quarta-feira, 27 de abril de 2016

RESPONSABILIDADES DA CATEQUESE NAS DIOCESES (ARQUIDIOCESES)

Você sabe a quem cabe determinar que itinerário utilizar na catequese? Que subsídios utilizar? Quais temas/roteiros devem ser usados? Quanto tempo deve durar a catequese? Quais as idades para a catequese de crianças, jovens e adultos?


Isso é responsabilidade das DIOCESES ou ARQUIDIOCESES, na pessoa do BISPO DIOCESANO e da Comissão (Arqui)Diocesana de Catequese, estabelecida para este fim!

SAIBA MAIS:

No capítulo OITAVO do DNC - LUGARES E ORGANIZAÇÃO DA CATEQUESE, encontramos o item 327 que faz parte do nº 2 do capítulo, que disciplina o ministério da Coordenação e a organização da catequese.

Aqui, neste item encontramos as responsabilidades desta organização em nível diocesano, a saber:

(...)
327. A organização da catequese na diocese tem como ponto de referência o bispo e sua equipe de coordenação. A COORDENAÇÃO DIOCESANA DA CATEQUESE, formada por uma equipe (bispo, padres, diáconos, religiosos e catequistas), assume TAREFAS FUNDAMENTAIS, como:

a)  buscar uma visão clara da realidade geográfica, histórica, cultural, socioeconômica e política da diocese;
b)  perceber os desafios, as ameaças e as oportunidades com relação à prática catequética;
c)  elaborar um planejamento com objetivos claros, ações concretas, integrado com a pastoral da diocese;

d)  estabelecer os itinerários e a modalidade da catequese segundo a pedagogia catecumenal para as diversas idades, especialmente para adultos, tanto batizados como não-batizados;

e)  discernir sobre a idade, duração das etapas, celebrações e outros elementos necessários para o bom andamento da catequese;

f)  elaborar ou indicar para toda a diocese instrumentos necessários para a educação da fé de seus membros, como: textos, manuais, subsídios, programas para diferentes idades;

g)  promover uma aprimorada formação dos catequistas, sobretudo das coordenações paroquiais, envolvendo-os em jornadas, reuniões, escolas catequéticas, retiros, momentos de oração e de confraternização;

h)  apoiar as coordenações paroquiais em suas iniciativas, dando-lhes sustento através de reuniões, subsídios, jornais catequéticos, revistas;

i)  criar e organizar escolas catequéticas diocesanas com programas e conteúdos adequados à realidade, com maior atenção à formação bíblica, litúrgica e metodológica;
j)  prover fonte de recursos e uma sustentação econômica para o projeto catequético diocesano;
k)  integrar a catequese com a liturgia, os ministérios, as pastorais e ações prioritárias assumidas;
l)  efetivar os compromissos assumidos em nível nacional e aprovados pela CNBB, entre eles a elaboração ou renovação do Diretório Diocesano de Catequese;
m)  ler, estudar e aprofundar documentos elaborados em nível nacional, latino-americano e da Sé Apostólica, e colocá-los em prática com os catequistas;
n)  participar com responsabilidade das reuniões efetivadas em nível regional;
o)  utilizar os meios de comunicação e a internet para possibilitar um intercâmbio e maior aprofundamento;
p)  detectar os “novos areópagos” (espaços) da catequese no âmbito da diocese.

São quinze itens elencados, todos da maior importância, para o bom andamento do processo catequético nas Igrejas particulares (dioceses). No entanto, a que ser observar e destacar os itens D, E, F, que disciplinam sobre ITINERÁRIOS (temas), PEDAGOGIA CATECUMENAL, IDADE e indicação de LIVROS, SUBSÍDIOS para a catequese. Já os itens G e H, disciplinam a FORMAÇÃO de CATEQUISTAS e COORDENAÇÕES.

Portanto, NÃO CABE A NENHUM CATEQUISTA EM PARTICULAR, ou qualquer coordenação paroquial, DECIDIR sobre qual ITINERÁRIO adotar, ou seja, quais TEMAS abordar, qual o TEMPO necessário para a catequese, que MODALIDADE de catequese utilizar e quais DIMENSÕES atingir com a catequese. A catequese existe para conduzir o processo de iniciação à fé, para levar à espiritualidade e à vida cristã, promovendo a integração do catequizando com a comunidade e a experiência enriquecedora dos sacramentos, sinais marcantes na caminhada dos discípulos de Jesus.

Lembrando também que a catequese, por ser educação orgânica e sistemática da fé, se concentra naquilo que é comum para todo cristão, educa para a vida de comunidade, celebra e testemunha o compromisso com Jesus. Ela exerce, portanto, ao mesmo tempo, as tarefas de iniciação, educação e instrução (conforme DGC 68). É um processo de educação gradual e progressivo, respeitando os ritmos de crescimento de cada um.

Todas estas informações estarão concentradas nos DIRETÓRIOS ou ORIENTAÇÕES DIOCESANAS. Existe, ou deve existir, uma Comissão em cada diocese, constituída para este fim. Informe-se!



FONTES:
Diretório Nacional de Catequese.
Documento da CNBB – 84. item 327, pg 184 – Brasília: Edições CNBB, 2006.
Disponível em: http://www.cnbb.org.br/publicacoes-2/documentos-cnbb







Diretório Geral para a Catequese (Santa Sé).
Congregação para o clero. Disponível em:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cclergy/documents/rc_con_ccatheduc_doc_17041998_directory-for-catechesis_po.html

Iniciação à Vida Cristã: Um Processo de Inspiração Catecumenal.
Estudo da CNBB – 97.
DNC – Diretório nacional de catequese,


sábado, 23 de abril de 2016

HOMILIA DO 5º DOMINGO DA PÁSCOA - ANO C





“Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei.” Jo 13, 34
Jesus pronunciou estas palavras ao final da última ceia e seguramente os discípulos não a haviam entendido em sua profundidade. Eles ainda não sabiam nada sobre o mistério da cruz. Não podiam imaginar até que ponto Jesus estava disposto a amá-los.

Escutando aquelas palavras, naquela noite de festa, no banquete de Páscoa, acredito que haviam dito: faremos isso muito bem! Amaremos como nos amou. Haviam recordado os momentos bonitos que haviam vivido juntos naqueles anos. Ou ainda, pensavam que também eles deveriam fazer alguma festa para seus amigos, que deveriam convidá-los para partilhar de suas alegrias... Quando naquela mesma noite Jesus foi preso pelos soldados, os discípulos foram tomados pelo medo e pelo pânico e todos fugiram... E Jesus até os ajudou a fugir... Se é a mim que quereis, deixem que eles se vão. Ali apenas começava a grande prova de amor que Jesus queria lhes dar... Jesus estava disposto a dar sua vida por seus amigos. Estava disposto a permitir que o torturassem... Estava disposto a levar a cruz em seus ombros... Estava disposto a ser escravo em uma cruz... Estava disposto a perdoar a todos os que o haviam feito mal... Estava disposto a dar até o seu espírito... Estava disposto a deixar que abrissem seu coração com uma lança. Estava disposto a entregar até a sua última gota de sangue... E tudo isso para dizer que seu amor era assim, capaz de não pensar em si mesmo, e se dar completamente, capaz de amar até o fim, até se anular completamente.

Os discípulos, ainda que tenham fugido, souberam de tudo o que havia acontecido. Mas naqueles dias estavam com tanto medo, tão transtornados que seguramente nem conseguiam pensar direito nos acontecimentos da cruz... É somente quando se encontram com Cristo ressuscitado uma, duas, três e muitas vezes, que lentamente vão perdendo o medo, e começam a recordar, refletir e entender muitas daquelas palavras que Jesus lhes havia dito antes. A ressurreição de Cristo enchia de luz cada uma de suas palavras ditas anteriormente. Agora eles podiam compreender o que antes parecia um enigma. Agora eles podiam entender o novo mandamento. O mandamento antigo era: Ama teu próximo como a ti mesmo! Este era já um mandamento bastante exigente, pois cada um acredita que tem mais direito que os demais. Nosso egoísmo nos faz muito generosos conosco mesmos e muito exigentes com os demais. Mas, do mesmo modo o critério do amor neste caso, ao final, sou sempre eu. Agora Jesus lhes havia dito: meus discípulos devem assumir um novo critério para o amor. Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Agora o critério não é mais: devo amar aos demais tanto quanto me amo. O critério agora é Jesus Cristo, devo amar como ele me amou, isto é, até o estremo, dando minha vida por meus amigos.

Quem ama aos demais como ama a si mesmo, já faz uma grande coisa, mas não será capaz de dar a vida, de aceitar até uma injustiça, não será capaz de se sacrificar pelos outros, pois o critério será sempre o amar a si mesmo... Mas quando o critério é Jesus Cristo, o amor se transforma em algo muito mais exigente.

Que Cristo ressuscitado nos de a graça do Espírito Santo, e que ele nos ensine a amar como Ele nos amou...
 
O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor te faça brilhar o seu rosto e tenha misericordia de ti.
O Senhor volva seu olhar carinhoso e te de a PAZ.
Frei Mariosvaldo Florentino, Capuchinho.

DEUS ESTÁ NO TEMPO COMUM...


Deus está no tempo comum...
Opa, opa! Mas, ainda estamos no Tempo Pascal! Como pode ser?

Deus não está à minha espera num lugar que eu não habito. Deus não me chama para encontrá-lo onde eu não sei onde fica. Precisamos de uma Mística do Quotidiano, o Deus do Tempo Comum, o Tempo Comum de Deus, o Tempo de um Deus Comum. É na realidade da minha vida que Deus está comigo. 

Esse “eu” ideal que você tem na cabeça não está mais perto de Deus do que esse “eu” concreto que você é! Deus te ama, a você!!! Deus não ama um “eu” ideal, porque Deus não ama o que não existe! Deus não ama uma projeção sua, um ideal seu, um superego. Mas a você. Nenhum ideal é filho de Deus. Só pecadores como você e eu. 

É no dia-a-dia concreto da sua vida que Deus te chama. É essa sua vida concreta que é a sua vida espiritual! Deus não vem bater numa porta que você não tem… É à sua porta, concreta, no concreto em que você habita, que Deus está à espera. 


Pe. Rui Santiago - CER

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO