quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O QUE AFINAL É “SER CATEQUISTA”?


Alguns pensam que o catequista “ensina sacramento”. Mas, antes de qualquer coisa, é aquele que professa as verdades fundamentais da nossa fé (isto está no Catecismo da Igreja Católica). E podemos resumir isso em quatro questões básicas:

- Crer em Deus, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, em seu Mistério de Salvação;
- Celebrar o Mistério Pascal nos sacramentos, que tem o Batismo e a Eucaristia como centro;
- Viver o grande mandamento do amor a Deus e ao próximo, buscando a santidade (e essa busca passa muitas vezes pelo pecado e pela reconciliação);
- Rezar para que o reino de Deus se realize (principalmente por aqueles que não sabem o que fazem).

Junto a essas quatro ações: Crer, celebrar, viver e rezar, estão as quatro colunas de sustentação de nossa fé católica: o símbolo (o Creio), os sacramentos, as bem-aventuranças (junto com o decálogo/mandamentos) e o Pai Nosso.

Bom, isso é o que um catequista precisa conhecer e SER em primeira instância. A partir daí ele pode cumprir sua missão: Fazer ecoar a palavra de Deus.


Mas o Catequista é humano e é gente.

O Diretório Nacional de Catequese lembra isso no item 261: “O perfil do catequista é um ideal a ser conquistado”. Ele se constrói olhando para Jesus, seu modelo. Mas, se há uma coisa difícil de alcançar neste mundo, é a perfeição. O caminho é árduo. E encontramos catequistas aí, meio perdidos entre o ideal que se deve conquistar e a misérias humanas a que estamos sujeitos neste mundo. É difícil entrar neste “modelo ideal”.

 
E tiremos definitivamente da cabeça que catequista é para “ENSINAR” sacramento. Sacramento é “sinal”, é “marca” de Deus.

No batismo somos lavados e entregues a Deus; na comunhão nos tornamos UM com Cristo; na Crisma somos provados no fogo e mostramos que somos verdadeiros discípulos.

Existe ainda um outro sacramento, que é preciso lembrar, que denominamos “confissão” ou RECONCILIAÇÃO. É um sacramento que pouca gente pratica. Confessar, admitir a culpa, pedir e receber o perdão de Deus. Não existe nada de mais maravilhoso e... HUMANO! E é por esse sacramento que muitos de nós, Voltamos para Deus.

Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”. Quem tem, realmente, o direito de fazer esse pedido ao Pai? Aquele que perdoa! Praticamos realmente o perdão?

Um catequista é apenas uma pessoa, sujeito a ser santo e pecador como todas as outras, escolhida para ser o “instrumento” que ajuda na maturidade da fé. É pela sua palavra e orientação a que as pessoas se CONSTROEM.

E se ele não for “perfeito”, isso não é “contra testemunho”. SOMOS HUMANOS! Por que contratestemunho maior do que pais que sequer vão a missa e colocam os filhos na catequese?  Valores vêm do berço e, quando existem, ninguém os corrompe.

O verdadeiro catequista é aquele que sabe, exatamente, o peso e a medida de cada sacramento, sem, contudo tratá-los como único conteúdo e objetivo da catequese.

Ângela Rocha
Catequista – Curitiba – Pr.


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