quinta-feira, 16 de outubro de 2025
CATEQUESE COM OS PAIS: UM CAMINHO DE REDESCOBERTA DA FÉ
sábado, 15 de fevereiro de 2025
COLEÇÃO CATEQUESE FAMILIAR
A Catequese Familiar é fundamental porque reconhece que a família é a "Igreja doméstica" e o primeiro ambiente onde a fé é transmitida. Os documentos da Igreja enfatizam a importância dos pais como primeiros catequistas dos filhos e destacam que a evangelização deve envolver toda a família.
Por que a Catequese Familiar é necessária? A família é a base da educação na fé – O Catecismo da Igreja Católica (CIC 2223-2226) afirma que os pais têm a primeira responsabilidade de educar os filhos na fé e quea família é a comunidade cristã fundamental.
Fortalece o vínculo entre fé e vida – A catequese não pode ser apenas um aprendizado teórico; ela deve ser vivida no dia a dia. A Catequese Familiar ajuda a integrar a fé na rotina da família.
Prepara um ambiente favorável para a vivência cristã – Se a fé é cultivada em casa, o catequizando se sente mais motivado a crescer espiritualmente.
Evita a "terceirização" da fé – Muitos pais acreditam que a catequese é apenas responsabilidade da Igreja ou dos catequistas, mas a Catequese Familiar reforça o papel ativo da família na formação cristã.
O que dizem os documentos da Igreja?
- Diretório para a Catequese (2020): Destaca que a catequese deve incluir a família e incentivá-la a ser protagonista na evangelização dos filhos.
- Familiaris Consortio (1981), de São João Paulo II: Afirma que "a tarefa educativa dos pais é tão decisiva que, se faltar, dificilmente pode ser suprida por outra".
- Documento de Aparecida (2007): Ressalta que "a família é um dos tesouros mais importantes da América Latina" e que a catequese deve ajudá-la a viver e transmitir a fé.
- Amoris Laetitia (2016), do Papa Francisco: Insiste na necessidade de formar os pais para que eles sejam catequistas dentro do lar.
Como colocar em prática a Catequese Familiar?
- Encontros com os pais – Criar momentos de formação e espiritualidade para as famílias.
- Catequese intergeracional – Momentos em que pais e filhos aprendem juntos sobre a fé.
- Materiais de apoio – Fornecer sugestões de leituras, orações e atividades para que a catequese continue em casa.
- Valorização dos ritos e celebrações em família – Incentivar a oração em casa, a leitura da Bíblia e a participação na missa juntos.
CATEQUESE FAMILIAR: UMA PROPOSTA DE IVC R$ 30,00.
Além de orientações a respeito do que é e como organizar na paróquia (Itinerário), a apostila conta com roteiros de encontro e temas básicos de Catequese para mais ou menos 5 Etapas de catequese (Eucaristia e Crisma).


ENCONTROS COM A FAMÍLIA
R$ 20,00
Sugestão para encontros catequéticos com os pais ou responsáveis.
CATEQUESE INICIÁTICA
R$ 10,00
Projeto de catequese com a família nos 3 primeiros meses da 1ª Etapa.
Pedidos: whats 41 997470348
CATEQUESE NO VENTRE MATERNO
"A missão de educar na fé, que pertence aos pais, começa desde os primeiros momentos da vida da criança. Já no seio materno, os filhos podem ser confiados a Deus." (Familiaris Consortio, n. 36).
Quando a criança é concebida, inicia-se nela o ministério do amor de Deus, que concede a vida. Os pais, os primeiros a acolher essa vida, manifestam seu carinho e amor a esse ser misterioso, mas ao mesmo tempo tão perceptível. Eles sabem que aquele ser é carne de sua carne, sangue de seu sangue, fruto de seu amor. Embora indefesa, essa vida já é cercada de afeto e fé no Senhor, o Doador da vida. Agradecem, falam com a criança, que já ouve e reconhece a voz da mãe e do pai, e, nesse processo, ela começa a ser iniciada na fé.
É essencial falar de Deus aos pequeninos desde a concepção, acompanhando-os no caminho de Jesus para o crescimento da fé. Desde cedo, é no cotidiano que as crianças aprendem os valores cristãos e desenvolvem sua fé, observando os exemplos de seus pais e orientadores.
Os sete primeiros anos de vida são uma fase fundamental da existência humana, marcando o momento crucial para a formação do caráter, da personalidade, da afetividade e dos valores. Durante esse período, a formação psicológica da criança é estruturada, e todas as experiências vividas até então se tornam a base para suas atitudes e escolhas ao longo de sua vida.
Objetivos: O objetivo da Catequese desde o ventre materno é evangelizar, ajudar a família a começar um itinerário de educação da fé a partir do ventre materno. Os encontros devem envolver toda a família, propondo a prática da oração de petição e de gratidão. Práticas como: cantar com o bebê agradecendo a Deus pelo dom da vida são de momentos profundos de afeto e ternura. Os encontros devem ter por objetivos: apresentar o conhecimento e a vivência da fé cristã; o fortalecimento de laços de relacionamento entre as famílias e a comunidade; reanimar e intensificar a fé de pais e padrinhos e preparar, sem deixar de olhar a realidade, as famílias para o Sacramento do Batismo, inclusive na escolha do nome.
A Igreja vê a catequese no ventre materno como uma forma de evangelização que reconhece a importância da fé desde o início da vida. Embora não seja um tema amplamente tratado nos documentos oficiais da Igreja, algumas bases teológicas e pastorais sustentam essa ideia:
1. A Vida Humana e a Dignidade desde a Concepção
A Igreja ensina que a vida começa na concepção e que o ser humano, desde o ventre, já é amado por Deus. Esse princípio está presente em documentos como a encíclica Evangelium Vitae (São João Paulo II) e o Catecismo da Igreja Católica (§2270-2275). A partir disso, a evangelização pode ser entendida como algo que acompanha a pessoa desde esse momento.
2. A Transmissão da Fé Começa na Família
O Diretório para a Catequese (2020) afirma que a família é o primeiro lugar da catequese. Se a missão dos pais é educar na fé desde cedo, essa formação pode começar ainda durante a gestação, por meio da oração, da escuta da Palavra de Deus e do testemunho cristão dos pais.
3. O Poder da Palavra e da Oração na Gestação
A espiritualidade cristã sempre valorizou a importância da oração pelos filhos desde antes do nascimento. Há práticas como:
• A oração dos pais pelo bebê.
• A leitura da Palavra de Deus em voz alta.
• O canto de hinos e louvores.
• A participação ativa da mãe e do pai na vida sacramental.
4. Exemplos Bíblicos de Ação de Deus no Ventre Materno
• João Batista foi santificado no ventre ao ouvir a saudação de Maria (Lc 1,41).
• Jeremias foi escolhido por Deus desde antes de nascer (Jr 1,5).
• O Salmo 139 destaca que Deus já conhece cada ser humano desde a gestação.
5. Práticas Pastorais Inspiradas na Catequese no Ventre Materno
Algumas dioceses e grupos realizam iniciativas como:
• Bênção das gestantes e encontros para fortalecer a fé das futuras mães e pais.
• Catequese pré-natal, preparando os pais para serem os primeiros catequistas.
• Retiros para casais grávidos, com momentos de espiritualidade e reflexão sobre a missão de educar na fé.
Conclusão
Embora a Igreja não tenha um documento específico sobre "catequese no ventre", a transmissão da fé desde a gestação está de acordo com o ensinamento da Igreja sobre a dignidade da vida e a responsabilidade dos pais na formação cristã dos filhos. Isso reforça que a evangelização começa antes mesmo do nascimento, pelo testemunho, oração e vivência cristã dos pais.
ROTEIRO DE ENCONTRO
Encontro: “Catequese no Ventre: Gerando a Vida e a Fé”
🎯 Objetivo: Refletir sobre a importância da evangelização desde a gestação e incentivar os pais a transmitirem a fé aos filhos desde o ventre materno.
🛠 Público-alvo:
• Catequistas, para que compreendam esse conceito e o incentivem nas famílias.
• Gestantes e casais grávidos, para que possam aplicar essa catequese desde já.
1. Ambientação
📍 Sugestão: Preparar um ambiente acolhedor, com velas, imagens de Maria grávida e um espaço para oração.
📖 Versículo de inspiração:
"Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você nascesse, eu o consagrei." (Jr 1,5)
🎶 Música sugerida: "O Senhor te abençoe" (Nani Azevedo) ou "Desde o ventre da minha mãe" (Vida Reluz).
2. Dinâmica: O Primeiro Presente 🎁
📝 Material: Papel e caneta para cada participante.
Passo a passo:
1. Peça para os participantes escreverem uma carta ou uma mensagem curta para um bebê que ainda está no ventre. Se houver gestantes no grupo, elas podem escrever para seus próprios filhos.
2. Oriente-os a expressar bênçãos, orações e desejos de fé para essa nova vida.
3. Quem desejar, pode compartilhar o que escreveu.
4. Ao final, reúnam todas as mensagens em uma caixa ou envelope e façam uma oração de bênção para as futuras mães e seus bebês.
Mensagem principal: A evangelização começa antes do nascimento, com palavras de amor, oração e testemunho de fé.
3. Reflexão e Partilha
💬 Perguntas para reflexão em grupo:
• Como podemos ajudar as famílias a evangelizar seus filhos desde a gestação?
• Quais atitudes concretas os pais podem ter para iniciar essa catequese no ventre?
• Como a comunidade pode apoiar gestantes nessa missão?
📌 Sugestão de ação concreta: Criar um grupo de apoio para gestantes na paróquia, com encontros mensais de oração e partilha.
4. Encerramento e Oração Final
🙏 Oração de Bênção sobre as gestantes e futuros pais:
• Pedir que toquem o ventre (se for gestante) ou coloquem as mãos sobre o coração (se forem pais, catequistas ou acompanhantes).
• Rezar pedindo a proteção de Deus para essas novas vidas.
💖 Momento especial: Se houver um padre ou diácono presente, ele pode dar uma bênção especial às gestantes.
OBS.: Essa atividade pode ser feita tanto com catequistas quanto com famílias.
segunda-feira, 12 de agosto de 2024
DIA DOS PAIS, DIA DAS MÃES
segunda-feira, 1 de abril de 2024
CATEQUESE FAMILIAR: ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA
É preciso ir ao encontro das
pessoas em seu ambiente habitual e não apenas esperar que venham até os
recintos da igreja. O pluralismo religioso já é um fato dentro de uma mesma
casa, por isso, faz-se necessário acompanhar as famílias na educação da fé dos
filhos. De modo geral, as famílias perderam a
capacidade de educar os filhos na fé e muitos adultos acham-se afastados da
comunidade e precisam ser re-evangelizados. A comunidade deve se preocupar,
principalmente, com aqueles que não completaram a iniciação e não receberam a
crisma e/ou a eucaristia.
Acreditar
e investir na catequese familiar é um grande passo para a conversão pastoral. Mais
que se lamentar pelas dificuldades de se envolver as famílias na catequese, é preciso
buscar formas mais eficientes de envolver os familiares na catequese.
Mas, afinal, o que é a
catequese Familiar?
Trabalhando
com a catequese de crianças, adolescentes e jovens, percebe-se a necessidade de
envolver a família neste processo. A afirmação de que os pais são os primeiros
catequistas dos filhos têm sido feita, continuamente, em documentos e palestras,
mas, como os pais podem ser catequistas se estes não foram devidamente
evangelizados?
É
uma fala comum dos catequistas a dificuldade em se envolver os pais na
catequese dos filhos. É o trabalho, os compromissos do dia a dia, a vida
corrida, pais separados, enfim, com tanta coisa acontecendo, as famílias não
acompanham mais a catequese dos filhos. Sem falar na dificuldade que os
próprios pais têm em entender, hoje, uma catequese que não tiveram em seu tempo
de criança. Por isso a necessidade da catequese familiar, que mais que envolver
a família na catequese dos filhos, procura “catequizar” também os pais, em
busca de uma parceria eficaz na evangelização das crianças e adolescentes.
Observa-se
algumas iniciativas no sentido de preparar os pais para dar catequese em casa,
chamadas de “Catequese Familiar”. Nesse modelo de catequese, não há mais
encontros semanais nas paróquias, exceto uma vez a cada mês ou nem isso. Discordamos
desta prática, pois, acaba a catequese eclesial e a vivência comunitária. Claro
que os pais são catequista dos seus filhos, mas, não em ordem de preferência ou
primazia, e sim, por ordem de primeiro “relacionamento” no sentido de educar os
filhos. Com as primeiras noções de comer, andar, falar, vem junto as primeiras
noções de fé, de oração, de acreditar em algo mais. Contudo, a fé dos pais não
é uma fé particular, dissociada da comunidade. É a fé da Igreja a que pertencem.
Portanto, cabe a essa Igreja proporcionar a catequese às crianças. Os pais
transmitem a fé e a Igreja aprofunda esta fé. É da paróquia a tarefa de fazer a
catequese acontecer.
O
segredo para o envolvimento dos pais, é valorizar a família e estreitar o
relacionamento família/Igreja. Também é importante acolher as situações
diversas que vão aparecendo. Muitas crianças chegam a catequese sem terem sido
batizadas ou filhos de pais que não receberam o sacramento do matrimônio. É uma
excelente oportunidade para acompanhar a preparação ao sacramento junto da
família, não só do batismo do catequizando, mas também de outros sacramentos
que a família não tem ainda, como o matrimônio e a crisma dos adultos.
A
formação cristã das crianças e adolescentes depende, portanto, da formação cristã
dos adultos, ou seja, dos pais ou responsáveis e da comunidade paroquial em
geral. Não podemos organizar a catequese das crianças sem nos preocuparmos, também,
com a sensibilização e formação dos pais.
Dessa forma, a catequese familiar, tem como objetivo principal:
sensibilizar e formar os pais ou responsáveis com relação à iniciação cristã
dos filhos.
Uma
das oportunidades está relacionada a facilidade com que hoje nos comunicamos
com a família, seja pelas redes sociais ou grupos de Whatsapp. As novas
tecnologias proporcionam um contato mais rápido e direto com as pessoas.
Alguns
momentos propícios para despertar o interesse dos pais pela catequese familiar
são: a inscrição na catequese, a abertura do ano catequético, a preparação e celebração
das “festas” e ritos da catequese, etc.
Os
dois aspectos, VALORIZAÇÃO e MOTIVAÇÃO, supõe uma preocupação de fundo: Como
sensibilizar a família para a educação cristã dos filhos? Como evangelizar a
família e torná-la evangelizadora?
Aqui
situa-se o problema fundamental: a evangelização dos adultos. Os encontros
de pais com filhos na catequese são apenas um dos aspectos deste problema,
muito mais profundo do que parece e que só encontra a resposta adequada na
evangelização da família.
Sugestões de como organizar a Catequese familiar na paróquia:
a) a) Não há
necessidade de coordenação específica para a catequese familiar. Ela não deve
ser uma “pastoral a parte”;
b) b) A catequese
familiar deve estar no planejamento junto com a catequese das crianças e
adolescentes;
c) c) Envolver os
catequistas das turmas, que conhecem os pais e interagem com eles no inicio dos
encontros, reuniões, nas missas, nos grupos de whatsapp;
d) d) Formar uma equipe (3 pessoas são suficientes) para organizar a estrutura de cada encontro, cujas tarefas são:
- Enviar avisos aos pais de cada etapa (e o catequista da turma também deve acompanhar
- Planejar em conjunto com os catequistas e coordenação o conteúdo dos encontros com as famílias;
- Estar sempre em contato com o catequista de cada etapa;
- Arrumar o ambiente e material necessários;
- Providenciar o bem-estar: lanche, água, etc.
e) e) Convem que a assiduidade
da família aos encontros seja companhada pelo catequista da turma. Cabe ao
catequista da turma o contato, a visita e o controle das ausências;
f) f) Encontrar o
melhor dia e horário para os encontros conforme a disponibilidade das famílias;
g) g) Cuidar para que os
assessores sejam pessoas comprometidos e bem preparados, motivadores, com
testemunho de vida cristã e oração.
h) h) Buscar apoio da
Pastoral Familiar e demais pastorais ou grupos.
A
Catequese familiar não pode caminhar a parte, sem a catequese das crianças e
adolescentes. Os catequistas das turmas precisam saber quais contéudos estão
sendo trabalhados e saber quais famílias estão participando. A equipe
responsável pela Catequese Familiar precisa estar em sintonia com a coordenação
da catequese da paróquia e com os catequistas das turmas. É importante conhecer
os subsídios que são utilizados na catequese das crianças e, a partir deles,
planejar os encontros com as famílias, para que estas caminhem junto com os
filhos.
Não
é fácil palnejar encontros catequéticos presenciais com as famílias. Mas, não podemos
desanimar pela baixa adesão, pela aparente indiferença ou desinteresse das
famílias. A Catequese familiar é um trabalho perseverante e deve ser feito com
convicção e confiança. Deve-se primar pela competência e qualidade metodológica,
zelando pela beleza da comunicação, respeitando os interlocutores: sejam muitos
ou poucos, ricos ou pobres, formados ou não; sendo fiéis a mensagem que se
deseja anunciar e testemunhar. O trabalho com as famílias precisa ser confiado
à ação do Espírito Santo, dinamizador da fecundidade deste trabalho.
Fonte: Catequese Familiar: Uma proposta de Iniciação à Vida Cristã. Ângela Rocha – Catequistas em Formação, 2018.
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CATEQUESE FAMILIAR: UMA PROPOSTA DE IVC - 146 pgs.
ATENÇÃO: São
arquivos DIGITAIS, não são impressos e nem enviados pelo correio! As apostilas são
disponibilizadas em arquivo PDF para você no seu e-mail ou outro meio de sua
preferência.
quinta-feira, 22 de julho de 2021
APOSTILA "CATEQUESE FAMILIAR": ADQUIRA A SUA!
CATEQUESE FAMILIAR: orientações e roteiros
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
CATEQUESE: O DESAFIO DA PARTICIPAÇÃO E MOTIVAÇÃO DOS PAIS
Esse é um grande dilema e um desafio enfrentado nos quatro
cantos do mundo católico. As queixas são as mesmas; pais ausentes na vida
espiritual do filho (a), pais desmotivados, pais sem religiosidade.
Esse é um problema que não só eu, mas muitos catequistas passam,
pelos relatos que acompanhamos nos nossos grupos. Vou usar aqui, minha
comunidade como exemplo.
Resido em Mirassol D'oeste – MT, catequista da Paróquia
Sagrada Família de Nazaré. Parece que o único dia que consigamos a atenção dos
pais, é o primeiro dia da catequese, pois, eles precisam preencher a ficha de
inscrição dos (as) filhos (as). Neste dia todos os catequistas se apresentam,
informam qual etapa vão ficar responsáveis e sempre damos aquele mesmo “puxão
de orelha” referente a sua participação na vida espiritual do filho e da igreja.
Já usamos até dinâmicas para explicar que o filho segue o exemplo de fé dos
pais e responsáveis. E fazemos a mesma pergunta todos os anos: "Qual
exemplo seu filho (a) está seguindo? A resposta é o silêncio.
Muitos pais apenas enviam seus filhos (as) à catequese, à missa
e às celebrações, sem, no entanto, participar ou colaborar com a presença dos
filhos. Poucas vezes o responsável acompanha e participa. Isso quando não cobra
do catequista que este leve as crianças à missa e as celebrações.
Assim temos catequizando que vão empurrados pelos pais apenas
para adquirir os sacramentos. Ao término da crisma, poucos catequizandos
continuam participando da Igreja.
Com isso chegamos à conclusão de que:
“Precisamos evangelizar as famílias. elas estão perdendo a
noção do sagrado, da importância de Deus na vida da família. Jesus catequizava
os adultos e acolhia as crianças. Nós catequistas estamos fazendo o caminho
inverso. Resumindo: precisamos evangelizar a família! Afinal de contas, ela é a
primeira catequista da criança. Catequese com base familiar é catequese
permanente."
Mas, como podemos fazer isso? Um ótimo começo é a implantação
da "Catequese familiar" . Onde o segredo é valorizar a família
e buscar estreitar o relacionamento família/Igreja.
Não somente o catequista e o padre são responsáveis pela
catequese das crianças agora, a família passa a ter uma co-participação.
Mas, como motivar os pais a participar da Catequese Familiar?
Como convencê-los de que precisam “voltar” à catequese?
Primeiro é necessário colocar o tema em pauta nas reuniões e encontros de pais, onde
podem ser desenvolvidos temas motivadores que ajudem a sua formação cristã e valorização
da educação dada pela família. Os pais precisam sentir a necessidade de
aprofundar a sua fé e conhecimento da nossa Igreja. Percebe-se que a própria
família já vem sentido a necessidade de “atualização” com relação aos conteúdos
ensinados às crianças na catequese.
“Os pais não se sentem comprometidos! ”. Essa é uma grande
verdade e um desafio ao catequista. Isso faz com que as crianças e adolescentes
tenham um número excessivo de falta nos encontros e não encontrem “resposta” em
família, ao ensino que recebem na Igreja.
Que fazer para motivar os pais que têm filhos na catequese a
participarem destes encontros? Como fazê-los se interessar pela educação
religiosa dos filhos e a formarem-se como verdadeiros cristãos, de modo a ajudar
as crianças a desenvolverem sua fé?
Algumas ações neste sentido podem ser empreendidas:
a) Em primeiro lugar é valorizá-los: E procurar que aqueles
que participam se sintam enriquecidos. O interesse e a participação dependem do
conteúdo e da própria dinâmica dos encontros. Além de enriquecer os encontros
deve-se também encontrar uma forma de chegar aos pais e motivá-los a
participar.
b) A primeira e a mais tradicional, mas, sempre válida e
indispensável, são as convocações para reuniões. Nela deverá constar o conteúdo
e os objetivo da reunião, assim como uma introdução e conclusão que valorizem o
conteúdo e a participação dos pais ou educadores.
c) Um segundo método de motivação será a participação dos
pais na preparação e realização de uma pequena atividade em cada um dos
encontros. Esta atividade pode ser a ambientação, a acolhida e até mesmo sobre
o tema a ser desenvolvido. Desta forma, os pais tendem a aprofundar a sua
formação, buscando perguntas e respostas. Este método permite o empenho dos
pais na sua formação cristã e a dos seus filhos, já que necessitam de uma
preparação prévia. Então em família, deverão procurar informações e sentidos da
sua fé. Com isso se estabelece um maior contato entre a Família e a Igreja,
levando os pais a colaborar cada vez mais com a catequese paroquial.
d) Outra oportunidade está relacionada à facilidade com que
hoje nos comunicamos com as famílias, seja pelas redes sociais ou por grupos de
Whatsapp. A tecnologia nos proporciona um contado mais rápido e direto com as
pessoas.
* Neste tempo de isolamento social, é imprescindível o contato com
os pais pelas redes sociais. E é também uma ótima oportunidade para despertar o
interesse deles numa catequese que os ajude a orientar os filhos. Os pais
também podem ser catequistas dos filhos com a devida orientação.
e) Outros momentos propícios para despertar o interesse dos
pais pela catequese familiar são: a Inscrição na catequese; a abertura do ano
catequético; a Preparação e Celebração das festas de catequese, etc.
Estes dois aspectos, valorização e motivação,
supõem uma preocupação de fundo:
Como sensibilizar a família para a educação cristã dos
filhos? Como evangelizar a família e torná-la evangelizadora?
Aqui situa-se o problema fundamental: a evangelização dos
adultos. Os encontros de pais, com filhos na catequese, são apenas um
aspecto deste problema que é muito mais profundo, e só encontra a resposta
adequada na evangelização da família. Por isso, a paróquia precisa estar
preparada também para oferecer aos pais o Catecumenato de Adultos, mesmo
que tenham os sacramentos da iniciação.
Outra coisa importante é conhecer a realidade e o contexto em
que vivem as famílias da comunidade. Para o desenvolvimento dos encontros da
catequese familiar são necessários alguns elementos de apoio, que necessitam de
um trabalho prévio e aprofundado, com relação à realidade concreta dos
participantes, ou seja, a sua situação religiosa. Para isso é preciso colher
alguns dados nas inscrições da catequese ou nas visitas às famílias: se tem os sacramentos
da iniciação, se são casados, se são impedidos de concretizar o casamento
religioso, se um dos cônjuges não é católico, etc.
Numa perspectiva evangelizadora, abordar nestas
reuniões/encontros, as atitudes fundamentais de fé em que as crianças e
adolescentes são iniciados, de modo que os pais possam acompanhar e colaborar
no processo da educação cristã dos filhos e, eles próprios, se sintam
estimulados a crescer na fé.
Nestes encontros, devemos reforçar o que o Concílio Vaticano
II afirma:
“A família é a primeira escola de virtudes sociais, de que
todas as sociedades precisam. Este dever da educação familiar é de tal
importância que, quando falta, dificilmente pode ser substituído” (GS 3; e DGC 179).
Tendo em vista que os pais são muito sensíveis ao crescimento
dos filhos, é oportuno introduzi-los no itinerário de fé em que estes são iniciados:
oração, vida comunitária e familiar, participação na eucaristia, sentido de
pecado e penitência, interesse pela Palavra de Deus, etc.
A Catequese Familiar é algo que vale muito a pena implantar e
trazer para a nossa realidade assim mudar a realidade de nossa
Comunidade/Igreja.
Obs.: Usei como base alguns trechos da Apostila "Catequese Familiar
uma proposta de iniciação à vida Cristã” criada por Ângela Rocha do Catequistas
em formação, onde encontramos muita orientação e direção para
que possamos colocar em prática a Catequese Familiar.
Saiba mais sobre a apostila pelo site: www.catequistasemformacao.com
Jéssica Caroline R.F. De Brito - Mirassol D'oeste - MT
Paróquia Sagrada Família de Nazaré.





















