sai de onde está e vai até Jesus, fica com ele. Depois volta para sua comunidade, conta a seu irmão que conheceu o Mestre e leva Pedro para que tenha a mesma forte e bela experiência. Pedro, que será o escolhido para iniciar a Igreja, foi a Jesus pelo chamado de André. Filipe segue Jesus e o reconhece como aquele que foi anunciado e o anuncia a Natanael.

A experiência de estar na presença de Jesus nos transforma e nosso encantamento de discípulo deve contagiar e aquecer o coração dos que nos ouvem. O que temos e sabemos de melhor queremos partilhar com quem amamos e valorizamos: nossa Família. Testemunhando nossa fé levamos todos até Jesus para que cada um descubra a missão que Ele lhe reserva e a siga.

Devemos ser a “Igreja em saída” como pede o Papa Francisco, ir em direção aos outros, ajudar quem ficou caído a beira do caminho, acolher o filho pródigo, caminhar junto, acompanhar a formação como discípulos. Para isso precisamos “ficar com Ele”, deixarmo-nos transformar como pessoa, mudar nosso modo de ser e agir para que todos possam ver Cristo em nós. O desafio do cristão será, sempre, viver no mundo sem ser do mundo, transformando a sociedade pelo nosso testemunho de vida e de amor.

O Papa Francisco incentiva: “Aos cristãos de todas as comunidades do mundo, quero pedir-lhes, de modo especial um testemunho de comunhão fraterna, que se torne fascinante e resplandecente”.

Como nossa família, diante do desafio destes “novos tempos” tem vivido a fé e atendido o pedido do Papa? Temos levado irmãos para Jesus?

“A Igreja não é uma ilha de perfeitos, mas uma comunidade missionária de aprendizado em seu modo de ser, organizar e agir como seguidora de Cristo. Viver neste mundo globalizado implica mudança de mentalidade e estrutura”. (Doc. 105 – Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade).

Nossa família tem vivido fiel aos valores cristãos, apesar da transformação dos tempos? Que atitudes de nossos filhos demonstram isso?

Nós, os leigos, somos mais que colaboradores do clero, “somos corresponsáveis do ser e agir da Igreja”, portanto, “importante a formação de um laicato maduro e comprometido para contribuir na missão eclesial” (Doc. 105).

Nossa ação pastoral tem sido baseada no que aprendemos em nossos estudos do Magistério da Igreja e da sagrada Escritura? E a nossa família, como aprofunda a sua fé?

Lembram-se daquela música do Pe. Zezinho, onde uma criança perguntava o que é preciso para ser feliz? Amar como Jesus Amou, sentir o que Jesus sentia, (...)

Vamos fazer um gesto concreto de tentar “viver como Jesus viveu! ” Vamos observar cada ato nosso (individualmente e em família) durante um tempo? (Esta semana). Cada um vai sorrir, cozinhar, comprar, trabalhar, dirigir... como Jesus faria. Parece simples, mas mudará o mundo a partir de você e de sua família.


Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.



SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA
Terça-feira - 15 de agosto

INICIAL: Estamos vivendo o 3º Dia da “Semana Nacional da família. E o tema é a “Mudança de mentalidade e de estrutura”, (cujo texto completo pode ser acompanhado pela internet na página da Paróquia Bom Jesus no Facebook). Com muita alegria, hoje refletimos nossa missão de batizados a caminho do céu. Precisamos repensar nossas atitudes, mudar nossa mentalidade e sairmos do comodismo, apresentando ao mundo que somos Igreja de Cristo, a Igreja que caminha para frente, com lucidez e esperança, com paciência e misericórdia, com coragem e humildade, com atitudes de escuta e diálogo.

FINAL: Devemos ser a “Igreja em saída” como pede o Papa Francisco, ir em direção aos outros, ajudar quem ficou caído a beira do caminho, acolher o filho pródigo, caminhar junto, acompanhar a formação como discípulos. Para isso precisamos “ficar com Ele”, deixarmo-nos transformar como pessoa, mudar nosso modo de ser e agir para que todos possam ver Cristo em nós. O desafio do cristão será, sempre, viver no mundo sem ser do mundo, transformando 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

SEMANA DA FAMÍLIA: 2º DIA - A FAMÍLIA



SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

Segunda-feira – 14 de agosto - Tema: A FAMÍLIA

Estamos vivendo a “Semana da família”, iniciada ontem com a Celebração do Dia dos Pais. E como reflexão para hoje, vamos pensar a “Família”, primeira comunidade de fé e como ela é importante para gerar e cuidar da vida.

DESAFIO:

O desafio hoje é “Formar uma rede social e não ‘digital’” somente. E que, por uma hora, durante a noite, quando a família se reúne, desligar a TV, rádio, computador, celular. Esquecer que existe internet, Facebook, Whatsapp e conversar com a família usando como iluminação um trecho de Atos dos Apóstolos (At 16, 11-15).

DEUS NOS FALA: Atos dos Apóstolos, 16, 11-15.

“Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis. De lá viajamos a Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia, e tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. No sábado, saímos pela porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a conversar com as mulheres que estavam ali reunidas. Uma delas chama-se Lídia, era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. Após ser batizada, assim como toda a sua casa, ela convidou-nos: “Se achais que sou uma fiel do Senhor, vinde hospedar-vos em minha casa”. E nos convenceu.

Este trecho do livro dos Atos dos Apóstolos, fala sobre a evangelização de uma Família. Lídia é uma das diversas pessoas que, junto com sua família, converteram-se e começaram a seguir os ensinamentos de Jesus e viver uma vida nova, inclusive apoiando e ajudando Paulo e seus discípulos na difusão da Boa Nova. Assim a família evangelizada torna-se evangelizadora.

As famílias de Atos são para nós inspiração. Aquelas pessoas converteram-se a Cristo por meio do testemunho e da pregação dos apóstolos. Hoje, como já dizia São João Paulo II: “É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura! É necessário que sigam a Cristo” (Documento Familiaris Consortio).

Muitas vezes encontramos pelo mundo, e também em nossas comunidades, famílias que se sentem “pequenas” e fora dos padrões sociais. Os meios de comunicação têm apresentado modelos de família que muitas vezes fogem daqueles que consideramos “normal”: Pai, mãe e filhos. Dizer que esse é um “modelo” não deve e nem pode ser uma forma de discriminar quem não vive dessa forma, pois sabemos que não existem famílias perfeitas. Mas, existem muitas, a grande maioria, que são afeitas a esse modelo.

Estamos acostumados a ouvir muita gente dizendo que a família é uma instituição falida. Mas, a realidade é outra.  A família passa, sim, por diversos problemas, situações de conflito e de desagregação. Hoje temos o modelo de família – pai, mãe e filhos – e muitas realidades diferentes, que vão desde a família monoparental (quando apenas um dos pais de uma criança arca com as responsabilidades de criar o filho ou os filhos) até casais de segunda união.

Porém, “Deus ama nossas famílias, apesar de tantas feridas e divisões. A presença invocada de cristo por meio da oração em família nos ajuda a superar os problemas, a curar as feridas e abre caminhos de esperança. ” (Doc. Aparecida, 119). É a fé no Cristo Vivo que pode resgatar as famílias feridas e sustentar as que se mantêm firmes na caminhada de vida fundamentada no amor a Deus.

A família que se abre ao amor de Deus tem a consciência de sua importância como Santuário da Vida. O filho Nasce primeiro no coração do casal e, infelizmente, os corações estão fechados principalmente por motivações sociais e econômicas, que colocam os filhos como “estorvos” ao relacionamento conjugal e aos projetos do casal – estudos, viagens, passeios, baladas, etc. – ou como “despesas a ser colocada na planilha de custos domésticos.

Gerar e educar os filhos é uma exigência do Matrimônio. O dever de educar tem cinco exigências que o casal deve observar: educar para o amor, educar para a afetividade, educar para a sexualidade com princípios humanos e cristãos, educar para os relacionamentos e educar para a fé. A educação para a fé somente acontece quando esse ciclo educativo se faz completo.

Assumir, verdadeiramente, o Matrimônio é aceitar a missão de construir e manter firme a família, desejo de Deus.

Nestes tempos de contradição, a família ainda é um porto seguro, uma referência para quem deseja encontrar o amor, a verdade, a esperança e a fé. A Igreja tem como missão ajudar e iluminar as famílias nessa peregrinação terrena, afinal, “o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja”. (Amoris Laetitia, 31)

FONTE: Subsídio “Hora da Família 2017 – Pastoral Familiar Brasil 




Sugestão de Comentários para a Missa:

INICIAL: Estamos vivendo a “Semana da família”, iniciada ontem com a Celebração do Dia dos Pais. E como reflexão para hoje, vamos pensar a “Família”, primeira comunidade de fé e como ela é importante para gerar e cuidar da vida.

FINAL: Levar a fé em Jesus para dentro de sua própria casa muitas vezes constitui-se um desafio igual ou até maior que aquele de levar aos mais distantes rincões da terra. Na busca da santidade no cotidiano da família, o casal exerce seu ministério e sacerdócio, fazendo com que sua casa seja reflexo da comunhão trinitária de Deus. É muito importante refletir: Quais são os valores que cultivamos em nossas famílias?

Por isso, nosso desafio de hoje é tentar “Formar uma rede social e não ‘digital’” somente. E, por uma hora, durante a noite, quando a família se reúne, desligar a TV, rádio, computador, celular... esquecer que existe internet, Facebook, whatsapp e conversar com a família sobre isso. Que Deus nos ajude a testemunhar seu amor, não só em nossa família, mas em toda a sociedade.

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO