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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2021: VERDADES E POLÊMICAS

VOCÊS LERAM O “TEXTO BASE” DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2021? DE VERDADE? COM ATENÇÃO E ESPÍRITO DE "FRATERNIDADE"?

Ou estão igual papagaio de pirata repetindo coisas que alguém disse? Ninguém mais que os catequistas têm o dever de buscar a verdade e o conhecimento.  A Igreja precisa ficar longe de pessoas que trazem consigo o negacionismo, a polaridade, o preconceito, a misoginia e, sobretudo, falta de misericórdia!

Já disse várias vezes nas redes sociais e repito a vocês, CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO, que tudo isso que se lê na internet a respeito dos "malefícios" da CFE 2021, são BOBAGENS de gente que não confia nem na própria fé.

Parece loucura, mas, tem muita gente acreditando nas “Fake News” que rolam por aí. Pensamentos exclusivamente ligados à doutrina católica, excludentes, fazem com que assuntos como homossexualismo, feminicídio, aborto, gravidez precoce, sejam "tabus"; e as pessoas que ousam levantar estas questões, são consideradas agentes "do diabo".

Vimos proliferar um vídeo de um tal “centro dom bosco” cujos membros devem ter parado no tempo lá pelo século 19. Aliás, os Salesianos de D. Bosco já se manifestaram a respeito dizendo que este centro não os representa de forma alguma. O uso do nome do santo é para dar mais credibilidade aos que eles propagam, senão para que as pessoas confundam mesmo, porque jamais alguém lhes daria crédito não fosse assim. Percebe-se pelas suas publicações, que os membros desse “centro” são retrógrados, conservadores, excludentes e preconceituosos. E ao contrário do que dizem, pregam um enorme desserviço à Igreja Católica, com suas opiniões ultra conservadoras. E quanto mais falamos deles, mais lenha colocamos na fogueira.

Em respeito a todos que compartilham conosco a ideia de que toda essa balbúrdia é para chamar a atenção - porque fé é que não é mesmo -  vamos acabar com conversa fiada.

Certo, a pastora Romi tem um "discurso feminista", no entanto, não falar do aborto e da violência contra a mulher, colocando questões sociais, que existem, embaixo do tapete, não vai mudar a nossa realidade. E aqui cabe um “exame de consciência”: Em quantas de nossas paróquias existem grupos de apoio a adolescentes grávidas? Quantas pastorais se dedicam ao apoio e a educação das mulheres em situação de pobreza e risco?

E lá vamos nós! Vamos fingir que não existe o problema. Somos contra o aborto, mas, o que fazemos com as milhares de mulheres que tem filhos sem os desejarem? Como "curamos" estas pessoas que de tanto sofrer, tem feridas na alma? O que fazemos com as crianças abandonadas que vivem em situação de extrema pobreza, pedindo nos sinais?

"Ah! isso é com o governo!". Não, não é problema do governo, é NOSSO também! Dos cristãos batizados que seguem a Jesus Cristo, que nunca rejeitou ninguém, exclui ninguém, condenou ninguém. Que espécie de cristã eu sou se só sei xingar a posição do outro? Que espécie de oração eu elevo a Deus? "Mate essas assassinas, abortistas!" ? Ou, “Ajude-me Senhor, a tentar curar o mal que leva uma mulher aos aborto.”?

Tive a curiosidade de assistir a três palestras da pastora Romi. E não vi no discurso dela nem um décimo da violência e agressão que tenho lido nos comentários e críticas a CFE 2021, quando se referem a ela.

O fato é que alguns católicos estão tão tomados pela maldade que já não sabem mais a diferença entre amor e ódio, por onde ir. o que fazer, em quem acreditar.

Fato é que, não se acaba com um problema social, evitando discuti-lo.

O aborto é um problema social pois, além de acabar com seres que ainda não tiveram direito a vida, mata milhares de mulheres que o praticam em condições insalubres.

Outra coisa são as pessoas LGBT. Não se mata ou exclui alguém por sua escolha de parceiro, se homem, se mulher. São pessoas. Filhos e filhas de Deus como eu sou e que tem o direito à fé e a religião. São MEUS IRMÃOS e IRMÃS! Não sou juiz dos erros ou pecados que eu acho que as pessoas tem. Quem deve julgar é Deus!

Penso que as pessoas que aderiram às críticas à CFE 2021 não foram atrás da verdade, não leram o Texto Base da campanha e nem entenderam o que é a Campanha da FRATERNIDADE. Ou se leram, estão tão afundados em seus umbigos que já não enxergam mais o mundo.

