sábado, 29 de dezembro de 2018

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 52º DIA MUNDIAL DA PAZ (1º DE JANEIRO DE 2019)


“A BOA POLÍTICA ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ”

1. “A paz esteja nesta casa! ”

Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa! ’ E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós” (Lc 10, 5-6).

Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz. [1] A “casa”, de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude. Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: A paz esteja nesta casa!

2. O desafio da boa política

A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy [2] é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.

Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos” (Mc 9, 35). Como assinalava o Papa São Paulo VI, “tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade”. [3]

Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo. Se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade.

3. Caridade e virtudes humanas para uma política ao serviço dos direitos humanos e da paz
O Papa Bento XVI recordava que “todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. (…). Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. (…) A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana”.[4] Trata-se de um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana, praticando as virtudes humanas que subjazem a uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade.

A propósito, vale a pena recordar as “Bem-aventuranças do político”, propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.
Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.
Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.
Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.
Bem-aventurado o político que realiza a unidade.
Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.
Bem-aventurado o político que sabe escutar.
Bem-aventurado o político que não tem medo. [5]

Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

4. Os vícios da política

A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios, mesmo na política, devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições. Para todos, está claro que os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à ação das pessoas que se lhe dedicam. Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da «razão de Estado», a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.

5. A boa política promove a participação dos jovens e a confiança no outro

Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados, o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa “fio-me de ti e creio contigo” na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum. Por isso, a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa. “Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar (cf. Gn 4, 1-16) ou fazer sofrer, mas para cuidar e ajudar a viver. Juntamente com o coração e a inteligência, pode, também a mão, tornar-se um instrumento de diálogo”. [6]

Cada um pode contribuir com a própria pedra para a construção da casa comum. A vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais. Uma tal confiança nunca é fácil de viver, porque as relações humanas são complexas. Nestes tempos, em particular, vivemos num clima de desconfiança que está enraizada no medo do outro ou do forasteiro, na ansiedade pela perda das próprias vantagens, e manifesta-se também, infelizmente, a nível político mediante atitudes de fechamento ou nacionalismos que colocam em questão aquela fraternidade de que o nosso mundo globalizado tanto precisa. Hoje, mais do que nunca, as nossas sociedades necessitam de “artesãos da paz” que possam ser autênticos mensageiros e testemunhas de Deus Pai, que quer o bem e a felicidade da família humana.

6. Não à guerra nem à estratégia do medo

Cem anos depois do fim da I Guerra Mundial, ao recordarmos os jovens mortos durante aqueles combates e as populações civis dilaceradas, experimentamos – hoje, ainda mais que ontem – a terrível lição das guerras fratricidas, isto é, que a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo. Manter o outro sob ameaça significa reduzi-lo ao estado de objeto e negar a sua dignidade. Por esta razão, reiteramos que a escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança. Ao contrário, deve-se reafirmar que a paz se baseia no respeito por toda a pessoa, independentemente da sua história, no respeito pelo direito e o bem comum, pela criação que nos foi confiada e pela riqueza moral transmitida pelas gerações passadas.

O nosso pensamento detém-se, ainda e de modo particular, nas crianças que vivem nas zonas atuais de conflito e em todos aqueles que se esforçam por que a sua vida e os seus direitos sejam protegidos. No mundo, uma em cada seis crianças sofre com a violência da guerra ou pelas suas consequências, quando não é requisitada para se tornar, ela própria, soldado ou refém dos grupos armados. O testemunho daqueles que trabalham para defender a dignidade e o respeito das crianças é extremamente precioso para o futuro da humanidade.

7. Um grande projeto de paz

Celebra-se, nestes dias, o septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada após a II Guerra Mundial. A este respeito, recordemos a observação do Papa São João XXIII: “Quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão da sua dignidade; nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos”. [7]

Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:
– A paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando “um pouco de doçura para consigo mesmo”, a fim de oferecer “um pouco de doçura aos outros”;
– A paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado…, tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;
– A paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.

A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnificat que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: A “misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (…), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre” (Lc 1, 50-55).

Vaticano, 8 de dezembro de 2018.

FRANCISCUS
________________________
[1] Cf. Lc 2, 14: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado”.
[2] Cf. Le Porche du mystère de la deuxième vertu (Paris 1986).
[3] Carta ap. Octogesima adveniens (14/V/1971), 46.
[4] Carta enc. Caritas in veritate (29/V/2009), 7.
[5] Cf. “Discurso na Exposição-Encontro “Civitas” de Pádua”: Revista 30giorni (2002-nº 5).
[6] Bento XVI, Discurso às Autoridades do Benim (Cotonou, 19/XI/2011).
[7] Carta enc. Pacem in terris (11/IV/1963), 24 (44).


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

VOCAÇÕES EXISTEM: ELAS SÓ PRECISAM SER DESPERTADAS



2019

ANO VOCACIONAL


O Ano Vocacional será celebrado em 2019 e refletirá também sobre a baixa de vocações. Segundo pesquisas há redução tanto no clero secular quanto no clero religioso.

Dentro desse contexto, também teremos o Congresso Vocacional, atividade que segundo o bispo referencial da Pastoral Vocacional, dom José Roberto Fortes Palau, servirá para “coroar o Ano Vocacional”.

O Congresso, proposto pela Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada (CMOVC), em parceria com outras instituições, como a CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) e o IPV (Instituto de Pastoral Vocacional), acontecerá na cidade de Aparecida/SP de 05 a 08 de setembro de 2019.

“Pensamos num evento que possa reunir todas as lideranças do Brasil, todos aqueles que trabalham na Pastoral Vocacional, todos os organismos. Nós queremos que participem desse evento: A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), O Instituto Pastoral Vocacional (IPV), a Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP); a Comissão Nacional de Diáconos (CND) e também as Novas Comunidades”.

Dom José destacou ainda alguns assuntos que serão abordados durante o evento. De acordo com ele, os participantes irão discutir e refletir sobre o trabalho vocacional no Brasil: “Uma coisa que preocupa é a redução do número de vocações em todos os segmentos, tanto no clero secular quanto no clero religioso, assim como na vida consagrada. Eu vejo irmãs envelhecendo e não vejo chegar novas vocações, moças que se disponham a trabalhar pela Igreja”. Esse então de acordo com o bispo será um dos assuntos de destaque.

Sobre o Ano Vocacional, o bispo fez questão de enfatizar que a temática está em consonância com a do Sínodo dos Bispos de 2018, que abordará a questão do jovem e o discernimento vocacional. A ideia de acordo com ele é elaborar um material para que as dioceses possam celebrar o ano: “Quem sabe nesse ano vocacional, a gente oferecendo todo esse material não consiga dar uma sacudida, porque vocações existem, elas só precisam ser despertadas”, garantiu.

Fonte: CNBB.



AQUI ESTÁ NOSSA "ÁRVORE DE NATAL"...


Que ela esteja aqui depois do natal, não faz mal algum.

Porque, na verdade, ela não está "pronta" ainda...
Ela vai se construindo e se "formando" à medida que nós, catequistas, vamos nos FORMANDO também.
E nós estamos em formação: sempre!
E que possamos acrescentar "bolinhas" à nossa árvore,
o ano inteiro, neste que vem por aí e nos outros que estão por vir.
Porque somos uma "comunidade", um grupo, uma equipe:
não só aqui, mas em todos os lugares em que passamos.
Vamos nos "fazendo", nos construindo...
Estamos aqui, neste natal e em muitos outros, ANUNCIANDO!
Assim são os CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO!

domingo, 23 de dezembro de 2018

FELIZ NATAL CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO!




Senhor, quisera neste Natal, 
armar uma árvore dentro do nosso “mundo”...
Que é também o nosso coração - e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos que fazem parte desta missão.
Os de longe e os de perto. Os antigos e os mais recentes.
Os que vemos a cada dia e os que raramente aparecem.
Os sempre lembrados e os que as vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer magoamos ou, sem querer nos magoaram.
Aqueles a quem conhecemos profundamente e aqueles que nos são conhecidos apenas pelas aparências.
Os que pouco nos devem e aqueles a quem muito devemos.
Nossos amigos humildes e nossos amigos “importantes”.
Os nomes de todos os que já passaram aqui pelo nosso grupo.
Uma árvore de raízes muito profundas, para que seus nomes
nunca mais sejam arrancados do nosso coração.
De ramos muito extensos, para que novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes.
De sombra muito agradável, para que nosso espaço seja um momento de repouso, nas lutas da vida.
Que o Natal esteja vivo em cada dia do Ano Novo que se inicia, para que as luzes e cores da vida estejam presentes em toda a nossa existência, e concretizem com a ajuda de Deus, todos os nossos desejos, todos os nossos anseios e daqueles a quem cuidamos.

Feliz Natal a todos os... 



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

CURSO SOBRE A CF 2019 - FRATERNIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS




Olá Catequistas! A Paz! 
Ano passado lançamos, pela primeira vez, um curso sobre a Campanha da Fraternidade. Nossa ideia era oferecer um material para auxiliar uma compreensão individual e comunitária sobre o tema e o lema propostos. A repercussão foi tão positiva que, neste ano, decidimos repetir esse movimento de formação gratuita e on-line.
Padre Paulo Renato, Assessor Político da CNBB, é quem conduz as reflexões. São 3 aulas que indicam setas e reflexões importantes sobre a CF de 2019.

Confira a ementa:
Aula 1 - O que são políticas públicas?
Nesta primeira aula, de forma breve e didática, somos levados a refletir sobre qual o papel do Estado, do governo e dos cidadãos. Há direitos previstos na Constituição, mas que precisam de políticas públicas para vigorarem de modo permanente.
Aula 2 - "Serás libertado pelo direito e pela justiça"
A segunda aula propõe uma reflexão sobre a dimensão participativa dos cristãos na política. Nós temos o subsídio da Doutrina Social da Igreja que dispensa qualquer bandeira ideológica e nos ensina, a exemplo de Cristo, a caminhar para relações mais solidárias e caridosas.
Aula 3 - Fé e vida não se separam.
Não são grupos ou bandeiras ideológicas que devem ocupar o centro das nossas preocupações no que diz respeito às políticas públicas, mas o ser humano.
CLIQUE ABAIXO:



Fraternalmente,
Monsenhor Jamil Alves
Diretor-Geral - Edições CNBB



quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

MAMÃE NOEL


Ela existe! Podem acreditar!!! Um texto muito bem-humorado de Martha Medeiros que reflete a nossa realidade.

Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias?

Quem vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor?

Quem toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Quem andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag?

Quem pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani!

Mamãe Noel, sim, existe. Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, Coca-Cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o mousse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais: Mamãe Noel!

A propósito... EU, sou uma delas! rsrsrsrsr

Martha Medeiros.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A SABEDORIA DOS BONS PAIS



“José é o homem que sabe acompanhar em silêncio” e é “o homem dos sonhos”. Nessas duas expressões, o Papa Francisco definiu as características de São José, ao qual dedica a homilia do dia 18/12/2018 na capela da Casa Santa Marta.

Nas Sagradas Escrituras, conhecemos José como “um homem justo, que observa a lei, um trabalhador, humilde, apaixonado por Maria”. Num primeiro momento, diante do incompreensível, “prefere colocar-se de lado”, mas depois “Deus lhe revela a sua missão”. E assim José abraça a sua tarefa, o seu papel, e acompanha o crescimento do Filho de Deus “em silêncio, sem julgar, sem falar mal, sem fofocar.

Ajuda a crescer, a se desenvolver. Assim procurou um lugar para que o filho nascesse; cuidou dele; o ajudou a crescer; lhe ensinou a profissão: muitas coisas. Em silêncio. Jamais tomou para si a propriedade do filho: o deixou crescer em silêncio. Deixa crescer: seria a palavra que nos ajudaria muito, a nós, que por natureza sempre queremos colocar o nariz em tudo, sobretudo na vida dos outros. “E por que faz isso? Por que faz aquilo? ” E começam a fofocar, falar…. E ele deixa crescer. Protege. Ajuda, mas em silêncio.

Uma atitude sábia em muitos pais é a capacidade de esperar, sem dar bronca logo, mesmo diante do erro. É fundamental saber esperar, antes de dizer a palavra capaz de fazer crescer. Esperar em silêncio, como faz Deus com os seus filhos, com os quais tem muita paciência.

