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sábado, 27 de janeiro de 2018

PUBLICAÇÕES E DOCUMENTOS DA CNBB


Aqui no Brasil, temos a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, responsável pelo direcionamento pastoral da Igreja católica, que nos oferece, com seus estudos e documentos, informações e o “norte” para o nosso “fazer” como discípulos missionários.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é um organismo permanente que reúne os Bispos católicos do Brasil que, conforme o Código de Direito Canônico, "exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostolado devidamente adaptadas às circunstâncias de tempo e lugar, de acordo com o direito" (Cân. 447). A CNBB foi fundada em 14 de outubro de 1952 e seu grande idealizador foi D. Hélder Câmara, OFS.

A CNBB, para publicar suas orientações utilizam basicamente, 03 TIPOS de publicação:

ESTUDO: nos livros de capa VERDES;



DOCUMENTO: nos livros de capa AZUL;

SUBSÍDIOS DOUTRINAIS: livros de capa VERMELHA.



E algumas publicações, antes de ser DOCUMENTO, são estudos!

Por exemplo, antes de termos do DOCUMENTO 107 - INICIAÇÃO Á VIDA CRISTÃ, na capa azul, tínhamos o ESTUDO 97 - INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, na capa verde.


Recentemente foi publicado o DOCUMENTO 107 – sobre IVC, que não podemos confundir com o ESTUDO 107- sobre LEIGOS E LEIGAS. Aliás o "ESTUDO 107" sobre os leigos na Igreja, já virou o DOCUMENTO 105. Ou seja, os estudos seguem uma numeração contínua e os documentos também. NÃO CONFUNDIR OS DOIS!


Os "estudos" são lançados primeiramente como fruto de reflexões da Igreja do Brasil sobre um determinado tema. Quando este tema é de profunda relevância para a condução da Igreja, ele é aprofundado, colocado em reunião, votado e colocado na assembleia geral dos bispos. Aí é que ele pode ser transformado em DOCUMENTO, com força de orientação às diversas Igrejas particulares.

Alguns documentos são de profunda importância para Igreja e são constantemente atualizados, como as DIRETRIZES DA AÇÃO EVANGELIZADORA NO BRASIL – hoje DOCUMENTO 102 – que vigora até 2019. Este documento não serve só para a catequese, mas, para toda a ação pastoral.



Ângela Rocha

Catequistas em Formação.

sábado, 7 de janeiro de 2017

ANO MARIANO: CELEBRAR, FAZER MEMÓRIA E AGRADECER


POR QUE UM ANO MARIANO? IDEIAS, IDEIAS...

Muitos catequistas tem se perguntado e nos perguntado o que temos para o AnoMariano, que aliás já começou em Outubro de 2016. Mas, parece que nos acostumamos mesmo a só "acordar" em janeiro...

Mas, vamos lá!

O Ano Nacional Mariano foi proclamado pela CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas Águas do Rio Paraíba do Sul. A iniciativa está sendo celebrada a partir do dia 12 de outubro até o dia 11 de outubro de 2017.

A presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças” e recorda que todas as dioceses do país se preparam, desde 2014, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, que percorre cidades e periferias. 

Enfim, o que fazer para viver intensamente este ano na catequese?

“Que este momento seja para a evangelização, para a missão, tendo presente o exemplo, as lições que Nossa Senhora nos deixa, mas também recorrendo com confiança a sua intercessão materna”, disse D. Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília.
É um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo e como ser cristão hoje.

MOMENTOS CELEBRATIVOS

É um período para reforçar a oração. Criar momentos celebrativos com Nossa Senhora sem, no entanto, se exacerbar no devocionismo, lembrando sempre que a devoção à Maria, leva à Jesus Cristo, centralidade da nossa catequese.
Em outubro na Festa de Nossa Senhora Aparecida, lembrar o acontecimento do encontro da imagem pelos pescadores e história de como ela se tornou a Padroeira do Brasil de maneira especial: encontros celebrativos, exposições, contação de histórias, valorização da fé do povo.

Não temos uma oração especial do "Ano Mariano", que tal então, incentivar nossas crianças a criar esta oração?

LEVAR NOSSA SENHORA ÀS FAMÍLIAS

D. Sérgio ainda diz que: “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo – alegria da fé em Cristo."

E para reforçar esta missão de ser uma Igreja em saída, que tal criar uma capelinha com Nossa Senhora Aparecida para passar pelas casas das famílias dos catequizandos em 2017?

O SELO DA COMEMORAÇÃO

Para marcar os eventos relacionados ao Jubileu DOS 300 ANOS, foi criado um SELO COMEMORATIVO.
Na composição do selo, estão elementos que fazem referência à religiosidade brasileira: a cruz, recordando o centro de nossa fé; o barco, recordando a pesca milagrosa; e a Imagem da Senhora Aparecida.
As crianças também podem ser incentivadas a desenhar e pintar seu próprio Selo para esta comemoração.

E, é claro, busque no site do Santuário Nacional de Aparecida, mais detalhes sobre a comemoração:
Jubileu "300 anos de bênçãos"
A12.COM


No contexto das Comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no rio Paraíba do Sul, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o Ano Nacional Mariano, que começou dia 12 de outubro na comemoração do dia da padroeira do Brasil.

A celebração dos 300 anos é uma “grande ação de graças”. Desde 2014, as dioceses do Brasil se preparam para esta comemoração, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. Para os bispos do Brasil, o gesto de percorrer cidades e periferias, lembra aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus. 

Leia a íntegra da mensagem da CNBB para o Ano Mariano:

Mensagem à Igreja Católica no Brasil
ANO NACIONAL MARIANO

Na imagem de Nossa Senhora Aparecida “há algo de perene para se aprender”. 

“Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe” (Papa Francisco).


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.

Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).

A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus. 

O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).

Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.

A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!
Brasília (DF), 1º de agosto de 2016

Dom Sergio da Rocha
 Arcebispo de Brasília (DF)
 Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de S. Salvador da Bahia (BA)
Vice-Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DECLARAÇÃO DA CNBB SOBRE O MOMENTO POLÍTICO NACIONAL

Bispos falam de “Escândalos de corrupção sem precedentes na história do Brasil”

ZENIT, 14 de abril de 2016.

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos em Aparecida, na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), frente à profunda crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, trazemos, em nossas reflexões, orações e preocupações de pastores, todo o povo brasileiro, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes, 1).

Depois de vinte anos de regime de exceção, o Brasil retomou a experiência de um Estado democrático de direito. Os movimentos populares, organizações estudantis, operárias, camponesas, artísticas, religiosas, dentre outras, tiveram participação determinante nessa conquista. Desde então, o país vive um dos mais longos períodos democráticos da sua história republicana, no qual muitos acontecimentos ajudaram no fortalecimento da democracia brasileira. Entre eles, o movimento “Diretas Já!”, a elaboração da Carta Cidadã, a experiência das primeiras eleições diretas e outras mobilizações pacíficas.

Neste momento, mais uma vez, o Brasil se defronta com uma conjuntura desafiadora. Vêm à tona escândalos de corrupção sem precedentes na história do país. É verdade que escândalos dessa natureza não tiveram início agora; entretanto, o que se revela no quadro atual tem conotações próprias e impacto devastador. São cifras que fogem à compreensão da maioria da população. Empresários, políticos, agentes públicos estão envolvidos num esquema que, além de imoral e criminoso, cobra seu preço.

Quem paga pela corrupção? Certamente são os pobres, “os mártires da corrupção” (Papa Francisco). Como pastores, solidarizamo-nos com os sofrimentos do povo. As suspeitas de corrupção devem continuar sendo rigorosamente apuradas. Os acusados sejam julgados pelas instâncias competentes, respeitado o seu direito de defesa; os culpados, punidos e os danos, devidamente reparados, a fim de que sejam garantidas a transparência, a recuperação da credibilidade das instituições e restabelecida a justiça.

A forma como se realizam as campanhas eleitorais favorece um fisiologismo que contribui fortemente para crises como a que o país está enfrentando neste momento.

Uma das manifestações mais evidentes da crise atual é o processo de impeachment da Presidente da República. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acompanha atentamente esse processo e espera o correto procedimento das instâncias competentes, respeitado o ordenamento jurídico do Estado democrático de direito.

A crise atual evidencia a necessidade de uma autêntica e profunda reforma política, que assegure efetiva participação popular, favoreça a autonomia dos Poderes da República, restaure a credibilidade das instituições, assegure a governabilidade e garanta os direitos sociais.

De acordo com a Constituição Federal, os três Poderes da República cumpram integralmente suas responsabilidades. O bem da nação requer de todos a superação de interesses pessoais, partidários e corporativistas. A polarização de posições ideológicas, em clima fortemente emocional, gera a perda de objetividade e pode levar a divisões e violências que ameaçam a paz social.

Conclamamos o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade.

Acreditamos no diálogo, na sabedoria do povo brasileiro e no discernimento das lideranças na busca de caminhos que garantam a superação da atual crise e a preservação da paz em nosso país. “Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a se preocupar com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco).

Pedimos a oração de todos pela nossa Pátria. Do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, invocamos a bênção e a proteção de Deus sobre toda a nação brasileira.

Aparecida – SP, 13 de abril de 2016.

Dom Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ Arcebispo de São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB