sexta-feira, 26 de maio de 2017

VISITAS ÀS FAMÍLIA OU CATEQUESE “EM CASA”


A visita às famílias dos nossos catequizandos, é uma ação missionária nossa. E, nestes tempos, onde nossas famílias estão tão alheias à catequese dos seus filhos, é quase uma “meta” em nosso planejamento. A catequese “só” com as crianças, já não atinge mais o objetivo de completar a catequese feita pela família. Pelo simples fato de que a família já não é mais “catequizadora”. Mas, como fazer estas visitas nos dias de hoje? Não raras vezes, batem à porta nas nossas caras! É o “medo” do envolvimento, a falta de segurança, a falta de tempo e a falta de vontade mesmo.

Tenho visitado a casa dos meus catequizandos, desde que comecei a atuar na catequese. Mas, essa visita, precisa de uma certa "estratégia" da nossa parte. Simplesmente ligar para uma família e dizer "olha, sou catequista do seu ou sua filho (a) e gostaria de te fazer uma visita", realmente é complicado. As pessoas estão "desconfiadas" por natureza e - não vamos ser hipócritas - elas têm medo de que a gente seja mais uma "testemunha de jeová" batendo à sua porta para fazer “pregação” ou, pior ainda, admoesta-los a respeito da formação religiosa de seus filhos. É preciso primeiro "conquistar" a confiança e a amizade deles. Mas, como? Se há pais que nunca aparecem na catequese ou na Igreja? É no dia da inscrição e nunca mais.

Como fazer? Como quebrar esta barreira?

Esta visita não precisa ser algo “formal” e feita só por você. Podemos "levar junto" nestas visitas, as próprias crianças/jovens da turma. Claro que se você tiver uma turma enorme, fica complicado. Precisa aí planejar encontros em locais diferenciados para envolver as famílias. Por isso, o ideal é sempre ter no máximo 12 catequizandos. Se o número for maior, é praticamente impossível conhecer a família de todos. A catequese precisa ser “personalizada” e não de “baciada”.

Comece então, abrindo a sua própria casa. A primeira visita sempre precisa ser uma iniciativa da nossa parte. Um convite para a turma vir à sua casa, conhecer a sua família. Para um "encontro" com os catequizandos mesmo! Que pode ser no horário normal ou num final de semana, num horário mais “light”, em que os pais possam participar se sentirem vontade. Um convite para um lanche, um almoço até, assistir um filme... tudo bem organizado antes com os pais, que levam e buscam seus filhos. Organize caronas, faça caminhadas se há segurança para as crianças.

Depois vem outro convite: "Vamos fazer encontro na casa de vocês, também?". Convide-se para fazer o encontro na casa dos seus catequizandos. Sonde. Converse com os pais no grupo do Whatsapp ou Facebook a respeito, telefone. Veja a agenda deles. Pode ser que nem todos possam, mas vá onde for acolhido (a) e for possível.

Obviamente que já tive "nãos" bem redondos dos pais. Assim como tive mãe que saiu para deixar a gente "mais à vontade" e, de quebra, deixou o filhinho pequeno para a irmã/catequizanda cuidar. Também já tive reclamação de outros catequistas ao pároco, porque eu estava "inventando moda". Já tive "proibição" de coordenadora. Assim como já tive reclamação de pais (agentes de pastoral como eu), diretamente ao pároco, alegando que eu estava "tirando" as crianças da paróquia; pais reclamando que o encontro estava demorando muito...

Mas, tive também experiências maravilhosas de ACOLHIDA. Alegria da família por estar recebendo a visita da “Igreja” em suas casas; famílias inteiras participando do encontro, avós - até padrinhos e madrinhas! -; testemunhos emocionados de pais sobre esta visita; e, sobretudo, uma maior INTERAÇÃO e fortalecimento da amizade entre os catequizandos. Encontramo-nos tão pouco! É só uma vez por semana. Conhecer o lar de cada um, aproxima, traz pertença, confiança, aumenta nosso tempo juntos.

Mesmo usando temas do seu roteiro, faça encontros “leves”, lúdicos, brinque com as crianças/jovens do que eles gostam de brincar. Dê tempo a eles para ficarem a sós enquanto você conversa com a família. Incentive que mostrem sua casa aos amigos. Leve água benta e abençoe a casa da família. Faça uma oração com todos. APROXIME-SE!

E nunca leve um “não” como resposta final. Às vezes, parece até desanimador, mas, eu sempre "bati nas portas", quem abriu, eu entrei. E vou continuar batendo!

Ângela Rocha
Equipe Catequistas em Formação















HOMILIA: A ASCENSÃO DO SENHOR

A Ascensão é a festa que marca uma nova forma do Senhor estar presente. Não somos adoradores de um defunto que ficou enterrado no passado, mas temos certeza de que Ele está aqui em nossa história. No Céu e ao mesmo tempo em nosso peregrinar.“Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. 

Ainda assim alguns duvidaram” (Mt 28,17). Incrível o que nos traz o Evangelho de Mateus. Embora estivessem vendo o Senhor, ainda vacilavam em sua fé, como é possível?! Realmente, é difícil crer. Também nós vacilamos na caminhada. O interessante é perceber que os discípulos, mesmo duvidando, se prostraram. Ou seja, havia uma intenção em crer, um desejo de ser incendiado pelo Senhor. Quando nos sentimos frios e duros para crer e seguir, quando não nos percebemos dignos, podemos também nos prostrar e esperar Nele, confiando em seu amor.

“Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt 28,20). Jesus não prometeu que, depois de sua subida ao Céu, cessariam os problemas. Jesus não prometeu a cura de todas as doenças e o desaparecimento de todos os infortúnios. Não! O que Ele prometeu? Que sempre estará conosco, ao nosso lado, caminhando junto de nós, até o fim dos tempos.
Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos (Ef 1,18). Olhar para o Céu, como fizeram os discípulos, não deve ser um gesto de imobilidade, mas de abertura para a esperança de um dia participarmos da vida plena que o Senhor prepara para cada um de nós. Esta é a razão de nossa esperança, recebida através de nossa vocação.
Pe. Roberto Nentwig

Arquidiocese de Curitiba - PR

quinta-feira, 25 de maio de 2017

CATEQUESE DO PAPA

 EUCARISTIA: "O CÉU COMEÇA COM ESTA COMUNHÃO COM JESUS

"Alimentarmo-nos do “Pão da Vida” significa entrar em sintonia com o coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, os seus comportamentos"

 “O pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”. O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida foi o tema da alocução do Papa Francisco.

O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida, “que é também o Sacramento da Eucaristia” – proposto pelo Evangelho de João – oferece ao Pontífice a ocasião para refletir sobre as palavras de Jesus: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. Palavras que provocaram estupor em quem o ouvia, “o que era compreensível”. Jesus – explica o Papa -  “usa o estilo típico dos profetas para provocar nas pessoas – e também em nós – questionamentos e, no final, provocar uma decisão”:

“Primeiro as perguntas: o que significa “comer a carne e beber o sangue” de Jesus? É só uma imagem, uma maneira de dizer, um símbolo, ou indica alguma coisa de real? Para responder, é necessário intuir o que acontece no coração de Jesus enquanto parte os pães para a multidão faminta. Sabendo que deverá morrer na cruz por nós, Jesus se identifica com aquele pão partido e partilhado e isto se torna para ele o “sinal” do Sacrifício que o espera. Este processo tem o seu ápice na Última Ceia, onde o pão e o vinho tornam-se realmente o seu Corpo e o seu Sangue. É a Eucaristia, que Jesus nos deixa com um objetivo muito preciso: que nós possamos nos tornar uma só coisa com ele”.

“A comunhão – afirmou o Papa - é assimilação: comendo-o, nos tornamos como ele. Mas isto requer o nosso “sim”, a nossa adesão de fé”. À propósito dos questionamentos em relação à participação na missa, do tipo “vou à Igreja quando sinto vontade ou, rezo melhor sozinho”, o Papa faz um alerta:

“Mas a Eucaristia não é uma oração privada ou uma bonita experiência espiritual, não é uma simples comemoração daquilo que Jesus fez na Última Ceia. Nós dizemos, para entender bem, que a Eucaristia é “memorial”, ou seja , um gesto que atualiza e torna presente o evento da morte e ressurreição de Jesus: o pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”.

Se comungamos com fé, nos alimentando de Jesus – observou o Pontífice – a Eucaristia “transforma a nossa vida, a transforma em um dom a Deus e em um dom aos irmãos”, pois “ é Jesus mesmo que se doa inteiramente a nós”:
Alimentar-se daquele “Pão da Vida” “significa entrar em sintonia com o coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, os seus comportamentos. Significa entrar em um dinamismo de amor e se tornar pessoas de paz, pessoas de perdão, de reconciliação, de partilha solidária. O próprio Jesus fez isto”.

“Viver em comunhão real com Jesus nesta terra – observou Francisco - nos faz desde já passar da morte para a vida. O céu começa justamente na comunhão com Jesus”.

No céu já nos espera Maria nossa mãe - nós celebramos ontem este mistério. Que ela nos alcance a graça de nutrirmo-nos sempre com a fé de Jesus, Pão da vida.

Após a récita do Angelus, o Papa saudou os peregrinos presentes e, em especial, dirigiu uma saudação aos numerosos jovens do movimento juvenil salesiano, reunidos em Turim nos lugares de São João Bosco para celebrar o bicentenário do seu nascimento. “Vos encorajo a viver no quotidiano a alegria do Evangelho, para gerar esperança no mundo”, afirmou.

Ao despedir-se, como de costume, Francisco desejou a todos “um bom domingo” e pediu “por favor, não se esqueçam de rezar por mim! Um bom almoço e até logo!”.

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ENCONTRO SOBRE A ASCENSÃO DO SENHOR

SUGESTÃO PARA O ENCONTRO SOBRE ASCENSÃO DO SENHOR: VAMOS ANUNCIAR?
Com a ascensão de Jesus, começa o tempo de se anunciar Jesus como o Senhor de todos os povos. Ele mandou que os apóstolos fizessem de todos os povos discípulos seus.
Nessa missão, ele está sempre conosco, até o fim dos tempos. Assim é indispensável que demos testemunho da nossa fé, para orientar o mundo sobre àquele que é a fonte de nossa prática: Jesus Cristo.
A ideia do testemunho levou a Igreja a fazer da festa da Ascensão, o Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social. A “mídia”: imprensa, rádio, televisão, internet, etc , precisa de uma uma espiritualidade “ativa”, a comunidade eclesial deve se tornar presente na mídia. Como é possível que num país tão “católico” como o nosso, haja tão pouco espírito cristão na mídia e tanto sensacionalismo, consumismo e até ações maliciosas dos meios de comunicação em favor da opressão e da injustiça?
Neste contexto, acredito que um bom exercício para fazer com nossos catequizandos, seria, depois da leitura do Evangelho, focar no "anúncio" e na missão que Jesus nos pediu: ANUNCIÁ-LO a todos os povos.
Aproveite e leia com eles a MENSAGEM DO PAPA para o 51º Dia Mundial das comunicações (está AQUI em nosso blog). 
E depois abra uma discussão com eles de como o anúncio do Evangelho a todos os povos. Peça que criem maneiras de anunciar Jesus nas mídias, em suas redes sociais, em seu whats, enfim... 
Se não for possível, criem cartazes para a comunidade, pequenas "cartas", cartão, bilhete; cartões pra entregar na missa... muitas ideias podem vir daí... peça que usem a sua criatividade para fazer este anúncio.

CLIQUE NOS LINKS E SAIBA MAIS:


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