Muita gente está confundindo o centro dom bosco com o Instituto Dom Bosco, até por isso, estão dando crédito a esse vídeo que rola por aí. Por isso é importante SEMPRE irmos atrás de QUEM está falando as coisas, para sabermos se podemos dar crédito a elas. Não é vergonha. O nome foi dado a este centro já pensando que o nome de D. Bosco daria credibilidade a eles.

Infelizmente não tem um "lugar" na internet. Existem sites que confirmam se este ou aquele texto é “Fake News” ou não. Mas, temos que usar sempre o nosso discernimento em tudo que lemos. Temos que lembrar do porquê somos cristãos e como disse São Pedro: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês“ (1Pd 3, 15)". Precisamos dar as razões da nossa fé e, com certeza, nossa fé é mediada pela nossa Igreja. E como nosso Papa, nossos bispos da CNBB, nossos pastores, iriam permitir que uma coisa tão bonita como a CF fosse se desvirtuar? Então, leio o Texto Base, leia os textos da pastora Romi, escute suas palestras e veja que tudo isso é fruto de uma grande ignorância, de preconceito e de  julgamento precipitado.

Então, a quem eu devo escutar? A quem proclama a paz, o diálogo, a não violência, o amor a todos os "diferentes", a busca pela união de todos os seres humanos, filhos de Deus.

Ângela Rocha

Catequistas em Formação

 

LEIA: Diretório para a Catequese – Documento 61 (2020): A catequese diante dos cenários culturais contemporâneos.  Catequese em contextos de pluralismo e complexidade nº. 319-342; Catequese em contexto ecumênico e de pluralismo religioso nº. 343-353; Catequese em contextos socioculturais, nº. 354-393.

 

Algumas opiniões:

Catequistas precisam ter formação e não ser pegos “a laço”. Quem quer ser catequista precisa querer se instruir, não é verdade? Comungar na missa, não é exatamente comungar com a Igreja a qual se faz parte”. (Maria Cida Monteiro).

“Existe algum local (site) em que podemos verificar as instituições, organizações que são reconhecidas pela Igreja? Pois, eu confundia o chamado Centro Dom Bosco com o Instituto Dom Bosco. Achava que eram o mesmo. Só agora, após as divergências e lendo as respostas, que descobri que são diferentes. O CDB é uma associação de leigos criado em 2016 😱. Gente, será que só eu fazia essa confusão? Sinto me envergonhada.

Mas, eu entendi a proposta da Campanha a respeito do diálogo e AMEI. Ainda mais nesse meio virtual que estamos, e agora muito mais devido à pandemia. Há alguns anos busco diálogo sobre assuntos diversos e a cada ano que passa percebo a recusa, o individualismo crescente da maioria, pois dialogar parece dar preguiça às pessoas. Não querem de fato se envolver, não querem de fato estudar os assuntos polêmicos. É preciso buscar a causa dos muitos males em nossa sociedade, pois não basta encontrarmos "remédio”, é preciso entendermos as causas, o ponto zero das questões, de onde surgem os preconceitos, os por quês. Por que nossa sociedade está tão afundada no egoísmo? Por que racismo no país mais miscigenado do mundo? Por que negar aos homossexuais a aproximação com Deus quando estes procuram a Igreja? Excluí-los de nosso convívio resolve qual problema? E agora a polêmica sobre a campanha ecumênica, como queremos ser ouvidos pelos demais, se nós formos contra o diálogo?

Alicerçar toda a discussão sobre a CFE 2021 num documento de um fórum feminista que a pastora Romi participou e expôs seus pontos de vista pessoais, é um pouco de exagero. A CFE 2021 não reflete a opinião da pastora Romi e nem quer colocar a legalização do aborto como bandeira. A CFE 2021 incentiva o DIÁLOGO! E se dialogarmos, conversarmos, podemos colocar o nosso ponto de vista de mulheres católicas religiosas, que são CONTRA o aborto de qualquer espécie, e buscar alternativas para evitar o sofrimento e a marginalização das mulheres que buscam o aborto como alternativa e são consideradas criminosas. O que as levou a buscar esta alternativa? Será que todas são promíscuas e engravidam porque querem? Para depois abortar? precisamos sim, de DIÁLOGO, não de posições ultra conservadoras e extremistas”. (Edivane Bertulino)

 

Para mim esta campanha está sendo ótima. Porque estamos vendo o quanto os cristãos estão separados, julgando uns ao outros. O que a campanha pede é DIÁLOGO e estamos muito longe disso. A sociedade precisa dialogar e discutir a exclusão que fere, que mata, que diminui o ser humano. Nunca ficou tão claro o que Jesus disse quando a mulher adúltera ia ser apedrejada: "Quem não tem pecados, atire a primeira pedra". E tudo isso se deve a um julgamento de UMA pessoa, que é uma mulher, feminista que luta pelo direito das mulheres. Ela pensa diferente de nós, mas, quer também defender a vida. Não há, em qualquer documento da CFE alusão ou pedido de liberação do aborto, há uma referência a morte de mulheres (além das crianças, é claro) devido ao aborto clandestino. É um problema social, que EXISTE e não podemos ignorar. Há assassinato e violência contra as pessoas LGBT. tudo insuflado por posições extremistas, pela violência do discurso de pessoas preconceituosas e más, que usam a bandeira de uma "Igreja limpa" para justificar sua maldade de coração.

 

“Há um movimento em torno de uma pessoa, que está sendo julgada e por isso, desmerecendo o tema da CFE 2021. Parece que o diálogo deverá ser evitado em detrimento de opiniões que se espalharam. O que me deixa feliz, é que o tema já provocou o que ele propõe: reflexões, troca de ideias, possibilidades de diálogo, de tolerância, uma Igreja em Saída. Precisamos de diálogo. As mulheres precisam repensar seu papel na sociedade. "Em pleno século XXI grupos religiosos querem recuperar o papel que desempenhavam no século XVI, ou seja, o de ser uma “agência reguladora do pensamento e da ação” e de ter o monopólio de legitimação última da vida individual e coletiva (BERGER, 2011, p. 147). (Mônica Konzen)

“Infelizmente alguns se dizem “catequistas” mas desconhecem os documentos da igreja, especialmente a doutrina social e também a própria Campanha da Fraternidade. Confundem o evangelho com ideologias, pensam que sabem mais que padres e bispos e não estudaram e nem tem formação suficiente. O catequista que não está em comunhão com a igreja, é o que dizemos, está em ex-comunhão porque não comunga com a igreja de Cristo”. (Rosane C. Barbosa)








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

O QUÃO "DIABÓLICO" PODE SER O EXTREMISMO: CFE 2021 E AS POLÊMICAS

Imagem: CNBB.ORG

O "extremismo", a "polarização" e "ideologias macabras", estão em todos lugares e crenças. Vivemos tempos inacreditáveis!   Ainda mais quando se trata de religião e fé em Deus, que é inteiramente amor e misericórdia, aí, já é "doença", foge da totalmente da realidade em que vivemos.
Que é isso que estão falando por aí sobre a Campanha da Fraternidade 2021? 
Parece loucura, mas, tem muita gente acreditando nas Fake News que rolam por aí. Pensamentos  exclusivamente ligados à doutrina católica, excludentes, fazem com que assuntos como homossexualismo, feminicídio, aborto, gravidez precoce, sejam "tabus"; e as pessoas que ousam levantar estas questões, são consideradas agentes "do diabo". Mas, "diabólicos" parecem ser os católicos que acreditam nessa conversa e espalham as Fakes.

 Somos CRISTÃOS, da Igreja de Jesus Cristo, aquele que acolhia a todos e os aceitava como eram. Ou não somos?

 “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” é o tema que conduzirá as reflexões, à luz do lema bíblico “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14).

Leia o artigo abaixo:

"CATÓLICOS DIABÓLICOS"

A Campanha da Fraternidade 2021 ainda não começou, mas as agressões à CNBB e à nossa Igreja, por dialogar com outras igrejas cristãs (pois a CF 2021 é ecumênica) e tratar de temas polêmicos como o feminicídio (assassinato de mulheres), a homossexualidade, o racismo, a violência social e a ecologia, estão “bombando” na Internet, por meio de vídeos caros, de alta qualidade, patrocinado por grupos ricos, feito por pessoas que se consideram mais católicas do que o Papa Francisco e os nossos Bispos, pessoas que acusam quem quer que seja que pense diferente delas de serem de “revolucionários de extrema esquerda”, sendo que, segundo a ignorância bíblica que caracteriza a sua fé, Deus é não apenas “de direita”, mas de “extrema direita”.

O tema da CF 2021 é “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”, e o lema é “Cristo é a nossa paz: do que era dividido ele fez uma unidade” (Efésios 2,14). Enquanto nossa Igreja propõe o diálogo com outras igrejas cristãs para trabalharmos juntos pelo Reino de Deus e por um mundo melhor, os católicos diabólicos enxergam a CF 2021 como uma campanha contra aquela que eles chamam de “Santa Igreja Católica”.  Enquanto nossos bispos lembram ao mundo que “Cristo é a nossa paz”, os católicos diabólicos fazem guerra contra a CNBB na Internet. Enquanto as igrejas cristãs lembram ao mundo que Cristo derrubou o muro da inimizade que havia e do que era dividido fez uma unidade (cf. Ef 2, 14), os católicos diabólicos incentivam os católicos em geral a construírem um muro que os separe da CNBB e também do Papa Francisco pois este, na visão deles, é um Papa “de esquerda”.

 Em um dos seus vídeos, os católicos diabólicos atacam o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), responsável pela elaboração do texto-base da CF 2021. Rotulam seus dirigentes de serem todos “revolucionários de esquerda” e, para provarem sua tese, afirmam que o texto-base da CF 2021 não menciona em suas páginas termos como “Maria”, “Nossa Senhora”, “Mãe de Deus”, “sacramentos” nem “São José”. Falta a esses católicos diabólicos discernimento para saber a diferença entre um livro de catequese e um texto que busca apelar à consciência das pessoas de boa vontade para questões sociais que clamam por atitudes cristãs que sejam “sal da terra” e “luz do mundo” (cf. Mt 5,13.14). Como o texto-base não é um manual de propagação da doutrina católica, eles o definem como “um documento criminoso”, “um documento não católico”, “uma tragédia do início ao fim”.      

Criticando o posicionamento das igrejas cristãs frente a problemas sociais como o racismo, a agressão ao meio ambiente e ao grave problema do “feminicídio” (assassinato de mulheres), termo que eles, por serem negacionistas, consideram “absurdo”, esses católicos diabólicos acusam maldosamente a CNBB de defender e fazer propaganda da causa gay. Indo mais longe, afirmam que a CF 2021 pretende convencer os católicos a aceitar as práticas homossexuais e a “acolher os homossexuais sem exigir deles conversão”, coisa que em nenhum momento o texto-base propõe. Mas é assim que esses católicos diabólicos interpretam o documento.

Por serem negacionistas, atacam os padres e bispos que fecharam suas igrejas para favorecer o distanciamento social e impedir uma contaminação ainda mais letal do novo coronavírus na população. Deformando a razão principal do distanciamento social, que é a preservação da vida das pessoas, eles acusam maldosamente esses padres e bispos de considerarem o serviço social como “algo não essencial” para as pessoas. Se tudo isso não bastasse, esses católicos diabólicos interpretam o convite que o texto-base da CF 2021 faz a respeitar as crenças religiosas dos índios afirmando que os organizadores da Campanha de pessoas que “condenam as missões católicas” e “negam o céu aos índios”.

O vídeo que ora comento encerra-se convocando todos católicos a declararem guerra aos organizadores da CF 2021, o que, na verdade, é uma declaração de guerra à CNBB, e a guerra consiste em não colaborar com a coleta da CF, sempre realizada no Domingo de Ramos, cujo valor é assim dividido: 40% para as ações sociais da CNBB e 60% para as ações socias da Diocese. Literalmente, o vídeo faz a seguinte “chamada”: “Nenhum católico entregue o seu dinheiro para essas pessoas (organizadoras da CF 2021) que são más e estão trabalhando contra a Igreja Católica”. Não colaborar com a coleta da solidariedade, segundo o apresentador do vídeo, será “um ato de amor à Santa Igreja Católica”.

Este apresentador termina seu desserviço ao diálogo ecumênico, à paz e à unidade entre os cristãos convidando as pessoas a espalharem seu vídeo pela Internet. Afinal de contas, é preciso que o inimigo continue a semear joio no meio do trigo (cf. Mt 13,25), inclusive, e sobretudo, dentro da Igreja, à qual o apresentador diz amar, nomeando-a como “Santa Igreja Católica”.

Pe. Paulo Cezar Mazzi - Escritor e sacerdote – Guariba SP.

ASSISTA O VÍDEO onde o Cardeal D. Odilo Cherer esclarece as polêmicas da CFE 2021.

https://www.youtube.com/watch?v=6sS5of9yV7U