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domingo, 11 de outubro de 2026

NOSSA SENHORA APARECIDA - PADROEIRA DO BRASIL: UMA HISTÓRIA DE FÉ E DEVOÇÃO


NOSSA SENHORA APARECIDA: A HISTÓRIA QUE ATRAVESSA SÉCULOS

Do encontro de uma pequena imagem nas águas do Paraíba do Sul à devoção de milhões de brasileiros: uma história de fé, identidade, esperança e compromisso com o Evangelho.

No dia 12 de outubro, o Brasil volta seu olhar para Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Milhões de pessoas participam de celebrações, fazem peregrinações, rezam o terço, agradecem por graças recebidas e apresentam à Mãe de Jesus suas dores, suas esperanças e suas necessidades.

Para muitos brasileiros, Nossa Senhora Aparecida faz parte da própria história familiar. Sua imagem está nas casas, nas igrejas, nos pequenos oratórios, nos objetos de devoção e na memória afetiva de gerações. Há quem caminhe quilômetros para chegar ao Santuário Nacional, quem acompanhe as celebrações pela televisão e quem, mesmo distante da prática religiosa, reconheça a importância dessa devoção na cultura brasileira.

Mas como uma pequena imagem, encontrada há mais de três séculos por pescadores, tornou-se um dos maiores símbolos da religiosidade brasileira? E o que essa devoção nos ensina hoje, especialmente quando símbolos religiosos são utilizados em discursos que podem aproximar ou dividir as pessoas?

Conhecer essa história é também uma oportunidade de refletir sobre a nossa fé, a missão de Maria e a responsabilidade dos cristãos diante da sociedade.

1. Nossa Senhora Aparecida: uma história que atravessa séculos


O encontro da imagem em 1717

A história de Nossa Senhora Aparecida remonta a outubro de 1717, na região de Guaratinguetá, então pertencente à Capitania de São Paulo. Segundo os relatos históricos preservados pela tradição da Igreja, três pescadores: João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, foram encarregados de conseguir peixes para uma refeição oferecida ao governador da capitania, o conde de Assumar.

Depois de tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram nas redes o corpo de uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição. Em seguida, recolheram a cabeça da imagem, que estava separada do corpo. Depois desse encontro, a pesca teria se tornado abundante.

A imagem foi levada para a casa da família, onde começou a ser venerada. Aos poucos, outras pessoas passaram a se reunir para rezar diante dela. A devoção cresceu, surgiram oratórios e capelas, e o lugar passou a receber um número cada vez maior de peregrinos.

A história dos pescadores e o desenvolvimento inicial da devoção são apresentados na documentação histórica reunida pelo Santuário Nacional de Aparecida, que também registra a existência dos personagens envolvidos por meio de documentos conservados nos arquivos eclesiásticos.

Uma distinção importante: o encontro da imagem e o crescimento da devoção pertencem à história documentada da tradição de Aparecida. Já a interpretação da pesca abundante como milagre é uma afirmação de fé, transmitida pelos relatos religiosos. A pesquisa histórica pode estudar os testemunhos, os documentos e a formação da devoção; a interpretação sobrenatural pertence ao campo da fé.

Essa distinção não diminui a importância religiosa da história. Pelo contrário, permite que ela seja apresentada com seriedade, respeitando tanto os registros históricos quanto a experiência espiritual dos devotos.

Fonte histórica: Santuário Nacional de Aparecida — História de Nossa Senhora Aparecida.

Da pequena capela às grandes peregrinações

A devoção não nasceu de uma grande instituição ou de uma campanha oficial. Seu início está ligado a pessoas simples, a uma família e a pequenos encontros de oração.

Em 1740, foi construída uma capela para acolher os devotos. Em 1743, o pároco de Guaratinguetá encaminhou um relatório sobre a devoção e os relatos de graças atribuídas à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, solicitando a autorização eclesiástica para a construção de uma igreja. A aprovação foi concedida naquele mesmo ano, e o novo templo foi inaugurado em 1745.

Ao longo dos séculos, a devoção ultrapassou os limites da região e passou a atrair peregrinos de diferentes partes do Brasil. Os espaços de acolhida foram ampliados conforme crescia o número de fiéis, até a construção do atual Santuário Nacional.

Hoje, a peregrinação a Aparecida é uma das expressões mais conhecidas da religiosidade popular brasileira. Para muitos, a viagem é uma forma de agradecer, pedir ajuda, cumprir uma promessa ou simplesmente permanecer alguns momentos em oração.

Uma romaria não é apenas um deslocamento geográfico. É também uma experiência de caminhada, perseverança e encontro. Quem peregrina leva consigo histórias de sofrimento, gratidão, luto, cura, esperança e recomeço.

Essa dimensão merece ser acolhida e acompanhada pastoralmente. A devoção popular pode constituir uma verdadeira oportunidade de evangelização quando ajuda as pessoas a aprofundar a fé, a participar da vida comunitária e a se aproximar de Jesus Cristo.

2. Devoção e identidade do povo brasileiro

A devoção a Nossa Senhora Aparecida consolidou-se ao longo do tempo por meio da oração das famílias, das comunidades, das romarias e da transmissão da fé entre gerações. Não se trata de uma história construída de uma só vez. Ela foi sendo tecida durante séculos, em diferentes contextos sociais e culturais, com a participação de pessoas de diversas regiões do país.

A pequena imagem de terracota, escurecida pelo tempo de permanência nas águas e pelos materiais que a envolveram, tornou-se especialmente significativa para muitos devotos. A imagem frágil, encontrada em pedaços por pescadores, passou a representar, na experiência de fé de tantas pessoas, a proximidade materna de Maria.

Também é possível compreender essa devoção em seu contexto social. A sociedade colonial brasileira era marcada por profundas desigualdades, pela escravidão e pela exclusão de grande parte da população. A devoção mariana cresceu nesse ambiente e foi apropriada, vivida e transmitida por pessoas que encontravam na religião uma fonte de esperança, proteção e sentido para a vida.

É importante, porém, evitar simplificações: não podemos atribuir a todos os devotos do passado uma única motivação, nem reduzir a história da devoção a uma interpretação social. A fé, a cultura, as condições de vida e os acontecimentos históricos se entrelaçaram de maneiras diversas. O que podemos afirmar é que Nossa Senhora Aparecida ultrapassou os limites de uma devoção regional e passou a ocupar um lugar importante na memória religiosa e cultural do Brasil.

Essa presença não significa que todos os brasileiros compartilhem a mesma fé. O país é plural, e a liberdade religiosa deve ser respeitada. Reconhecer a importância histórica de Aparecida não exige que se imponha a devoção a quem não é católico. A verdadeira valorização de uma tradição religiosa não precisa excluir outras tradições. Pelo contrário, pode favorecer o diálogo, o respeito e o reconhecimento da dignidade de cada pessoa.

3. Nossa Senhora Aparecida e a Padroeira do Brasil

O crescimento da devoção popular foi acompanhado, ao longo do tempo, pelo reconhecimento oficial da Igreja. Em 1904, o papa São Pio X autorizou a coroação solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Décadas depois, atendendo ao pedido dos bispos brasileiros, o papa Pio XI assinou, em 16 de julho de 1930, o decreto que declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira principal do Brasil.

A proclamação solene aconteceu em 31 de maio de 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de uma grande multidão de fiéis e de autoridades civis e religiosas.

É importante distinguir as duas datas: 1930 corresponde à assinatura do decreto pontifício; 1931, à cerimônia pública de proclamação.

O reconhecimento da Padroeira expressa a importância que a devoção mariana havia adquirido na vida da Igreja no Brasil. Não foi o decreto que criou a devoção: ele reconheceu oficialmente uma realidade religiosa que já estava profundamente enraizada na experiência de muitos fiéis.

O dia 12 de outubro tornou-se feriado nacional por meio da Lei nº 6.802, de 30 de junho de 1980, que instituiu a data para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida.

O que significa ser Padroeira?

Na tradição católica, um padroeiro ou uma padroeira é alguém cuja intercessão é invocada de modo especial por uma comunidade, uma instituição ou um povo. No caso de Nossa Senhora Aparecida, os católicos reconhecem em Maria a Mãe de Jesus e recorrem à sua intercessão, confiando que ela conduz seus filhos ao encontro com Cristo.

Esse título não transforma Maria em uma divindade independente de Deus, nem significa que ela substitua Jesus. A fé católica reconhece que a oração e a intercessão de Maria estão inteiramente relacionadas à obra salvadora de seu Filho.

A Constituição dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, especialmente nos números 60 a 62, ensina que a missão materna de Maria não diminui nem obscurece a mediação única de Cristo; antes, depende inteiramente dela e dela recebe sua eficácia. Essa compreensão é essencial para uma devoção mariana autenticamente cristã.

Fontes: CNBB — Aparecida: Padroeira do Brasil e Concílio Vaticano II — Lumen Gentium.

4. Quando a fé entra no jogo político

A relação entre religião e política não é uma questão nova na história brasileira. Símbolos religiosos, celebrações, imagens e discursos de fé já foram utilizados em diferentes períodos e contextos para expressar identidades, fortalecer projetos coletivos e legitimar posições públicas.

A presença de autoridades civis na proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira, em 1931, é um fato histórico. A interpretação do significado político daquele acontecimento, porém, exige considerar o contexto da época, a relação entre Igreja e Estado e as transformações da sociedade brasileira.

Por isso, é necessário distinguir a presença histórica da religião na vida pública do uso partidário de uma devoção.

A participação dos cristãos na política é legítima e importante. A Doutrina Social da Igreja reconhece que a fé tem consequências para a vida social e que os leigos são chamados a contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e comprometida com o bem comum.

O problema não está em um cristão expressar suas convicções religiosas ao participar da vida pública. O problema surge quando a fé é instrumentalizada, isto é, quando uma imagem sagrada passa a ser usada principalmente para conquistar apoio eleitoral, atacar adversários ou apresentar determinado grupo político como o único representante legítimo dos valores cristãos.

Também é problemático transformar a devoção mariana em um teste de fidelidade política, como se a escolha de um candidato pudesse determinar quem é ou não é um verdadeiro devoto de Nossa Senhora. Nenhum partido político é dono de Maria. Nenhuma corrente ideológica pode reivindicar para si o monopólio da fé católica.

Isso não significa que todas as propostas políticas sejam moralmente equivalentes ou que os cristãos devam permanecer indiferentes às questões públicas. A Igreja oferece critérios para o discernimento: a dignidade humana, a defesa da vida, a justiça, a solidariedade, a atenção aos pobres, a liberdade religiosa e a busca do bem comum.

Esses critérios devem ser aplicados com seriedade, conhecimento dos fatos e coerência. Não basta utilizar símbolos religiosos ou pronunciar palavras cristãs; é necessário avaliar atitudes, propostas e consequências concretas para a vida das pessoas.

A Constituição pastoral Gaudium et Spes, especialmente no número 76, recorda a distinção e a autonomia entre a comunidade política e a Igreja, cada qual em seu campo, e afirma que ambas estão a serviço da vocação pessoal e social das mesmas pessoas.

A Igreja não deve ser reduzida a instrumento de um projeto partidário. Sua missão evangelizadora exige liberdade para anunciar o Evangelho, defender a dignidade humana e questionar injustiças, independentemente de quem esteja no poder.

Nossa Senhora Aparecida não precisa ser colocada no palanque para que sua importância seja reconhecida. A força de sua devoção está na fé que inspira, na esperança que alimenta e na capacidade de conduzir as pessoas a uma vida mais próxima do Evangelho.

Fontes: Concílio Vaticano II — Gaudium et Spes, nº 76 e CNBB — A Doutrina Social da Igreja e a Política.

5. Maria nos conduz a Jesus

No Evangelho de João, durante as bodas de Caná, Maria percebe que o vinho está acabando e apresenta a situação a Jesus. Em seguida, dirige aos serventes uma orientação que permanece fundamental para a espiritualidade mariana: “Fazei tudo o que ele vos disser.” (Jo 2,5), Essa frase revela a direção para a qual a devoção a Maria deve conduzir cada cristão: Jesus Cristo.

Maria não chama a atenção para si mesma como destino final da fé. Sua presença aponta para o Filho. Sua atitude é de confiança, serviço e disponibilidade diante da ação de Deus. Por isso, celebrar Nossa Senhora Aparecida não pode se resumir a carregar uma imagem, participar de uma procissão, acender uma vela ou repetir uma oração, embora esses gestos possam expressar uma fé sincera e significativa.

A pergunta que precisamos fazer é: a nossa devoção nos ajuda a viver como Jesus viveu?

Se rezamos a Maria, mas alimentamos o ódio contra quem pensa diferente, precisamos rever nossa maneira de viver a fé. Se pedimos sua proteção para nossas famílias, mas desprezamos famílias que enfrentam dificuldades, precisamos rever nossa maneira de viver a fé.

Se celebramos a Padroeira do Brasil, mas permanecemos indiferentes à fome, à violência, à pobreza, à discriminação e ao sofrimento dos mais vulneráveis, precisamos perguntar se estamos escutando de fato o Evangelho. A devoção mariana não substitui o compromisso cristão. Ela pode fortalecê-lo quando nos ajuda a contemplar Maria como discípula, mulher de fé, servidora e Mãe de Jesus.

Na visita a Isabel, Maria canta a ação de Deus que olha para a humildade de sua serva e realiza grandes coisas em favor dos pequenos (Lc 1,46-55). No Magnificat, a espiritualidade mariana se relaciona com a justiça de Deus, que derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes, sacia os famintos e recorda sua misericórdia. Essa passagem não deve ser reduzida a um programa partidário. É, antes, um convite a reconhecer que o Reino de Deus questiona a arrogância, a exploração, a indiferença e toda forma de desumanização.

A Doutrina Social da Igreja também nos recorda que a dignidade da pessoa humana, a solidariedade e o bem comum são princípios fundamentais da vida social. A fé cristã, portanto, não pode ficar restrita ao espaço privado: ela nos chama a agir com responsabilidade, a defender os vulneráveis e a construir relações mais justas.

Maria nos conduz a Jesus. E Jesus nos envia ao encontro dos irmãos.

6. Uma fé que une, não que divide

A história de Nossa Senhora Aparecida atravessou mais de três séculos porque foi acolhida, transmitida e vivida por gerações de pessoas que encontraram nessa devoção uma fonte de consolo e esperança. Essa história merece ser contada com respeito, fundamentação histórica e sensibilidade pastoral. Merece também ser protegida de interpretações simplistas e de usos que reduzam uma experiência de fé tão profunda a uma disputa entre grupos.

O amor a Nossa Senhora não exige que transformemos quem pensa diferente em inimigo. A convicção religiosa não precisa ser acompanhada de agressividade. A defesa dos valores cristãos não autoriza a mentira, a humilhação ou o desprezo pela dignidade de outra pessoa.

O papa Francisco, na exortação apostólica Evangelii Gaudium, recorda a importância do diálogo, do encontro e da construção de uma sociedade capaz de viver com justiça, sem exclusões. Esse ensinamento é especialmente necessário quando as diferenças políticas se tornam motivo de hostilidade entre familiares, amigos e membros de uma mesma comunidade.

Podemos ter opiniões diferentes sobre os caminhos políticos do país. Podemos discordar de candidatos, partidos e propostas. Podemos e devemos examinar criticamente as decisões de quem governa. Mas precisamos fazê-lo com responsabilidade, buscando informações confiáveis e respeitando a dignidade das pessoas. A unidade cristã não significa pensar todos da mesma maneira. Significa reconhecer que a fraternidade, a verdade, a justiça e a caridade não podem ser abandonadas quando surgem divergências.

Neste 12 de outubro, ao celebrarmos Nossa Senhora Aparecida, talvez seja oportuno perguntar não apenas o que pedimos à Padroeira do Brasil, mas também o que estamos dispostos a fazer para que o Brasil seja um lugar mais justo, fraterno e acolhedor.

Que nossas orações se transformem em gestos concretos de solidariedade. Que nossas palavras promovam o diálogo, em vez de espalhar ódio. Que nossas escolhas sejam iluminadas pela busca do bem comum. E que nossa devoção nos ajude a reconhecer, em cada pessoa, alguém que merece respeito e dignidade.

Nossa Senhora Aparecida faz parte da história de fé de milhões de brasileiros. Que essa história continue sendo uma fonte de esperança e compromisso com o Evangelho, e não uma fronteira que nos separe.

Maria, Mãe de Jesus e Padroeira do Brasil, ensina-nos a fazer tudo o que teu Filho nos disser. Que saibamos construir um país em que a fé se traduza em amor, a esperança se transforme em compromisso e a diferença não seja motivo de divisão, mas oportunidade de diálogo e fraternidade.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós! 


Ângela Rocha
Catequistas em Formação

Referências:

sábado, 3 de outubro de 2026

CONHECENDO AS DGAE 2016-2032 - PARA CATEQUISTAS E AGENTES DE PASTORAL


📖 CONHECENDO AS DGAE 2026–2032

Um material para ajudar você a conhecer e compreender as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

As DGAE 2026–2032 apresentam caminhos e orientações para a ação evangelizadora da Igreja no Brasil nos próximos anos.

Mas… como compreender esse documento e transformá-lo em inspiração para a nossa caminhada pastoral?

Pensando nisso, preparei o material CONHECENDO AS DGAE 2026–2032, com uma linguagem mais acessível e organizada, ajudando catequistas e agentes de pastoral a conhecer, estudar e refletir sobre as Diretrizes.

📚 O material traz:

✔️ Apresentação das DGAE 2026–2032;
✔️ Os principais conteúdos e propostas do documento;
✔️ Explicações para facilitar a compreensão;
✔️ Destaques dos pontos importantes para a ação evangelizadora;
✔️ Reflexões e indicações para a prática pastoral;
✔️ Conteúdo organizado para facilitar o estudo individual ou em grupo.

Um material para quem deseja não apenas conhecer as novas Diretrizes, mas perceber seus caminhos e desafios para a evangelização em nossas comunidades.

💚 CONHECENDO AS DGAE 2026–2032
Um caminho de estudo, reflexão e compreensão das novas Diretrizes.

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Ângela Rocha
Catequistas em Formação



MÊS MISSIONÁRIO - MATERIAL PARA CATEQUESE

🌎  MÊS MISSIONÁRIO 2026

Um em Cristo, unidos na missão

O Mês Missionário 2026 nos convida a olhar para a missão como expressão da comunhão: “Um em Cristo, unidos na missão”, tendo como lema “Para que o mundo creia” (Jo 17,21).

Pensando nos catequistas e agentes de pastoral que desejam trabalhar o tema de maneira simples, dinâmica e profundamente catequética, preparei a Apostila Mês Missionário 2026.

📖 O que você encontrará na apostila?

✔️ Reflexões sobre a missão e a comunhão;
✔️ Propostas de encontros para crianças e adolescentes;
✔️ Atividades e dinâmicas relacionadas ao tema missionário;
✔️ Momentos de oração e reflexão da Palavra;
✔️ Sugestões para envolver as famílias;
✔️ Orientações para trabalhar a Coleta Missionária;
✔️ Atividades que ajudam as crianças a compreender que somos parte de um único corpo e todos somos chamados à missão;
✔️ Materiais para tornar o Mês Missionário mais significativo na catequese.

A proposta é ajudar o catequista a não apenas falar sobre missão, mas proporcionar experiências que levem as crianças e adolescentes a perceberem que a missão é responsabilidade de todos nós.

💚 MÊS MISSIONÁRIO 2026
UM EM CRISTO, UNIDOS NA MISSÃO
“Para que o mundo creia” (Jo 17,21)

📕 Apostila em PDF – R$ 30,00

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Envio o material em PDF, para você baixar e utilizar em sua catequese e pastoral.

Que este Mês Missionário nos ajude a descobrir, cada vez mais, que somos diferentes, mas formamos um só corpo em Cristo — e juntos somos enviados em missão!

Ângela Rocha
Catequistas em Formação



segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PROMOÇÃO MÊS DA BIBLIA: MATERIAIS BIBLICOS


MATERIAIS PARA VIVER A PALAVRA DE DEUS NA CATEQUESE

Neste mês da Bíblia, aproveite para aprofundar sua formação e levar a Palavra de Deus para seus encontros de uma maneira simples, criativa e significativa.

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Um material especial para vivenciar o Mês da Bíblia de 2026 de forma dinâmica e significativa. Traz propostas de encontros, atividades e recursos para ajudar crianças, adolescentes e comunidades a se aproximarem da Palavra de Deus.

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Um material para ajudar o catequista a descobrir maneiras mais criativas de anunciar a Palavra de Deus na catequese. Trabalha recursos, linguagem, criatividade e possibilidades para tornar o anúncio mais vivo, próximo e significativo.

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Um guia simples e prático para quem quer entender melhor a Bíblia e utilizá-la na catequese. Ajuda o catequista a conhecer a organização das Escrituras, localizar os livros e compreender melhor os textos bíblicos para preparar seus encontros.

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🌿 HISTÓRIA DA SALVAÇÃO PARA CRIANÇAS — R$ 30,00

Roteiros de encontros que apresentam às crianças, de maneira acessível e envolvente, a História da Salvação, mostrando como Deus acompanha e conduz seu povo ao longo da história.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

OS DEZ MANDAMENTOS DO PERDÃO

Imagem criada por IA
PERDÃO E RECONCILIAÇÃO: UM CAMINHO PARA A PAZ

 Falar de perdão é falar de uma das experiências mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais libertadoras da vida cristã. Perdoar não significa fingir que nada aconteceu, apagar a dor ou dizer que aquilo que nos feriu não teve importância. O perdão é uma decisão que nos ajuda a não permanecer presos à mágoa, ao ressentimento e ao desejo de retribuir o mal que recebemos.

Às vezes pensamos que perdoar é simplesmente dizer: “Eu perdoo”. Mas o verdadeiro perdão é um caminho. Ele pode começar com uma decisão e precisar de tempo para alcançar o coração.

Também precisamos compreender que perdoar não significa necessariamente voltar a ter a mesma relação de antes. Há situações em que é necessário estabelecer limites, manter distância ou reconstruir a confiança aos poucos. Perdoar é abrir mão do desejo de vingança e entregar a Deus aquilo que não conseguimos resolver sozinhos.

O perdão faz parte da vida cristã

Jesus coloca o perdão no centro da vida de seus discípulos. Isso aparece de maneira muito clara na oração do Pai-Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”

Não estamos apenas pedindo que Deus nos perdoe. Estamos também assumindo o compromisso de aprender a perdoar.

Jesus nos ensina ainda que a reconciliação com o irmão não pode ser tratada como algo secundário. No Evangelho de Mateus, ele apresenta uma imagem muito forte: antes de apresentar a oferta no altar, é preciso procurar a reconciliação com aquele que foi ferido ou com quem existe um conflito (Mt 5,23-24).

Isso nos mostra que não existe uma verdadeira vida cristã baseada apenas em rezar, participar das celebrações e falar de amor, enquanto alimentamos rancor dentro do coração. O perdão é exigente porque mexe justamente com aquilo que mais queremos proteger: nosso orgulho, nossa razão e nossas feridas.

Perdoar não é esquecer

Existe uma ideia muito comum de que, para perdoar de verdade, precisamos esquecer completamente o que aconteceu. Nem sempre é assim.

Podemos nos lembrar de uma situação dolorosa sem continuar vivendo presos a ela. A memória pode permanecer, mas a ferida pode deixar de controlar nossas escolhas. Perdoar é permitir que aquela história deixe de ocupar o lugar central em nossa vida.

Por isso, talvez uma das perguntas mais importantes seja:

“O que ainda estou carregando dentro de mim que preciso entregar a Deus?”

Às vezes não conseguimos perdoar porque continuamos alimentando mentalmente a ofensa, repetindo a conversa, imaginando o que deveríamos ter dito ou esperando que o outro reconheça nosso sofrimento.

O caminho da reconciliação começa quando deixamos de viver somente olhando para aquilo que nos feriu e começamos a procurar um caminho de paz.

Reconciliação exige coragem

Nem sempre somos nós que precisamos dar o primeiro passo porque fomos os responsáveis pelo conflito. Às vezes fomos feridos injustamente. Ainda assim, podemos escolher não alimentar o ódio.

Quando for possível e seguro, conversar pode ser um caminho. Pedir desculpas também. Reconhecer nosso próprio erro, ouvir o outro e procurar uma solução são atitudes que podem reconstruir relacionamentos.

Mas reconciliação não significa aceitar abusos ou permanecer em situações que nos fazem mal. Perdoar e colocar limites podem caminhar juntos. O importante é não permitir que a mágoa transforme nosso coração.

Um caminho de reconciliação

A reconciliação não acontece de uma hora para outra. Ela começa dentro de nós e vai alcançando nossas relações.

Por isso, podemos pensar em algumas atitudes que ajudam a construir esse caminho. 

Uma inspiração para este caminho

A proposta dos “Dez mandamentos da reconciliação” que inspirou esta reflexão foi encontrada em um material publicado pelos Saletinos do Brasil, dentro de uma reflexão sobre solidariedade e reconciliação.

Como a redação original não trazia uma autoria individual claramente identificada, os dez pontos apresentados abaixo foram reelaborados e ampliados em linguagem própria, preservando a ideia central da proposta original, mas sem reproduzi-la literalmente.

 10 ATITUDES PARA CONSTRUIR A RECONCILIAÇÃO

1. Reconheça e acolha quem você é -A reconciliação começa quando aprendemos a olhar para nós mesmos com verdade, aceitando nossa história, nossos limites e nossas possibilidades.

2. Valorize os dons que recebeu - Reconheça aquilo que Deus colocou em você e coloque seus talentos a serviço, sem precisar ser igual a outra pessoa.

3. Cultive a gratidão - Um coração agradecido aprende a perceber o bem que existe na própria vida e se torna menos preso àquilo que gostaria de ter.

4. Aprenda a enxergar o bem no outro - Em vez de procurar somente defeitos e falhas, procure reconhecer também as qualidades, os esforços e os dons das pessoas.

5. Não transforme sua vida em uma comparação - Cada pessoa possui uma história, um ritmo e dons diferentes. Comparar-se constantemente pode alimentar frustração, inveja e ressentimento.

6. Seja verdadeiro nas suas relações - A sinceridade, quando acompanhada de respeito e caridade, ajuda a evitar mal-entendidos e fortalece os relacionamentos.

7. Procure caminhos para resolver os conflitos - Nem todo conflito desaparece sozinho. É preciso disposição para conversar, compreender o que aconteceu e buscar uma saída possível.

8. Converse para aproximar, não para vencer - Um diálogo de reconciliação não deve ser uma disputa para descobrir quem tem razão. É uma oportunidade de procurar aquilo que pode reconstruir a relação.

9. Dê o primeiro passo - Esperar sempre que o outro tome a iniciativa pode prolongar uma distância desnecessária. Às vezes, a reconciliação começa com uma mensagem, uma conversa ou um pedido de desculpas.

10. Escolha a reconciliação em vez da necessidade de ter razão - Perdoar não significa dizer que o que aconteceu foi certo. Significa escolher não permanecer prisioneiro da mágoa e abrir espaço para a paz.

PARA REFLETIR

Existe alguém que eu preciso perdoar?

Existe alguém a quem preciso pedir perdão?

Existe alguma mágoa que ainda estou carregando e preciso entregar a Deus?

Talvez a reconciliação que estamos esperando comece com um pequeno passo: uma oração, uma conversa, um pedido de desculpas ou simplesmente a decisão de deixar de alimentar aquilo que nos machuca.

Porque perdoar não muda o passado. Mas pode transformar o modo como continuamos nossa caminhada.

 

Ângela Rocha

Catequista e Formadora – Graduada em Teologia pela PUCPR.

sábado, 29 de agosto de 2026

DGAE 2026–2032: O QUE TODO CATEQUISTA PRECISA COMEÇAR A CONHECER?


As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026–2032 já estão entre nós. Aprovadas pelos bispos durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril de 2026, elas passam a orientar a ação evangelizadora da Igreja no Brasil pelos próximos seis anos.

Publicadas pelas Edições CNBB como Documento 114 da CNBB, as novas Diretrizes são muito mais do que um documento destinado aos bispos ou às equipes de planejamento pastoral. Elas dizem respeito a toda a Igreja: dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e, portanto, também à catequese e aos catequistas.

A própria CNBB afirma que as DGAE devem ser estudadas e consideradas por todos os organismos eclesiais em seus processos de planejamento e ação evangelizadora.

Mas, afinal, o que são as DGAE? E por que um catequista precisa conhecer esse documento?

O que são as DGAE?

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil são orientações que ajudam a Igreja a discernir os caminhos da evangelização diante da realidade em que vivemos.

Elas não são simplesmente uma lista de atividades pastorais. São uma orientação para que a Igreja possa olhar para a realidade, escutar os sinais do nosso tempo, discernir à luz do Evangelho e encontrar caminhos para cumprir sua missão.

As novas DGAE são fruto de um longo processo de escuta, participação e discernimento, iniciado em 2022 e realizado em perspectiva sinodal, com a participação de dioceses, organismos eclesiais e diferentes expressões da Igreja no Brasil. Durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, o texto recebeu mais de 1.500 emendas antes de sua aprovação.

Portanto, não estamos diante de um documento elaborado de uma hora para outra. Ele é resultado de um caminho de escuta e discernimento da Igreja no Brasil.


A imagem que inspira as novas Diretrizes: a Tenda do Encontro

Uma das imagens mais fortes das novas DGAE é a tenda. A inspiração vem da passagem bíblica: “Alarga o espaço de tua tenda.” (Is 54,2)

A tenda é lugar de encontro, acolhida e proteção. Mas é também uma estrutura que pode ser ampliada. A imagem expressa o desejo de uma Igreja que não se fecha em si mesma, mas que é capaz de acolher, escutar, caminhar junto e sair em missão.

A CNBB apresenta a “tenda do encontro” como inspiração para uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos. E aqui já podemos fazer uma pergunta importante para a catequese:

Nossa catequese é uma tenda que acolhe ou uma porta que seleciona quem pode entrar?

Conhecendo os seis capítulos das DGAE

As novas Diretrizes estão organizadas em seis capítulos.

1. A Igreja: Tenda do Encontro

O primeiro capítulo apresenta a imagem da Igreja como tenda do encontro. Uma tenda que acolhe, que possui bases firmes, mas que também pode ser alargada conforme as necessidades da missão.

Para a catequese, essa imagem pode nos levar a pensar sobre acolhida, pertença e proximidade. Quem chega à catequese encontra uma comunidade que o acolhe? As famílias sentem que fazem parte da Igreja? Crianças e adolescentes encontram espaço para participar, falar, perguntar e contribuir?

2. A Escuta dos Sinais

A Igreja não pode evangelizar ignorando a realidade. Por isso, as Diretrizes destacam a necessidade de escutar os sinais dos tempos, mas também os sinais de esperança e a ação do Espírito Santo presentes nas comunidades.

Entre os desafios atuais aparecem questões como o individualismo, a polarização, a desinformação, as transformações culturais e digitais, os impactos das novas tecnologias e da inteligência artificial, a situação dos pobres e os desafios relacionados à Casa Comum.

Isso também interpela diretamente a catequese.

Estamos escutando o mundo em que vivem nossas crianças, adolescentes e famílias? Ou continuamos utilizando respostas antigas para perguntas que já mudaram?

3. Discernimento para uma Igreja Sinodal

As novas DGAE estão profundamente ligadas ao caminho do Sínodo sobre a Sinodalidade. Três palavras aparecem como fundamentais: Comunhão, participação e missão. Sinodalidade significa aprender a caminhar juntos, escutar, discernir e assumir responsabilidades na missão.

Para a catequese, isso significa também superar a ideia de que o catequista é alguém que simplesmente “dá aula”. O catequista faz parte de uma comunidade e participa de uma missão que pertence a toda a Igreja.

4. Povo de Deus em missão

Aqui aparece uma afirmação muito importante: todos somos chamados a testemunhar e anunciar o Evangelho. As Diretrizes reconhecem como sujeitos da missão diferentes membros e realidades do Povo de Deus: leigos e leigas, famílias, crianças, adolescentes, jovens, mulheres, idosos, pessoas com deficiência e neurodivergência, vida consagrada, ministros ordenados, povos indígenas e outros.

Isso nos ajuda a superar uma visão em que somente algumas pessoas são consideradas responsáveis pela evangelização.

A criança também pode ser missionária.
O adolescente também pode ser missionário.
A família também pode ser missionária.
O catequista também é sujeito da missão.

5. Caminhos da Missão

Este capítulo apresenta caminhos concretos para colocar as Diretrizes em prática. Entre eles estão:

📖 Animação bíblica da pastoral

🌱 Iniciação à Vida Cristã

🙏 Liturgia e piedade popular

❤️ Serviço à vida plena para todos

🤲 Opção preferencial pelos pobres

📚 Formação

🌎 Ecologia integral

Perceba como vários desses pontos já fazem parte da nossa reflexão catequética. A catequese não pode ser entendida isoladamente. Ela participa de uma ação evangelizadora muito mais ampla.

6. Compromissos Sinodais

O último capítulo trata dos compromissos necessários para que a Igreja avance no caminho da sinodalidade. As Diretrizes falam em conversão das relações, dos processos e dos vínculos. Isso significa rever não apenas aquilo que fazemos, mas também como nos relacionamos, como tomamos decisões e como construímos nossos vínculos comunitários.

Entre os temas abordados estão a proteção de menores, a comunicação, os conselhos pastorais, as assembleias diocesanas, o dízimo, os organismos missionários, o Pacto Educativo Global, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. É uma proposta de transformação que ultrapassa a simples mudança de atividades.

E o que tudo isso tem a ver com a catequese?

Talvez essa seja a pergunta mais importante.

As DGAE não são um “documento da catequese”. Elas são Diretrizes para toda a ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Mas justamente por isso elas interessam muito à catequese. A catequese participa da missão evangelizadora da Igreja e precisa estar em sintonia com os caminhos que a comunidade eclesial está sendo chamada a percorrer.

Alguns temas nos chamam especialmente a atenção:

📖 Palavra de Deus: A Bíblia precisa estar no centro da vida e da missão da Igreja. Para a catequese, isso significa ir além de simplesmente utilizar uma passagem bíblica para “ilustrar” o tema do encontro. É preciso ajudar crianças, adolescentes e famílias a encontrarem-se com a Palavra de Deus.

🌱 Iniciação à Vida Cristã: A catequese precisa ser compreendida como processo de iniciação à vida cristã, e não simplesmente como preparação para receber um sacramento. Isso significa acompanhar processos, experiências, relações, celebrações, oração, comunidade e missão.

🤝 Acolhida e cultura do encontro: A catequese precisa ser espaço de encontro. Não apenas encontro com conteúdos, mas encontro com pessoas, com a comunidade e, sobretudo, com Jesus Cristo.

❤️ Compromisso com a vida: A fé precisa tocar a realidade. A criança e o adolescente precisam descobrir que ser cristão também significa olhar para o outro, cuidar, partilhar, servir e defender a vida.

📱 Ambiente digital: O mundo digital também faz parte da realidade dos nossos catequizandos. As redes sociais, a inteligência artificial, os novos meios de comunicação e a cultura digital apresentam desafios, mas também possibilidades para a evangelização. A pergunta não é simplesmente: “Como levar a catequese para a internet?”

Talvez precisemos perguntar: “Como ser presença evangelizadora também no ambiente digital?”

🧩 Sinodalidade: A catequese também precisa aprender a caminhar junto. Catequistas, famílias, crianças, adolescentes, coordenação, padres, demais pastorais e toda a comunidade precisam superar o isolamento e assumir juntos a missão evangelizadora.

As DGAE não são apenas para serem lidas...

Existe uma frase da própria CNBB que merece nossa atenção: as Diretrizes não devem ser apenas mais um documento, mas precisam orientar a ação evangelizadora.

Por isso, conhecer as DGAE é apenas o primeiro passo. Depois será necessário perguntar:

O que precisamos mudar?

O que precisamos fortalecer?

O que precisamos deixar para trás?

Como essas Diretrizes podem chegar à nossa paróquia?

E, principalmente: o que elas nos pedem como catequistas?

A CNBB destaca que conhecer as Diretrizes é a primeira grande tarefa de 2026, antes dos processos de planejamento pastoral e das assembleias. Portanto, este é um assunto que já começou a fazer parte da caminhada da Igreja no Brasil. E os catequistas também precisam começar a conhecê-lo.

📘 Em breve: um estudo especial para catequistas

Este artigo é apenas uma primeira aproximação com as novas DGAE 2026–2032. Estamos preparando um estudo especial voltado aos catequistas, para aprofundar o Documento 114 da CNBB e ajudar a compreender:

📖 o que as novas Diretrizes propõem;

🌱 o que elas têm a ver com a Iniciação à Vida Cristã;

🤝 o que significa uma catequese em uma Igreja sinodal;

📱 quais desafios o ambiente digital apresenta;

❤️ como transformar as Diretrizes em atitudes concretas;

🎯 e, principalmente, o que tudo isso pode mudar na prática da catequese.

Porque conhecer um documento é importante. Mas transformar suas propostas em vida, missão e prática pastoral é ainda mais importante.

Em breve, aqui no Catequistas em Formação, vamos aprofundar esse caminho.

A tenda está aberta. Agora precisamos descobrir como alargá-la também na catequese.


FONTES:

📘 DGAE 2026–2032 — página oficial da CNBB

DGAE 2026–2032 — CNBB

❓ Perguntas e respostas sobre as DGAE

Esse é especialmente útil para nós, porque a CNBB explica de forma direta o que são as Diretrizes, como serão implementadas e sua relação com o Sínodo.
Perguntas e respostas — DGAE 2026–2032

🎥 Conheça o caminho proposto pelas DGAE

Vídeo com Dom Leomar Brustolin, coordenador do grupo de trabalho das novas Diretrizes, apresentando as ideias centrais do Documento 114.
Conheça o caminho proposto pelas DGAE — CNBB

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

BATISMO NA PARÓQUIA - GUIA COMPLETO

 💧 BATISMO NA PARÓQUIA – MATERIAL COMPLETO

Preparar pais e padrinhos para o Batismo é também ajudá-los a compreender a beleza e a responsabilidade de acompanhar uma criança na vida cristã.

Pensando nas equipes da Pastoral do Batismo, preparei um material completo para auxiliar na formação e na preparação das famílias.

📦 O PACOTE COMPLETO INCLUI:

📖 APOSTILA – BATISMO NA PARÓQUIA
Material revisado e atualizado, com conteúdos, encontros, orientações e propostas para a preparação de pais e padrinhos.

🖥️ 2 APRESENTAÇÕES EM SLIDES
Prontas para utilizar nos encontros, incluindo a Caminhada do Povo de Deus – História da Salvação e os conteúdos de formação sobre o Batismo.

📄 FOLDER PARA OS PAIS
Um material simples e acessível para entregar às famílias, ajudando-as a compreender o significado do Batismo e o compromisso assumido.

✨ UM MATERIAL PRONTO PARA SUA PASTORAL

Tudo organizado para facilitar o trabalho da equipe e tornar os encontros mais dinâmicos, acolhedores e formativos.

💰 PACOTE COMPLETO: R$ 40,00

📲 Pedidos pelo WhatsApp:
(41) 99747-0348

💳 Pagamento por PIX.

Após a confirmação do pagamento, o material é enviado em formato digital (PDF e apresentações).

💧 Batismo: nascimento para a vida cristã e início de uma caminhada de fé.

📌 IMPORTANTE

Este material é destinado ao uso pastoral e formativo nas comunidades e pode ser adaptado conforme a realidade de cada paróquia e equipe.

QUIZ BÍBLICO - ADOLESCENTES


 📝 QUIZ BÍBLICO - CRISMA

🕊️ PREPARAÇÃO ESPIRITUAL (5 MINUTOS)

1. O Sinal da Cruz e Acolhida (1 minuto): Peça silêncio e inicie de forma calma:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Jovens, hoje vamos fazer uma competição, mas o nosso maior prêmio é conhecer a Palavra que guia a nossa vida. Vamos acalmar o coração para escutar o que Deus tem a nos dizer hoje.

2. Palavra de Deus: Lucas 24, 32 (2 minutos)

Leia este versículo pausadamente (Ele fala sobre os discípulos de Emaús quando entenderam as Escrituras):  "E disseram um ao outro: Não ardia o nosso coração quando ele, no caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?"

Breve Reflexão: A Bíblia não é apenas um livro de histórias antigas ou um manual de regras para decorar. Ela é uma carta de amor viva de Deus para cada um de nós. Que hoje, ao respondermos este quiz, o nosso coração também arda de alegria por conhecer mais a nossa fé."

3. Oração ao Espírito Santo (2 minutos): Como eles são crismandos, invoque o Espírito Santo (que é o autor inspirador das Escrituras):

"Espírito Santo, iluminai a nossa mente e o nosso coração. Dai-nos o dom da sabedoria para compreender a Palavra de Deus. Que este momento de gincana seja de união, amizade e aprendizado. Que o Senhor nos guie hoje e sempre. Amém."

(Rezar juntos um Pai-Nosso ou uma Ave-Maria para encerrar).

 ORIENTAÇÕES: - Imprima a quantidade certa e distribua.

🏆 SISTEMA DE PONTUAÇÃO DINÂMICA (sugestão): Para prender a atenção dos jovens de 14 a 17 anos, divida a sala em equipes de 4 a 6 integrantes e use as regras abaixo:

1. Pontuação Base

  • Acerto direto: 10 pontos.
  • Erro na resposta: 0 pontos (não tira ponto para incentivar a participação).

2. Regra do "Bônus Bíblico" (+5 pontos)

  • Sempre que uma equipe acertar a resposta, pergunte se eles sabem explicar o porquê ou citar um detalhe da história (ex: na pergunta do Jonas, perguntar por que ele estava fugindo de Deus?).
  • Se souberem complementar de cabeça, ganham 5 pontos extras.

3. Rodadas Especiais (Para desempatar ou acelerar)

  • Perguntas 1 a 10 (Nível Normal): Valem 10 pontos cada.
  • Perguntas 11 a 15 (Nível Rápido): Quem levantar a placa ou bater na mesa primeiro tem o direito de responder. Se errar, passa o ponto para os outros grupos.
  • Perguntas 16 a 20 (Reta Final): Valem 20 pontos cada (Pontuação Dobrada). Isso mantém a emoção até o último segundo, permitindo que equipes que estavam atrás consigam virar o jogo.

4. Penalidade de Comportamento

  • Se um grupo soprar a resposta para o outro, ou fizer muita bagunça atrapalhando a leitura do catequista, perde 5 pontos no placar.

  

📝 QUIZ BÍBLICO - CRISMA

1. Quantos livros compõem o Antigo Testamento na Bíblia Católica?

A) 39

B) 27

C) 46

D) 73

2. O que significa a palavra "Pentateuco", que define os 5 primeiros livros da Bíblia?

A) Cinco mandamentos

B) Cinco rolos ou volumes

C) Cinco alianças

D) Cinco leis

3. Qual filho de Jacó foi vendido pelos irmãos e se tornou governador do Egito?

A) Benjamim

B) Moisés

C) José

D) Isaque

4. Qual é o livro mais longo do Antigo Testamento, conhecido por suas poesias e orações?

A) Gênesis

B) Isaías

C) Salmos

D) Provérbios

5. Qual profeta foi engolido por um grande peixe após tentar fugir da missão de Deus?

A) Elias

B) Eliseu

C) Jeremias

D) Jonas

6. Quem sucedeu Moisés e liderou o povo de Israel na conquista da Terra Prometida?

A) Josué

B) Arão

C) Calebe

D) Gideão

7. Quais são os três primeiros Reis de Israel, nesta ordem cronológica?

A) Davi, Salomão e Saul

B) Saul, Davi e Salomão

C) Abraão, Isaque e Jacó

D) Moisés, Josué e Samuel

8. O que significa a palavra "Evangelho"?

A) Livro Sagrado

B) Palavra de Deus

C) Boa Nova / Boa Notícia

D) História de Jesus

9. Quais dos quatro evangelistas também faziam parte do grupo dos 12 Apóstolos originais?

A) Marcos e Lucas

B) Mateus e João

C) Mateus e Lucas

D) Marcos e João

10. Qual milagre de Jesus está registrado nos quatro Evangelhos?

A) A transformação da água em vinho

B) A caminhada sobre as águas

C) A multiplicação dos pães e peixes

D) A ressurreição de Lázaro

11. Em qual cidade Jesus nasceu e em qual cidade Ele cresceu, respectivamente?

A) Jerusalém e Nazaré

B) Belém e Nazaré

C) Nazaré e Belém

D) Belém e Jerusalém

12. Quem escreveu a maioria das Cartas (Epístolas) do Novo Testamento?

A) São Pedro

B) São Paulo

C) São João

D) São Tiago

13. Qual livro do Novo Testamento narra o nascimento da Igreja e a descida do Espírito Santo?

A) Apocalipse

B) Carta aos Romanos

C) Atos dos Apóstolos

D) Evangelho de Lucas

14. Qual o nome do mar (que na verdade é um grande lago) onde Jesus acalmou a tempestade?

A) Mar da Galileia

B) Mar Morto

C) Mar Vermelho

D) Mar Mediterrâneo

15. No Novo Testamento, quem é considerado o último dos profetas, que preparou o caminho para Jesus?

A) Elias

B) Isaías

C) João Batista

D) Pedro

16. O que aconteceu no dia de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa?

A) Jesus subiu aos céus

B) O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos

C) A Última Ceia foi realizada

D) O templo de Jerusalém foi destruído

17. Qual apóstolo é conhecido por ter duvidado da ressurreição de Jesus até ver as feridas nas mãos Dele?

A) Pedro

B) Judas Iscariotes

C) Tomé

D) Tiago

 

18. Qual o nome do último livro da Bíblia Católica e qual o seu significado literário?

A) Gênesis (Começo)

B) Atos (Ação)

C) Apocalipse (Revelação)

D) Profecias (Futuro)

19. Na estrutura da Bíblia, o que significam os números grandes e os números pequenos em cada página?

A) Página e Parágrafo

B) Capítulo (grande) e Versículo (pequeno)

C) Versículo (grande) e Capítulo (pequeno)

D) Livro e Testamento

20. Qual destas opções NÃO é um Sacramento, mas sim uma virtude teologal citada nas cartas bíblicas?

A) Batismo

B) Crisma

C) Caridade

D) Eucaristia

 

OBS.: Caso nenhuma das equipes consiga resolver uma questão, ela pode ser substituída por outra.


📖 Gostou da ideia?
Este é apenas um pedacinho do que preparei para o Mês da Bíblia! Na apostila você encontra muitas outras atividades, dinâmicas e propostas para trabalhar a Bíblia com crianças, adolescentes e jovens. Também temos um estudo completo para catequistas sobre o livro de Daniel.



🔑 GABARITO

Copie este trecho para deixar com você ou com os jurados da mesa:

  1. C (46)
  2. B (Cinco rolos ou volumes)
  3. C (José)
  4. C (Salmos)
  5. D (Jonas)
  6. A (Josué)
  7. B (Saul, Davi e Salomão)
  8. C (Boa Nova / Boa Notícia)
  9. B (Mateus e João)
  10. C (A multiplicação dos pães e peixes)
  11. B (Belém e Nazaré)
  12. B (São Paulo)
  13. C (Atos dos Apóstolos)
  14. A (Mar da Galileia)
  15. C (João Batista)
  16. B (O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos)
  17. C (Tomé)
  18. C (Apocalipse / Revelação)
  19. B (Capítulo e Versículo)
  20. C (Caridade)