sábado, 20 de janeiro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: O TEMPO SE CUMPRIU


3º Domingo do Tempo Comum - Ano B
"O tempo se cumpriu, o reino de Deus está próximo. Convertam-se e creiam no Evangelho." Mc 1,15
Segundo o Evangelho de São Marcos, que não traz nenhuma informação da infância de Jesus, mas começa a narrar desde o batismo, essas são as primeiras palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. E por isso são carregadas de significado e capazes de fazer uma verdadeira revolução na nossa vida, se a deixamos.
O texto começa dizendo: "o tempo se cumpriu". Do que está falando? Certamente é da presença de Jesus. Depois de tantos séculos de trevas, chegou a Plenitude dos tempos: o verbo de Deus se fez carne. Deus veio habitar entre nós. Desde quando Jesus se encarnou, já podemos nos encontrar com Deus quando nos queremos. Deus é sempre próximo e disponível. De fato, o tempo de que se fala aqui não é aquele histórico, é do tempo da graça, do tempo existencial.
Em seguida nos diz que "o reino de Deus está próximo". Este reino o sabemos, é o império do amor, da fraternidade, da justiça, da paz…mas que significa dizer que "está próximo"? Significa dizer está a porta, está onde todos podemos encontrar, numa palavra, está a disposição de quem o quiser aceitar. Alguém poderia dizer: se é verdade que o reino de Deus está tão próximo, por que nossa realidade é ainda triste? Ou então, se já faz dois mil anos que estão dizendo "o tempo se cumpriu" porque acontecem tantas barbaridades?
Bem, dissemos acima que o tempo de que nos fala não é o tempo histórico, mas sim o tempo existencial, e aqui está um lindo modo de entender esse texto. Isto significa dizer que HOJE pode ser a plenitude do tempo em minha vida se eu decido ser cristão de verdade, sem brincadeiras, e integralmente. Minha vida poderá transformar-se por completo. Imaginem, se agora decides mudar teus critérios pelos critérios de Jesus. Se começa a olhar as pessoas com os olhos de Jesus ( a partir dos teus familiares até os mais pobres, diferentes, pecadores…), a escutar com os ouvidos de Jesus, a amar-lhes com o coração de Jesus. Se desde agora já não te importa de sofrer pelos demais, se te dispõe a carregar com suas cruzes, a dar a outra face, a perdoar até aquele que te cravou, a não entrar em disputa com ninguém, a não te preocupar com as calunias, a viver aqui sabendo-se parte de um outro mundo, onde as pessoas valem muito mais, não somente pelo que fazem ou tem, e sim pelo que são ( Filhos amados de Deus). Sem dúvidas isso significaria que na tua vida "o tempo se cumpriu" e " o reino que estava próximo" se transformou em uma realidade. Se olhamos a história encontramos muitos ( muitíssimos) exemplos de gente que fez isso na sua vida. Por exemplo São Paulo, São Francisco, São João Bosco, Madre Teresa de Calcutá… e tantos outros seguramente que também você conhece pessoalmente, pois muitos deles vivem entre nós . São pessoas que um dia decidiram e disseram: "HOJE se cumpriu o tempo em minha vida", e se transformaram em símbolos da presença de Deus nesse mundo, e neles o reino de Deus se fez presente na história. São pessoas com coragem de viver a plenitude da vida, que resistem aos critérios do mundo, que se alimentam da sua palavra e da Eucaristia e mesmo contra a corrente, seguem testemunhando que o tempo se faz pleno quando nós o abraçamos.
A segunda parte dizia: "Convertam-se e creiam no Evangelho". Essa palavra "converter-se” se olhamos no grego ( como foi escrita por Marcos) descobrimos que quer dizer "mudar de mentalidade", não só chorar pelo que se fez de mal no passado, mas muito mais decidir-se a praticar o bem de agora em diante. Deus não está tão interessado no passado. Tenha acontecido seja lá o que for, Deus pode curar, esquecer e perdoar. Ele está muito interessado no futuro, no que nos dispomos a ser e fazer. É conversão do coração. É mudança radical e profunda . Não é somente uma maquiagem.
A autentica conversão sem duvidas é "acreditar no Evangelho"; é aderir a boa nova, é assumir o seu conteúdo como um projeto de vida possível a todos. É bom dizer que esse desafio não é somente para os que são sacerdotes, os freis e as irmãs. É para todos. Para os casados, os trabalhadores, os jovens, os anciãos, os letrados, os simples, os empresários, os mendigos,… todos somos convidados a realizar concretamente na historia o reino de Deus. Nas frases seguintes do Evangelho deste domingo aparece duas vezes a palavra "imediatamente o seguiram". Que lindo se nós fizéssemos o mesmo : imediatamente.

O Senhor te abençoe e te guarde,
O Senhor faça brilhar sobre ti o seu rosto e tenha misericórdia de ti.
O Senhor mostre o seu olhar carinhoso e te dê a PAZ.

Frei Mariosvaldo Florentino, capuchinho.

FONTE: Gotas de Paz - 734 - Freis Capuchinhos.

CATEQUISTAS SÃO LUTADORES TAMBÉM...


Dos tatames à catequese: conheça a história do lutador de MMA que virou catequista!

Campeão de jiu-jitsu e ex-competidor do UFC, Galeto entrou na catequese só para casar, mas acabou se apaixonando por sua fé.

Ao olhar para atletas de lutas marciais, com seu físico impressionante e aquela cara de sério, nem sempre conseguimos imaginar que a vida deles fora do tatame pode ser bem diferente. Por exemplo: já se imaginou tendo catequese com um professor que tem como profissão o ensino do jiu-jitsu e que, inclusive, já esteve em grandes competições nacionais e internacionais e até em eventos do UFC? Pois é exatamente isso que Wagner Campos, o Galeto, faz.

O esporte sempre esteve presente na vida de Galeto, mas a igreja não. Atleta desde a infância, foi no jiu-jitsu que ele se encontrou – e foi através disso que ele chegou até o MMA (Mixed Martial Arts). O jiu-jitsu sempre foi sua paixão, mas no MMA ele viu uma maneira de viver e sustentar sua família.

Galeto em ação. Foto: Arquivo pessoal.
A igreja foi entrando em sua vida aos poucos, quando ele se casou. A família de sua esposa é bastante devota de Nossa Senhora de Perpétuo Socorro e costuma ir sempre à novena no santuário que reúne multidões todas as quartas-feiras em Curitiba. “Minha primeira experiência com a Igreja e com Deus foi ali”, lembra-se. Como ele treinava, mas ainda não havia conseguido uma oportunidade de lutar, resolveu pedir ali, em oração. “Meses depois o pedido se realizou e estreei num evento em Santa Catarina. Lutei, venci e deu tudo certo. Mas a relação com a igreja ainda era de ignorância”, conta.

Em 2012 ele teve a oportunidade de participar de uma seletiva para participar de um programa do UFC chamado The Ultimate Fighter. A concorrência era grande, mas ele entrou e assim chegou às lutas do UFC – um momento importante na sua carreira. Hoje está aposentado do MMA, mas coleciona títulos no jiu-jitsu: é campeão sul-brasileiro e sul-americano, medalhista no mundial e terceiro lugar no Campeonato Europeu de Jiu Jitsu, em Portugal.

Paixão

O caminho de Galeto na Igreja começou como o de muitos brasileiros: ele e a esposa eram casados somente no civil, mas ela queria casar na Igreja. Galeto, porém, não tinha recebido os outros sacramentos de iniciação cristã – a eucaristia e a crisma –, além do batismo. Para isso, ele precisava entrar no catecumenato, o processo catequético específico para adultos.

Ele até se inscreveu, mas acabou não indo aos encontros, porque não via muito sentido naquilo tudo. “Imagina que na primeira comunhão da minha filha mais velha, eu dei preferência para uma luta que eu participaria no dia”, conta. Mas, como diz Galeto, “uma semente de Deus plantada no coração, uma hora cresce”. E foi assim.

Um dia, passando perto de uma paróquia no bairro Portão, em Curitiba, ele viu uma placa comunicando um casamento comunitário. Um dos requisitos para isso? A catequese. Então, incomodado com a situação, Galeto se inscreveu e começou a catequese, em 2015. “Ali comecei a ser católico de verdade. Minha ansiedade nem era mais só casar, mas era me aproximar da eucaristia e dos sacramentos”, explica. “Ao entender a Igreja, comecei a me apaixonar por Cristo”.

Catequista
Galeto, a esposa e as filhas, 
no Santuário de Nossa Sra. do Perpétuo Socorro, 
em Curitiba. Foto: Arquivo pessoal.
A experiência de fé levou o lutador a mergulhar no estudo bíblico. “Eu nunca fui de ler, mal estudei, mas comecei a ler a palavra de Deus e dali fui para outros livros e documentos da Igreja”. Foi durante uma de suas meditações que algo lhe chamou a atenção. Lendo Jeremias 1, 5 – que diz: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações” – Galeto compreendeu: “Ali entendi que ele sempre está comigo e que me quer pregando a palavra dele”, diz.

E o convite chegou: Galeto foi chamado a ser catequista e começou a dirigir encontros de catequese de adultos. “Ali posso fazer para outros o que um dia fizeram de bem para mim”, diz. Assim, o ex-lutador de MMA e campeão de jiu-jitsu se tornou catequista. Preconceito? Segundo ele, só dele mesmo. Embora a recepção das pessoas sempre fosse ótima, Galeto se incomodava com o seu visual. “Mas, entendi que meus músculos são da profissão: não é vaidade!”, comenta. Hoje, essas características o ajudam a dar testemunho de fé para crianças e adultos e assim cumprir seu papel como catequista.

Para ele, os verdadeiros lutadores do mundo são os catequistas. Eles têm a missão de dar a catequese e levar Deus às crianças cujos pais nem sempre são próximos da Igreja – crianças que estão ali somente por obrigação ou costume. “Em Curitiba temos uma paróquia preocupada e que nos dá muito suporte, mas sei que muitas vezes não é assim e lá estão os verdadeiros lutadores”, finaliza.

Testemunho

Foi por meio do testemunho de vida de Galeto, hoje com 36 anos, que o assistente de controladoria e também lutador de jiu-jitsu, Márcio Luiz dos Santos, de 38, encontrou o caminho da fé. Nascido em uma família católica, a catequese em sua vida sempre foi algo imposto. “Meus pais falavam para eu ir, mas não me davam exemplo participando da Igreja”, comenta Márcio.
Márcio, a esposa e o filho. 
Foto: Arquivo pessoal.
Ele tinha todos os sacramentos, casou-se na Igreja, confessou-se uns dias antes, mas conta: “Mal sabia o que eu estava fazendo”. Junto com sua esposa participava de missas no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Curitiba, mas nada além disso.

Aluno de jiu-jitsu de Galeto há nove anos, Márcio foi percebendo a mudança na vida do professor após a conversão. Ele esteve no casamento de Galeto e um detalhe na celebração despertou ainda mais o seu fascínio. “Na hora em que ele recebeu a comunhão, o semblante dele me tocou. Ele recebeu a comunhão e voltou chorando”, lembra Márcio.

Certo dia, ao final de uma aula, Galeto perguntou a Márcio quando havia sido sua última confissão. Márcio respondeu que a última vez tinha sido há pelo menos 10 anos, quando se casou. Galeto convidou o amigo a revisitar a experiência e lhe emprestou o livro Libertos pela misericórdia de Deus, do padre Silvio Roberto. Foi quando tudo começou a fazer sentido para Márcio.

Ele decidiu mudar de vida. Confessou-se um dia antes de seu aniversário, há dois anos. Desde então ele e a família estão ativos na Igreja. Márcio e a esposa são ministros extraordinários da comunhão eucarística e atuam em algumas pastorais. O filho de cinco anos também é bem ativo: há um ano, decidiu que queria ser coroinha.

Márcio continua sendo aluno de Galeto. Começou na faixa branca e há algum tempo conquistou a preta. O exemplo de vida e de dedicação à família e à Igreja de Galeto, continua sendo importante para a construção da vida cristã de Márcio. “Aprendi muito mais do que jiu-jitsu com ele. Quando as pessoas chegam na academia eu digo que ali não é só a luta, é muito mais”, conta. “Aquilo que mudou na vida dele me despertou. A conversão das pessoas acontece com o nosso testemunho também”, completa.

FONTE: Angélica Favretto -17 de janeiro de 2018. 
http://www.semprefamilia.com.br/ 

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Wagner e Ângela Rocha 
Encontro Arquidiocesano de Formação em 2017.

Wagner Campos Galeto: "Outro testemunho que posso dar aqui: quando comecei esta missão na catequese, me senti perdido, por mais que tivesse formações (as formações para catequistas não são frequentes), leituras que eu pudesse fazer, etc. mesmo assim me sentia perdido. Aí descobri o grupo Catequistas em Formação e conheci a nossa "mestre" em catequese Ângela Rocha, aí sim, comecei a aprender, ficar mais confiante na missão, porque não basta só vontade, é preciso conhecimento e aqui no grupo eu duvido que alguém fique sem conhecimento e, se o grupo não tiver a resposta para qualquer dúvida, tenho certeza que é por pouco tempo, obrigado CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO."

Ângela Rocha: "Quando eu vi o pedido de adesão ao Grupo e olhei o perfil dessa menino no Facebook, eu logo perguntei a ele: 'Você é catequista?" Pois estranhei aquele moço, "lutador" de artes marciais, cheio de tatuagens, pedindo adesão a um grupo de catequese. Mas, com o "Sim!" convicto que ele me deu, não deixou dúvidas: Aceitei o pedido e hoje o Wagner é um dos nossos colaboradores diretos na administração do grupo. Ele demonstra em seu sorriso, animação e interesse, o quanto ama a missão."



