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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

CATEQUESE COM OS PAIS: UM CAMINHO DE REDESCOBERTA DA FÉ

 Muitas vezes se fala sobre a falta de envolvimento das famílias na catequese, mas poucas ações concretas são realizadas para inseri-las verdadeiramente nesse processo. O grande desafio é que, em muitos casos, essas famílias nem mesmo estão integradas à vida comunitária. Limitam-se, ocasionalmente, a participar de algumas celebrações da missa. 


É sabido e constantemente reafirmado que os primeiros catequistas são os próprios pais. No entanto, é necessário fazer as seguintes reflexões: Os pais estão realmente preparados para catequizar os filhos? Foram, eles mesmos, catequizados de forma adequada? Ou trata-se apenas, de cristãos batizados que receberam uma formação mínima, voltada quase exclusivamente para a recepção dos sacramentos da Eucaristia e da Crisma? Há, de fato, vivência de fé suficiente para ser transmitida aos filhos? É certo que ninguém pode oferecer o que não possui, sendo assim, não seria uma exigência excessiva cobrar da família algo que ela não tem condições de dar?

A catequese de adultos ainda é um campo pouco explorado nas comunidades. Parte-se, muitas vezes, do pressuposto de que, uma vez batizada e tendo recebido os sacramentos da iniciação cristã, a pessoa já está plenamente formada na fé. No entanto, a realidade mostra o contrário. Há famílias com realidades religiosas diversas — pai de uma denominação, mãe de outra, avós católicos, filhos sem qualquer formação sólida.

Não são raros os relatos de crianças e jovens que dizem: “Minha mãe vem à missa, mas meu pai não.” Ou o contrário. Há também aqueles que participam da catequese por influência dos avós. Que testemunho de fé é esse? Que tipo de educação é essa, em que os pais esperam dos filhos uma vivência que eles mesmos não assumem? Não são poucos os pais que se revoltam quando se pede que também se confessem antes da Primeira Eucaristia dos filhos. Alguns consideram a proposta um exagero. Há quem diga: “Por que devo contar meus pecados a outro homem?” e, no entanto, se declara católico.

Enquanto isso, os catequistas se empenham em ensinar às crianças o que significa ser cristão, enfrentando a contradição de uma fé ensinada na catequese, mas pouco vivida em casa.

É urgente tomar atitudes concretas. A catequese precisa de uma verdadeira “revolução”. É necessário envolver as famílias, trazer os pais de volta à fé, criar espaços de partilha, convivência e oração. A catequese com os pais não é algo opcional, é essencial. Sem ela, dificilmente haverá frutos duradouros. As famílias estão sedentas de reencontro com Deus e com a comunidade. Cabe à catequese abrir novamente esse caminho.

Experiências de Retiro com Catequizandos e Pais

A partir dessa reflexão, surgiu a vontade de realizar algo que envolvesse não apenas as crianças, mas também suas famílias. No início, a ideia foi promover um “retiro espiritual” com os catequizandos, um pouco antes da Primeira Eucaristia. A proposta era fazer uma celebração à noite, à luz de velas, recordando a Última Ceia e o gesto do lava-pés. Assim foi feito em um dos anos. No entanto, percebeu-se que, para as crianças, o momento não teve o alcance desejado. Aos dez ou onze anos, ainda lhes falta maturidade para vivenciar plenamente esse tipo de experiência. Alguns pais que acompanharam sugeriram que o retiro deveria envolver toda a família.

No ano seguinte, tentou-se outro formato: um retiro de dia inteiro com as crianças, no meio do ano, com almoço, lanche e missa. Contudo, a experiência se mostrou cansativa e pouco proveitosa. As crianças se entediaram, o local não agradou, e as catequistas terminaram o dia exaustas. No final do ano, repetiu-se a experiência à noite, na sexta-feira anterior à Primeira Eucaristia. Mesmo dividindo as turmas, manter oitenta crianças em silêncio, à luz de velas, foi uma tarefa quase impossível. Além disso, havia uma incoerência: buscava-se celebrar a Eucaristia antes mesmo que as crianças a recebessem pela primeira vez.

Finalmente, no ano seguinte, o grupo de catequistas decidiu mudar a proposta. O retiro foi realizado fora da igreja, em um espaço amplo e agradável, com área verde, onde as crianças puderam brincar e se divertir. Jogaram bola, fizeram corrida do saco, cabo de guerra e participaram de uma gincana bíblica. O mais importante, porém, foi que o retiro foi planejado para as famílias.

Foram convidados pais, avós, irmãos, tios, primos e amigos — todos que quisessem participar. Cobramos uma pequena taxa para cobrir as despesas do almoço e do lanche da tarde, e pedimos aos pais que levassem os refrigerantes. Começamos às 11 horas com a acolhida das famílias. Após as boas-vindas e uma oração pedindo a bênção para o dia, partilhamos um almoço simples e saboroso.

Em seguida, formamos grupos e iniciamos a gincana. Foi um momento de alegria e comunhão: pais, avós, filhos e primos correram, procuraram versículos na Bíblia, responderam perguntas sobre fé e se divertiram juntos. Às 15 horas, enquanto as crianças continuavam brincando, convidamos os adultos para um momento especial. Fizemos com eles um “encontro de catequese”, semelhante ao que os filhos vivenciam ao longo do ano.

Com um roteiro preparado pelo Pe. Luiz Baronto, realizamos a “Ação de Graças pela Eucaristia”. Foi um momento profundo e comovente. Muitos pais se emocionaram e deram testemunhos sinceros, expressando o quanto sentem falta de encontros de fé e de partilha comunitária.

Em duas experiências realizadas, participaram entre 60 e 80 pessoas — entre pais, familiares e catequizandos — em momentos de convivência, oração e alegria. É claro que nem todos compareceram, mas os que estiveram presentes saíram renovados e desejosos de repetir a experiência.

Foi possível constatar que atingir as famílias é possível, sim. Basta um pouco de boa vontade, tempo e disposição para servir. É preciso estar pronto para “perder” um dia da semana com reuniões e preparativos, e um domingo inteiro com os catequizandos e suas famílias. A presença da própria família do catequista também é importante, pois somos todos Igreja, parte da mesma comunidade de fé.

Guardo com carinho a lembrança de uma catequizanda cujos pais são separados. Ela participou do retiro com o pai. Fiquei muito feliz em vê-los juntos. Depois, ela me disse: “Catequista, meu pai não queria ir... mas depois me disse que adorou ter ido.” E o pai não costuma participar da vida da Igreja, mas foi um dos mais animados na gincana. Vi a alegria nos seus olhos, e também as lágrimas durante a oração. Aquele encontro o tocou profundamente. E foi nesse instante que percebi: quando a fé se torna experiência vivida em família, a catequese cumpre sua missão mais primordial: Evangelizar.

O que as comunidades precisam pensar, é criar um Projeto de Catequese Familiar ou com a Família, tornando parte do itinerário catequético por etapas. Ou, investir no Catecumenato de Adultos focando as pessoas que se encontram afastadas. Não tenha medo de oferecer o Catecumenato a quem já tem os sacramentos, muitas vezes, é isso que os pais precisam.

Ângela Rocha
Catequista e Formadora
Graduada em Teologia pela PUCPR

 
                           Encontro com os Pais       Projeto de Catequese Familiar
Catequese para Famílias e Crianças que estão iniciando

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sábado, 15 de fevereiro de 2025

COLEÇÃO CATEQUESE FAMILIAR

CATEQUESE FAMILIAR

A Catequese Familiar é fundamental porque reconhece que a família é a "Igreja doméstica" e o primeiro ambiente onde a fé é transmitida. Os documentos da Igreja enfatizam a importância dos pais como primeiros catequistas dos filhos e destacam que a evangelização deve envolver toda a família.
Por que a Catequese Familiar é necessária? A família é a base da educação na fé – O Catecismo da Igreja Católica (CIC 2223-2226) afirma que os pais têm a primeira responsabilidade de educar os filhos na fé e quea família é a comunidade cristã fundamental.
Fortalece o vínculo entre fé e vida – A catequese não pode ser apenas um aprendizado teórico; ela deve ser vivida no dia a dia. A Catequese Familiar ajuda a integrar a fé na rotina da família.
Prepara um ambiente favorável para a vivência cristã – Se a fé é cultivada em casa, o catequizando se sente mais motivado a crescer espiritualmente.
Evita a "terceirização" da fé – Muitos pais acreditam que a catequese é apenas responsabilidade da Igreja ou dos catequistas, mas a Catequese Familiar reforça o papel ativo da família na formação cristã.

O que dizem os documentos da Igreja?

  • Diretório para a Catequese (2020): Destaca que a catequese deve incluir a família e incentivá-la a ser protagonista na evangelização dos filhos.
  • Familiaris Consortio (1981), de São João Paulo II: Afirma que "a tarefa educativa dos pais é tão decisiva que, se faltar, dificilmente pode ser suprida por outra".
  • Documento de Aparecida (2007): Ressalta que "a família é um dos tesouros mais importantes da América Latina" e que a catequese deve ajudá-la a viver e transmitir a fé.
  • Amoris Laetitia (2016), do Papa Francisco: Insiste na necessidade de formar os pais para que eles sejam catequistas dentro do lar.

Como colocar em prática a Catequese Familiar?

  •  Encontros com os pais – Criar momentos de formação e espiritualidade para as famílias.
  • Catequese intergeracional – Momentos em que pais e filhos aprendem juntos sobre a fé.
  • Materiais de apoio – Fornecer sugestões de leituras, orações e atividades para que a catequese continue em casa.
  • Valorização dos ritos e celebrações em família – Incentivar a oração em casa, a leitura da Bíblia e a participação na missa juntos.
COLEÇÃO CATEQUESE FAMILIAR


CATEQUESE FAMILIAR: UMA PROPOSTA DE IVC

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Além de orientações a respeito do que é e como organizar na paróquia (Itinerário), a apostila conta com roteiros de encontro e temas básicos de Catequese para mais ou menos 5 Etapas de catequese (Eucaristia e Crisma).


ENCONTROS COM A FAMÍLIA

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CATEQUESE NO VENTRE MATERNO

A catequese tem início desde o ventre materno, e até mesmo antes da criança se concebida. Os pais aguardam com amor e carinho o pequeno ser que está sendo gestado.
Catequese no ventre materno

"A missão de educar na fé, que pertence aos pais, começa desde os primeiros momentos da vida da criança. Já no seio materno, os filhos podem ser confiados a Deus." (Familiaris Consortio, n. 36).

Quando a criança é concebida, inicia-se nela o ministério do amor de Deus, que concede a vida. Os pais, os primeiros a acolher essa vida, manifestam seu carinho e amor a esse ser misterioso, mas ao mesmo tempo tão perceptível. Eles sabem que aquele ser é carne de sua carne, sangue de seu sangue, fruto de seu amor. Embora indefesa, essa vida já é cercada de afeto e fé no Senhor, o Doador da vida. Agradecem, falam com a criança, que já ouve e reconhece a voz da mãe e do pai, e, nesse processo, ela começa a ser iniciada na fé.

É essencial falar de Deus aos pequeninos desde a concepção, acompanhando-os no caminho de Jesus para o crescimento da fé. Desde cedo, é no cotidiano que as crianças aprendem os valores cristãos e desenvolvem sua fé, observando os exemplos de seus pais e orientadores.

Os sete primeiros anos de vida são uma fase fundamental da existência humana, marcando o momento crucial para a formação do caráter, da personalidade, da afetividade e dos valores. Durante esse período, a formação psicológica da criança é estruturada, e todas as experiências vividas até então se tornam a base para suas atitudes e escolhas ao longo de sua vida.

Objetivos: O objetivo da Catequese desde o ventre materno é evangelizar, ajudar a família a começar um itinerário de educação da fé a partir do ventre materno. Os encontros devem envolver toda a família, propondo a prática da oração de petição e de gratidão. Práticas como: cantar com o bebê agradecendo a Deus pelo dom da vida são de momentos profundos de afeto e ternura. Os encontros devem ter por objetivos:  apresentar o conhecimento e a vivência da fé cristã; o fortalecimento de laços de relacionamento entre as famílias e a comunidade; reanimar e intensificar a fé de pais e padrinhos e preparar, sem deixar de olhar a realidade, as famílias para o Sacramento do Batismo, inclusive na escolha do nome.

A Igreja vê a catequese no ventre materno como uma forma de evangelização que reconhece a importância da fé desde o início da vida. Embora não seja um tema amplamente tratado nos documentos oficiais da Igreja, algumas bases teológicas e pastorais sustentam essa ideia:

1. A Vida Humana e a Dignidade desde a Concepção

A Igreja ensina que a vida começa na concepção e que o ser humano, desde o ventre, já é amado por Deus. Esse princípio está presente em documentos como a encíclica Evangelium Vitae (São João Paulo II) e o Catecismo da Igreja Católica (§2270-2275). A partir disso, a evangelização pode ser entendida como algo que acompanha a pessoa desde esse momento.

2. A Transmissão da Fé Começa na Família

O Diretório para a Catequese (2020) afirma que a família é o primeiro lugar da catequese. Se a missão dos pais é educar na fé desde cedo, essa formação pode começar ainda durante a gestação, por meio da oração, da escuta da Palavra de Deus e do testemunho cristão dos pais.

3. O Poder da Palavra e da Oração na Gestação

A espiritualidade cristã sempre valorizou a importância da oração pelos filhos desde antes do nascimento. Há práticas como:

A oração dos pais pelo bebê.

A leitura da Palavra de Deus em voz alta.

O canto de hinos e louvores.

A participação ativa da mãe e do pai na vida sacramental.

4. Exemplos Bíblicos de Ação de Deus no Ventre Materno

João Batista foi santificado no ventre ao ouvir a saudação de Maria (Lc 1,41).

Jeremias foi escolhido por Deus desde antes de nascer (Jr 1,5).

O Salmo 139 destaca que Deus já conhece cada ser humano desde a gestação.

5. Práticas Pastorais Inspiradas na Catequese no Ventre Materno

Algumas dioceses e grupos realizam iniciativas como:

Bênção das gestantes e encontros para fortalecer a fé das futuras mães e pais.

Catequese pré-natal, preparando os pais para serem os primeiros catequistas.

Retiros para casais grávidos, com momentos de espiritualidade e reflexão sobre a missão de educar na fé.

Conclusão

Embora a Igreja não tenha um documento específico sobre "catequese no ventre", a transmissão da fé desde a gestação está de acordo com o ensinamento da Igreja sobre a dignidade da vida e a responsabilidade dos pais na formação cristã dos filhos. Isso reforça que a evangelização começa antes mesmo do nascimento, pelo testemunho, oração e vivência cristã dos pais.


ROTEIRO DE ENCONTRO

Encontro: “Catequese no Ventre: Gerando a Vida e a Fé”

🎯 Objetivo: Refletir sobre a importância da evangelização desde a gestação e incentivar os pais a transmitirem a fé aos filhos desde o ventre materno.

🛠 Público-alvo:

Catequistas, para que compreendam esse conceito e o incentivem nas famílias.

Gestantes e casais grávidos, para que possam aplicar essa catequese desde já.

1. Ambientação

📍 Sugestão: Preparar um ambiente acolhedor, com velas, imagens de Maria grávida e um espaço para oração.

📖 Versículo de inspiração:

"Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você nascesse, eu o consagrei." (Jr 1,5)

🎶 Música sugerida: "O Senhor te abençoe" (Nani Azevedo) ou "Desde o ventre da minha mãe" (Vida Reluz).

2. Dinâmica: O Primeiro Presente 🎁

📝 Material: Papel e caneta para cada participante.

Passo a passo:

1. Peça para os participantes escreverem uma carta ou uma mensagem curta para um bebê que ainda está no ventre. Se houver gestantes no grupo, elas podem escrever para seus próprios filhos.

2. Oriente-os a expressar bênçãos, orações e desejos de fé para essa nova vida.

3. Quem desejar, pode compartilhar o que escreveu.

4. Ao final, reúnam todas as mensagens em uma caixa ou envelope e façam uma oração de bênção para as futuras mães e seus bebês.

Mensagem principal: A evangelização começa antes do nascimento, com palavras de amor, oração e testemunho de fé.

3. Reflexão e Partilha

💬 Perguntas para reflexão em grupo:

Como podemos ajudar as famílias a evangelizar seus filhos desde a gestação?

Quais atitudes concretas os pais podem ter para iniciar essa catequese no ventre?

Como a comunidade pode apoiar gestantes nessa missão?

📌 Sugestão de ação concreta: Criar um grupo de apoio para gestantes na paróquia, com encontros mensais de oração e partilha.

4. Encerramento e Oração Final

🙏 Oração de Bênção sobre as gestantes e futuros pais:

Pedir que toquem o ventre (se for gestante) ou coloquem as mãos sobre o coração (se forem pais, catequistas ou acompanhantes).

Rezar pedindo a proteção de Deus para essas novas vidas.

💖 Momento especial: Se houver um padre ou diácono presente, ele pode dar uma bênção especial às gestantes.

OBS.: Essa atividade pode ser feita tanto com catequistas quanto com famílias.


Ângela Rocha - Catequistas em Formação
angprr@gmail.com
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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

DIA DOS PAIS, DIA DAS MÃES

Ontem foi o “Dia dos Pais”. E assim como o “Dia das Mães”, estas datas são muito comemoradas – infelizmente mais por apelo comercial – e é prática comum da catequese das crianças fazer homenagens a eles e elas.

No entanto, no contexto social em que vivemos hoje em dia, comemorar estas datas nem sempre é fácil. Isso porque temos muitas crianças criadas só pela mãe, ou só pelo pai ou por nenhum dos dois, e temos aquelas que tem dois pais ou duas mães. As famílias de hoje já não são o retrato “perfeitinho” de outrora. E por perfeito não estou dizendo que o retrato “antigo” está certo. Certo, com certeza, são as famílias que, independente da sua constituição, são felizes. E não é nada fácil encontrar uma “família feliz” em sua completude.

Já não sou mais catequista de crianças desde 2018, mesmo assim me preocupa o que fazer na catequese com relação a estas datas apelativas. Mesmo sabendo do forte apelo consumista, não dá para esquecer de homenagear a família e aqueles que fazem parte dela. Mas, é preciso ter alguns cuidados com relação às crianças e adolescentes. As famílias desestruturadas deixam marcas que é difícil superar. Acredito que, antes de comemorar tais datas, é preciso conhecer os catequizandos e suas realidades familiares: pais separados, um dos pais falecido, crianças abandonadas pelos genitores, violência e abuso parental e por aí vai.

Ao iniciar com uma turma de catequese é dever do catequista conhecer a família. E isso pode ser feito de inúmeras formas, mas, certamente não será em uma “reuniões de pais”! Ninguém levanta a mão numa reunião e diz que sua família “tem problemas”...

Então, conhecer a família vai muito além. Começa por “conversar” com seus catequizandos e catequizandas, escutar os sentimentos e as palavras ditas nas entrelinhas das conversas. Depois, é sempre bom fazer uma “visita” às famílias. Desde que isso seja bem-vindo, claro. Nem sempre as famílias estão dispostas a conhecer e interagir com a catequista dos seu filho ou filha. Duro dizer isso, mas, é uma verdade muito constante. Muitas vezes passei um ano inteiro com uma criança, sem nunca ver a cara dos pais. E olha que sou meio “intrometida”. Entre as ações que busco ao iniciar a catequese com uma turma estão as seguintes atividades: manter contato sempre via WhatsApp ou outro aplicativo de mensagem com os pais; procuro visitar as famílias para conhecê-las e entender sua “dinâmica”; me disponho sempre a fazer um encontro em casa daquela família que desejar; sempre convido os pais para participar de encontros festivos e celebrações. Estas são algumas das ações que acredito, a (o) catequista deva tomar.

Por fim, eu penso que, muito mais do que se “apropriar” das festas do dia das mães ou dos pais, é bastante válido aproveitar o mês de agosto, onde celebramos a Semana da Família, oportunidade para se estreitar os laços com as famílias, sejam elas “perfeitas” ou constituídas pelo mais absoluto amor, que supera todas as dificuldades. Que tal um “Dia da Família” na catequese? Os detalhes? Deixo por conta da criatividade de vocês.

Ângela Rocha
Catequista – Graduada em Teologia pela PUCPR


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segunda-feira, 1 de abril de 2024

CATEQUESE FAMILIAR: ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA


O estilo catecumenal prioriza a evangelização dos responsáveis pelos catequizandos, que, como primeiros interessados, devem ser envolvidos em todo o processo catequético. A educação da fé é uma tarefa que cabe a toda a família. O papel dos pais não consiste na simples delegação aos catequistas da sua responsabilidade de educar. Em primeiro lugar, cabe aos pais evangelizar em decorrência do compromisso assumido no matrimônio e no batismo de seus filhos.

É preciso ir ao encontro das pessoas em seu ambiente habitual e não apenas esperar que venham até os recintos da igreja. O pluralismo religioso já é um fato dentro de uma mesma casa, por isso, faz-se necessário acompanhar as famílias na educação da fé dos filhos. De modo geral, as famílias perderam a capacidade de educar os filhos na fé e muitos adultos acham-se afastados da comunidade e precisam ser re-evangelizados. A comunidade deve se preocupar, principalmente, com aqueles que não completaram a iniciação e não receberam a crisma e/ou a eucaristia.

Acreditar e investir na catequese familiar é um grande passo para a conversão pastoral. Mais que se lamentar pelas dificuldades de se envolver as famílias na catequese, é preciso buscar formas mais eficientes de envolver os familiares na catequese.

Mas, afinal, o que é a catequese Familiar?

Trabalhando com a catequese de crianças, adolescentes e jovens, percebe-se a necessidade de envolver a família neste processo. A afirmação de que os pais são os primeiros catequistas dos filhos têm sido feita, continuamente, em documentos e palestras, mas, como os pais podem ser catequistas se estes não foram devidamente evangelizados?

É uma fala comum dos catequistas a dificuldade em se envolver os pais na catequese dos filhos. É o trabalho, os compromissos do dia a dia, a vida corrida, pais separados, enfim, com tanta coisa acontecendo, as famílias não acompanham mais a catequese dos filhos. Sem falar na dificuldade que os próprios pais têm em entender, hoje, uma catequese que não tiveram em seu tempo de criança. Por isso a necessidade da catequese familiar, que mais que envolver a família na catequese dos filhos, procura “catequizar” também os pais, em busca de uma parceria eficaz na evangelização das crianças e adolescentes.

No entanto, nem sempre as iniciativas para implantar essa catequese tem êxito, algumas paróquias ainda continuam a perseverar nas reuniões com os pais apenas para passar recados e reclamações da falta de compromisso destes e dos filhos. A família não quer saber “como criar os filhos”, ela quer somente os Sacramentos, pelo fato de não ter tido uma evangelização que os levasse ao “seguimento” verdadeiro a Jesus Cristo. Muitos adultos apesar de terem frequentado a catequese na infância e ter recebido os sacramentos da iniciação, ainda possui uma fé imatura infantil.

Observa-se algumas iniciativas no sentido de preparar os pais para dar catequese em casa, chamadas de “Catequese Familiar”. Nesse modelo de catequese, não há mais encontros semanais nas paróquias, exceto uma vez a cada mês ou nem isso. Discordamos desta prática, pois, acaba a catequese eclesial e a vivência comunitária. Claro que os pais são catequista dos seus filhos, mas, não em ordem de preferência ou primazia, e sim, por ordem de primeiro “relacionamento” no sentido de educar os filhos. Com as primeiras noções de comer, andar, falar, vem junto as primeiras noções de fé, de oração, de acreditar em algo mais. Contudo, a fé dos pais não é uma fé particular, dissociada da comunidade. É a fé da Igreja a que pertencem. Portanto, cabe a essa Igreja proporcionar a catequese às crianças. Os pais transmitem a fé e a Igreja aprofunda esta fé. É da paróquia a tarefa de fazer a catequese acontecer.

O segredo para o envolvimento dos pais, é valorizar a família e estreitar o relacionamento família/Igreja. Também é importante acolher as situações diversas que vão aparecendo. Muitas crianças chegam a catequese sem terem sido batizadas ou filhos de pais que não receberam o sacramento do matrimônio. É uma excelente oportunidade para acompanhar a preparação ao sacramento junto da família, não só do batismo do catequizando, mas também de outros sacramentos que a família não tem ainda, como o matrimônio e a crisma dos adultos.

A formação cristã das crianças e adolescentes depende, portanto, da formação cristã dos adultos, ou seja, dos pais ou responsáveis e da comunidade paroquial em geral. Não podemos organizar a catequese das crianças sem nos preocuparmos, também, com a sensibilização e formação dos pais.

Dessa forma, a catequese familiar, tem como objetivo principal: sensibilizar e formar os pais ou responsáveis com relação à iniciação cristã dos filhos.

Uma das oportunidades está relacionada a facilidade com que hoje nos comunicamos com a família, seja pelas redes sociais ou grupos de Whatsapp. As novas tecnologias proporcionam um contato mais rápido e direto com as pessoas.

Alguns momentos propícios para despertar o interesse dos pais pela catequese familiar são: a inscrição na catequese, a abertura do ano catequético, a preparação e celebração das “festas” e ritos da catequese, etc.

Os dois aspectos, VALORIZAÇÃO e MOTIVAÇÃO, supõe uma preocupação de fundo: Como sensibilizar a família para a educação cristã dos filhos? Como evangelizar a família e torná-la evangelizadora?

Aqui situa-se o problema fundamental: a evangelização dos adultos. Os encontros de pais com filhos na catequese são apenas um dos aspectos deste problema, muito mais profundo do que parece e que só encontra a resposta adequada na evangelização da família.

Sugestões de como organizar a Catequese familiar na paróquia:

a)   a) Não há necessidade de coordenação específica para a catequese familiar. Ela não deve ser uma “pastoral a parte”;

b)   b) A catequese familiar deve estar no planejamento junto com a catequese das crianças e adolescentes;

c)   c) Envolver os catequistas das turmas, que conhecem os pais e interagem com eles no inicio dos encontros, reuniões, nas missas, nos grupos de whatsapp;

d)  d) Formar uma equipe (3 pessoas são suficientes) para organizar a estrutura de cada encontro, cujas tarefas são:       

  • Enviar avisos aos pais de cada etapa (e o catequista da turma também deve acompanhar
  • Planejar em conjunto com os catequistas e coordenação o conteúdo dos encontros com as famílias;
  • Estar sempre em contato com o catequista de cada etapa;
  • Arrumar o ambiente e material necessários;
  • Providenciar o bem-estar: lanche, água, etc.

e)   e) Convem que a assiduidade da família aos encontros seja companhada pelo catequista da turma. Cabe ao catequista da turma o contato, a visita e o controle das ausências;

f)    f)  Encontrar o melhor dia e horário para os encontros conforme a disponibilidade das famílias;

g) g) Cuidar para que os assessores sejam pessoas comprometidos e bem preparados, motivadores, com testemunho de vida cristã e oração.

h)   h)  Buscar apoio da Pastoral Familiar e demais pastorais ou grupos.

A Catequese familiar não pode caminhar a parte, sem a catequese das crianças e adolescentes. Os catequistas das turmas precisam saber quais contéudos estão sendo trabalhados e saber quais famílias estão participando. A equipe responsável pela Catequese Familiar precisa estar em sintonia com a coordenação da catequese da paróquia e com os catequistas das turmas. É importante conhecer os subsídios que são utilizados na catequese das crianças e, a partir deles, planejar os encontros com as famílias, para que estas caminhem junto com os filhos.

Não é fácil palnejar encontros catequéticos presenciais com as famílias. Mas, não podemos desanimar pela baixa adesão, pela aparente indiferença ou desinteresse das famílias. A Catequese familiar é um trabalho perseverante e deve ser feito com convicção e confiança. Deve-se primar pela competência e qualidade metodológica, zelando pela beleza da comunicação, respeitando os interlocutores: sejam muitos ou poucos, ricos ou pobres, formados ou não; sendo fiéis a mensagem que se deseja anunciar e testemunhar. O trabalho com as famílias precisa ser confiado à ação do Espírito Santo, dinamizador da fecundidade deste trabalho.

Fonte: Catequese Familiar: Uma proposta de Iniciação à Vida Cristã. Ângela Rocha – Catequistas em Formação, 2018.


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ATENÇÃO: São arquivos DIGITAIS, não são impressos e nem enviados pelo correio! As apostilas são disponibilizadas em arquivo PDF para você no seu e-mail ou outro meio de sua preferência. 



quinta-feira, 22 de julho de 2021

APOSTILA "CATEQUESE FAMILIAR": ADQUIRA A SUA!

 

CATEQUESE FAMILIAR: orientações e roteiros

Muitos pais procuraram a paróquia para inscrever os filhos na catequese. Mas, neste tempo de pandemia, as coisas ainda estão incertas.
Se ainda não é possível a catequese presencial com as crianças, por que não fazer CATEQUESE COM OS PAIS? Sem contar que nossa apostila foi feita para qualquer momento: remoto ou presencial.
Neste tempo de pandemia e isolamento, uma opção é fazer catequese com a família, com os pais ou responsáveis pelas crianças. A CATEQUESE FAMILIAR pode ser feita por meios digitais e em pequenos grupos. Com isso, os pais podem ajudar os filhos e a Igreja, sendo, de fato, "os primeiros catequistas dos seus filhos". 
Esta apostila dá várias dicas e orientações para se começar uma CATEQUESE FAMILIAR. Apesar de não tratar do ambiente digital, TUDO pode ser adaptado a ele. Use sua criatividade e nossa apostila para orientar! Também pode pedir orientações via whatsapp para nossa formadora/administradora.

VALOR DA APOSTILA : R$ 30,00 
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A apostila é em arquivo digital e é enviada imediatamente depois do pagamento, por e-mail ou whatsapp.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

CATEQUESE: O DESAFIO DA PARTICIPAÇÃO E MOTIVAÇÃO DOS PAIS

 

Imagem: 14º Sínodo das famílias

Esse é um grande dilema e um desafio enfrentado nos quatro cantos do mundo católico. As queixas são as mesmas; pais ausentes na vida espiritual do filho (a), pais desmotivados, pais sem religiosidade.

Esse é um problema que não só eu, mas muitos catequistas passam, pelos relatos que acompanhamos nos nossos grupos. Vou usar aqui, minha comunidade como exemplo.

Resido em Mirassol D'oeste – MT, catequista da Paróquia Sagrada Família de Nazaré. Parece que o único dia que consigamos a atenção dos pais, é o primeiro dia da catequese, pois, eles precisam preencher a ficha de inscrição dos (as) filhos (as). Neste dia todos os catequistas se apresentam, informam qual etapa vão ficar responsáveis e sempre damos aquele mesmo “puxão de orelha” referente a sua participação na vida espiritual do filho e da igreja. Já usamos até dinâmicas para explicar que o filho segue o exemplo de fé dos pais e responsáveis. E fazemos a mesma pergunta todos os anos: "Qual exemplo seu filho (a) está seguindo? A resposta é o silêncio.

Muitos pais apenas enviam seus filhos (as) à catequese, à missa e às celebrações, sem, no entanto, participar ou colaborar com a presença dos filhos. Poucas vezes o responsável  acompanha e participa. Isso quando não cobra do catequista que este leve as crianças à missa e as celebrações.

Assim temos catequizando que vão empurrados pelos pais apenas para adquirir os sacramentos. Ao término da crisma, poucos catequizandos continuam participando da Igreja.

Com isso chegamos à conclusão de que:

“Precisamos evangelizar as famílias. elas estão perdendo a noção do sagrado, da importância de Deus na vida da família. Jesus catequizava os adultos e acolhia as crianças. Nós catequistas estamos fazendo o caminho inverso. Resumindo: precisamos evangelizar a família! Afinal de contas, ela é a primeira catequista da criança. Catequese com base familiar é catequese permanente."

Mas, como podemos fazer isso? Um ótimo começo é a implantação da "Catequese familiar" . Onde o segredo é valorizar a família e buscar estreitar o relacionamento família/Igreja.

Não somente o catequista e o padre são responsáveis pela catequese das crianças agora, a família passa a ter uma co-participação.

Mas, como motivar os pais a participar da Catequese Familiar? Como convencê-los de que precisam “voltar” à catequese?

Primeiro é necessário colocar o tema em pauta nas reuniões e encontros de pais, onde podem ser desenvolvidos temas motivadores que ajudem a sua formação cristã e valorização da educação dada pela família. Os pais precisam sentir a necessidade de aprofundar a sua fé e conhecimento da nossa Igreja. Percebe-se que a própria família já vem sentido a necessidade de “atualização” com relação aos conteúdos ensinados às crianças na catequese.

“Os pais não se sentem comprometidos! ”. Essa é uma grande verdade e um desafio ao catequista. Isso faz com que as crianças e adolescentes tenham um número excessivo de falta nos encontros e não encontrem “resposta” em família, ao ensino que recebem na Igreja.

Que fazer para motivar os pais que têm filhos na catequese a participarem destes encontros? Como fazê-los se interessar pela educação religiosa dos filhos e a formarem-se como verdadeiros cristãos, de modo a ajudar as crianças a desenvolverem  sua fé?

Algumas ações neste sentido podem ser empreendidas:

a) Em primeiro lugar é valorizá-los: E procurar que aqueles que participam se sintam enriquecidos. O interesse e a participação dependem do conteúdo e da própria dinâmica dos encontros. Além de enriquecer os encontros deve-se também encontrar uma forma de chegar aos pais e motivá-los a participar.

b) A primeira e a mais tradicional, mas, sempre válida e indispensável, são as convocações para reuniões. Nela deverá constar o conteúdo e os objetivo da reunião, assim como uma introdução e conclusão que valorizem o conteúdo e a participação dos pais ou educadores.

c) Um segundo método de motivação será a participação dos pais na preparação e realização de uma pequena atividade em cada um dos encontros. Esta atividade pode ser a ambientação, a acolhida e até mesmo sobre o tema a ser desenvolvido. Desta forma, os pais tendem a aprofundar a sua formação, buscando perguntas e respostas. Este método permite o empenho dos pais na sua formação cristã e a dos seus filhos, já que necessitam de uma preparação prévia. Então em família, deverão procurar informações e sentidos da sua fé. Com isso se estabelece um maior contato entre a Família e a Igreja, levando os pais a colaborar cada vez mais com a catequese paroquial.

d) Outra oportunidade está relacionada à facilidade com que hoje nos comunicamos com as famílias, seja pelas redes sociais ou por grupos de Whatsapp. A tecnologia nos proporciona um contado mais rápido e direto com as pessoas.

* Neste tempo de isolamento social, é imprescindível o contato com os pais pelas redes sociais. E é também uma ótima oportunidade para despertar o interesse deles numa catequese que os ajude a orientar os filhos. Os pais também podem ser catequistas dos filhos com a devida orientação.

e) Outros momentos propícios para despertar o interesse dos pais pela catequese familiar são: a Inscrição na catequese; a abertura do ano catequético; a Preparação e Celebração das festas de catequese, etc.

Estes dois aspectos, valorização e motivação, supõem uma preocupação de fundo:

Como sensibilizar a família para a educação cristã dos filhos? Como evangelizar a família e torná-la evangelizadora?

Aqui situa-se o problema fundamental: a evangelização dos adultos. Os encontros de pais, com filhos na catequese, são apenas um aspecto deste problema que é muito mais profundo, e só encontra a resposta adequada na evangelização da família. Por isso, a paróquia precisa estar preparada também para oferecer aos pais o Catecumenato de Adultos, mesmo que tenham os sacramentos da iniciação.

Outra coisa importante é conhecer a realidade e o contexto em que vivem as famílias da comunidade. Para o desenvolvimento dos encontros da catequese familiar são necessários alguns elementos de apoio, que necessitam de um trabalho prévio e aprofundado, com relação à realidade concreta dos participantes, ou seja, a sua situação religiosa. Para isso é preciso colher alguns dados nas inscrições da catequese ou nas visitas às famílias: se tem os sacramentos da iniciação, se são casados, se são impedidos de concretizar o casamento religioso, se um dos cônjuges não é católico, etc.

Numa perspectiva evangelizadora, abordar nestas reuniões/encontros, as atitudes fundamentais de fé em que as crianças e adolescentes são iniciados, de modo que os pais possam acompanhar e colaborar no processo da educação cristã dos filhos e, eles próprios, se sintam estimulados a crescer na fé.

Nestes encontros, devemos reforçar o que o Concílio Vaticano II afirma:

“A família é a primeira escola de virtudes sociais, de que todas as sociedades precisam. Este dever da educação familiar é de tal importância que, quando falta, dificilmente pode ser substituído” (GS 3; e DGC 179).

Tendo em vista que os pais são muito sensíveis ao crescimento dos filhos, é oportuno introduzi-los no itinerário de fé em que estes são iniciados: oração, vida comunitária e familiar, participação na eucaristia, sentido de pecado e penitência, interesse pela Palavra de Deus, etc.

A Catequese Familiar é algo que vale muito a pena implantar e trazer para a nossa realidade assim mudar a realidade de nossa Comunidade/Igreja.

 

Obs.: Usei como base alguns trechos da Apostila "Catequese Familiar uma proposta de iniciação à vida Cristã” criada por Ângela Rocha do  Catequistas em formação, onde encontramos muita orientação e direção para que possamos colocar em prática a Catequese Familiar.

 

Saiba mais sobre a apostila pelo site: www.catequistasemformacao.com

 

Jéssica Caroline R.F. De Brito - Mirassol D'oeste - MT
Paróquia Sagrada Família de Nazaré.