terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O QUE É UMA "NOVENA"?

Novena com as famílias - Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Curitiba
Novenas são uma parte antiga da vida devocional da Igreja e têm uma rica história, que traz sua estrutura de volta aos dias entre a ascensão de Jesus e a festa de Pentecostes. O mandamento final de Jesus na terra antes de ascender ao céu era “aguardar a promessa do Pai”.

“E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias”. (Atos 1, 4-5)

Deus cumpriu essa promessa na festa judaica de Pentecostes, como é descrito no segundo capítulo de Atos. Esta festa judaica sempre foi celebrada 50 dias após a festa da Páscoa. De acordo com São Lucas, Jesus subiu ao céu depois de “aparecer aos [apóstolos] durante quarenta dias” (Atos 1, 3) depois de sua ressurreição. Isso significa que o tempo entre a ascensão de Jesus e a vinda do Espírito Santo no Pentecostes é de nove dias (sem incluir o dia da ascensão de Jesus).

Para muitos cristãos, eles viram esses nove dias de oração como modelo de oração e desenvolveram devoções que consistiram em nove dias (ou meses) de oração para uma intenção específica ou para um santo em particular. Esse número era visto como divinamente inspirado e, assim, as “novenas” (da palavra latina novem, que significa “nove”) eram vistas como uma maneira perfeita de orar.

Uma das primeiras novenas foi um período de oração pelos nove meses que antecederam a festa de Natal, em imitação da gravidez em oração de Maria. Não demorou muito para que o número nove fosse usado em todos os tipos de situações, como uma novena de missas para uma pessoa, ou uma novena de orações para a restauração da saúde. Assim, a “novena” nasceu e se tornou uma parte central da devoção católica desde então.

E por que a Novena de Natal?

Dezembro chegou! O último mês do ano é um dos meses mais belos e significativos. Fim de ano é sempre uma ocasião para fazermos uma revisão de nossa vida, uma oportunidade para avaliarmos nossas conquistas e fracassos não apenas no plano material, mas também no plano espiritual, cultural e humano.

Dezembro é o mês da esperança. É tempo de fazermos novos projetos e propósitos com confiança na ajuda de Deus e na proteção materna da Virgem Maria. É tempo de ação de graças a Deus Pai pelos favores e bênçãos recebidos, que são manifestações do seu infinito amor para conosco, e de gratidão a Nossa Senhora pela sua constante proteção durante o ano que está terminando.

Dezembro é também mês de ternura, porque neste mês celebramos o nascimento de Jesus na pobreza, humildade, simplicidade. No presépio, em Belém, na pessoa do Menino Deus nasce o amor, a compaixão, a solidariedade e a esperança de um mundo novo. Maria e José contemplando o seu filho na manjedoura é a ternura palpável de Deus que se torna frágil e pobre para partilhar nossa vida e nos trazer a salvação.

Dezembro é, finalmente, o mês da alegria, porque Jesus veio nos fazer filhos de Deus e, n'Ele, irmãos e irmãs uns dos outros. Ele veio nos libertar do pecado e nos restituir a amizade divina. Ele veio nos libertar da morte e garantir-nos a ressurreição.

Neste Natal, apesar da violência e muitos outros males que nos afligem, ofereçamos a todos a esperança, a ternura e a alegria que brotam do nascimento de Jesus. E precisamos nos preparar para bem celebrarmos o Natal.


Existem muitos modos de nos prepararmos bem para o Natal. Um deles é fazendo a Novena de Natal. A tradição desta Novena nos coloca em sintonia com aquela primeira novena feita por Nossa Senhora junto com os discípulos, em preparação à vinda do Espírito Santo (At 1,13-14). Assim, o nosso Natal não será apenas uma festa de comes e bebes e troca de presentes, mas a celebração do aniversário de Jesus, no grande mistério de amor que é a Encarnação do Verbo divino.

A alegria da fé nos faz contemplar um Deus que se fez nosso irmão, presente numa criancinha. Um Deus ternura, bem próximo de nós, como Palavra encarnada, cheia de luz, que nos comunica um amor infinito. Quem pode ir ao encontro dessa Luz? Todos os que se empenham na busca e na promoção da paz.

Que nossa mente e coração se abram para a graça, pois Deus está mandando seu próprio Filho para nos salvar de tudo o que compromete nossa paz e alegria de viver: dificuldades, sofrimentos, tristezas. Vamos viver o NATAL fazendo a nossa novena.

E para isso, temos inúmeras sugestões da Igreja. Seja ela da CNBB, das dioceses ou regionais e até das próprias comunidades, busque participar junto da sua família, amigos, vizinhos. A Novena de Natal é época de encontro, de reflexão e de reforçar os laços de amizade.

FONTE: Diversas.

domingo, 9 de dezembro de 2018

VÍDEO DO PAPA: DEZEMBRO 2018



Dezembro 2018. O Vídeo do Papa:

Aprendamos a escutar. Ouçamos como os outros falam, vivem, e comuniquemos o Evangelho de tal maneira que possam acolhê-lo em seu coração. Assim, é seguro que nos entenderão. Mais uma vez, trata-se apenas de seguir o exemplo de Jesus Cristo, o mestre na comunicação da fé. “Quem quiser partilhar sua fé com a palavra, tem que escutar muito. Imitemos o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha diante d´Ele para aproximá-las do amor de Deus. 
O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.
Rezemos para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias em diálogo com a cultura, em diálogo com o coração das pessoas e sobretudo escutando muito.” 

Pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: TODAS AS PESSOAS VERÃO A SALVAÇÃO DE DEUS



                          HOMILIA DO 2° DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

Lucas situa o início da atividade de João Batista no contexto histórico universal e local, para marcar a importância de seu ministério. Tibério César era então o imperador romano; Pilatos era o governador da Judeia; Herodes Antipas governava a Galileia; Herodes Filipe, a Itureia e Traconítide, e Lisânias, a Abilene; Anás e Caifás eram os sumos sacerdotes.

João Batista é apresentado como um profeta do Antigo Testamento, a quem “a palavra de Deus foi dirigida” no deserto. O deserto para Israel é o lugar em que Deus se encontra com seu povo, libertado da escravidão; faz com ele uma aliança e põe à prova sua fidelidade. João Batista percorre a região do deserto de Judá ao longo do rio Jordão, prega “um batismo de conversão para o perdão dos pecados”. Seu lema é tirado do Profeta Isaías: “preparai o caminho do Senhor do Senhor”, do Senhor que vem salvar seu povo.

O batismo de conversão exige eliminar os obstáculos que colocamos para a salvação que Deus vem nos trazer. As veredas e caminhos tortuosos a serem endireitados (1ª leitura) são frutos do pecado que nos desviam e afastam do Senhor. Com Jeremias podemos clamar: “Faze-me voltar e eu voltarei [a ti], porque tu és o Senhor meu Deus”. Endireitar os caminhos tortuosos é abrir o coração para Deus que vem nos trazer a salvação: “Deixai-vos reconciliar com Deus”. A salvação que Deus vem nos trazer é para todos os que por ele são amados  e se deixam reconciliar com ele.

A salvação está aberta para todos: “Todas as pessoas verão a salvação de Deus”. Cabe a nós preparar nosso coração para acolher o Senhor que vem nos trazer a Salvação. Preparar-se é buscá-lo de todo o coração. É pedir que nos mostre o caminho para encontrá-lo, como diz Santo Anselmo: “Senhor meu Deus, ensinai a meu coração onde e como vos procurar, onde e como vos encontrar”.

FONTE: franciscanos.org / Frei Ludovico Garmus




quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

ENCONTRO CATEQUESE FAMILIAR: A EUCARISTIA

Encontro da Catequese Familiar com os pais da 3ª etapa, com o tema Eucaristia

Um momento muito marcante foi a partilha do pão e do vinho (suco), com pais e crianças.
Também estavam presentes os catequizandos da 4ª etapa. Eles fizeram a 1ª Eucaristia em abril/2018.

Um agradecimento especial a padaria da paróquia franciscana Bom Jesus do Perdões, que na pessoa da Nora, nossa padeira, sempre participa de momentos assim com a gente! Mesmo não estando lá, seu carinho esteve presente no lindo (e delicioso) pão. 

Estava delicioso! Perguntei o que ela fez de "diferente" no pão. Como ela mesma disse, nada de diferente, só o seu AMOR e carinho pela catequese.






Pastoral catequética
Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Curitiba - PR


Quer saber como organizar a CATEQUESE FAMILIAR na sua paróquia?
Pedidos: angprr@gmail.com




sexta-feira, 30 de novembro de 2018

JÁ DISPONÍVEL! APOSTILA CATEQUESE FAMILIAR


OLÁ PESSOAL!

O material completo sobre a CATEQUESE FAMILIAR, já encontra-se disponível em APOSTILA, pelo valor de R$ 20,00

Além de orientações a respeito do que é e como organizar na paróquia (Itinerário), a apostila conta com roteiros de encontro e temas básicos de Catequese para mais ou menos 5 Etapas de catequese (Eucaristia e Crisma).

A apostila é um arquivo DIGITAL, em PDF, e pode ser reproduzida e multiplicada na paróquia para os demais catequistas (impresso). Só pedimos que não seja divulgada por meios eletrônicos, grupos de whats ou Facebook, e-mail.

Faça seu pedido pelo e-mail:

angprr@gmail.com 

ou

catequistasemformacao@gmail.com



ATENÇÃO: São arquivos DIGITAIS, enviados por e-mail, não são impressos enviados por correio! Você pede, faz o depósito e assim que confirmado, recebe o arquivo!

ABAIXO o 1ª roteiro da apostila para "degustação"... 


ENCONTRO CATEQUESE FAMILIAR:
ENCONTRO COM PAIS E RESPONSÁVEIS DOS CATEQUIZANDOS

1ª ETAPA - ENCONTRO 01

TEMA: Noções básicas da Bíblia

A Bíblia é o livro por excelência da catequese. Ela é a comunicação de Deus, Uno e Trino, para conosco. É a comunicação que só traz felicidade para o ser humano. Vivemos numa época em que os meios de comunicação são muito valorizados. Mas, a comunicação que emerge da Bíblia, ainda, é pouco valorizada em nossas vidas. É comum encontrarmos, nas casas, uma Bíblia aberta em cima da estante, ou fechada e bem protegida.

INTERLOCUTORES: Pais ou responsáveis dos catequizandos - 1ª Etapa Eucaristia.

OBJETIVO DO ENCONTRO: Despertar o interesse pelo uso da Bíblia, apresentando-a como conteúdo de fé, oração, fundamento na vivência comunitária e força nas situações do cotidiano da vida, principalmente, na educação da fé dos filhos e filhas.

AMBIENTAÇÃO: Preparar uma mesa com uma vela e uma Bíblia amarrada cheia de nós.

ACOLHIDA: Formar um círculo com todos os participantes identificados com um crachá.
Colocar uma música instrumental, suave, cujo tema seja sobre a Palavra de Deus.

MOTIVAÇÃO/DINÂMICA:

Estamos aqui hoje, nos reunindo pela primeira vez, buscando ajudar a vocês pais no aprofundamento catequético para transmitir aos seus filhos e filhas (se houver outros responsáveis citá-los).
No centro do nosso encontro, está a Palavra de Deus: a Bíblia. Ela é o centro da catequese. O meio mais eficaz para estabelecermos uma amizade profunda e pessoal com Jesus, é por meio das mensagens contidas na Bíblia.
Mas, antes de a conhecermos melhor, vamos passar a Bíblia “amarrada” assim como está, de mão em mão, de forma suave e carinhosa, e assim que cada um estiver com a Bíblia em mãos, peço que cada um se apresente dizendo o próprio nome e o nome do filho/da filha que frequenta a catequese.

Quando chegar no último do círculo, quem está motivando, pega a Bíblia e a levanta bem alto, comentando:
Por que a nossa Bíblia está amarrada? Por que estes nós? Estes “nós” são os entraves da vida que dificultam o nosso contato com a Palavra de Deus.  Quando vamos conseguir desamarrar a Bíblia?
(Dar um tempo breve para possíveis respostas...)
Convidar os que espontaneamente, querem ajudar a desatar os nós da Bíblia... enquanto isso, entoar um canto.

Canto: A Bíblia é a Palavra de Deus... (Ou outro canto)

Depois de desamarrada a Bíblia, convidar a todos para abrir sua Bíblia no local indicado.

LEITURA DA PALAVRA: 2TM 3,14-17

Abrir a Bíblia e ler o texto, devagar e pausadamente. Fazer uma segunda leitura, dando ênfase aos trechos mais importantes.  Em seguida, partilhar:
- Conforme a leitura deste texto, que poder tem a Sagrada Escritura?
(Aguardar possíveis respostas).

APROFUNDANDO O TEMA:

Vamos lembrar algumas coisas que nos fazem conhecer melhor a Bíblia.

- A palavra BÍBLIA vem do termo grego BIBLOS, que significa LIVRO. O plural de BIBLOS em grego é BÍBLIA. Portanto, Bíblia quer dizer: OS LIVROS.
- A Sagrada Escritura é um livro que chamamos Bíblia por ser na verdade uma biblioteca. Ela é um conjunto de 73 livros e dividida em duas grandes partes. O Primeiro Testamento com 46 livros que narram a experiência de Deus por um Povo - o Povo de Israel. E o Segundo Testamento com 27 livros escritos após a morte de Jesus Cristo por cristãos do primeiro século de nossa Igreja, que narram o início da Igreja e como a mensagem de Jesus se espalhou pelo mundo afora.
- Não se sabe com exatidão, quando foi que se começou a escrever a Bíblia. Mas, antes dela ser escrita, era narrada e contada de pai para filho, nas reuniões e nas celebrações do povo. Antes de ser narrada e contada, ela foi vivida por muitas gerações num esforço fiel de colocar Deus na vida e de organizar a vida de acordo com a justiça.

Ler o texto bíblico: (Salmo 78, 3-4)

Depois de ser contada de geração em geração, a Bíblia começou a ser escrita, mas não de uma só vez. Ela começou a ser escrita em torno do ano 1250 antes de Cristo, e só foi concluída 100 anos depois do nascimento de Jesus. Levou mais de mil anos (1.000) para a Bíblia ser escrita.

Linha do Tempo da história da Bíblia: situar os anos na história da Bíblia.

(A linha do tempo pode ser feita numa faixa longa de papel e pendurada num varal [uma corda ou fio esticado e prendedores]; ou usar o livreto “Panorama da História da Salvação”, de José Mário de Medeiros, editora Paulinas/Paulus).

E a Bíblia como foi escrita?
Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia. Muita gente deu sua contribuição, cada um do seu jeito: homens e mulheres; jovens e velhos; pais e mães de famílias, agricultores, pescadores e operários de várias profissões; gente instruída e gente simples; sacerdotes e profetas, reis e pastores, apóstolos e evangelistas.

A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: hebraico, aramaico e grego. No tempo de Jesus, o povo da Palestina falava o aramaico em casa, usava o hebraico na leitura da Bíblia, e o grego no comércio e na política.

A Bíblia não foi escrita no mesmo lugar, mas em muitos lugares e países diferentes. A maior parte do primeiro testamento e do segundo testamento foi escrita na Palestina. Algumas partes do primeiro testamento foram escritas na Babilônia, onde o povo viveu no cativeiro; outras partes no Egito, para onde o povo emigrou após o cativeiro. O segundo testamento tem partes que foram escritas na Ásia Menor, na Síria, na Grécia e na Itália.

Mapa da Bíblia (Atlas) - é interessante ter um mapa para situar as localidades.

- Os livros da Bíblia não seguem uma sequência histórica. A Bíblia é a história de um povo que escolheu caminhar com Deus; e ao mesmo tempo é a história de Deus que escolheu caminhar com o povo. O povo foi aprendendo como se comportar na presença de Deus. É a bagagem de um povo que resolveu levar a sério o Projeto de Deus.
- Quando lemos a Bíblia, precisamos levar em conta que a Palavra de Deus é muito mais vasta e ampla do que aquela que está escrita, porque nem tudo o que Deus disse está escrito na Bíblia. Deus continua falando em nossa história, nos acontecimentos de hoje, na natureza... precisamos ler a mensagem de Deus e trazê-la para a nossa vida.  A comunicação bíblica nos ensina a cultivar sempre um outro “Olhar”.

Observação: Não dispondo dos materiais apontados, acima, como “Linha do Tempo/Mapa da História da Salvação; Mapa da Bíblia (Atlas); pode-se preparar cópias do texto acima e distribuir aos participantes para lerem, alternadamente, e a cada parágrafo lido, conversar sobre o assunto.

CONHECENDO E MANUSEANDO A BÍBLIA

Como localizar textos bíblicos por livros, capítulos e versículos?

Para encontrarmos a citação que queremos, a primeira coisa a fazer é saber se está no Primeiro ou no Segundo Testamento, através da abreviação do livro indicado. Em seguida, com o primeiro número se indica o capítulo e com o segundo número separado do primeiro com uma vírgula, vem o versículo.

Exemplos:

Gn 2,4 = Livro do Gênesis, capítulo 2, versículo 4.

Quando o traço entre dois números é mais longo, significa que o texto é de um capítulo até outro (s). Exemplo: Ex 10–15. Assim estamos indicando que o texto vai do capítulo dez até o capítulo quinze do livro do Êxodo.

(Jo 10,12.14.18) - Neste exemplo significa que estamos indicando o capítulo dez de João e os versículos doze, depois saltamos para o catorze e por fim saltamos para o dezoito.

(Jo 10,12; 15,3-8) - Significa localizar o capítulo dez de João, lermos o versículo doze, saltarmos para o capítulo quinze e lermos o versículo três ao versículo oito.

(Jo 10,12s) - Significa que devemos ler o capítulo dez do livro de João mais os dois seguintes.

A Biblioteca da Bíblia:

Divisão dos Livros do Primeiro Testamento

Pentateuco (5 livros): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
Constituem o coração da Primeira Aliança.
Livros Históricos (16 livros): Josué, Juízes, Rute, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1º e 2º Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1º e 2º Macabeus.
Narram as histórias e a vida do povo daquela época.
Livros Sapienciais (7 livros): Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.
São livros que apresentam a sabedoria como ação de Deus em cada ser humano.
Livros Proféticos (18 livros): Isaias, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Amós, Oséias, Joel, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
Foram homens e mulheres que anunciaram o Projeto de Deus e denunciaram toda forma de injustiça e infidelidade.

Divisão dos Livros do Segundo Testamento

Evangelhos (4 livros):  Mateus, Marcos, Lucas, João.
Livro Histórico: Atos dos Apóstolos.
Cartas Paulinas (14 livros): Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1ª e 2ª Tessalonicenses, 1ª e 2ª Timóteo, Tito, Filêmon, Hebreus.
Cartas Católicas (7 livros): 1ª e 2ª Pedro, 1ª, 2ª e 3ª São João, Tiago, Judas.
Livro Profético: Apocalipse de João.


TRABALHO DE GRUPO:
Interagindo com a Bíblia: Capítulos e versículos; divisão dos livros.

- Previamente, preparar pequenos cartões coloridos e distribuir um a cada participante, contendo uma citação bíblica conforme exemplo abaixo:


Dt 11,18

Tg 1,22-25

Jo 1,1. 14


Dt 30,14

Is 55,10-11

Hb 4,12

- Verificar antecipadamente o número de participantes para ninguém ficar sem um cartão.

- Caso o grupo seja constituído de mais de 20 pessoas, é interessante formar grupos para o trabalho.

Motivação:

A melhor ferramenta de trabalho para conhecer a Bíblia é a própria Bíblia. Ela é a Biblioteca do povo de Deus e contém uma diversidade de assuntos: doutrina, histórias, romances, parábolas, leis para organizar o povo, provérbios, poesias, fatos concretos, narrações simbólicas, biografias.
O trabalho constitui-se em procurar na Bíblia:

a) A citação que recebemos, lê-la e descobrir a sua mensagem central;
b) Pelo nomes do livro que recebemos, descobrir se pertence ao Primeiro ou Segundo Testamento; e em que tipo da divisão de livros da grande biblioteca bíblica, eles se encaixam.

Tempo para o grupo trabalhar: 15 minutos

Em plenário: 15 minutos
1 -  cada pessoa ou grupo narra a citação bíblica recebida e a sua mensagem;
2 -  em seguida, vai colocando no chão, ao lado das faixas (previamente preparadas), nelas já escritos os nomes da divisão dos livros da Bíblia (ver texto abaixo: Primeiro e Segundo Testamento);
3 - Quando todos tiverem colocados os seus cartões no devido lugar, aparecerá a Biblioteca da Bíblia. 

Conteúdo a ser trabalhado pelos participantes:
- Preparar cópias das citações a serem distribuídas aos participantes;
- Preparar uma faixa com a divisão da Bíblia: primeiro separa: antigo e novo testamento e em seguida a divisão dos livros:

ANTIGO TESTAMENTO
Pentateuco
Históricos
Sapienciais
Proféticos

NOVO TESTAMENTO
Evangelhos
Histórico
Cartas paulinas
Cartas católicas
Livro Profético

COMPROMISSO:

Ler diariamente um pequeno texto bíblico ou um Salmo, considerando que devemos:

- Amar e ler assiduamente a Bíblia (nossa primeira mestra): não se trata de saber mais, de saber coisas, e sim ter intimidade com a Palavra, saborear a Palavra;
- Ler a Bíblia com a vida, sabendo que a vida questiona a Palavra e a Palavra questiona a Vida.

CELEBRANDO:

Fazer um círculo e todos apontando para a Bíblia, rezar com vibração a Oração ensinada por Jesus Cristo.

Pai Nosso...

Dar-se mutuamente o abraço da Paz...

Bibliografia:

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2002.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 2000.
CNBB. Crescer na Leitura da Bíblia, estudos da CNBB 86. São Paulo: Paulus, 2003.
ARQUIDIOCESE DE LONDRINA. Catequese de Iniciação Cristã com Adultos. Animação Bíblico-Catequética: Londrina, 1ª reimpressão, 2011.
Regional Sul I – CNBB/Equipe de Catequese. Encontros para uma catequese com adultos. São Paulo: Paulus, 2005.
CENTRO BÍBLICO de Belo Horizonte. ABC da Bíblia. São Paulo: Paulus, 1982.
MESTERS, Carlos. Bíblia, livro feito em mutirão. São Paulo: Paulinas, 1982.



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

COMO ADEQUAR A CATEQUESE AO TEMPO LITÚRGICO?



Uma das primeiras formas de se adentrar à Iniciação à Vida Cristã é a catequese, que não deve ser confundida como mera transmissão de dogmas e preceitos. E é isso que a IVC, catequese pelo Processo Catecumenal, pretende: Iniciação à vida cristã, muito mais que recepção de sacramentos. A catequese não pode mais ser um “cursinho”, com data para acabar, que dá diploma ao final, ela precisa ser um processo envolvente de iniciação à fé e à vida em comunidade.

Percebemos que hoje, a opção religiosa é muito mais uma escolha do que simplesmente tradição familiar. A nova geração de pais já está dando a liberdade dos filhos escolherem se querem ou não frequentar a Igreja, daí a exigência de formar cristãos firmes e conscientes de sua fé.

Ao assumirmos seriamente a iniciação cristã estaremos entre os primeiros beneficiados: fará crescer tanto evangelizados como evangelizadores em toda comunidade. Se tivermos pessoas verdadeiramente evangelizadas, teremos discípulos missionários e teremos catequistas. É preciso que a catequese ajude na vivência do mistério de Cristo, do qual os catecúmenos ou catequizandos, desejam participar plenamente pela iniciação. Para isso, a catequese deve ser distribuída por etapas, integralmente transmitida e relacionada com o Ano Litúrgicoapoiada em celebrações da palavra.

As celebrações da palavra, inseridas nos tempos litúrgicos e com um elenco próprio de leituras bíblicas, ajudam a assimilar os conteúdos da catequese (por exemplo o perdão, a solidariedade e todos os valores cristãos). As celebrações ensinam de forma prazerosa “as formas e os caminhos da oração”, aproximam dos “símbolos, ações e tempos do mistério litúrgico” e introduzem “gradativamente no culto de toda a comunidade”.

Hoje, numa tentativa de “abeirar-se” do Catecumenato como processo de iniciação à vida cristã, muitas comunidades estão adotando o Ano Litúrgico como Calendário para orientar a catequese. Inicia-se a catequese logo após a Páscoa e, num processo gradual e contínuo - dependendo da preparação dos catecúmenos e catequizandos -os sacramentos da iniciação são feitos ou no Sábado ou no Domingo de Páscoa. Outras comunidades adotam o Advento como início ou ainda o tempo Comum.

Por que essa mudança de data?

Ora, acontece que a catequese está estreitamente ligada ao tempo litúrgico pela Quaresma, que são os 40 dias de preparação que a Igreja nos traz para a conversão, jejum, penitência e caridade. E encontramos esta orientação no RICA (pg. 115, item 139): “...os sacramentos da iniciação devem ser celebrados nas solenidades pascais e sua preparação imediata é própria da Quaresma”.

Na Quaresma que precede os sacramentos da iniciação, realizam-se os Escrutínios e as Entregas, ritos que complementam a preparação espiritual e catequética dos “eleitos” e se prolongam por todo tempo quaresmal.

* Escrutínios são rituais que se realizam por meio de exorcismos (orações e bênçãos), e são de caráter espiritual. O que se procura por meio deles é purificar os espíritos e os corações, fortalecer contra as tentações, orientar os propósitos e estimular as vontades, para que os catecúmenos ou catequizandos se unam a Cristo e reavivem seu desejo de amar a Deus (RICA 154 a 159).

Uma coisa que nos passa despercebida é que toda a Liturgia Quaresmal foi feita para a catequese! Nada mais correto então, que, aqueles que estão sendo preparados para adentrar ao Mistério da Morte e ressurreição de Cristo, pela EUCARISTIA, o façam após este período de preparação. Observemos que todas as leituras dos cinco domingos da Quaresma são uma preparação para que os novos cristãos recebam os sacramentos da Iniciação.

A catequese no tempo da Purificação e Iluminação (Quaresma):

Todos os anos o Primeiro Domingo da Quaresma é dedicado à reflexão das tentações de Jesus (Lc 4,1-13). Apresenta o modo como o Mestre as enfrentou e tem como finalidade indicar aos catecúmenos e aos batizados qual é a tática usada pelo inimigo e como lhe resistir. Neste primeiro domingo o RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos), prevê o Rito da Eleição ou inscrição do nome dos candidatos a receberem os sacramentos.

Segundo Domingo de Quaresma, apresenta a transfiguração. Os cristãos devem estar conscientes de que seguir a Jesus significa dar a própria vida. O grão de trigo morre, mas ressuscita sempre numa forma nova e centuplicada. O destino último do homem não é a morte, mas a ressurreição, como mostra o sinal da transfiguração.

Do Terceiro Domingo em diante os temas variam conforme o ciclo litúrgico.

* Neste 3º domingo, conforme o RICA, realiza-se o 1º escrutínio, no 4º Domingo o 2º e no 5º domingo o 3º. As “Entregas” devem ser feitas depois dos escrutínios e podem ser feitas durante a semana: O Símbolo (Credo) deve ser entregue depois do 1º Escrutínio; a Oração do Senhor (Pai Nosso), depois do 3º. Estas entregas podem também ser feitas durante o catecumenato para enriquecer o mesmo, a maneira de “ritos de transição. (Rica, 53). O RICA recomenda que a Celebração do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia sejam feitos na Vigília Pascal.
ANO A

As leituras do ano A, atualizam a celebração da Morte-Ressurreição de Cristo. Esta celebração é como o tecido de fundo de todas as leituras. Como todos os sacramentos cristãos estão ligadas de uma maneira ou de outra a esse Mistério Pascal, essas leituras vão constituir a melhor preparação aos “Sacramentos da iniciação cristã".

Temos então neste ano A, no 3º Domingo, a Samaritana no poço (João 4, 5-42), numa estreita correlação que é Cristo quem nos dá a água da vida. Pelo batismo nos é dado o amor de Deus derramado em nossos corações. No 4º Domingo, Jesus cura o cego de nascença (João 9,1-41). O dom da vida transmitido no batismo desenvolve-se em dom de luz. Por meio dos sacramentos nossos olhos abriram-se como os de o cego de nascença pois podemos ver as coisas segundo a visão de Deus. No 5º Domingo, Jesus ressuscitou Lázaro (João 11,1-45), ele é a Vida e dá a vida aos que acreditam n’Ele. Nos sacramentos da iniciação cristã recebemos a vida nova e somos transformados em criaturas novas.

ANO B

As leituras do Ano B, põem em evidencia o mistério da Aliança e a conversão necessária para entrar na amizade da Aliança.

Aqui vemos a Aliança selada com Noé (1º Domingo), com Abraão o antepassado do Povo escolhido (2º Domingo) e com o povo de Israel pela intermediação de Moisés (3º Domingo) são anuncio e prefiguração da Aliança nova e eterna selada por Deus com toda a humanidade em Cristo Jesus, selada no sacrifício da Cruz. Como a serpente elevada por Moisés no deserto é sinal de cura, igualmente a cruz de Cristo é sinal e realização da salvação: para ter acesso a essa salvação em Cristo é necessário converter-se, acreditar na luz e seguir a Cristo crucificado (4º Domingo). Deus, pelo profeta Jeremias, anuncia uma nova Aliança inscrita nos corações. Esta nova Aliança realiza-se em Cristo que vem reconstruir a humanidade e juntar tudo na unidade (João 12). Para fazer parte desta humanidade nova é necessário aceitar converter-se para viver da nova lei, o amor que inclui mesmo o inimigo (5º Domingo).

ANO C

Nas leituras do Ano C, o tema central é da paciência de Deus e da conversão. Deus chama o pecador à conversão e lhe oferece seu perdão quando volta a Ele.

Como para os anos A e B os dois primeiros domingos do ano C falam da tentação de Jesus (Lucas 4) e da transfiguração (Lucas 9). A tentação significa a escolha do homem diante o mistério de Deus e da fé. E uma opção a seguir Cristo para cumprir assim fielmente a vontade do Pai. Seguindo a Cristo, o Filho bem-amado, seremos transfigurados e teremos parte na sua glória.

Os três outros domingos da quaresma do ano C nos falam da teologia da paciência e do perdão de Deus. Jesus nos fala da conversão necessária: "Se não mudais de vida, morrereis todos" (Lc 13,1-9). Deus é paciente (a parábola da figueira que não dá frutos), se rejeitamos até o fim a graça que nos é oferecida não escaparemos ao juízo (3º Domingo).
Jesus propõe-nos a parábola do pai misericordioso (Lucas 15,11-31 ). Deus é paciente, Ele espera o homem pecador que se afastou dele como o pai da parábola espera o filho que abandonou a casa paterna. As leituras deste 4º Domingo são um hino à bondade de Deus e à reconciliação com Ele. Nas leituras do 5º Domingo diz-nos: “Não vos lembreis dos acontecimentos de outrora, nem penseis mais no passado, pois vou realizar algo novo” (Is 43,18-19). A mensagem que Deus nos dá é esta: Ele perdoa sempre, de forma incondicional, nunca condena, como prova a atitude de Jesus no Evangelho. Jesus acolhe e levanta a mulher adultera, ele diz-lhe: "eu não te condeno, vai e não peques mais" (João 8,1-11).

No Domingo de Ramos (ou sexto Domingo da Quaresma), todos os anos, é lido o relato da paixão: No Ano A, do Evangelho de Mateus; no Ano B, do Evangelho de Marcos; e Ano C é lido o Evangelho de Lucas.

Percebe-se então que, Catequese e Liturgia, tem uma estreita ligação. Uma não há de existir sem a outra, já que a catequese “educa” para a Liturgia e esta, por sua vez, não existirá se não houver catequese e orientação para ela. Adequar, portanto, os ritos e celebrações dos sacramentos ao Tempo Litúrgico é condição primeira para que esta possa ser chamada de Iniciação à Vida Cristã. No entanto, todo o processo se Iniciação ficará comprometido caso se faça ritos e celebrações apenas para cumprir “calendário” e obrigações, desta forma, toda a Liturgia que se pretende ser profunda e mistagógica, não passará então, de mero ritualismo de nossa parte.

Uma observação que se faz necessária, é de que, na catequese Infantil, é preciso adequação das celebrações e ritos do RICA, que foi feito para ADULTOS. Na catequese de crianças muita riqueza pode ser colocada usando-se, simplesmente, da mistagogia do processo catecumenal e das entregas dos símbolos.

Ângela Rocha