segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Resultado da Promoção Catequista é Comunicador

É com muita alegria que estamos publicando o resultado dessa nossa primeira promoção em parceria com o Programa Catequese em Foco na voz do Catequista Abílio Gonçalves, na Rádio Maria.

Durante todo o mês de agosto as fotos foram expostas no topo da nossa fan page e as mais curtidas são as premiadas, ficando assim o resultado:

1º Lugar Foto criativa 
Glória Iris da Paroquia N. Sra Aparecida / Pároco Pe. Fabio Maçal
266 curtidas na página oficial - 642 no geral - 60 compartilhamentos. - 
alcance 6.479 pessoas - 

2º Lugar Foto criativa 

Suzana Lossurdo da  Paróquia Santuário N. Sra Aparecida / Pároco Pe. Luciano.
Barra Bonita - SP
254 curtidas na página oficial - 299 no geral - 01 compartilhamento - alcance 2.328 pessoas 

3º Lugar Foto criativa 

 Maria da Penha Antunes do Santuário São Judas Tadeu / Pároco Pe. Flavio
Sorocaba - SP
198 curtidas na página oficial - 438 no geral - 71 compartilhamentos. - alcance 4.902 pessoas - 

Vídeo criativo
Paula Arcanjo da Paróquia São Paulo Apostolo / Pároco Pe. Rodrigo Alves
Limeira - SP
142 curtidas na página oficial - 169 no total - 20 compartilhamentos - alcance 3.488 pessoas 

Obrigada a todos que participaram publicando e curtindo as fotos.
Juntos somos +!


sábado, 29 de agosto de 2015

HOMILIA - GOTAS DE PAZ - 28 de Agosto de 2015

Jesus, respondendo, disse-lhes: “Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.”
(Mc 7, 6-7)

Realmente o evangelho de hoje nos põe diante de um problema que parece ser muito presente em toda a história da humanidade, e que hoje o sentimos muito particularmente: as aparências.

Como temos dito nas semanas anteriores, o ser humano somente pode exprimir-se através do seu corpo. Sua alma somente pode manifestar-se quando encontra um modo de fazer-se sensível, seja com a palavra, com o olhar, com o modo de vestir-se, com um gesto, com um toque de carinho.. Por isso é muito importante para nós o que se vê e o que se sente. Do mesmo modo somente podemos conhecer as demais pessoas de acordo com o que experimentamos delas: o que vemos, escutamos, sentimos...

O problema está no fato que os seres humanos tem a capacidade de manifestar não somente o que realmente são sua interioridade, mas também a capacidade de enganar, de gerar uma imagem diferente do que, de fato, são . Isto é uma verdadeira tentação em nossas vidas: mostrarmos muito melhores do que efetivamente somos. Nos preocupamos demasiado com o que os outros pensam de nós e por isso tentamos criar ilusões gerando neles uma imagem nossa que não nos corresponde.

Quantas vezes, por exemplo, diante de um pobre, quando estamos a sós, nem “Bom dia” lhe damos, mas quando estamos acompanhados, o saudamos bem e atendemos a sua súplica. Esta caridade seguramente não nasce generosidade do nosso coração, mas da preocupação com nossa imagem, é uma caridade somente aparente. Nosso pensamento não é o bem do pobre, mas nosso próprio bem. Tem o disfarce de caridade, mas é nosso egoísmo travestido.

A mesma coisa muitas vezes acontece com a nossa fé. Queremos parecer cristãos, devotos, crentes.. e por isso fazemos algumas práticas exteriores: vamos na igreja, usamos uma correntinha com uma cruz, fazemos o sinal da cruz, acendemos uma vela, colocamos alguma moeda no cofre da igreja... e assim mantemos a imagem de bom cristão.

O problema é que muitas vezes isso não passa de uma casca. As vezes nosso cristianismo é tão superficial que nosso coração continua cheio de ódios, rancores, preguiça, inveja, egoísmo, auto-suficiência, prejuízos, maus desejos, injustiças, corrupções, discriminações... Nesses casos poderíamos dizer, na verdade, que temos uma máscara de cristão, que mantemos somente uma aparência, que somos como sepulcros caiados... lindos por fora, mas cheios de podridão por dentro.

Sem duvidas esta não é a proposta de Jesus Cristo. Para ele não é interessante ter falsos seguidores. O senhor não quer que façamos somente gestos exteriores, mas sim que mudemos o nosso coração. Não serve para nada ser filhos de uma cultura cristã, se eu não nos decidimos de assumir e viver o evangelho em nossa vida. A Deus não podemos enganar. Ele conhece os nossos corações.

Com isso não queremos dizer que as obras exteriores não são importantes. São Tiago já nos disse que a fé sem obras é morta. Isto significa que, sem dúvidas, a fé tem que fazer-se visível, reconhecível. Quem tem fé, quem crê no evangelho, tem que manifestar-lo concretamente, em suas palavras e ações. Quando se tem verdadeiramente fé é como um cidade construída sobre uma montanha,que não se pode esconder. Mas a ação deve ser expressão do coração, e não mero teatro para iludir os demais.

Fica a nós a pergunta: sou verdadeiramente um cristão e com minhas ações o manifesto? Ou minhas ações são pura aparência, pois meu coração continua duro como uma pedra?

O Senhor te abençoe e te guarde,
O Senhor faça brilhar sobre ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
O Senhor mostre o seu olhar carinhoso e te dê a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, capuchinho.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O COORDENADOR É UM ANIMADOR OU DESANIMADOR?

Anima este grupo aí, galera!

Jesus, antes de sua elevação aos céus pediu aos seu discípulos: Ide e Evangelizai. E este mandamento se confirmou nas gerações futuras da nossa Igreja por meio do nosso batismo, quando recebemos o tríplice múnus de: sacerdotes, profetas e reis (pastores). Temos uma MISSÃO PROFÉTICA no mundo quando ouvimos o chamado a sermos catequistas.

Nós temos como FONTE PRINCIPAL para dirigir nosso serviço pastoral e a nossa missão, os Evangelhos contidos na Bíblia. Jesus é o nosso mestre e nos ensina sempre. Até mesmo a COORDENAR um grupo. Jesus é a fonte inspiradora na arte de coordenar. Ele não assumiu a missão sozinho. Cercou-se de um grupo e com ele foi formando sua comunidade. Em Jesus, o ministério da coordenação e animação caracteriza-se pelo amor às pessoas e pelos vínculos de caridade e amizade. Ele conquista confiança e delega responsabilidades (DNC, pg. 178)

A nossa Igreja, com o objetivo de nos ajudar na missão, criou um Diretório Nacional de Catequese (CNBB), que é fruto do Diretório Geral para Catequese, publicado pela Congregação para o Clero.  O DNC, como chamamos, deve ser conhecido e aplicado por todos os responsáveis pela catequese em todas as instâncias: Diocesana, setorial, paroquial, e é o documento onde o catequista e coordenadores devem tirar suas dúvidas e inspiração.

E lá na página 179, o diretório se dedica a dar orientações sobre o serviço de coordenação, que acredito, deveria ser observado por cada uma das pessoas que assumem o ministério da coordenação. Observo aqui que, muitos problemas se resolveriam se, somente alguns dos treze ítens que caracterizam o serviço de coordenação, fossem cumpridos. Mas, vamos resumir aqueles que considero mais importantes e o restante pode ser consultado no próprio documento, disponível aqui em nossa página.

Vamos lá! Como um coordenador pode ser um ANIMADOR?

Coordenar é missão de Pastor que conduz, que orienta, encoraja catequistas (...). Requer trabalho em equipe. Não é uma função, mas uma missão que brota da vocação batismal de servir, de animar, de coordenar. A palavra chave deste ministério é "articulação", o coordenador não pode acumular funções, nem se apascentar a si mesmo, mas sim as ovelhas (Ez 34,2). Algumas características do serviço de coordenação:

- ASSUMIR as exigências da coordenação como um serviço em benefício do crescimento das pessoas e da comunidade. Este serviço expressa a experiência de PARTILHA, de DESCENTRALIZAÇÃO, da missão realizada em EQUIPE, de relações fraternas, sinalizadoras de um novo modo de viver que brota do Evangelho (318e);
- TER CAPACIDADE pra perceber que as pessoas tem SABER, CAPACIDADES, VALORES, CRIATIVIDADE E INTUIÇÕES que contribuem par ao exercício da coordenação (318h);
- DESENVOLVER qualidades necessárias para um trabalho em equipe: capacidade de escutar, aprender, dialogar; reconhecer os valores do grupo; proporcionar o crescimento da consciência crítica, da participação e do compromisso; expressar solidariedade nas dificuldades e nas alegrias; ter um espírito organizativo (318i);
- SABER LIDAR com desencontros, problemas humanos e situações de conflito com calma, num clima de diálogo, caridade e ajuda mútua (318j);
- Buscar e partilhar conhecimento atualizado sobre PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO; (318l).

E o diretório continua ainda (item 319), afirmando que a missão catequética não se improvisa e nem fica ao sabor do imediatismo ou gosto de uma pessoa. A Catequese é uma ação da Igreja e um projeto assumido pela comunidade, como um “processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé” (CR 318).

Como se pode ver, para que um coordenador seja um ANIMADOR, e não uma fonte de desânimo para a catequese, ele precisa trabalhar em equipe, reconhecendo suas limitações e com isso, buscando os dons e talentos de cada pessoa ao seu redor. A Catequese não é um serviço solitário, é um serviço COMUNITÁRIO.

Fontes de referência:

CNBB. Diretório Nacional Catequese. pg. 178-188. Brasília: Edições CNBB, 2006.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

VAMOS CONSTRUIR UM ENCONTRO DE CATEQUESE?



COMO FAZER...

A catequese é um processo, com etapas e programação sistemática, progressiva. Dentro dessa programação teremos muitas ações, uma delas é a realização dos encontros de catequese, que devem ser planejados e preparados, o que não pode ocorrer de última hora.

Vamos entender então um pouco do que é necessário para o bom desenvolvimento de um encontro de catequese, ou seja, quais são os passos metodológicos.

PASSOS METODOLÓGICOS:

01 – ACOLHIDA:

O grupo precisa se sentir esperado, acolhido, apresentado de um para o outro. Sempre podemos realizar um sinal, um gesto ou uma atitude de acolhida. Quando iniciamos um trabalho catequético com um grupo é bom gastar mais tempo para entrosar o grupo, o que pode ser realizado com o uso de dinâmicas. Isso ajuda a criar vínculos com o grupo.

02 – MOTIVAÇÃO:

Motivar não é apenas usar dinâmicas ou recursos. Motivar na catequese é dar motivo, razão para estar no encontro e ser parte do grupo de catequese, através de um processo que movimenta e entusiasma, encaminhando cada catequizando para a prontidão no acolhimento da mensagem bíblica.

A motivação deverá ser realizada em vista do objetivo traçado para o encontro. Todos nós sabemos o que queremos ensinar no nosso encontro, logo, precisamos analisar se a dinâmicas ou recursos atendem ao nosso objetivo ou se serão mais uma brincadeira, entre tantas outras que o nosso catequizandos aprende.

Para sabermos se a dinâmica ou recurso cumpriu o seu papel, devemos ouvir os comentários dos catequizandos. Se fizerem referência mais para a técnica do que para o que descobriram com ela, aplicamos apenas uma dinâmica, um recurso. Mas, se os comentários estiverem ligados à técnica e à descoberta de algo novo, interagindo com o conteúdo, aí motivamos e despertamos para a compreensão e aplicação na vida. Serviu, portanto como canal de comunicação, por onde a mensagem irá passar, pois a primeira porta se abriu.

03 – PALAVRA

A narração do texto bíblico mantém a atenção sobre o fato, pois é sempre agradável ouvir alguém contar uma história. Daí a importância do catequista preparar-se antecipadamente e poder substituir a leitura pela narração ou proclamação da Palavra.

É sempre bom explorar o texto bíblico proporcionando aos catequizandos o estudo do fato mais de perto, fazendo perguntas, realizando dinâmicas para que a mensagem e a atitude de Jesus e de outras pessoas, favoreça a compreensão de que a Bíblia contextualiza a história do povo de Deus. È importante também que o catequista associe o texto bíblico as situações que presenciamos hoje, para que haja por parte do catequizandos a compreensão de que o processo, a caminhada continua. Essa caminhada é decorrente da maturidade e situação histórica do povo. É sempre necessário estabelecer um elo com a realidade dos catequizandos, através de uma adaptação da Palavra de Deus de acordo com aquilo que envolve a comunidade.

Antes de apresentar o texto bíblico, podemos destacar a Palavra de Deus de diferentes maneiras:
- Passar a bíblia de mão em mão;
- Deixar a Bíblia em um lugar de destaque, para que cada catequizando coloque a mão e faça um pedido;
- Colocar pedras sobre a Bíblia, para propiciar um momento de pedido de perdão, para para que os catequizandos possam se expressar enquanto retiram as pedras;
- Amarrar a Bíblia com cordas para que aos poucos possam ir desamarrando;
- Preparar uma entrada oficial e solene da Bíblia;
- Cantar antes da proclamação.

04 – ORAÇÃO

É o ponto alto do nosso encontro, é o momento da inter-relação: Deus-catequizandos-catequista. É o momento do silêncio, da explicitação, de nosso louvor, agradecimento e o pedido de ajuda a Deus, para conseguirmos fidelidade, coragem e esperança na caminhada. É neste momento que devemos estar preparados e preparar o grupo para a escuta e o diálogo com Deus, assim teremos percorrido os caminhos de um verdadeiro encontro. Se isso não acontecer poderemos ter ficado nas aulas de catequese, não em verdadeiros encontros de catequese.

Percebemos que partimos para o encontro catequético analisando algo da própria vida dos catequizandos: motivados por uma situação, um símbolo, um fato, apresentamos a Palavra de Deus (texto bíblico) que nos mostrará uma proposta em relação a nossa realidade e nos dará luzes para a caminhada, abrindo caminho para o momento da oração.

Podemos aproveitar as fórmulas (Pai-Nosso, Ave-Maria...), os textos da Bíblia, como as orações espontâneas. O importante é educar para a oração, a fim de que não sejam apenas rezas mecânicas. Devemos educar o catequizando para se colocar diante de Deus de modo espontâneo.

05 – ATIVIDADES:

As atividades na catequese são um processo de ensino-aprendizagem, por meio dos quais é possível perceber o que foi assimilado pelo catequizando, sobre a mensagem apresentada. Portanto, devem estar a serviço da fé. É importante não ficar preso apenas ao que é escrito ou expresso pelo catequizando. É necessário dar um passo a mais, transformando a atividade em uma ação transformadora, gerando o envolvimento na comunidade. É insuficiente realizar encontros com perspectivas de comunidade e o catequizando não experenciar a prática participativa. São muitos os momentos em que podemos propiciar envolvimento dos catequizandos, com ações transformadoras na comunidade: organização de campanhas sociais; missões; encontros de casais; encontros das diversas pastorais; organização da festa do padroeiro (a), etc.

06 – COMPROMISSO:

É o momento do agir. É algo que procuramos fazer a partir da nossa realidade individual, daquilo que aprendemos, que descobrimos e queremos melhorar ou mudar. O catequista atua neste momento do encontro como aquele que fornece pistas para despertar as atitudes de vida fraterna na comunidade, no grupo de amigos e vida familiar, usando como referencial o tema trabalhado no encontro. Uma proposta de agir deve partir sempre das condições reais do catequizando, daquilo que é possível realizar.

É um meio pelo qual o catequizandos toma consciência de que alguma coisa deve ser feita sobre o assunto trabalhado, sentindo-se comprometido com a mensagem e com a mudança, a partir das suas necessidades e de forma espontânea. A proposta do agir na catequese deverá ser um convite para partilhar e servir, saindo de si em busca do encontro com o outro e com Deus.

07 – AVALIAÇÃO

É o processo de reflexão em torno da tarefa catequética com função construtiva. O que se avalia:
§  Os elementos do processo catequético
§   Ação do catequista
§   O desenvolvimento

O catequista deve perceber após o encontro se os objetivos traçados foram atingidos. É o momento de rever procedimentos e corrigir os rumos para o próximo encontro. Listar ponto positivos e negativos observados é um bom ponto de partida para a correção de encontros futuros.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:

É importante destacar que o planejamento não garante a totalidade da ação, pois muito dependerá da ação do espírito Santo, que age no catequistas, mas o planejamento é uma ferramenta para que a caminhada do grupo possa ser bem trabalhada.

Cabe salientar, também, que os momentos deste método não são estanques e nem seqüências de operações, mas é um processo. Neste sentido nosso conceito de método deve ser ampliado deixando de lado concepções de que o método é só uma questão didática de cada encontro catequético, com passos que precisam ser seguidos a risca.

Este pensar exige uma visão mais global e menos segmentada, portanto se torna necessário que o catequista realize o planejamento do Itinerário Catequético que seu grupo vai percorrer durante um determinado tempo, tendo sempre em mente o fim da caminhada, ou seja, o objetivo. Assim, não se trabalha a soma de elementos transmitidos nos encontros, encontro por encontro, mas o conjunto de ações que vai se realizando e que irão ajudar a chegar ao objetivo.

ITINERÁRIO:

O catecismo da Igreja Católica diz que para tornar-se cristão é preciso ser iniciado na fé cristã “por um Itinerário e uma iniciação que passa por várias etapas” (n. 1229).

A palavra itinerário significa caminho. Precisamos de um caminho por onde andar. Neste caso, trata-se do conjunto de elementos que unidos levam aos mesmos objetivos. Uma catequese de modelo escolar se preocupa mais com a transmissão de conteúdo, aula após aula. Na catequese, queremos avançar para um itinerário global, ou seja, um plano que inclua elementos de transformação, que não se limite ao encontro de catequese e ao conteúdo do manual. Alguns elementos são fundamentais neste itinerário:

  • Palavra (o conteúdo da fé);
  • Encontro de catequese;
  • Celebrações (nos encontros e com a comunidade);
  • Envolvimento da família;
  • Ações (que geram a transformação da vida do catequizando, na família, na comunidade e na sociedade).
“A catequese não é uma supérflua introdução na fé, um verniz ou um cursinho de admissão á Igreja. É um processo exigente, um itinerário prolongada de preparação e compreensão vital, de acolhimento dos grandes segredos da fé (mistérios), da vida nova revelada em Cristo Jesus e celebrada na liturgia”. ( DNC, n. 37).

  
“O que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos”. (1Jo 1,3)

   
Baseado em tudo que vimos, podemos agora montar um quadro com os principais passos de um encontro:


ROTEIRO DE ENCONTRO




A
N
T
E
S
Interlocutores
(Catequizandos)
Quem são nossos catequizandos? Idade, etapa, catequese de eucaristia, de crisma...
Duração
Duração do encontro: 1 hora, 1 hr e meia, 2 horas...
Local
Sala de catequese, Templo, casa do catequizando, do catequista... Como vai ser ambientado?
Tema
Conteúdos
Qual será o tema trabalhado no encontro? Qual o conteúdo a ser explorado?

Objetivo(s)

Que objetivo eu quero atingir com o tema proposto?
Material
(Recursos)
Texto, canto, Bíblia, velas, flores, cartaz, etc...






D
U
R
A
N
T
E



Passos
metodológicos
Motivação
Vou usar uma dinâmica? Uma brincadeira? Vou contar uma história? Cantar uma música?
Palavra
Qual a Palavra, texto bíblico que vai fundamentar o tema?
Oração
Como será o momento orante do grupo? Orações espontâneas, fórmulas...

Atividades educativas

Que atividades vou trabalhar para assimilar o conteúdo? As atividades não se limitam a exercícios e escritos, podem incentivar ações transformadoras fora do momento do encontro.

Atividades
Compromisso
(sócio-trasnformador)

Que pistas posso dar aos catequizandos para que levem para sua vida o que viram no encontro? Como despertar a consciência de que algo precisa ser feito sobre o assunto e que gere mudanças na vida do catequizando. É um convite para partilhar e servir, ir em busca do outro e de Deus.

D
E
P
O
I
S



Avaliação




Avaliação do encontro pelo retorno recebido dos interlocutores.
Avaliar se os recursos utilizados atingiram seu objetivo.
Se o conteúdo foi assimilado satisfatoriamente e se são necessárias mudanças de conduta num próximo encontro.


Ângela Rocha
Catequista

Fonte:
- Formação Básica de catequistas, Metodologia Catequética. Leo Marcelo Plantes Machado. Editora Arquidiocesana de Curitiba, 2013.

- O encontro de catequese. Marilac L. R. Oleniki e Leo Marcelo Plantes Machado. Petrópolis: Vozes, 2005.


- Diretório Nacional de Catequese – DNC . Itens 157-162. Edições CNBB, 2006.

DEUS E A MARCHA EVOLUTIVA DA CRIAÇÃO

Um texto excelente do Pe. Santos Calmeiro Matias, para trabalhar a questão da Criação/Evolução com os adolescentes e jovens



Há cerca de seis mil milhões de anos atrás, a vida ainda não existia sobre a terra. Também não existiam os mares, mas apenas uma multidão de lagos quentes devido à atividade de uma multidão enorme de vulcões. O céu ainda não era azul, pois não havia plantas para fabricar o ozônio, isto é, o oxigênio que torna o Céu azul. Foi no interior destes lagos mornos que a vida apareceu dando origem a uma multidão incontável de seres vivos de pequeníssimas dimensões.

Apesar de os seres vivos terem surgido de modo tão simples e frágil, Deus meteu no seu interior uma força maravilhosa, chamada a força da evolução.

Uma vez surgidas nos lagos primitivos, as plantas começam a produzir oxigênio, a fim de que o Homem pudesse ter ar para respirar. Pouco a pouco a vida começa a encher a terra: surgiram as plantas e depois as árvores e os animais. Surgem os dinossauros, esses gigantes dos quais os animais mais pequenos tinham tanto medo. Depois surgem os macacos, os chimpanzés e os Gorilas.


E Deus pensou: é altura de criarmos o Homem, fazendo que ele seja uma obra-prima saída do barro. Deus achou esta obra-prima tão bonita que se debruçou sobre o barro para lhe dar um beijo. Nesse momento, o Espírito de Deus entrou no interior do barro. E foi nesse momento que no interior da obra-prima feita de barro começa a formar-se outra obra-prima feita de espírito. Nesse momento, o barro tornou-se barro com coração, isto é, um ser capaz de amar Deus e os irmãos e fazer bem às pessoas.


Então Deus disse: vamos fazer que eles sejam membros da nossa Família. Deus imprimiu na Criação um sabor a comunhão, pois todo o Universo está dinamizado pela dinâmica das relações.

São mais de cem mil milhões as estrelas da nossa Galáxia que surgem neste céu azul que prolonga o mar. Mas, além da nossa galáxia, o Universo é constituído por mais de cem mil milhões de outras galáxias imensamente maiores. A nossa fé convida-nos a celebrar a bondade de Deus Criador, a fim de descobrirmos o sentido das realidades do Universo. São estrelas e são galáxias. São sistemas solares e são planetas. São Nebulosas coloridas e são auroras boreais e asteroides.


Celebrar a Criação é proclamar a obra-prima do Amor Criador de Deus. E o tema central deste projeto é Jesus Cristo, ponto de encontro do humano com o divino. Nele, o divino diz-se em grandeza humana e nós somos assumidos na Família de Deus.

Ele é a Palavra eficaz de Deus. À medida que nos revela o plano Salvador de Deus, realiza a obra da Salvação. No centro deste plano criador está a Humanidade, essa multidão de pessoas em construção. No coração de cada pessoa está a Humanidade a emergir de modo único, original e irrepetível.

Com seu jeito maternal de amar, o Espírito Santo vai esculpindo o nosso coração, a fim de ele se enquadrar de modo perfeito no plano criador de Deus. A Nova Criação, diz São Paulo, é a Humanidade restaurada e encaminhada pelo Espírito de Cristo ressuscitado. A cabeça desta Nova Criação é Jesus Cristo, pois foi por ele que Deus nos reconciliou consigo, não levando mais em conta os nossos pecados, como diz São Paulo (2 Cor 5, 17-19).

Ao iniciar a criação das aves do Céu, os animais domésticos, os répteis e os animais selvagens, Deus já estava pensando em fazer com o Homem uma Aliança de Amor Eterno. Todas as obras da Criação têm sentido e razão de existir, pois a Criação inteira é um plano harmonioso projetado pelo amor. Na verdade, como diz a Primeira Carta de São João, Deus é amor. Isto significa que a Criação é uma obra criada por amor e não um brinquedo para Deus se divertir. Depois de ter criado o Homem com uma ternura infinita Deus, através do Espírito Santo, ofereceu à Humanidade um regaço cheio de ternura.

A Carta aos Romanos diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5,5). Ao criar-nos, Deus escreveu o nosso nome na palma da sua mão, a fim de nunca nos esquecer. Ao longo da nossa vida, Deus vai concretizando este seu amor através de muitas mediações.


A obra de Deus está em gênese. É um projeto ainda não acabado. O próprio Homem ainda é um ser não acabado. É isto que o evangelho de São João quer dizer quando afirma que todos nós temos de nascer de Novo para atingirmos a plenitude do Reino de Deus (Jo 3, 3-6). Deus criou-nos inacabados, a fim de podermos tomar parte na nossa própria criação. Esta é uma condição básica para a pessoa humana se realizar de modo consciente, livre e responsável. Com o aparecimento do Homem, a Criação atinge o limiar da vida espiritual, tornando-se proporcional ao próprio Deus.

Por outras palavras, Criador e Criação já podem dialogar e comungar, pois a Divindade são pessoas e a Humanidade também!

Em Comunhão Convosco

Pe. Calmeiro Matias