sexta-feira, 19 de outubro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: A GRANDE AMBIÇÃO – SERVIR E DAR A VIDA


                     HOMILIA DO 29° DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

O evangelho de hoje é provocador. Os melhores alunos de Jesus solicitam uma coisa totalmente contrária ao que ele tentou ensinar. Pedem para sentar nos lugares de honra no seu reino, à sua direita e à sua esquerda. Não compreenderam nem a pessoa, nem o modo de agir de Jesus. Seu pedido era tão vergonhoso que o evangelista
Mateus, quando contou mais tarde a mesma história, disse que foi a mãe deles que pediu (MT 20,20).

Devemos situar esse episódio no seu contexto. Mc 8,31-10,45 é a grande instrução de Jesus a caminho, balizada pelos três anúncios da Paixão. O evangelho de hoje é a continuação do 3° anúncio da Paixão: estamos no fim da instrução, e parece que até os melhores alunos ainda não aprenderam nada. De fato, só aprenderão depois da morte e ressurreição de Jesus. Por enquanto, em contraste com a incompreensão dos alunos, eleva-se a grandeza da lição final: o dom da própria vida.

A 1ª leitura prepara-nos para compreender melhor o evangelho. É o 4° cântico do Servo Sofredor. No seu sofrimento ele assumiu a culpa de muitos. Por isso, Deus o ama duplamente: porque ele é justo e porque seu sangue leva os outros a serem justos. Infelizmente, a humanidade precisa de vítimas da injustiça para reencontrar o caminho da justiça. A recente história da América Latina está cheia disso: os mártires que com seu sangue testemunharam o caminho da fraternidade. E ao lado desses mártires de sangue temos ainda os mártires do dia-a-dia, que não são poucos: pessoas que sacrificam sua juventude para cuidar de pais idosos, que sacrificam carreira lucrativa para se dedicar à educação dos pobres … São estes que santificam nosso mundo cruel.

O justo que dá sua vida pelos outros é chamado “servo”, porque serve. Ele é o antipoder. O povo diz: “Quem pode mais, chora menos”. O Servo diria: “Quem pode mais, serve menos”. Jesus diria: “Quem ama mais, sofre mais”. Jesus é a plena realização do “servo”. Aos apóstolos ambiciosos que desejam ter os primeiros lugares no Reino ele opõe seu próprio exemplo: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o escravo de todos. O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).

Casualmente, este evangelho coincide com o trecho de Hb lido na 2ª leitura. Aí o servo de Deus é chamado de sacerdote. Não no sentido do Antigo Testamento – pois aí os sacerdotes eram muitos e deviam ser descendentes de Aarão, o que Jesus não era. Mas no sentido de oferecer a Deus, por todos nós, a própria vida. Aliás, ele é o único sacerdote conforme o Novo Testamento. Aqueles a quem chamamos de sacerdotes são na realidade “ministros”, servos do sacrifício exercido por Jesus. Eles ministram no altar o sacrifício de Jesus, exercendo o sacerdócio ministerial. E os fiéis unem-se ao dom da vida Jesus exercendo na vida cotidiana o sacerdócio batismal do povo de Deus.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

FONTE: franciscanos.org

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: QUEM PODE SEGUIR JESUS?


                    HOMILIA DO 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B
Um homem rico pergunta a Jesus o que deve fazer para “ter a vida eterna em herança” (evangelho). Jesus vê que o homem está preocupado com o que é bom – “Só Deus é bom, e mais ninguém”. O homem é um judeu exemplar, observa todos os mandamentos. Mas, segundo Jesus, isso não é o suficiente para ele: é capaz de algo mais. Simpatizando com ele, Jesus o convida para que o acompanhe em sua missão. “Vai, vende tudo que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu”. Diante disso, o homem se desanima: é rico demais. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. (O Reino de Deus não é propriamente o que costumamos chamar de “Céu”; é o modo de viver que Jesus veio instaurar, o reino de amor, de justiça e de paz, onde é feita a vontade de nosso Pai celeste. O rico não conseguiu entregar-se a essa nova realidade … )

Os discípulos se assustam com a severa observação de Jesus. Então, ele acrescenta: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível” (Mc 10,27). Portanto, vamos deixar o assunto nas mãos de Deus.

No fim, Jesus fica triste porque uma pessoa tão prendada não foi capaz de segui-lo pelo caminho e assim gozar, desde já, a alegria de participar da implantação do Reino. Suas qualidades humanas não foram suficientes para superar o apego aos bens do mundo. Por si mesmo, não conseguiu libertar-se. Só Deus o poderia libertar.

Contrariamente à opinião corrente, a riqueza não deve ser vista como privilégio, como recompensa de Deus, mas como empecilho para participar do Reino. Os pobres têm maior facilidade em arriscar tudo para realizar a partilha e a renúncia que o Reino exige. Têm menos a perder. Ora, se Jesus aconselha esse desapego tão difícil, mas para Deus nada é impossível, convém pedir a Deus essa graça do desapego, para ter a felicidade de participar do Reino que Jesus veio implantar. Então, a gente recebe a “herança eterna”.

Segundo a 1ª leitura, Salomão pediu a Deus não a riqueza, mas a capacidade de governar com sabedoria. Na realidade, Deus lhe deu também a riqueza, mas apenas como sobremesa; o importante mesmo é a sabedoria para bem servir.

Lição: o rico não deve pensar que vai conseguir a herança eterna com base em suas posses, poder, capacidade intelectual ou coisa semelhante. Tem de pedir a Deus, como graça, algo que não está incluído no pacote do poder: a capacidade de participar do Reino. Também não deve estar exclusivamente preocupado com “salvar sua alma” quando tudo lhe for tirado, mas peça desde hoje a Deus a graça do desapego para participar desse Reino, que já começou no mundo daqueles que seguem Jesus. Na alegria do servir encontrará a garantia da “herança eterna”.

Se um rico participa ativamente do Reino, não será por causa de sua riqueza, mas apesar dela. Tendo bens, transforme-os em instrumentos de comunhão fraterna e viva como se não os possuísse.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

FONTE: franciscanos.org


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: O QUE DEUS UNIU, O HOMEM NÃO SEPARE



              HOMILIA DO 27. DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

Seria o divórcio o centro da reflexão de Jesus no Evangelho deste domingo? Poderíamos erroneamente reduzir Jesus ao legalismo, enquanto sabemos muito bem, pelo Evangelho, que Jesus se distancia deste caminho.


A pergunta dirigida a Jesus tem como pano de fundo a injustiça legal dois judeus e a dureza dos seus corações. No tempo de Jesus, o homem podia dispensar a mulher simplesmente por não estar mais satisfeito com ela. A mulher era largada e não podia mais contrair novo matrimônio sem a autorização do homem. Ora, Jesus aproveita a pergunta para condenar o machismo, o autoritarismo amparado pela lei.  Faz o resgate da Palavra de Deus, dizendo que no princípio não era assim, ou seja, os decretos primordiais não são fundados no egoísmo, mas no amor genuíno. 


O livro do Gênesis nos diz que quando um homem e uma mulher se unem, “os dois formarão uma só carne, assim, já não são dois, mas uma só carne” (Gn 2,24). A primeira leitura reforça a pregação do Senhor. Quando Adão estava no paraíso, vivia sozinho, mas o Senhor não deseja a sua solidão. Então da-lhe uma companheira. Não lhe dá alguém para ser oprimido ou para oprimir, não recebe Adão um instrumento de dominação, mas alguém tirado de seu lado, de sua natureza: “Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque foi tirada do homem” (Gn 2,23).


O livro das origens nos ensina que a vocação do homem não é a solidão, mas o amor. É na relação com o outro, na alteridade, ou seja, no confronto com o diferente, que se descobre a si mesmo e se encontra a realização. Isto acontece de um modo especial na relação entre homem e mulher, quando os opostos se confrontam e se unem.


Porém, viver um ao lado do outro não é ainda garantia de partilha, de construção mútua.  Casais podem dormir na mesma cama e não formarem uma comunhão. Também podemos estar cercados de uma multidão e mesmo assim nos sentirmos sozinhos. A solidão só é oportunidade de crescimento, de dar e de oferecer algo.
O amor exige respeito, sabedoria, ternura, empenho. Não somente na relação homem e mulher, mas todas as relações humanas devem ser regidas pelo princípio da relação de alteridade respeitosa, que é fruto do amor.



Jesus é o maior modelo deste amor que está totalmente longe da opressão. Isto porque sua encarnação é o maior gesto que desfigura o poder, colocando no seu lugar a manifestação de um amor que é capaz de se rebaixar, humilhar-se, derramar-se. Na carta aos Hebreus vemos Kenosis (= rebaixamento) de Deus, que mesmo divino, submete-se a ser menor os anjos e a sofrer na cruz. Por que Deus não se manifestou como um poderoso rei? Poderia ser Ele um grande general, um grande homem da corte, um homem de posses. Mas não quis. Se quisesse visibilidade explícita, deveria ter se encarnado no século XXI e ser filho de um dono de emissora de TV e não filho de um carpinteiro nos subúrbios da Palestina do século I.  A revelação de Deus em Jesus Cristo nos desconcerta. Parece que o ser humano está distante de seu exemplo, pois de modo geral o poder e o prestígio nos dominam e pervertem as relações familiares, comunitárias, trabalhistas.


A criança é o modelo da dependência do Pai, do despojamento frente à autossuficiência. Não busquemos modelos de autossuficiência em pessoas cheias de vaidade, mas na singeleza das crianças, que são pequenas, ternas, dependentes e transparente.


Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba- PR

FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.


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Palavras sobre o Reino na vida a partir dos Evangelhos. São três livros: Ano Litúrgico A, B e C. Cada livro tem o valor de R$ 15,00. Kit com os três livros: R$ 30,00 + frete


DICA DE LIVROS: CATEQUESE INCLUSIVA


AUTISMO: AZUL E DE TODAS AS CORES

O livro pretende esclarecer pais e profissionais da saúde e da educação acerca do Transtorno do Espectro Autista a partir da neurociência. 

O autor apresenta o percurso histórico dos estudos sobre o autismo, a incidência, os sinais de alerta, a caracterização e as estratégias de intervenção e descreve a desmodulação sensorial e os comportamentos estereotipados. 

A seguir, elucida mitos e verdades e conclui com orientações para familiares e educadores, de modo que possam oferecer melhor qualidade de vida às crianças com essa condição diagnóstica.




INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ EUCARISTIA:
CATEQUESE INCLUSIVA

Este livro aposta na capacidade do catequista de enfrentar o novo, de ser desafiado a crescer e a ser evangelizado pela história de vida e de superação do seu catequizando com deficiência. É comum o catequista ter medo de enfrentar tal realidade. Porém, esta reação o leva a buscar informações a respeito das deficiências para, então, sentir-se mais preparado para a convivência com esse catequizando.

Com a finalidade de apresentar a catequese eucarística até à sua celebração frutuosa, e de acordo com as deficiências mais frequentes, esta obra adapta os encontros da catequese do livro: Iniciação à vida cristã. Eucaristia. Livro do catequista. Caminha lado a lado com o catequista. Este, portanto, é um trabalho inovador que quer subsidiar e encorajá-lo a essa missão.

O planejamento dos encontros se adequará à individualidade deste catequizando, através da modificação e adaptação de algumas atividades e estratégias. E é assim que, pouco a pouco, a sociedade vai deixando de lado antigos preconceitos e se enriquecendo com a participação de todos na vida comum.

Ambos são das Paulinas e podem ser adquiridos nas livrarias ou pelo site:




VAMOS FAZER MISSÃO? AGORA MESMO!

Sugestão de atividade Missionária para o encontro de catequese...

Sou catequista da Paróquia São José Operário, na cidade de Maringá, estado do Paraná. Eu, Silvana e Regina F. Auada, preparamos um encontro diferente para marcar este mês de outubro, dedicado às missões.

Acolhemos os catequizandos na sala, como de costume.  Depois iniciamos um bate-papo sobre as missões: 

O que o mês de outubro tem de especial?
O que você entende por missão? O que é ser missionário?

Mostramos o cartaz das missões e toda a sua simbologia. Falamos das cores relacionadas a cada continente.


Eles foram percebendo que todos nós somos chamados para ser missionários. Que não é necessário fazer coisas grandiosas, nem ir para lugares distantes e que podemos fazer missão em muitos lugares, muitas vezes sem percorrermos grandes distâncias.

Falamos sobre o pedido constante do Papa para sermos uma “Igreja em saída”, que vai ao encontro das pessoas que estão fora das estruturas da nossa catequese ou da nossa igreja.

No momento de oração, invocamos o Espírito Santo  (Vinde Espírito Santo...) e fizemos a leitura do evangelho de Marcos 16,15:

“Então Jesus disse-lhes: ‘Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade”.

Pedimos para ler algumas vezes em silêncio com atenção. E questionamos:

- Qual é a sua resposta pessoal para esse chamado?
- Gostaria de levar o amor de Deus para outra pessoa?

Todos responderam um sonoro “SIM”. Ao que nós completamos:

- Topam fazer isso agora?
(Olhos arregalados neste momento, um olhando para o outro. Mas, explicamos que já tínhamos um “plano”.)

Aí, distribuímos o material que seria utilizado: Oração do mês missionário e Cartão com balinha.


Demos orientações quanto à abordagem das pessoas: poderiam falar as palavras que brotassem do seu coração, sempre em grupos e nunca se distanciando muito dos catequistas.
E partimos juntos para a praça da igreja. Eles estavam com um pouco de vergonha, aflição, mas, também muita expectativa para realizar a primeira experiência de missão. Abordaram muitas pessoas que passavam pela praça e outras que chegavam para a missa. Depois “invadiram” o interior da igreja para falar com quem estava sentado aguardando. Até o padre foi surpreendido.  Já não tinham mais vergonha e queriam encontrar mais e mais pessoas.









Retornamos para a sala e cada um partilhou o seu sentimento e a sua experiência. Tivemos muitos relatos diferentes.
- “No início eu tive muita vergonha, mas enfrentei o meu medo.”
- “Eu gostei muito. Quero de novo. ”
- “Foi muito legal!”

Observamos diversas reações das pessoas:

- O senhor que disse que não tinha dinheiro para pagar. Achou que as crianças estavam vendendo a balinha ou pedindo dinheiro.
- Um casal que saiu rapidamente quase correndo para não ser abordado.
- Pessoas felizes e sorridentes.
- Pessoas surpresas e sem saber o que dizer.
- Pessoas emocionadas.
- Pessoas que deram palavras de incentivo para a ação das crianças.
- Uma moça que ficou muito feliz e quis retribuir com um abraço.

Enfim... muitas experiências e sentimentos para contar.

O momento da partilha realmente foi muito rico. Concluímos com a seguinte reflexão: “Muitas vezes sentimos medo e nos achamos incapazes. Mas Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos”.

Encerramos o encontro com a Oração do Mês Missionário 2018.

Silvana Chavenco Santini
Regina Auada
Paróquia São José Operário – Maringá PR.



ORAÇÃO DO MÊS MISSIONÁRIO

Deus Pai, Filho e Espírito Santo,
nós Vos louvamos e bendizemos
pela Vossa comunhão,
princípio e fonte da missão.
Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz,
testemunhar com esperança,
um mundo de justiça e diálogo,
de honestidade e verdade,
sem ódio e sem violência.
Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs,
seguindo Jesus Cristo
rumo ao Reino definitivo.
Amém.


Pontifícias Obras Missionárias

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ROTEIRO DE ENCONTRO PARA ETAPAS DA EUCARISTIA: MÊS MISSIONÁRIO


"Vós sois todos irmãos" (Mateus 23-8)

Uma sugestão de encontro para as etapas de preparação à Eucaristia (Crianças)

MÊS MISSIONÁRIO

INTERLOCUTORES: Catequizandos das Etapas de Eucaristia (crianças).

PREPARAR: O catequista lê e medita o texto bíblico e providencia o material do encontro. Evangelho Mt 28, 16-20.

ACOLHIDA E SILENCIAMENTO: Receba todos com alegria, carinho e música. Ao tomarem seus lugares dialogue como foi a semana, o que aprenderam do Evangelho do Domingo, as atitudes melhores que tiveram na semana.

DINÂMICA (PARA INTRODUZIR O ASSUNTO):

O ÔNIBUS DA INCLUSÃO

• Fixar na sala alguns “pontos de ônibus”;
• Pedir a um catequizando que dê voltas pela sala imitando um condutor de ônibus.
• A cada parada, sugerir quem pode tomar o ônibus:
Quem tem roupa de determinada cor,
Quem usa tênis,
Quem tem algum enfeite no cabelo,
Quem usa óculos,
Quem tem mochila etc.

• Cada grupo chamado ”entra” no ônibus e as voltas continuam, até que todos do grupo tenham embarcado.

LEITURA BÍBLICA  Mateus, 28, 16-20. Ler pausadamente, repetir trechos mais importantes, o que o texto nos diz? (refletir em silêncio).

CATEQUISTA: Começar falando um pouco sobre Missão.
O que é o mês Missionário?

Neste mês de outubro, a Igreja Católica se volta para a necessária compreensão das Missões, isto é, da permanente preocupação pelo anúncio dos Ensinamentos de Jesus a todos os povos. A vinda de Cristo à terra foi para nos revelar o mistério de Deus e ensinar-nos a caminhar para vivermos na sua graça e assim merecermos uma felicidade que não tem fim, que é o céu.

A ordem de Cristo: “Pregai a boa nova do Evangelho a toda criatura”, nos impulsiona a levar ao mundo todo a notícia feliz que, desde o nascimento de Cristo em Belém, foi anunciada pelos anjos aos pastores e a nós: “Nasceu hoje para nós o Salvador”.

Neste mês, a Igreja insiste na necessidade da missão, isto é, de anunciar a salvação, que nos é dada, pelo conhecimento de Jesus.

Apresentar o cartaz da Campanha Missionária e conversar sobre o que está representado nele (Ouvir os comentários).

A arte mostra a Igreja, Povo de Deus, formado por diferentes sujeitos da missão (leigos e leigas, consagrados e consagradas, diáconos, padres, bispos e o papa), representantes de todas as idades e etnias. Nesta ciranda aberta, todos irmãos e irmãs são convidados por Cristo a comunicar o Evangelho da Paz no mundo cinza e sem vida. O povo traz a Palavra de Deus, fonte da missão.

Leitura por todos os catequizandos do Tema e do Lema da Campanha.

Relacionar a dinâmica do início do encontro com essa mensagem (Ouvir os comentários). Se necessário, ajuda-los a identificar as situações de inclusão e exclusão que existem na sociedade.

EXERCÍCIO ESPIRITUAL: O catequista pode optar por fazer a dinâmica sugerida ou o Terço Missionário. Se houver tempo para os dois, ótimo. Outra opção é fazer  o Terço no próximo encontro.

Comente com os catequizandos que o mundo todo possui várias pessoas de modos e costumes diferentes, mas todos são filhos de Deus e que devemos fazer segundo o mandamento que Jesus disse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Mc 12.31). E levar a todos a palavra de Deus, conectando nossos corações aos deles.

PARTILHAR E CELEBRAR:

DINÂMICA DOS CORAÇÕES CONECTADOS

Material necessário: pedaços de fitas coloridas com 40 cm de comprimento, podem ser de tecido, de plástico, ou aquelas para presentes, será melhor se tiverem ao menos 1 cm da largura. Fica interessante se forem de cores diferentes, mas também podem ser todas da mesma cor.

O número de fitas deve ser igual à metade do número de catequizandos. Ex: se você tem 20 catequizandos, precisa de 10 pedaços de fita. Caso você tenha 21 catequizandos, vai precisar de 11 pedaços de fita e, nesse caso, você deverá participar junto da dinâmica para formar 11 pares. Se houver possibilidade, tenha também um equipamento de som para tocar uma música durante a dinâmica. Caso não seja possível, ou se você tiver que participar para forma um par, tenha um apito.

Preparação: Prepare o ambiente do local do encontro como de costume, mas organizando as cadeiras em círculo ou semicírculo, deixando um grande espaço no centro.

1. Acolha os catequizandos dando-lhes as boas vindas e faça a oração inicial.
2. Depois que todos estiverem sentados, distribua as fitas pelo chão, deixando algum espaço entre elas para que se possa andar entre elas.
3. Explique aos catequizandos que eles deverão andar pela sala aleatoriamente, sem pisar nas fitas, enquanto a música tocar (ou até que você apite, se não tiver a música). Quando você parar a música, ou quando apitar, eles devem parar e se colocar em uma das pontas da fita que estiver mais próxima. Cada fita tem duas pontas, portanto deve haver uma pessoa em cada ponta.
4. Cada um pega a ponta da fita que escolheu, do lado em que está, e aproxima essa ponta do seu coração, segurando ela encostada no coração.
5. Nesse momento, vão olhar para quem está do outro lado da fita, e que também encostou a outra ponta no coração. Então, cada um vai respirar lenta e profundamente por duas vezes, imaginando que está recebendo, junto com o ar que respira, a luz de Jesus e que ela está iluminando seu coração. Ao final da segunda respiração, as duas pessoas se olham nos olhos e falam juntas: “Estou conectada ao seu coração e Jesus está conosco”.
6. Depois cada uma dá as boas-vindas à outra e lhe deseja uma boa caminhada de fé na catequese.
7. Em seguida, o catequista dá novo sinal para colocarem a fita novamente no chão e voltarem a caminhar, até que mais uma vez a música pare ou soe o apito, quando pegarão outra fita e repetirão tudo o que fizeram anteriormente. 2
8. Repetir essa sequência com as fitas algumas vezes, cinco ou seis vezes.
9. Após a última vez, pedir que todos voltem ao seu lugar, deixando as fitas no chão, onde estavam.
10. Pedir que observem as fitas que estão no chão, perguntando o que elas simbolizam e também como foi encontrar e se conectar simbolicamente com as pessoas. É importante valorizar o símbolo da ligação fraterna que existe entre as pessoas, pois todos são filhos do mesmo Pai, irmãos de Jesus Cristo.
11. Leia o texto bíblico: Rm 12,10-16 – explique a eles que é assim que deve viver aqueles que têm a luz de Jesus no coração e caminham iluminados por essa luz.

(Esta dinâmica é uma adaptação da dinâmica publicada no livro “Dinâmicas de Integração – Para formar grupos vencedores” de autoria de Ney Wendell – Editora Vozes, 2016).

ORAÇÃO do Mês Missionário

Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós vos louvamos e bendizemos pela Vossa comunhão, princípio e fonte da missão.
Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz, testemunhar com esperança, um mundo de justiça e diálogo, de honestidade e verdade, sem ódio e sem violência.
Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs, seguindo Jesus Cristo rumo ao Reino definitivo.
Amém.

Sugestão: realizar um terço missionário feito de flores, mas não é para ser um terço em vão. Na hora de montar o terço cada catequizando vai colando as flores no mural e rezando, sendo assim, todos irão rezar o terço completo com o auxílio do catequista.

TERÇO DAS FLORES

       
Saiba como se reza o terço Missionário no final da publicação e adapte conforme a sua realidade.

PARA O CATEQUISTA:
COMPREENSÃO DO TEXTO E APLICAÇÃO

O mês de outubro quer nos animar na realização das atividades missionárias no Brasil e no mundo. Neste ano em que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) celebram 40 anos de missão, queremos lembrar a vida de tantos missionários que construíram essa história.

Com o tema “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, o objetivo do mês missionário é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, no penúltimo domingo de outubro (nos dias 20 e 21).

O Papa Francisco desde o início de seu pontificado tem nos convidado a agir sem medo e sem rigidez, com coragem e igualmente “dóceis” ao Espírito, para além das estruturas que nos asfixiam. Uma Igreja não burocrática, mas uma Igreja em saída, próxima das pessoas. Neste espírito, e em comunhão com a Campanha da Fraternidade de 2018, queremos viver juntos o grande projeto de Deus de construir a civilização do amor.

Eis a nossa missão como Igreja: marcar presença nas encruzilhadas da história, falar uma língua acessível a todos os povos do nosso tempo, deixando-se conduzir pela força do Espírito Santo. Deus está em ação em todos os lugares, por entre a nossa e as outras culturas e povos. Precisamos ser uma Igreja próxima, sobretudo dos caídos e excluídos ao longo do caminho, pois tornar-se indiferente com os pobres e caídos ao longo do caminho é também ser indiferente com o próprio Deus.

Marion Rossi Mattera – Paróquia São José Operário – Maringá PR.
Catequista de Iniciação a Vida Cristã – Etapas de Eucaristia.

ANEXO
TERÇO MISSIONÁRIO

O terço missionário é uma oração simples e popular. Saudamos e louvamos Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, de forma carinhosa e confiante. Por ser uma oração simples todos podemos rezá-la. Rezando o Terço, tornamo-nos discípulos de Jesus Cristo, com Maria e nos dispomos, como Maria, pela força do Espírito Santo, a realizar a missão de Jesus Cristo, o enviado do Pai. "A oração deve acompanhar os passos dos missionários, para que o anúncio da Palavra se torne eficaz, pela graça divina" (RMi 78). Pela oração do Terço Missionário podemos nos encontrar com todos os povos, raças e culturas da terra. Atingimos, desta forma, os imensos horizontes da missão. Rompem-se os egoísmos e as intenções particulares, em nossas orações, para rezar pelas necessidades de todos os povos da terra.

AS CORES DO TERÇO MISSIONÁRIO

O bispo Fulton Sheen, quando era Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias, nos Estados Unidos, teve a ideia do "Terço Missionário". O Terço é formado de cinco dezenas. Cinco são também os continentes do mundo. Ele escolheu uma cor para cada Continente que, de alguma forma, recorda suas características. Ao rezar cada dezena pede-se por todos os que vivem nesse Continente. A originalidade do Terço Missionário é o encontro na oração com todos os povos, raças e culturas do nosso planeta.

OFERECIMENTO DO TERÇO


(Cada uma das dezenas é dedicada a um dos 5 continentes).

Divino Espírito Santo, iluminai nossas inteligências e nossos corações para que, ao meditarmos os mistérios da nossa redenção, possamos imitar os exemplos de Jesus e Maria anunciando a todos o grande amor de Deus para conosco. Caminhando junto com toda a humanidade, oferecemos nossas orações pela Paz no mundo, pelas pessoas vítimas das injustiças, pela santificação de todas as famílias, por aqueles que anunciam o Evangelho nos cinco continentes, pelas intenções do Papa, pelas nossas comunidades e por todo o povo de Deus para que se torne sempre mais solidário com os povos do mundo inteiro.
Rainha das Missões, fazei que todas as pessoas de boa vontade se deem as mãos, superem os rancores e se tornem construtores de uma sociedade sem fronteiras, justa e solidária, para o nosso milênio.

CREIO

PAI-NOSSO

3 AVE MARIA

GLÓRIA AO PAI

A cada mistério reza-se 1 (um) Pai-Nosso, 10 (dez) Ave-Marias, 1 (um) Glória ao Pai e a oração: Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

PRIMEIRO MISTÉRIO

A cor verde lembra as imensas florestas e savanas de África e também a virtude da esperança. Vamos rezar por todos os que vivem no continente africano, em especial, pelo florescimento cristão do povo e pelo ardor dos missionários que aí trabalham, sobretudo o dos capuchinhos de Angola.
- Neste mistério, peçamos a Maria, Rainha das Missões, que interceda pela paz, pela liberdade e pelo pão de cada dia de todos os povos da África e por um abundante clero nativo.

SEGUNDO MISTÉRIO

A cor vermelha evoca os povos originários de toda a América e o sangue de inocentes derramado em guerras, lutas de conquista, revoluções e guerrilhas. Vamos rezar por todos os que vivem no continente americano, que é aquele que tem maior número de católicos, mas onde são muitas as injustiças e desigualdades sociais. Em particular, rezemos para que cessem a exploração dos pobres e as guerrilhas fratricidas e aumente ainda mais o amor a Nossa Senhora.
- Neste mistério, peçamos a Maria, Rainha das Missões, que ajude a Igreja a ser defensora dos pobres, lutando com amor pelos mais pequeninos para que tenham justiça social, paz e solidariedade.

TERCEIRO MISTÉRIO

A cor branca evoca os povos originários do continente europeu e a pureza de coração que o cristão visa alcançar. Vamos rezar por todos os que vivem na Europa, donde outrora partiram tantos missionários, mas carece hoje de uma nova evangelização e de vocações apostólicas. Rezemos, em particular, pela reafirmação dos valores cristãos, pelo aumento das vocações consagrados e pelo maior empenho evangélico dos leigos.
- Neste mistério, peçamos a mediação de Maria, Rainha das Missões, para que aumente a fé cristã e o clero dos povos europeus, sobretudo do povo português que sempre dedicou à Mãe do Céu um profundo amor filial.

QUARTO MISTÉRIO

A cor azul lembra os vastos mares da Oceania e a serenidade e paz que emana de Maria. Vamos rezar por todos os que vivem neste continente formado por milhares de ilhas, cuja insularidade dificulta o trabalho missionário, originando que muitas pessoas nunca tenham ouvido falar de Jesus Cristo.
- Neste mistério, peçamos a intercessão de Maria, Rainha das Missões, para que surjam muitos missionários que levem Jesus a todas as ilhas da Oceania, e estas se tornem como contas de um imenso Rosário de fé e amor a Deus.

QUINTO MISTÉRIO

A cor amarela evoca os povos originários do continente asiático e a luz divina do amor do Pai. Vamos rezar por todos os que vivem no continente asiático, em especial pelo povo de Timor-Leste, com quem estão os missionários capuchinhos de Laleia e Tibar. É o continente onde Jesus semeou o Evangelho e o seu sangue, mas onde Ele é menos conhecido.
- Neste mistério, peçamos a Maria, Rainha das Missões, que interceda para que o sangue de tantos mártires na Ásia do século XX se transforme em semente de cristãos e para dar força e alento a todos os que são sinal de Cristo, quer sejam missionários, consagrados ou se preparem para o sacerdócio, em especial os de Timor-Leste.

AGRADECIMENTO

Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha das Missões, pelos benefícios que todos os dias a família humana recebe de vossas mãos. Dignai-vos, agora e para sempre, colocar-nos sob a vossa maternal e poderosa proteção.

SALVE RAINHA

LADAINHA

Senhor - Tende piedade de nós
Jesus Cristo - Tende piedade de nós
Senhor - Tende piedade de nós
Jesus Cristo - Ouvi-nos
Jesus Cristo - Atendei-nos
Deus, Pai do céu - Tende piedade de nós
Deus, Filho, Redentor do mundo - Tende piedade de nós
Deus, Espírito Santo - Tende piedade de nós
Santíssima Trindade que sois um só Deus - Tende piedade de nós
Santa Maria - Rogai por nós
Santa Mãe de Deus - Rogai por nós
Santa Virgem das Virgens - Rogai por nós
Mãe de Jesus Cristo - Rogai por nós
Mãe da divina graça - Rogai por nós
Mãe puríssima - Rogai por nós
Mãe castíssima - Rogai por nós
Mãe imaculada - Rogai por nós
Mãe intacta - Rogai por nós
Mãe amável - Rogai por nós
Mãe admirável - Rogai por nós
Mãe do bom conselho - Rogai por nós
Mãe do Criador - Rogai por nós
Mãe do Salvador - Rogai por nós
Mãe da Igreja - Rogai por nós
Virgem prudentíssima - Rogai por nós
Virgem venerável - Rogai por nós
Virgem louvável - Rogai por nós
Virgem poderosa - Rogai por nós
Virgem benigna - Rogai por nós
Virgem fiel - Rogai por nós
Espelho da justiça - Rogai por nós
Sede da sabedoria - Rogai por nós
Causa de nossa alegria - Rogai por nós
Vaso espiritual - Rogai por nós
Vaso honorífico - Rogai por nós
Vaso insigne de devoção - Rogai por nós
Rosa mística - Rogai por nós
Torre de Davi - Rogai por nós
Torre de marfim - Rogai por nós
Casa de ouro - Rogai por nós
Arca da aliança - Rogai por nós
Porta do céu - Rogai por nós
Estrela da manhã - Rogai por nós
Estrela da evangelização - Rogai por nós
Saúde dos enfermos - Rogai por nós
Relógio dos pecadores - Rogai por nós
Consoladora dos aflitos - Rogai por nós
Auxílio dos cristãos - Rogai por nós
Rainha dos anjos - Rogai por nós
Rainha dos patriarcas - Rogai por nós
Rainha dos apóstolos - Rogai por nós
Rainha dos mártires - Rogai por nós
Rainha dos confessores - Rogai por nós
Rainha das virgens - Rogai por nós
Rainha de todos os santos - Rogai por nós
Rainha concebida sem pecado original - Rogai por nós
Rainha assinta ao céu - Rogai por nós
Rainha do santo rosário - Rogai por nós
Rainha da paz - Rogai por nós
Rainha das Missões - Rogai por nós
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo - Perdoai-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo - Ouvi-nos, Senhor
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo - Tende piedade de nós
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

OREMOS:

Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que conhecendo a encarnação de Cristo, vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz, a glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Fonte: POM – Pontifícias Obras Missionárias – Santa Sé.


Rezar assiduamente o Terço Missionário é ter o mundo nas mãos. É conduzir ao Coração Imaculado de Maria as intenções de todos os povos, raças e culturas da Terra. É rezar pelas missões e pelos missionários e colaborar na missão universal da Igreja.


Este encontro foi adaptado do livrinho da Novena Campanha do Mês Missionário 2018, das Pontifícias Obras Missionárias


Novena: O livrinho da Novena Missionária contém o roteiro de 9 encontros, com cantos e orações. Inclui a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões e vem acompanhada de um DVD. É um dos principais subsídios para animar a Campanha Missionária do mês de outubro. Destacam-se testemunhos, de missionários e missionárias, que testemunham e anunciam o Evangelho da Paz em diversos contextos. Em cada dia da Novena, o método da Leitura Orante da Palavra ilumina e orienta a nossa vida na missão. O objetivo é criar comunhão, rezar, refletir e incentivar para o compromisso, tendo presente os diversos aspectos da Missão. A Novena pode ser feita pelos grupos de reflexão, famílias, nas comunidades ou escolas.

A capa do livrinho também traz o Zapcode. Para utilizá-lo basta baixar gratuitamente o Aplicativo Zappar no Smartphone (celular e tablet). Depois, ao direcionar o aparelho para a capa é possível assistir a um vídeo e acessar os conteúdos da Campanha Missionária.

LINK PARA ACESSO AO MATERIAL:


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