sábado, 28 de abril de 2018

DIA DAS MÃES TÁ CHEGANDO!


 
Está chegando o DIA DAS MÃES! E como vamos comemorar?

Origem

Essa celebração teve origem na Grécia e Roma Antiga, ​ mais precisamente nas festas da primavera. Nestes eventos aconteciam os cultos de adoração às divindades que representavam as mães, como as Deusas Reia, mãe dos deuses, ou Cibele, a Deusa mãe romana.

Com o passar do tempo, essa celebração foi crescendo e adquirindo um lugar de destaque nas datas comemorativas, sendo festejada em quase todas as partes do mundo, em diferentes épocas. No século XVII, a Inglaterra surge como motivadora dos eventos e comemorações para as mães, celebrada no país, no quarto domingo da Quaresma e denominado de “MotheringDay”. A partir disso, os operários passaram a ter esse dia de folga com o intuito de visitarem suas mães.

Mais tarde, nos Estados Unidos, Anna Maria Jarvis (1864-1948), depois da morte de sua mãe, Ann Maria Reeves Jarvis, em 1905, que lhe causou imensa tristeza, ela fundou os “Mothers Days Works Clubs”, realizando campanhas em prol das mães trabalhadoras e espalhando mensagens da importância dessa figura na vida das pessoas fez crescer ainda mais a necessidade de demostrar a importância das mães nas sociedades as quais merecem carinho, compreensão, respeito, amor. A data foi oficializada nos Estados Unidos em 1914, pelo presidente Woodrow Wilson. Com isso, a data se popularizou pelo mundo sendo celebrada com troca de presentes, almoços familiares, surpresas para as mães, etc.

Para a idealizadora da data, Anna Jarvis, esse caráter comercial que acabou tornando essa celebração tornou-se uma grande tristeza. Isso porque transformou seu principal objetivo, ou seja, de estar com as mães e agradecer sua presença. Segundo ela: “Não criei o dia das mães para ter lucro”, frase que enfatiza sua indignação ante esse fenômeno comercial. Em muitos países, essa celebração é considerada uma das épocas de maior lucro e movimentação de consumidores, depois do Natal. Enfim, Jarvis que lutou para que esse dia, celebrado para homenagear todas as mães (vivas ou mortas), fosse feriado, com a popularização da data, lutou por sua eliminação.

Dia das Mães no Brasil

No Brasil, o Dia das Mães é comemorado no segundo domingo do mês de maio, tal qual nos Estados Unidos, Japão e Itália. A data foi implementada em 1932 no governo de Getúlio Vargas, embora já tenha sido comemorada desde 1918, por iniciativa da Associação Cristã de Moços, de Porto Alegre. Mais tarde, em 1947, o Arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica. No país, a data é muito popular e comemorada de diversas maneiras: desde eventos especiais, atividades escolares, dentre outras.

Dia das Mães na Catequese

E lembrem de antes de comemorar o Dia das mães na catequese, verificar se na turma alguém não tem mãe ou então tem Mãedrasta, Vómãe, Irmãe, Multimãe, Pãe e Mãemãe, duas mães... e procure não aderir muito ao fator "comercial" desta data. Muito mais que mês das mães, vale comemorar o mês da Mãe Maria, lembrando mais o "sentimento" do que o presente material.

Quem sabe, ao invés de planejar presentes, lembrancinhas, cartões, etc., fazer um "encontro" diferente convidando as diversas figuras de mãe para estar com os filhos um dia na catequese. Mostrem o dia do filho na catequese, visitem juntos o sacrário e rezem uns minutinhos por todas as mães do mundo, preparem um lanchinho, troquem um dedinho de prosa. Vamos retornar o espírito do Dia das Mães idealizado por Anna Maria.

FONTE: Internet diversas.




(Enfeite as bordas com cola gliter dourada ou prateada)

Ângela Rocha


Catequistas em Formação





sexta-feira, 27 de abril de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: A VIDEIRA E OS RAMOS



                         HOMILIA DO 5º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO B

Um modo de interpretar a parábola de Jesus no Evangelho é afirmar que a Videira é a comunidade, como diz o salmista: “Arrancaste do Egito esta videira, expulsastes as nações para plantá-la (Sl 79)". Aqui o povo de Deus é comparado à videira. Assim, o primeiro modo de estarmos unidos a Cristo é vivermos na comunidade, pois lá acontece nosso encontro com o Senhor Ressuscitado. O cristianismo não é apenas uma experiência pessoal e intimista, de um Deus que se acolhe na individualidade; mas é uma experiência de uma comunidade de irmãos e irmãs, que juntos caminham convocados pela Palavra de Deus. É o que percebemos na primeira leitura: São Paulo se esforça para ser aceito e participar da comunidade; não basta para Paulo a experiência do caminho para Damasco sem a participação na comunidade.


O Senhor permite que sejam realizadas algumas podas na comunidade. Se um ramo atrapalha mais do que ajuda, pode ser podado em benefício dos frutos que se deseja. Na lógica de Deus, não importa tanto a quantidade de ramos, mas sim a existência de ramos que produzam frutos. Precisamos reconhecer que nossa Igreja está repleta de discursos, estruturas e pessoas, mas nem sempre isso é sinônimo de uma evangelização eficaz, ardorosa, conduzida pelo amor ao anúncio da Boa-Nova de salvação. Os bispos em Aparecida nos convidam a tirar fora o que não favorece uma verdadeira evangelização.


Por outro lado, não podemos fazer o papel do agricultor que é o Pai. Só Ele tem o poder e o direito de fazer as podas necessárias. Por vezes, queremos podar tudo, com os nossos critérios. Por vezes, desejamos interferir na comunidade do nosso modo, enquanto que o nosso papel é simplesmente procurar frutos, apesar das deficiências de alguns ramos. Pelos critérios humanos, o grande São Paulo não teria vez dentro da comunidade dos cristãos. Diante do fechamento da Igreja, Barnabé é sinal daquele que luta para que a comunidade não tenha preconceitos, mas seja aberta e acolhedora.


Só Deus pode podar. E em nossa vida, devemos estar abertos às podas. Deixar que Deus vá tirando aquilo que não produz fruto, tornando-nos videiras mais firmes, mais vistosas.


Outra interpretação da parábola toca o cultivo de nossa espiritualidade. Cada um de nós deve-se manter unido a Cristo, zelando pelo diálogo aberto com o Senhor na oração, que gera a comunhão. É desta comunhão que se cria a mística. O motor que rege nossas ações e pauta nossos valores. Quando falta a intimidade com o Senhor, fica ausente a seiva que dá vida aos ramos. Consequentemente, os frutos desaparecem, ficando-se à mercê da poda. Por isso, se queremos fazer a diferença na sociedade, precisamos estar bem alicerçados. Não há outra seiva que será capaz de nos abastecer, somente aquela força que vem do coração da Trindade, o amor e a graça de Deus, doado pela Videira Verdadeira – Cristo Jesus. A missão dos ramos é dar frutos. São João nos alerta que devemos viver e não só ficarmos na conversa. Os frutos devem ser visíveis. A segunda leitura deixa claro que os frutos dependem do amor.


Da Videira veio vinho, o vinho se fez sangue. E o sangue partilhado nos anima para que tenhamos coragem de derramar a vida. A Eucaristia renova nossos ramos para que tenham novo vigor, pela força do Espírito.


Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba - PR


sábado, 21 de abril de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: O BOM PASTOR


                          HOMILIA DO 4º DOMINGO DA PÁSCOA - ANO  B


O pastor é uma imagem muito forte na Bíblia, pois ele resume tudo aquilo que um líder deve ser. Os reis, os sacerdotes e os profetas (figuras fortes do Antigo Testamento) deveriam se inspirar nesta figura: cuidar do seu rebanho, não deixar as ovelhas se extraviarem, curar as feridas, proteger, dar comida, gastar a vida por elas. Esta é a imagem do Novo Testamento que manifesta o que deve ser o líder. No Evangelho deste domingo, temos três personagens: o bom pastor, o mercenário e as ovelhas. Cada um de nós assume uma dessas figuras.


Um padre, um coordenador, um catequista, um pai ou uma mãe assumem a função de pastor. Todas as lideranças devem seguir o modelo de pastor que é o Cristo. O segredo é desejar o bem das ovelhas, pastoreando-as: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor da a vida por suas ovelhas” (Jo 10,11). Santo Agostinho alerta que existem pastores que se apascentam a si mesmos; Aquele que pastoreia precisa sair de si mesmo, sair do egoísmo, e procurar sua alegria na felicidade da ovelha.


O mercenário não se preocupa com as ovelhas, mas consigo mesmo. É preciso estar alerta para verificar se estamos sendo verdadeiros pastores, ou se nos comportamos como mercenários. Devemos cuidar para não nos apegarmos às nossas funções, impedindo que outros tenham o seu espaço e tragam novas ideias. Por vezes, existem os que não querem sair do comodismo e, por isso, tomam posse dos cargos, até mesmo na igreja, por muitos e muitos anos. O mercenário é a imagem daquele que se aproveita das circunstâncias, que usurpa de sua oposição.


O terceiro personagem desta alegoria é a ovelha. Todos assumimos a função de ovelhas. Por isso, devemos reconhecer quem é o nosso pastor e escutar a sua voz, deixar-se guiar. Uma ovelha teimosa ou autossuficiente vai tomar seu próprio caminho, distanciar-se do rebanho ou irá influenciar de modo negativo as outras ovelhas.


Jesus diz que existem ovelhas que não são deste redil. Aqui se expressa o caráter missionário da Igreja, convidada a ser uma Igreja Samaritana, pois não se limita ao anúncio da Boa Nova apenas às pessoas que participam de nossas comunidades. Toda a humanidade pode entrar no redil do Cristo, e mesmo que não entre pelas portas tradicionais (os sacramentos e a participação na comunidade) também poderão receber nossa dedicação. Não são alvos da conversão proselitista, mas são caminhos para que os cristãos testemunhem a alegria de viver a Boa-Nova do Senhor Ressuscitado.


A segunda leitura nos fala que somos um rebanho de irmãos, filhos do mesmo Pai. Somos um rebanho que, embora já se alegre com esta graça, peregrina até que se manifeste a grandeza do que seremos. Então, seremos semelhantes a Ele, ou seja, ressuscitados e portadores da vida plena. Por enquanto, caminhamos seguindo o Bom Pastor, encontrando mercenários, decepcionando-nos com as ovelhas, reconhecendo-nos insuficientes. Muitas vezes tentados a desistir de lutar, mas a esperança da eternidade nos anima a edificarmos a vida no mundo, sem nos deixarmos abater, até que vejamos o Senhor tal como Ele é (cf 1Jo 3,2).

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba - PR


FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.




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quarta-feira, 18 de abril de 2018

GAUDETE ET EXSULTATE: NOVA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO



Uma Exortação Apostólica é um documento pastoral por meio do qual o Santo Padre se dirige a comunidade católica. Em geral, ela fornece indicações ou orientações sobre algum aspeto específico da vida da Igreja. 

Gaudete et exsultate (Alegrai-vos e exultai) é a nova exortação apostólica do Papa Francisco. Apresentado pelo Vaticano no dia 9 de abril, o documento sobre a chamada à santidade no mundo atual, repete as palavras de Jesus aos que são perseguidos ou humilhados por causa dele (Mt 5, 12).

Desta vez, o Papa toca o coração de cada pessoa, as donas de casa, os trabalhadores liberais, os trabalhadores manuais, os estudantes, os cientistas, os agricultores, os esportistas, os professores: “somos convidados a reconhecer-nos ‘circundados de tal nuvem de testemunhas’, que incitam a não nos deter no caminho, que nos estimulam a continuar a correr para a meta. E, entre tais testemunhas, podem estar a nossa própria mãe, uma avó ou outras pessoas próximas de nós”.

Organizado em cinco capítulos, o documento junta-se às outras duas Exortações que o Papa publicou em anos anteriores: Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), em 2013; e Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), em 2016.

No entanto, esta última tem três particularidades: está diretamente dirigida a cada leitor, por meio do uso da expressão informal “tu”; utiliza uma linguagem direta; e tem uma estrutura simples e prática. Nesta ocasião, também se decidiu acompanhar o lançamento com um vídeo que destaca os principais aspectos do documento [veja ao final do texto]. “Meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades”, diz o Papa Francisco nas primeiras linhas da Gaudete et Exsultate.

O documento começa com uma revisão e um lembrete sobre o que significa a chamada à santidade e, nesses parágrafos iniciais, enfatiza que não é um caminho apenas para pessoas religiosas ou consagradas, mas para todos. Nos demais capítulos, centra-se nos modos de viver a santidade e assegura que Jesus dá os pontos-chave, por meio das bem-aventuranças. Além disso, destaca diferentes virtudes humanas, como a paciência, a mansidão, a alegria, a luta interior e o sentido de humor.

O Papa também se refere a outros perigos que surgem: “é também uma luta constante contra o demônio, que é o príncipe do mal”. No entanto, o seu olhar é positivo e esperançoso: “neste caminho, o progresso no bem, o amadurecimento espiritual e o crescimento do amor são o melhor contrapeso ao mal. O caminho da santidade é uma fonte de paz e alegria que o Espírito nos dá”.


Faça download da Exortação Apostólica Gaudete et exsultate

Assista o vídeo sobre o documento produzido pelo Vatican Media:




sexta-feira, 13 de abril de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: POR QUE AINDA DUVIDAS?


                                HOMILIA DO 3º DOMINGO DA PÁSCOA


Os discípulos de Emaús e voltaram para a comunidade e contaram a experiência que tiveram no caminho. Aqueles que tiveram o coração abrasado pela Palavra e que reconheceram o Senhor no partir do Pão estavam tão maravilhado, que não podiam deixar de contar aos amigos sua experiência. A Igreja faz isso há séculos: conta a história do passado, transmite seu legado marcado pela experiência de fé de homens e mulheres. Mais do que isso: faz a memória do passado, atualiza a história da salvação, a presença do Cristo Ressuscitado.


Porém, o anúncio dos discípulos não foi o suficiente. Mesmo a aparição do próprio Cristo não tirou todas as dúvidas do coração da comunidade reunida. O texto do Evangelho nos diz que estavam tão alegres que ainda não foram capazes de acreditar no que viam. No dizer popular: era bom demais para ser verdade! Jesus deseja dissipar o medo, mas ainda encontra discípulos vacilantes, que tardam em acreditar. Mesmo diante dos sinais da vitória do Senhor, somos ainda tantas vezes tardos em crer.


A aparição de Jesus tem um aspecto pedagógico importante. O Senhor insiste sobre sua presença real: os discípulos podem O tocar e verificar que Ele tem carne e osso, que pode comer peixe assado. Portanto, não é uma aparição fantamasgórica.
Esta insistência de Jesus mostra a continuidade entre o Ressuscitado e o Jesus humano. A ressurreição é uma nova realidade – Jesus não está condicionado ao tempo e ao espaço, mas o Ressuscitado é o mesmo Jesus que comia, bebia e conversava com sua comunidade de discípulos, o mesmo que morreu na cruz. Por isso, traz nas mãos e pés as marcas da crucificação. Os pés surrados que calçavam rudes sandálias e que o levaram pelas estradas empoeiradas da Palestina. As mãos que tanto acolheram e mostraram amor. Mãos e pés agora feridos por chagas estão presentes no corpo do Ressuscitado. Também nossas mãos deveriam ter as marcas do amor, e nossos pés os instrumentos dos passos de entrega.


A Páscoa é a junção da vida, morte e ressurreição de Jesus. Este é o anúncio querigmático dos apóstolos: “Este Jesus que viveu entre nós, por nós condenado e morto, ressuscitou, está vivo!” A Igreja iria proclamar a totalidade do mistério. Seria um erro enfatizar apenas uma destas duas etapas da vida de Cristo. Por um lado, os discípulos poderiam ficar com saudade do Jesus que vivia com eles (em um dos relatos Jesus pede que Maria Madalena não o detenha  no seu retorno ao Pai). Por outro, poderiam ficar com a felicidade da ressurreição e esquecer de todas as ações e palavras de Jesus de Nazaré. Hoje se corre o risco de uma visão unilateral sobre Jesus. Muitos têm apenas o Cristo da Glória e vivem uma fé vertical ou que se limita a uma experiência religiosa sem consequências na vida. Outros têm Jesus como um mestre, mas perderam a dimensão da fé Naquele que venceu a morte e está conosco presente até o fim dos tempos.


Sem isolar alguma dimensão de Cristo, acreditamos que a vida de Deus encarnado se dá no cotidiano, na nossa inserção no mundo e no enfrentamento das cruzes do dia a dia. Por outro lado, temos a certeza que a vida com suas contingências será superada pela vida nova oferecida pelo Senhor ressuscitado. Mas somente chegaremos à glória pela cruz. Assim, não existe vida e morte sem ressurreição, como não existe ressurreição sem a nossa história. A Palavra nos convida a viver a totalidade do mistério cristão, oferecendo nossa vida, enfrentando as lágrimas da existência, enquanto esperamos a vitória de toda dor e sofrimento.


Diante do mistério da cruz e ressurreição, não podemos ficar de braços cruzados. No final do discurso de Pedro, há um convite à conversão. A segunda leitura nos convida a romper com o pecado.  Jesus, o Cristo, convida-nos a não termos medo. Que o Tempo da Páscoa nos traga vida nova de ressuscitados. Que vençamos as mortes diárias e enchamos o mundo  com a Ressurreição, com a vida de Deus.


Pe. Roberto Nentwuig
Arquidiocese de Curitiba - PR

    
    FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.




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sexta-feira, 6 de abril de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: MEU SENHOR E MEU DEUS...



                                  HOMILIA DO 2° DOMINGO DA PÁSCOA

A Carta de João nos faz um convite: crer que Jesus nasceu de Deus. A fé é um dom e também uma jornada. Ao longo da nossa vida, esta graça será aprimorada. Muitas vezes, caímos na noite escura da fé quando Deus parece estar longe. Mesmo vendo os sinais da vitória do Senhor, podendo às vezes perceber apenas o sepulcro vazio como o fez Maria Madalena ao chegar diante dos panos de linho jogados no chão. O desafio da vida de fé é deixar-se provar, é acreditar diante da aparente derrota, é ter a coragem de ousar crer de um modo diferente. Não que devamos abraçar novas verdades, mas crer nas mesmas verdades com o espírito renovado e com nova visão. Nossa relação com Deus amadurece com o passar dos nossos anos.


Tomé quis ter acesso às provas. Não ousou acreditar sem colocar os dedos nas chagas. Hoje é tão difícil falar das realidades que não podem ser vistas nem comprovadas pela razão científica. Ainda hoje procuramos provas: milagres, fatos extraordinários, declarações científicas sobre o sudário, entre outras. Nossa relação com Deus não pode depender de nada disso. A fé um salto no escuro, é uma ousadia que nos merecer uma bem-aventurança: “Felizes os que acreditam sem terem visto.” (Jo 20, ]29)


Tomé é o símbolo da comunidade que não viu o Jesus histórico, nem o Cristo ressuscitado. Talvez houvesse disputas entre aqueles que foram testemunhas da vida de Jesus e aqueles que entraram na comunidade muito tempo depois. Por isso, há uma grande preocupação da pregação apostólica em mostrar que o que estava sendo anunciado não era um fato do passado, mas que o Cristo continuava vivo e realizando sinais (primeira leitura) e que todos poderiam fazer a mesma experiência dos apóstolos. Assim, há um significado especial na única bem-aventurança do Evangelho de João que proclama a felicidade dos que são capazes de ver a presença do Ressuscitado na Palavra que é proclamada, no Pão e Vinho consagrados, na comunidade reunida.


Tomé não estava com a comunidade. Isto é significativo, pois só se pode fazer a experiência do Ressuscitado estando na comunidade. Os Atos dos Apóstolos nos testemunha que a comunidade cristã, pela obra do Espírito, anunciava, curava, vivia a caridade e a partilha. A comunidade é mediadora dos sinais da ressurreição. Nela o Senhor está presente.


O presidente da celebração convoca: “O Senhor esteja convosco!” A comunidade responde: “Ele está no meio de nós!” Ele realmente está em nosso meio. Cada um de nós pode fazer a experiência do primeiro dia da Semana: receber o Espírito e o perdão dos pecados, o shalom do Cristo, pode celebrar e alimentar a vida com os dons eucarísticos e com a Palavra.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba - PR

FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.




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