terça-feira, 16 de setembro de 2014

A MUDANÇA DE UMA PASTORAL CENTRADA EM CONTEÚDOS, PARA UMA PASTORAL CENTRADA SOBRE A PESSOA - 2º desafio da Evangelização

E QUAL É O DESAFIO DE HOJE?

(além de fazer vocês se interessarem por ele... rsrsrsrs)

COMO SEGUNDO DESAFIO À EVANGELIZAÇÃO NA ERA DIGITAL, o Pe. Antonio Spadaro nos apresenta:


A MUDANÇA DE UMA PASTORAL CENTRADA EM CONTEÚDOS, PARA UMA PASTORAL CENTRADA SOBRE A PESSOA.
Esse vem bem de encontro a um dos desafios constantes da nossa catequese...

“Antigamente as pessoas precisavam se submeter à lógica de programação de uma TV ou Rádio e esperar o horário definido para ver o programa que gostavam. Hoje em dia, com a internet, isso mudou. Ela tem a disposição os conteúdos e é livre para “pegá-los” a qualquer momento.
É como se vários conteúdos orbitassem ao redor da pessoa. Essa é a lógica dos nativos digitais, pois no centro está a pessoa e não o conteúdo, e ela não precisa mais se adequar à uma programação. O risco da Igreja hoje é tornar-se um “container de informação”. O problema é que se todos esses conteúdos são fornecidos não tocam mais as pessoas.
“A comunicação da Igreja corre o risco de se tornar como uma televisão, que se torna um barulho de fundo, que faz companhia, mas não toca verdadeiramente sua vida. Você cozinha, escreve… e a televisão está lá falando...”. A lógica da "programação" não funciona mais, não ficamos mais esperando um determinado horário para ver um programa.
“É o que está fazendo o Papa Francisco, ele não é revolucionário nos conteúdos; ele fala do Evangelho, mas está conectando o conteúdo com as pessoas. Ou seja, respondendo a essa lógica centrada na pessoa e não no conteúdo. Veja a expressão do Papa: ele não olha a massa, mas é tocado por cada um. Onde o conteúdo mais forte não é a palavra que ele diz, mas a palavra que encarna o seu sorriso, seu abraço, seu carinho…”.
Para Pe. Antonio Spadaro, a mensagem sozinha não evangeliza, mas sim a relação que se cria, a mensagem do Evangelho que se encarna.
“Colocar mensagens do Evangelho, florzinhas, santinhos nas redes sociais: isso não é evangelização. Isso é muito meloso, é mostrar que ser ateu é belo. O segredo é criar relação”.

* * *
Agora, não vamos confundir as coisas e tomar tudo ao pé da letra. O padre Spadaro não quis aqui dizer que quem coloca o Evangelho do dia em sua página está errado. Não sejamos tão simplistas assim.
Talvez nosso pensamento de que quem abre a rede e se depara com o Evangelho estava procurando "justo aquilo" naquele dia, é que seja simples demais. Muita gente publica o evangelho todos os dias. Até mesmo quem quer somente "se mostrar" religioso. O desafio está em "conectar o conteúdo com as pessoas", como o nosso Papa faz.
Mas, como conectar o conteúdo com as pessoas? E aqui eu mudo o foco: como conectar os conteúdos que temos que trabalhar na catequese com os nossos catequizandos?
Será que os conteúdos que "temos" que trabalhar são os conteúdos que eles precisam?
Vamos lá, vamos pensar...

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Eliane Cristina Rodrigues Neste contexto é que vejo a necessidade de se conhecer o catequizando em sua essência, sua família e sua história de vida, pra saber qual tipo de abordagem é mais adequada. Assim também costumo fazer em minha rede social, não é todos os posts que servem para todos os amigos virtuais, procuro personalizar minhas publicações de acordo com o perfil da pessoa, envio textos de evangelização sim, mas, não em massa, o mesmo texto enviado a todos se torna  lixo eletrônico.

Ângela Rocha A respeito dos posts, esse é um desafio que vivemos aqui em nosso grupo do Facebook. Nem tudo é interessante pra se colocar lá, que é um grupo criado com um objetivo: o da formação e partilha de conteúdo catequético. No entanto, nos vemos sempre as voltas com publicações que, por mais que digam respeito à Igreja, não dizem respeito à catequese ou aos catequistas. Da mesma forma eu encaro as diversas publicações repetidas deste ou daquele vídeo ou conteúdo. Isso mostra que a pessoa não participa verdadeiramente do grupo, já que nem sequer sabe que aquilo já foi publicado. E vamos criando páginas e páginas de conteúdo sem utilidade.

Vera Alves Lucia Lucia Nossa muito bom mesmo!!! Esse conteúdo vai de encontro com tudo e todos, diante de uma realidade carente de 'olhar' e 'ver' o próximo...

Abigail Martins Oliveira o primeiro passo para a catequista seria ESCUTAR cada catequizando... mas, como diria o saudoso Rubem Alves, não existem cursos de "Escutatória", nós é que continuamos falando...falando...sem dar "voz" a eles e assim não os conhecemos. O desafio seria também provocar os catequizandos a fazerem perguntas..., parece que li isso no texto do Pe. Spadaro, tem isso lá, Ângela Rocha?

Suely Barbosa Bom dia! Precisamos estar atentos ao que estamos passando aos catequizandos e a maneira de abordar cada tema. Temos que segui um determinado roteiro, mas, adequando-o ao momento e a situação sem perder o foco.

Ângela Rocha Sim Abigail Martins Oliveira, deixar de ser "resposta" e incentivar a buscar a pergunta... na verdade o ser humano anda meio perdido, sem saber exatamente o que quer.

Cleuza Lucas realmente, lendo este texto vejo que cada dia mais temos que reformular a maneira que direcionamos a catequese. A era digital está aí, qualquer pessoa pode ter acesso a ela, mas em meio a tudo isso, também temos aqueles que não possuem o acesso e não tem a menor intenção de ter esse acesso ( catequistas), e devemos tomar todo o cuidado para conhecer quem são nossos catequizandos de uma forma a poder se unir a eles, porque acredito que apenas sendo o melhor amigo é que conseguiremos iniciar nossos catequizandos na fé, vista que muitos não possuem essa iniciação dentro de casa e a procura de alguma forma, e com a amizade cativamos também aqueles que não estavam preocupados com ela.

Givanilda Coelho Trabalhando com a IAM, tenho que "trabalhar" sempre coisas do dia a dia, a cada semana procuramos abordar temas do cotidiano e mesmo assim, muitos não são exatamente o que eles precisam "saber" ou "ouvir". É então que entra o conhecer cada integrante do grupo e saber além do que acontece com as crianças do mundo, o que acontece ou aconteceu com ela, mostrar que ela é alguém importante dentro do grupo.

Rozicleide Alves acho que falta mais a participação dos pais na vida de seus filhos. Na catequese sei que os primeiros catequistas são os PAIS... Mas, muitas vezes, eles é que precisam ser catequizados por seus próprios filhos, através do que aprendem em um simples encontro de catequese. Acho que antes de colocarem seus filhos na catequese seria bom também se tivesse um encontro catequético com os pais, uma ou duas vezes por mês, mas, o que mais complica ainda, é que ele trabalham e não tem tempo. Outros é porque não se interessa mesmo....Temos ir ao encontro deles e evangeliza-los em sua própria residência junto com seu filho. Aqui fazemos isso uma vez por semana vamos na casa de um dos pais do catequizado e juntos vamos aprender e ensinar, catequizando... E seu filho conta o que foi que ficou do encontro que teve no domingo que mais o marcou e partilha isso com toda família!

Idelvania Antunes Coutinho Hoje em dia o conceito de "família" infelizmente mudou. Aqui na minha cidade mesmo, as crianças convivem com várias "religiões" dentro de casa. É gritante a necessidade de evangelizar, não só as crianças como também os familiares. Aí entra a formação dos catequistas para tal situação.


Ângela Rocha Vamos fazer uma consideração importante aqui também. Nos últimos tempos a gente vem sentido uma falta de “participação” tanto dos catequizandos, quanto da família na Igreja. E aqui, acredito que pecamos muito na questão de nos focarmos, somente ao conteúdo. Ou seja, naquilo que “precisamos” ensinar aos nossos catequizandos. Mas – e aqui vem o alerta – FÉ não se “ensina”. Ensina-se os conteúdos para aprofundar a fé: Evangelho, Doutrina, Tradição... Não seria então o caso de voltarmos a aprofundar a Iniciação á Vida Cristã dos adultos?

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

IGREJA E FAMILIA: COMO CONVIVER COM A INTERNET

As crianças e os jovens do mundo moderno tem uma capacidade extraordinária de lidar com as novas tecnologias, algo que chega a surpreender as pessoas não tão jovens assim. É a chamada geração dos “nativos digitais” e os pais não podem mais ignorar esta realidade.

A Análise é da catequista Ângela Rocha que faz um trabalho de evangelização e formação de catequistas pela internet, usando as redes e sociais e blogs, participando com frequência de eventos em âmbito nacional ligados à catequese e à comunicação. Há três anos ela participa de nossa comunidade.
Em entrevista ao Cenáculo, Ângela usa uma expressão do papa Francisco para dizer que “a internet é dom de Deus” porque facilita em muito o relacionamento entre as pessoas, independente do tempo e da distância.
Para ela, é preciso enxergar o lado bom da internet. A catequista acredita que ninguém deve ficar excluído dos avanços proporcionados pelas novas formas de comunicação e que a idade não deve ser obstáculo para que os pais acompanhem o que seus filhos fazem na rede.
Acompanhe os principais trechos da entrevista:

Rede de Catequistas

A ideia de “juntar” os catequistas na internet surgiu há uns quatro anos mais ou menos. Isso nós vimos por meio dos blogs, porque os catequistas estão sempre buscando material para seus encontros e se vê que a necessidade de formação e de partilha é muito grande. Hoje as pessoas não têm mais tempo de ir a paróquia fazer uma formação ou um curso. Então vimos a necessidade de proporcionar isso para as pessoas via internet. E nesse contato entre tantas pessoas, nós fomos muito além de material; partilhamos experiências, partilhamos vivências e conhecimento e acabou se tornando uma coisa muito rica tanto para os catequistas quanto para seus catequizandos que só tem a ganhar com isso. Em 2011, nós criamos um grupo no Facebook que chegou, no começo de 2014, a mais de 3,5 mil pessoas de todo o Brasil e até do exterior. São pessoas que se encontram via internet e isso chega mesmo a incentivar encontros pessoais. Já conheci pessoalmente, muitas pessoas que comecei o contato de amizade pela internet.

Evangelização Digital

Além do trabalho de formação de catequistas, nós estamos agora fomentando a ideia de que é preciso evangelizar na rede. Precisamos tornar a nossa evangelização “pública”, já que nosso grupo é restrito aos membros deles somente. Estamos fazendo um trabalho para que cada pessoa do grupo cuide de seu perfil pessoal para que esse perfil se transforme também, em um espaço de evangelização. Às vezes, pensamos que basta colocar a liturgia do dia ou uma citação bíblica, no perfil do Facebook que estamos evangelizando. Mas, não é só isso. Quando você mostra as fotos com a família, com os amigos, as fotos na paróquia, os eventos, tudo aquilo que você “é” e representa, você está evangelizando muito mais porque está dando testemunho.

Estar nas redes: uma necessidade


Quando acreditamos que a internet, as redes sociais, os blogs e sites, são apenas “ferramentas” de comunicação, nós nos enganamos muito. Não são mais só mais um meio de se comunicar: são mundos onde as pessoas estão vivendo. E o medo de muitos é que as pessoas estejam trocando as relações pessoais pelas relações digitais. Na verdade, a internet veio como um complemento para as relações, quase um “pedaço” da pessoa, um “braço”. Não podemos encarar a internet só como uma ferramenta ou modismo, principalmente por causa dos jovens e das crianças. Eles nasceram na era digital, por isso são chamados “nativos digitais”, a tecnologia faz parte da vida deles como qualquer outra “instituição”: família, escola, igreja. Hoje a grande angústia dos pais é saber o que os filhos tanto fazem “grudados” no celular, na internet, principalmente no Facebook.



Penso que existe, e é preciso valorizar, as coisas boas da internet. Uma delas é você encontrar pessoas de forma rápida e instantânea, pessoas que estão a quilômetros de distância e isso, em tempo real, no “agora”. Claro que existem coisas ruins e perigos na rede, principalmente se as crianças não são orientadas e o jovem não tem maturidade para construir essas relações. Mas, aí entra também nossa ação de adultos, de pais, de catequistas. Se nossos filhos estão “vivendo” em um mundo digital, nós devemos viver lá também. Alguns pais podem achar que estão “velhos” demais para aprender. Nunca. É uma necessidade urgente. Independente da idade que tenhamos hoje, nós temos que nos integrar ao mundo digital, estar nas redes sociais é a necessidade do momento.

Saber o que os filhos fazem

Ninguém deixa o filho sair sozinho, sem dizer aonde vai, com quem vai estar e a que horas vai voltar. A rede social funciona assim também. Se os meus filhos estão na rede, na internet, eu também preciso estar lá. Sei o que eles estão fazendo, onde eles estão indo, o que estão escrevendo e o que estão postando. Se eu não souber, vou ficar alheia a uma parte da vida deles e vou falhar no meu papel de mãe e educadora. Não é um “monitoramento” e nem uma vigília constante, porque senão seria invadir o espaço deles, mas, os pais devem ficar de olho, com cuidado e orientar a exposição na rede. Assim como você orienta seu filho a não conversar com desconhecidos, a não aceitar nada de estranhos; você orienta, também, a não conversar com desconhecidos na rede social e tomar cuidado com os sites que acessa.

A rede não empobrece as relações

Algumas pessoas estão vivendo na internet quase a totalidade de suas horas. Há alguns dias, uma mãe conversou comigo e disse que estava muito preocupada porque o filho só está “sentado ao computador”, que não pratica mais atividade física e que vai acabar tendo problemas na coluna, nas mãos.
Eu penso assim: se ele não pratica atividade física e não faz nada que tire ele daquele lugar, não é também um pouco de falta de consciência dos pais? Falta de algo que o atraia ao mundo das relações mais físicas e pessoais? O seu filho tem, normalmente, várias atividades: vai a escola (lá ele tem educação física), ele se alimenta, dorme... e fica no computador. Se ele não procura mais nada além disso, ou é porque não gosta ou não é incentivado. 

A educação não mudou. Nós continuamos tendo a função de dar educação e limites para os nossos filhos. Agora, colocar a culpa na rede, pelo empobrecimento das relações, não tem sentido. Se as relações não estão boas, não estão funcionando, é porque tem mais coisa errada aí. Não é porque existe a internet.

Ser missionário digital

O Papa Francisco disse uma coisa que acho maravilhosa: “A internet é dom de Deus”. Pensemos agora que, com a internet, nós conseguimos nos encontrar com pessoas que estão do outro lado do planeta e, em tempo real. A internet veio tirar os empecilhos das relações que são a distância e o tempo. Então, isso só pode ser “dom de Deus”. E como dom de Deus a gente tem que aproveitar e fazer bom uso dele, principalmente na Nova Evangelização.
Por mais que o mundo tenha mudado, que as pessoas tenham excesso de compromissos e não tenham mais “tempo para nada”; elas ainda são seres humanos e buscam: relação, reconhecimento e valorização. Elas precisam de Deus na vida delas. Talvez não tenham mais tempo de ir a Igreja ou tenham perdido o sentido do que é “ir à Igreja”, assim, a gente tem que aproveitar o tempo em que elas estão “na rede” para levar um pouco da Igreja até elas. Inclusive esta é uma das ideias que permeia o novo documento da CNBB “Comunidade de Comunidades”: sair do espaço das quatro paredes e ir onde estão as pessoas, ir às comunidades, tanto físicas, reais, como nas comunidades digitais. Não podemos nos sentar e esperar que as pessoas apareçam: temos que buscá-las. Julgamos muito achando que as pessoas esqueceram Deus. Ninguém esqueceu Deus. Só que precisamos pensar que hoje o espaço das pessoas é diferente, o tempo é diferente. E se não nos adequarmos a isso, vamos perder muito como Igreja.

Adequar-se aos novos tempos

Vemos muito isso na catequese. As crianças, aos 09, 10 anos, já tem um celular, a maioria está na rede. Por mais que a rede não seja exatamente para estas crianças, elas estão lá. E como você vai ignorar isso? Como você vai proibir a sua turminha de 15 crianças de por a mão no celular ou esquecer-se dele? O celular faz parte da vida delas. Proibir o celular é dizer, de certa forma, que não tem espaço para ela na Igreja. A pessoa é o mundo “real” e o mundo “digital”. Eu tenho que aceitar as pessoas com esta dualidade. Não posso ignorar uma parte da vida das pessoas para promover a evangelização.

A pessoa comanda a máquina

No final de julho, tivemos em Aparecida-SP, o 4º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, cujo tema foi “Desafios e possibilidades de Evangelização na Era Digital”. Tive a oportunidade de participar deste encontro e lá refletir, junto com mais 900 pessoas do Brasil todo e alguns padres de Roma, sobre a importância desse tema. Acredito que isso seja de suma importância para o catequista, que trabalha mais diretamente com a evangelização. Não há como ignorar a internet como espaço para isso.
Tivemos neste encontro, a presença do padre Antonio Spadaro, que é um dos assessores do Conselho Pontifício para as comunicações. Ele tem desenvolvido um trabalho muito interessante a respeito da valorização das redes, de tirar esse conceito que temos na nossa cabeça, de que o computador é uma “máquina” somente. Pode até ser. Mas, atrás daqueles fios, cabos, parafusos e conexões, têm pessoas. Então, nós estamos nos relacionando com PESSOAS, por meio de uma máquina e não nos relacionando com uma coisa irreal.

Jovem hoje tem muito mais informação

O padre Antonio Spadaro, comentou numa das conferências do encontro, a questão dos “selfies”, aquelas fotos que os jovens costumam tirar de si mesmos ou junto com os amigos para postar na rede. Ele falou uma coisa muito interessante a respeito: o selfie hoje é a melhor expressão que podemos ter desse “mundo novo”. Por que o jovem tira uma foto de si mesmo, em qualquer momento, e posta na rede? Porque ele não quer mais “assistir” aos acontecimentos, não quer ser apenas “espectador”, quer participar do mundo, como protagonista. E, às vezes, nós encaramos este tipo de imagem como exibicionismo. Isso é perigoso? É. Mas, aí cabe aquilo que eu já disse: orientação dos pais.

Turma de catequese  da Catequista - 1º Etapa em preparação para a Eucaristia.
Se analisarmos bem a fundo, vemos que o jovem de hoje tem muito mais conhecimento e informação do que seus pais. Quando eu tinha 12 anos – e nem faz tanto tempo assim – acho que não sabia nem telefonar. E hoje, o que uma criança de 12 anos sabe fazer com um aparato tecnológico. Por isso, é preciso que o adulto tome cuidado: uma das referências para se deter autoridade, é deter conhecimento. Se tivermos menos conhecimento, vamos perdendo autoridade frente aos nossos filhos.

Ver o lado bom

Pensando bem, a internet veio para preencher várias lacunas no relacionamento humano, na falta de tempo. Eu sei que tem muita coisa ruim, mas, eu procuro ver mais o lado bom. O ruim está no mundo, de qualquer forma. Temos que pensar no lado bom, no que a gente pode fazer de bom e bem para as pessoas. Este tipo de relação precisa ser valorizada. Estamos numa região metropolitana, com quase um milhão de habitantes. Muita gente, e a maioria está só. Precisamos valorizar as relações entre as pessoas, seja ela, real ou digital.


* Ângela Rocha em entrevista a Eli Araújo, para o “O Cenáculo” – Boletim Informativo da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos de Londrina –PR. Setembro/2014 -Ano 21 nº 230

OS SEIS GRANDES DESAFIOS PARA O ANÚNCIO DA FÉ NA ERA DIGITAL

Continuando nossa conversa sobre EVANGELIZAÇÃO...

Segundo o Pe. Antonio Spadaro, a Igreja tem hoje seis grandes desafios para o anúncio da fé, nesta chamada “Era Digital”.
Partindo destes desafios nosso grupo de catequistas na internet, refletiu sobre cada um deles e o que isto significa para a catequese e a comunicação nestes novos tempos. 
Nesta e nas próximas postagens do blog, vamos publicar os desafios, um a um, e os resultados desta discussão.

Vamos começar pelo 1º:

MUDANÇA DA PASTORAL DA RESPOSTA PARA À PASTORAL DA PERGUNTA:

E o que pode significar isso? Então o Evangelho não tem todas as respostas que as pessoas procuram? Hoje em dia, com o advento da tecnologia as pessoas têm à sua disposição uma abundância de informações. 

“Vocês já tentaram digitar no Google uma pesquisa e perceberam que, enquanto escreve, o próprio site completa sua frase? Além de oferecer mais de mil respostas”. Pois é, o buscador do Google já começa a pesquisar a partir da primeira letra que você digita...

O ponto é que tudo é resposta: “Hoje o problema não é encontrar respostas, mas saber fazer a pergunta”.

As pessoas não estão mais habituadas a fazer perguntas, colocam uma palavra na internet e já tem uma lista de respostas, e diante de um mundo onde tudo é resposta, o que elas não conseguem é separar quais são as perguntas importantes. Portanto, qual o desafio para o anúncio da fé nesse contexto?

Padre Antonio Spadaro afirma que até agora, os cristãos pensam no Evangelho como um livro que contém as respostas a todas as perguntas do homem, mas diante da realidade atual isso não basta mais.

“No mundo em que tudo é resposta, se mostramos um livro que apresenta todas as respostas, o Evangelho será apenas mais um entre todos os outros”.
Com isso, os cristãos são chamados a apresentar o Evangelho como um livro que contém todas as perguntas fundamentais para a vida do homem.

“Se o Evangelho não é apresentado como uma pergunta na sua vida, não tem nenhum gancho real, assim que chega uma outra via mais interessante, ele é posto de lado…”

Não será por isso que estamos com tanta dificuldade na catequese? Se o Evangelho não provoca reflexão e não faz parte da vida, porque nossas crianças e jovens vão se interessar por ele?

Padre Antonio Spadaro destaca que o Evangelho não é uma resposta fácil, então é preciso criar o “terreno da pergunta”. “O homem de hoje tem necessidade de perguntas".

 A QUESTÃO É:

- A Igreja sabe envolver-se com as dúvidas e perguntas dos homens? Sabe despertar as perguntas que estão no coração sobre a existência?

Papa Francisco, na Evangelii Gaudium, número 155, escreve que não é preciso nunca responder a perguntas que ninguém se faz. E o Santo Padre afirma ainda que é necessário saber inserir-se no diálogo com os homens de hoje, para compreender suas expectativas, dúvidas e esperanças.


O QUE SIGNIFICA ESTE DESAFIO PARA A CATEQUESE DE HOJE?

DISCUSSÃO DO GRUPO:

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Jin Hee Kim Num mundo onde os jovens têm tudo ao seu alcance, independente do merecimento, pois sua família não tem tempo de exemplificar, de mostrar, de refletir o que acontece em sua volta... Vai acabar criando, se é que já não criou, seres que só querem saber do seu, como disse uma mãe numa das reuniões, só sabem lutar pelo seu e não pelo “nosso”. Hoje não existe mais o silencio, por isso não tem como refletir, mal sabe escutar o outro, e já tem a resposta, sem ao menos pensar no que o outro disse. Acho que precisamos fazer as crianças ouvirem, ouvir o outro...

Suely Barbosa o catequista deve atualizar-se sem perder o foco que é o Evangelho.

Adriana de Oliveira Uma proposta que recorro é ensiná-los a se colocarem dentro do texto que vão ler, daí o que esta sendo dito, percebemos facilmente que é para nós e vamos encaixar a nossa realidade nesse texto.Tem dado certo.

Wania Dias Isso é uma realidade clara, Ângela, eu mesmo as vezes tenho a dificuldade de fazer uma pergunta quando leio um Evangelho, mas Deus com sua infinita bondade, me ajuda, ai leio, leio até que vai surgindo. E durante os meus encontros procuro fazer isso com as minhas crianças, vou entrando ali no texto e eles começam a perguntar, ai percebo que o Espirito Santo age na minha vida e na deles. É uma bênção.
E esse desafio para a catequese de hoje é difícil, mas, não impossível, temos que saber trabalhar através das atualidades, das ferramentas que temos hoje, mas jamais esquecer que a Bíblia nunca vai mudar. Temos que ter a Espiritualidade dentro dos encontros sem deixar que isso se torne uma coisa chata. Bem eu acho que é um pouco disso, obrigada pelas formações aqui pela internet.

Marlene B. Rodrigues É cara Ângela, este desafio significa que catequistas que tenham em primeiro lugar intimidade com a Palavra, sejam apaixonados por JESUS e pela Igreja, tenham compaixão do outro. Viver a Palavra antes de anunciar, só assim saberá se envolver com as duvidas e perguntas do outro e ajuda-lo a experimentar, a se encontrar com o Senhor.

Givanilda Coelho "É necessário saber inserir-se no diálogo com os homens de hoje, para compreender suas expectativas, dúvidas e esperanças..." Não seria o caso de "trazermos" as passagens bíblicas para os nossos dias? Não seria mais fácil assim respondermos as perguntas que nos forem feitas? O diálogo não ficaria mais fácil?

Ângela Rocha Givanilda Coelho, não temos que ser ou ter resposta... temos que saber despertar perguntas. O evangelho só será resposta se houver um anseio a ser respondido. O que estamos fazendo é tentando responder coisas que ninguém perguntou, aí entra o diálogo que começa na escuta. Vamos escutar primeiro, entender primeiro para, aí sim, orientar e não "responder". Veja só um exemplo: o homem de hoje tem várias angústias e medos e costumamos dizer que a resposta é o amor. Mas, você já pensou o quanto é complicado esse amor? Não é uma simples manifestação de afeto, é uma coisa bem mais profunda e envolve aspectos antropológicos e conceituais do próprio homem, necessidades a serem satisfeitas. Se encontro uma pessoa com uma grande angústia não posso dizer a ela simplesmente "leia tal passagem bíblica", a resposta para aquela pessoa e aquele momento pode não estar lá.

Madalena Scottá nós devemos buscar respostas para as nossas perguntas, para assim ajudar o nosso próximo que está desorientado, sem perspectiva de futuro. Devemos também aprender com as dúvidas dos outros.Porque tanta gente não crê em mais nada? Só pensam em um futuro cheio de dinheiro, porque é assim que a mídia mostra a felicidade.  Eu creio em Jesus Cristo e eu sou feliz por isso. Devo mostrar esta felicidade!! Enquanto não veem nossa convicção de fé e felicidade não convencemos ninguém!! No momento que veem em nós este exemplo aos poucos eles vão voltando para a Igreja.

Idelvania Antunes Coutinho Permitir que a alegria da fé desperte perguntas e dúvidas, é se envolver com o próximo e ambos se encontrarem com Jesus.


sábado, 13 de setembro de 2014

EVANGELIZAÇÃO E CATEQUESE




Temos confundido, e muito, o evangelizar com o catequizar. Há quem acredite - e não está longe da verdade - que ambos os verbos levam a mesma coisa: anunciar a Boa Nova. No entanto, evangelizar é um processo bem mais amplo que o simples catequizar (como se catequizar fosse simples!).
Então o que pode ser conceituado como evangelização, se complementa na junção de duas palavras:
Evangelizar + ação, o que leva ao EVANGELISMO.


“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.”
Mc 16, 15.

Este é o “mandato” de Jesus Cristo aos seus discípulos... que se convertem também em missionários ao “sair”, “ir” por “todo mundo”, levando a Boa Nova a todos os povos..
Então podemos resumir a EVANGELIZAÇÃO como o processo pelo qual a Igreja, o povo de Deus, movido pelo Espírito Santo, empreende as seguintes ações:
- Anuncia ao mundo o Evangelho do Reino (Querigma);
- Dá testemunho de uma nova maneira de ser e de viver que o Evangelho inaugura (Testemunho); 
- Educa na fé os que se convertem a ele (catequese);
- Celebra na comunidade dos que creem, a presença de Jesus e o dom do Espírito Santo (Liturgia); 
- Impregna e transforma com força total toda a vida do crente (Seguimento, discipulado, missionariedade).
Creio eu que, da maneira como se dá a nossa catequese hoje, seria muita pretensão nossa, nos dizermos “evangelizadores”, por tudo que essa concepção acarreta.
Pode-se pensar que o evangelizador não precisa, necessariamente, promover todas as ações que fazem parte do "evangelizar". No entanto, ele precisa ser capaz do anúncio, ser catequista e, consequentemente, ser um "fazedor" de discípulos missionários. Mas, uma pessoa só não tem que necessariamente ser "o" evangelizador. A Igreja como um todo é que precisa se evangelizadora.
Segundo nosso Diretório Nacional de Catequese (item 33), a dinâmica do processo de evangelização é definida por momentos, três fases ou etapas sucessivas:
1 - a ação missionária com aqueles que ainda não creem (Anúncio da Boa Nova da Salvação);
2 - ação catequizadora, com os recém-convertidos (Catequese);
3 - e ação pastoral (Seguimento), com os fiéis na comunidade cristã.

Mas, o que temos observado na ação pastoral catequética?

Primeiro que há muito tempo o querigma ou primeiro anúncio, não está mais fundamentado na família que, considerada “cristã” na sua essência, tem sido “descuidada” dessa cristandade. Crianças são levadas à Igreja para receber os primeiros ensinamentos da fé: doutrina, fundamentos da Igreja; sem que tenham, em família, as noções do que esta “adesão” a Cristo acarreta.
Depois que a catequese é vista mais como um “cursinho” de doutrina ou introdução ao Catecismo da Igreja Católica, na verdade, um meio de se receber os sacramentos de iniciação complementares ao batismo. Por aí se vê que a terceira fase da evangelização fica totalmente comprometida, já que não há uma adesão cristã madura e nem o necessário entendimento dos preceitos da Igreja Católica que, entre muitos, tem a celebração da LITURGIA como condição/ação inerente ao “evangelizado”. Afinal, é a celebração da fé, o encontro do “povo”.
E por todos estes motivos: falta de um querigma realmente de “encontro” com Jesus; uma catequese excessivamente doutrinária e sacramental; falta de vivência litúrgica/celebrativa; falta de vivência comunitária e, assim, um comprometimento superficial com o discipulado...  Não vemos a terceira fase da evangelização acontecer, ou seja, um seguimento ao Evangelho e uma adesão à Igreja, de acordo com o objetivo da Evangelização... “ide e anunciai”.

E, evangelizar, é dever de todo cristão, não só do catequista. Aliás, ao catequista cabe a educação depois da conversão - ou dos fiéis engajados em alguma pastoral – pastoral esse que muitas vezes é apenas de “serviço” e não de anúncio. Todo cristão, sempre e em qualquer lugar, é chamado para ser testemunha da fé e transmissor do Evangelho que lhe foi confiado a fim de que o viva e o anuncie. Infelizmente ainda temos a mentalidade de que vivemos na era da cristandade e todos nascem cristãos. É preciso lembrar sempre que o cristão “se forma” e não “nasce” assim. E lembrar também que, muitos, estão se formando em outras denominações religiosas que não a católica.
Resumindo a Evangelização, como esta DEVERIA SER, temos que:
O catequista deve receber em seu grupo, para seus encontros, pessoas devidamente “encantadas” com a Boa Nova, ávidas a conhecer mais de Cristo, da Palavra e da Igreja por Ele fundada. Na sequencia, esse catequista deve “entregar” essa mesma pessoa à comunidade, como um novo discípulo missionário de Cristo, disposto ao seguimento e ao anúncio, sempre e em todo lugar, da Boa Nova que recebeu. Os sacramentos, neste processo, são apenas ritos de passagem e sinais da graça, não “objetivo/fim” da catequese. E a liturgia (ofício para o povo), a celebração comunitária da “presença” de Cristo e do Espírito Santo em suas vidas, não uma obrigatoriedade, mas uma necessidade em suas vidas.
E COMO ELA É: uma série de normas e obrigações para receber sacramento, que no final das contas, ninguém cumpre, recebe o sacramento do mesmo jeito, sem nem saber para que serve! Pensa-se que é pra poder casar na Igreja depois... Mal sabem que, em muitas paróquias, pode casar, crismar, fazer primeira comunhão e batizado tudo no mesmo dia ou no máximo em seis meses, sem muitas exigências, exceto, uma catequese mínima, fundamentada na leitura do CIC e olha lá.
Vocês já viram alguém "reprovar" na catequese e não receber os sacramentos porque faltou a mais que cinco encontros e não foi a missa todos os domingos? Só se for um completo ausente...
Feitas todas essas reflexões, gostaria que nos perguntássemos se...
Em algum momento de tudo isso, em qualquer ato que nos empenhemos para fazer com que a evangelização aconteça, é preciso qualquer OBRIGAÇÃO por parte das pessoas que estamos tentando trazer para uma vida de fé? Não, ninguém é obrigado a nada. E ninguém sabe, também, o “custo” da Evangelização.
E vem outras perguntas:
- A catequese em seus encontros, precisa de “chamada”, folha de presença e “número máximo de faltas”?
- Posso fazer catequese sem anúncio, sem conversão anterior, em 32 encontros anuais?
- Podemos ter um grupo de 20, 30, 40 pessoas para conduzir, num encontro de 90 minutos semanais, num calendário civil semelhante ao escolar, com o objetivo de catequizá-las?
- Posso “obrigar” um adulto (no caso os pais) a frequentar qualquer reunião, encontro, curso para que seu filho receba um sacramento?
- Que diferença fará esse “sinal” (sacramento é sinal) na vida de quem não pretende aderir (seguimento) a nossa fé?
- Até que ponto as crianças e jovens de hoje tem “maturidade” para entender o processo de evangelização? Como um adolescente de 13/14 anos pode ter maturidade para seguir o que quer que seja? Não deveríamos estar dando mais atenção aos adultos?
- A catequese “familiar”, ou seja, aquela que chama os pais para receber instrução e depois repassar aos filhos, está fugindo do “sacramental” ou continua tendo como “finalidade” receber os sacramentos? Estes pais se disponibilizam a ser “catequistas” de outras crianças que não os seus filhos?
- Os projetos de “nova evangelização”, que as paróquias estão se empenhando em proporcionar à comunidade, são precedidos de "anúncio"? Será que não estão tendo o caráter de “curso” ou “palestra” sobre este ou aquele tema? As pessoas vão porque se sentem chamadas ou vão porque senão não recebem esse ou aquele sacramento?
- Posso “obrigar” qualquer pessoa a frequentar a missa quando a vivência dessa celebração não faz parte da sua vida e não lhe diz nada?
- Eu realmente “evangelizei” uma pessoa que frequenta a Igreja por “hábito”? Aquele que frequenta a missa todo domingo, ajoelha, reza, comunga, levanta, vai embora... e pratica a fé e a esperança só para si mesmo e a caridade para ninguém, está mesmo evangelizado?
É preciso cuidado, muito cuidado mesmo, ao se planejar Evangelização que beira a "obrigação" de se frequentar uma catequese, qualquer que seja o nome dado a ela: reunião, encontro, formação...

Ângela Rocha
Fontes consultadas: DNC-Diretório Nacional de Catequese e Documento de Aparecida.

COMENTÁRIOS E DISCUSSÕES

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Nilva Mazzer Uma aula, das boas!

Glícia Souto Pimenta Se através da minha catequese eu conseguir levar a criança, o jovem ou o adulto, a vivenciar tudo aquilo que pregamos sobre Jesus Cristo, aí sim, esta pessoa está evangelizada... É por aí.

Teresinha Dos Santos Muito bom, excelente reflexão que exige de todos uma reposta convincente e com compromissos.

Marilena Schiefer Ângela, após ler toda a reflexão fiquei pensando como estamos longe da "evangelização". O certo realmente seria iniciarmos os pais na vida cristã. Mas, como mudarmos esta mentalidade tão arraigada de que nós devemos preparar crianças, adolescentes e adultos para receber os sacramentos sem ao menos saber o que significam em suas vidas? Como em tão pouco tempo conseguiremos evangelizar e levar ao encantamento por Jesus se, às vezes, até nós catequistas não tivemos este encontro pessoal.

Nilva Mazzer Por isso Marilena Schiefer, em uma das nossas formações pedimos ao padre para fazer todo o processo de IVC conosco, para “sentir”. E não só saber como é! Ficou de arrumar um horário na sua agenda...

Marilena Schiefer Que bom que o padre de sua comunidade cuida da formação dos catequistas. Estamos precisando de padres formadores e que entendam todo o processo de IVC.

Maria Dores Meneses Adorei essa reflexão, nos faz pensar realmente no que estamos fazendo, como estamos fazendo a nossa catequese. Você é maravilhosa ,que Deus continue te usando para nos ajudar nessa caminhada..

Ângela Rocha Marilena Schiefer, muitas vezes me angustia também esse pensamento: "Como vamos fazer isso?" Mas, penso que podemos começar a mudar as coisas se começarmos a dar, sempre mais, atenção aos pais das nossas crianças. Não pensemos neles como ausentes e omissos, mas, como pessoas que também, estão procurando o caminho. Fazer encontros, eventos, reuniões, o que quer que seja... Chamar pra conversar, e mais importante, IR AO ENCONTRO deles. Devagar a gente vai tocando corações.

Ana Cantanhede Que reflexão profunda!!! Sem mais palavras...

Idelvania Antunes Coutinho  Suas palavras são fortes para uma realidade tão fragilizada (no momento), como a nossa. Dá uma vontade de sair imprimindo e pregar lá Centro Pastoral, para que este chamado, seja levado mais a sério!

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