* Wagner é membro do Grupo Catequistas em Formação, desde 07 de novembro de 2016. Hoje é um dos colaboradores e Administradores do Grupo.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CATEQUESE DO PAPA - DESAFIADOS A CAMINHAR NAS BEM AVENTURANÇAS



Homilia do Papa em Missa no Parque O'Higgins, em Santiago, Chile

TERÇA-FEIRA, 16 DE JANEIRO DE 2018.
Viagem do Papa Francisco ao Chile e Peru – 15 a 22 de janeiro de 2018
Santa Missa no Parque O’Higgins – Santiago – Chile
Terça-feira, 16 de janeiro de 2018. Santa Sé.


“Ao ver a multidão…” (Mt 5, 1): nestas primeiras palavras do Evangelho de hoje, encontramos a atitude com que Jesus quer vir ao nosso encontro, a mesma atitude com que Deus sempre surpreendeu o seu povo (cf. Ex 3, 7). A primeira atitude de Jesus é ver, fixar o rosto dos seus. Aqueles rostos põem em movimento o entranhado amor de Deus. Não foram ideias nem conceitos que moveram Jesus; foram os rostos, as pessoas. É a vida que clama pela Vida, que o Pai nos quer transmitir.

Ao ver a multidão, Jesus encontra o rosto das pessoas que O seguiam; e o mais interessante é que elas, por sua vez, encontram, no olhar de Jesus, o eco das suas buscas e aspirações. De tal encontro, nasce este elenco de Bem-aventuranças, o horizonte para o qual somos convidados e desafiados a caminhar. As Bem-aventuranças não nascem duma atitude passiva perante a realidade, nem podem nascer de um espectador que se limite a ser um triste autor de estatísticas do que acontece. Não nascem dos profetas de desgraças, que se contentam em semear decepções; nem de miragens que nos prometem a felicidade com um “clique”, num abrir e fechar de olhos. Pelo contrário, as Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz; de homens e mulheres que conhecem o sofrimento, que conhecem a frustração e a angústia geradas quando “o chão lhes treme debaixo dos pés” ou “os sonhos acabam submersos” e se arruína o trabalho duma vida inteira; mas conhecem ainda mais a tenacidade e a luta para continuar para diante; conhecem ainda mais o reconstruir e o recomeçar.

Como é perito o coração chileno em reconstruções e novos inícios! Como vós sois peritos em levantar-vos depois de tantas derrocadas! A este coração, faz apelo Jesus; para este coração são as Bem-aventuranças!

As Bem-aventuranças não nascem de atitudes de crítica fácil nem do “palavreado barato” daqueles que julgam saber tudo, mas não se querem comprometer com nada nem com ninguém, acabando assim por bloquear toda a possibilidade de gerar processos de transformação e reconstrução nas nossas comunidades, na nossa vida. As Bem-aventuranças nascem do coração misericordioso, que não se cansa de esperar; antes, experimenta que a esperança “é o novo dia, a extirpação da imobilidade, a sacudidela duma prostração negativa” (Pablo Neruda, El habitante y su esperanza, 5).

Jesus, quando diz bem-aventurado o pobre, o que chorou, o aflito, o que sofre, o que perdoou…, vem extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar, de quem deixou de crer no poder transformador de Deus Pai e nos seus irmãos, especialmente nos seus irmãos mais frágeis, nos seus irmãos descartados. Jesus, quando proclama as Bem-aventuranças, vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor, se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou nos fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormentarmos num consumismo tranquilizador (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 2). Aquela resignação que nos leva a isolar-nos de todos, a dividir-nos, a separar-nos, a fazer-nos cegos perante a vida e o sofrimento dos outros.

As Bem-aventuranças são aquele novo dia para quantos continuam a apostar no futuro, continuam a sonhar, continuam a deixar-se tocar e impelir pelo Espírito de Deus.

Como nos faz bem pensar que Jesus, desde Cerro Renca ou de Puntilla, nos vem dizer: “Bem-aventurados…” Sim, bem-aventurado tu… e tu…, bem-aventurados vós que vos deixais contagiar pelo Espírito de Deus, lutando e trabalhando por este novo dia, por este novo Chile, porque vosso será o reino do Céu. “Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).

Perante a resignação que, como uma rude zoada, mina os nossos laços vitais e nos divide, Jesus diz-nos: bem-aventurados aqueles que se comprometem em prol da reconciliação. Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz. Felizes aqueles que se esforçam por não semear divisão. Desta forma, a bem-aventurança faz-nos artífices de paz; convida a empenhar-nos para que o espírito da reconciliação ganhe espaço entre nós. Queres ser ditoso? Queres felicidade? Felizes aqueles que trabalham para que outros possam ter uma vida ditosa. Queres paz? Trabalha pela paz.

Não posso deixar de evocar aquele grande Pastor que teve Santiago e que disse num Te Deum: “Se queres a paz, trabalha pela justiça” (…). E se alguém nos perguntar: “Que é a justiça?” ou se porventura consiste apenas em “não roubar”, dir-lhe-emos que existe outra justiça: a que exige que todo o homem seja tratado como homem” (Cardeal Raúl Silva Henríquez, Homilia no Te Deum ecuménico, 18/IX/1977).

Semear a paz à força de proximidade, de vizinhança; à força de sair de casa e observar os rostos, de ir ao encontro de quem se encontra em dificuldade, de quem não foi tratado como pessoa, como um digno filho desta terra. Esta é a única maneira que temos para tecer um futuro de paz, para tecer de novo uma realidade sempre passível de se desfiar. O obreiro de paz sabe que muitas vezes é necessário superar mesquinhezes e ambições, grandes ou subtis, que nascem da pretensão de crescer e “tornar-se famoso”, de ganhar prestígio à custa dos outros. O obreiro de paz sabe que não basta dizer “não faço mal a ninguém”, pois, como dizia Santo Alberto Hurtado: “Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem” (Meditación radial, abril de 1944).

Construir a paz é um processo que nos congrega, estimulando a nossa criatividade para criar relações capazes de ver no meu vizinho, não um estranho ou um desconhecido, mas um filho desta terra.


Confiemo-nos à Virgem Imaculada que, do Cerro San Cristóbal, guarda e acompanha esta cidade. Que Ela nos ajude a viver e a desejar o espírito das Bem-aventuranças, para que, em todos os cantos desta cidade, se ouça como um sussurro: “Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).



BATISMO DE CRIANÇAS EM IDADE DE CATEQUESE


Não é incomum, termos crianças inscritas na catequese que chamamos de “Eucaristia”, que ainda não receberam o batismo. Seja pela conversão tardia do pais ou abandono temporário da fé, seja por outro motivo. Consideremos aqui, que esta é, sem dúvida, uma oportunidade para convidar a família para o Catecumenato de Adultos, mesmo que os responsáveis/pais já tenham recebido todos os sacramentos da iniciação.

Como tratar a iniciação destas crianças e a que tempo deve ser o batismo destas crianças, é uma dúvida comum dos catequistas.

Observemos que, normalmente, cada diocese tem orientações para a sua Igreja Particular, a respeito dos sacramentos, que devem ser observadas. Estas orientações ou fazem parte dos Diretórios Litúrgicos, sacramentais ou catequéticos. Abaixo citamos as orientações da Arquidiocese de Curitiba que comumente, coincide com as de outras dioceses. Mas, antes de estabelecer normas no seu Diretório ou itinerário paroquial, é bom buscar as informações e orientações do Bispo de sua diocese.

O Diretório Arquidiocesano de Curitiba orienta o seguinte em seu Art. 41:

“Uma criança não batizada, que tenha idade suficiente para ser catequizada, só pode ser aceita para o batismo depois de pelo menos um ano de catequese. Com a devida preparação para este sacramento”.

Ainda no Art. 41, parágrafo único: (...) completados os 7 anos, desde que tenha uso da razão, a criança não deve ser batizada segundo o ritual para o batismo de crianças. (“Criança” nesse caso, é a pessoa que ainda não atingiu os sete anos, idade da razão segundo orientações do CIC  Cân 97 e 99).

Ou seja, os ritos do batismo são os do catecumenato (RICA), onde há um capítulo com orientações para o batismo de crianças em idade de catequese.

Apesar desta disponibilidade do Diretório Arquidiocesano, em se batizar as crianças com pelo menos 01 ano de catequese, vemos que, com apenas um ano elas ainda não estão preparadas para receber o sacramento. E é bom observar também que os pais, nestes casos, precisam de uma “iniciação à vida cristã” também.

Ao se prever o Batismo de crianças em idade de catequese, que cada comunidade/paróquia busque antes as orientações do seu Bispo, adequando da melhor forma possível, o sacramento ao processo de iniciação a vida cristã destas crianças e suas famílias.

Observe que a orientação na Arquidiocese de Curitiba de “no mínimo um ano de catequese”, nos dá a liberdade de colocar o sacramento conforme a evolução e amadurecimento da criança. Observamos assim, que o “ideal” é que o batismo das crianças na catequese, seja feito na 3ª Etapa, próxima ou junto da primeira eucaristia, onde já se nota uma maturidade maior por parte das crianças e também os pais, que já caminharam com as crianças nas 3 etapas da iniciação, não só acompanhando os filhos à Igreja como participando da catequese familiar.

