domingo, 10 de março de 2019

ATIVIDADES PARA A QUARESMA: SUGESTÕES

CATEQUESE = CRIATIVIDADE
Buscando inovar os encontros de catequese deste tempo de Quaresma, algumas sugestões para os encontros:

1 - PRÁTICAS NA QUARESMA:
Uma sugestão de atividade encontrada na internet para a Quaresma: Montar um calendário com uma tarefa (pequenos sacrifícios, orações) para cada dia, de acordo com a idade. 
* Você pode usar o nosso "calendário" com as 40 práticas ou montar outro com a ajuda dos seus catequizandos.
Fazer uma coroa de espinhos com massinha de modelar e palitos de dente. A cada tarefa cumprida diariamente, a criança poderá tirar um espinho da coroa de Jesus.

(Cintia Cristina de Araújo - Maringá PR)

 

2 - CAMINHO DA QUARESMA
Cartolina com a "Caminhada Quaresmal": A cada encontro vamos preenchendo e colorindo a "estrada".


(Gabriela Palumbo - São João del Rei - MG).

Caso queira fazer impressão do "Caminho" em folha A4 ou mandar imprimir em cartaz:

3 - ATIVIDADE: SEMANA SANTA
Material: 2 folhas e lápis de cor.
Imprimir as imagens numa folha e os quadradinhos da cruz em outra. Pintar, recortar e colar os quadrinhos da Semana Santa em formato de CRUZ.




(Apostila Catequese Familiar - Catequistas em Formação)

4 - PINTE O CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019:




(Portal Kairós: https://portalkairos.org/arquivo-portal/cartaz-para-colorir-da-campanha-da-fraternidade-2019/)

5 - DOBRADURA DO PERDÃO
(Encontros, partilhas e celebrações com catequistas e catequizandos)

Para isso é necessário:
- Folhas de papel A4
- Uma tesoura (pode-se usar a mão para rasgar o papel também).
Objetivo: Falar sobre o perdão que precisamos sempre pedir a Deus pelas nossas culpas e falhas. 
Execução: A medida que forem feitas as dobraduras fazer uma reflexão sobre a folha de papel, que deve ser comparada com a nossa vida, as várias "dobras" e "vincos" são as situações pelas quais passamos que nos fazem pecar contra Deus, mas quando encontramos a fé, podemos "rasgar" o que não necessitamos e jogar fora feito "lixo" (mostrar as sobras de papel que mostram a palavra LIXO). 
E ao desdobrar a parte final, mostrar que só a Cruz de Cristo é nos nos salva e é tudo que deve restar em nós. 
Claro que essa reflexão pode e DEVE ser enriquecida por vocês agora no tempo da Quaresma. 


(Ângela Rocha - Catequistas em Formação)

* ROTEIRO DE ENCONTRO SUGERIDO COM A DINÂMICA DA "DOBRADURA" 

JESUS NO DESERTO 
( Gisele Araújo - Bocaíuva do Sul - PR) 

Tema: Jesus nos ensina a vencer as dificuldades e tentações. 
- conversar sobre quem veio na missa de cinzas 
- Entender cenário: Caminho x Quaresma 

Quaresma é um caminho. Um caminho de 40 dias. Assim como Jesus percorreu um longo caminho, nós também vamos procurar a aproximação com Jesus através da caridade, jejum e principalmente, da oração. Esse caminho vai nos levar ao encontro pessoal com o ressuscitado. 

Hoje no evangelho de Lucas vamos lembrar este caminho de 40 dias de Jesus no deserto. 

Leitura do evangelho: Lucas 4,1-13. 

Conversando sobre o evangelho: 
- Falar sobre as tentações e como Jesus as enfrentou. 
- Discussão: o que é tentação? 
- Histórias de como escolhemos o caminho mais fácil. Ex: Como quando não estudamos para a prova e vamos dormir, e na hora "H", "colamos" do amiguinho, etc. 
- Falar de quantas vezes escolhemos o caminho mais fácil mesmo sabendo que não é o certo. (Pedir testemunhos). 
- Como podemos resistir? Como Jesus nos ensinou: Quem reza tem mais forças para vencer as tentações. 

Dinâmica da dobradura do perdão (Catequistas em Formação) 
Adaptação da dinâmica para o tema do dia: 

- 1ª dobradura: Quando estamos com Jesus andamos de cabeça erguida. 
- 2ª dobradura: Mas quando vem as tentações da vida, abaixamos nossa cabeça e passamos a não acreditar em Deus. 
-3ª e 4ª dobradura: Nos fechamos, ficamos com medo, pensando que não vamos conseguir e nos afastamos de Deus. 
-1°e 2°corte: Mas, hoje Jesus nos ensinou que para vencer nos temos a melhor arma: a Oração. E Que com ela todos estes medos e maus pensamentos vão para o Lixo.( com as sobras do corte torna-se a palavra Lixo.) 
- Com o pedaço que sobrou fica o desenho da Cruz. 

Com a oração podemos superar e seguir em frente e assim como Jesus carregou sua cruz, nos também podemos enfrentar a nossa. 

Quanta coisa aprendemos hoje! A exemplo de Jesus devemos ser fortes e obedientes e resistir as tentações de procurar o caminho mais fácil. 

Oração Final: Senhor Jesus assim como você conseguiu vencer as tentações no deserto, que eu também saiba resistir a tudo que me afasta de Deus com a força do Espírito Santo. Amém!









sábado, 9 de março de 2019

PAPA FRANCISCO: FORMA CONCRETA DE AMOR AO PRÓXIMO

"Francisco recorda que ser católico comprometido na política não significa ser um recruta de algum grupo, organização ou partido, mas viver dentro de uma comunidade".

Iniciamos no último dia 06 de março, quarta-feira de Cinzas, o tempo da Quaresma, um tempo, como disse o Papa Francisco celebrando a missa na Basílica de Santa Sabina, em Roma, que nos convida “a olhar para dentro de nós mesmos, com o jejum, que liberta do apego às coisas, do mundanismo que anestesia o coração. Oração, caridade, jejum: três investimentos num tesouro que dura”.

Também na quarta-feira de Cinzas, como já é tradição no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF). Neste ano de 2019 o tema é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27).
Ouça o Editorial

A Igreja Católica quer chamar a atenção dos cristãos para o tema das políticas públicas, ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis. Com a Campanha, como destaca a CNBB, a Igreja no Brasil pretende estimular a participação dos cristãos em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade. 

Francisco enviou uma mensagem na qual afirma que os cristãos “devem buscar uma participação mais ativa na sociedade como forma concreta de amor ao próximo, que permita a construção de uma cultura fraterna baseada no direito e na justiça”. Citando o Documento de Aparecida, recorda que “são os leigos de nosso continente, conscientes de sua chamada à santidade em virtude de sua vocação batismal, os que têm de atuar à maneira de um fermento na massa para construir uma cidade temporal que esteja de acordo com o projeto de Deus”.

Quem se dedica formalmente à política deve viver com paixão “o seu serviço aos povos, vibrando com as fibras íntimas do seu etos e da sua cultura, solidários com os seus sofrimentos e esperanças”.

Neste mesmo tema, o Papa Francisco recebendo nesta semana em audiência, no Vaticano, os participantes de um Programa de pós-graduação em Doutrina Social da Igreja e compromisso político na América Latina, recordou da necessidade de “uma nova presença de católicos na política na América Latina”.

O Santo Padre recordou que ser católico comprometido na política não significa ser um recruta de algum grupo, organização ou partido, mas viver dentro de uma comunidade.

“A política – chamou mais uma vez a atenção Francisco - não é a mera arte de administrar o poder, os recursos ou as crises. A política é uma vocação de serviço”. Na América Latina e em todo o mundo vive-se uma verdadeira “mudança de época”, que exige renovar linguagens, símbolos e métodos.

A dimensão política da vida cristã é a "construção do bem comum", que nasce do novo olhar sobre a realidade que Jesus nos dá. E citando São Oscar Romero, acrescentou o Papa: "O verdadeiro cristão deve preferir a sua fé e demostrar que a sua luta pela justiça é para a justiça do Reino de Deus, e não para outra justiça.

Para o Papa, três as realidades emblemáticas que mostram uma "mudança epocal" na América Latina e que fortaleceria a construção de um projeto para o futuro: as mulheres, porque "a esperança na América Latina tem um rosto feminino; os jovens", porque neles vive o anti-conformismo e a rebelião necessárias para promover mudanças reais e não apenas estéticas; e, finalmente, os mais pobres e marginalizados porque na relação privilegiada com eles, “a Igreja manifesta a sua fidelidade como esposa de Cristo".

O Papa pediu uma nova presença de católicos na vida política, não no sentido de apresentar novos rostos, mas novas alternativas que deem voz aos movimentos populares e que "exprimam as suas autênticas lutas". E ele afirmou com força que "a própria fé cristã pode levar a compromissos diferentes. A partir daqui, o convite de Francisco para viver a fé com grande liberdade e a "jamais acreditar que há apenas uma forma de compromisso político para os católicos”.

Silvonei José – Cidade do Vaticano
https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2019-03/editorial-forma-concreta-amor-proximo.html

HOMILIA DO DOMINGO: A TENTAÇÃO DO DESERTO! VENCIDA POR AMOR...



HOMILIA DO 1° DOMINGO DA QUARESMA – ANO C
Ir ao deserto. Na primeira leitura, vemos que o Povo de Israel fundamenta a sua fé em algo bem concreto: Deus conduziu Abraão, e depois o Povo todo para um êxodo, uma saída. O Povo viveu uma experiência pascal, indo ao deserto e também experimentando um Deus que liberta r que faz aliança; mas também um Deus que põe à prova. Jesus[A1]  também vai ao deserto, preparando-se para o seu ministério que será uma grande Páscoa – a passagem da morte para a vida.

O deserto é o lugar da tentação. O Povo de Israel foi tentado ao viver uma experiência de total despojamento, o que o trouxe a tentação de desconfiar de Javé. Jesus, conduzido pelo Espírito, viveu esta experiência antes de sua vida pública. Os padres eremitas da antiguidade viam o deserto como o lugar de luta contra o demônio: no silêncio e na solidão se revela os males do interior dos eremitas. Ao se deparar com o seu verdadeiro eu, aprendiam a vencer aquilo que se opunha ao projeto de Deus.

Jesus é tentado no deserto. Jesus é humano em todas as suas ações, pensamentos e sentimentos: Ele sente sede e fome, fica frustrado com seus amigos, enfurece-se com os vendilhões, chora no túmulo de Lázaro, muda de ideia com a insistência da Cananéia... E tal fato se evidencia na tentação. Ele, como qualquer um de nós, é tentado a sucumbir, a falhar, a se render ao prazer, ao ter, ao poder... São essas as três forças que se opõem ao projeto do Pai, que foi assumido pelo Senhor:

1.    “Se és filho de Deus, manda que estas pedras se mudem em pão” (Lc 4, 3). É a tentação de buscar ser saciado a todo custo. Nós queremos ser saciados, precisamos de alimento, de abrigo, de proteção... Torna-se perigoso quando nos esquecemos a sacies do pão da Palavra. Deus não está a serviço de nossos caprichos, mas deseja antes que nos orientamos para sua vontade. Por isso, Jesus responde: ”Não de pão vive o homem! (Lc 4,4).

2.     “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória...” (Lc 4,6). O diabo é o doador dos bens deste mundo. É fácil perceber como nos curvamos diante dos bens deste mundo. É preciso os extremos do acúmulo egoísta como aquele homem que guardou tudo no celeiro e foi surpreendido pelo fim da vida, como o extremo do consumismo que realiza a busca da felicidade na obtenção dos bens anunciados pela mídia, proclamados como segurança.

3.    “Se és filho de Deus, atira-te daqui para baixo!” (Lc 4,9). É a tentação de se usar o poder para o exibicionismo, em benefício próprio. Também queremos o prestígio, o reconhecimento, a fama, o respeito. Somos tentados a fazer o mau uso do poder para obter tudo isso. Pais, mestres, chefes, religiosos... De alguma forma, todos nós temos algum poder. O que fazemos com ele?

O Diabo se afastou e voltará no tempo oportuno. Não apenas para tentar a Jesus, mas para tentar a cada um de nós. É tempo de tomarmos consciência de nossa fraqueza, certos de que eliminar todo o mal do coração é um processo para a vida toda.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba - PR


FONTE: NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.

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