O homem dos sonhos

São José era um homem concreto, mas com o coração aberto, “o homem dos sonhos”, não “um sonhador”. O sonho é um lugar privilegiado para buscar a verdade, porque ali não nos defendemos da verdade. Vêm e… Deus fala também nos sonhos. Nem sempre, porque normalmente é o nosso inconsciente que vem, mas Deus muitas vezes escolheu falar nos sonhos. E o fez muitas vezes, na Bíblia se vê, não? Nos sonhos. Mas José era o homem dos sonhos, mas não era um sonhador, eh? Não tinha fantasias. Um sonhador é outra coisa: é aquele que crê… vai… está no ar e não tem os pés no chão. José tinha os pés no chão. Mas era aberto.

Não perder o prazer de sonhar

Nunca se perca a capacidade de sonhar, a capacidade de se abrir ao amanhã com confiança, apesar das dificuldades que possam aparecer. Não perder a capacidade de sonhar o futuro: cada um de nós. Cada um de nós: sonhar a nossa família, os nossos filhos, os nossos pais. Ver como eu gostaria que fosse a vida deles. Os sacerdotes também: sonhar os nossos fiéis, o que queremos para eles. Sonhar como sonham os jovens, que são “sem pudor” ao sonhar, e ali encontram um caminho. Não perder a capacidade de sonhar, porque sonhar é abrir as portas para o futuro. Ser fecundos no futuro.

Papa Francisco – Homilia 18/12/2018 (Resumo).

domingo, 16 de dezembro de 2018

PROMOÇÃO: “O QUE VOCÊ QUER VER EM NOSSO BLOG? ”



RESULTADO DA NOSSA PROMOÇÃO:

Tivemos ao todo 16 participações (muito pouco!), mas, o que vale é participar!
Só valia as sugestões feitas via FORMULÁRIO DO BLOG.
E DUAS pessoas ganharam a coleção completa das nossas APOSTILAS, que hoje equivalem a R$ 180,00!

TCHAM TCHAM TACHAM...


RAQUEL SIQUEIRA

E

MÁRCIA FRÓES



Quem não ganhou, nada de tristeza! 

Ainda tem jeito de GANHAR as apostilas!!


Precisamos agora DAR RESPOSTA a esse pessoal que nos sugeriu as publicações.

E pra quem não foi sorteado e nem participou antes, é só ESCOLHER um dos temas pedidos (abaixo temos a lista), fazer uma pesquisa e escrever um texto FORMATIVO sobre o assunto, e enviar para:

angprr@gmail.com ou catequistasemformacao@gmail.com 

A simples PUBLICAÇÃO do texto já vale as apostilas! 

* O texto precisa ser coerente com o assunto, ser FORMATIVO, ter referências (fontes de pesquisa), e estar pronto para publicação (nos reservamos o direito de corrigir se for necessário e editá-lo para publicação).

VAMOS LÁ! AINDA DÁ PRA GANHAR!

Vocês tem 30 DIAS para isso, a partir da data de publicação deste texto.

Vamos aos participantes e suas sugestões:

01 - Como trabalhar com catequistas que ainda não entenderam o que é "CATEQUESE"? Pois se não entendermos esse processo, de nada adianta continuarmos na caminhada, assim como a história que você relatou no texto.
Uma interessante reflexão sobre a "Evangelização" de crianças e  
adolescentes.

Atenciosamente,
FERNANDA | 
fernanda.pds@hotmail.com
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02 - Como concretizar o DOC 107.

Atenciosamente,
Soliane Oliveira Souza Palombo | solianesolzinha@hotmail.com
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03 - Olá, bom dia! Gostaria de ver no blog roteiros de encontros, dinâmicas e até mesmo um aprofundamento sobre: Catequese e Mídia pois apesar dos recursos de multimídias serão tão citados nas formações, ainda existe uma certa dificuldade quanto ao seu uso na catequese.

Atenciosamente,
Angélica Costa | angelica.calheiros@globomail.com
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04 - Como consegui interpretar os textos bíblicos? eu como catequistas o que devo saber para bem fazê-lo?

Atenciosamente,
Edvânia de Araújo | araujoedvania20@gmail.com
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05 - Sou religiosa e catequista! Particularmente gosto muito de acessar o Blog, pois é um instrumento que ajuda muito as catequistas, são lindas as experiências de vivência da Catequese a Iniciação a Vida Cristã, partilhada no mesmo. Não vejo nada a acrescentar pois acho seu conteúdo muito rico e as formatações dada pelos membros também! Obrigado por ainda termos instrumentos assim, para ajudar a cada dia na nossa formação enquanto catequistas! Fraterno abraço!

Atenciosamente,
IZABEL SANTOS DA CRUZ | izabel_asf@yahoo.com.br
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06 - Eu gostaria de ver no blog jogos para o período quaresmal, pascal e também com a oração do Pai-Nosso. Obrigada. Abraço.

Atenciosamente,
Raquel augusta santos Siqueira | raquelssiqueira@hotmail.com
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07 - Boa noite, parabéns pelo blog! Gostaria de ver no mesmo, dinâmicas que abordem o ser cristão, que leve os catequizandos a pensar sobre o sentido da vida, a importância de conhecer e viver o Evangelho, específica a cada etapa, e também relacionada aos Tempos litúrgicos, pois, encontro dificuldades em ficar procurando em vários sites por causa do meu tempo, trabalho em período integral, e se encontrar aqui, creio que me ajudará mais. Muito obrigada.

Atenciosamente,
Lucimara | 
lucimaravga@live.com
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08 - Eu gostaria de ver sobre projeto para formação de catequistas em especial projeto de escola catequética.

Atenciosamente,
Daniel Alves | 
daniel.carlos@hotmail.com
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09 - Gostaria de ver no blog sugestões de encontros voltados para a mistagogia.

Atenciosamente,
Luciene G Chaves | 
luciene2912@hotmail.com
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10 - Gostaria de ver no nosso blog assuntos que fale de catequese para crianças  
especiais como surdos mudo, braile; entre outros.

Atenciosamente,
Pollyanna Dias Tabosa | 
tabosapolly73@yahoo.com.br
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11 - Eu sei que a catequese é Cristocêntrica, no entanto, considero importante estudar a vida dos santos, aqueles que tiveram uma vida "Cristocêntrica".  Ressaltar sua opção de vida, seus milagres, seus dons. Então, como minha sugestão, deixo aqui a importância de fazer algum "resumo" com histórias de santos para contar para as crianças...Um material que se exigiria tempo para ser montado. Cada semana apresentar um determinado santo, algo que não tome muito tempo da catequese. Como se fosse contação de história Bíblica. Indicado mais para turmas iniciais. Uma ideia a ser amadurecida! Rsrs.

Atenciosamente,
Sandra | 
sandrafret@hotmail.com
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12 - Roteiros  e  atividades  para  os jovens  na igreja

Atenciosamente,
miraci Fatima Mota Queiroz | manuzinhamq@hotmail.com
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13 - Gostaria de ver no blog uma retrospectiva dos temas dos anos anteriores, minha memória é muito curta rsrs, só consigo lembrar com clareza do Ano do Laicato, Ano Mariano, Ano da misericórdia, Ano da fé..., mas e antes desses, o que celebramos?

Atenciosamente,
Marcia Fróes | marciajrfroes@hotmail.com
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14 - Gostaria de saber sobre a catequese bom pastor. Se a iniciação da vida cristã já é a catequese bom pastor.
Atenciosamente,
Stella Maris das neves Araújo | 
stellamnaraujo@yahoo.com.br
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15 - Gostaria de ver mais interação, como foi o Projeto de Cartinhas Missionárias. Mas entre os Catequistas.

Atenciosamente,
Ana Cláudia Graim Mendonça | 
acgraim@gmail.com
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16 - O que gostaria de ver no blog: ciúmes entre catequistas - uma fala mal da outra e não se entendem. Catequistas "arrumados" e que não aceitam formação.

Atenciosamente,
Maria Gorete Aquino | 
gorete.lavras@hotmail.com
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Aguardamos vocês para “responder” aos anseios dos nossos leitores!