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sexta-feira, 24 de março de 2023

SANTO OSCAR ROMERO

Santo Oscar Romero

No dia 24 de março de 1980, às 6 h da tarde, o arcebispo de San Salvador, capital de El Salvador, pequeno país da América Central, DOM OSCAR ARNULFO ROMERO, celebrava missa na capela do hospital de religiosas que cuidavam de doentes de câncer. No momento da consagração, o tiro desfechado por um atirador de elite escondido atrás da porta traseira da capela atingiu o coração do pastor e matou-o imediatamente.

"Devo lhe dizer que, como cristão, não acredito na morte sem ressurreição: se me matarem, ressuscitarei no povo salvadorenho. Digo isso sem nenhuma ostentação, com a maior humildade. Como pastor, sou obrigado, por mandato divino, a dar a vida por aqueles que amo, que são todos os salvadorenhos, até por aqueles que me assassinem. Se chegarem a cumprir as ameaças, a partir de agora ofereço a Deus meu sangue pela redenção e ressurreição do Salvador. O martírio é uma graça de Deus, que não me sinto na situação de merecer, entretanto, se Deus aceitar o sacrifício de minha vida, que meu sangue seja semente de liberdade e sinal de que a esperança se transformará logo em realidade. Minha morte, se é aceita Por Deus, que seja pela liberação de meu povo e como testemunho de esperança no futuro. Pode escrever: se chegarem a me matar, desde já eu perdoo e benzo aquele que o faça”.

Dom Oscar Romero (Março de 1980), hoje Santo Oscar Romero

"Quando nos chamarem de loucos, embora nos chamem de subversivos, comunistas e todas as ofensas que assacam contra nós, sabemos que não fazem mais que pregar o testemunho ‘subversivo’ das bem-aventuranças, que anima a todos para proclamar que os bem-aventurados são os pobres, bem-aventurados os sedentos de justiça, bem-aventurados os que sofrem".

Dom Oscar Romero (11/05/1978).

"Uma religião de missa dominical, mas de semana injusta, não agrada ao Senhor. Uma religião de muitas rezas e tantas hipocrisias no coração, não é cristã. Uma Igreja que se instala sozinho para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, mas que se esquece do clamor das injustiças, não é verdadeiramente a Igreja de nosso divino Redentor"

Dom oscar Romero (04/12/1977).


Em 23 de maio de 2015 aconteceu a beatificação de Dom Oscar Romero e em 14 de outubro de 2018, Romero foi canonizado.
Oscar Arnulfo Romero Galdámez nasceu em Ciudad Barrios, em 15 de agosto de 1917 e faleceu em 24 de março de 1980.




quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

DIA DE SÃO SILVESTRE: SAIBA MAIS SOBRE ELE

   
Imagem: Canção Nova

São Silvestre para nós é "famoso". Lembramos dele por causa da famosa "corrida" que acontece todo anos, nas ruas de São Paulo no dia 31 de dezembro. Este ano, pela primeira vez em 100 anos, a corrida foi suspensa, por conta da pandemia do Corona Vírus. Mas, vamos festejar falando do Santo Padroeiro da corrida!


Você sabia que São Silvestre foi Papa?

O longo pontificado de são Silvestre (de 314 a 335) correu paralelo ao governo do imperador Constantino, numa época muito importante para a Igreja, recém saída da clandestinidade e das perseguições. Foi nesse período que se formou uma organização eclesiástica que duraria por vários séculos. Nesta época teve lugar de destaque o imperador Constantino. Este, de fato, herdeiro da grande tradição imperial romana, considerava-se o legítimo representante da divindade (nunca renunciou ao título pagão de “Pontífice Máximo”), e logo também do Deus dos cristãos e por isso encarregado de controlar a Igreja como qualquer outra organização religiosa.

Foi ele por isso, e não o Papa Silvestre, que convocou no ano 314 um sínodo para sanar um cisma irrompido na África, e foi ele ainda que, em 325, convocou o primeiro concílio Ecumênico da história, em Niceia, na Bitínia, residência de verão do imperador. Silvestre, não podendo intervir por causa da sua idade avançada, enviou como seus representantes ao importante acontecimento, o bispo Ósio de Córdoba e dois sacerdotes.

Assim fazendo, Constantino introduzia um método de intromissão do poder civil nas questões eclesiásticas que trará nefastas consequências. Mas, no momento as consequências foram positivas, também pela boa harmonia que reinava entre o Papa Silvestre e o imperador Constantino. Este de fato não poupou o seu apoio também financeiro para a vasta obra de construção de edifícios eclesiásticos, que caracterizou o pontificado de São Silvestre.

Em particular, foi precisamente Constantino que na qualidade de “Pontífice Máximo” pôde autorizar a construção de uma grande basílica em honra de são Pedro, na colina do Vaticano, após ter destruído ou parcialmente recoberto de terra um cemitério pagão (descoberto pelas escavações, feitas a pedido de Pio XII em 1939). Foi ainda a harmonia e colaboração entre o papa Silvestre e Constantino que permitiram a construção de duas outras importantes basílicas romanas, uma em honra de são Paulo na via Ostiense e outra em honra de são João.

Constantino, aliás, quis até demonstrar a sua simpatia para com o papa Silvestre dando-lhe o seu próprio Palácio Lateranense que foi desde então e por diversos séculos a morada dos papas. Não lhe deu, todavia, como afirma o Martirológio Romano, a satisfação de administrar-lhe o batismo (que Constantino recebeu só na hora da morte). São Silvestre morreu em 335.

                                                            Imagem: Brasil Escola UOL

Agora vamos falar da Corrida Internacional de São Silvestre

Todos os anos, desde 1924, milhares de atletas do mundo inteiro desembarcam no Brasil para participar da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece sempre no dia 31 de dezembro. A corrida é a competição de rua mais famosa do país e a mais importante da América Latina. 

Apesar de toda a tradição que a São Silvestre carrega, nem todo mundo sabe de onde veio a escolha do nome da competição. A referência vem da Igreja Católica, que, no dia 31 dezembro, comemora o Dia de São Silvestre. São Silvestre foi um papa católico que comandou a Igreja do dia 31 de janeiro de 314 d.C. ao dia 31 de dezembro de 335 d.C. Por esse motivo, a corrida foi batizada em homenagem a São Silvestre, o santo do dia.

Biografia se São Silvestre extraída do livro: Um santo para cada dia - Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FRANCO, Giullya. "Corrida Internacional de São Silvestre"Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/corrida-internacional-sao-silvestre.htm. Acesso em 31 de dezembro de 2020.






segunda-feira, 19 de março de 2018

SÃO JOSE: FIEL À VONTADE DE DEUS


Neste dia 19 de março, a Igreja celebra solenemente São José, esposo da Virgem Maria. “A admiração silenciosa e o culto firmado a São José têm as suas fundamentações, que devem ser como que garimpadas em meio às alternâncias da história e das vicissitudes do povo de Deus”, diz Frei Hugo D. Baggio. E, segundo o frade, como a Abraão, dele também foi exigida uma carga de fé quando se viu diante do inexplicável mistério. “E ele suportou a prova, venceu o teste. Ficou firme na sua posição, enfrentou o futuro, e a partir daí entrou em cheio na vida de Cristo e de Maria. Exige-se uma sensibilidade muito afinada com a vontade de Deus para perceber suas ordens através de sinais. E José o fará muitas vezes, sempre no silêncio”.

É esse silencioso “sim” que aborda Leonardo Boff, autor de um belo livro sobre São José, publicado pela Editora Vozes. “Esse silêncio não é mutismo de quem não tem nada a dizer. José teria muitíssimo a dizer. Ele, sendo justo, no sentido que aclaramos acima, certamente irradiou ao seu redor mais pelo exemplo que pelas palavras. Entretanto, quando as coisas são grandes demais, simplesmente calamos”, diz o teólogo.

Frei José Ariovaldo da Silva faz uma introdução detalhada de como nasceu a devoção ao esposo de Maria no Oriente e no Ocidente até se espalhar por todos os recantos do mundo cristão. “É muito bom sermos profundamente humanos em nossa vida espiritual. Pensar e viver a vida espiritual também com o coração! E quem assim fizer, sem dúvida encontrará em São José a figura de um pai extraordinariamente bom, inspirador de confiança, animador da esperança, e, sobretudo, criador de serenidade decidida. Parece que a história da devoção a São José nos ensina isso”, diz Frei José, refletindo também liturgicamente a solenidade.

Pe. Pe. Johan Konings, SJ, também comenta a liturgia do dia: “São José aparece como o homem responsável, fiel e prudente, a quem Deus confiou seu Filho. Nós temos o costume de achar que responsabilidade só diz respeito ao que nós mesmos fazemos. Mas muito maior é a participação quando nos tomamos responsáveis por aquilo que não tem em nós a sua origem”, observa.

Na sua reflexão, Frei Almir Guimarães destaca José como aquele a quem foram confiados os mistérios da salvação: “A criança que nasce de Maria, que precisa de leite, de pão, de atenções, de cuidados será objeto das atenções de José que chamamos de Pai nutrício do Filho de Deus feito carne. José será o homem da ação de todos os dias e da ininterrupta contemplação dos adoráveis mistérios de Deus”, observa Frei Almir.

Citada pelos articulistas deste Especial, não poderíamos deixar de apresentar a bela exortação apostólica de São João Paulo II, sobre a figura e a missão de São José: Redemptoris Custos.

Encerramos o Especial com uma oração a São José e a música “Meu Bom José” de Rita Lee. Boa leitura!


Oração a São José

Anuncia, ó José, ao teu antepassado Davi 
as maravilhas: tu que viste a Virgem dar à luz, 
tu que adoraste com os reis magos,
tu que glorificaste com os pastores,
tu que foste instruído pelo anjo suplica a Cristo-Deus,
para que salve as nossas almas!

(da Liturgia Bizantina)


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FONTE: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.

domingo, 18 de março de 2018

SÃO CIRILO DE JERUSALÉM

A Igreja celebra hoje a memória de São Cirilo de Jerusalém.

Desde o início dos tempos cristãos a heresia se infiltrara na Igreja, mas, foi no século IV, que ocorreram as do arianismo e do “nestorianismo” causando profundas divisões. Cirilo viveu nesse período em Jerusalém, perto de onde nascera em 315, de pais cristãos e bem situados financeiramente. Muito preparado, desde a infância, nas Sagradas Escrituras e nas matérias humanísticas, em 345, foi ordenado sacerdote.

Em 348, foi consagrado, bispo de Jerusalém. Ocupou o cargo durante aproximadamente trinta e cinco anos, dezesseis dos quais passou no exílio, em três ocasiões diferentes. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influencia na Igreja, cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirílo realmente um simpatizante dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira, foi a mais longa , porque o imperador Valente, este sim herege, decidiu mandar de volta ao exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378.

O seu trabalho, entretanto resistiu a tudo e chegou até nossos dias e especialmente porque ele sabia ensinar o Evangelho, como poucos. Em sua cidade, logo que se tornou sacerdote e no início do episcopado era o responsável por preparar os catecúmenos, isto é, os adultos que se convertiam e iriam ser batizados. Foi nesse período que escreveu dezoito discursos catequéticos, um sermão, a carta ao imperador Constantino e outros pequenos fragmentos. Treze escritos eram dedicados à exposição geral da doutrina e cinco dedicados ao comentário dos ritos Sacramentais da iniciação cristã. Assim, seus escritos explicam detalhadamente os “como” e os “porquês” de cada oração, do batismo, da crisma, da penitência, dos sacramentos e dos mistérios do Cristianismo, ditos dogmas da Igreja.

As famosas vinte e três aulas de Cirilo, destinadas aos catecúmenos de Jerusalém que se preparavam para o batismo, chamadas por isso de "Catequeses" (kατηχήσεις), são melhor apreciadas quando divididas em duas partes: as primeiras dezoito são geralmente conhecidas como "Aulas Catequéticas", "Orações Catequéticas ou "Homilias Catequéticas" e as cinco últimas, como "Catequeses Mistagógicas" (μυσταγωγικαί), chamadas assim por tratarem dos "mistérios" (μυστήρια), ou seja, os sacramentos do Barismo, da Confirmação e da Eucaristia.

Cirilo também soube viver a religião na prática. Numa época de grande carestia, por exemplo, não hesitou em vender valiosos vasos litúrgicos e outras preciosidades eclesiásticas, para matar a fome dos pobres da cidade. Ele morreu no ano 386.

Desde o início de sua vida religiosa, Cirilo cujo caráter era afável e suave, sempre preferiu a catequese aos assuntos polêmicos, chegando quase a se comprometer com os arianos e semiarianos. Porém, de maneira contundente aderiu à doutrina ortodoxa da Igreja no III Concílio ecumênico de Constantinopla, em 382, no qual ficou clara sua sempre fiel postura à Santa Sé e à Verdade de Cristo. Nessa oportunidade teve em seu favor a eloquência das vozes dos sinceros bispos e amigos, Atanásio e Hilário, que o chamaram “valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião”.

Sua canonização demorou porque, durante muito tempo, seu pensamento teológico foi considerado vacilante, como dizem os registros. Em 1882, o Papa Leão XIII, na solenidade em que instituiu sua veneração, honrou São Cirilo de Jerusalém, com os títulos de doutor da Igreja e príncipe dos catequistas católicos.

São Cirilo aos catecúmenos:

“Caíste na rede da Igreja (Mt 13, 47). Deixa-te, portanto, apanhar vivo; não fujas, porque é Jesus que te prende no seu anzol, para te dar, não a morte, mas, a ressurreição depois da morte. De fato, deves morrer e ressurgir ( Rm 6, 11.14)… Morres para o pecado, e vives para a justiça a partir de hoje”.

FONTE PRINCIPAL:
www.franciscanos.org.br