Como se dá a catequese sobre o Batismo nas várias etapas:

- Na 1ª Etapa, o subsídio “Crescer em Comunhão” prevê um encontro sobre o Batismo de Jesus*, mas, sem conversar sobre o Rito e sem fazer preparação alguma. Como atividade pede-se que as crianças perguntem aos pais sobre o dia do batismo e comparem com o dia do nascimento civil (aqui trabalhamos a “identidade deles, quem eles são), perguntado aos pais para que serve os dois documentos. Não há aqui nenhum aprofundamento com objetivo de “batizar” as crianças não batizadas, mas, deve ser considerada como uma oportunidade para despertar os pais a respeito do batismo e também inserir o tema na catequese familiar. Começa aí a conscientização da importância do sacramento do batismo e a preparação (iniciação) dos pais das crianças não batizadas.

* Aqui a (o) catequista deve ter o cuidado de não gerar constrangimento ou expectativas nas crianças não batizadas. Elas não podem se sentir preteridas junto aos demais e sim, especiais porque vão participar ativamente do rito e ter os amigos junto com elas. Interessante é que se faça uma “pesquisa” antecipada antes de preparar o encontro. É um tempo de graça para todos e como tal deve ser considerado. Reforçando o que pede nossa Igreja:  que a catequese seja “iniciação à vida cristã” e não um curso preparatório para o sacramento.

- Nosso itinerário catequético e o subsídio Crescer em Comunhão, preveem a “catequese dos sacramentos” na 3ª etapa, onde se trabalha nos encontros, os sacramentos da Iniciação: focando o batismo, seus ritos e suas consequências, a Confirmação e a Eucaristia, agora como sinais da graça.

O ideal é que os pais participem dos encontros de batismo, também nesta fase. Aqui há mais maturidade da criança também com relação ao ensino dos conteúdos da fé.

OBS. O Diretório Arquidiocesano pede em seu Art. 34: que pais e padrinhos devem participar de encontros antes do batismo, preparados pela equipe da Pastoral do Batismo. E que esta preparação tenha inspiração catecumenal.

Os sacramentos como parte do processo de Iniciação à Vida Cristã:

A orientação da nossa Igreja, atualmente, é que se se utilize o processo catecumenal de Iniciação à Vida Cristã na catequese, e uma das observações que o Documento 107 da CNBB, recentemente publicado, faz, é que se busque a volta da “unidade” dos sacramentos, separados quando a Igreja começou a batizar os recém-nascidos. Ou seja, é uma oportunidade para que nossas crianças tenham a unidade dos dois sacramentos batismo e eucaristia, feitos, preferencialmente no tempo pascal.

Observemos que ao se batizar uma criança assim que ela comece a catequese, na 1ª etapa, ela ainda não está preparada para este sacramento, e ela tem condições de sê-lo ao longo da catequese junto com as demais crianças. Sem contar a maturidade cristã que ela vai adquirindo e o fato de que seus pais tem a “catequese familiar” também.

O rito do batismo das crianças da catequese se reveste de um momento único, tanta na vida da criança a ser batizada, quando na vida dos seus companheiros de turma, que podem acompanhar e ajudar o catecúmeno (não batizado) neste processo.

INSTRUÇÕES do RICA – Ritual de Iniciação Cristã – Cap. V – Rito de iniciação de crianças em idade de catequese

307. A iniciação dessas crianças supõe tanto a conversão e seu amadurecimento progressivo de acordo com a idade com o auxílio da educação necessária a essa idade. Deve, pois, ser adaptada ao itinerário espiritual dos candidatos, isto é, ao seu crescimento na fé, como à formação catequética que vão recebendo. Por isso, como a dos adultos, a iniciação deve prolongar-se, se for necessário, por vários anos, antes de se aproximarem dos sacramentos, distribuindo-se por diversos degraus e tempos com seus ritos próprios.

310. No que se refere ao tempo das celebrações, é para desejar que, na medida do possível, o último tempo da preparação coincida com o Tempo da Quaresma e que os sacramentos sejam celebrados na Vigília pascal. Mas antes de as crianças serem admitidas aos sacramentos nas festas pascais, tenha-se em conta se elas estão nas devidas condições e se o tempo para a celebração desses sacramentos está de acordo com o grau da instrução catequética que tiveram. Com efeito, procure-se, tanto quanto possível, que os candidatos se aproximem dos sacramentos da iniciação na mesma altura em que os seus companheiros já batizados são admitidos à Confirmação e à Eucaristia.

Aqui vemos, portanto, que o ideal é que se procure batizar as crianças em idade de catequese, quando estas se encontrem preparadas para receber também, a Eucaristia. Que se pese se a Vigília Pascal é o Tempo ideal, conforme os costumes da comunidade. Caso não seja, que a data do batismo dessas crianças seja marcada em outra oportunidade.

Importante é que se procure observar os aspectos referente à Iniciação à Vida Cristã, tanto das crianças, quanto dos pais ou responsáveis, sem atropelo, de forma que o sacramento do batismo seja acompanhado com a dignidade que ele merece.

Ângela Rocha

FONTES:

Crescer em Comunhão. Volume 1. Petrópolis: Vozes, 2014.
Crescer em Comunhão. Volume 3. Petrópolis: Vozes, 2014.
Diretório Arquidiocesano de Iniciação à Vida Cristã. Curitiba: Editora Arquidiocesana, 2013.
CNBB. Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários – Documento 107. Brasília: Edições CNBB, 2017.
RICA – Ritual de Iniciação de Adultos. Sagrada Congregação para o culto divino. São Paulo: Paulinas, 2003.


Conheça mais sobre o BATISMO em:


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A LEITURA ORANTE APLICADA AO ENCONTRO: UMA PROPOSTA

Neste artigo: sugestão de dinâmica para leitura orante no encontro catequético, orientação sobre os passos da leitura orante, cartão para impressão. Praticamente, uma "aula" sobre Leitura Orante" nos encontros de catequese.

A gente escuta muito que “catequese não é escola”. Realmente não é! Mas, nem por isso podemos prescindir de uma certa “metodologia de ensino”. Na verdade, fórmulas e métodos para que o “anúncio” da palavra chegue aos corações e intelecto dos nossos catequizandos. E para isso precisamos de CRIATIVIDADE!

Outro dia eu vi esta imagem:

É um recurso utilizado por professores nas aulas de português. Não sei exatamente como é a dinâmica na aula, mas, achei bem interessante. E fiquei pensando que, tal como nas aulas de português, temos “textos”, “frases” e “palavras” nas leituras bíblicas de nossos encontros. E a forma com que as caixas foram dispostas me fez lembrar os “degraus” da Leitura Orante.

Assim como temos “degraus” a subir no método da leitura orante, podemos também, da mesma forma, fazer o inverso, “subir” até o texto bíblico, partindo de simples palavras, que constroem frases, que constroem VIDA (Escrituras), que é ao que o Evangelho nos remete: viver a vida conforme os ensinamentos de Jesus Cristo.

E a cabeça começou a pensar a mil...

ROTEIRO DO ENCONTRO:

1 - Use 3 caixas de sapato, encape com papel colorido e com a ajuda dos rolos internos de papel toalha, também encapados; monte a estrutura mostrada na foto, em cima de um papelão encapado. Decore cada uma das caixas como na figura.

2 - Reproduza o texto bíblico que vai ser trabalhado no encontro (ou imprima a indicação do texto a ser procurado na Bíblia em número suficiente para todos);
3 - Providencie papel para todos;

4 - Coloque na caixa de cima (“Textos), ou o texto bíblico a ser trabalhado ou um texto que ilustre com uma história ou reflexão a leitura bíblica. Também pode colocar somente a indicação do texto a ser lido. Ex.: Lucas 15, 11-32. (Cfe. orientação 2);

5 – Escolhida a forma de divulgar o texto, vamos ao 1º DEGRAU da “leitura orante”, conforme indicação no texto abaixo;

6 – Ainda com o método da “leitura orante” (2º DEGRAU), peça que seus interlocutores (catequizandos), destaquem uma frase que lhe chamou a atenção no texto. As frases devem ser escritas no papel e colocadas na caixa correspondente;

7 – Promova a discussão a respeito do que cada um destacou. Depois de cada um se manifestar, a frase ou frases escolhidas, devem ser colocadas na caixa correspondente (*);

8 – Depois de feita a “meditação” e a “reflexão”, leve-os ao 3º DEGRAU da leitura orante, incentivando a “oração” silenciosa de cada um;

9 – Chegando ao 4º DEGRAU: Tente fazê-los trazer o texto e as frases destacadas, para a sua realidade. Como as palavras ditas podem ser colocadas nos dias de hoje, de maneira a nos transformar em discípulos missionários de Jesus Cristo.

10 – E da nossa leitura orante, resultam PALAVRAS. Peça que cada um, coloque numa palavra, os sentimentos que teve ao fazer a leitura, tentar compreender o texto, meditar, orar, colocar o texto em sua vida. Esta palavra deve ser colocada na caixa correspondente.

11 - Finalize o momento com preces espontâneas. Deixe as “palavras” deste encontro na caixa, para serem utilizados no próximo encontro, ou no final de uma etapa ou tempo. (**)

12 - Antes de iniciar as leituras, no encontro seguinte, faça com que cada um, pegue uma PALAVRA aleatória da caixa. E pense nela aplicada ao “seu” sentimento naquele momento. Corresponde? Sim? Não? Por que? O que foi discutido? Que mensagens ficaram guardadas no coração?

13 - Caso faça a opção de deixar as palavras irem se acumulando até o final de uma etapa, assunto ou fase, peça que olhem as “palavras” que estão ali e tentem lembrar a que se referiam, quais leituras foram feitas, que mensagens se tirou delas, etc.

Objetivos:

(*) Destacar frases do texto, faz com que se memorize mais facilmente as leituras, que elas fiquem gravadas na memória e no coração;
(**) Deixar as “palavras” para encontros seguintes, ajudam a fazer memória do que foi lido e meditado.

OBS: Esta dinâmica pode ser usada em qualquer encontro, mas, veja a idade e a capacidade de interpretação de seus catequizandos. Sugere-se utilizar com adolescentes na catequese de crisma ou na última etapa da Eucaristia.

TEXTO DE APOIO:

A LEITURA ORANTE DA PALAVRA NA PRÁTICA


O método da “Leitura Orante” ou “Lectio Divina”, foi criada pelo monge Guigo II, no século XII e sugere a ideia de uma escada que nos ajuda a subir até Deus. É preciso um pouco de “abstração” e capacidade de se entregar à leitura e a meditação. A seguir, os quatro degraus que somos convidados a subir. 

1º DEGRAU – LEITURA O QUE O TEXTO NOS DIZ?

1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto significaria na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto. Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
4. Nesse degrau, pode ajudar um subsídio que faça compreender melhor o contexto e o sentido do texto.

2º DEGRAU – MEDITAÇÃO O QUE DEUS QUER NOS DIZER COM ESSE TEXTO?

1. Destaque os versículos mais fortes para você (sem tentar interpretá-los, sendo fiel às palavras do texto).
2. Atualize o texto, comparando a situação da época com a situação atual. Procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua, a nossa vida cristã.

3º DEGRAU – ORAÇÃO O QUE ESSE TEXTO ME FAZ DIZER A DEUS?

1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual somos convidados a falar com Deus, através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa de Ávila). É necessário silêncio...  

4º DEGRAU – CONTEMPLAÇÃO CONTEMPLAR É VER A VIDA COM OS OLHOS DA FÉ.

Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas, como seguir Jesus, a partir desse texto? Para “fazer” antes é preciso “ser”, transformar-se, dando resultado a um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.

- Encerrar o encontro com um salmo que represente o que foi lido;
- Agradecer a trindade Santa a experiência na oração;
- Rezar um pai Nosso.

Buscai na leitura, encontrareis pela Meditação. Batei à porta da Oração, vós encontrareis na Contemplação”. (Guido II).

Ângela Rocha

LOGO ABAIXO, uma orientação mais “didática”, criada por D. Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba, com os passos da leitura Orante. Estas orientações estão numa linguagem que favorece a interação com crianças e adolescentes e podem ser aplicadas à dinâmica das caixas sugerida acima.


PASSOS DA LEITURA ORANTE DA PALAVRA

Por D. Antonio Peruzzo – Arcebispo de Curitiba PR


1 – Pacificação interior/consciência do corpo:
Relaxamento de 5 a 7 minutos.

2 – Perdoar ou pedir perdão a Deus:
Caso eu não consiga, pelas minhas próprias forças, assumir disposições pessoais ao perdão, então a súplica é que venha o Senhor Deus, perdoar em mim. Se eu não consigo, Ele consegue perdoar.

3 – Invocação ao Espírito Santo:
Oração pessoal, direta. Pedir ao Espírito Santo que ilumine a mente, os afetos, a vontade. Tudo para compreender bem a Palavra por Ele inspirada.

4 – Ler atentamente, lentamente, o texto escolhido do Evangelho:
Ler várias vezes. Fixar-se nas palavras ou frases de maior ressonância.

5 – Imaginar o cenário da leitura do Evangelho:
Ambiente, pessoas, fisionomias, disposições interiores, reações.

6 – Inserir-se no cenário, tornando-se um dos protagonistas:
Identificar minha história pessoal, meus problemas, meus pecados, minhas belas experiências, com aquelas dos personagens do texto. Ex. Minhas “lepras”, minhas “paralisias”, minhas “cegueiras”.

7 – Aplicar a si mesmo as palavras pronunciadas por Jesus:
As palavras valem para mim: sua ordem, seu pedido, sua recomendação, sua exigência. Mas, especialmente, sua amizade, sua pessoa.

8 – Minhas palavras de adesão / propósito:
Que não sejam palavras marcadas por interesses subjetivos de natureza egocêntrica. Mas, fundamentalmente, palavras de adesão e de seguimento.

* * * *

ANEXOS:

Aqui, os mesmos passos da leitura orante, são adaptados aos "passos" de um encontro:

Proposta de Iniciação à Vida Cristã à luz da Leitura Orante – Diocese de Joinville –SC.

CARTÃO PARA IMPRESSÃO:

Frente:
Verso:

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