segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ROTEIRO DE ENTREGA DO CREIO – MISSA COM A COMUNIDADE


Este roteiro prioriza a Entrega do Creio como uma ação "da COMUNIDADE", por isso os pergaminhos devem ser entregues por pessoas da assembleia. Nesta entrega são convidados os Pais e padrinhos para, também, receberam o Creio como sinal de renovação de fé e testemunho para os filhos.

- Os catequizandos entram na procissão de entrada com seus pais e sentam-se nos primeiros bancos já reservados.
- Providenciar uma vela para cada catequizando que vai receber o Creio. Usar o Círio ou uma vela grande para acender as velas.
- Uma bandeja com os pergaminhos da oração deve estar posicionada numa mesinha, no presbitério, junto ao Círio Pascal.

COMENTÁRIO INICIAL - (Comentário normal do dia +)

Celebramos hoje, com alegria, a FESTA DO CREIO, momento especial em que os catequizandos da 3ª Etapa vão receber o Creio, professando a sua fé junto à comunidade. Eles trazem com muita fé no coração, os símbolos de mais uma etapa de sua Iniciação Cristã:
- As velas símbolo da Luz que nos ajudou a transmitir a estas crianças o caminho da Fé durante estes (...) anos de catequese.
- O Catecismo da Igreja Católica, depósito da nossa fé, que durante esta caminhada ajudou-os a conhecer melhor a Nossa Igreja.
- Os Pergaminhos do Creio: símbolo da Fé e do Credo. É pelo símbolo da Fé que nos conhecemos como discípulos de Cristo. Onde quer que nos encontremos, ao recitar o mesmo Credo, sentimos que somos irmãos em Cristo.

Cantemos juntos recebendo a equipe da celebração de hoje...

ENTREGA DO CREIO - (APÓS A HOMILIA)

Comentarista:
Nossos catequizandos, ao longo de três anos, receberam toda a instrução necessária para complementar sua iniciação à vida Cristã. A Profissão de Fé resume todo o conhecimento recebido sobre Deus, Pai Misericordioso, Jesus Cristo Salvador, passando pela história do povo de Deus e o nascimento da Igreja.

(À medida que os nomes dos catequizandos forem sendo ditos eles se posicionam no presbitério de frente para a comunidade).

Os catequizandos (nomes) ....................................................... , recebem hoje, pelas mãos da nossa comunidade a ORAÇÃO DO CREIO, o símbolo da nossa fé. Este gesto da entrega, por escrito, do CREIO, significa que eles assumem a responsabilidade de crescer na fé como verdadeiros cristãos. Juntos também, seus pais e mães (padrinhos também podem ser convidados), recebem o Creio como sinal de renovação da sua fé.

Presidente: Senhor Jesus, a tua Luz iluminou os olhos dos cegos. Também nós necessitamos que nos ilumines, que vás adiante com a tua mão para nos proteger dos abismos irreparáveis, ajuda sobretudo estes catequizandos a não te perder de vista. Se eles se afastarem, se de repente se fizer noite nos seus corações, dá-nos ânimo e coragem para o encontrar. Conduz a tua Igreja pelos caminhos do Evangelho para que a ninguém falte um farol, quando vier a treva e a tempestade. E que os nossos catequizando sejam estes verdadeiros faróis na nossa comunidade.

Os catequistas da etapa se aproximam do altar em torno do Círio/vela e acendem suas velas, levando depois para acender as velas daqueles que receberão o Creio. (Se forem muitos vão passando a chama uma para outra).

Enquanto se acende as velas cantar: Deixa a Luz do céu entrar

Comentarista: Professar com fé o Creio é entrar em comunhão com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Mas é também entrar em comunhão com toda a Igreja, que nos transmite a fé. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “Este símbolo é o selo espiritual, é a meditação do nosso coração e a sentinela sempre presente; é, sem dúvida, o tesouro da nossa alma” (CIC 197).

Presidente: Caríssimos catequizandos, escutai as palavras da fé, que encerram grandes mistérios. Recebei-as com sinceridade e guardai-as no coração. Recebam o Símbolo da Fé da nossa Igreja entregue pela nossa comunidade. Aprendam para que possam proclamar junto da comunidade que agora os recebe. Elevemos as nossas velas e professemos a nossa fé.

Creio em Deus Pai Todo poderoso... (O presidente da celebração inicia a oração)

(Os catequizandos, com as velas levantadas, professam o Creio sem ler, “de-coração”).

Comentarista: Dispostos a cumprir aquilo que dissemos, e prometendo sempre ser fiéis ao nosso Deus, nossos catequizandos receberão agora os pergaminhos com o Credo da nossa fé. Pedimos que as pessoas da comunidade, escolhidas para fazer a entrega, aproxime-se do altar e entreguem o Creio a cada um dos catequizandos.

Canto: Eu creio em Deus (Padre Marcelo) ou outra.

No final da entrega o Presidente da celebração estende as mãos sobre os catequizandos e reza:

Presidente: Oremos, irmãos, por todos os que hoje recebem a fé da Igreja, resumida no sagrado Credo, para que Deus, nosso Senhor lhes ilumine o coração e lhes dê o seu amor e se tornem cada vez mais membros vivos do Corpo Místico de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!

ORAÇÃO DA ASSEMBLÉIA - (As preces podem ser feitas pelos catequizandos e pais)

A resposta é cantada: CREIO, SENHOR, MAS AUMENTAI A MINHA FÉ. ”

1. Senhor, que a fé da nossa Igreja, plena e sem reservas, penetre, como uma luz, todo o nosso pensamento e ilumine o nosso modo de ver e de julgar todas as coisas.

2. Senhor, que a nossa fé seja livre, fruto de uma adesão pessoal, capaz de aceitar com alegria as renúncias e os deveres que ela exige.

3. Senhor, que a nossa fé esteja certa, sempre cheia de confiança, apesar das provações, certa de uma luz tranquilizadora, que nos dê a paz.

4. Senhor, que a nossa fé seja forte, que não tema as provocações e que resista a todo momento de desânimo.

5. Senhor, que a nossa fé seja alegre, dê paz e alegria ao nosso coração, de maneira que irradiemos a felicidade do teu amor em nós.

6. Senhor, que o Símbolo dos Apóstolos entregue hoje, seja para luz guia para nossas vidas.

Presidente: Senhor, sempre atento aos nossos pedidos, escutei a oração dos Vossos filhos, que agora O Conhecem, dai-lhes também a Fé de ser anunciadores, generosos e persistentes, para que pelo seu serviço vos conheçam, e conhecendo-vos se alegrem e vivam no Vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus cristo...

Ação de Graças (Final do momento ou final da missa)
(Pedir a um catequizando que leia a mensagem)

Sugestão 1:

Mãe, Pai... Estou na Igreja hoje, porque vocês me trouxeram, me apresentaram a Deus no meu batismo, assumiram o compromisso de me guiar na Fé e me ajudaram a encontrar Jesus. Hoje eu frequento a Igreja e rezo o “Creio”, acreditando naquilo que vocês me ensinaram desde o berço. Essa é a maior herança que vocês poderiam ter me dado: A Fé em Deus e a crença de que nada sou sem Jesus comigo. E se professo minha fé hoje, em público, é porque minha família me deu esse tesouro. Obrigado a vocês, Mãe e Pai!

Sugestão 2:

Creio que a vida não é uma aventura para se viver segundo a moda corrente, mas um empenho no plano que Deus tem para cada um: um projeto de amor que transforma a nossa existência. Creio que o que melhor pode acontecer a um Homem é encontrar Jesus Cristo, Deus Encarnado. N’Ele tudo –misérias, pecados, história, esperança, assume nova dimensão e significado. Creio que todo o Homem tem capacidade de renascer para uma vida genuína e digna em qualquer altura da sua vida. Compreendo profundamente que a graça de Deus não só tem poder de me fazer livre, mas até de vencer o mal. Obrigado Senhor por este dia!

OBS. As demais partes da celebração da missa transcorrem no rito normal.


FONTE DE PESQUISA PARA CRIAÇÃO DO ROTEIRO:

RICA - Ritual de iniciação Cristão de Adultos:  Itens 125 a 187.(Adaptado).
DOC 107 - CNBB - Iniciação à Vida Cristã: Itinerário para formar discípulos missionários.
CELAM - A alegria de iniciar discípulos missionários na mudança de época.

PERGAMINHOS DO CREIO

PROCISSÃO DE ENTRADA
ACENDENDO O CÍRIO

RITO DA LUZ

RITO DA LUZ

PROFESSANDO O CREIO

PRECES



Ângela Rocha

Catequistas em Formação


sábado, 18 de novembro de 2017

IGREJA CELEBRA JORNADA MUNDIAL DOS POBRES

19 DE NOVEMBRO DE 2017

A pedido do Papa, comunidades organizam ações solidárias para o Dia Mundial dos Pobres (19 de novembro).

A Igreja realiza de 12 a 19 de novembro, a Jornada Mundial dos Pobres, com o tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”. Trata-se de um convite dirigido a todos, independente de sua crença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres, como sinal concreto de fraternidade, como destaca o Papa Francisco na mensagem para a ocasião.

Como gesto concreto do Ano Santo da Misericórdia, transcorrido em 2016, o papa Francisco instituiu o “Dia Mundial dos Pobres”, que tem lugar, a cada ano, no penúltimo domingo do Ano Litúrgico, que antecede a Solenidade de Cristo Rei.

Assim expressa o papa, no parágrafo de nº 21 da Carta Apostólica Misericordia et Misera, de encerramento do Ano Jubilar: 

“Instituí que como mais um sinal concreto deste Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres. Será a mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres e nos há de julgar sobre as obras de misericórdia (cf. Mt 25, 31-46)”.

Na busca de efetivar o pedido do Papa Francisco, a Arquidiocese de Curitiba preparou um folder que, além de tornar conhecida a promulgação do “Dia Mundial dos Pobres”, feita pelo papa, poderá também nos ajudar a ficarmos mais atentos e sensíveis ao drama da pobreza que afeta tantos irmãos e irmãs nossos, submetendo-os a condições desumanas de vida.

Junto ao folder, o bispo referencial da comissão da Dimensão Social, Dom Francisco Cota enviou uma carta a todas paróquias convidando a todos fieis para quatro eventos que darão visibilidade a projetos caritativos realizados em nossa arquidiocese.

Segue a programação do domingo, aberta à participação de todos os interessados:

Dia 19 – Domingo

– Projeto social “Acolhida Franciscana”, promovido pelos Frades Menores. A partir das 12h, momento de espiritualidade e almoço com pessoas em situação de rua. Nas dependências da Paróquia Senhor Bom Jesus de Perdões, situada na Praça Rui Barbosa 149, Centro.

– Programa de ressocialização de pessoas em situação de rua, desenvolvido pela Fraternidade de Aliança Toca de Assis. Haverá celebração da Santa Missa, às 14h, seguida de momento de convivência com os moradores da Casa. Nas dependências da Toca de Assis, situada na Rua Roberto Simonsen, nº 300, em Guabirotuba.

UMA SUGESTÃO: 

O que você pode fazer em favor dos pobres nesta semana, especialmente no domingo? Por menor que seja o gesto, será importante. Façamos algo para expressar o nosso amor para com os mais pobres e a nossa comunhão com o Papa Francisco.


Se desejar saber mais a respeito do Dia Mundial dos Pobres, sugiro acesso e a leitura dos seguintes textos: RADIO VATICANA e CNBB


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ENTREGA DO CREIO (CREDO): CATEQUESE AOS PAIS


"O Símbolo dos Apóstolos, assim chamado porque se considera, com justa razão, o resumo fiel da fé dos Apóstolos. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma. A sua grande autoridade vem-lhe deste fato: É o símbolo adotado pela Igreja romana, aquela em que Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua cátedra, e para a qual ele trouxe a expressão da fé comum". (CIC 194)

No itinerário catequético de Iniciação à Vida Cristã, a entrega do Creio (considerado pela nossa Igreja, um dos sete pilares da nossa fé), acontece um pouco antes da recepção do sacramento da Eucaristia. O Credo, Profissão de Fé ou Profissão dos Apóstolos é uma das mais antigas tradições da Igreja Católica.

No itinerário de Iniciação à Vida Cristã da Arquidiocese de Curitiba, está prescrito que na terceira etapa/fase (ou ano) de catequese, se recebe o sacramento da Eucaristia. Nesta etapa estuda-se a Igreja, os sacramentos, reforçando-se o Batismo e a atuação do Espírito Santo. Aqui se faz o RITO DA ENTREGA DO SÍMBOLO (Creio), como fechamento do que se viu nos primeiros anos da catequese de aprofundamento da fé. A Profissão de Fé resume o conhecimento sobre Jesus, Deus Pai Misericordioso, a Criação, história da Salvação e o nascimento da Igreja. O Creio, como oração, é trabalhado mais diretamente na catequese de Crisma.

Na catequese da Igreja dos primeiros séculos, os catecúmenos professavam esta oração (recitação) próximos de receber os sacramentos, perante a assembleia reunida eles recitavam o Credo como forma de provar que estavam prontos a participar da comunidade como membros da Igreja.

Nos dias de hoje, a Igreja repete este gesto com os Catequizando do terceiro ano, próximos da Primeira Eucaristia. Antigamente a entrega do Creio fazia parte do que se chamava catecumenato, que era feito com adultos, hoje, essa entrega é feita durante o tempo de catequese de crianças e adolescentes também.

Conforme o RICA a Entrega do Símbolo dos apóstolos (Credo) e Entrega da Oração do Senhor (Pai Nosso), conforme preceitua os itens 125 a 187 e 188 a 192  (pgs 91 e 104), são feitas durante a etapa (no catecumenato)  de Purificação e Iluminação, ou seja, próximas ao sacramento. Na catequese de Crianças e adolescentes, também se deve fazer a entrega, próxima ao recebimento do sacramento da Eucaristia. 

RICA – Ritual de Iniciação Cristã de Adultos nº 70: É para desejar que toda a comunidade cristã ou ao menos alguma parte dela, amigos e parentes, catequistas e sacerdotes, tomem parte altiva na celebração.

Mas, é interessante fazer um convite especial às mães, pais e responsáveis: Vocês gostariam de receber o Creio também? Gostariam de receber o Credo como faziam os catecúmenos, nos primeiros tempos de nossa Igreja?

Quem fez catequese quando criança, provavelmente não teve esta celebração durante a sua catequese. Acredito que a entrega para os pais, junto com os catequizandos, é umA experiência que ficará na memória dos filhos como exemplo profundo de fé.

Vamos fazer uma pequena “catequese” sobre o CREIO?

Por que entregar o CREDO ou CREIO?

Como orientação básica para a catequese, temos que dar a conhecer aos nossos catequizandos, o que a Igreja chama de “Sete Pedras Fundamentais”, base tanto do processo da catequese de iniciação, como do itinerário contínuo do amadurecimento cristão.

Primeiramente temos QUATRO COLUNAS DA EXPOSIÇÃO DA FÉ:
- O “Símbolo” (Creio ou Credo);
- Os sacramentos;
- As Bem-aventuranças/ Decálogo (mandamentos);
- O Pai-Nosso.

Temos ainda mais três colunas, que são as dimensões narrativas da história da salvação, formando assim as “SETE pedras fundamentais”:
- O Antigo Testamento;
- A vida de Jesus e;
- A história da Igreja.

Agora vamos falar sobre o primeiro destes PILARES: O CREIO.
Segundo a tradição, os doze apóstolos teriam estabelecido em comum os rudimentos da nova fé. E, muito mais que uma oração, o CREIO era recitado pelos novos cristãos no momento do Batismo, e ficou conhecido como CREDO APOSTÓLICO.
Não sei se vocês já prestaram atenção, mas, o Creio ou Credo faz três afirmações principais:
- Creio em Deus
- Creio em Jesus Cristo
- Creio no Espírito Santo... (Espírito Santo este que conduz ao “Creio na Igreja católica”).

Sendo, portanto, uma profissão de fé trinitária.

Logo ao fazermos essa "confissão" de fé, reafirmamos as verdades fundamentais da nossa fé e aquilo que conduz a Igreja de Cristo. O Creio é então, muito mais do que uma oração. É como que uma afirmação nossa, feita geralmente em público, de que somos católicos de fato.

A entrega simbólica de um pergaminho com o texto do Credo, representa uma etapa vencida na catequese, ou seja, que estamos prontos para fazer parte da comunidade de fé da nossa Igreja como verdadeiros crentes

Pensemos então que se todo o aprendizado que nossos filhos receberam, nestes três anos, fosse uma escola, esta seria então a "colação" de grau" ou formatura deles... Resta então, a festa depois onde vão receber a Eucaristia, participando definitivamente, do banquete de Cristo.

De minha parte, eu considero a entrega do Credo, um dos ritos mais importantes da catequese, coroado daqui há alguns meses, pela primeira Eucaristia.

O Credo é a Profissão de Fé ou Símbolo de Fé, por meio do qual fazemos uma confissão de fé num ato público e comunitário. É um sinal (símbolo) de identificação dos cristãos que resume as principais verdades da fé.

Utilizado nos primeiros séculos na Igreja de Roma, liderada por Pedro, o Credo que recitamos na missa resume a fé dos apóstolos sendo chamado Símbolo dos Apóstolos. O CREDO tem 12 AFIRMAÇÕES DE FÉ, simbolizando os 12 apóstolos. Nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. Este lhes servia de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo. Logo, a entrega da Credo, tornou-se parte da catequese.

Instrução de Santo Agostinho durante a entrega do Credo:

“O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós o recebestes e o proferistes, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele”.

O Credo, no decorrer dos dois milênios do cristianismo, foi formulado de muitas maneiras. O Credo Niceno-constantinopolitano, que algumas vezes rezamos na missa, resultou dos dois primeiros concílios da Igreja: em Nicéia (ano 325) e em Constantinopla (ano 381).

A fórmula de recitação mais comum, é rezada em todas as missas logo após a homilia. É neste momento da missa que se procede a entrega simbólica do Credo.



Professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos”. (Bento XVI).


OBS: Como tenho um grupo de whatsapp com os pais, ao longo do mês fui colocando estas informações aos poucos. Os pais gostaram de conhecer o conteúdo que trabalhamos com seus filhos e ficaram felizes em receber o Símbolo também.

Ângela Rocha
Catequista 
Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Curitiba PR.

Estas e outras informações constam da nossa apostila, que você pode adquirir, enviando e-mail para: angprr@gmail.com

R$ 10,00 - Disponibilizada em arquivo PDF para impressão.

ENTREGA DO CREIO - PERGAMINHOS PASSO A PASSO


"O Símbolo dos Apóstolos, assim chamado porque se considera, com justa razão, o resumo fiel da fé dos Apóstolos. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma. A sua grande autoridade vem-lhe deste fato: É o símbolo adotado pela Igreja romana, aquela em que Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua cátedra, e para a qual ele trouxe a expressão da fé comum". (CIC 194)

Conforme o RICA (125 a 187 e 188 a 192), a Entrega do Símbolo dos apóstolos (Credo) e Entrega da Oração do Senhor (Pai Nosso), são feitas durante a etapa (no catecumenato) de Purificação e Iluminação, ou seja, próximas ao sacramento. Na catequese de Crianças e adolescentes, também se deve fazer a entrega, próxima ao recebimento do sacramento da Eucaristia.


É importante que os catequistas e a equipe litúrgica, observem as orientações do RICA (pgs. 186 - 187), e preparem com atenção e carinho o rito. É bom se reunir com os catequizandos ou catecúmenos, introdutores ou padrinhos e família numa data anterior ao Rito da entrega da Profissão dos Apóstolos. Explique o que vai acontecer durante a celebração. Repasse com eles os gestos e a participação deles no Rito. Certifique-se que os catequistas providenciem os "pergaminhos" com a Profissão de Fé dos Apóstolos.

Uma sugestão é preparar o pergaminho, impresso em papel vegetal, conforme instruções abaixo: 

VOCÊ VAI PRECISAR DE:


Palitos de churrasquinho de bambu - 25 cm


Papel Vegetal - folhas A4


Cola de artesanato (Universal)


Creio impresso no papel vegetal


Atenção! Na hora da impressão cuide para que as folhas não toquem uma na outra. A tinta demora um pouquinho a secar.


Bolinha de Cristal em Acrílico e tulipa dourada (Você encontra em armarinhos e lojas de material para bijouterias).


Bolinhas de acrílico - detalhe dos furinhos.


Tulipas - detalhes


Fita de cetim - 02PC - Dourada ou amarelo ouro.


O palito de churrasco só vem com uma das pontas afiadas, é necessário afiar a outra.


Coloque um pouco de cola nas pontas do palito.


Em seguida cole uma bolinha de acrílico em cada ponta.


Depois cole a tulipa na ponta da bolinha de maneira a tapar o furinho.


Cole o palito nas pontas do papel impresso - uma em cima e outra embaixo.


Depois que a cola secar, enrole as pontas do papel até o meio e amarre com a fita (+ ou - 15 cm).


Está pronto o pergaminho!

Texto:


CREDO
Símbolo dos Apóstolos

Creio em Deus-Pai, todo poderoso,
criador do céu e da terra
e em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo
nasceu da Virgem Maria
Padeceu sob Pôncio Pilatos
Foi crucificado, morto e sepultado
desceu a mansão dos mortos
ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus
está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos
Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica
na comunhão dos Santos
Na remissão dos pecados
na ressurreição da carne
na vida eterna
Amem.



Marca d'água:



Ângela Rocha
Catequistas em Formação

HOMILIA: 33º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A




Como foste fiel na administração de tão pouco, vem participar de minha alegria.
A parábola dos talentos que hoje ouvimos no Evangelho é a continuidade da parábola das dez jovens (32º domingo). A parábola das dez jovens como a parábola dos talentos estão relacionadas com a segunda vinda do Senhor. Havia, sobretudo na Galileia, pessoas ricas que eram donos de pequenos latifúndios.
O patrão tinha seus empregados para cuidar das plantações de trigo ou cevada, oliveiras ou vinhas. Segundo a parábola, o patrão viajou para o estrangeiro, talvez para Roma. Antes de se ausentar, chamou seus empregados para lhes confiar a administração das riquezas que havia acumulado. “A um deu cinco talentos, a outro dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com sua capacidade”. Um talento era uma medida de peso com valor aproximado de 34 kg. Tratava-se de peso em ouro ou prata.
O primeiro trabalhou com os cinco talentos e lucrou mais cinco. Da mesma forma, o segundo que recebeu dois talentos, lucrou outros dois. Os dois primeiros foram ousados, até com o risco de perderem tudo, mas dobraram a quantia recebida. O terceiro, que recebeu apenas um talento, com medo de perder o valor recebido, enterrou seu talento até que o patrão viesse.
Após muito tempo, o patrão voltou da viagem e chamou os empregados para prestarem conta dos talentos recebidos. Os dois primeiros se apresentaram com alegria por terem dobrado o valor recebido com seu trabalho. A esses o patrão diz: “Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria”. O terceiro empregado trouxe apenas o talento que havia enterrado e o devolveu ao patrão, desculpando-se porque tinha medo dele por ser severo e explorador do trabalho dos empregados. O patrão o chamou de “servo mau e preguiçoso” e mandou tirar dele o talento e entregar ao empregado que dobrou os cinco talentos.
A parábola dos talentos levanta algumas questões: Por que o patrão não entregou a mesma quantia para os três empregados? Por que o talento do terceiro empregado foi entregue que tinha lucrado cinco talentos? Considerando que a parábola fala do Reino de Deus, os talentos confiados aos empregados de acordo com a capacidade de cada um nos levam aos talentos que Deus nos confiou.
Com qual dos três empregados eu me assemelho? Faço render os talentos que Deus me confiou para a glória de Deus e em favor de meus irmãos? Sou parecido com a mulher sábia da 1ª leitura, que fez valer seus talentos em benefício de sua família e dos pobres? Na comunidade escondo meus talentos?

Franciscanos.org

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO