sábado, 19 de agosto de 2017

SEMANA DA FAMÍLIA: ENCERRAMENTO - A FAMÍLIA PROMOTORA DA MISERICÓRDIA NA SOCIEDADE


SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

SÁBADO – 19 DE AGOSTO

TEMA: A FAMÍLIA PROMOTORA DA MISERICÓRDIA NA SOCIEDADE

E chegamos ao último dia da SEMANA DA FAMÍLIA, nessa caminhada como família de Deus para compreender e viver a misericórdia. Nossas famílias são um dom de Deus para nós, mas também para toda a sociedade. Sem família não existe sociedade estável e saudável, assim nossas famílias têm também a missão de ajudar a sociedade a compreender o dom de Deus e seu projeto para cada pessoa.

Peçamos que o Espírito Santo nos ajude a compreender e aceitar nossa missão como família, de conformar nossa sociedade ao projeto de Deus.

DEUS NOS FALA:  Romanos 12, 1-2

“Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto. Não vos conformeis com este mundo, mas, transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito. ” (Rm 12, 1-2).

Jesus compara o Reino de Deus ao fermento que misturado a farinha, tem a sua ação manifestada. Por isso, também nós precisamos acolher o Reino de Deus, e então, nos misturarmos às pessoas até que tudo esteja transformado.

Precisamos que a família seja anunciadora de Jesus Cristo, em cada lugar e situação onde se encontra, participando de grupos de reflexão política, Conselhos de direitos visando melhorias das políticas públicas em favor das famílias, das crianças, dos jovens, das mulheres e dos idosos.

É necessário e urgente a participação da família nos serviços, pastorais, ministérios e outras expressões organizadas pela própria Igreja se fazendo presente e atuante no mundo. O que fazemos fala muito mais alto do que o que pregamos com palavras.
A Igreja se propõe a trabalhar na construção de uma cultura do encontro. Isso implica não se fechar na própria comunidade, no grupo de amigos, na própria religião, em si mesmo. Na cultura do encontro todos contribuem e todos recebem.

O Documento 105 da CNBB, sobre leigos e leigas na Igreja, diz que a família é chamada a ser sal da terra e luz do mundo na sociedade, transformado essa sociedade. Sejamos então, fermento, sal e luz ao mundo para o anúncio querigmático nos ambientes de vivência familiar.


Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.

TEMA: A FAMÍLIA PROMOTORA DA MISERICÓRDIA NA SOCIEDADE

SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:
INICIAL: Nossas famílias são um dom de Deus para nós, mas também para toda a sociedade. Sem família não existe sociedade estável e saudável, assim nossas famílias têm também a missão de ajudar a sociedade a compreender o dom de Deus e seu projeto para cada pessoa. Peçamos, neste encerramento da Semana da Família, que o Espírito Santo nos ajude a compreender e aceitar nossa missão como família, de conformar nossa sociedade ao projeto de Deus.
FINAL: Consagração à Sagrada Família – Bênção das Famílias


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

HOMILIA: 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM

                           SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

O que podemos afirmar nesta Solenidade da Igreja é que, como Jesus, Maria é glorificada, ressuscitada. Ela é a Rainha do Céu e da Terra, a mulher vestida de sol. Eis o significado principal do dogma da Assunção, proclamado pelo Papa Pio XII, depois de consultar a Igreja de Deus.

Deus parece querer nos mostrar com mais clareza sobre o fim último de nossas vidas. Sim, pois não somente o seu Filho Jesus ressuscitou e está a sua direita. Poderíamos pensar que isto não seria privilégio da criatura humana. Talvez na glorificação de Maria de Nazaré as coisas se tornem mais claras, pois agora vemos que uma pessoa do povo, uma mulher tão simples como muitas das que conhecemos, foi ressuscitada.

São Paulo nos diz (na segunda leitura) sobre a nossa ressurreição, afirmando que nós também ressuscitaremos como Cristo. No Apocalipse (primeira leitura) vemos Maria como sinal glorioso, vitoriosa contra os poderes do mal. Unindo os dois textos, afirmamos que Maria é o ícone escatológico da Igreja, ou seja ela é antecipadamente o que desejamos ser. Portanto, Maria é a revelação de
Nosso último destino – a glória do Céu.


“O que é imperecível é precisamente aquilo que viemos a ser no nosso corpo, o que cresceu e amadureceu na vida nas realidades deste mundo. O Cristianismo anuncia a eternidade daquilo que se passou neste mundo (...) É o amor de Deus que nos torna eternos e a este amor que concede a vida eterna é que chamamos de ‘céu’” (Papa Bento XVI). Existe, portanto, uma conexão entre a vida terrena e a vida celeste. No Céu teremos uma continuidade desta existência: reconheceremos nossos amigos, lembraremos de nosso passado. Não se trata de uma vida sem nenhuma ligação com o passado. Olhar para o Céu deve nos fazer ter um olhar novo para a nossa história. O que queremos levar para a eternidade? Certamente, alguns aspectos de nossa vida serão purificados e eternizados, outros apenas atrapalharão a nossa união com o
Senhor e a nossa glorificação.


Maria tem um corpo glorificado. Precisamos superar a ideia de que a matéria e o corpo serão destruídos. Deus deseja glorificar toda a criação, tudo o que faz parte de nossa existência. Ressurreição e assunção são temas que nos remetem às realidades humanas: nossa história, nossos sonhos, nossas lembranças... Deus toma tudo em suas mãos e eleva a um nível espiritual. No Céu seremos o que já somos, mas numa dimensão superior – elevada pela graça do Espírito.

 Ao elevar uma mulher a glória, Deus glorifica o feminino. Se Jesus é o masculino na glória do Pai, Maria é o ícone feminino no Céu! Se nos enriquece olhar para a firmeza masculina de Jesus que venceu o pecado e a morte de cruz, também nos completa ver a firmeza delicada de Maria que entre lágrimas femininas venceu com Jesus a Cruz e chegou a vitória sobre a morte.

No Evangelho, Maria se proclama humilde e serva. Em seguida, declara uma realidade: todos me considerarão bem-aventurada, ou seja, no grego, makária, que significa Santa do Reino de Deus (Lc 1,48). E quem lhe deu esta graça?


Foi o Senhor que fez grande coisas em seus favor, como ela mesmo diz no versículo seguinte. Assim, quem proclamou Maria como Santa não foi a Igreja Católica, mas o próprio Deus, segundo evangelista Lucas. Existe, pois, um caminho seguro para se chegar a bem aventurança de Maria – a humildade. Ela não quis ser grande, ela se tornou grande por ser a menor de todas: Maria
É a  humilde serva.

Aquela mulher que muito jovem foi chamada a ser a mãe de Jesus, não estava diante dos holofotes. Não era ela uma nobre que residia em Roma, nem era da corte de Herodes, não tinha dinheiro ou fama. Morando num lugar desconhecido e sem significância, no fundo da Galileia, lá estava a humilde serva que se tornaria a Rainha do Céu. A pequenez insignificante tem o primeiro lugar no Céu - esta é a lógica paradoxal do Evangelho. Só Deus pra
fazer coisas assim...

Pe. Roberto Nentwig


SEMANA DA FAMÍLIA - 6º DIA


SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

SEXTA-FEIRA – 18 DE AGOSTO:

TEMA: SERVIÇO CRISTÃO AO MUNDO

Mais uma vez a Semana da Família nos pede para refletir nosso papel como cristãos no mundo.

DEUS NOS FALA: Mateus, 13, 33.

“E contou-lhes mais uma parábola: “O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até que tudo ficasse fermentado”. (Mt.  13, 33).

Estre trecho nos lembra que Jesus também diz: “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo”, e ainda: “Eu sou a Videira verdadeira (...) e vós, os ramos” (Jo 15, 1-8).

A vitalidade dos ramos depende de sua ligação á videira, que é Jesus Cristo: “quem permanece em mim e eu nele, dá muito fruto, porque sem mim não podeis fazer nada” (Jo 15, 5).

Daí a necessidade de pertença a uma comunidade de fé, a qual se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária. O discípulo missionário de Jesus Cristo, necessariamente, vive sua fé em comunidade, em íntima união ou comunhão com as pessoas, que vivem a comunhão entre si e com Deus Trindade.

Sem vida em comunidade não há como viver efetivamente a proposta cristã. Comunidade implica convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrais e nas dores. A comunidade eclesial acolhe, forma e transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte e sustenta.

Ao mesmo tempo em que hoje se constata uma forte tendência ao individualismo, percebe-se igualmente a busca por vida comunitária: esta busca nos recorda como é importante a vida em fraternidade. Mostra também que o Espírito Santo acompanha a humanidade, suscitando, em meio às transformações da história, a sede por união e solidariedade.

Nessa perspectiva: “É missão do povo de Deus assumir o compromisso sociopolítico transformador que nasce do amor apaixonado por Cristo. Desse modo, se incultura o evangelho”. (Doc. 105, nº 161). A atuação cristã nos meios social e político, é serviço cristão ao mundo na perspectiva do Reino. Isto não desmerece nem diminui o seu valor, que é da ordem de testemunho, respeitando a legítima autonomia das realidades terrestres e do cristão nelas envolvido. (Doc. 105, nº 162).

Assim, a participação consciente e decisiva dos cristãos em movimentos sociais, entidades de classe, partidos políticos, conselhos de políticas públicas e outros, sempre a luz da Doutrina Social da Igreja, constitui-se num inestimável serviço à humanidade e é parte integrante da missão de todo o povo de Deus.

Os cristãos são cidadãos e, como tais, junto com as pessoas de boa vontade, são interpelados a assumir ativamente esta cidadania em toda a sua amplitude. Esta cidadania brota do coração da missão da Igreja, inspirada no núcleo do Evangelho: “e a palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1, 14).

Ser cristão, sujeito eclesial e ser cidadão, não podem ser vistos de maneira separada. O cristão leigo expressa o seu “ser Igreja” e o seu “ser cidadão” na comunidade eclesial e na sua família, nas opções éticas e morais, no testemunho de vida profissional e social, na sociedade política e civil e em todos os âmbitos da sua vida. Busca sempre a coerência entre ser membro da Igreja e ser cidadão, consciente da necessidade de encontrar mediações concretas – quer sejam políticas, jurídicas, culturais ou econômicas – para a prática do mandamento do amor, de forma especial em favor dos marginalizados, visando a transformação das estruturas sociais injustas. (Doc. 05, nº 165).

Permanecendo na Igreja, como ramo da videira, o cristão transita do ambiente eclesial ao mundo civil para, como sal, luz e fermento, somar com todos os cidadãos de boa vontade, na construção da cidadania plena para todos. Não é preciso “sair” da Igreja para ir ao mundo, como não é preciso sair do mundo para entrar e viver na Igreja.

Levemos como compromisso, assumir a missão de ser família cristã atuante no Serviço ao Mundo, testemunhando com a própria vida a sua atuação como leigo e cidadão fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.

Conceda-nos Senhor, sermos famílias cristãs que se evangelizam na fé e no amor cristão, para estar e agir no mundo, transformando a realidade conforme o projeto de amor do Criador.
Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.





SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:

INICIAL: Estamos no 6º Dia da Semana da Família e somos convidados hoje a refletir sobre o SERVIÇO CRISTÃO NO MUNDO. É na pertença a uma comunidade de fé, que se alimenta da Palavra de Deus, dos sacramentos e da vida comunitária, que exercemos nosso papel de discípulos missionários de Jesus Cristo.

FINAL: Conceda-nos Senhor, sermos famílias cristãs que se evangelizam na fé e no amor Cristão, para estar e agir no mundo, transformando a realidade conforme o Projeto de amor do Criador. Levemos como compromisso hoje, assumir a missão de ser família cristã atuante no Serviço ao Mundo, testemunhando com a própria vida a sua atuação como leigo e cidadão fiel ao Evangelho de Jesus Cristo.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

MENSAGEM AOS CATEQUISTAS PELO SEU DIA


Querido Irmão, querida Irmã Catequista, 

Transcorrerá no dia 27 de agosto de 2017 o Dia do Catequista. Como o tempo parece muito veloz escrever-lhe outra vez pode até parecer apenas um hábito que se repete a cada ano. Mas se lançarmos um olhar às tantas experiências catequéticas de amor, de dor, de cruz e de vitórias, então as lembranças conferem sentido a estas linhas. Esta carta, além de uma palavra de gratidão em nome dos Bispos do Brasil, quer lhe encorajar à perseverança.

Lembra daquele catequizando(a) repleto de muitas carências, que esboçou um sorriso tímido ao receber seu gesto de ternura de catequista? É bem possível que a Catequese seja um dos poucos ambientes em que alguém lhe manifestou afeto. E Você Catequista estava lá para amar aquele (a) que Deus queria abraçar. Nem Deus nem o catequizando vão esquecer. Se por um lado houve caminhos espinhosos, por outro, quão belas devem ter sido aquelas experiências de amor gratuito!!

Enquanto escrevo recordo a página de um excelente catequista de outros tempos. Refiro-me ao evangelista Mateus. Em Mt 14,14 ele destacou que “Jesus, ao ver a grande multidão, sentiu compaixão...”. Instantes depois os discípulos, preocupados com suas próprias impossibilidades, ouviram do seu Senhor: “Dai-lhes vós mesmos de comer...”. Eles perceberam que lhes faltava quase tudo. “Só temos cinco pães e dois peixes”. Ainda outros instantes e eis aqueles que tinham “só cinco pães” a oferecer da imensa generosidade amorosa do Senhor. O evangelista com sensibilidade catequética completou: “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões” (14,19).

Façamos agora um pequeno exercício de imaginação. Vamos recordar quão grandes são as necessidades das nossas comunidades, dos nossos catequizandos, das suas famílias... Mais um passo e agora pensemos nas nossas pequenezas. Se o Senhor Jesus estiver por perto, falemos-lhe sobre “Só o que temos...”. O que ouviríamos? Ele aguarda nossa palavra. E eles, os catequizandos, como que a nos olhar, também estão a observar nossos gestos.

Não precisamos oferecer do que não temos. Mas do que o Senhor tem a nos dar, dos seus dons, destes podemos transbordar. Vale lembrar que “Ele deu aos discípulos, e os discípulos às multidões”. Quando as forças faltarem, se as motivações diminuírem, se as desilusões lhe cansarem... entre tantas vozes, escolha a voz do Senhor. Ouça-o. Ele não deixará os seus escolhidos sem respostas. Como no caso dos discípulos, não lhes tirou nada, e lhes deu tudo.

Em nome da CNBB, que representa os Bispos do Brasil, com muita afeição quero manifestar às centenas de milhares de Catequistas do Brasil as mais fortes palavras de gratidão. Que Deus lhes multiplique em bênçãos pela grande Bênção que são à nossa Igreja. 

Dom José Antonio Peruzzo
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética da CNBB

SEMANA DA FAMÍLIA: 5º ENCONTRO - O PERDÃO NA FAMÍLIA: FONTE DE RECONCILIAÇÃO E LIBERTAÇÃO



SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA 13 A 19 DE AGOSTO DE 2017

QUINTA-FEIRA – 17 DE AGOSTO

TEMA: O PERDÃO NA FAMÍLIA: FONTE DE RECONCILIAÇÃO E LIBERTAÇÃO

A alegria do encontro nos renova. E estamos novamente aqui para refletir com nossas famílias, neste 5º dia da Semana da Família. Somos presença viva da Igreja do mundo. Somos chamados a ser agentes transformadores da realidade em que vivemos, gerando uma relação construtiva entre a Igreja e a sociedade. Somos convidados a dar um passo novo na reflexão sobre a família e seu papel na sociedade e rezar para que ela cumpra a sua missão.

DEUS NOS FALA: Romanos 12, 15-16

“Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Mantende um bom entendimento uns com os outros; não sejais pretenciosos, mas, acomodai-vos às coisas humildes. Não vos considereis sábios aos próprios olhos. ” (Rm 12, 15-16).

Jesus, desde o início, quis fazer a vontade do Pai, amar a todos, sendo tudo para todos. Não escolhia a missão, mas, entregava-se a ela e aos irmãos. Seja celebrando nas bodas de Caná ou na Festa das Tendas ou da Páscoa, seja na dor do cego ou do coxo, seja amparando os enlutados como a Viúva de Naim ou o Centurião.

Jesus olhava com misericórdia, mesmo diante do descrédito ou da ignorância. Reconhecia a ação do Espírito também nos discípulos e perdoava-lhes a falta de fé, o medo e os retrocessos na caminhada.

Amou, e quanto mais amava, mais acolhia. E acolhia a todos, mesmo aos que não o reconheciam como Salvador. Na expressão do seu amor, intercedia por eles: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Os cristãos batizados são testemunhos vivos da luz de Cristo no mundo. São corresponsáveis pela edificação da Igreja de Cristo, uma Igreja com rosto misericordioso. São chamados a serem consoladores, alegrar-se ou chorar com todos os que encontrar nas mais diversas situações. São chamados a ser elo entre este mundo e Cristo, a ser Igreja no mundo, fazendo desta Igreja um meio de relação entre Cristo e a sociedade.

Temos observado que este compromisso pouco se reflete na penetração de valores cristãos no mundo social, político e econômico. Isso limita-se, muitas vezes, somente nas tarefas no seio da Igreja, sem empenho real pela aplicação do Evangelho na transformação da sociedade.

Isso precisa ser mudado! Precisamos ser “Igreja em saída”. Igreja que vai ao encontro dos outros, adentrando nas diversas realidades para expressar o amor de Cristo. Ser sal e luz no mundo.

Por isso, leigos e leigas precisam assumir com alegria e dedicação o cuidado da família e a transmissão da fé aos filhos em sintonia com o plano de Deus e os ensinamentos da Igreja. Todos deveriam poder dizer, a partir da vivência nas nossas famílias: “Nós, que cremos, reconhecemos o amor que Deus tem para conosco”. (1Jo 4,16).

Somos sujeitos eclesiais, leigos que protagonizam o anúncio nas diversas realidades onde nos inserimos, muitas vezes desconhecemos e não nos portamos como pessoas que tem consciência de nossa missão evangelizadora e da importância que temos na ação evangelizadora, mas é importante que a maturidade nos alcance.

A missão não é restrita ao clero, mas é compromisso de todos nós: fiéis. Nós. Leigos precisamos assumir a corresponsabilidade, aptos a atuar na Igreja e na sociedade, promovendo a integração entre ambas.

A Igreja não é o refúgio e sim a barca. Ela não pode ser uma caverna de isolamento e sim, uma ponte que nos leva ao mundo, a fim de santificar o mundo por meio do testemunho de Cristo em nós. Precisamos estar no mundo e na Igreja ao mesmo tempo, tendo a clareza que a Igreja é cada um de nós, onde quer que estejamos; e lá onde estivermos há de brilhar a luz de Cristo que resplandece em nós.

Tendo reconhecido que somos testemunhas vivas do Cristo entre os homens, como temos vivenciado a coerência entre nossa fé e as nossas atitudes nos ambientes onde vivemos?
Temos exercido o papel de agentes mediadores da misericórdia em nossas famílias? Quais tem sido nossas experiências como agentes transformadores das realidades sociais, começando na família?

Vamos então levar como compromisso para nossa vida, sermos testemunhas da presença de Cristo, que santifica todas as coisas, transformando as realidades sociais em que estamos inseridos, começando pelo exercício da misericórdia em nossas famílias.

Subsídio “Hora da Família 2017” – Pastoral familiar do Brasil – CNBB.



TEMA: O PERDÃO NA FAMÍLIA: FONTE DE RECONCILIAÇÃO E LIBERTAÇÃO

SUGESTÃO DE COMENTÁRIOS PARA A MISSA:

INICIAL: a Semana da Família tem sido a cada dia, um convite a dar mais um passo na conscientização da importância dos batizados. Somos presença viva da Igreja do mundo. Somos chamados a ser agentes transformadores da realidade em que vivemos, gerando uma relação construtiva entre a Igreja e a sociedade. Somos convidados a dar um passo novo na reflexão sobre a família e seu papel na sociedade, rezar para que ela cumpra a sua missão. Na alegria de estarmos reunidos como comunidade de fé, hoje vamos lembrar do PERDÃO NA FAMÍLIA, como fonte de reconciliação e libertação.

FINAL: Tendo reconhecido que somos testemunhas vivas do cristo entre os homens, como temos vivenciado a coerência entre nossa fé e as nossas atitudes nos ambientes onde vivemos? Temos exercido o papel de agentes mediadores da misericórdia em nossas famílias? Quais tem sido nossas experiências como agentes transformadores das realidades sociais, começando na família? Vamos então levar como compromisso para nossa vida, sermos testemunhas da presença de Cristo, que santifica todas as coisas, transformando as realidades sociais em que estamos inseridos pelo exercício da misericórdia em nossas famílias.





SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO