quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

VAMOS ESTUDAR O EVANGELHO DE MATEUS?


Estamos no ANO A - Mateus, que começou na primeira semana do Advento, dia 01 de dezembro de 2019 e vai até o Domingo do Cristo Rei, este ano, no dia 22 de novembro de 2020.
Precisamos conhecer melhor o Evangelho e entender as mensagens contidas nele, de forma a conduzir nossos catequizandos pelo caminho das escrituras, para isso precisamos ESTUDAR com afinco!

Leia atentamente o texto abaixo e na sequencia, tente fazer o exercício pedido. Isso servirá para aprimorar seu conhecimento do Evangelho! Também pode ser feito um estudo em grupo com os demais catequistas.

Utilize os dois textos ANEXOS, para complementar as informações.

ESTUDO DO EVANGELHO DE SÃO MATEUS

(*Todas as citações onde não aparece o nome do livro são do Evangelho de Mateus.)

Autor: Mateus significa "dom de Deus" (Matatias, no hebraico) é um dos Doze Apóstolos. Foi chamado enquanto estava sentado na sua banca, pois era cobrador de impostos (9,9) *. Depois do chamado ofereceu um almoço para Jesus e seu grupo (9,10-13). É o mesmo Levi de Lc 5,27 e era filho de Alfeu (Mc 2,14).

Local e data: Na Bíblia, é o primeiro Livro do NT (é o mais longo dos quatro Evangelhos). A maioria dos autores hoje concorda que foi escrito no norte da Galileia; outros afirmam que foi na Síria (Antioquia). Foi escrito primeiro em hebraico ou aramaico. Não temos mais o original. A data deve ter sido por volta dos anos 80-90 dC. Seguramente depois que os romanos destruíram o Templo no ano 70, e quando os cristãos já não podiam mais frequentar as sinagogas dos judeus.

Objetivo: O objetivo principal deste Evangelho é que Mateus quer responder a duas perguntas, que com certeza os cristãos se colocavam depois da vida, morte e ressurreição de Jesus:
- Quem é Jesus? (Conhecer). Jesus é o Emanuel, o Deus conosco, o Filho de Deus!;
- Como seguir Jesus Cristo? (Fazer o que Ele mandou). Mateus mesmo dá o exemplo. Jesus o chama: Segue-me! E ele, levantando-se, o seguiu! (Cf. 9,9).

Destinatários: Mateus escreve para os judeus que se converteram ao cristianismo, por isso utiliza muito o AT e usa muitos termos hebraicos. Mas a mensagem de Jesus é universal e por isso o Evangelho termina afirmando: "fazei que todas as nações se tomem discípulos meus...” (28,19).

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

1. A certeza que Jesus é Deus presente no meio de nós: no início, meio e final:
- 1,23: “Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco”;
- 18,20: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio de deles”;
- 28,20: “Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

2. É o Evangelho do Pai:
Enquanto que em Marcos Jesus aparece mais e é mais cristológico; em Lucas é o Espírito Santo que tem uma função especial; em Mateus é a primeira pessoa da Santíssima Trindade que tem destaque. Numerosas são as vezes em que Jesus fala de Deus como do Pai nosso (21 vezes contra 5 de Lucas); o seu Pai (18 vezes, contra 6 de Lc e 3 de Mc). Passagens interessantes são: 10,29 (cf. Lc 12,6); 10,20 (cf. Lc 12,12); 20,23 (cf. Mc 10,40).
Algumas parábolas, que se encontram exclusivamente em Mateus, são verdadeiras parábolas do "Pai": a parábola do servo infiel (18,23-35, cf. v. 35), a parábola dos trabalhadores na vinha (20,1-12), a parábola das bodas reais (22,1-14; cf. Lc 14,16-24), a parábola dos dois filhos (21,28-31), a parábola do joio e do trigo (13,24-30; cf v.27).

3. É o Evangelho da Justiça (3,15; 5,6; 10,20; 6,1.33; 21,32, etc):
- Jesus nasce no ambiente de um homem justo (1,19);
- As primeiras palavras de Jesus neste Evangelho são: “deixe como está, pois, convém que cumpramos toda a justiça” (3,15);
- A busca fundamental nossa deve ser “o reino dos céus e sua justiça” (6,33);
- O julgamento de Deus será pela justiça e misericórdia que praticamos (25,31-46).
- O tema da “recompensa” aparece muitas vezes.

4. O projeto que Jesus anuncia é uma Boa Notícia, chamado de Reino dos Céus:
- O tema do Reino “dos céus” (ou “de Deus” – 5 vezes) aparece 54 vezes no Evangelho;
- Mateus prefere usar “reino dos céus”, para evitar a expressão “reino de Deus”, pois os judeus, por respeito, evitavam pronunciar o nome de Deus (YHWH - Javé).

5. A valorização da história e do Antigo Testamento:
- Jesus nasce da descendência do povo hebreu. São 14 vezes três gerações (1,17). 14 é a soma das consoantes hebraicas do nome David dwd (4 + 6 + 4 = 14). Jesus é três vezes Davi;
- Várias vezes encontramos “para se cumprir as Escrituras”, ou “o que foi dito pelos Profetas”; ou “também está escrito”; ou “ouviste o que foi dito aos antigos”, etc.

6. Aparecem fortes conflitos com os judeus, principalmente com os fariseus:
O Evangelho foi escrito depois da destruição de Jerusalém e do templo (70 dC). Era um momento de ruptura entre judeus e cristãos. Era o tempo da reestruturação do judaísmo formativo. Os cristãos nesta época eram expulsos das sinagogas, por isso Mateus fala das “suas/vossas sinagogas” ou “sinagogas deles” (4,23; 9,35; 10,17; 12,9; 13,54; 23,34).

7. As mulheres:
- Na genealogia de Jesus aparecem 5 mulheres. Isso era incomum no ambiente judaico. Todas têm problemas: Tamar que perdeu o marido e se fez passar por prostituta (Gn 38); Raab é prostituta (Js 2,1-21); Rute é moabita, isto é, uma estrangeira (Rt 1,4); Betsabeia era mulher de Urias, que Davi mandou matar para ficar com ela (2Sm 11 e 12); e Maria, que ainda não era casada com José;
- É uma mulher que unge Jesus e prepara seu corpo para a sepultura (26,6-13);
- As mulheres são o grupo que é fiel até o fim (27,55-56.61) e são as primeiras as receberem a boa notícia da ressurreição de Jesus e serão as primeiras anunciadoras de que Jesus está vivo (28,1- 10);
- Porém, a infância de Jesus é contada na ótica de José e não de Maria, como em Lucas.

8. Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12):
- São 7 ou nove, depende de como são contadas;
- A recompensa na primeira (aos pobres) e na sétima (aos perseguidos pela justiça) a promessa é no presente “deles é o reino dos céus”. As demais são no futuro: herdarão a terra; serão saciados...;
- Diferente de Lucas, os “Ai de vós” não vêm em seguida aos “felizes / bem-aventurados vós”. Eles aparecem no capítulo 23;
- Deus quer o povo feliz! E essa felicidade começa logo para quem entra no Reino;
- Pessoas pobres, doentes, endemoninhadas, famintas, cegas, desempregadas, crianças, mulheres, multidões... Este é o povo que Jesus encontra e são as privilegiadas no anúncio do Reino.

9. Mateus utiliza muitos números:
Mateus usa muito os números, sobretudo 3, 5, 7 e 10. Ex.: narra 3 tentações de Jesus; 3 “quando...” (6,2.5.16); 3 súplicas no monte das Oliveiras; temos 3 negações de Pedro; 3 séries de 14 (7 x 2) gerações na genealogia de Jesus. Encontramos 7 discursos de Jesus, 7 parábolas sobre o Reino;
- O Evangelho está organizado em 5 livrinhos (igual ao Pentateuco, no AT);
- Devemos perdoar não 7 vezes, mas setenta vezes sete, isto é, infinitamente;
- Encontramos em Mateus 10 milagres (igual às 10 pragas ou aos 10 Mandamentos no AT).

10. Jesus é o novo Moisés:
- A matança dos meninos (2,13-18) recorda um fato semelhante com Moisés (Ex 1,15-22);
- Jesus é maior que Moisés, pois Ele cumpre toda a Lei (5,17) e lhe dá uma nova interpretação (5,21-48; 19,3-9.16-21);
- Várias vezes Jesus sobe à montanha. Esta era o lugar privilegiado para o encontro com Deus. Jesus sobe à Montanha (5,1), assim como Moisés foi ao Sinai. O sermão na Montanha (5-7) e o envio dos Apóstolos pelo mundo (28,16-20) lembram as tábuas da Lei dadas a Moisés no Monte Sinai.

11. Jesus é o FILHO de Davi: O Novo Davi
- Menciona Davi ligado a Jesus muitas vezes: 1,1.6.17; 9,27; 12,3.23; 15,22; 20,30.31; 21,9.15; 22,42.43.45;
- Jesus é chamado FILHO DE DAVI 7 vezes: - Três vezes pelos dois cegos (9:27; 20,30.31) e mais uma vez pela mulher Cananéia (15:22) todos pedindo compaixão; duas vezes pela multidão que se admira (12,23) e na entrada para Jerusalém (21,9); uma vez pelos meninos (21,15);
- E finalmente à pergunta de Jesus os fariseus também reconhecem que o Cristo é o Filho de Davi (22:42);
- Davi foi o Rei considerado ideal porque conseguiu unir as 12 tribos de Israel tornando-os o Povo de Israel. Jesus é o Novo Davi para unir todos os povos, tornando-os O NOVO POVO DE DEUS.

12. O verbo “ver”:
- Jesus “viu” os primeiros Apóstolos (4,18.21); “viu” Mateus (9,9); “viu” as multidões (5,1; 8,18; 9,36); “viu” a sogra de Pedro de cama (8,14); “viu” a mulher doente (8,22); etc...

13. É o Evangelho da Igreja:
- Duas vezes aparece a palavra ekklesía: Igreja / Assembleia (16,18; 18,17);
- Mateus procura corrigir certos problemas da comunidade: o perdão aos que erram, o bom comportamento (parábola do semeador, todo o capítulo 18, a questão da autoridade, o perdão etc.);
- Ele quer demonstrar que os cristãos são o novo Povo de Deus e a Igreja é o verdadeiro Israel;
- O batismo substitui a circuncisão. É o novo sinal de pertença ao povo de Deus;
- Foi o Evangelho mais usado na Igreja primitiva. Seu estilo é de Catequese.

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BIBLIOGRAFIA:

CNBB. Ele está no meio de nós. São Paulo: Paulus, 1998.
MOSCONI, L. O Evangelho de Mateus. São Leopoldo: CEBI, 1990.
STORNIOLO, I. Como ler o Evangelho de Mateus. São Paulo: Paulus, 1990.
* Introdução ao Evangelho de Mateus na Bíblia de Jerusalém, Edição Pastoral e Bíblia do Peregrino.

Frei Ildo Perondi
Prof. no curso de Teologia da PUC-PR.

EXERCÍCIO: Ler o Evangelho de São Mateus e ir anotando:

Quem é Jesus?
- É o Emanuel, isto é, “Deus Conosco”
- É Jesus: o nosso Salvador!
- É o “Rei dos Judeus” (segundo os Magos)
- É uma ameaça para Herodes e os grandes
- É o Deus Menino (cf. Mt 2,8-21)
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Como seguir Jesus?
- Como os Magos: ir e alegrar-se!
- Como fizeram Pedro e seu irmão André
- Como fizeram Tiago e João
- Como as multidões que seguiram Jesus
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ANEXO I:
Introdução e informações da BÍBLIA PASTORAL - Paulus:

EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS
JESUS, O MESTRE DA JUSTIÇA

Introdução

Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa: “Deus está conosco” (Mt 1,23). À medida que lemos este Evangelho, vamos descobrindo o significado desse título: Deus está presente em Jesus, comunicando a palavra e ação que libertam os homens e os reúnem como novo povo de Deus. As últimas palavras de Jesus (Mt 28,20) são uma promessa de permanência: “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. Essas palavras, dirigidas ao grupo dos discípulos, mostram que Mateus vê a comunidade cristã como semente do novo povo de Deus, povo que é o lugar onde se manifestam a presença, ação e palavra de Jesus.

Segundo Mateus, Jesus é o Messias que realiza todas as promessas feitas no Antigo Testamento. Essa realização ultrapassa as expectativas puramente terrenas e materiais dos contemporâneos de Jesus, que esperavam apenas um rei nacionalista para libertá-los da dominação romana. Frustrados em suas expectativas, eles o rejeitam e o entregam à morte. Por isso, a comunidade reunida em torno de Jesus torna-se agora a portadora da Boa Notícia a todos os homens, a fim de que eles pertençam ao Reino do Céu.

Logo de início, Mateus apresenta Jesus como o Mestre que veio realizar a justiça: “devemos cumprir toda a justiça” (3,15). O restante do Evangelho mostra que, através da palavra e ação, Jesus vai educando a comunidade cristã para a prática dessa justiça, isto é, vai ensinando como se deve realizar concretamente a vontade de Deus.

De todos os evangelistas, Mateus é aquele que apresenta didática mais clara. Entre o prólogo (Mt 1-2) e a narrativa da morte e ressurreição de Jesus (26,3-28,20), ele organiza o assunto de todo o seu Evangelho em cinco livrinhos, cada um contendo uma parte narrativa seguida de um discurso. Lendo atentamente, podemos perceber que Mateus escolheu os episódios de cada parte narrativa, de modo a ilustrar o discurso seguinte. E o discurso, por sua vez, resume e explica o que está contido nessa narrativa. Assim a palavra de Jesus é sempre apresentada como resultado de uma ação, e toda ação é sempre ensinamento, anúncio.

A comunidade cristã, lendo Mateus, é convidada a olhar para dentro de si mesma, afim de descobrir a presença de Jesus, que ensina a prática da justiça. Desse modo, a comunidade aprenderá a dizer a palavra certa e a realizar a ação oportuna, no tempo e lugar em que está vivendo.

O Evangelho segundo Mateus começa com uma genealogia, para salientar que Jesus surge do povo de Israel e o conduz ao ponto alto de sua história. Como “filho de Abraão” (1,1, Jesus) deve ser entendido à luz de toda história contada nas Escrituras (Antigo Testamento). Eis uma chave importante para abrir nosso texto: é a partir da história, das tradições, da cultura do povo de Israel que Jesus será compreendido.

Ele é chamado também “filho de Davi” (1,1), o Messias (Cristo, ungido, escolhido) que vem ensinar a respeito do Reino e realizar a justiça (vontade) de Deus, da qual se deve ter fome e sede, e em relação à qual não se deve temer a perseguição (5,6.10).


EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS

Prólogo: A nova história – Mt 1-2 : Evangelho da Infância de Jesus

PRIMEIRO LIVRINHO: Mt 3-7 - A JUSTIÇA DO REINO
1.1 - Parte narrativa: A chegada do Reino – Mt 3-4
1.2 - Discurso: O SERMÃO DA MONTANHA – Mt 5-7

SEGUNDO LIVRINHO: Mt 8,1-10,42 - A DINÂMICA DO REINO
2.1 - Parte narrativa: Os sinais do Reino Mt 8,1-9,38
2.2 - Discurso: A missão dos discípulos – Mt 10,1-42

TERCEIRO LIVRINHO: Mt 11,1-13,52 - O MISTÉRIO DO REINO
3.1 - Parte narrativa: A oposição a Jesus - Mt 11-12
3.2 - Discurso: As 7 parábolas do Reino – Mt 13, 1-52

QUARTO LIVRINHO: Mt 13,53-18,35 - A IGREJA - SEMENTE DO REINO
4.1 - Parte narrativa: O seguimento de Jesus Mt 13,53-17
4.2 - Discurso: A vida da Igreja – Mt 18,1-35

QUINTO LIVRINHO: Mt 19 – 25 - A VINDA DEFINITIVA DO REINO
5.1 - Parte narrativa: O Reino é universal - Mt 19-23
5.2 - Discurso: A vinda do Filho do Homem – Mt 24-25

PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS: Mt 26-28

Mandato de Jesus aos discípulos:
“Vão e façam com que todos se tornem meus discípulos...” Mt 28,19.

Da Bíblia Edição Pastoral

ANEXO II:
INTRODUÇÃO DA BÍBLIA DOS CAPUCHINHOS - Evangelho de São Mateus

INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE SÃO MATEUS
BÍBLIA DOS CAPUCHINOS

Este Evangelho, transmitido em grego pela Igreja, deve ter sido escrito originariamente em aramaico, a língua falada por Jesus. O texto atual reflete tradições hebraicas, mas ao mesmo tempo testemunha uma redação grega. O vocabulário e as tradições fazem pensar em crentes ligados ao ambiente judaico; apesar disso, não se pode afirmar, sem mais, a sua origem palestinense. Geralmente pensa-se que foi escrito na Síria, talvez em Antioquia ou na Fenícia, onde viviam muitos judeus, por deixar entrever uma polêmica declarada contra o judaísmo farisaico. Atendendo a elementos internos e externos ao livro, o atual texto pode datar-se dos anos 80-90, ou seja, algum tempo após a destruição de Jerusalém.

AUTOR
Do seu autor, este livro nada diz; mas a mais antiga tradição eclesiástica atribui-o ao apóstolo Mateus, um dos Doze, identificado com Levi, cobrador de impostos (9,9-13; 10,3).
Pelo conhecimento que mostra das Escrituras e das tradições judaicas, pela força interpelativa da mensagem sobre os chefes religiosos do seu povo, pelo perfil de Jesus apresentado como Mestre, o autor deste Evangelho era, com certeza, um letrado judeu tornado cristão, um mestre na arte de ensinar e de fazer compreender o mistério do Reino do Céu, o tesouro da Boa-Nova anunciada por Jesus, o Messias, Filho de Deus.

COMPOSIÇÃO LITERÁRIA
Mateus recorre a fontes comuns a Marcos e Lucas, mas apresenta uma narração muito diferente, quer pela amplitude dos elementos próprios, quer pela liberdade com que trata materiais comuns. O conhecimento dos processos e os modos próprios de escrever de Mateus são de grande importância para a compreensão do livro atual:
a) compilação de palavras e de fatos, de “discursos” e de milagres;
b) recurso a certos números (7, 3, 2);
c)  paralelismo sinonímico e antitético;
d) estilo hierático e catequético;
e) citações da Escritura, etc..

DIVISÃO E CONTEÚDO
Apesar dos característicos agrupamentos de narrações, não é fácil determinar o plano ou estabelecer as grandes divisões do livro. Dos tipos de distribuição propostos pelos críticos, podemos referir três:

1. Segundo o plano geográfico:
a) o ministério de Jesus na Galileia (4,12b-13,58),
b) a sua atividade nas regiões limítrofes da Galileia e a caminho de Jerusalém (14,1-20,34),
c)  ensinamentos, Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém (21,1-28,20).

2. Segundo os cinco “discursos”, subordinando a estes as outras narrações: resulta daí um destaque para a dimensão doutrinal e histórica da existência cristã.
3. Segundo o objetivo de referir o drama da existência de Jesus:
Mateus apresenta o Messias...
a) em quem o povo judeu recusa acreditar (3,1-13,58) e
b) que, percorrendo o caminho da cruz, chega à glória da Ressurreição (14-28).
Aqui, limitamo-nos a destacar:
I. Evangelho da Infância de Jesus (1,1-2,23);
II. Anúncio do Reino do Céu (3,1-25,46);
III. Paixão e Ressurreição de Jesus (26,1-28,20).

TEOLOGIA
Escrevendo entre judeus e para judeus, Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. A partir do exemplo do Senhor, reflete a praxe eclesial de explicar o mistério messiânico mediante o recurso aos textos da Escritura e de interpretar a Escritura à luz de Cristo. Esta característica marcante contribui para compreender o significado do cumprimento da Lei e dos Profetas: Cristo realiza as Escrituras, não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos da Escritura neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.

Nele ressaltam cinco blocos de palavras ou “discursos” de Jesus: 
a)    5,1-7,28;
b)    8,1-10,42;
c)    11,1-13,52;
d)    13,53-18,35;
e)    19,1-25,46.

Ocupam um importante lugar na trama do livro, tendo a encerrá-los as mesmas palavras (7,28), e apresentam sucessivamente: 
a)    “a justiça do Reino” (5-7),
b)    os arautos do Reino (10),
c)    os mistérios do Reino (13),
d)    os filhos do Reino (18) e
e)    a necessária vigilância na expectativa da manifestação última do Reino (24-25).

Desde o séc. II, o Evangelho de Mateus foi considerado como o “Evangelho da Igreja”, em virtude das tradições que lhe dizem respeito e da riqueza e ordenação do seu conteúdo, que o tornavam privilegiado na catequese e na liturgia. O Reino proclamado por Jesus como juízo iminente é, antes de mais, presença misteriosa de salvação já atuante no mundo. Na sua condição de peregrina, a Igreja é “o verdadeiro Israel” onde o discípulo é convidado à conversão e à missão, lugar de tensão ética e penitente, mas também realidade sacramental e presença de salvação. Não identificando a Igreja com o Reino do Céu, Mateus continua hoje a recordar-lhe o seu verdadeiro rosto: uma instituição necessária e uma comunidade provisória, na perspectiva do Reino de Deus.

Como os outros Evangelhos, o de Mateus refere a vida e os ensinamentos de Jesus, mas de um modo próprio, explicitando a cristologia primitiva: em Jesus de Nazaré cumprem-se as profecias;
a)    Ele é o Salvador esperado,
b)    o Emanuel,
c)    o «Deus conosco» (1,23) até à consumação da História (28,20);
d)    é o Mestre por excelência que ensina com autoridade e interpreta o que a Lei e os Profetas afirmam acerca do Reino do Céu (= Reino de Deus);
e)    é o Messias, no qual converge o passado, o presente e o futuro e que, inaugurando o Reino de Deus, investe a comunidade dos discípulos a Igreja do seu poder salvífico.

Assim, no coração deste Evangelho o discípulo descobre Cristo ressuscitado, identificado com Jesus de Nazaré, o Filho de Davi e o Messias esperado, vivo e presente na comunidade eclesial.
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FONTE:


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

AS TRÊS COMPETÊNCIAS DO CATEQUISTA: FORMAÇÃO, PALAVRA, IGREJA!

O povo de Deus recebeu a vocação e a consagração de anunciar e testemunhar o Evangelho. Nesta vocação comum, o Senhor escolhe alguns para o serviço da Catequese. 
Portanto, os catequistas são convocados por Deus mediante a Igreja, para desempenhar a missão evangelizadora da educação na fé.

A fim de que estes agentes pastorais possam desempenhar de maneira responsável e qualitativa o seu ministério, devem prestar uma particular atenção às suas competências, entre as quais está o serviço à Palavra de Deus e à Igreja. 

I - A FORMAÇÃO 
A formação integral dos catequistas, delineada no Diretório Geral para a Catequese (DGC, 1997), numa tríplice dimensão: ser, saber e saber fazer, procura tornar os catequistas capazes de desempenhar de forma mais consciente a sua tarefa na comunidade eclesial. A finalidade destas três características educativas consiste em acompanhar progressiva e permanentemente o agente pastoral da catequese, a fim de que ele possa desenvolver a própria personalidade cristã, aonde confluem os valores e a sabedoria humana, a síntese da fé e o compromisso pastoral.

Este programa didático-formativo comporta:
- O conhecimento da Bíblia e da teologia;
- Da pedagogia e da comunicação;
- Da liturgia e da espiritualidade.

Tudo isto não diz respeito de maneira exclusiva a um simples saber intelectual, mas sim a um conhecimento em nível de testemunho, ou seja, a uma profunda experiência de comunhão, de misericórdia e de certeza do amor de Deus, que consiga fazer do catequista um autorizado educador na fé. 

II - SERVIDOR DA PALAVRA

A atitude típica do cristão consiste em praticar na sua própria existência o projeto de vida do Mestre, expresso de forma categórica, com as seguintes expressões: Com efeito, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10, 45). Por conseguinte, é mediante a participação no Mistério pascal de Cristo que cada um dos batizados se une à vontade do Pai, mas de maneira ainda mais específica aqueles que desempenham um determinado ministério no seio da comunidade eclesial. 

Consequentemente, a espiritualidade do catequista impõe uma escuta participativa da Palavra em ordem a uma interiorização, a um confronto e a uma resposta existencial. Consciente do seu papel a desempenhar na Igreja, ele tem necessidade de uma familiaridade com a Sagrada Escritura para acompanhar os irmãos na intimidade com o Verbo do Pai.

Da meditação fiel da Bíblia, como uma consequência lógica, o catequista poderá iluminar, encorajar e instruir os catequizandos a não se deixarem desanimar pelas dificuldades, a não se submeterem aos critérios secularizadores, hoje predominantes na sociedade, e a não venderem a sua dignidade de filhos de Deus.
Os livros sagrados forjam a mente e o coração do catequista, tornando-o capaz do martírio, ou seja, de dar testemunho da fé, onde se manifesta a sabedoria bíblica, porque conquista o domínio da Sagrada Escritura; inquietude missionária, porque adquire a consciência do incansável zelo missionário evangelizador de Jesus, caminha no seguimento dos seus passos para alcançar todas as pessoas com amor salvífico; caridade veemente, porque segundo o exemplo do Senhor se inclina diante do sofrimento do homem para dar alívio e infundir esperança,  sinais evidentes de que o seu  agir constitui um eco do novo mandamento: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. (Mt 22, 37-40).

Da recepção humilde e obediente da Palavra revelada, o catequista dispõe-se a servir a comunidade eclesial para a edificar na comunhão, na diaconia e na missionariedade. 


III - SERVIDOR DA IGREJA

O ministério do catequista nasce, vive e realiza-se no seio da Igreja; por isso, ele pode ser considerado plena e justamente animador da comunidade eclesial, promotor da educação, da alimentação e do amadurecimento da sua fé, além de testemunha daquilo em que o povo de Deus acredita, daquilo que o mesmo celebravive e reza.

Uma das finalidades específicas da catequese consiste em iniciar os catecúmenos na vida comum, onde se vive a experiência de amar e louvar a Deus, de se ajudarem uns aos outros e de se aperfeiçoarem fraternamente, de compartilharem as tribulações e as alegrias, de oferecerem a própria disponibilidade, tolerância, paciência e prudência nos relacionamentos interpessoais, de tal maneira que, em qualquer situação, a Igreja se apresente como ícone da Santíssima Trindade.

Nesta altura, é necessário relevar a importância do relacionamento de colaboração entre os catequistas e os pastores, em vista de realizar conjuntamente a programação pastoral da catequese, para que ela possa corresponder de maneira constante à sua natureza no contexto da missão evangelizadora da Igreja.

Por sua vez, os pastores que se interessam sinceramente pela preparação dos catequistas, cuidam da sua competência doutrinal e metodológica, enquanto se dedicam à orientação espiritual e virtuosa destes agentes pastorais. E tudo isto, sempre para servir e edificar a Igreja de Deus, na certeza de que cada um dos ministérios encontra a sua gênese na confiante chamada divina. "Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e que vos destinei para irdes e dardes fruto, e que o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16).

O serviço eclesial à palavra 

Por meio de uma análise da realidade social contemporânea, evidencia-se o afastamento de tantos batizados da Igreja, porque os valores que no passado orientavam o comportamento humano, atualmente são ameaçados por uma mentalidade ateia; por conseguinte, é necessária uma séria e qualificada catequese em que a Palavra de Deus seja apresentada orgânica e unitariamente, mediante a sua linguagem narrativa dos acontecimentos salvíficos e através do seu impetuoso poder de redenção.

Não com menos urgência, é necessário demonstrar a identidade apostólica da igreja, onde o catequista desempenha o seu serviço em particular sintonia e comunhão com ela. Quanto mais forem evidenciados o amor e a responsabilidade em relação à comunidade eclesial, tanto mais os catequizandos se sentirão como verdadeiros filhos da igreja, orientados pelas Sagradas Escrituras.    

             
FONTE: http://www.osservatoreromano.va/pt   (Sem autor definido).
Adaptação: Ângela Rocha - Catequistas em Formação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

PRESÉPIOS CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO

Durante o mês de dezembro, nas duas últimas semanas, promovemos um "concurso" de presépios com os catequistas do nosso grupo no Facebook. A ideia foi da Vivian Leite, catequista de São Paulo, que começou a história apresentando o próprio presépio:

Vivian Leite - São Paulo SP

E foi um SUCESSO!


Catequistas de todo Brasil publicaram fotos dos seus presépios de casa, alguns da paróquia, outros da catequese. Todos absolutamente LINDOS! E escolher os mais significativos para serem votados foi difícil! Mas, dos mais de 100 presépio foram selecionados os seguintes:


Ana Lucia Almindo (exposição de presépios dos cateqquizandos), Heloisa Silva, Raimundo Cesa, Suzana Lossurdo, Juliana Bellozo, Marcio Prazeres (2 presépios das crianças da exposição promovida pela catequese), Nilva Mazzer, Adriana Pereira, Josefa Macleide Gomes Da Silva Gonçalves, Rosane C. Barbosa, Camila Viccioli ( 2 presépios muito fofos), Andreia Soares, Clarice Vieira Giasson, Rita Fernandes, Rosalia Nogueira Rodrigues, Marciano Ribeiro, Catari Viana, Rosana Lima da silva.


Feita a escolha, cada um contou um pouco da história do seu presépio para que os catequistas do grupo votassem nos 5 melhores, para serem premiados. Foi mais difícil ainda escolher, mas, aí estão eles:

Heloísa Silva - 1º LUGAR (91 votos)
Presépio montado na casa da minha mãe (82 anos). Moramos em Ceilândia - DF. Todo ano tenho a incumbência de montar o presépio, ela fica ansiosa, esperando. Embaixo do menino Jesus ela colocou um pedido para que eu engravide. Então todos os anos quando monto, devolvo o pedido no lugar.

Juliana Bellozo -  também em 1º LUGAR (91 votos) - Empatou com a Heloísa!

Presépio eu que fiz de biscuit e em cada peça eu coloquei um ímã. Ele está na tampa de uma lata de panetone. A ideia de colocar o ímã foi dos meus catequizandos. Eu uso sempre na catequese. Meus catequizandos sempre querem que eu dê pra eles as peças! rsrsrsrs. Sou de Rolândia-Pr. e dou catequese na paróquia São Pedro Apóstolo e Nossa Senhora de Fátima - Arquidiocese de Londrina PR.

Nilva Mazzer - 2º LUGAR - 65 votos
Fiquei muito feliz por meu presépio estar entre os escolhidos. Ganhei na confraternização de final de ano da nossa catequese aqui da Paróquia São José Operário de Maringá, da nossa equipe da coordenação. E o mais legal de tudo, ele foi feito por uma catequista nossa, que também faz parte do grupo: Regina Celia Fregadolli Auada. 



Clarice Vieira Giasson - 3º LUGAR - 48 votos
Estou muito feliz que a foto dessa turminha linda foi classificada para a escolha do presépio mais curtido desse grupo! 💝 Sou coordenadora da catequese em minha comunidade, Paróquia Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, na cidade de Medianeira- Paraná, e também Catequista junto com meu esposo Rogério, nessa turma de 2ª etapa. Trabalhamos sobre o presépio e eles amaram pintar, recortar e montar juntos. Estamos estudando e colocando em prática a catequese mistagógica e acredito que podemos sim fazer a diferença na vida dos pequenos, mostrando o amor pelo Céu, pelas coisas de Deus!

Rita Fernandes - 4º LUGAR - 47 votos
O meu presépio é bem simples, feito de papelão, as imagens foram impressas no computador e colorida pelos meus netinhos que queriam saber o que é o presépio, eles tem 8 e 5- 9 e 6 anos, como ficaram em casa após termino das aulas, resolvemos fazer um mini presépio, eles amaram, e ficaram encantados com a história do nascimento de Jesus. Maravilhoso ver aqueles olhinhos brilhando de curiosidade...❤✨✨ Sou da Paróquia Santuario Fátima -

Suzana Lossurdo - 5º LUGAR - 44 votos
Meu presépio. Tão espaçoso quanto a dona. 😊 Já o monto há 22 anos, cada vez de uma forma diferente. Quando meus filhos eram pequenos, os animais passeavam por todo os lados, ora juntos, ora separados. De repente sumiam todos e apareciam novamente. Hoje, finalmente, eles ficam sempre no mesmo lugar. Sou de Barra Bonita/SP. Paróquia São José.

Raimundo Cesa - 6º LUGAR - 40 votos.
O Meu presépio foi baseado na realidade em que vivemos, em um mundo onde a simplicidade prevalece....moramos no interior do estado do Ceará, a 350 km da capital, somos uma capela pequena..e nosso presépio representada a nossa simplicidade, representa o Deus menino que enxergamos em nossa realidade: Iluminado e que nasceu no meio da simplicidade.Utilizei material do nosso cotidiano e cotidiano rural, como o pote de barro, as plantas e as raizes. Sou da Cidade de Dep. Irapuan Pinheiro-Ceará.

Adriana Pereira - 7º LUGAR - 39 votos
Em nossa Paróquia (Sr. Bom Jesus - Monte Alto - SP) realizamos pela primeira vez uma exposição de presépios. As pastorais e comunidades prepararam seus presépios de acordo com o tema sugerido. Tivemos presépio de migrantes, de moradores de rua, oriental, dentre outros. Minha comunidade foi responsável pelo presépio indígena e a ideia foi retratar que Jesus pode nascer nas mais diversas realidades. Foi uma experiência enriquecedora de partilha, espiritualidade e de união.

Rosália Nogueira Rodrigues - 8º LUGAR - 35 votos
O meu presépio foi realizado em família. Tenho 4 filhos e por isso a construção do presépio é um momento de muita alegria e um espaço de imaginação, trabalho de equipe e oração. Somos de Leiria - Fátima - Portugal.

Camila Viccioli - 9º LUGAR - 35 votos
Aqui estão meus dois presépios, que montei com toda simplicidade, porém com o mais importante de todos: o amor em Jesus. Um deles foi feito na lata de sardinha. Sou Camila da cidade de Cândido Mota - SP.

Rosane C. Barbosa - 10º LUGAR - 34 votos
Boa tarde catequistas. Agradeço o carinho e oportunidade. Sou Rosane, de Contagem/MG. Este presépio ganhei de minha mãe, falecida em 13 de maio deste ano passado, 2019. E que muito me honra ter, porque como minha primeira catequista, ela me ensinou a importância da nossa Sagrada Família de Nazaré. É um presépio em miniatura, artesanal e me acompanha o ano todo. No advento coloco essa mini-velinha, no natal acendemos e rezamos pro menino Jesus abençoar todas as famílias do mundo. Neste Natal, minha mãe ficou com nossa mãe do céu, Jesus e José, a interceder por nós, como um anjo. Desejo a todos um ano cheio de bênçãos!

Andreia Soares - 29 votos
Meu presépio tenho há mais ou menos dois anos.Tinha uma vontade enorme de ter um, pois montava o da igreja onde participo há 17 anos. Mas meu sonho era ter o meu e com a graças de Deus consegui .Minha vontade é ter peças maiores.
Comunidade Nossa Senhora da Paz Arujá / São Paulo.


Catari Viana - 28 votos
Desde criança admirava o presépio de minha avó . Era simples, na fazenda e não tinha luz, era iluminado com lamparinas a óleo. Hoje, não deixo a tradição ser esquecida. Amo fazer meu Presépio. Ele sempre tem no mínimo 3 metros de comprimento por 1 de largura, mas esse ano tive que fazê-lo em um espaço um pouco menor, mas também ficou bonito. E esse ano fui formando em etapas, até estar completo, com todos os personagens juntos no dia da Epifania do Senhor. E começo com a Nossa Senhora do Ó, ou da Expectaçao, que é a Nossa Senhora Grávida. Ainda não desmontei.. estou com muita pena.... 😯🙏❤❤❤
Sou da Paróquia de São José, em Piratininga, Niterói/ RJ.

Josefa Macleide Gomes da Silva Gonçalves - 28 votos
Presépio confeccionado em 03/12/2015 (Um tesouro precioso, guardado com carinho). Bem simples: as imagens foram impressas e coloridas por meus catequizandos que tinham idade de 5 a 8 anos. Comunidade São Francisco- Paróquia Senhor do Bonfim- Macurure - BA.

Rosana Lima da Silva - 28 votos
Bom esse é o meu presépio, ele é bem simples mas montado com muito carinho. Sempre quis ter um, mas nunca conseguia comprar! Rsrsrsrs... Faz uns 4 anos que consegui adquirir❤❤. Ele é montado na minha casa, num cantinho reservado no rack, coloco pisca-pisca pra deixar bem alegre. Moro na Comunidade de Nossa Senhora das Graças que pertence à Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus em Campos do Jordão - SP.


MARCIO PRAZERES - 27 votos
Dois dos presépios da primeira exposição da minha paróquia, feito com muito amor e carinho, com as famílias dos catequizandos. Com esses presépios trabalhamos catequese em família. Obs: a primeira exposição de muitas que vão vim.
Paróquia São Pedro, Diocese de Osasco SP.

Ana Lucia Almindo e Mara Gandolfe - 22 votos
Eu e a Mara Gandolfe, somos catequistas da comunidade N.S. das Dores (Paróquia Cristo Rei), cidade São Vicente, litoral de São Paulo, e todo ano nós pedimos para nossos catequizandos fazerem um presépio em casa com ajuda dos pais, para depois fazer exposição na comunidade. Como sempre eles se superam e aí estão, lindos como sempre.

Marciano Ribeiro - 20 votos
Este é o presépio de minha casa, todo ano faço questão de montá-lo, com todo carinho em um lugar de destaque, para a chegada do Menino Deus. O presépio foi comprado pela minha mãe, em Aparecida – SP, quando eu ainda era criança. Cada vez que o contemplo, sinto que no presépio, Deus se fez pequeno e se tornou nosso irmão. E, ainda nos dias de hoje quer renascer em nossos corações. Que todo dia seja Natal!  
Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, Bom Sucesso – MG - Diocese de Oliveira.

Além dos selecionados acima tivemos muitos outros presépios, cada um mais bonito que o outro. Eles estão todos publicados no grupo Catequistas em Formação no Facebook: 

Quem quiser fazer parte do grupo, é só pedir adesão respondendo as perguntas!

* Também disponível no link: 
https://drive.google.com/drive/folders/1tiyjGytxH8uWYrZ2fGULjh_jyxGld39k?usp=sharing