terça-feira, 22 de agosto de 2017

VAMOS LIMPAR NOSSAS REDES?

Hoje vamos falar de ação muito comum na internet, chamada HOAX...

Essa palavra é um termo em inglês que significa:
“trote”, "enganação", "embuste"... 
Na linguagem da informática, é uma mentira elaborada cujo objetivo é enganar pessoas.

Vejamos um exemplo:

"Diga a todos os contatos da sua lista de Messenger que você não aceita a solicitação de amizade da Fabrizio Brambilla. Ele tem uma foto com um cachorro. É um hacker e vinculou o sistema à sua conta do Facebook. Se um dos seus contatos o aceita, ele também será anexado a você, então, certifique-se de que todos os seus amigos o conheçam. Obrigado. Prossiga como recebido. Segure o dedo na mensagem. A parte inferior do centro dirá para frente. Clique no botão que clica nos nomes daqueles na sua lista e envie-o".

O QUE VOCÊS ACHAM DESTA MENSAGEM? RECEBERAM EM SEUS E-MAILS, CAIXAS DE MENSAGENS? REENVIARAM COMO FOI SOLICITADO?

Só eu, recebi OITO nos últimos dois dias... Se verdade ou mentira, é só buscar na própria internet usando um buscador como o Google. 

* No rodapé da página tem um endereço onde foi desvendado este "hoax".

Agora vou reproduzir um texto aqui para vocês que escrevi para o nosso grupo há um tempo atrás, mas, sempre é “novidade”...


VAMOS LIMPAR A INTERNET?

Eu confesso que sou uma internauta das mais fanáticas. A primeira coisa que faço todos os dias é ligar o computador, ler meus e-mails, as notificações do Facebook, olhar os blogs e navegar pelos sites de notícias e atualidades. Confesso que não sou muito fã de twitter e também de ler o Feed de notícias do Facebook.

Invariavelmente eu me aborreço e começo a me perguntar o que será da humanidade... Mas vá lá. São necessários para manter a rede de contatos em dia. Mas, estou evitando de me cadastrar em mais redes. Haja tempo pra isso!

Quanto ao e-mail, eu possuo um só endereço de e-mail já fazem mais de dez anos. Até tenho outros, que tive que fazer para entrar nesta ou naquela rede, mas uso muito pouco. Participo de Grupos na internet e mantenho uma lista de contatos bem extensa.
Mas mesmo sendo essa “fanática”, uma coisa que sempre me determinei a fazer, desde que me propus a entrar nesse mundo virtual, é não “encher o saco” dos outros. Com isso eu quero dizer:
  • não ficar repassando mensagens aos outros sem saber se elas têm utilidade ou não, se elas são informações confiáveis ou não;
  • não repassar correntes e orações e não mandar essas mensagens que só entulham nossas caixas de mensagens;
  • não enviar mensagens “floridas” de bom dia, boa tarde, boa noite;
  • não enviar “piadinhas” e vídeos que recebo aos milhares (que já recebi de um monte de gente).
Escrevo textos longos, é verdade, com opiniões e reflexões, mas procuro publicar onde sei que é do interesse das pessoas ler.

Quem dera dez por cento das pessoas que navegam na internet pensassem assim! Com certeza nossa “correspondência” seria bem menor e não perderíamos tanto tempo tentando descobrir se alguma coisa presta no meio de tanta coisa.

E tem algo que me aborrece demais na internet: são os HOAX! Essa palavra é um termo em inglês que significa na verdade um “trote”. Como aqueles de telefone. Segundo a Wikipédia (a enciclopédia livre da internet, que também nem sempre é confiável), a tradução literal da palavra é embuste ou farsa. Mas esse termo é usado para definir as histórias falsas recebidas por e-mail, sites de relacionamento, messenger, whatsapp e na internet de modo geral.

O conteúdo desses “hoax”, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos falando de sequestros ou doenças, histórias melosas de cunho sentimental ou religioso, campanhas filantrópicas, denúncia de “hackers” maléficos que vão esculhambar seu perfil no Facebook ou, ainda, dos famosos vírus letais que ameaçam destruir, contaminar ou formatar seu computador.

Bom, o fato é que muita gente acredita nessas coisas, nesses “hoaxes” que circulam pela internet. E dá-lhe espalhar desgraça por aí! Existem alguns hoaxes que falam de pessoas pobres que precisam de cirurgias e que determinada empresa irá pagar tantos centavos para cada e-mail repassado. Este tipo de mensagens leva os menos informados a distribuir a mensagem pelo maior número de contatos e, a finalidade disso, é entupir os servidores. E agora eles atacam as redes sociais também. Há uma infinidade de mensagens no Facebook divulgando essa ou aquela coisa que na verdade não existe. E a quantidade de xingamentos ao governo e aos políticos, disfarçados de “expressão de opinião”, é uma coisa fantástica.

Sem contar que esse tipo de mensagem, pode ser utilizado por pessoas mal intencionadas que se utilizam dos endereços de e-mails e das listas de contato das redes sociais, para construir uma base de dados, e posterior venda ou envio de SPAM.

Um Hoax muito comum era o do fim imediato do MSN e do orkut, que o Messenger seria pago, reativar o Windows, fim da Internet, etc... Bom, o MSN e o Orkut se extinguiram, mas, não por “desgraça” ou “previsão”, e sim pela própria dinâmica da internet. Quem sabe quando acontecerá o mesmo com o Facebook? E o whatsapp? Esses Hoax são criados basicamente para "chamar atenção", e seu alvo são os usuários básicos. Portanto, o melhor a fazer, é apagar este tipo de mensagem e começar a quebrar a corrente do seu autor. Quando ao Facebook, é denunciar quando claramente for spam.

Nas redes sociais, mais especificamente o Facebook e os grupos (ferramenta que temos usado diariamente por aqui), a coisa está se tornando quase impossível de gerir de uns tempos para cá. As pessoas já não pedem adesão aos grupos por “afinidade” e sim porque ele parece que dá “status” e está no topo de uma lista. O mesmo se dá com os pedidos de amizade. E as publicações? Ó Deus! Simplesmente não passa pela cabeça de algumas pessoas que nem tudo é publicável num grupo, que está ali formado com um OBJETIVO, com pessoas que partilham dos mesmos interesses e que as publicações tem um fim específico. Em alguns dias entro no nosso grupo de FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS e parece que entrei numa feira de variedades... E as Republicações? Nossa! É espantoso como muitas pessoas fazem parte de um grupo e não leem o que o grupo publica. Só aquele vídeo do Youtube, com crianças falando sobre a Páscoa, foi publicado em nosso grupo mais de 20 vezes!

O que nos leva a precisar “moderar” diarimente as publicações. Já li críticas a este respeito! Que não devíamos fazer isso. Que temos que aceitar tudo, que estaremos evangelizando quem, porventura, entrou ali meio “perdido”, por engano. Que devemos ser acolhedores, etc. e etc...

Ora, me perdoem, mas, se num grupo de CATEQUISTAS tem pessoas que precisam ser “evangelizadas”, alguma coisa tá muito errada na nossa Igreja! Muita gente esquece que evangelização se dá em três etapas e que a CATEQUESE é a segunda delas; A primeira é o ANÚNCIO e CONVERSÃO; a terceira é o SEGUIMENTO. O catequista, aquele de verdade, já deveria ter tido e estar no SEGUIMENTO a Jesus 100%, e não estar ainda sendo convencido da coisa. Nosso grupo de catequistas pretende estar “formando” o catequista, fazendo “catequese”, trazendo aprofundamento ao ensino da fé e usamos uma linguagem que, quem não é catequista, não vai entender. Nós falamos de “realidade” e buscamos resposta a muitas questões.

Então, gostaria de fazer uma proposta. Algo que tem a ver com o apelo que o Papa e  nossos bispos têm feito sobre a comunicação na Igreja.

Evangelizem nas SUAS páginas, criem grupos DE evangelização. Muita gente se diz catequista e no seu perfil nem tem o nome da sua paróquia! Não se encontra qualquer menção religiosa lá! Que espécie de discípulo missionário eu sou se não uso os meios que tenho para exercer esse papel?

VAMOS USAR ESSE MEIO DE COMUNICAÇÃO PARA EVANGELIZAR! Ou melhor ainda, vamos considerar a internet UM MUNDO QUE PRECISA SER EVANGELIZADO. Vamos parar de enviar mensagens de procedência duvidosa, correntes de oração que prometem salvar nossa alma em troca de mais vinte reenvios. Vamos parar de enviar críticas a aquele ou este político, vamos parar de emitir opiniões QUE NÃO SÃO AS NOSSAS e nem tem qualquer fundamento, chega de mensagens em imagens e vídeos sem qualquer quê nem pra quê, piadinhas obcenas, enfim, vamos fazer deste, um mundo um pouco mais limpo?
Vamos usar nossa página no Facebook para fazer publicações interessantes, enaltecedores, trazer mensagens de Jesus e não um monte de bobagens? Vamos usar a NOSSA PÁGINA para publicarmos o que quisermos e não a dos outros? Vamos ser CATEQUISTAS NA internet? Vamos?

E vamos usar nosso grupo de FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS para o objetivo que ele foi criado: FORMAÇÃO, PARTILHA, DISCUSSÃO, INTERAÇÃO... Mas, sempre sobre CATEQUESE e aquilo que interessa a ela. E LENDO o que está publicado diariamente. Só assim o grupo vai te servir, senão, ele será só mais uma coisa que te ocupa tempo.

 Ângela Rocha



*Fabrizio Brambilla é um hacker do Facebook? 

Desvende AQUI


sábado, 19 de agosto de 2017

SEMANA DA FAMÍLIA: ENCERRAMENTO - A FAMÍLIA PROMOTORA DA MISERICÓRDIA NA SOCIEDADE


SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

SÁBADO – 19 DE AGOSTO

TEMA: A FAMÍLIA PROMOTORA DA MISERICÓRDIA NA SOCIEDADE

E chegamos ao último dia da SEMANA DA FAMÍLIA, nessa caminhada como família de Deus para compreender e viver a misericórdia. Nossas famílias são um dom de Deus para nós, mas também para toda a sociedade. Sem família não existe sociedade estável e saudável, assim nossas famílias têm também a missão de ajudar a sociedade a compreender o dom de Deus e seu projeto para cada pessoa.

Peçamos que o Espírito Santo nos ajude a compreender e aceitar nossa missão como família, de conformar nossa sociedade ao projeto de Deus.

DEUS NOS FALA:  Romanos 12, 1-2

“Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto. Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito. ” (Rm 12, 1-2).

Jesus compara o Reino de Deus ao fermento que misturado a farinha, tem a sua ação manifestada. Por isso, também nós precisamos acolher o Reino de Deus, e então, nos misturarmos às pessoas até que tudo esteja transformado.

Precisamos que a família seja anunciadora de Jesus Cristo, em cada lugar e situação onde se encontra, participando de grupos de reflexão política, Conselhos de direitos visando melhorias das políticas públicas em favor das famílias, das crianças, dos jovens, das mulheres e dos idosos.

É necessário e urgente a participação da família nos serviços, pastorais, ministérios e outras expressões organizadas pela própria Igreja se fazendo presente e atuante no mundo. O que fazemos fala muito mais alto do que o que pregamos com palavras.
A Igreja se propõe a trabalhar na construção de uma cultura do encontro. Isso implica não se fechar na própria comunidade, no grupo de amigos, na própria religião, em si mesmo. Na cultura do encontro todos contribuem e todos recebem.

O Documento 105 da CNBB, sobre leigos e leigas na Igreja, diz que a família é chamada a ser sal da terra e luz do mundo na sociedade, transformado essa sociedade. Sejamos então, fermento, sal e luz ao mundo para o anúncio querigmático nos ambientes de vivência familiar.


Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.

TEMA: A FAMÍLIA PROMOTORA DA MISERICÓRDIA NA SOCIEDADE

SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:
INICIAL: Nossas famílias são um dom de Deus para nós, mas também para toda a sociedade. Sem família não existe sociedade estável e saudável, assim nossas famílias têm também a missão de ajudar a sociedade a compreender o dom de Deus e seu projeto para cada pessoa. Peçamos, neste encerramento da Semana da Família, que o Espírito Santo nos ajude a compreender e aceitar nossa missão como família, de conformar nossa sociedade ao projeto de Deus.
FINAL: Consagração à Sagrada Família – Bênção das Famílias


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

HOMILIA: 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM

                           SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

O que podemos afirmar nesta Solenidade da Igreja é que, como Jesus, Maria é glorificada, ressuscitada. Ela é a Rainha do Céu e da Terra, a mulher vestida de sol. Eis o significado principal do dogma da Assunção, proclamado pelo Papa Pio XII, depois de consultar a Igreja de Deus.

Deus parece querer nos mostrar com mais clareza sobre o fim último de nossas vidas. Sim, pois não somente o seu Filho Jesus ressuscitou e está a sua direita. Poderíamos pensar que isto não seria privilégio da criatura humana. Talvez na glorificação de Maria de Nazaré as coisas se tornem mais claras, pois agora vemos que uma pessoa do povo, uma mulher tão simples como muitas das que conhecemos, foi ressuscitada.

São Paulo nos diz (na segunda leitura) sobre a nossa ressurreição, afirmando que nós também ressuscitaremos como Cristo. No Apocalipse (primeira leitura) vemos Maria como sinal glorioso, vitoriosa contra os poderes do mal. Unindo os dois textos, afirmamos que Maria é o ícone escatológico da Igreja, ou seja ela é antecipadamente o que desejamos ser. Portanto, Maria é a revelação de
Nosso último destino – a glória do Céu.


“O que é imperecível é precisamente aquilo que viemos a ser no nosso corpo, o que cresceu e amadureceu na vida nas realidades deste mundo. O Cristianismo anuncia a eternidade daquilo que se passou neste mundo (...) É o amor de Deus que nos torna eternos e a este amor que concede a vida eterna é que chamamos de ‘céu’” (Papa Bento XVI). Existe, portanto, uma conexão entre a vida terrena e a vida celeste. No Céu teremos uma continuidade desta existência: reconheceremos nossos amigos, lembraremos de nosso passado. Não se trata de uma vida sem nenhuma ligação com o passado. Olhar para o Céu deve nos fazer ter um olhar novo para a nossa história. O que queremos levar para a eternidade? Certamente, alguns aspectos de nossa vida serão purificados e eternizados, outros apenas atrapalharão a nossa união com o
Senhor e a nossa glorificação.


Maria tem um corpo glorificado. Precisamos superar a ideia de que a matéria e o corpo serão destruídos. Deus deseja glorificar toda a criação, tudo o que faz parte de nossa existência. Ressurreição e assunção são temas que nos remetem às realidades humanas: nossa história, nossos sonhos, nossas lembranças... Deus toma tudo em suas mãos e eleva a um nível espiritual. No Céu seremos o que já somos, mas numa dimensão superior – elevada pela graça do Espírito.

 Ao elevar uma mulher a glória, Deus glorifica o feminino. Se Jesus é o masculino na glória do Pai, Maria é o ícone feminino no Céu! Se nos enriquece olhar para a firmeza masculina de Jesus que venceu o pecado e a morte de cruz, também nos completa ver a firmeza delicada de Maria que entre lágrimas femininas venceu com Jesus a Cruz e chegou a vitória sobre a morte.

No Evangelho, Maria se proclama humilde e serva. Em seguida, declara uma realidade: todos me considerarão bem-aventurada, ou seja, no grego, makária, que significa Santa do Reino de Deus (Lc 1,48). E quem lhe deu esta graça?


Foi o Senhor que fez grande coisas em seus favor, como ela mesmo diz no versículo seguinte. Assim, quem proclamou Maria como Santa não foi a Igreja Católica, mas o próprio Deus, segundo evangelista Lucas. Existe, pois, um caminho seguro para se chegar a bem aventurança de Maria – a humildade. Ela não quis ser grande, ela se tornou grande por ser a menor de todas: Maria
É a  humilde serva.

Aquela mulher que muito jovem foi chamada a ser a mãe de Jesus, não estava diante dos holofotes. Não era ela uma nobre que residia em Roma, nem era da corte de Herodes, não tinha dinheiro ou fama. Morando num lugar desconhecido e sem significância, no fundo da Galileia, lá estava a humilde serva que se tornaria a Rainha do Céu. A pequenez insignificante tem o primeiro lugar no Céu - esta é a lógica paradoxal do Evangelho. Só Deus pra
fazer coisas assim...

Pe. Roberto Nentwig


SEMANA DA FAMÍLIA - 6º DIA


SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

SEXTA-FEIRA – 18 DE AGOSTO:

TEMA: SERVIÇO CRISTÃO AO MUNDO

Mais uma vez a Semana da Família nos pede para refletir nosso papel como cristãos no mundo.

DEUS NOS FALA: Mateus, 13, 33.

“E contou-lhes mais uma parábola: “O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até que tudo ficasse fermentado”. (Mt.  13, 33).

Estre trecho nos lembra que Jesus também diz: “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo”, e ainda: “Eu sou a Videira verdadeira (...) e vós, os ramos” (Jo 15, 1-8).

A vitalidade dos ramos depende de sua ligação á videira, que é Jesus Cristo: “quem permanece em mim e eu nele, dá muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada” (Jo 15, 5).

Daí a necessidade de pertença a uma comunidade de fé, a qual se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária. O discípulo missionário de Jesus Cristo, necessariamente, vive sua fé em comunidade, em íntima união ou comunhão com as pessoas, que vivem a comunhão entre si e com Deus Trindade.

Sem vida em comunidade não há como viver efetivamente a proposta cristã. Comunidade implica convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrais e nas dores. A comunidade eclesial acolhe, forma e transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte e sustenta.

Ao mesmo tempo em que hoje se constata uma forte tendência ao individualismo, percebe-se igualmente a busca por vida comunitária: esta busca nos recorda como é importante a vida em fraternidade. Mostra também que o Espírito Santo acompanha a humanidade, suscitando, em meio às transformações da história, a sede por união e solidariedade.

Nessa perspectiva: “É missão do povo de Deus assumir o compromisso sociopolítico transformador que nasce do amor apaixonado por Cristo. Desse modo, se incultura o evangelho”. (Doc. 105, nº 161). A atuação cristã nos meios social e político, é serviço cristão ao mundo na perspectiva do Reino. Isto não desmerece nem diminui o seu valor, que é da ordem de testemunho, respeitando a legítima autonomia das realidades terrestres e do cristão nelas envolvido. (Doc. 105, nº 162).

Assim, a participação consciente e decisiva dos cristãos em movimentos sociais, entidades de classe, partidos políticos, conselhos de políticas públicas e outros, sempre a luz da Doutrina Social da Igreja, constitui-se num inestimável serviço à humanidade e é parte integrante da missão de todo o povo de Deus.

Os cristãos são cidadãos e, como tais, junto com as pessoas de boa vontade, são interpelados a assumir ativamente esta cidadania em toda a sua amplitude. Esta cidadania brota do coração da missão da Igreja, inspirada no núcleo do Evangelho: “e a palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1, 14).

Ser cristão, sujeito eclesial e ser cidadão, não podem ser vistos de maneira separada. O cristão leigo expressa o seu “ser Igreja” e o seu “ser cidadão” na comunidade eclesial e na sua família, nas opções éticas e morais, no testemunho de vida profissional e social, na sociedade política e civil e em todos os âmbitos da sua vida. Busca sempre a coerência entre ser membro da Igreja e ser cidadão, consciente da necessidade de encontrar mediações concretas – quer sejam políticas, jurídicas, culturais ou econômicas – para a prática do mandamento do amor, de forma especial em favor dos marginalizados, visando a transformação das estruturas sociais injustas. (Doc. 05, nº 165).

Permanecendo na Igreja, como ramo da videira, o cristão transita do ambiente eclesial ao mundo civil para, como sal, luz e fermento, somar com todos os cidadãos de boa vontade, na construção da cidadania plena para todos. Não é preciso “sair” da Igreja para ir ao mundo, como não é preciso sair do mundo para entrar e viver na Igreja.

Levemos como compromisso, assumir a missão de ser família cristã atuante no Serviço ao Mundo, testemunhando com a própria vida a sua atuação como leigo e cidadão fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.

Conceda-nos Senhor, sermos famílias cristãs que se evangelizam na fé e no amor cristão, para estar e agir no mundo, transformando a realidade conforme o projeto de amor do Criador.
Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.





SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:

INICIAL: Estamos no 6º Dia da Semana da Família e somos convidados hoje a refletir sobre o SERVIÇO CRISTÃO NO MUNDO. É na pertença a uma comunidade de fé, que se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária, que exercemos nosso papel de discípulos missionários de Jesus Cristo.

FINAL: Conceda-nos Senhor, sermos famílias cristãs que se evangelizam na fé e no amor Cristão, para estar e agir no mundo, transformando a realidade conforme o Projeto de amor do Criador. Levemos como compromisso hoje, assumir a missão de ser família cristã atuante no Serviço ao Mundo, testemunhando com a própria vida a sua atuação como leigo e cidadão fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

MENSAGEM AOS CATEQUISTAS PELO SEU DIA


Querido Irmão, querida Irmã Catequista, 

Transcorrerá no dia 27 de agosto de 2017 o Dia do Catequista. Como o tempo parece muito veloz escrever-lhe outra vez pode até parecer apenas um hábito que se repete a cada ano. Mas se lançarmos um olhar às tantas experiências catequéticas de amor, de dor, de cruz e de vitórias, então as lembranças conferem sentido a estas linhas. Esta carta, além de uma palavra de gratidão em nome dos Bispos do Brasil, quer lhe encorajar à perseverança.

Lembra daquele catequizando(a) repleto de muitas carências, que esboçou um sorriso tímido ao receber seu gesto de ternura de catequista? É bem possível que a Catequese seja um dos poucos ambientes em que alguém lhe manifestou afeto. E Você Catequista estava lá para amar aquele (a) que Deus queria abraçar. Nem Deus nem o catequizando vão esquecer. Se por um lado houve caminhos espinhosos, por outro, quão belas devem ter sido aquelas experiências de amor gratuito!!

Enquanto escrevo recordo a página de um excelente catequista de outros tempos. Refiro-me ao evangelista Mateus. Em Mt 14,14 ele destacou que “Jesus, ao ver a grande multidão, sentiu compaixão...”. Instantes depois os discípulos, preocupados com suas próprias impossibilidades, ouviram do seu Senhor: “Dai-lhes vós mesmos de comer...”. Eles perceberam que lhes faltava quase tudo. “Só temos cinco pães e dois peixes”. Ainda outros instantes e eis aqueles que tinham “só cinco pães” a oferecer da imensa generosidade amorosa do Senhor. O evangelista com sensibilidade catequética completou: “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões” (14,19).

Façamos agora um pequeno exercício de imaginação. Vamos recordar quão grandes são as necessidades das nossas comunidades, dos nossos catequizandos, das suas famílias... Mais um passo e agora pensemos nas nossas pequenezas. Se o Senhor Jesus estiver por perto, falemos-lhe sobre “Só o que temos...”. O que ouviríamos? Ele aguarda nossa palavra. E eles, os catequizandos, como que a nos olhar, também estão a observar nossos gestos.

Não precisamos oferecer do que não temos. Mas do que o Senhor tem a nos dar, dos seus dons, destes podemos transbordar. Vale lembrar que “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões”. Quando as forças faltarem, se as motivações diminuírem, se as desilusões lhe cansarem... entre tantas vozes, escolha a voz do Senhor. Ouça-o. Ele não deixará os seus escolhidos sem respostas. Como no caso dos discípulos, não lhes tirou nada, e lhes deu tudo.

Em nome da CNBB, que representa os Bispos do Brasil, com muita afeição quero manifestar às centenas de milhares de Catequistas do Brasil as mais fortes palavras de gratidão. Que Deus lhes multiplique em bênçãos pela grande Bênção que são à nossa Igreja. 

Dom José Antonio Peruzzo
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética da CNBB

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO