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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

DOC 107 - IVC - UM BREVE RESUMO



DOCUMENTO 107: INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, ITINERÁRIO PARA FORMAR DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

O Documento 107, fruto de uma longa caminhada da igreja, foi aprovado pelos Bispos do Brasil em sua 55ª Assembleia, no ano de 2017, em Aparecida- SP e recebe o número de 107 da coleção azul da Conferência (CNBB). 

Sugiro a visualização do vídeo com explicações de alguns dos envolvidos:

O documento oferece novas disposições pastorais para a iniciação à vida cristã, presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora desde 2011. O documento revela o propósito dos bispos em buscar novos caminhos pastorais e reconhecer que a inspiração catecumenal é uma exigência atual. Com a Iniciação à Vida Cristã a Igreja formará discípulos conscientes, atuantes e missionários. Em seis passos o documento apresenta os processos de iniciação ao discipulado de Jesus.

A Igreja não deve funcionar por “gavetas”: Dízimo, Catequese, Liturgia, etc. A Iniciação a Vida Cristã deve perpassar por tudo, transformar católicos em discípulos de Jesus.

Principais eixos:

§  A Família é o BERÇO da Iniciação à Vida Cristã
§  A Comunidade Igreja é a CASA da Iniciação à Vida Cristã
§  Inspiração catecumenal: proporcionar um encontro pessoal com Jesus Cristo e criar um sentimento de pertença à sua Igreja
§  Centralidade da Palavra de Deus
§  Centralidade do Mistério Pascal de Cristo, a missa em comunidade, favorecer o entendimento da liturgia e seus símbolos.
§  Acontece por etapas: Querigma, Catecumenato, Purificação e Iluminação, Mistagogia
§  A figura do introdutor: disposto a acompanhar a caminhada de fé do iniciante, mostrar Jesus, dizer de sua vida cristã para o outro, saber ser próximo (ícone João Batista). Para as crianças pode-se chamar os padrinhos e familiares como introdutores.
§  Catequese querigmática e mistagógica

Consequências:

§  Redimensionar o papel do catequista dentro da IVC
§  Agentes do processo de educação da fé: comunidade, família, introdutores, conselho pastoral paroquial, catequistas, liturgia, consagrados, diáconos, padres e Bispos.
§  Envolvimento da comunidade e de outras pastorais: batismo, catequese, liturgia, familiar
§  Refazer o calendário respeitando o Ano Litúrgico, marcando Batismos, Crisma e Eucaristia para o tempo Pascal.
§  Provocar questionamento – hoje se tem dificuldade
§  Igreja aberta e missionária
§  Adaptar o itinerário que foi pensado inicialmente para adulto para as crianças e adolescentes.

Necessidades:

§  Elaboração e seguimento de um Projeto Diocesano de Iniciação a Vida Cristã
§  “Fazer as pazes” com o tempo em uma época de urgências, não fazer correndo e queimar etapas.
§  Formação e envolvimento para os presbíteros e agentes de pastorais
§  Catequistas preparados, com processo de formação estruturado (catequese, Bíblia, liturgia, espiritualidade). O catequista deve ser orientado para SER + SABER + SABER FAZER
§  Investimento em formadores
§  Novas disposições pastorais: perseverança, docilidade, sensibilidade, trabalho em equipe
§  Boa preparação das celebrações
§  Experiência orante – ter o momento do dia para rezar
§  Desenvolver postura de escuta, com sensibilidade real quanto à situação pessoal do indivíduo
§  Voltar ao essencial, ao Evangelho de Jesus. Promover um segundo Anúncio/ Querigma aos batizados e crismados.
§  Grupo que possa acompanhar os adolescentes pós Crisma. Metodologia, temas e periodicidade adequados.

Desafios:

§  Igreja acolhedora
§  Envolver os padres e os agentes de pastoral para caminharem juntos
§  Processo lento e gradual
§  Tem que ser um projeto paroquial e não dos catequistas da paróquia
§  Busca da coerência
§  Mudança de vida, via da ternura
§  Inspiração catecumenal para inserção no Mistério de Cristo
§  Catequizar a geração NET – compreendendo a diferença entre comunidade (interdependência) e rede (autonomia). Entender que o virtual também é real e que temos que ter comportamento adequado nas mídias (o que postar, compartilhar, como tratar os outros), pois são como espelhos do indivíduo real.
§  Rever a possibilidade de adotar a sequência original dos Sacramentos da Iniciação: Batismo – banhar-se, Crisma – perfumar-se e Eucaristia – sentar-se à mesa.
§  Porque os pais pedem o Batismo para seus filhos?
§  A Crisma tem o sentido de sacramento da maturidade do Cristão?

O enfrentamento de um conflito é oportunidade de crescimento para os envolvidos, uma graça de Deus para que seja dado um passo qualitativo no serviço pastoral mediante a escuta, o diálogo, o respeito, a aceitação, o perdão, em busca do consenso possível (papel mediador do sacerdote).

Breve resumo

O Documento 107 da CNBB está assim dividido: Introdução, 4 capítulos e conclusão.

INTRODUÇÃO

Em 2013, o Papa Francisco, fazendo eco ao Sínodo sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé Cristã, afirmou que nos encontramos em uma nova etapa evangelizadora que deve ser marcada pela alegria e deve indicar rumos novos para a caminhada da Igreja.

É urgente a revisão de nosso processo de transmissão da fé. É preciso mover-nos a um processo de conversão pastoral e de aprendizagem; é necessário pensar e construir um novo paradigma pastoral; vivemos à procura de respostas sobre a vida, seu sentido e no fundo sobre nós mesmos. Faz-se necessário e urgente um NOVO CAMINHO PASTORAL que norteie e guie essa transmissão.

ITINERÁRIO CATEQUÉTIDO: INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

CAPITULO 1 – ÍCONE BÍBLICO: trata da Iluminação Bíblica com o Evangelho do encontro de Jesus com a samaritana para destacar os passos pedagógicos para a conversão. O texto apresenta o itinerário a partir do “ícone bíblico” representado pelo encontro de Jesus com a Samaritana retratado no capítulo quatro do Evangelho de São João

“Tudo muda quando encontramos Jesus”

Era preciso que Jesus passasse pela Samaria, e diante do poço se encontrasse com a Samaritana para, assim, “travar” com ela um diálogo levando-a a reconhecer Nele a Água viva que mata toda sede. Fazendo então uma Catequese.

Jesus espera que tenhamos sede dEle.
Qual é a água que podemos dar para Jesus?
Encontro da necessidade humana com a graça de Deus. 
Conhecer é diferente de saber.
A salvação vem da fé em Jesus, Ele se abaixa para se mostrar à Samaritana, ensina-lhe gradativamente o que significa Adorar a Deus em Espírito e Verdade. 

CAPÍTULO 2 - VER: Narra a história do processo da iniciação cristã, que defende a necessidade da conversão pessoal, a partir do encontro pessoal com Jesus.

Faz-se necessário olhar para dentro de si com humildade.
Em primeiro lugar Deus fala para nós catequistas, ninguém sabe tudo. Procuremos deixar o Senhor falar através de nossa vivência e testemunho que falam até mais que o conteúdo exposto.
O encontro com Jesus provoca o Acolhimento. 
Fazer acontecer uma mística do encontro, sem rigorismo. 
Nunca se deve ter fé de gosto (do meu jeito), mas assumir o jeito de Jesus. Entregar se com amor e alegria a missão de testemunhar.

Será muito proveitoso ao catequista conhecer o Documento de Aparecida.
Deve conhecer também o documento Catequese Renovada (1983) e a proposta do Papa Francisco da Evangelii Gaudium. Há vários desafios atuais como intolerância, sectarismo, desestruturação da família, corrupção. Enfrenta-los sem desanimar.

CAPÍTULO 3 - ILUMINAR: Traz como a Igreja pretende implantar a Iniciação.

Temos que amar a Igreja como ela é e não como gostaríamos que ela fosse.
Um itinerário significa uma caminhada no qual é necessário um mergulho pessoal na fé. 

Nas urgências da Igreja com relação à evangelização hoje, devemos iniciar um diálogo com toda a sociedade sobre:
§  Igreja como Casa de Iniciação à vida cristã
§  Igreja em estado permanente de Missão
§  Animação Bíblica (nunca começar reunião de trabalho sem a luz da Palavra de Deus)
§  Formação de comunidades
§  Valorização da Vida

Utilização de temas que sejam atraentes, aprender com o catequizando, cada um deve se sentir pessoalmente envolvido, buscar o uso de símbolos, valorizar os ritos, mergulhar no mistério pascal de Jesus, participar de formação continuada, vivificar a relação filial com Deus que nos faz nova criatura. Testemunhar com vida de oração que Cristo é o Centro, anunciando-O com linguagem adequada. Promover a inserção tendo Maria como modelo de mãe.

Trazer as etapas no Quadro Geral e uma explicação quanto ao uso do RICA no que for pertinente (como inspiração).

É necessário um aprofundamento após a recepção do sacramento: Introdução aos Mistérios de Deus, aprender e viver os gestos; Não só falar da fé, mas viver a fé: Experimentar Deus além das aparências (Tempo da Mistagogia).

É preciso superar a divisão entre a Catequese e a Liturgia: Deus trabalhando na gente, salvando, purificando, libertando do mal (nós trabalhando para que Deus trabalhe em nós) colocando ao centro a Eucaristia.

Dentro de tudo procurar a coerência de vida (o catequista é exemplo de vida cristã).

CAPÍTULO 4 – AGIR E CONCLUSÃO: Mostra como colocar em prática a IVC a partir de um agir pastoral da Igreja.

Vislumbra-se um Projeto da Diocese para a Implantação da IVC, com centralidade na Palavra de Deus, Integração da catequese com a liturgia, Pastoral de Conjunto, atuação dos Conselhos Paroquiais, instrução, formação, recursos, etc.

A única e principal missão da Igreja é seguir o pedido de Jesus para “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura e batizai em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Em primeiro lugar faz-se um Anúncio; depois uma Catequese e por último a participação na Liturgia (sacramentos). Este caminho que visa formar discípulos (pessoas convictas da fé).

Hoje existe um abismo muito grande entre Liturgia e Catequese. 

Na catequese aprofundamos o conhecimento, as razões da fé católica, mergulhamos no mistério da pessoa de Jesus. O catequista é responsável pelos seus catequizandos. E sempre deve se perguntar: Eles estão preparados?

Os Sacramentos/Liturgia são como as núpcias em um casamento, momento áureo em que os catequizandos devem se aproximar com piedade e respeito. A caminhada cristã não se encerra na recepção do sacramento, ele faz parte de uma necessária inserção da vida da Igreja e da Comunidade.

A restauração do catecumenato tem que ser uma missão da Igreja, com a retomada do Querigma, anunciado de forma inteligente, atraente e convincente. Seguido por um aprofundamento bíblico, da Doutrina Social, Liturgia, Ecumenismo, etc.

Os sujeitos destinatários da IVC são as famílias, crianças, adultos, jovens, pessoas com deficiência e pessoas nas periferias existenciais, ou seja, todo àquele que quer, de maneira livre e pessoal, se aprofundar no mistério de Deus.

Os catequistas também devem fazer o itinerário, buscar o aprofundamento e formação continuada, além de buscar aprender com os seus catequizandos.

Deus nos abençoe nessa digna Missão de fazer ECOAR a PALAVRA DE DEUS.



Colaboração: Lilian V. F. Volpato

Fontes:
- Formação com D. Marcony- Arquidiocese de Brasília 30/09/2017
- Formação dos coordenadores de Catequese do Regional Centro Oeste sobre o Doc. 107 – Iniciação à Vida Cristã – Itinerário para formar discípulos missionários com Pe. Antônio Marcos Depizolli (set/2017).

quinta-feira, 17 de maio de 2018

CHAMADO À SANTIDADE...

O Papa Francisco sobre o chamado à santidade no mundo atual...

Na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, o Papa Francisco indica, entre outros, as características "indispensáveis" para entender o estilo de vida da santidade: "perseverança, paciência e mansidão", "alegria e senso de humor", "audácia e fervor". O caminho da santidade vivido como caminho "em comunidade" e "em constante oração".

Assista...



És daqueles que não se contentam com uma existência medíocre?

O Papa Francisco escreveu-te uma carta de muitas páginas.

É uma mensagem para quem, como tu, vive os riscos, desafios e oportunidades de hoje.

Para quem cria os seus filhos com amor, quem trabalha a fim de trazer o pão para casa,

as pessoas idosas, as pessoas consagradas, quem se prepara para o futuro.

Porque todos somos chamados a ser santos. Tu também, sabias?

O que não significa pensar que és melhor do que os outros porque sabes ou fazes mais.

Nem também o cumprimento cego de regras sem amor.

Mas significa confiar na graça para poder alcançar a santidade.

Jesus mostra-te o caminho. Jesus é o caminho.

Segui-lo, hoje, é andar em contracorrente.

É não ignorar os sofrimentos e as injustiças deste mundo.

É ser audaz, lutador, humilde e ter sentido de humor.


Gaudete et Exsultate - Exortação Papa Francisco: BAIXE AQUI o documento completo.

sábado, 27 de janeiro de 2018

PUBLICAÇÕES E DOCUMENTOS DA CNBB


Aqui no Brasil, temos a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, responsável pelo direcionamento pastoral da Igreja católica, que nos oferece, com seus estudos e documentos, informações e o “norte” para o nosso “fazer” como discípulos missionários.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é um organismo permanente que reúne os Bispos católicos do Brasil que, conforme o Código de Direito Canônico, "exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostolado devidamente adaptadas às circunstâncias de tempo e lugar, de acordo com o direito" (Cân. 447). A CNBB foi fundada em 14 de outubro de 1952 e seu grande idealizador foi D. Hélder Câmara, OFS.

A CNBB, para publicar suas orientações utilizam basicamente, 03 TIPOS de publicação:

ESTUDO: nos livros de capa VERDES;



DOCUMENTO: nos livros de capa AZUL;

SUBSÍDIOS DOUTRINAIS: livros de capa VERMELHA.



E algumas publicações, antes de ser DOCUMENTO, são estudos!

Por exemplo, antes de termos do DOCUMENTO 107 - INICIAÇÃO Á VIDA CRISTÃ, na capa azul, tínhamos o ESTUDO 97 - INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, na capa verde.


Recentemente foi publicado o DOCUMENTO 107 – sobre IVC, que não podemos confundir com o ESTUDO 107- sobre LEIGOS E LEIGAS. Aliás o "ESTUDO 107" sobre os leigos na Igreja, já virou o DOCUMENTO 105. Ou seja, os estudos seguem uma numeração contínua e os documentos também. NÃO CONFUNDIR OS DOIS!


Os "estudos" são lançados primeiramente como fruto de reflexões da Igreja do Brasil sobre um determinado tema. Quando este tema é de profunda relevância para a condução da Igreja, ele é aprofundado, colocado em reunião, votado e colocado na assembleia geral dos bispos. Aí é que ele pode ser transformado em DOCUMENTO, com força de orientação às diversas Igrejas particulares.

Alguns documentos são de profunda importância para Igreja e são constantemente atualizados, como as DIRETRIZES DA AÇÃO EVANGELIZADORA NO BRASIL – hoje DOCUMENTO 102 – que vigora até 2019. Este documento não serve só para a catequese, mas, para toda a ação pastoral.



Ângela Rocha

Catequistas em Formação.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O QUE É O DOCUMENTO QUE CHAMAMOS DNC - DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE?


O Diretório Nacional de Catequese – DNC é documento é que dá direcionamento à catequese no Brasil, atendendo as orientações e anseios do Concílio vaticano II para que toda a Igreja Católica tenha, em suas Igrejas particulares um documento que direcione a catequese. Publicado pela CNBB em 2006, trouxe aos catequistas do Brasil embasamento para realizar a catequese nas diversas Igrejas particulares (dioceses) e nas paróquias.

Baseado no DGC - Diretório Geral para a Catequese, da Santa Sé de 1997 (que direciona a Catequese da Igreja Católica como um todo), é um reflexo também, do documento "Catequese Renovada", de 1983, que iniciou no Brasil a renovação da catequese que se esperava pós Concílio Vaticano II.

O Diretório Nacional de Catequese – DNC
, é um esforço de adaptação à realidade do Brasil, do Diretório Geral para a Catequese. É um documento em que a Igreja do Brasil, por meio da Comissão de Animação Bíblico-Catequética, propõe as grandes orientações para a catequese. Não é um manual para se estudar com os catequizandos, mas, considerações sobre o trabalho da catequese, elaborado com a ajuda dos catequistas de todo o Brasil e catequetas de muitas regiões.

O Diretório é importante por ser uma proposta de sintonia para o trabalho da Igreja, um direcionamento que visa progresso na ação catequética.

O objetivo geral do Diretório Nacional de Catequese é apresentar a natureza e finalidade da catequese, traçar os critérios de ação catequética, orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões. Ele pretende delinear uma catequese litúrgica, bíblica, vivencial, profundamente ligada à mística evangélico-missionária, mais participativa e comunitária.

O documento divide-se em duas partes e oito capítulos.

Na primeira parte, são tratados os fundamentos teológico-pastorais da catequese, a partir da renovação pós-conciliar.

Capítulo 1 - Movimento catequético pós-conciliar: conquistas e desafios: Inicia-se apresentando as conquistas do recente movimento catequético brasileiro

Capítulo 2 - A catequese na missão evangelizadora da Igreja: Aprofunda o tema da revelação e catequese; a catequese dentro da missão evangelizadora da Igreja, como atividade de iniciação à fé

Capítulo 3 - Catequese contextualizada: história e realidade: Esclarece a tarefa da catequese, propõe-se uma leitura da realidade brasileira e da história como lugares teológicos da manifestação de Deus.

Capítulo 4 - Catequese: mensagem e conteúdo:  A mensagem e conteúdo da catequese são considerados neste capítulo, destacando-se a Bíblia, a liturgia e os catecismos

Aqui inicia-se a Segunda parte do DNC, de caráter mais prático:

Capítulo 5 - Catequese como educação da fé: primeiramente analisa a pedagogia catequética tendo como fundamento a pedagogia divina, modelo da educação da fé pretendida pela catequese.

Capítulo 6 - Destinatários como interlocutores no processo catequético: Enumera os interlocutores no processo catequético: crianças, adolescentes, jovens, adultos, indígenas, portadores de deficiências, etc.

Capítulo 7 - O ministério catequético e seus protagonistas: O destaca o ministério da catequese e seus responsáveis - catequistas, padres, bispos, catequetas, etc.

Capítulo 8 - Lugares da catequese e sua organização na Igreja particular: Por fim, no último capítulo, discute-se o “onde” e o “como” devemos organizar nossa catequese, dando embasamento para a construção dos itinerários catequéticos das comunidades.

O Diretório, como proposta da Igreja do Brasil, é mais uma oportunidade para que os envolvidos na dimensão bíblico-catequética amadureçam seu ministério e façam ecoar com mais segurança e direção sua ação evangelizadora, por meio de um discipulado mais autêntico e uma missão mais consciente.

FONTE: CNBB. Diretório Nacional de Catequese. Publicações da CNBB. Brasília: Edições CNBB, 2006.


terça-feira, 30 de agosto de 2016

O DOCUMENTO 26: CATEQUESE RENOVADA - CR

Temos falado bastante por aqui do DNC – Diretório Nacional de Catequese, mas precisamos também valorizar o documento CATEQUESE RENOVADA, documento da CNBB número 26, aprovado em 1983. Isso porque neste mês das vocações comemoramos 33 anos de sua publicação. Mas, muitos catequistas não o conhecem, ou ainda não o leram ou então, nunca ouviram falar dele... E, se ouviram, não prestaram a devida atenção.

Sei que nossa Igreja é "mestra" em produzir documentos que ficam empoeirando nas estantes. Sei que é muita coisa para se ler e conhecer. Falta tempo, às vezes energia, às vezes, vontade mesmo. Mas, este documento gente, assim como o DNC - Diretório Nacional de Catequese (que, aliás, é uma "continuidade" dele), tem um valor INESTIMÁVEL e histórico, para a catequese no Brasil. 

O Concílio Vaticano II não produziu nenhum documento específico sobre a Catequese, mas, pediu que se criasse um diretório para ela. E ele foi criado. É o Diretório Catequético Geral - DCG de 1971 (mais tarde, remodelado pelo DGC - Diretório Geral para a Catequese em 1997). Mas, isso em nível mundial, para toda a Igreja. Não havia um documento "brasileiro" sobre a catequese.

Então, na visita do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1980, num pronunciamento em Fortaleza, ele disse o seguinte:

"A catequese é uma URGÊNCIA. Só posso admirar os pastores zelosos que em suas Igrejas procuram responder concretamente a essa urgência, fazendo da catequese uma prioridade!"

E nossos bispos atenderam o apelo do Papa. E muitas reuniões foram feitas a partir daí. O documento foi construído com a colaboração e as sugestões de muitos catequistas de todos os níveis. Foram feitas TRÊS assembleias na CNBB: 1981, 1982 e 1983; para aprovar o formato final do documento. Portanto, foram três anos de muitas discussões e trabalho.

E vocês sabiam que uma das proposições que mais causou polêmica para a aprovação do documento foi instituir a BÍBLIA como "MANUAL" POR EXCELÊNCIA na catequese? Até então, a catequese era exclusivamente doutrinal e apoiada nos catecismos de perguntas e respostas.

Outra coisa inovadora nele: INTERAÇÃO FÉ E VIDA! Até então só se falava de alma separada do corpo. A religião não se ligava a vida da pessoa. Espírito era o "Sagrado" e o corpo era o "pecado". Não havia uma ligação entre a fé e a realidade em que viviam as pessoas. É daí que vem o nosso método "VER, JULGAR e AGIR". Também se começa a priorizar a catequese com adultos.

Vejam então, a importância que este documento tem para nós, catequistas na Igreja do Brasil. Não há como, não há como MESMO, um catequista desconhecer seu conteúdo, mesmo 33 anos depois. Talvez ele tenha ficado um pouco esquecido nas prateleiras nessas novas gerações de catequistas, mas, com certeza, quem viveu a catequese inovadora do final dos anos 80, sabe do que estou falando. E ele ainda é atual! Muito do que ele diz sequer foi instituído em paróquias por aí afora!

Infelizmente, eu vivi a catequese anterior a ele. Fiz catequese de eucaristia em 1975. Uma catequese relâmpago na escola onde eu estudava. Eram “encontrinhos” de meia hora após o período escolar, onde decorávamos algumas orações, mandamentos e sacramentos e PRONTO! - Nem sei se isso foi 6, 3 ou 2 meses! - E estávamos aptos a receber a Primeira Eucaristia. Tivessem nossos pais dado alguma instrução anterior, ótimo! Senão, lá iam as criancinhas vestidas de branco para a Igreja, sem saber bem porque, nem pra que, só que, tinham que ir! E não havia catequese de Crisma, uma vez que as crianças eram crismadas (confirmadas) pequenas, quando da visita do Bispo à paróquia ou quando os pais iam à sede da diocese.

A partir do CR - Catequese Renovada, é que foram mudando as coisas na catequese do Brasil. Portanto, quem ainda não viu, veja! Quem ainda não leu, leia! Depois de tudo que estamos vivendo com o Papa Francisco, diálogo, abertura, renovação da Igreja; se faz agora, mais urgente ainda, a necessidade de se saber do que é que se está falando na catequese.

Ângela Rocha
Catequista

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Exortação Apostólica Catechesi Tradendae, de João Paulo II, foi uma grande motivadora da catequese no Brasil e no mundo.

“O cristocentrismo na catequese significa também que, mediante ela, se deseja transmitir, não já cada um a sua própria doutrina ou então a de um mestre qualquer, mas os ensinamentos de Jesus Cristo, a Verdade que Ele comunica, ou, mais exatamente, a Verdade que Ele é (12). Tem que se dizer, portanto, que na catequese é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado — e todo o resto sempre em relação com Ele; e que somente Cristo ensina; qualquer outro que ensine, fá-lo na medida em que é seu porta-voz, permitindo a Cristo ensinar pela sua boca”, escreve João Paulo II na exortação.Dentre os documentos que João Paulo II deixou para a Igreja está a Exortação Apostólica Catechesi Tradendae, que revela a preocupação com a questão da catequese.  Escrito em 16 de outubro de 1979, o documento coloca Cristo como centro e fonte de toda catequese, sendo a Igreja esse depósito da fé. João Paulo II relata que, na vida da Igreja e em toda a história, a catequese sempre foi importante para a evangelização e a formação dos homens.
Para Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba (MG), esse documento de João Paulo II teve grande influência e motivação na catequese no Brasil e em todo o mundo. Ele afirma ainda que catequizar foi uma das principais preocupações de João Paulo II.
Dom Paulo, que também é membro da Comissão Animação Bíblico-catequética da CNBB, enfatiza que a catequese deve ser missionária, com renovação, equilíbrio, métodos, linguagens e integridade de conteúdo. Segundo ele, essa foi a principal mensagem que João Paulo II escreveu na Catequesi Tradendae. O documento revela uma preocupação com a importância de levar a verdadeira catequese anunciada por Jesus e transmitida pelos apóstolos.
“Quando dizemos de uma nova catequese dentro da iniciação da vida cristã, não é diferente daquilo que a Cathequesi já vinha propondo, talvez com uma linguagem um pouco diferente. Com essa exortação, o beato João Paulo II estava dando as bases de uma catequese mais comprometida com a vida, com a Palavra de Deus e com a liturgia. Ele diz que ela [catequese] é um espaço de evangelização, no qual devem ser usados os métodos pedagógicos, com uma linguagem que o povo compreenda. É importante destacarmos essa ligação que João Paulo II já fazia com a Palavra de Deus, com a catequese e a liturgia. Esses três aspectos são muito trabalhados hoje, mas já foram citados na Cathequesi Tradendae”.
Nos dias de hoje, Dom Paulo explica que um dos métodos que a catequese mais tem utilizado é o uso mais frequente da Bíblia, principalmente no que diz respeito à leitura orante da Palavra, bem como a participação na vida da comunidade e nas celebrações.
Uma das preocupações é referente à catequese dos adultos, pois, segundo o arcebispo, muitos pais não estão preparados para essa missão de catequizarem seus filhos. Nesse sentido, a catequese das crianças e dos jovens muitas vezes não têm sido assumida pelos pais, uma vez que estes mesmos não são catequizados.
“Na sociedade atual, os pais estão ‘terceirizando’ a formação dos filhos, jogando-a para a escola, para a catequese; o que, na verdade, deveria ser feito por eles mesmos. A Catequesi Tradendae de João Paulo II diz que nós temos de mostrar a nossa identidade de cristão, sendo coerentes no nosso agir e nos espelhando na coragem dos santos, na esperança que eles tinham e também no entusiasmo deles”, concluiu Dom Paulo.
Dom Paulo Mendes Peixoto.