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quarta-feira, 7 de junho de 2023

FESTA DE CORPUS CHRISTI


Nesta quinta-feira celebramos a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, ou Corpus Christi. A solenidade é marcada no ano litúrgico na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, 60 dias após a Páscoa, no Tempo Comum.

Corpus Christi significa “Corpo de Cristo”. 

Nessa festa se comemora a presença de Jesus Cristo na Eucaristia. A Santa Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. 

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula Transiturus de 11 de agosto de 1264 e no Brasil a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima.

No dia de Corpus Christi, os fiéis enfeitam as ruas por onde a hóstia consagrada (ostensório) irá passar. Este gesto lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com o maná (Ex 16) no deserto. Hoje o povo é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

A festa de Corpus Christi tem 2 grandes momentos: a celebração da Santa Missa e a a Procissão sobre os tapetes. Participar da confecção dos tapetes é uma forma de mostrar que somos uma comunidade composta de irmãos que possuem muitos dons distintos, diferentes. Os tapetes mostram a criatividade de cada um.


* O Ostensório é um objeto litúrgico utilizado na exposição para adorações e na procissão com o Santíssimo Sacramento.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 5 de junho de 2021

SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI

Catequese de Eucaristia da Igreja de São Pedro - Barra Bonita/SP.

SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI


Na quinta-feira depois do Domingo da solenidade da Santíssima Trindade, a igreja celebra a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, festa comumente chamada de Corpus Christi.

A motivação litúrgica para tal festa é, indubitavelmente, o louvor merecido à Eucaristia, fonte de vida da igreja. Desde o princípio de sua história, a igreja devota à Eucaristia um zelo especial, pois reconhece neste sinal sacramental o próprio Jesus, que continua presente, vivo e atuante em meio às comunidades cristãs.

Celebrar Corpus Christi significa fazer memória solene da entrega que Jesus fez de sua própria carne e sangue, para a vida da igreja, e comprometer-nos com a missão de levar esta Boa Nova para todas as pessoas.

A Eucaristia também gera união, partilha. E a Igreja que é a comunidade dos batizados, nos dá Jesus em alimento, para que saciados pelo Pão da Vida, possamos gerar o amor em nossa comunidade. Igreja é “convocação” de todos os homens para a salvação.

Poderíamos perguntar se na Quinta-Feira Santa a Igreja já não faz esta memória da Eucaristia. Claro que sim! Mas na solenidade de Corpus Christi estão presentes outros fatores que justificam sua existência no calendário litúrgico anual. Em primeiro lugar, no tríduo pascal não é possível uma celebração festiva e alegre da Eucaristia. Em segundo lugar, a festa de Corpus Christi quer ser uma manifestação pública de fé na Eucaristia. Por isso o costume geral de fazer a procissão pelas ruas da cidade.

Enfim, na solenidade de Corpus Christi, além da dimensão litúrgica, está presente o dado afetivo da devoção eucarística. O Povo de Deus encontra nesta data a possibilidade de manifestar seus sentimentos diante do Cristo que caminha no meio do povo. A Eucaristia é o grande milagre do Coração Amoroso de Jesus pela humanidade.


Maria Gorete Silva Aquino
Paróquia São Judas Tadeu - Lavras MG


* Texto tendo como fonte diversos arquivos de catequese.

Cássia Regina Leal - Comunidade São João Maria Vianey



                

quinta-feira, 11 de junho de 2020

CORPUS CHRISTI: DEUS SE FAZ CORPO EM NOSSOS CORPOS

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”.
 (Jo 6,56) 

O cristianismo foi muitas vezes compreendido como uma religião do “espírito” contra a “carne”, uma religião do desprezo do corpo e inimiga de tudo o que se refere à dimensão corporal. Se isso é verdade, vai totalmente contra à primeira inspiração de Jesus e da Igreja, que proclamaram e continuam proclamando uma religião do “corpo”, ou seja, do Deus Encarnado na história (na carne) dos homens e mulheres.

É isso que nos revela a festa de Corpus Christi: é a festa que recolhe todas as festas cristãs e as condensa na “carne” do Corpo de Jesus, com sua riqueza de sentidos e significados.

“Tocar a carne de Cristo” implica tocar e acolher nossa própria “carne”, ou seja, o corpo como lugar onde Deus faz sua morada. Assim vamos buscando compreender o que é a Encarnação.

O próprio Deus se fez corpo, no corpo de uma mulher: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”.

A Encarnação foi o caminho que a Trindade escolheu para se aproximar da humanidade e fazer história conosco. Nosso corpo humano, feito de barro – vaso frágil e quebradiço – tornou-se o lugar privilegiado da chegada e da revelação do amor trinitário.

“Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós?” (1Cor, 6,19) . O nosso corpo é o “templo” santo e santificado, onde Deus Trino faz sua morada.

O corpo é presença e linguagem - tudo nele fala: fala o rosto, falam os olhos, falam os movimentos e as posturas, falam os gestos, acompanhando, reforçando e expressando a intenção íntima.

Celebrar “Corpus Christi” é “cristificar” nossos corpos. 

Cresce cada vez mais a consciência de que não “temos um corpo” que nos aprisiona, mas que somos a corporeidade, esse sistema complexo de matéria e energia, fonte de sensações, de expansão, de prazer...

O corpo é a primeira condição de possibilidade de nosso “ser no mundo”, único modo disponível para relacionar-nos com a natureza, com os outros e com o que nos transcende. Em definitiva, único modo de ser, e de sermos humanos.

Somos corpo que vibra e pulsa, que necessita do abraço e do olhar de outros corpos, do calor de outras peles. E ali encontramos Deus, pois Ele quis fazer-se corpo e sangue, para acariciar com nossos braços, para olhar com os nossos olhos, para respirar com os nossos pulmões, para amar com nossos corações, para fazer ardentes nossas entranhas compassivas... Aqui, nas transformações do corpo, Ele se faz presente.

Diante do Corpo de Cristo, nosso corpo se plenifica na comunhão com outros corpos, com Deus e com o corpo da natureza. Em Jesus, Deus se revelou encarnado na história e, por sua atuação, morte e ressurreição, deixou transparecer que fez do universo seu Corpo. A presença real de Jesus, no pão e vinho da Eucaristia, nos desperta a reconhecê-Lo presente no coração do Cosmos e da História.

Nosso humilde corpo é parte da Criação inteira e nosso bem-estar faz sorrir a natureza. 

O evangelho deste domingo nos revela que a união ativa do(a) discípulo(a) com Jesus expressa-se, agora, mediante a metáfora do “comer” e do “beber”. A adesão a Jesus é adesão de amor.

Jesus quis permanecer entre nós de modo diferente. Não aceitou ser peça de museu, nem fonte de estudos eruditos. Quis permanecer vivo. Escolheu a forma convivial da refeição. É em comunidade que se celebra sua memória. O pão do cotidiano, o vinho da festa; o pão do alimento, o vinho da entrega radical.

O pão e o vinho, comido e bebido, se transformam em nós; o corpo de Cristo e seu sangue nos transformam n’Ele. Pelo pão e vinho, vivemos e nos alegramos. Pelo corpo e sangue de Jesus, Ele vive em nós e nos alegra. Comer do seu corpo e beber do seu sangue significa “ingerir” e fazer nossa, sua mentalidade, suas preferências, suas opções, seu estilo de vida, sua original maneira de viver, de pensar e de atuar...

Alimentar-nos d’Ele é voltar ao mais puro, ao mais simples e mais autêntico de seu Evangelho; interiorizar suas atitudes mais básicas e essenciais; acender em nós o impulso de viver como Ele; despertar nossa consciência de discípulos(as) e seguidores(as) para fazer d’Ele o centro de nossa vida. 

Tradicionalmente, a festa de “Corpus Christi” acontece em meio a grandes pompas e suntuosas procissões. Belos tapetes são confeccionados nas ruas para que o cortejo, carregando o “Corpo de Cristo”, passe por ali. Este ano, por causa da situação pandêmica que estamos vivendo, as manifestações externas certamente não vão ocorrer. Talvez seria uma ocasião privilegiada para repensar e re-descobrir o verdadeiro sentido deste dia: fazer a experiência da “procissão interna”, deixando o “Corpo de Cristo” circular por nossos corpos, para que estes fiquem mais “cristificados”.

Todas as nossas demonstrações de veneração e respeito para com as “espécies consagradas do pão”, estão muito bem. Mas ajoelhar-nos diante do Santíssimo e continuar menosprezando ou ignorando o corpo dos irmãos e irmãs, sobretudo dos mais sofredores e excluídos, é um escárnio.

A última coisa que poderia ter ocorrido a Jesus era pedir que os demais seres humanos se pusessem de joelhos diante d’Ele. Ele, sim, se ajoelhou diante de seus discípulos para lhes lavar os pés; e, ao terminar essa tarefa de escravos, lhes disse: “vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque sou. Se eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (Jo 13,13). Essa lição parece que não despertou tanto impacto em nós. É mais cômodo transformar Jesus em “objeto” de adoração” que imitá-lo no serviço e na disponibilidade para com todas as pessoas. É uma ofensa prostrar-se diante do Corpo Eucarístico e distanciar-se de tantos corpos violentados que gritam: “eu quero respirar”. 

O problema é que, com frequência, transformamos a Eucaristia num rito cultual, tornando-se uma pesada obrigação que, se pudéssemos, tiraríamos de cima de nossos ombros. Ela acabou se convertendo numa cerimônia rotineira, carente de convicção e compromisso, um ritual que tranquiliza as consciências, mas não modifica as atitudes. E, às vezes, se utiliza como ato de ostentação e pompa solene, que fomenta a adoração e a devoção, mas não transforma nem a Igreja, nem a sociedade.

A Eucaristia foi, para as primeiras comunidades cristãs, o ato mais subversivo imaginável. Os cristãos que a celebravam se sentiam comprometidos a viver o que o sacramento significava, conscientes de que recordavam o que Jesus tinha sido e comprometendo-se a viver como Ele viveu.

É preciso sacudir nossa rotina e mediocridade. Não podemos comungar com Cristo na intimidade de nosso coração sem comungar com os irmãos que sofrem. Não podemos compartilhar o pão eucarístico ignorando a fome de milhões de seres humanos, privados de pão e de justiça. É uma ofensa dar-nos a paz uns aos outros, sendo canais propagadores de ódio, de preconceito e intolerância. É um engano manifestar que estamos em comunhão junto à mesa quando, na realidade, somos mediadores da “cultura da indiferença”. 

Corpus Christi é um chamado urgente para que nos prostremos diante do Cristo, humilde e caminhante, que passa continuamente diante de nós; passa vestido de mendigo, desempregado, enfermo, faminto, solitário, abandonado..., que nos convida a viver a Eucaristia, não como milagre nem como mistério, mas como lugar de encontro com os mais necessitados.

Está bem que passem procissões com o Pão Eucarístico por nossas ruas, com toda solenidade e pompa. Mas, que pensará Jesus ao passar diante das casas onde hoje falta o pão? Que pensará Jesus ao passar diante de crianças que tem fome? Que pensará Jesus ao passar diante de homens e mulheres que o acompanham com o estômago vazio, sendo Ele mesmo o “verdadeiro pão”? Quê pensará Jesus ao ser levado nos “andores” e carros alegóricos por pessoas que não conhecem a fome, enquanto à margem aplaudem os famintos?...

Texto bíblico: Jo 6,51-58 

Oremos : 

Nosso corpo é tocado pela encarnação de Jesus. E lembre-se de que Deus conhece nossa estrutura. Ele sabe de que barro somos feitos.

Reze sua humanidade, seu corpo de homem ou mulher. Leve para sua oração os desafios do cotidiano, os imprevistos da vida. Seja humano diante de Deus, deixe seu corpo falar a Deus.

Reze com seu corpo. E agradecido(a) bendiga sempre o Senhor.

Solenidade de Corpus Christi, 11 de junho   
Pe. Adroaldo Palaoro, sj
Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana – CEI




quinta-feira, 20 de junho de 2019

SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO – CORPUS CHRISTI

Na Sagrada Festa de Corpus Christi!

Essa festa móvel da Igreja Católica celebra a presença de Cristo na Eucaristia. É sempre realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Ela deixa para trás a saudade da Festa da Ascensão, o rescaldo das festanças do Divino e anima a todos: Cristo está no meio de nós, na Eucaristia. Esse mistério deve ganhar ruas e praças. Essa presença visível do pão da vida é exaltada publicamente.


O Corpo de Cristo, a hóstia consagrada, deixa a tranquilidade dos sacrários e cibórios, abandona a imobilidade das igrejas e a escuridão das capelas, santuários e catedrais. Ele percorre as ruas e praças, exposto numa custódia ou ostensório, cercado por uma multidão, brilhando ao sol ou abrigado da chuva por um pálio, um sobre véu portátil sustentado por varas. Caminha descuidadamente, dourando-se ao sol, sobre efêmeros e mágicos tapetes coloridos, obras de arte destinadas a voar e durar um dia.

Se essa rua, se essa rua fosse sua... O que você faria?

Mandava “tapetar”! Não podendo ladrilhar ruas com pedrinhas de brilhante, em muitas cidades portugueses e brasileiras, o costume católico é ornamentá-las na Festa de Corpus Christi com flores e desenhos para o grande e maior dos Amores passar. As ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi são forradas com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa feitos de flores, serragem colorida, pó, cascas e grãos de café, bagaço de cana-de-açúcar, palha de arroz e diversos grãos. São verdadeiras obras de arte, efêmeras como o perfume e a beleza das flores. O costume, meio esquecido por uns tempos, tem ganhado força e participação. Cresce ano a ano.

Ornar a rua é absolutamente democrático e ocorre durante a noite e a madrugada anterior à procissão. As casas também recebem adornos, vasos de flores nas fachadas, belas toalhas rendadas e colchas decoradas são debruçadas nas janelas. Todos podem participar.

Assim como as celebrações dos ritos pascais e as festanças do Divino, a festa de Corpus Christi também atrai turistas e visitantes a diversas cidades brasileiras, além das históricas de Minas Gerais, como Matão, Guaranésia, Pirapora e tantas outras conhecidas e reconhecidas cada vez mais pela beleza dos felpudos tapetes mágicos com que ladrilham suas ruas e corações.

Qual a origem da Festa de Corpus Christi?

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do Cristo no pão consagrado. A festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV, com a Bula Transiturus de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima trindade, que acontece no Domingo depois de Pentecostes. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão porque ele morreu em seguida. A celebração propagou-se por algumas Igrejas, como na Diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. Seu ofício foi composto por São Tomás de Aquino. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre neste dia da semana.

E que tal adaptar a musiquinha para as crianças cantarem enquanto se faz cartazes e ornamentação?

♫ Se essa rua
Se essa rua fosse minha 
Eu mandava
Eu mandava “tapetar”
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Só pra ver, Só pra ver meu Jesus passar...

Fonte: 
Miranda, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades Católicas. Pgs. 162-164. Petrópolis: Vozes, 2007.

FOTOS DOS TAPETES EM CURITIBA - PR