sábado, 25 de junho de 2016

HOMILIA - 13º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C


"Te seguirei por onde quer que vás"
Mesmo sabendo que em alguns países este domingo se celebra a festa de São Pedro e São Paulo (para dar maior possibilidade do fieis participarem na celebração), creio que a maioria dos países celebra esta festa no dia 29 de junho, por isso faremos a nossa reflexão sobre o evangelho de domingo. No entanto aproveitamos a oportunidade para pedir a todos de fazer uma oração ao Pai celestial, pelo sucessor de Pedro, o nosso Papa Bento XVI, para que Deus o ilumine e abençoe o seu ministério.

A eucaristia deste domingo nos leva a refletir e rezar sobre nossa relação com Jesus Cristo: como somos diante dele - indiferentes, simpatizantes, aproveitadores, admiradores ou seus seguidores.

Para muitos, Jesus não conta nada, não importa o que tenha dito ou feito. Para outros, algumas de suas palavras podem parecer interessantes, e até é bonito levar a cruz no peito, ou participar eventualmente de uma celebração.

Outros ainda são interessados no título de cristão. Correm atrás de vantagens políticas ou sociais por serem amigos de sacerdotes, ou por terem uma foto tirada ao lado bispo, ou do Papa, ou ainda por terem dado generosas esmolas. Contudo, quanto a Jesus e suas propostas, pensam que são coisas do passado. Outros estão somente interessados em algum milagre, ou em sair de um problema.

Não faltam também os admiradores. Aqueles que até se emocionam e choram durante uma Via Sacra. Mas que não conseguem sair do sentimentalismo para assumir, na vida concreta, um modo novo de agir.

A proposta de Jesus vai muito além disso. Jesus desafia: "segue-me". Seguir uma pessoa significa colocar-se no seu próprio caminho. Acompanhar os seus passos. Não é um fato intelectual, é vivencial. Não basta estudar e conhecer o que fez, é muito mais, é repetir no concreto da vida cotidiana a sua ação. (Certamente é fundamental conhecer, mas não se pode parar aí, seria inútil).

Não posso dizer que estou seguindo uma pessoa, quando o meu percurso é outro, quando meus passos vão em outra direção.Há uma diferença muito grande entre seguir a Cristo e levá-lo comigo em MEU caminho. Penso que muitos de nós confundimos isto. Não é muito difícil encontrar pessoas disponíveis a levar Jesus consigo. Elas querem que Jesus esteja em seus planos, suas ocupações, seu mundo, mas nem pensam na possibilidade de mudar estes planos ou esta vida. É Jesus quem tem que se adaptar.

Temos uma forte resistência a levar uma vida de seguimento. Esta resistência não é gratuita. O próprio Evangelho nos fala das dificuldades que comporta o seguir a Cristo.

Em primeiro lugar, o Evangelho deste domingo nos fala das dificuldades que Jesus sabia que enfrentaria e ainda assim decidiu caminhar "resolutamente" para Jerusalém. Ele sabia que caminhava em direção da ressurreição, mas sabia também que teria que passar pela cruz. Jesus sabia que o rumo que estava tomando não era o da boa vida, dos aplausos e dos prazeres. Mas ele caminhava "resolutamente". Também seus seguidores devem, descobrindo as suas motivações, tomar o mesmo caminho, o mesmo rumo. É sinal de maturidade assumir as dores do caminho, quando se tem claro aonde se chegar.

Em segundo lugar, o Evangelho nos alerta para a experiência da rejeição. Os samaritanos não quiseram receber Jesus porque ele ia para Jerusalém. Também a nós, muitos rejeitarão quando souberem que estamos indo para "Jerusalém" (quando souberem que queremos ser cristãos de verdade e não somente nas aparências e nas palavras). Contudo, é muito interessante as reações que surgem diante das rejeições. Alguns discípulos disseram a Jesus: "quereis que mandemos descer fogo dos céus para consumir os samaritanos? Mas Jesus os repreendeu". Seguramente também nós teremos a mesma tentação de destruir nossos oponentes. Quantas vezes fazemos "descer fogo do céu" com nossas palavras, gestos, desejos e vinganças. Porém, se somos seguidores de Jesus, estas coisas não são boas. Diante das oposições ou rejeições, devemos continuar em frente no nosso caminhar.

Em terceiro lugar Jesus nos previne que segui-lo não significa ter tudo a mão. Pelo contrário, muitas vezes nos faltará até mesmo as comodidades básicas ("o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça"). Aquele que segue deve estar disposto a correr o risco de que faltem até mesmo as coisas que nos parecem muito importantes, porém que depois descobriremos que não eram tão necessárias e que pudemos passar sem elas.

Em quarto lugar, a experiência do seguimento implica sempre em deixar algo. Seguir é movimento e quando alguém se move, na medida em que avança, deixa outras coisas para trás. É impossível mover-se sem deixar algo para trás. Muitos passam a vida estáticos, por terem medo de despedir-se, de deixar. Jesus nos desafia: "deixa que os mortos enterrem os mortos".
Em quinto lugar Jesus nos fala da direção a ser vislumbrada. Quem o segue deve ter os olhos postos Nele, pois só assim não perderá o caminho. Quem caminha olhando para traz, perde o rumo. ("Todo o que põe a mão no arado e olha para trás, não serve para o Reino de Deus"). O passado não é capaz de indicar o rumo ou uma direção. Nos faz apenas girar em torno de nós mesmos até que nos vença o cansaço. Contudo, não só o passado nos atrapalha, mas também é importante ter a consciência que a paisagem dos lados pode ser uma tentação e pode nos fazer perder o equilíbrio e cair, ou mesmo tirar-nos do caminho. Podemos dizer ainda, que fechar os olhos não é próprio de quem segue. Olhar para frente, quando estamos indo atrás de Jesus, significa vê-lo constantemente, e esta é a única garantia de que chegaremos a ser como Ele: pessoas plenas, realizadas e felizes.

Oh Jesus, dai-nos a graça de fazer uma verdadeira experiência de seguimento.
 
O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericordia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

ROTEIRO DE FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS: "CORAÇÃO DE CATEQUISTA"

FORMAÇÃO VIRTUAL PARA CATEQUISTAS
TEMA: “Coração de catequista”.
Em Comemoração ao JUBILEU DO CATEQUISTA – ANO SANTO 2016




(Esta formação aconteceu dia 14/06, online, às 20hs, com a participação de 36 catequistas).

ABERTURA:

Boa noite amigos! Sejam muito bem vindos! Chegou o dia tão esperado. Já diziam os antigos que “o bom da festa é esperar por ela”. Gostaria de agradecer a todos os catequistas pelo empenho, dedicação e carinho que tiveram para fazer acontecer este evento. Sei que foram muitos dias de trabalho, momentos de “sufoco”, momentos de “ansiedade”, momentos de “medo de errar”, momentos de levar um “PITO” da orientadora (Ângela) e às vezes até das tutoras. E momentos de risos também. É claro, pois ninguém é de ferro...
Agradeço à Ângela pelos ensinamentos e orientações e até mesmo pelos “puxões de orelha” que nos ajudaram a ver os erros cometidos, fazendo com que aprendamos e cresçamos. Sabemos que faz isso, porque se preocupa com a nossa FORMAÇÃO!!
Neste ano da misericórdia, somos chamados a aprofundar a relação com Deus, com o próximo e um convite à conversão. Jubileu significa GRITO DE ALEGRIA. A Igreja viva – que é o povo de Deus reunido na fé - deve ser sempre missionária, fazendo “ECOAR” A PALAVRA DE DEUS. Catequistas, porta voz da Igreja, continuem espalhando o AMOR MISERICORDIOSO DO PAI!! Aproveitem o conteúdo da formação e levem para suas práticas! Que Deus abençoe a todos nós, 
(Patrícia Legnane e Elvira Gonzales Franco)

MOMENTO DE ESPIRITUALIDADE:
Estamos aqui reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invoquemos... Pai Nosso que estais no céu...

Senhor Pai das Misericórdias, estamos aqui para fazer a tua vontade, venha nos dar ânimo para sermos perseverantes na evangelização, que seu amor seja como fogo abrasador a arder em nossos corações; que Nossa Senhora possa nos cobrir com seu manto de amor, nos tornando capazes de amar e servir; abra nossas mentes para o entendimento, nos dê sabedoria, mansidão e alegria, para juntos partilharmos o verdadeiro caminho, o caminho da verdade e da vida. Amém.

MÚSICA: ♫ Minha essência. https://www.youtube.com/watch?v=bklas0_vUg4

INTRODUÇÃO AO TEMA:

Boa noite, queridos catequistas!
Alegro-me em fazer parte deste encontro de formação para catequistas, pois, a catequese é um dos pilares para a educação da fé e para sermos bons catequistas, precisamos de FORMAÇÃO!
Bem sei que por vezes pode ser difícil trabalhar tanto, empenhar-se e não ver os resultados desejados. Mas, educar na fé é belo, ajudar crianças, adolescentes, jovens e adultos a conhecer e amar, sempre mais, o Senhor é uma das aventuras educativas mais desafiantes que existe: constrói-se a Igreja.
SER CATEQUISTA!!!
Vejam bem, não disse “fazer” o catequista, mas sê-lo principalmente, porque envolve a vida. Conduz-se ao encontro com Jesus, com as palavras e com a vida, com o testemunho. E o coração de um catequista requer amor, e amor sempre mais forte por Cristo e amor pelo seu próximo. Este amor, necessariamente é, em primeiro lugar, por Cristo.
O que significa este “CORAÇÃO DE CATEQUISTA” para um catequista, para você e também para mim que sou catequista?
O coração do catequista é viver sempre esse movimento de sístole-diástole, a união com Jesus, o encontro com o outro. São duas coisas, eu junto-me com Jesus e vou ao encontro com o outro. Se falta um destes movimentos, não bate mais o coração. Não há vida sem coração! Ao receber o Kerigma, ele deve ser oferecido de volta ao outro, como dom.
É o dom que gera missão, que impulsiona sempre para fora de si mesmo. Requer amor, sempre mais forte por Cristo e pelo seu povo santo. Partilhar Cristo significa imitá-lo, ir ao encontro do outro, quebrar protocolos, descentralizar, sair de si mesmo e se abrir aos outros.
Este é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio Deus. Onde atraí, envia, leva e dá aos outros. Nesta tensão se movem os corações de todos os cristãos, especialmente o coração do catequista.
Vamos nos perguntar: É assim que o meu coração bate? Como catequista em união com Jesus e ao encontro com o outro?
Nosso coração se alimenta no relacionamento com Ele, mas, é para traze-lo para os outros e não o reter para si mesmo.
Deixemos que a chama do amor de Cristo aqueça os nossos corações. Onde há calor de Deus, do seu amor, da sua ternura; o amor atrai e envia.
O Catequista precisa ter consciência de que o seu coração recebeu o dom da fé e da misericórdia e isso precisa ser dado de presente aos outros. 
E isto é lindo! O catequista está neste “cruzamento” de dons, que gera missão, que sempre vai ao encontro do outro, com o coração cheio de amor e doação. 
Caros catequistas, permanecei em Cristo e com Cristo, tentemos ser mais e mais um com Ele, segui-lo, imita-lo no seu movimento de amor. Sendo bons uns para com os outros, compreensivos, perdoando-se, assim como Deus nos perdoou em Cristo. (Efésios4,32). Este é o objeto de nosso Encontro de Hoje: Fazer bater mais forte nossos corações neste tempo e nos tempos futuros, neste Ano Santo da Misericórdia, neste Jubileu do Catequista que recebemos de presente!
(Miracy Mota Queiroz)

MÚSICA: Para que nossos corações batam forte no TUM TUM TUM DE DEUS!!


Vamos nos preparando para acolher a PALAVRA em nossos corações!

LEITURA BÍBLICA: Efésios 4, 1-32.
(Pegue a sua Bíblia e faça uma leitura silenciosa do texto).

REFLEXÃO LEITURA BÍBLICA:

A carta aos Efésios, em seu capitulo 4, parece falar particularmente para nós catequistas pois, começa exortando-nos a:
“Levar uma vida digna da vocação a qual fomos chamados", ou seja, ser catequista. Como viver esta vocação? No versículo 2 está a resposta: 
“Com toda humildade e mansidão, com longanimidade (paciência) suportando-vos uns aos outros com amor”.
Recomenda-nos para sermos solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. E continua: "Sede um só corpo é um só espírito assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança. Há um só Senhor o Pai de todos, por todos e em todos”.
Mas faz uma observação - a cada um foi dada a graça, segundo a medida de Cristo e mais adiante ele constitui apóstolos, profetas e evangelistas. Para que? 
Para o aperfeiçoamento dos cristãos; para o desempenho da tarefa que visa a construção do corpo de Cristo até que cheguemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado do homem feito a estatura da maturidade de Cristo para que não continuemos crianças nas coisas de Deus. E vai mais longe, pede que tudo seja feito pela prática sincera da caridade para que cresçamos em todos os sentidos naquele que é a cabeça: JESUS CRISTO. É por Ele que todo o corpo coordenado, unido por conexões, vá trabalhando confirme a atividade do que lhe é próprio - ser catequista - e acontecer o crescimento e a planificação da caridade.
Faz ainda uma forte recomendação: “Não perdurais em viver como os pagãos, com ideias frívolas, pois tudo isso faz que fiquemos afastados de Deus. Como discípulos devemos renunciar a vida passada, despojar do homem velho e revestir- se do homem novo.
Por fim, que sejamos " bondosos e compassivos " e perdoemos uns aos outros como Cristo perdoou. Amém.

(Maria Ângela Guenka)



REFLEXÃO SOBRE 15 SIMPLES ATOS DE CARIDADE

Queridos catequistas, Começo citando uma frase do nosso querido Papa Francisco: “[Deus] interessa-Se por cada um de nós; o Seu amor impede-O de ser indiferente ao que nos acontece”. 

Dentro do que nos foi proposto para que lêssemos sobre os 15 atos de caridade, vemos nestes simples atos as manifestações concretas do amor de Deus. Um coração que se encanta com Deus não pode permanecer indiferente aos outros. Não deixemos que os outros vivam sem o nosso sorriso, a nossa alegria, sem a esperança que vem de Cristo! O mundo precisa disso. Para viver este testemunho de caridade é indispensável o encontro com o Senhor que transforma o coração e o olhar do homem. Na verdade, é o testemunho do amor de Deus a cada um dos nossos irmãos que dá o verdadeiro sentido a caridade Cristã.

As obras de caridade são autenticas se, forem uma manifestação concreta do amor de Deus pelos homens e é através dele que se anuncia o evangelho. Vamos nos unirmos aqui para aproveitar esse momento de formação, reflexão, ensino e participar ativa e efetivamente dessa “pérola” que é nossa formação. Quando participamos ativamente, nossa catequese dá resultados positivos, daí a importância de sua participação. Participação essa que reflete e nos leva ao encantamento por Jesus. Não tem como falhar uma missão que tem um catequista motivado, participativo, não tem como dar errado algo que que um catequista faz com alegria.

Não tem como não sentir efeito uma tarefa cujo catequista crê naquilo que faz. Mais uma vez te convido a entrar nesta “barca” com gente e participar com toda equipe. Cito aqui o Documento de Aparecida que pede, entre tantas coisas, espírito e impulso missionário, e diz: “Não podemos ser acomodados, omissos, negligentes. É hora de convertermo-nos, esquecer o comodismo, a apatia, deixar a sacramentalização e a burocracia. A igreja precisa de uma comoção missionária, uma mexida forte”. Deus nos deu dons e carismas para ser colocados a serviço de todos e de modo especial na catequese, deixar para trás o homem velho (catequista velho) e ser um novo homem, ou seja, um novo catequista.

Ninguém nasce catequista. Aqueles que são chamados a esta missão tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão e da preparação adequada. Para colaborar na formação de discípulos de Cristo, o catequista deve ser, em primeiro lugar, um discípulo amoroso, humilde, alegre e fiel. A fé foi colocada por Deus no coração do homem. A tarefa do catequista é a de cultivar este Dom, alimentá-lo e ajudá-lo a crescer primeiro em seu coração para que deixe transbordar esta experiência de vida cristã para os irmãos. Paz e Bem!

(Elano Luiz)

(Catequistas participem comentando nosso texto sobre os atos de caridade, reflita como pode aplicá-los em sua vida e em sua missão de vocacionado.)

ENCERRAMENTO:

A caminhada do Catequista é feita sempre de pequenos atos. Sempre com o coração. E você como Catequista já conseguiu refletir em quais atos conseguiu por seu coração por inteiro?
Olhando a sua volta, sente realmente o chamado de Deus para o seu sim? 
Diante da passagem bíblica de Efésios o Senhor nos pede para sermos a UNIDADE que vem do Espírito em nossas ações e atitudes. 
Que nosso CORAÇÃO DE CATEQUISTA, bata sempre forte e no mesmo ritmo para que possamos ser sempre “o catequista”, de coração aberto ao diálogo, compreensão, amor e que a caridade permaneça em nossas vidas e atitudes.
Vamos juntos fazer a

 ORAÇÃO DO CATEQUISTA

Ó Jesus, mestre e modelo de todo Catequista,
Vós que pregastes por toda parte o evangelho de Deus, abençoe nossos catequistas: homens e mulheres que se dispõem a ensinar vossa mensagem de salvação.
Sejam eles mansos e humildes de coração, capazes de acolher, sem excluir ninguém, cada pessoa que vem à vossa procura.
Sejam abertos ao Espírito Santo a fim de comunicar a vossa verdade, superar as dificuldades da missão recebida e dar testemunho de alegria e gratuidade no vossa Igreja.
Que estes vossos servidores, Senhor, cultivem profundo amor à vossa Palavra e busquem, mediante a introdução e a oração, novas energias para educar na fé uma multidão de seguidores do vosso Reino. Amém.

Agradecemos a presença de todos!
Que o Senhor nos acompanhe nessa missão física e virtual de espalhar as sementes do Reino. BATE CORAÇÃO!!!
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!

(Sandra Inez)

ENCERRAMOS nossa formação com uma MÚSICA que é um verdadeiro HINO à missão do catequista:


Catequistas: Maria Ângela Guenka - Sorocaba SP; Elano Luis, Miracy Mota Queiroz - Coração de Jesus MG; e Sandra Inez - Francisco Morato SP. 






Formação Básica para catequistas
Oficina de Trabalho em Equipe
Orientadora: Ângela Rocha


quinta-feira, 23 de junho de 2016

DIREITOS E DEVERES DOS PAIS

Ninguém, seja criança, jovem ou adulto, pode ter apenas direitos ou somente deveres. Pais e filhos têm direitos e deveres. Os direitos dos pais não excluem os dos filhos, assim como os deveres dos pais não impedem que os filhos também tenham deveres, porque a base de uma sociedade democrática repousa no equilíbrio entre direitos e deveres.  Parece que atualmente, muitas pessoas ignoram (ou esquecem) que a cada direito alcançado há, em contrapartida, um dever que lhe é correspondente. Leia, a seguir, alguns exemplos dos direitos e dos deveres dos pais em relação aos filhos:

Direitos e Deveres dos Pais:

DEVERES

1. Dar amor
2. Proteger
3. Criar condições que propiciem segurança física e psicológica
4. Criar condições para o desenvolvimento intelectual pleno
5. Promover condições no entorno familiar que permitam o desenvolvimento do equilíbrio e da inteligência emocional
6. Subsidiar e promover vivências concretas que possibilitem o caminhar para a independência financeira
7. Zelar pela saúde física e mental
8. Dar estudo e profissionalizar
9. Estruturar o caráter
10. Formar eticamente (ensinar valores).

DIREITOS

1. Não se omitir quando o filho agir de forma que possa prejudicar outras pessoas, animais e/ou o meio ambiente. Agir com segurança, porém sem agressões físicas, sem medo de causar “traumas e frustrações”.

2. Procurar fundamentar e definir, de preferência sempre através de um diálogo franco e direto, normas e regras de conduta que regerão o dia a dia da família. Se, no entanto, o diálogo não funcionar, cabe aos pais a palavra final sobre qualquer tema, até que os filhos se tornem independentes do ponto de vista físico, emocional e financeiro.

3. Se necessário, pais podem proibir comportamentos, atitudes e até alguns tipos de roupas que coloquem em risco a segurança e dignidade dos filhos. Podem também cortar algumas regalias, como a mesada, por exemplo, se perceberem uso indevido das mesmas.

4. Pais têm o direito de questionar, acompanhar e até mesmo vigiar ou buscar provas concretas no espaço privado dos filhos, caso percebam sinais que indiquem possibilidade de envolvimento dos filhos com drogas ou outras práticas ilegais.

5. Os pais não devem se intimidar com a prática bastante comum de os jovens transformarem seus quartos em fortalezas indevassáveis. Sempre que tiverem em bom motivo - e ainda que não sejam bem-vindos –, têm o direito de entrar para verificar o que está ocorrendo.

6. Liberdade para fazer o que se quer da vida tem limite. Os pais devem exigir que os filhos estudem para garantir um mínimo de rendimento, como contrapartida ao direito de receber educação e profissionalização; podem, por isso mesmo, fazer sanções se perceberem que os filhos não estão cumprindo seus deveres.

7. Os pais podem frear o apetite consumista dos filhos, através de conversas e/ou atos. Uma coisa é comprar um tênis ou uma jaqueta por necessidade; outra bem diferente é aceitar exigências quanto a marcas e grifes por capricho ou influências da sociedade de consumo.

8. Ter conversas sérias sobre sexo é uma necessidade essencial nos dias atuais. Se o adolescente se negar a ouvir alegando “já ter conhecimento de tudo”, os pais podem exigir ainda assim, que sejam ouvidos sobre DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), gravidez precoce, bem como sobre as regras que regem a casa. Os pais não têm obrigação de aceitar que os filhos mantenham relações sexuais em casa por imposição dos filhos, apenas devido ao fato de outras famílias o permitem. Cada família tem o direito de viver de acordo com sua visão de mundo.

9. Ter resultados positivos na escola, não é um prêmio para os pais - o adolescente está apenas cumprindo seu dever. Pais não são obrigados, portanto, a proporcionar luxos - como viagens ao exterior quando o filho passa de ano ou carro zero como prêmio por entrar na faculdade. A não ser que o desejem fazer por iniciativa própria.

10. Pais têm direito a um mínimo de vida pessoal. Pelo menos de vez em quando, não devem se privar de um jantar a dois ou de uma viagem curta sem a presença dos filhos, se têm com quem os deixar em segurança e protegidos. E também não precisam se sujeitar à tirania da agenda inflada dos adolescentes nos finais de semana. Saber fazer opções sem que isso resulte numa frustração absurda é uma aprendizagem fundamental para a vida.
_______________________________
(*) Adaptado de Zagury, T. Os Direitos dos Pais, Construindo cidadãos em tempos de crise. Record, RJ, 2005.
(**) Filósofa, Escritora, Mestre em Educação e Conferencista.

"O perigo maior para um jovem não são as drogas; é não crer no futuro e na sociedade em que vive. A falta de esperança, essa sim, é o que pode levar à depressão, ao individualismo, ao consumismo exacerbado, ao suicídio, à marginalidade e ás drogas."

"Resgatar a ética é hoje, questão de sobrevivência"


domingo, 19 de junho de 2016

DICAS DE PORTUGUÊS DA "TIA ÂNGELA"

E não é porque a gente é "Catequista" e não "professora", que não precisamos escrever CERTO, afinal somos educadores da "FÉ", mas, sempre, EDUCADORES!


Uma coisa que já fiz muito na minha vida de professora e tutora, foi corrigir trabalhos, portfólios, artigos e afins.  E, duas coisas contribuíram para a minha formação em matéria de língua portuguesa: gostar de LER e aplicar o que leio!

E, ao longo da minhas vida descobri coisinhas bem corriqueiras, tipo, que catequiZar é com "Z" e catequeSe é com "S".

E também descobri que a palavra "encima", como contrário de "embaixo", não existe... o certo separado: "em cima"... separado....

E que existe o verbo "Encimar"!

Depois que tive como herança da minha faculdade de Contábeis, um conhecimento mais do que repetido do uso da palavra "através", muito utilizado por alunos e professores para descrever suas metodologias. "A fixação dos conteúdos será através de cartazes..." 
E nem sei quantos "através" eu tirei de artigos e planejamentos.

Mas, mesmo lembrando da ênfase de meu professor da faculdade, Valdir Michels, doutor em "Contabilidade", pra gente nunca utilizar o através se não fosse "atravessar" alguma coisa, fui à pesquisa pra explicar porque não se pode levar conhecimento "através" do livro:

Utilização da palavra “através”:

A palavra através tem apenas um significado: passagem de um lado para outro. 
É muito comum ela ser empregada com outros sentidos (errados), como: "Encontrei um emprego através de uma agência."
A frase está errada, pois o através não tem o sentido correto.
A frase correta seria: "Encontrei um emprego por intermédio (ou 'por meio') de uma agência."
Exemplo de uso correto da palavra “através”: 
"Consigo enxergar aquela cidade distante através de binóculos" ou "Vejo a chuva através da janela."

Tá certo "Tia" Célia B. Fernandes *?

Célia B. Fernandes: "Certíssimo Angela Rocha, Também tenho "pavor" de "através". Tiro todos os que vejo na minha frente. E pelo trabalho que você fez, talvez consiga a explicação do porquê o Brasil estar em "rabagéssimo" lugar em leitura e compreensão de textos. Triste, mas verdade!!!"

* Célia B. Fernandes é Doutora em Língua Portuguesa, professora na Universidade Estadual de Guarapuava - Pr.

sábado, 18 de junho de 2016

HOMILIA DO DOMINGO - 12º DOMINGO TEMPO COMUM - ANO C


"Quem quiser conservar a sua vida a perderá, mas o que perde a sua vida pela minha causa, a conservará”. (Lc 9, 24)
As palavras do Evangelho deste domingo são um verdadeiro desafio para nós. "Quem quiser conservar a sua vida, a perderá". Até poderíamos dizer que parece sem sentido. De fato, uma das tendências naturais do homem é a conservação da vida, em alguma medida, todos queremos tê-la garantida.
Evitamos as ameaças, os perigos e os sofrimentos. Lutamos para salvar a nossa parte. Somos instintivamente egoístas. E até criamos uma cultura que favorece este modo "natural" de ser: "quem pode mais, chora menos".
Falar hoje em dia de renúncia, de ceder a vez, de ser caridoso, de oferecer a uma outra pessoa o próprio lugar, de fazer um trabalho gratuitamente, de deixar a melhor parte para o próximo ainda que se tenha chegado primeiro, de estar atento às necessidades dos demais... Parece fora de moda. Ninguém mais pensa assim. É ser um bobo. Vivemos em uma sociedade que está consagrando o egoísmo.
Mas, qual é o resultado desta cultura hedonista que não conhece limites, ou um ideal de vida? O ponto máximo é crer: "eu sou o único importante!" Isto nos leva a ver os demais como um bem relativo, isto é, são importantes apenas quando me servem. Fora disto, todos são descartáveis. As humilhações, a falta de educação, o abandono, a infidelidade, os roubos, os assassinatos, as violações, a corrupção, a poluição, as guerras, o trafico de drogas... e tantas outras coisas, são as conseqüências desta cegueira que nos faz pensar somente nós mesmos, em nosso bem imediato crendo que os demais podem ser usados para minha satisfação.
Somos filhos de uma cultura que está perdendo o sentido profundo da vida. E quem de nós tem as mãos limpas para poder atirar a primeira pedra e condenar, até mesmo os piores crimes? Jesus Cristo nos alerta e nos desafia. O egoísmo, com o tempo, conduz à morte, ainda que em um primeiro momento crie uma ilusória vantagem.  "Quem quiser ganhar a sua vida a perderá”. O egoísmo é autodestrutivo, é um veneno, ainda que seja agradável ao paladar, porém, suas conseqüências não são fáceis de serem neutralizadas.
Com certeza, este desafio é apresentado ao homem de todos os tempos, mas em nossos dias é ainda mais exigente devido à sociedade de consumo. Devemos estar muito atentos e verdadeiramente decididos. Seguramente será um nadar contra a corrente. Contudo, o Senhor, com a eucaristia, com o seu perdão, será o nosso sustento.
É necessário ter a coragem de inverter o esquema: "quem perder a sua vida por causa de mim, vai tê-la assegurada".
 
O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericordia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO