domingo, 18 de fevereiro de 2018

4 MILHÕES DE ACESSOS!! É MOLE?


E NÓS CHEGAMOS!!!!


4 MILHÕES DE ACESSOS!!!!

PARABÉNS  Pollyana Tabosa, nossa catequista que conseguiu a foto do momento!!!



sábado, 17 de fevereiro de 2018

PARA MELHOR ESCREVER E SE FAZER ENTENDER!


Uma das atividades que mais fiz na vida, foi corrigir inúmeros trabalhos de alunos. Isso, claro, não me tornou expert em redação, mas, me trouxe um conhecimento considerável e muito válido na "arte de escrever". Porque, quando escrevemos, precisamos nos fazer entender, obedecer às regras de ortografia e gramática de nossa língua e colocar o texto dentro de algumas normas ditas de "metodologia científica".

Uma coisa que vocês devem perceber ao ler este texto é que a cada parágrafo eu “pulo” uma linha. Correto também, seria fazer um pequeno recuo da margem esquerda na primeira linha do parágrafo. E também que procuro não colocar mais que quatro frases num parágrafo ou estendê-lo além de cinco ou seis linhas. Claro que estou falando de “seis” linhas numa página A4 justificada, não no mural do Facebook que é bem mais “estreito”.
Vocês percebem que a leitura fica mais fácil assim? Pois é, são algumas regras da boa redação.

Além de ser indispensável colocar vírgulas e pontos nas frases, para que o leitor identifique a entonação e o final das sentenças, é preciso também não "cansar" o pensamento de nosso leitor escrevendo parágrafos muito longos. Porque se entende que o parágrafo é uma mudança de "pensamento". Ou então uma outra colocação com um novo enfoque.
Já percebeu que quando você se depara com um texto de parágrafo único e com um número superior a 6 linhas, seu cérebro reluta em fazer a leitura? Pois é, isso é porque a leitura já parece cansativa e é previamente descartada por ele. Por isso as mensagens de poucas linhas fazem tanto sucesso nas redes sociais. E se for uma imagem, então? Muitas curtidas e compartilhamentos virão. Nossa mente é um tanto “preguiçosa” e, é claro, prefere trabalhar menos.

Sempre que vocês forem redigir um texto observem essa regra simples: separe seus pensamentos em parágrafos e que esses parágrafos tenham no máximo cinco linhas. Coloque vírgulas e pontos para dar "fôlego" ao leitor. E sempre que forem publicar alguma coisa em suas páginas ou murais do Facebook, corrija o layout do texto. Normalmente o Facebook não assume os parágrafos do texto ou então deixa-o com frases quebradas e espaçamento muito longo entre linhas. Corrija-o antes de publicar.

O Facebook tem uma característica interessante: por ser uma REDE SOCIAL, dinâmica e interativa, ela privilegia “diálogos”, ou seja, sentenças curtas. Os leitores, via de regra, não buscam ler "artigos" ou "reflexões longas" na rede social. Isso porque pretende-se mais “diálogos” do que “monólogos”. Assim corremos sempre o risco de que ninguém nos leia se quisermos dizer algo além do "Ver mais"... E se o leitor der uma olhada e seu texto é uma sequência ininterrupta de 20 frases, sem pontos e parágrafos para descanso, aí é que ele não vai ler mesmo!

Então se você, como eu, não sabe ser econômico com as palavras, e quer que te "leiam", procure "paragrafar" seus textos. E corrija-os. Use a ferramenta “revisão” do Word ou de outro editor de textos. Além de deixar o seu texto mais “limpo” e correto, é uma ótima maneira de também aprender um pouco da nossa língua. Mas, certifique-se que o corretor está em português do Brasil.

Ângela Rocha
CATEQUISTA

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: O REINO DE DEUS JÁ CHEGOU!

                       HOMILIA DO 1º DOMINGO DA QUARESMA ANO B

Este sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras: ponho meu                          arco nas nuvens como sinal da aliança entre mim e a terra (Gn 9, 12-15). Deus estabeleceu uma aliança com Noé. A aliança é uma iniciativa de amor, de benevolência de Deus, uma relação de diálogo entre Deus e as pessoas. O Senhor deseja sempre mostrar o seu amor e a sua vontade para que sejamos felizes. Ele está ao nosso lado e se compromete com a nossa vida. Sempre podemos estar abertos ao diálogo e à amizade com Deus. Isto está na base de qualquer aliança divina.

A aliança implica também o lado do ser humano. Assim, trata-se de um dom, mas também de uma tarefa: ao mesmo tempo em que a aliança revela a iniciativa e a benção divina, exige de cada um de nós um esforço para cumprirmos aquilo que Deus no propõe.

“O Espírito levou Jesus para o deserto. E Ele ficou no deserto durante quarenta dias e foi tentado por satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam” (Mc 1,12). Jesus cumpriu em tudo a vontade do Pai, assumiu sua tarefa como Filho de Deus. Mas antes foi conduzido ao deserto pelo Espírito. O deserto é o lugar da secura, do desânimo. No deserto a amargura é aparente, pois se este lugar é vencido, podemos desfrutar de suas graças, no afastamento dos barulhos da vida, encontramos sentido verdadeiro silêncio.

O deserto é o lugar da tentação. Jesus foi tentado a deixar a sua missão, foi tentado a desistir de tudo. O Senhor transformou o deserto em uma oportunidade de encher o seu Espírito de motivação, de firmar o sentido em sua missão. A Quaresma é uma oportunidade de tomar novo ânimo, para levar nossa vida com coragem.

No deserto, Jesus foi tentado a utilizar de modo inadequado o seu messianismo. Poderia utilizar de seu poder para se autopromover, mas não o fez. Somos também tentados a desvirtuar a nossa missão. Facilmente utilizamos dos nossos cargos, funções, papéis sociais de um modo equivocado. Por vezes o poder nos seduz, e somos tentados a focar nossas ações em nós mesmos, para que tenhamos evidência e bem-estar.

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba-PR


FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.



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Palavras sobre o Reino na vida a partir dos Evangelhos. São três livros: Ano Litúrgico A, B e C. Cada livro tem o valor de R$ 15,00. Kit com os três livros: R$ 30,00 + frete.



QUARESMA - TUDO COMEÇA DE NOVO



O deserto é o lugar onde ficamos totalmente desprotegidos. Lá estamos sozinhos frente a frente com nós mesmos, com nosso vazio interior, nosso desamparo, nossa solidão, com o imenso nada ao redor e dentro do coração” (Grün-Reepen).

Não faz muito tempo despedíamo-nos do tempo do Natal. Em começos de janeiro guardamos as imagens do presépio, desmontamos a árvore de natal com suas bolas multicoloridas e aquelas luzinhas chinesas que piscam, piscam sempre. Lá no sótão, ou naquela prateleira da área de serviço, descansam Maria e José, o Menino e pastores e também os magos, os carneiros dos pastores, a manjedoura do menino. E agora tiramos outra caixa, a caixa da quaresma. Talvez não. Talvez simplesmente nesta 4ª-feira das cinzas chegam até nós palavras que perdemos um pouco a prática de pronunciar: esmola, jejum e oração. Elas estão na caixa de papelão da memória. Na verdade, tiramos não de caixas de papelão, mas do baú de nossa própria vida.

A Palavra do Senhor vem nos acordar. Primeiro, cinzas em nossas frontes e essa proposta da esmola, do jejum e da oração. Mas afinal de contas nós, cristãos do século XXI, não corremos o risco de parecer antiquados, repetindo essas histórias de comer menos, de ficar pensando nos outros que precisam de dinheiro e de “perder” tempo com a oração? Essas práticas que tiramos do baú têm sentido? Temos pressa. Temos que aproveitar a vida…. Essa proposta quaresmal parece nos impedir de seguir os tempos…

Mas atenção! Não podemos perder e desperdiçar o tempo da quaresma. Entramos no templo. Mudaram-se os paramentos do verde para o roxo, deixou-se o Glória nas alturas. Antífonas, leituras, hinos e cânticos nos falam da mudança do coração, de um tempo favorável. Tudo começa com essas cinzas na fronte. Sacramental, símbolo. Somos fragilidade. Nada de nariz arrebitado. Importante ceder o lugar para o outro. Somos fragilidade, pó, poeira, cinza. Não dá para entrar correndo no templo para receber as cinzas se nosso coração não der tempo ao tempo para o recolhimento e para tomarmos consciência do quanto somos odiosos com nossas posturas cheias, bem cheias, de egoísmo e de autossuficiência. Nada de praticar a justiça diante dos homens, para que vejam e digam que somos os tais… os melhores… nada de ritualismo vazio. As aparências enganam. Desnudar o coração…

Lutamos, trabalhamos, vivemos dignamente. Precisamos pensar em nós…. Para o cristão, no entanto, não tem cabimento pensar apenas em si. Quaresma é tempo de partilha, de aprendizado do dom de si, de desejo dar ao outro aquilo que existe dentro de nós: um louco desejo de amor. Vestir os nus, colocar leite na mamadeira das crianças, fazer uma campanha para esses desempregados. Esmola? Sim e não. Solidariedade. Fazer-se dom. Se dermos o nome de esmola a este gesto do dom dos bens e de nós mesmos, discretamente, sem que a mão direita saiba o que faz a esquerda, teremos vivido uma gigantesca quaresma. Os outros, os outros, sempre os outros. Cristo costuma marcar encontro conosco nos outros. Preciso pensar nisso.

Essa gente toda que somos nós, adolescentes e jovens, adultos e pessoas maduras nesse tempo da quaresma precisamos reencontrar o gosto pela intimidade com o Senhor na oração. Fazer silêncio, escutar os gritos do coração, ler a Escritura com os olhos do interior. Nada de oração alarido, gritaria. Palavras sim, mas palavras que brotem de nosso nó interior. Oração dos salmos, oração da Eucaristia, sempre uma oração que parta de nossa verdade mais íntima. Oração feita no quarto, com porta fechada. A quantas anda nossa intimidade com o Senhor?

Quaresma tempo de jejum. De privação de alimentos, certamente. Uma dieta espiritual sóbria nesse mundo de consumismo. Quaresma tempo de protesto contra essa sociedade de consumo, de cerveja o tempo todo, de requintes, de todas as gorduras que nos fazem seres obesos, lentos, cansados, pesados. Jejum de nós mesmos.

Sim, vamos entrar no tempo da quaresma, no deserto da quaresma… Mateus nos ajuda com sua insistência na transparência: esmola, oração e jejum, mas feitos a partir de nossa verdade e sem alarido, tudo discretamente.

Quaresma, tempo de conversão: “Converter-se não é em primeiro lugar passar do vício para a virtude, mas viver uma mudança radical: aceitar de não fazer sua vida sozinho, como numa queda de braço, mas acolher em Jesus a iniciativa de Deus, a gratuidade de seu Amor, de seu chamamento e de seus dons. No começo de tudo, não há mais o eu, o homem, mas o Amor de Deus” (Michel Hubaut).

“No deserto topamos com nossos limites, descobrimos que não podemos nos auto ajudar, que precisamos da ajuda de Deus. No deserto nos expomos sem proteção, temos sede de tanta coisa e fome do que nos falta” (Grün-Reepen).

Frei Almir Guimarães
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.


A MISSA PRECISA COMEÇAR NOS ENCONTROS


E por falar em catequese...
Ângela Rocha

Durante muito tempo na catequese, a LITURGIA, esteve dissociada da nossa realidade

Explico: Os conteúdos da catequese priorizavam mais a "doutrina" da Igreja. ou seja, o "ensino" era mais do catecismo do que propriamente da "mensagem" que Jesus deixou com seus ensinamentos. A ideia era que cada um recebesse os sacramentos em um tempo específico, sem, contudo, observar a "conversão" de cada um. Partia-se do pressuposto de que todos nasciam em uma família cristã, logo, sabiam o que se espera deles na Igreja e na vida em comunidade.

Bom, aqui cabe um parêntese: Será que ainda não se pensa assim nos dias de hoje?

A partir do Concílio Vaticano II, surgiram vários "movimentos" por parte da Igreja no sentido de tornar a catequese mais de "iniciação" à vida cristã e menos voltada aos sacramentos. Documentos e exortações do Papa, o Diretório Geral para a Catequese e muitos outros documentos vieram falando da “iniciação” e não mais da catequese com vistas ao sacramento. A Bíblia passa a ser “o” documento da catequese e não mais o catecismo, e a liturgia passa a ter importância também nos encontros catequéticos. “Mistagogia” passa a ser uma palavra comum na catequese de iniciação.

E uma catequese de iniciação precisa de "celebração", de mistagogia (celebrar o mistério da fé). Despertar os “sentidos" da pessoa, mais que a razão, onde para se viver a fé é necessário envolvimento nesse mistério. Mas, ainda assim nossa catequese parece não ter conseguido "internalizar" isso. Vê-se pela enorme "dificuldade" que quase todos os catequistas nos relatam em "levar" seus catequizandos a uma missa.

E – é quase unânime – que vamos culpar os pais: "que não levam", "que não dão exemplo", que não participam da catequese dos filhos...

Vamos então esmiuçar esta questão.

Em primeiro lugar, a missa (liturgia) não é "exemplo", “costume”, “hábito” como o foi em eras passada. E nem muito menos um compromisso "social". A missa é a "celebração da fé". Que nada mais é do que a celebração "da vida"! É uma "necessidade" espiritual, jamais uma imposição e nunca a sua “falta” deve ser lida como um “pecado”.

Enfim, nós temos uma missão na catequese, além de ensinar "conteúdos", precisamos ensinar os “mistérios” da fé. Precisamos não “ensinar” liturgia, mas, VIVER a liturgia. Precisamos ensinar a CELEBRAR! Estamos vivos! Fomos salvos pelo sacrifício amoroso de cristo. Nossa catequese deve CRISTOCÊNTRICA e não doutrinal ou devocional.

E celebrar começa pela vida, pelo nosso cotidiano, pelas pequenas coisas que vivemos. Um dia lindo de sol, a chuva que rega a terra, a beleza da natureza colocada à disposição do homem, a água que alivia a sede, a luz que ilumina a escuridão, o pão que sacia a fome... Se não ensinamos nossas crianças a "celebrar", a "festejar" a vida, eles nunca entenderão porque precisam ir à missa.

Então é isso: a "Celebração" precisa começar nos encontros! E cada etapa/fase tem os seus momentos. Como fazer isso, é uma questão de planejamento. O que precisamos celebrar nos encontros para que nossos catequizandos sintam a necessidade de celebrar com a comunidade também? Usar símbolos, usar os sentimentos, mesmo aquilo que não se pode tocar pode ser simbolizado. Somos despertados para a vida e todas as coisas ao nosso redor, pelos nossos sentidos: o olhar, o ouvir, sentir o toque, o perfume.

Por que não usar isso em celebrações catequéticas? Que podem ser feitas a cada etapa “vencida”, a cada novo compromisso: o perdão, a bondade, o amor, a caridade...

Ângela Rocha
Catequista 

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO