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quarta-feira, 3 de julho de 2019

COMO TRABALHAR UM ENCONTRO



Um velho tema, mas um assunto sempre atual!

Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um procedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “Para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10). Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes.

O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro. Vejamos agora, parte por parte da dinâmica metodológica de um encontro: ACOLHIDA, VER, JULGAR, CELEBRAR, AGIR, AVALIAR.
  


a) Acolhida: é a sala de visita do encontro

Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas. É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome. Todo participante que se sente aceito e amado, participará com mais alegria e motivação.

b) Olhar a vida, ou ver a realidade (Ver)

Suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor. Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, consequências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas. O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus. A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização.

c) Iluminar a vida com a Palavra (Julgar)

A partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças. Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida. Dentro do julgar também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor. É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz. Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós? O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos.

d) Celebrar a Fé e a Vida

É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial. O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos, nos aproximamos do convidado especial, que é Deus. A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida. A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão.

e) Assumir ações práticas

Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade. Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos. O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exigem a mudança nas pessoas, famílias, comunidade. Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.

f) Recordar o encontro

Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua. Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.

g) Guardar para vida

Este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas. As frases poderão ser ilustradas com desenhos ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.

h) Avaliar

A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom. Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade. A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro. São muitas as formas de avaliar. Pode-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião. A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo catequético. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda.

Conclusão

Parece simples preparar um encontro, mas, como vemos, exige do catequista dedicação, carinho e aprofundamento para tornar cada encontro, um espaço de crescimento mútuo. Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos. É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10). Qualquer ambiente era propício para acolher-ensinar-aprender-conviver. Para Ele a importância estava nas pessoas.

Ir. Marlene Bertoldi
Jornal Missão Jovem

terça-feira, 17 de julho de 2018

ROTEIRO DE ENCONTRO DE PAIS E CATEQUIZANDOS: POR FAVOR, ME TOQUE!


Roteiro desenvolvido para Encontro/retiro com Pais e Catequizandos.

“Por favor, me toque! ”

Objetivo: Maior aproximação entre pais e filhos.

Duração: 1h20

Ambientação: Salão ou sala grande que acomode a todos. Usar imagem da Sagrada Família, deixar o ambiente acolhedor: velas, flores. Use a criatividade.
* Providenciar cópia do poema para as famílias.

Acolhida: Catequistas acolhem os pais dando boas-vindas.
Oração: Vinde Espírito Santo.

MOTIVAÇÃO:

Palavra: "Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará”. (Êxodo 20,12).

Reflexão: Explicação da palavra, falando sobre o amor dos pais para com os filhos. O porquê de todos estarem ali. O motivo é se aproximar mais dos seus filhos.

Dinâmica tema: Por favor me toque!

O dirigente pede para que os pais façam um círculo por fora e os Catequizandos no lado de dentro na frente dos pais. Coloca-se uma música instrumental, Catequizandos anda para direita e país para esquerda, devagar, calmamente. Enquanto isso falamos sobre o toque.

A experiência de tocar, de afagar, de sentir, de se aproximar, numa sociedade que a juventude está tão distante dos seus pais, com seus celulares, com a tecnologia que está afastando as famílias.

Se eu sou um bebê por favor me toque, eu preciso do seu afago de maneira que talvez nunca saiba; Pai, Mãe não se limitem a me banhar, trocar a minha fralda, mas, me embale, beije o meu rosto, o seu carinho gentil e confortador me transmite segurança e amor.

Pais lembrem-se agora, de quando esses catequizandos eram bebês, voltem à época em que eram pequenos, todo aquele primeiro cuidado, talvez aquela falta de experiência, aquela ansiedade, medo; mas, também aquele amor que os unia. Quando bebês essa experiência do toque é mais vívida.

Quando você chegar perto do seu filho, pode parar junto dele.

Se eu sou uma criança por favor me toque, ainda que eu resista e até rejeite, insista; descubra um jeito de atender a minha necessidade. O seu abraço de boa noite ajuda a adoçar os meus sonhos. O seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.

Agora que você está perto do seu filho (a), essa é a primeira experiência:

Que as crianças se voltem para os pais e segurem as suas mãos; e que os pais e filhos se olhem, suas mãos juntas, pensem no significado que isso tem. Se vocês a muito tempo não se tocavam, não andam mais de mãos dadas, se ele não precisa mais do seu toque para atravessar a rua, que agora esse toque tenha significado de novo.
Se eu sou seu adolescente por favor me toque, não pense que eu por quase estar crescido já não preciso saber que você se importa. Eu necessito de seus braços carinhosos, de uma voz terna, quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.

Então agora vocês pais, faça uma experiência que a muito tempo não fazem: que você toque o rosto do seu filho, olhe como ele está hoje... faça de olhos fechados e veja uma nova forma de sentir o rosto dele... como se você pudesse, só com o toque, saber o seu formato... orelha, nariz, boca, queixo, cabelos...

Agora você filho, faça essa experiência com seus pais. Toque o rosto deles, acaricie, sinta que já tem aquela ruga, a barba, cabelo que eles não gostam que desarrume. A importância desse toque infelizmente não teremos para sempre. Vai chegar o dia que esse toque fará muita falta. E você vai lembrar desse dia.

Se eu sou seu amigo por favor me toque! Nada como um abraço afetuoso, um gesto de carinho quando estou deprimido, me garante que sou amado, me reafirma que não estou só.

Os jovens chegam numa idade onde, às vezes, começam a sentir vergonha dos pais, não vergonha do que são. Mas de serem um pouco caretas, ultrapassados.... Permitam-se agora ter o toque do abraço, um abraço de verdade, onde os corações se encontram, não só os braços, encoste sua cabeça no peito do seu pai ou sua mãe sinta seu calor.

Se eu sou seu pai, por favor me toque. Do jeito que me tocava quando era pequeno, toque minha mão, dê me forças.... Faça-me sentir que precisa de mim.

Diga agora para o seu pai/mãe o quanto o ama; se quiser chorar, pedir perdão, perdoar, esse é o momento...

Para encerrar nossa dinâmica, deixo um pedido: Que este toque continue todos os dias, sem que seja preciso o pedido de “Por favor, me toque...”  Que ele venha de dentro, seja natural e espontâneo entre vocês. Que parta de um ou de outro, mas, que ele ACONTEÇA!

Encerramento: Pai nosso, Ave Maria...

Música: Abençoa senhor as famílias

Final: Servir lanche, café ou chá com biscoitos...

Avaliação: Durante a confraternização do final, busquem os catequistas, colher depoimentos sobre a dinâmica: o que os pais sentiram, como vivenciaram a dinâmica? Num próximo encontro, busquem as impressões dos catequizandos. Se o relacionamento deles com os pais mudou, se estão praticando os abraços, beijos, os “eu te amo”...





Colaboração: Deusa Queiroz – Paróquia São José – Catanduva SP.





POEMA:

POR FAVOR, ME TOQUE!

Se sou seu bebê,Por favor, me toque.
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba.
Não se limite a me banhar, trocar minha fralda e me alimentar, mas me embale estreitado, beije meu rosto e acaricie meu corpo.
Seu carinho gentil, confortador, transmite segurança e amor.
Se sou sua criança, Por favor, me toque.
Ainda que eu resista e até o rejeite, insista, descubra um jeito de atender minha necessidade.
Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos.
Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.
Se sou seu adolescente, Por favor, me toque.
Não pense que eu, por estar quase crescido, já não precise saber que você ainda se importa.
Necessito de seus braços carinhosos, preciso de uma voz terna.
Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.
Se sou seu amigo, Por favor, me toque.
Nada como um abraço afetuoso para eu saber que você se importa.
Um gesto de carinho quando estou deprimido me garante que sou amado, e me reafirma que não estou só. Seu gesto de conforto talvez seja o único que eu consiga.
Se sou seu parceiro, Por favor, me toque.
Talvez você pense que sua paixão basta, mas só seus braços detêm meus temores.
Preciso de seu toque terno e confortador, para me lembrar de que sou amado apenas porque eu sou eu.
Se sou seu filho adulto, Por favor, me toque.
Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar,
Ainda preciso dos braços do pai ou da mãe quando me machuco.
Se sou seu pai idoso, Por favor, me toque.
Do jeito que me tocaram quando eu era bem pequeno.
Segure minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força e aqueça meu corpo com sua proximidade.
Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada.
Não tenha medo, apenas me toque...

(Phyllis K. Davis).

quarta-feira, 4 de julho de 2018

ROTEIRO DE ENCONTRO: O FUTEBOL E A VIDA

Quero deixar minha contribuição com o testemunho de um encontro que fiz com o primeiro ano da crisma. Queria trabalhar a realidade da Copa do Mundo, em que todos estão ligados. Mas como fazer, sem cair na velha história de falar dos jogadores, quem é o goleador, herói...? Pensei em algo diferente que focasse as características para se ter um bom time. Estou mandando, em anexo, o roteiro do encontro e algumas fotos. Foi muito legal!!!!! Eles adoraram!! Para quem tem menos de 11 catequizandos, pode escalar alguns santos para ajudar! Se tiver mais que 11, pode fazer um banco de reservas. Use a criatividade!

Este encontro é uma colaboração da catequista Marisa dos Santos Colares, da Paróquia Rainha dos Apóstolos de Londrina - Pr.


1. ACOLHIDA

2. EXPLICAÇÃO DAS POSIÇÕES DO FUTEBOL

Cada posição tem uma função, um dom, uma qualidade. O que cada posição faz durante o jogo?  Qual a importância de cada uma?

3. SORTEAR AS POSIÇÕES

Fazer uma posição com sua explicação, em cada pedaço de papel, para sortear como se fosse amigo secreto:

 - GOLEIRO (1) – principal defensor
 - ZAGUEIROS (2) – auxiliam na defesa, não deixando a bola chegar com perigo no gol
 - LATERAIS (2) – auxiliam na defesa e avançam no ataque
 - MEIAS (2) - atuam principalmente na zona do meio-campo, entre a defesa e o ataque, cuja função é criar as jogadas de ataque
 - VOLANTES (2) - fazem a ligação entre a parte defensiva e a ofensiva do meio-de-campo recebendo a bola de um jogador de defesa e repassando-a a algum meia do time. Quando o lateral sair para o jogo o volante tem que ficar na posição do mesmo.
- ATACANTES (2) - Desempenha função ofensiva, com objetivo de fazer gols ou dar assistências para seus companheiros.

4. MOLDURA VAZIA DE FIGURINHA

Dar para cada um, um pedaço de papel do tamanho 6,5 X 5,0 cm. Pode ser feito em papel mais grosso. Cada um vai confeccionar sua figurinha, com seu desenho, sua posição e a característica desta posição. Pedir para que a figurinha seja bem colorida!



5. MONTAR O TIME

- Numa folha de cartolina ou Kraft, montar o time com as figuras confeccionadas.
- Dar um nome para o time.
- Cada um apresenta sua figurinha e fala de sua posição e sua característica.
- Dar ênfase às qualidades que cada um coloca à disposição do time.
- Fazer a ligação com a nossa vida que, assim como um time, precisamos de ataques, defesas, estratégias, organização. Pode perguntar:
- Do que precisamos nos defender?
- O que precisamos atacar?
- Como nos organizamos para as coisas de Deus?
- Qual nossa estratégia para viver bem, como um bom cristão?

 











A última figurinha é do treinador:  
- Quem é o treinador?
- Como ele convoca o time?   Ler (Mt 10,1-4)  
- Quem é o capitão (Jesus chamou Pedro como capitão).



Escolher um para ser capitão, falando das características necessárias.

Dar para cada um, a figurinha premiada! A figurinha do Técnico Jesus!

sábado, 30 de junho de 2018

ENCHARQUE SEU CORAÇÃO NAS ÁGUAS DE DEUS...


Dinâmica para momento orante

Orar é deixar-se encharcar pelas "águas de Deus"... Vocês já ouviram isso? 

As "águas de Deus"... A gente logo imagina o mover de Deus, a unção, o avivamento, o derramar do Espírito em nós. Isso tudo é verdade, Deus tem um rio de águas vivas para cada um de nós, Ele deseja que sua igreja esteja mergulhada na unção, encharcada pelas águas do Espírito. A água é símbolo de purificação, de vida e de refrigério.

Vamos fazer esta experiência? Então vamos lá!

- Compre aquele pano vermelho riscadinho de vermelho que a gente usa para limpar a pia. Em alguns lugares chama-se "perfex", "limpex", "limpano", parece um TNT listado.



- Recorte pequenos corações nele, escreva o nome dos catequizandos ou do grupo de catequistas.



- No momento orante do encontro, convide cada um a pegar seu "coração" (o nome estará nele), olhar para ele e observar que ele é "furadinho". Por que será? (deixe um momento para reflexão e se alguém quiser dizer alguma coisa, deixe fluir...)

- Ofereça uma pequena bacia com água e peça a todos que "encharquem" seus corações na água e depois vejam o quando ele aumentou e ficou mais "pesado", maior e capaz de carregar o líquido precioso da vida: a água/amor.

REFLEXÃO: Porque assim como o tecido tem a capacidade de absorver a água, o nosso coração tem a capacidade de "absorver" muita coisa: alegria, sofrimento, dor, ódio e, sobretudo, o amor ... e absorvendo o amor ele fica "encharcado" de Deus, tornando-se maior, "cheio" e capaz de depois levar esse amor/água para todas as pessoas que passam por nós.

- Como nosso pequeno coração "encharcado", vamos encharcar nosso espírito do amor de Deus rezando... 

- Pai Nosso que estais no céu...

(Helena Okano - Adaptação: Ângela Rocha)

quinta-feira, 1 de março de 2018

DINÂMICA: O PRESENTE



Esta dinâmica circula pela internet já faz um tempo e também já vi ela aplicada a muitos encontros e formações. Uma ótima maneira de promover integração num grupo que está começando, para quebrar o gelo e promover o conhecimento entre os membros.


O organizador pode escolher como presente alguma guloseima como uma caixa de bombom com o mesmo número de participantes, ou outro que possa ser distribuído uniformemente no final da dinâmica. Este presente deve ser leve e de fácil manejo pois irá passar de mão em mão. Tente embrulhá-lo bem atrativo com um papel bonito e brilhante para aumentar o interesse dos participantes em ganhá-lo. Disposição e local: os participantes devem estar em roda ou descontraidamente próximos.

Início: O organizador com o presente nas mãos diz (exemplo): Caros amigos, eu gostaria de aproveitar este momento para satisfazer um desejo que há muito venho querendo fazer. Eu queria presentear uma pessoa muito especial que durante o ano foi uma grande amiga e companheira e quem eu amo muito. Abraça a pessoa e entrega o presente. Em seguida pede um pouquinho de silêncio e lê o parágrafo 1:

1. PARABÉNS! *Você tem muita sorte. Foi premiado com este presente. Somente o amor e não o ódio é capaz de curar o mundo. Observe os amigos em torno e passe o presente que recebeu para quem você acha mais ALEGRE. Ao repassar o presente, a pessoa que recebe deve ouvir o parágrafo 2 e assim por diante:

2. ALEGRIA! ALEGRIA! Hoje é festa, pessoas como você transmite otimismo e alto astral. Parabéns, com sua alegria passe o presente a quem acha mais INTELIGENTE.

3. A inteligência nos foi dada por Deus. Parabéns por ter encontrado espaço para demonstrar este talento, pois muitas pessoas são inteligentes e a sociedade, com seus bloqueios de desigualdade, impede que eles desenvolvam sua própria inteligência. Mas o presente ainda não é seu. Passe-o a quem lhe transmite PAZ.

4. O mundo inteiro clama por paz e você gratuitamente transmite esta tão grande riqueza. Parabéns! Você está fazendo falta às grandes potências do mundo, responsáveis por tantos conflitos entre a humanidade. Com muita Paz, passe o presente a quem você considera AMIGO.

5. Diz uma música de Milton Nascimento, que “amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração”. Parabéns por ser amigo, mas o presente. . . ainda não é seu. Passe-o a quem você considera DINÂMICO.

6. Dinamismo é fortaleza, coragem, compromisso e irradia energia. Seja sempre agente multiplicador de boas ideias e boas ações em seu meio. Parabéns! Mas passe o presente a quem acha mais SOLIDÁRIO.

7. Parabéns! Você prova ser continuador e seguidor dos ensinamentos de CRISTO. Solidariedade é de grande valor. Olhe para os amigos e passe o presente a quem você considera ELEGANTE (bonito, etc…).

8. Parabéns! Elegância (beleza, etc…) completa a criação humana e sua presença torna-se marcante, mas o presente ainda não será seu, passe-o a quem você acha mais CHARMOSO.

9. Parabéns! O charme torna a presença ainda mais marcante e atraente. Mas o presente não será seu. Passe-o a quem você acha mais OTIMISTA.

10. Otimista é aquele que sabe superar todos os obstáculos com alegria, esperando o melhor da vida e transmite aos outros a certeza de dias melhores. Parabéns por você ser uma pessoa otimista! É bom conviver com você, mas o presente ainda não será seu. Passe-o a quem você acha COMPETENTE.

11. Competentes são pessoas capazes de fazer bem todas as atividades a elas confiadas e em todos os empreendimentos são bem-sucedidas, porque foram bem preparadas para a vida. Essas são pessoas competentes como você. Mas o presente ainda não é seu. Passe-o a quem você considera CARIDOSO.

12. A caridade é como diz São Paulo aos Coríntios: “ainda que eu falasse a língua dos anjos, se não tiver caridade sou como o bronze, que soa mesmo que conhecesse todos os mistérios, toda a ciência, mesmo que tomasse a fé para transportar montanhas, se não tiver caridade de nada valeria. A caridade é paciente, não busca seus próprios interesses e está sempre pronta a ajudar, a socorrer. Tudo desculpa, tudo crê, tudo suporta, tudo perdoa”. Você que é assim tão perfeito na caridade, merece o presente. Mas mesmo assim, passe o presente a quem você acha PRESTATIVO.

13. Prestativo é aquele que serve a todos com boa vontade e está sempre pronto a qualquer sacrifício para servir. São pessoas agradáveis e todos se sentem bem em conviver. Você bem merece o presente. Mas ele ainda não é seu. Passe-o a quem você acha que é um ARTISTA.

14. Você que tem o dom da Arte e sabe transformar tudo, dando beleza, luz, vida, harmonia a tudo que toca. Sabe suavizar e dar alegria a tudo que faz. Admiramos você que é realmente um artista, mas o presente ainda não é seu. Passe-o a quem você acha que tem .

15. Fé é o dom que vem de Deus. Feliz de você que tem fé, pois com ela você suporta tudo, espera e confia porque sabe que Deus virá em socorro nas horas difíceis e poderá ser feliz. Diz o salmo 26 ” O Senhor é a minha luz e minha salvação, de quem terei medo? ” Se você acredita e espera tanto de Deus, sabe também esperar e ter fé nos homens e na vida e assim será feliz. Mas o presente não é seu, pois você não precisa dele. Passe-o a quem você acha que tem o espírito de LIDERANÇA.

16. Líderes são pessoas que sabem guiar, orientar e dirigir pessoas ou grupos, com capacidade, dinamismo e segurança. Junto de você que é líder sentimos seguros e confiamos em tudo o que você diz e resolve fazer. Confiamos muito em você, que é líder, mas o presente ainda não é seu. Passe-o a quem você acha mais JUSTO.

17. Justiça! Foi o que Cristo mais pediu para o seu povo e por isso foi crucificado. Mas não desanime. Ser justo é colaborar com a transformação de nossa sociedade. Mas já que você é muito justo, não vai querer o presente só para você. Abra e distribua com todos, desejando-lhes FELICIDADES! E assim o presente é distribuído entre todos.

(Autor desconhecido)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

MINHA MELHOR RECEITA - ROTEIRO DE ENCONTRO



Sou catequista da Paróquia São José Operário, de Maringá, no Paraná. Quero compartilhar com vocês o encontro que eu e a Regina Auada, preparamos para o retorno da nossa catequese em 2018.

Primeiramente convidamos as famílias, de forma especial as mães, para participarem do encontro com seus filhos. É a primeira vez que fazemos isso e ao final do meu relato, espero que entendam o meu sentimento nesse momento.

Pedimos também que todos os catequizandos trouxessem uma receita de bolo escrita ou digitada. Mas não poderia ser uma receita qualquer, deveria ser aquela que a família mais gosta, uma receita bem especial.

Os dias e momentos que antecederam o encontro foram de tensão. Estávamos preocupadas com o que falar e o que fazer com a família, caso aparecessem. Na verdade, pensei que seria melhor que não aparecessem...

Nosso grupo tem 15 catequizandos e contávamos com a presença de umas 5 mães. Para nossa surpresa, as mães foram chegando, um pai também, e não paravam de chegar. E vieram 13 famílias. Penso que estavam todos curiosos com o convite. Recepcionamos cada pessoa com um abraço e muito carinho.

Iniciamos com a dinâmica da pipoca e sal, sugerida no grupo Catequistas em Formação. Distribuímos um pacotinho de pipoca sem sal e apagamos as luzes. Logo no início, já pudemos perceber a "cara feia" de algumas crianças que sentiram a falta do sal. Então distribuímos velas para todos e acendemos. Sugerimos que prestassem muita atenção nas respostas que a Bíblia nos daria para aquele momento.


Fiz a leitura do evangelho (Mt 5, 13-16). Ainda de luzes apagadas, pedimos que, de olhos fechados, refletissem sobre o texto lido. Acendemos as luzes, apagamos as velas e iniciamos a partilha. Enquanto isso, passamos um saleiro para que cada um colocasse o sal na sua pipoca e pudessem sentir o sabor. Rapidamente relacionaram o evangelho à dinâmica. Só duas catequizandas quiseram falar, tinha muita gente, e penso que isso inibiu um pouco as crianças. Mas percebemos que tinham entendido a importância de ser sal e luz no mundo. E tudo começou a fluir melhor.

Conectamos o evangelho ao Ano Nacional do Laicato e conversamos sobre o significa ser leigo no mundo de hoje.

E as receitas? Chegou o momento de falar delas.

Cada catequizando estava orgulhoso com sua receita na mão. Fomos perguntando para cada um o motivo que o levou a escolher aquela receita de bolo. Aí todos colaboraram e as justificativas foram lindas: "É a que mais amo", "Essa eu sei fazer sozinha", "É a minha preferida", "Eu adoro esse bolo", "Minha vó faz pra mim", "Esse bolo é maravilhoso" ...
Em seguida, iniciamos a reflexão: Não adianta termos a receita se não colocarmos a "mão na massa". Da mesma forma, não adianta só falar, só rezar, só ir à missa, só fazer novenas, se não colocarmos tudo isso em prática. É preciso mostrar nossos dotes e nossas habilidades. E mesmo quando colocamos em prática uma receita, não é da primeira vez que ela fica perfeita. Vamos melhorando a receita com o tempo. Vamos aprimorando os ingredientes, as quantidades e vamos adaptando a receita ao paladar das pessoas e também adaptando o paladar das pessoas à receita. Não sei quanto a vocês, mas eu dificilmente preparo um bolo só para mim. O legal de fazer um bolo, é poder dividi-lo com outras pessoas. O bolo serve para unir.


Foi então que concluí dizendo que eu também havia trazido a minha melhor receita. Preparei o meu melhor bolo (chocolate com morango) para partilhar com eles. O bolo estava escondido em uma mesa no canto da sala e quando o coloquei na mesa, foi uma festa. As mães começaram a elogiar e pedir a minha receita. Uma delas até perguntou a data do nosso próximo encontro. Prometi montar um livrinho para cada catequizando com todas as receitas.

Encerramos o encontro com a oração do Ano Nacional do Laicato e um desafio: que possamos fazer e partilhar o nosso melhor bolo durante a semana!

Agora conseguem compreender o meu sentimento? Estou muito feliz, sensação de missão cumprida, medo superado e muitos planos de novos encontros com as famílias.

Silvana Chavenco Santini
Regina Celia Fregadolli Auada
Paróquia São Jose Operário – Maringá – PR.