terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É NATAL!


Que neste natal haja...

Paz na terra, entre todos os homens de boa vontade. 
Paz àquele que anseia crescer, evoluir, entender.
Paz àquele que deseja em cada pensamento, em cada atitude, melhorar.
Paz àquele que busca dentro de si entendimento e aceitação,
Paz àquele que estende a mão a procura de bênçãos.
Paz àquele que abençoa com alegria e pureza de coração.
Paz àquele que em um sorriso traz calma e tranqüilidade.
Paz àquele que procura ensinamentos e que esteja em oração.
Paz àqueles que abrem seus corações em luzes puras,
amorosas, que envolvem a terra e permitem abrandar os aflitos...
Paz enfim Senhor, a todos os seres que habitam este universo...
Que a luz traga a todos os homens a fé renovadora,
a força e a coragem.
Que se unam em pensamento todos os de boa vontade.
E que nesta noite busquem a Paz.


Catequistas em Formação


Feliz Natal e um Ano Novo repleto de bênçãos!!

domingo, 7 de dezembro de 2014

A catequese se faz com as mãos...

Mais um ano que finda! E com este final sempre vêm sentimentos de realização por tudo de bom que fizemos e certa tristeza por aquilo que deixou de ser feito. Mas, não finda nunca a nossa esperança em realizar mais ainda nos anos vindouros.

A Catequese de nossa paróquia neste ano, com a graça de Deus, alcançou algumas realizações que são sonhos ainda, em outros lugares. Estamos dando os primeiros passos para uma catequese de verdadeira iniciação cristã, envolvente e mistagógica.

Começamos com a implantação dos Ritos de Entrega nas Celebrações. Quem não lembra o quão lindo e emocionante foi a Entrega da Oração do Pai Nosso nas mãos dos catequizandos do 2º Tempo; ou a Entrega dos pergaminhos com a Profissão de Fé (Creio) aos catequizandos do 3º Tempo? Pais passando às mãos dos seus filhos o mais belo tesouro da nossa fé. São ritos históricos de uma evangelização que marca nossa Igreja há séculos e que agora foram resgatados como passagens marcantes na vida de fé das crianças e dos pais.

Este ano tivemos também, nos primeiros meses do ano, nossa Catequese de Iniciação, o chamado “querigma”, com três meses de encontros com as famílias e os catequizandos que ingressam no primeiro tempo de preparação à Eucaristia. Foram nove encontros realizados aos domingos de manhã envolvendo crianças, pais, mães, irmãos, avós e até amigos dos nossos catequizandos. Sem dúvida um tempo privilegiado de conversão que culminou com a acolhida aos catequizandos em maio, início do nosso “ano catequético”. Nesta celebração, nossos catequizandos recebem também, das mãos dos seus pais, a Bíblia, Palavra de Deus que os acompanhará em todos os cinco anos de catequese e pela vida afora. Esperamos com expectativa o início de 2015 para retornamos com este projeto.
Além da acolhida dos novos catequizandos, em maio tivemos uma grande Gincana Catequética, envolvendo todos os catequizandos numa divertida e competitiva manhã de sábado. E foi pelas mãos de nossos catequistas que este evento aconteceu.

Igualmente marcante, foi o segundo Workshop da Bíblia, realizado no final de setembro como fechamento do Mês da Bíblia, com a participação e envolvimento de todas as turmas da catequese. Uma exposição realizada no Centro de Pastoral mostrando todo o trabalho que é feito com a Palavra de Deus e o quanto é importante valorizá-la. Tivemos também o Terço com os catequizandos do 3º Tempo, onde, a muitas mãos e corações, as dezenas foram construídas.

E foram vários eventos festivos marcando e dinamizando a catequese. Tudo feito a quatro, seis, dez, vinte... Muitas mãos. Mãos da coordenação, envolvida e comprometida; mãos do nosso pároco, sempre apoiador da catequese; mãos das nossas lideranças e demais pastorais, parceiras na evangelização; mãos dos nossos (as) catequistas, incansáveis e abnegados; mãos das nossas famílias e mãos dos nossos catequizandos; sempre lembrando que “onde dois ou mais estiverem reunidos, ali estarei com eles” (Mt 18,20).


E é com esta “Coroa de Mãos” que finalizamos o ano. Símbolo do Advento e da espera de Cristo Salvador, nossa coroa não poderia deixar de ser feita de “mãos”. Pequenas e quase grandes mãos dos nossos catequizandos, recortadas em verde, símbolo da vida e da esperança em tempos melhores.

Uma feliz “espera” do Salvador a todos! Que nossas mãos se juntem novamente em preces e ações no ano novo que vem aí!

Ângela Rocha

Pastoral Catequética

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

VAMOS VIAJAR! FÉRIAS, PRAIA... TEM COISA MELHOR? MAS, CUIDADO!

Chega o verão e junto com ele muitas coisas boas acontecem. É hora de arrumar as malas e viajar com a família e os amigos, curtir uma boa praia e festejar o tão esperado Natal e Ano Novo. Algumas dicas para você se divertir no verão sem se esquecer de alguns cuidados importantes.

Mantenha-se sempre hidratado, beba no mínimo 2 litros de líquido por dia, preferencialmente água, água de coco e sucos naturais. As crianças e os idosos são mais vulneráveis à desidratação e merecem atenção redobrada. Evite bebidas alcoólicas, pois ressecam e desidratam.


Coma alimentos leves e ricos em água, como frutas, legumes, saladas e vitaminas. Coma pouca carne. Evite alimentos gordurosos. Fracione a quantidade de alimentos em 4 ou 6 refeições durante o dia. Evite longos períodos em jejum. Evite o consumo diário de alimentos industrializados. Reduza o consumo de sal e açúcar refinado. Tome cuidado com os alimentos, pois no calor eles estragam mais rápido e podem causar intoxicação alimentar.


Evite ou diminua a exposição solar no horário das 10h às 16h, quando o sol é mais forte. Use um protetor solar, refazendo a aplicação a cada 2 horas, ou após nadar ou suar em excesso, durante o tempo em que permanecer ao sol. Evite o bronzeamento artificial, a luz ultravioleta emitida por lâmpadas causa queimaduras semelhantes à solar, envelhecimento precoce e aumentam o risco de desenvolver câncer de pele.

Facilite a transpiração, usando roupas folgadas, de tecidos leves e claros. Inclua chapéu ou boné no figurino, para proteger o rosto e os cabelos. Use óculos escuros, com proteção ultravioleta total para evitar queimaduras da córnea e da retina, que causam lesões irreversíveis. Mantenha crianças e idosos protegidos do sol, usando protetores solares e expondo-as em horários favoráveis.

Faça atividade física e dê preferência aos extremos do dia (pela manhã até as 10 horas e a tarde após as 17 horas). Um corpo esteticamente adequado é a consequência natural de um programa de atividade física bem conduzida ao longo dos anos e não de um período curto de dois ou três meses. Sempre que possível, diminua a frequência e a intensidade do esforço físico quando o dia estiver muito quente.  Lembre-se de hidratar-se a cada 20 minutos.

Use o cinto de segurança, respeite os limites de velocidade e se beber NÃO DIRIJA EM HIPÓTESE ALGUMA.

Se você possui algum problema crônico de saúde, não esqueça as medicações e mais do que isso, siga rigorosamente as orientações do seu médico.


Se tiver algum problema e precisar de atendimento, alguns contatos do litoral do Paraná:

ATENDIMENTO EM GUARATUBA:
AMEL - Assistência Médica de Emergência do Litoral (41)3472-2373 - Rua Dr João Cândido, 647

ATENDIMENTO EM  MATINHOS:
CLÍN MÉDICA SÃO FRANCISCO DE ASSIS (clínica médica, fisioterapia, gastroenterologia, nutrição, otorrinolaringologia, psiquiatria, psicologia, radiologia, urologia, pediatria, ginecologia e otorrino) - (41)3453-1072, R.Juscelino Kubitschek de Oliveira, 200.

ATENDIMENTO EM  PARANAGUÁ:
EMERGENCIA HOSPITALAR – Hospital Paranaguá - (41)3721-8000 Rua Nestor Vitor, 222.


BOAS FÉRIAS! BOM VERÃO!

Fonte: Dicas do Saúde Caixa.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pais, escola, sociedade e catequese...

Não sei se acontece em mais lugares, mas, tenho observado que a procura pela catequese em nossa Paróquia diminui a cada ano. Temos turmas com 10 catequizandos em média. Claro que isso é uma realidade que ainda não supera a grande falta de catequistas na maioria das paróquias. Mas, todo ano temos menos catequizandos inscritos. Será que não estão nascendo mais crianças?

Existe também um fato que tem acontecido bastante: muitos pais nem estão batizando mais os filhos. Estão deixando que eles escolham a religião que querem seguir e quando receber o sacramento. 

O que não acontece muito com o time do coração. Os pais já vestem a camisa do Corinthians (eca!) na criança, recém-saída da maternidade. Isso não tem escolha!

Agora, que a educação que os pais dão, hoje, para os filhos, deixa muito a desejar, é fato comprovado. Estão aí os problemas que temos enfrentado, cada vez mais cedo, com nossas crianças. Que começa pela falta de limites, educação, respeito; e acaba em drogas, gravidez precoce, rebeldia, violência, etc. Então, antes que levantemos aquela velha bandeira do “isso é culpa dos pais”, quero aqui fazer uma defesa de “Mãe” e não de catequista. E meu palpite nisso é o de uma mãe de quatro filhos, cujos primeiros três já são adultos. 

O meu filho mais velho fez catequese e recebeu a crisma. Os outros dois pararam no primeiro ano da catequese de crisma e não quiseram mais saber. E nenhum dos três frequenta a Igreja hoje em dia. Fui criada na Igreja católica e meu marido também. Estou na catequese há quase 10 anos, exemplos e limites podem ter certeza, que demos e damos até hoje. Minha filha de 14 anos já recebeu a crisma e me ajuda na catequese. Mas, quando tem vontade.

Em minha defesa digo que, não são só os pais, que educam os filhos! A escola, a sociedade e a Igreja, têm parte nisso também.

Como pais, é nosso dever, ensinar valores aos nossos filhos. Valores éticos, morais, de justiça, honestidade, respeito ao próximo. 

À escola, cabe ensinar os conhecimentos para que eles possam, um dia, ser úteis á sociedade. E, é claro, eles aprendem também como se comportar naquele que é o primeiro meio social em que entram depois da família. E olha que a vida escolar tem um reflexo enorme na vida das pessoas. Passamos de doze a dezesseis anos na escola. Todos os dias da semana, durante 200 dias no ano. Isto quando não fazemos especialização, mestrado, etc.

Lá pelos sete anos, também, a criança começa a viver em outros grupos que são os amigos da escola, do futebol, do curso de inglês, do clube, da rua (isso onde ainda é possível). 

E, somente aos oito anos (vejam só!), a criança começa a frequentar o grupo de catequese, ou seja, começa o ensinamento da doutrina da fé e então ela vai para o grupo "religioso". Claro que esperamos que a criança tenha alguma vivência de fé na família. Notadamente, a maioria não tem. 

E encontramos algumas crianças, raras eu diria, cujos pais deixaram que escolhessem se queriam ir ou não. Agora, em que se baseia isso? Se os pais não vivem ou tem religião, é óbvio que não haverá esta escolha. Pelo menos na infância e adolescência. Só se algum outro grupo, escola e amigos, influenciar. Mas, quem “escolheu” ir, pode ter certeza que tem o dedo dos avós no meio...

E é aí, nesta tal “deixa que ele escolha”, que encontramos aquelas pessoas que chegam à Igreja por pressão da sociedade. O matrimônio ou, casamento na Igreja, ainda é um "costume" determinado pela sociedade. E muita gente, por causa disso, vai a Igreja, depois de adulto, completar os sacramentos. Erro nosso em não dar uma atenção maior á catequese destas pessoas. 

Mas, tem outro lado, encontramos cada vez mais casais, que não fazem questão de Igreja na história de suas vidas. E aí? Pra quem é que vamos fazer catequese de adultos quando ninguém mais “procurar”? Sabem aquela fala do “discípulo missionário” que a Igreja tanto insiste? Não é com criança que ela funciona... É aí mesmo que ela cabe!

Voltemos a nossa questão dos outros "sistemas", que não os pais, que são responsáveis pela educação das crianças e jovens. 

Como eu disse, a escola tem grande influência na vida das pessoas. E encontramos um sistema de ensino cada vez mais precário. Em nome da laicidade do estado e da liberdade de escolha religiosa, já não se pode mais nem falar em Deus lá. Não temos mais aula de religião. A não ser em colégios ligados a alguma doutrina. Também temos exemplos bastante preocupantes de comportamentos “exemplares” na escola. Sabemos que o grupo exerce forte influência na formação do indivíduo. Chega um momento que se tem necessidade de “pertencer” a algum outro grupo além da família. 

Ah, e o que um adolescente não é capaz de fazer para ser aceito! E não importa que os pais tenham ensinado que "aquilo" que o grupo faz ou pensa, está errado...

Agora vamos à influência que a Igreja, religião ou mesmo, a catequese, pode ter na vida de uma criança ou adolescente. Se compararmos os outros dois grupos à catequese, observando o tempo que se passa neles, poderíamos dizer que é... NENHUMA!

Que diferença pode fazer, na vida de alguém, trinta horas falando de fé e religião ao longo de um ano? Bom seria se fossem muitos e muitos anos... Mas em alguns lugares a catequese só dura um ano. E que diferença poderá fazer na vida de uma pessoa participar das missas por obrigação? Nenhuma, porque, com certeza, ela não ouviu nada e nem entendeu nada!

Agora, não pensem vocês aqui que estou dizendo que a catequese não adianta de nada. É claro que ela é importante e necessária. Mas ela é COMPLEMENTO daquilo que a pessoa vive em família, na sociedade, na escola, com amigos e companheiros de time. Ela só é eficaz, e atinge seus objetivos, quando é feita com mais que boa vontade e, para quem quer, ou seja, teve o anúncio querigmático! Quer ouvir, quer conhecer, quer experimentar JESUS!

Aqui então eu me faço outra pergunta: E quando a própria catequese é que tira a criatura do caminho? Vai que a família fez um bom trabalho, que a sociedade inflama a criatura a fazer alguma coisa, que os amigos chamam... Mas, a catequese se prova uma grande perda de tempo, uma chatice e um trololó de doutrina interminável?

Ângela Rocha
Catequista

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CATEQUESE DO PAPA SOBRE O CHAMADO A SANTIDADE - 19/11/14


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Boletim da Santa Sé
Queridos irmãos e irmãs, bom dia,
Um grande dom do Concílio Vaticano II foi aquele de ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e de ter interpretado também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto nos ajudou a entender melhor que todos os cristãos, enquanto batizados, têm igual dignidade diante do Senhor e têm em comum a mesma vocação, que é aquela à santidade (cfr Cost. Lumen gentium, 39-42). Agora nos perguntamos: em que consiste essa vocação universal a ser santos? E como podemos realizá-la?
1. Antes de tudo devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nós procuramos, que obtemos com as nossas qualidades e as nossas capacidades. A santidade é um dom, é o dom que nos dá o Senhor Jesus, quando nos toma consigo e nos reveste de si mesmo, torna-nos como Ele. Na carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que “Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela, para torná-la santa” (Ef 5, 25-26). Bem, realmente a santidade é a face mais bela da Igreja, a face mais bela: é nos recobrir em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Entende-se, então, que a santidade não é uma prerrogativa somente de alguns: a santidade é um dom que é oferecido a todos, ninguém excluído, pelo qual constitui o caráter distintivo de cada cristão.
2. Tudo isso nos faz compreender que, para ser santos, não é preciso necessariamente ser bispo, padre ou religioso: não, todos somos chamados a nos tornar santos! Tantas vezes, depois, somos tentados a pensar que a santidade seja reservada somente àqueles que têm a possibilidade de destacar-se dos assuntos ordinários, por dedicar-se exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de imagem. Não! Não é isto a santidade! A santidade é algo maior, mais profundo que Deus nos dá. Antes, é justamente vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho cristão nas ocupações de cada dia que somos chamados a nos tornar santos. E cada um nas condições e no estado de vida em que se encontra. Mas você é consagrado, é consagrada? Seja santo vivendo com alegria a tua doação e o teu ministério. É casado? Seja santo amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. É um batizado não-casado? Seja santo cumprindo com honestidade e competência o seu trabalho e oferecendo tempo ao serviço aos irmãos. “Mas, padre, eu trabalho em uma fábrica; eu trabalho como contador, sempre com os números, ali não se pode ser santo…” – “Sim, pode! Ali onde você trabalha você pode se tornar santo. Deus te dá a graça de se tornar santo. Deus se comunica a você”. Sempre em cada lugar é possível tornar-se santo, isso é, pode-se abrir a esta graça que nos trabalha por dentro e nos leva à santidade. Você é pai ou avô? Seja santo ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é preciso tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó, é preciso tanta paciência e nesta paciência vem a santidade: exercitando a paciência. Você é catequista, educador ou voluntário? Seja santo tornando-se sinal visível do amor de Deus e da sua presença próxima a nós. Então: cada estado de vida leva à santidade, sempre! Na sua casa, na estrada, no trabalho, na Igreja, naquele momento e no teu estado de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimem de andar neste caminho. É o próprio Deus que nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que nós estejamos em comunhão com Ele e a serviço dos irmãos.
3. Neste ponto, cada um de nós pode fazer um pouco de exame de consciência, agora podemos fazê-lo, cada um responde a si mesmo, dentro, em silêncio: como respondemos até agora ao chamado do Senhor à santidade? Tenho vontade de me tornar um pouco melhor, de ser mais cristão, mais cristã? Este é o caminho da santidade. Quando o Senhor nos convida a nos tornar santos, não nos chama a algo de pesado, de triste… Tudo outra coisa! É um convite a partilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com alegria cada momento da nossa vida fazendo-o se tornar ao mesmo tempo um dom de amor para as pessoas que estão próximas a nós. Se compreendemos isso, tudo muda e adquire um significado novo, um significado belo, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia.
Um exemplo. Uma senhora vai ao supermercado fazer as compras e encontra uma vizinha e começam a falar e depois vem as fofocas e esta senhora diz: “não, não, não, eu não falarei mal de ninguém”. Isto é um passo para a santidade, ajuda-nos a nos tornar mais santos. Depois, na sua casa, o filho te pede para falar um pouco das suas coisas fantasiosas: “ah, estou tão cansado, trabalhei tanto hoje…” – “Você se acomode e escute o teu filho, que precisa disso!”. E você se acomoda, escute com paciência: isto é um passo para a santidade. Depois termina o dia, estamos todos cansados, mas tem a oração. Façamos a oração: também isto é um passo para a santidade. Depois chega o domingo e vamos à Missa, fazemos a comunhão, às vezes precedida de uma bela confissão que nos limpa um pouco. Este é um passo para a santidade. Depois pensamos em Nossa Senhora, tão boa, tão bela, e pegamos o rosário e o rezamos. Este é um passo para a santidade. Depois vou pelo caminho, vejo um pobre necessitado, paro, pergunto algo pra ele, dou algo a ele: é um passo para a santidade. São pequenas coisas, mas tantos pequenos passos para a santidade. Cada passo para a santidade nos tornará pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em si mesmo, e abertos aos irmãos e às suas necessidades.
Queridos amigos, na Primeira Carta de São Pedro é dirigida a nós esta exortação: “Cada um viva segundo a graça recebida, colocando-a a serviço dos outros, como bons administradores de uma multiforme graça de Deus. Quem fala, faça-o como com palavras de Deus; quem exercita um ofício, cumpra-o com a energia recebida de Deus, para que em tudo seja glorificado Deus por meio de Jesus Cristo” (4, 10-11). Eis o convite à santidade! Vamos acolhê-lo com alegria e apoiando-nos uns aos outros, porque o caminho rumo à santidade não se percorre sozinho, cada um por contra própria, mas se percorre juntos, naquele único corpo que é a Igreja, amada e tornada santa pelo Senhor Jesus Cristo. Sigamos adiante com coragem neste caminho da santidade.
FONTE: Canção Nova.