segunda-feira, 25 de julho de 2016

ENCONTRO DE PAIS - DINÂMICA DA SEMENTE

Material: 2 vasos iguais, um só com terra, e o outro com flores plantadas

Sementes: Sementes de algum tipo de flor, será a "semente desconhecida" (usei de pimenta branca).

CONDUZINDO O ENCONTRO

Coordenador: 
Queridas famílias, sejam todos bem vindos. Sintam-se acolhidos em nossa paróquia. É com muita alegria que recebemos vocês e seus filhos. É uma honra para nós ACOMPANHAR vocês nessa missão de catequizá-los. Sim, ACOMPANHAR, porque são vocês os principais catequistas deles. A nós Igreja, cabe apenas uma pequena ajudinha.

Querem ver por quê?

(Neste momento são distribuídas sementes entre os presentes)

Peguem essas sementes que estão sendo distribuídas a vocês, e observe-as....
Agora me digam de que planta se trata esta semente? Difícil saber não é? 
Vamos imaginar que esta semente é totalmente desconhecida de nós! 

Mas se queremos saber do que se trata, o que temos que fazer? Plantá-la, adubá-la, regá-la, só assim ela vai germinar e crescer, e dar frutos quem sabe! 
É fácil? Acho que não, é bem trabalhoso! Essas sementes, são seus filhos. 
Não conseguimos fazê-los germinar e crescer sozinhos, sem vocês. 
Vocês são o canteiro adubado (pego o vaso com terra, afofo a terra e planto algumas sementes) e nós somos o regador (pego o regador com água e molho o vaso). Nada podemos fazer sem a sua ajuda. 
Por isso digo que os catequistas são apenas seus ajudantes. Claro que a nossa parte de molhar, é importante... Mas a missão mesmo, é de vocês pais! São vocês os semeadores. Se vocês não semearem não teremos o que regar, nós catequistas somos apenas os jardineiros que regam e cuidam de suas sementes. O trabalho de base é seu: pai e mãe! A catequese é apenas o seu apoio.

Agora quando vocês fazem um bom trabalho no plantio e nós não deixamos faltar a água, o resultado é esse (mostro o vaso com as flores que deve estar escondido debaixo da mesa).

Obs: eu mostrei o vaso depois que li o meu depoimento, OK? Abraços e bom proveito.


DEPOIMENTO:

Sou catequista há alguns anos e, confesso, me preparo bastante para isso, só que às vezes fico de mãos atadas, pois as sementes (crianças) que chegam até a mim, não germinam, por mais que eu as regue, continuam fechadas sem nenhum broto, aí eu me questionava onde estava o meu erro?

E um dia em oração me veio a resposta, FAÇA A SUA PARTE BEM FEITA, e eu teimosa que sou, continuei a questionar... Mas, e as que não nascem Senhor?

E mais uma vez me veio a resposta FAÇA A SUA PARTE BEM FEITA, então eu vou repassar isso pra vocês (pais), FAÇAM A SUA PARTE BEM FEITA!

Só assim teremos muitos brotos, e quem sabe árvores produzindo frutos e mais sementes. Pois para mim é fácil dar o meu melhor, e caso a semente não germine até a Crisma, eu devolvo o vaso para vocês (pais), e lavo as minhas mãos. 

Mas não é bem assim nós catequistas trabalhamos pra Jesus, e não queremos entregar a ele um vaso vazio, queremos entregar um vaso assim:

Nilva Mazzer- Catequista
Maringá - Pr.

26 DE JULHO – DIA DOS AVÓS

ANA E JOAQUIM: AVÓS DE JESUS

Segundo a tradição, os avôs maternos de Jesus são Ana e Joaquim. Porém dele s não encontramos nada na Bíblia. As únicas informações que temos sobre os pais de Maria são contados pelo Proto-Evangelho de Tiago, considerado um evangelho apócrifo (livros que não foram incorporados à bíblia por não serem considerados de inspiração do Espírito Santo). Este texto, escrito no século II depois de Cristo, fala dos momentos mais importantes da vida de Nossa Senhora: o matrimônio dos pais Joaquim e Ana, a concepção depois de 20 anos sem ter filhos, o nascimento e a apresentação ao Templo de Jerusalém. Todos esses acontecimentos são inseridos dentro do contexto histórico da cidade de Jerusalém.

Narra-se que Joaquim tinha sido reprimido pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Ana, sua mulher, já era idosa e estéril.  Confiando no poder divino, Joaquim retirou-se ao deserto para orar e meditar. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. O casal teria morado em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; foi lá que nasceu a menina que foi chamada de Miriam, que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria.  

A devoção a Santa Ana e São Joaquim é muito antiga no Oriente. Eles são cultuados desde o início do cristianismo. No ano de 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de santa Ana em 26 de julho. Na década de 1960, o Papa Paulo VI juntou a essa data a comemoração a São Joaquim. Por isso, no dia 26 de julho se comemora também o “Dia dos Avós”.

Infelizmente nos quatro evangelhos, não temos nenhuma referência a genealogia de Maria. A genealogia de Jesus, que poderia ajudar a descobrir aquela de Maria, é detalhada no primeiro capítulo de Mateus, mas é construída em base à genealogia de José, que descende de Davi, como também sublinha Lucas 1,27. De Maria apenas se diz que era uma virgem, esposa de José e não se fala nada dos seus pais e nem da sua vida antes da anunciação.

As informações transmitidas pelos textos apócrifos suprem algumas lacunas que os Evangelhos deixam. Mas, é difícil dizer se os apócrifos transmitem fatos históricos ou são criações fantasiosas, no entanto, este material já não é considerado “leitura proibida”, como foi no passado, pois ajudam a entender a teologia e a vida das primeiras comunidades cristãs. Ao mesmo tempo, o leitor deve ser muito crítico, visto que dificilmente podemos fundamentar teorias históricas baseadas nesses livros. Mas, isso muitas vezes vale também para Bíblia, que não entende a história de modo empírico, como a interpretamos nós, mas como manifestações de Deus.

Fonte: Diversas (Calendário paroquial e www.abiblia.org). 

sábado, 23 de julho de 2016

O PAI NOSSO: ORAÇÃO COMPLETA


“E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá. .” (Lc 11, 9-10)
Neste fim de semana a liturgia nos convida a celebrar o mistério da oração e sua importância em nossas vidas.
Um dos discípulos pediu a Jesus que lhes ensinasse a rezar. E Ele lhes ensinou o Pai Nosso e depois lhes fez um discurso sobre a importância da oração.
O Pai Nosso é sem dúvidas, a melhor oração que temos pois nos foi entregue pelo próprio Deus que se fez carne. Às vezes me assusto quando algumas pessoas, ainda que com muito boa intenção, atribuem poderes quase mágicos a outras orações e colocam em segundo lugar a oração do Pai Nosso. Não digo que não tenhamos belíssimas orações, muitas delas feitas por santos, e que nos ajudam a rezar melhor, mas nenhuma se pode comparar àquela que Jesus nos deu.
Nos dizia santa Tereza D´Ávila, que quem quisesse fazer uma hora de boa oração, bastaria usar este tempo para rezar um Pai Nosso, meditando suas palavras, e isto seria já suficiente. Seguramente esta é uma mulher que aprendeu a rezar com Jesus.
O Pai Nosso é um oração completa. Ali damos glória a Deus, não porque Ele tenha necessidade de nossos louvores, mas porque para nós é fundamental reconhecer a sua glória a fim que possamos descobrir quem somos e até onde devemos ir. No Pai Nosso nos abrimos a ação de Deus e expressamos nossa confiança em sua graça. Dizer “faça-se a tua vontade” é muito comprometedor, mas é o único caminho para nossa real felicidade. Dentro deste “faça-se”, lhe apresentamos nossas necessidades: o pão quotidiano; o perdão; a proteção. Mas depois de nos dar esta maravilhosa oração, Jesus insististe muito sobre a importância de rezar.
O tema central de seu discurso é a perseverança. Nossa oração deve ser perseverante. Devemos fazê-la com insistência. Não basta dizer: já lhe pedi uma vez, agora só me resta esperar. É na constância da oração, que reside a sua eficácia. O exemplo que nos dá Jesus, falando do homem que durante a madrugada insiste com seu vizinho até que lhe atenda, se não por amizade, ao menos para não ser mais incomodado, é muito claro. Também nós devemos pedir e pedir, chamar e chamar até que o Senhor nos escute.
Contudo, é importante ter claro que existem três classes de coisas que podemos pedir a Deus:
a) coisas que colaboram para nossa salvação, para nosso crescimento como pessoas;
b) coisas que são indiferentes para a vida em Deus, mas que nos ajudam a ser mais felizes em certas situações;
c) e outras que, ainda que não nos demos conta, nos farão danos ou ao menos colocarão em perigo a nossa salvação.
Com respeito às primeiras, poderemos dizer que Deus é o primeiro interessado em nossa salvação. Este é o presente que ele mais nos quer dar e não negará a ninguém que o peça.
Com relação as segundas, dependerão de nossa insistência, das motivações que tenhamos. Do modo como pedimos. Do quanto realmente são importantes para nós. (Como um pai de família sente prazer em presentear seu filho, em alguma oportunidade especial, alguma coisa que ele sabe que o filho deseja muito porque pede com freqüência, ainda que não seja essencial para sua vida, assim também Deus faz conosco.)
Mas se nós lhe pedimos uma coisa que não nos fará bem, ou que nos pode fazer dano, é natural que ele não nos conceda, ainda que passemos toda a vida insistindo. Deus é nosso pai e quer acima de tudo nos proteger e defender. Assim como os pais se negam a ceder aos caprichos de uma criança pequena que pede lhes uma faca afiada, ainda que lhes peça com lágrimas, também a nós, porque nos ama, Deus algumas vezes nos atende.
Mas não nos esqueçamos, rezar não é somente fazer uma lista de pedidos. É também agradecer, reconhecer os benefícios, conhecer tudo o que Deus já fez e louvá-lo. Oração é acima de tudo um diálogo, não é um monólogo. Devemos estar também dispostos a escutar a Deus, a contemplá-lo, a deixar-nos tocar por ele.
A oração deve se transformar em nossa vida como uma “respiração de amor”.
 
O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericordia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.


 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O ATIRADOR DE FACAS

Qual a melhor forma de rezar?


Certa vez, um rapaz entrou na igreja, que estava vazia, foi até o primeiro banco e começou a jogar cinco facas para cima, uma depois da outra e, numa agilidade incrível, pegava todas pelos cabos, sem deixar nem uma cair no chão e sem se ferir. Eram facas afiadas, que brilhavam no ar.

Uma senhora entrou na igreja e, ao ver lá de trás aquela cena, ficou assustada. Foi correndo contar para o padre, que morava ao lado da igreja. O padre veio e os dois observavam a inusitada cena.

O padre aproximou-se dele e perguntou, com carinho: "Por que você está fazendo isso?" O moço respondeu: "Eu não sabia rezar, e perguntei para uma catequista como se faz. Ela disse: 'Faça o que você sabe de melhor para Deus, que ele vai gosta'. Eu trabalho em um circo e o que eu sei de melhor é jogar facas. Por isso vim aqui hoje rezar".

O padre pôs a mão no ombro dele e falou: "Pode continuar rezando, filho, e que Deus o abençoe. Mas cuidado para não se machucar, ou machucar alguém".

De fato, a catequista estava certa. Cada um tem o seu jeito próprio de rezar. Existem tantas maneiras de orar, quantas pessoas orantes há no mundo. Isso porque oração é diálogo, uma conversa de amor com Deus. E os amigos são criativos e espontâneos nas conversas. Nós vamos, aos poucos, evoluindo na prática da oração. No começo, só rezamos orações decoradas, e só duas vezes ao dia: De manhã, ao nos levantar, e à noite, antes de dormir. Depois, nós começamos a obedecer a Jesus que disse:

"Orai sempre, e nunca cesseis de o fazer." (Lc 18,1).

(Autor desconhecido)

APONTAMENTOS FUNDAMENTAIS SOBRE ORAÇÃO - HOMILIA DO DOMINGO

... é preciso rezar muito, não até que Deus nos ouça, mas até que nós ouçamos DeusÉ preciso insistir na oração, não até que Deus faça o que nós queremos, mas até que nós façamos o que Deus quer. É preciso rezar, rezar rezar, não até que Deus nos dê aquilo que pedimos, mas até que nós não queiramos pedir mais nada senão o Espírito Santo!

17º Domingo do Tempo Comum
(Lc 11, 1-13)

A pergunta demora anos a vir à boca: “Ensina-nos a rezar.” Às vezes nunca vem. Aqueles primeiros companheiros de Jesus não eram “ateus” nem indiferentes à Aliança do Deus de Israel. Quer dizer: rezavam! Mas nada fica igual quando é tocado por Jesus de Nazaré, nem a oração.

Ensina-nos a rezar”, como tu, apetece acrescentar. João Batista ensinou os discípulos a rezar à maneira dele, e os fariseus também. Jesus esperou que eles pedissem. Deu-lhes a sede antes de lhes dar a rota da água. É aquela que mais nos costuma faltar.

E Jesus rezou. A oração de Jesus conjuga-se em “nós”, no plural do Reino. E a oração de Jesus situa-nos no lugar de filhos bem amados, conhecidos e cuidados.

Depois, a parábola, para dar a volta ao coração dos mais desconfiados. Uma parábola que não podemos interpretar, sob risco de a interpretarmos ao contrário. É uma parábola de ouvir assim corrida, de apanhar no ar e perceber o que diz passando. Se te fixas nela vais cair na tentação de achar que Deus é como aquele amigo lá dentro de casa e tu és o outro, cá fora, suplicando. Bem dizia Paulo: “a letra mata”; até as parábolas!

Jesus conta a parábola para nos colocar no andamento da confiança, não para nos dizer que Deus é um osso duro de roer e a oração é a dentadura que precisamos. Se eu paro na parábola e me fixo na letra, dou-me conta que se passa toda ao contrário. Eu sou, evidentemente, o amigo que está dentro, e Deus é como aquele amigo que vem bater à minha porta pedir-me ajuda para servir outros que chegam de tantos lados. Mas eu estou ocupado, ou descansado, ou cansado, ou deitado ou ao alto… mas eu não estou.

“Eu estou à porta e bato", diz o Senhor; "se alguém ouvir a minha voz e me vier abrir a porta, entrarei na sua casa e cearemos juntos!” É do livro do Apocalipse. Mas, hoje, não vou puxar este fio interpretativo, não vou avançar por esta nota. Segue tu, se gostares.

Pedir - Procurar - Bater à Porta: a ordem dos fatores não é aleatória. É uma liturgia de aproximação, um processo de chegada. Não basta “pedir”; é preciso “procurar” o que se pede. E não adianta procurar sozinho ou segundo os seus próprios critérios. É preciso apresentar-se ao Senhor deste Reino. É isso que significa “bater à porta”. É colocar-se na disposição de dizer ”Sou eu!”

Bater à porta implica caminhar ao encontro e, chegando, apresentar-se. Bater à porta é oferecer disponibilidade e dizer, face-a-face, “Sou eu!”, “Aqui estou!”.

O segredo? A convicção absoluta da bondade de Deus. Sem isso, não há entregas destas. “Deus só é Bom”, disse Jesus. 

E o melhor de tudo, o mais extraordinário da oração à medida do Mestre: é preciso rezar muito, não até que Deus nos ouça, mas até que nós ouçamos Deus. É preciso insistir na oração, não até que Deus faça o que nós queremos, mas até que nós façamos o que Deus quer. É preciso rezar, rezar rezar, não até que Deus nos dê aquilo que pedimos, mas até que nós não queiramos pedir mais nada senão o Espírito Santo!

Pe. Rui Santiago, cssr

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO