segunda-feira, 27 de julho de 2015

4º Encontro I Seminário Virtual de Vida no Espírito Olá Povo de Deus!

  Oba! Mais um encontro para honra e glória de Jesus! Eu já estava com saudades!

Estava a pensar sobre o que escrever para motiva-los a orar e a não desanimar... Motivar Cristãos? Parece estranho, não é? Entre todas as pessoas que não precisariam de motivação para orar, deveriam ser os cristãos... kkkk   Contudo, por várias razões, precisamos ser motivados a orar mais freqüentemente e mais fervorosamente. 

Hoje nosso tema vai tocar na feridinha de muitos... mas querem saber? Esse tema eu queria ter colocado no primeiro encontro... mas somente hoje ele "nasceu".  

Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo é assim... Então, deixem-se conduzir também e bom encontro! Nos comentários quero saber da experiência de vocês. Orem por mim que estou orando por vocês!




domingo, 26 de julho de 2015

A ARTE DE SER AVÓ

 
Vivian Leite - Vovó e catequista
E hoje é dia da Avó, do avô, enfim...
Dia de Santa Ana a mãe de Maria, avó, portanto, de Jesus. Não se sabe muito dela nem de seu esposo Joaquim, exceto que educou Maria muito bem. Afinal, a moça aceitou ser a mãe do salvador da humanidade sem titubear.

E no dia da avó quero lembrar aqui das catequistas que são avós.

Bom, trago aqui um texto de Rachel de Queiroz, “A arte de ser Avó”, uma prosa que mais parece poesia e que diz, bem aquilo que, tenho certeza vai no coração dessas minhas adoráveis meninas-avós, tão doces e queridas. Parabéns, Meninas!

“A arte de ser avó

Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações - todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...

No entanto, nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe! Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno. E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.”

(Rachel de Queiroz)  


PARABÉNS QUERIDAS VOVÓS E VOVÔS! Que tem o dom e a alegria de também serem catequistas!

SANT’ANA E SÃO JOAQUIM: AVÓS DE JESUS

Hoje, homenageamos os Avós, pois a Igreja festeja Sant'Ana e São Joaquim.

Vamos saber um pouco mais sobre os Avós de Jesus?

Santa Ana ou Sant'Ana vem do latim Anna, e do hebraico Hannah, que significa "Graça". Sabe-se muito pouco sobre Santa Ana, exceto que era mãe de Maria de Nazaré, esposa de São Joaquim e Avó de Jesus. Alguns escritos falam que ela teria tido mais duas filhas, Maria Salomé e Maria de Cleofas. (No verso 25 do capítulo 19 do Evangelho de São João diz que aos pés da cruz estava a irmã de Maria). Na Irlanda, ela é conhecida também como Santa Brígida. Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto Evangelho de Tiago (Apócrifo), obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa. Sant'Ana, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.

Seu marido, Joaquim (Eliaquim - Eli – Heli), homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos, pois Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Sant’Ana, e ali, num sábado, 8 de setembro, mais ou menos no ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

Pelo texto “Caverna dos Tesouros”, atribuído a Efrém da Síria, Joaquim era irmão de Jacó, que era pai de José, desta forma, José e Maria eram primos. São João Damasceno, ao escrever sobre o Natal, deixa claro que São Joaquim e Santa Ana são os pais de Maria.

A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média. Em 1378, o Papa urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto a Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray em 1623.

Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o  Papa Paulo VI resolveu colocar num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus. Celebra-se então do “Dia dos Avós” nesta data.
Pode se encontrar um retrato realístico de Santa Ana no filme, The Nativity Story, "Jesus, a História do Nascimento", em português.

Fonte: Diversos arquivos - Internet.

sábado, 25 de julho de 2015

CELEBRAÇÃO PARA O DIA DO CATEQUISTA 2015



Celebração do Dia Nacional do Catequista
30 de agosto de 2015

“Educar na fé, para a paz, a justiça e a caridade”



INTRODUÇÃO: 

Este ano a Igreja no Brasil está envolvida em dois projetos interligados: a lembrança dos 50 anos da conclusão do Concílio Vaticano II e a celebração do Ano da Paz, motivado pela situação nacional e mundial, onde a violência se destaca. Ambos os projetos valorizam a vocação dos/as catequistas, que são dedicados transmissores dos valores cristãos e animadores do processo de crescimento na fé. Celebrar o Dia do Catequista é mostrar a importância desse trabalho e das pessoas nele envolvidas. A Igreja agradece a Deus por seus catequistas e convida as comunidades a demonstrar carinhosamente o reconhecimento de valor desse apostolado.

Propomos aqui uma celebração para ser integrada (simbologia, cantos, comentários...) na liturgia Eucarística ou da Palavra daquele fim de semana. Mas pode ser realizada também como encerramento de uma tarde de reflexão. O importante é comunicar a nossos/as catequistas que reconhecemos a importância de sua contribuição para a vida da Igreja e a construção de um mundo melhor. 

CELEBRAÇÃO

Preparação do local: Preparar uma mesa onde serão colocados: a Bíblia, o Compêndio do Vaticano II, documentos importantes para a catequese (algum desses, por exemplo: Catequese Renovada, o Catecismo, Evangelii Nuntiandi, Evangelii Gaudium, Aparecida, Diretório Nacional da Catequese, Diretrizes da CNNB e Itinerário Catequético), materiais usados na catequese  e/ou fotos de eventos catequéticos.

Comentarista: Junto com os nossos catequistas, vamos todos cantar agradecendo a Deus este ministério tão essencial em nossas comunidades.
(catequistas fazem procissão de entrada e formam grupo próximo à mesa). 

Canto Inicial: (de D. Pedro Brito Guimarães e Fr. Fabreti).
Eis-me aqui, Senhor! Eis-me aqui, Senhor! / Pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor,
Pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor, / Eis-me aqui, Senhor!
O Senhor é o pastor que me conduz, /  Por caminho nunca visto me enviou.
Sou chamado a ser fermento, sal e luz /  E por isso respondi: Aqui estou!
Ele pôs em minha boca uma canção,/ Me ungiu como profeta e trovador
Da história e da vida do meu povo /E por isso respondi: Aqui estou!           

Comentário: Celebramos o Dia do Catequista neste ano em que estamos também fazendo a memória dos 50 anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II. A catequese tem um papel importante na divulgação e na prática daquilo que Concílio ofereceu à Igreja. 

Catequista 1: (colocando na mesa o compêndio do Concílio)
Queremos que o nosso trabalho ajude a por em ação o que o Concílio Vaticano II nos propôs e agradecemos a Deus por todos os passos que a Igreja deu nesse caminho.
Todos: Obrigado Senhor!

Catequista 2: (colocando na mesa documentos da Igreja que foram importantes para a catequese nesse período pós conciliar)
Queremos sempre aprender mais, conhecer e dar a conhecer as orientações da nossa Igreja. Agradecemos pelo valioso apoio que a Igreja nos dá para podermos ser fiéis a Jesus e contribuir para um mundo melhor.
Todos: Obrigado Senhor!

Catequista 3: (colocando na mesa alguns materiais usados pedagogicamente na catequese)
Com criatividade e fidelidade, queremos ser capazes de transmitir, de modo eficiente, o que Jesus deseja comunicar a seus seguidores. Agradecemos por todos os que nos ajudaram e continuam nos ajudando na formação permanente para o bom desempenho da nossa missão.
Todos: Obrigado Senhor!

Catequista 4: (colocando na mesa fotos de eventos catequéticos)
Nosso trabalho é fonte de alegria. Nossos catequizandos são presentes preciosos que Deus colocou em nosso caminho. Agradecemos ao Senhor por todos os que caminham conosco e nos fazem também aprender sempre mais sobre a fraternidade e a obra maravilhosa de Deus visível em cada pessoa.
Todos: Obrigado Senhor!

Catequista 5: (colocando a Bíblia em lugar de destaque na mesa)
A tua Palavra, Senhor, é a grande luz para a nossa vida e o nosso apostolado. Queremos estar sempre a serviço dessa Palavra e levar ao mundo a paz que ela nos chama a construir.
Todos: Obrigado Senhor! 

Comentarista: Cantemos - Agora é tempo de ser Igreja (M. Luiza Ricciardi)
Agora é tempo de ser Igreja, / Caminhar juntos, participar!
Somos povo escolhido e na fronte assinalados / Com o nome do Senhor, que caminha ao nosso lado.
Somos povo em missão, já é tempo de partir./ É o Senhor quem nos envia em seu nome a servir. 

ATO PENITENCIAL

Dirigente: Nossos catequistas precisam de apoio, valorização e oportunidades para desenvolverem sempre mais seus dons. Nem sempre oferecemos a eles o que poderia tornar mais eficiente o seu trabalho. Por isso pedimos: Senhor tende piedade de nós!
Todos: Senhor tende piedade de nós!

Dirigente: Nossos catequistas são um sinal visível do amor de Deus.  Nem sempre a comunidade sabe acolher e agradecer este testemunho  feito de renúncias. Por isso pedimos: Cristo tende piedade de nós!
Todos: Cristo tende piedade de nós!

Dirigente: A catequese a serviço da Iniciação à Vida Cristã é um projeto que envolve a comunidade toda e todas as pastorais. Não despertamos ainda o suficiente para abraçar com nossos catequistas essa causa. Por isso pedimos: Senhor tende piedade de nós!
Todos: Senhor tende piedade de nós! 

Canto: (fr. Fabreti)
Cristo, quero ser instrumento de tua paz e do teu infinito amor.
Onde houver ódio e rancor, que eu leve a concórdia, que eu leve o amor.
Onde há ofensa que dói que eu leve o perdão,
Onde houver a discórdia que eu leve a união e tua paz!
Mesmo que haja um só coração que duvida do bem, do amor e do céu,
Quero com firmeza anunciar a Palavra que traz a clareza da fé!
Onde houver erro, Senhor, que eu leve a verdade, fruto de tua luz.
Onde encontrar desespero, que eu leve a esperança de teu nome, Jesus.
Onde encontrar um irmão a chorar de tristeza, sem ter voz e nem vez,
Quero bem no seu coração semear alegria, pra florir gratidão.
Mestre, que eu saiba amar, compreender, consolar e dar sem receber.
Quero sempre mais perdoar, trabalhar na conquista e vitória da paz. 

PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA

(Sugerimos aqui que sejam lidos os textos da liturgia deste domingo, com comentários espontâneos que liguem a Palavra ao trabalho catequético, à construção da paz e à valorização das orientações do Concílio) 

Dt 4,1-2.6-8
É um texto que pede que sejam guardados os mandamentos, um tema que a catequese ajuda bem a desenvolver.
Sl 14
Diz que o insensato pensa que Deus não existe e, por isso se extravia. A catequese é um trabalho para dar a conhecer e seguir a orientação de Deus.
Tg 1,17-18.21b-22.27
Adverte: “sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes”. A catequese, os ensinamentos do Concílio e a proposta do Ano da Paz são estímulos para uma prática que vai muito além do mero conhecimento da Palavra.
Mc 7, 1-8.14-15.21-23
Fala da verdadeira pureza, que vem do coração e de vencer as tentações do mal. O mundo precisa desse tipo de pureza para viver os valores do Reino, que a catequese apresenta e chama a por em prática.

COMPROMISSO E ENVIO

Comentarista: A “Gaudium et Spes”, Constituição do Vaticano II sobre a Igreja no Mundo de Hoje, começa assim:
“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade humana que não encontre eco em seu coração...”
Entre outras coisas, contamos com a catequese para apresentar ao mundo uma Igreja solidária e capaz de prestar serviço diante das alegrias, esperanças, tristezas e angústias humanas.

Catequista: Agradecemos a Deus por nossa vocação e lhe pedimos a graça necessária para dar conta desse serviço, com fidelidade, discernimento e muito amor. Oferecemos ao Senhor os dons que nos permitem servir nessa missão. Estamos aqui, Senhor, e como fez nossa mãe Maria, pedimos que se faça em nós o que a tua Palavra quiser construir.

Dirigente: Pedimos ao Senhor que abençoe nossos catequistas e catequizandos, que a comunidade e as famílias sejam capazes de apoiá-los e que, todos juntos, sejamos construtores de um mundo de paz, fraternidade, respeito ao outro e amor fraterno. Assim o pedimos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Que o Senhor nos acompanhe e nos fortaleça para sermos discípulos fiéis de Jesus.
Todos: Amém! 

Canto final: (Ir. Miria)
Quero ouvir teu apelo, Senhor, / Ao teu chamado de amor responder.
Na alegria te quero servir /E anunciar o teu Reino de amor.
E pelo mundo eu vou cantando teu amor,/ Pois disponível estou para servir-te, Senhor!
Dia a dia tua graça me dás, / Nela se apoia o meu caminhar.
Se estás a meu lado, Senhor, /O que então poderei eu temer?

(Sugestão da Comissão Bíblico Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB)


AGOSTO: O MÊS PARA REZAR PELAS VOCAÇÕES

Mas, o que é Vocação?


Vocação, para os cristãos católicos, é um chamado de Deus para seguir um caminho, religioso ou não, para a construção do Seu Reino. Em nosso batismo recebemos uma “tríplice missão”, sermos sacerdotes, profetas e reis. Esta é, primordialmente nossa vocação: trazer à terra as coisas do céu, anunciar o reino e denunciar a maldade e zelarmos pelo bem de todos. Assim, temos por vocação o chamado à santidade, sermos pessoas melhores e deixar o mundo em que vivemos melhor.

O Catecismo da Igreja Católica relaciona alguns tipos de Vocação: Vocação da Humanidade, Vocação dos Leigos, Vocação para a Castidade, Vocação para o Amor, Vocação para o Apostolado, Vocação ao Matrimônio e Vocação Sacerdotal.

Durante o mês de Agosto cada semana a Igreja lembra, reflete e rezar por uma vocação específica:

No primeiro domingo de Agosto ora-se pelas vocações dos ministérios ordenados, ou seja, sacerdotais e diaconais. Essa comemoração se deve ao fato de no dia 04 de Agosto celebrarmos o dia São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, patrono dos párocos, padres, sacerdotes e no dia 10 de Agosto, o dia de São Lourenço, diácono e mártir, patrono dos diáconos.

No segundo domingo (Dia do pais) ora-se pelas vocações matrimoniais e pela família.
Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando homem e mulher, chamou-os no Matrimônio a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si.

No terceiro domingo ora-se pelas vocações à vida consagrada: religiosas, religiosos, consagrados e consagradas nos vários institutos e comunidades de vida apostólica. Essa recordação é feita porque no dia 15 de agosto celebramos o dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte. Maria, como mulher modelo de consagração a Deus dá o tom da comemoração do dia da vocação à vida consagrada.

O quarto domingo de agosto lembra-se a vocação dos leigos na Igreja por ser também comemorado o dia do Catequista. O cristão leigo é aquele que auxilia no serviço da Igreja e também que dá testemunho de vida cristã no seu ambiente de trabalho, em casa, onde vive. O dia do cristão leigo volta a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo Rei.

*  Quando agosto tiver CINCO domingos, transfere-se, em algumas Igrejas Particulares, o Dia do Catequista para o Quinto Domingo, ficando o 4º, como Dia do Leigo. Ressalta-se, no entanto, que isso fica a cargo de cada diocese.



Ângela Rocha
Catequistas em Formação