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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

QUEM É VOCÊ, CATEQUISTA?

 


QUEM É VOCÊ?

 Quem é você que um dia qualquer, sentiu teu coração bater diferente, e sem o menor medo sequer, decidiu-se doar-se a Deus de repente? 

Quem é você que ainda tão jovem, deixou de lado curtir as baladas para dedicar todo o tempo que tem, a falar de Jesus com palavras abençoadas? 

Quem é você que depois de uma longa jornada, de vida vivida com experiência e sabedoria, assumiu um novo desafio na caminhada, aceitando aquele chamado que ouvia? 

Tu és uma estrela no céu a brilhar, que Jesus ilumina com sua luz, pois assumiste a missão de catequizar. 

És uma pessoa por Jesus escolhida, para levar ao mundo a mensagem de amor, tornando sua Palavra mais conhecida, mostrando a salvação que vem do Senhor. 

És aquela que a Palavra que vai semeando, sabendo que é apenas um instrumento, o amor de Deus vai divulgando, pondo nessa missão teu sentimento. 

És de Jesus a maior conquista, pessoa que foi escolhida por amor. No meio do rebanho, és catequista, imagem fiel de Nosso Senhor." 

CATEQUISTA, acolha o abraço de gratidão de milhares de vidas agradecidas, pela sua presença na educação da fé. Em sua ação se traduz de uma forma única e original a vocação da Igreja, mãe que cuida maternalmente dos filhos que gera na fé pela ação do Espírito Santo. 

Que a força da Palavra, continue a suscitar-lhe a fé e o compromisso missionário.

(Autoria desconhecida)



sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

 


Em minha opinião...

O maior erro que um Pároco, na administração pastoral, pode cometer é SEPARAR os processos catequéticos como se cada um fosse uma pastoral diferente. A ação evangelizadora é UMA SÓ, e dentro dela estão: Catequese Infantil, Catequese de Jovens e adultos, de Batismo, da Família, de novos casais (noivos), etc.

Aí sim, em cada uma delas, é bom ter um coordenador. Mas, reuniões, formações e informações, devem ter a participação de TODOS os AGENTES DE PASTORAL.

Somente as questões pertinentes a cada grupo específico devem ser tratados por eles, e sempre com a participação do coordenador "geral", ou seja, alguém que coordene a ação evangelizadora da paróquia.


(ANGELA ROCHA - 24/01/2023 - Curso online sobre o RICA)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

JORNADA DE CATEQUESE PAULINAS 2022

V JORNADA DE CATEQUESE PAULINAS 2022

Com o tema, A Palavra de Deus: Lugar privilegiado para o encontro com Jesus Cristo, a PAULINAS LIVRARIA DE SALVADOR, promove a Jornada que acontecerá no dia 5 de fevereiro das 8h30 às 14h, no Auditório da livraria e  online. 

Assessoria: Prof. Dr. Padre Carlos André da Cruz Leandro; Dom Eduardo, OSB e Alexsandro Sousa

✍️ INSCRIÇÕES: https://cutt.ly/dT58YYn 

💵 INVESTIMENTO: R$ 25,00(Presencial) e R$ 15,00 (Online)

💸 Formas de Pagamento: 

Transferência ou Depósito bancário: Banco Itaú, Ag. 0665, C/C 17079-1 CNPJ 617252140012-72; CHAVE PIX CNPJ 617252140012-72 ou presencialmente na Paulinas Livraria de Salvador

📳 Falar com nossa equipe ou enviar comprovante: Clicar ➡️ https://cutt.ly/qT5L4Sa

sábado, 14 de março de 2020

CATEQUESE HOJE



O que é catequese?  Para que serve?
Ainda hoje muita gente não sabe o que é de fato catequese. É triste, mas para alguns catequese é somente um "cursinho" da igreja católica, na qual as famílias “matriculam” seus filhos porque são católicos, e todo católico deve fazer, para certificar que é de fato um católico.Total engano... Catequese é muito mais que isso. É educação para a fé. Fé que supostamente se aprende em casa, com pai, mãe, família... A catequese vai reforçar e aprofundar esses ensinamentos, ela tem a função de regar aquela sementinha plantada pela família, para que esta floresça e dê bons frutos. Já se sabe que a catequese vem desde o ventre materno, também se entendeu que não é mais possível intervalos entre um sacramento e outro, que é necessária uma catequese permanente, de continuidade, aliás, o objetivo da catequese não é só o Sacramento em si. Terminou o sacramento e acabou. CATEQUESE É MISSÃO, missão para formar novos discípulos missionários, nos prepara como cristãos para o encontro pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo.
O que ensina a catequese?
Na catequese se fala o que ensina a igreja, a doutrina, a tradição da igreja, e sobretudo do amor de Deus. Ninguém está autorizado a falar na catequese o seu ponto de vista particular, sua opinião pessoal. Na igreja, na catequese só se fala em nome de Deus e o que a igreja ensina.

E quem são essas pessoas que falam em nome da igreja?
Catequistas é aquela pessoa que recebe e aceita o chamado de Deus para a Catequese, aquela pessoa que já fez seu encontro pessoal com Jesus e agora tem a missão de ser um facilitador e conduzir o outro – seu catequizando – seja ele criança, jovem ou adulto a ter esse mesmo encontro com o Cristo Jesus.
E o que é preciso para ser um bom catequista?
Um bom Catequista é aquele ou aquela que tem suas obrigações de rotina mas, que arruma um tempo para se dedicar a catequese, preparar com carinho e antecedência cada encontro, participar das reuniões, das formações... o catequista além de todo amor envolvido na catequese, com os catequizandos e suas famílias – sim, as famílias, porque estas na maioria das vezes não tiveram contato mínimo com a catequese e as coisas de Deus, e consequentemente, não tem o que transmitir aos seus filhos, eles também precisam ser catequizados. Para ser um bom catequista acima de tudo é preciso amor. Amor às criaturas de Deus, amor às coisas de Deus... Também ê preciso comprometimento. Não é possível um catequista individualista, aquele que só faz o que quer, que não se atualiza, que não faz o básico para um encontro de excelência na catequese.
Catequista nem tão pouco Catequese é um trabalho voluntário da igreja, que você faz quando e como pode. É MISSÃO... E missão quando a gente aceita, a gente assume sem nenhum MASSS....
Na catequese de hoje, é unanime a afirmação... quem é catequista já há alguns anos, e se acha experiente, sabe tudo, está completamente enganado - este catequista esta sim, desatualizado, ultrapassado. A Catequese hoje exige FORMAÇÃO PERMANENTE, uma catequese que venha desde o ventre materno até a fase adulta, sem interrupções, para assim formar os discípulos missionários que nossa igreja tanto almeja.

Andrea Canassa



domingo, 1 de dezembro de 2019

A FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS NA CATEQUESE


O QUE colocar na catequese de crianças???  Não é uma pergunta muito fácil de responder em se tratando de um país tão grande como o nosso, com tantas dioceses e comunidades, com tempos e etapas tão diferentes.

Vamos aqui tentar simplificar um pouco as coisas. Primeiro que nós temos as orientações do DGC (128 -130) e também do DNC (130), que estabelecem em linhas gerais os "pilares" da catequese. Você pode ver isso em nossas publicações antigas aqui e no blog:


Continuando...

Vejamos ainda, em que as nossas crianças devem ser "educadas" ou preparadas:

Primeiro a catequese deve EDUCAR para a ORAÇÃO. E esta oração deve ser PESSOAL, COMUNITÁRIA e LITÚRGICA.

Como PESSOAL: ela deve ensinar a falar com Deus, a ver em Deus um Pai, em Jesus um amigo. E aí, além da oração que cada um pode e deve fazer, vem as orações tradicionais: Santo Anjo, Ave Maria, Pai Nosso.

- Como COMUNITÁRIA: vem a oração com a comunidade: Profissão de fé, Via-Sacra, Adoração, Terço, momentos fortes do ano litúrgico (Quaresma, Natal), novenas, procissões.

Como LITÚRGICA: vem a participação na missa, nas celebrações eucarísticas e da Palavra.

Em segundo lugar temos o ACOLHIMENTO NA COMUNIDADE. Fazer com que a criança sinta que faz "parte" da comunidade orientando e incentivando a participação em: corais, grupos de canto, coroinhas, acólitos, Infância Missionária, etc.

Em terceiro lugar vem a CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA. Desde pequenos eles podem ser "discípulos", falar ao outro sobre sua fé, espalhar a Palavra e a boa nova. Para isso, o catequizando precisa entender a sua responsabilidade como batizado. Uma excelente catequese sobre o batismo é prioritária e precisa ser feita sempre, guardando as devidas idades e capacidade de discernimento.

Em quarto lugar temos a INICIAÇÃO AO CORRETO USO DA SAGRADA ESCRITURA. E daí vem o conhecer a Bíblia, manusear a Bíblia e entender a Palavra. Aqui uma leitura orante da Palavra, adaptada à compreensão das crianças e jovens é muito frutífera.

E tudo isso precisa ser feito cuidando da apresentação dos CONTEÚDOS, com adaptação da linguagem e simplificação de conceitos. No entanto, esta simplificação precisa de qualidade teológica. E para entender isso o catequista precisa de boa formação e criatividade. Uma mera infantilização em nome da "mentalidade infantil" é um erro teológico grave que pode causar uma crise de fé no futuro. Assim como o excesso de "regras" e "normas" pode levar a uma compreensão equivocada da religião.

A catequese, como ação básica da Igreja, estende-se pela vida afora. É preciso respeitar o "tempo" de cada um, principalmente das crianças, sem querer "despejar" nelas crianças todo o conteúdo doutrinário da nossa Igreja, que só um adulto é capaz de entender.

Felizmente temos excelentes publicações de itinerários e manuais catequéticos que trazem todas as dimensões necessárias à catequese, contidas em roteiros dinâmicos e bem elaborados. Resta usar com inteligência e criatividade sem desprezar nenhuma das seis dimensões: Bíblica, Orante, Litúrgica, Missionária, Comunitária e de conteúdos da fé.

Fiquemos atentos então para o que diz o item 233 do DNC:

"233. A catequese é um ato essencialmente eclesial. Não é uma ação particular. A Igreja se edifica a partir da pregação do Evangelho, da catequese e da liturgia, tendo como centro a celebração da Eucaristia. A catequese é um processo formativo, sistemático, progressivo e permanente de educação da fé. Promove a iniciação à vida comunitária, à liturgia e ao compromisso pessoal e com o Evangelho. Mas prossegue pela vida inteira, aprofundando essa opção e fazendo crescer no conhecimento, na participação e na ação."

Não queira, portanto, que a criança "aprenda" tudo de uma vez. Lembre-se que você a está "iniciando" na fé, junto com a iniciação que a família e a comunidade também proporcionam. Devagar com o andor. O sacramento nunca é o "fim", ele é um rito de passagem que marca etapas vencidas e o começo de uma nova vida a cada uma das nossas crianças que, fortalecidos, se tornarão os discípulos de amanhã.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

CATEQUESE E MÍDIAS SOCIAIS

Olá pessoal!

Como já comentei em nosso grupo no Facebook, estou fazendo Teologia - graduação na PUC-PR. E junto com uma equipe de alunos criamos um vídeo para a Semana de Ética, que acontecerá de 04 a 08 de novembro na PUC de Curitiba.

Nós escolhemos o eixo temático "Responsabilidade e tecnologia" e resolvemos falar de "Catequese e Mídias Sociais" um tema que é a nossa "praia" aqui na internet.

Vai lá no Youtube, prestigie, curta nosso vídeo e aproveite e INSCREVA-SE em nosso canal!
ASSISTA O VÍDEO NO YOUTUBE NESTE LINK:


INSCREVA-SE NO CANAL!


A tecnologia da comunicação e as novas mídias dominam o mundo de hoje. Antonio Spadaro, autor do livro “Ciberteologia” chega a dizer que a internet não é só mais uma “ferramenta” tecnológica e sim um “mundo” onde muitas pessoas vivem e realizam seus desejos de serem “vistos” e ouvidos.
Obedecendo ao “mandato” de Cristo: Ide e evangelizai, a catequese da Igreja Católica, que convive com milhares de crianças, adolescentes e jovens -  “nativos digitais” que vivem e respiram pelas redes sociais – não pode ficar de fora deste “mundo”.
Mais do que nunca a Igreja, precisa assumir sua “responsabilidade” com relação a mediação deste espaço, não só na vida de tantos jovens, mas também na “formação” de seus agentes de pastoral.
Encontramos hoje na internet inúmeros sites, blogs e grupo de discussão nas redes sociais que estão fomentando esta “formação” ao catequista, não só com relação a metodologia catequética como também na utilização das diversas mídias. São na maioria leigos que estão assumindo a sua responsabilidade em fazer da rede um espaço de conversão, não só no aspecto religioso, mas, também nas atitudes com relação ao outro.

O grupo “CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO” começou como um espaço para unir Catequistas na WEB e redes sociais. O objetivo era articular e discutir temas da evangelização na Igreja católica e ajudar catequistas em sua formação e missão. 8 anos depois o grupo conta com um blog com mais de 5 milhões e meio de acessos e um espaço nas redes sociais com milhares de seguidores, interagindo diariamente com uma centena de catequistas. Muito mais que proporcionar “formação” aos catequistas, o grupo usa a comunicação e internet para ajudar na evangelização e na conscientização sobre o uso consciente e eficiente das diversas mídias sociais.





PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ – PUCPR
XX Semana de Ética
Data: 4 a 8 de novembro de 2019
Tema: “Juventude e Direitos Humanos: futuro, realização e responsabilidade”

PROJETO 
EIXO TEMÁTICO: Responsabilidade e novas tecnologias
TEMA DO TRABALHO: Catequese e mídias sociais

a) Identificação dos autores:
Ângela M. L. Rocha
Bianca M. de Mattos
Vânia Moura
Eliciana C. Knabben
Marco Antônio dos Santos

b) Delimitação do tema:

A catequese na Igreja Católica: uso das mídias digitais.
Objeto: FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS E MÍDIAS SOCIAIS

c) Problema

A catequese e a tecnologia: Como as inovações tecnológicas na área da comunicação estão ajudando a formação de agentes pastorais e a catequese de crianças e jovens?

d) Fundamentação

1.            Pesquisa na internet sobre a utilização de sites para formação de catequistas;
2.             Pesquisa sobre a utilização da internet na catequese: catequizandos e catequistas.

c) Referências Bibliográficas.

SPADARO, Antonio. Ciberteologia: Pensar o Cristianismo nos tempos da rede São Paulo: Paulinas, 2012.

e) Planejamento e descrição de atividade externa
         Realização de entrevistas:
Bianca de Mattos – Catequista
Vânia Moura – Mãe de uma catequizanda
Ângela Rocha – Administradora de site
          Perguntas:
- Bianca, como a tecnologia pode ajudar o catequista em sua formação?
- Vânia, como mãe de catequizando, qual a contribuição da tecnologia na catequese? A catequista utiliza as diversas mídias na catequese?
- Ângela, como você vê a relação da catequese com a tecnologia e sua importância para a formação dos catequistas? Sem esquecer das questões éticas que envolvem a comunicação via redes sociais.
         
Gravação de vídeos com as entrevistas:
            Espaço: jardins da PUC – Prado Velho.
            Eliciana - entrevistas com perguntas direcionadas às três participantes.
Edição do vídeo, imagens, som, legendas: Marco Antônio.
Introdução com narração: Ângela Rocha.


O vestibular agendado da PUCPR - Curitiba está aberto
faça a sua inscrição!
Apenas R$ 150,00 de mensalidade.










quarta-feira, 12 de junho de 2019

NÓS SABEMOS "QUEM" SÃO OS NOSSOS CATEQUIZANDOS?



Por que as meninas se maquiam, pintam as unhas de vermelho? Por que os meninos usam brincos? Por que algumas crianças têm tatuagens? Por que se vestem assim ou assado? Nós sabemos como são suas famílias, a vida que levam e o que os leva a se auto afirmar tão precocemente? Não estamos esquecendo que cada pessoa é um ser único e filho do Pai, como a gente? Que cada pessoa assume a identidade que melhor a representa? 

Estas perguntas nos fazemos hoje quando, em nossas paróquias, se exige comportamentos de crianças e adolescentes que estão aquém do mundo de hoje. Às nossas crianças no dia da primeira eucaristia, exige-se uma “aparência” totalmente fora do contexto deste novo milênio: cabelo bem penteado, simplicidade, nada de brincos, unhas pintadas, calças rasgadas.... Mas, não se exige que saiba da grandiosidade do gesto que está prestes a fazer ou da magnitude que é participar da comunhão eucarística com Jesus, que é ação de graça, reconhecimento pelo dom que recebemos de partilhar nossa vida com o outro.

Tive um catequizando que fez a primeira eucaristia aos 14 anos, diferente das outras crianças que tinham 11, 12. Usava boné, usava brinco e claramente estava "em outra". Faltava bastante. Quando perguntei a ele o porquê, ele me disse que estudava de manhã e na sexta dormia tarde e não conseguia acordar cedo no sábado. O que ele fazia na sexta à noite? Jogava os jogos tão amados pelos adolescentes. Hum... perguntei quais jogos ele gostava e fiz de conta que entendia do negócio falando um "Que legal!" bem animado. E perguntei se podia ligar para ele no sábado de manhã para acordá-lo. E combinamos assim... Às 8hs eu ligava e avisava da catequese, ele chegava atrasado, mas, vinha. Os pais saiam para trabalhar e penso que tanto fazia se ele fosse ou não ao encontro.

Foi uma conquista lenta, com descobertas gradativas. Ele usava boné porque o cabelo era "desajeitado"... e se ressentia quando alguém pedia e ele para tirar. Eu não pedia, mas, quando as turmas se reuniam, sempre tinha uma catequista “incomodada” com ele que acabava pedindo. E eu via o quanto aquilo o "machucava": Mostrar cabelo "ruim" pra todo mundo? Que "mico".

No dia da primeira eucaristia, lá estavam elas, as "beatas de plantão", "fiscais de porta de Igreja" como diz o Papa Francisco, a se incomodar com o brinco do meu menino. Vieram falar comigo e eu respondi: "Vai lá e fala você". E não é que foram mesmo!

Ele educado, olhou para mim a se perguntar se tirava ou não o brinco. Senti no olhar dele o quão "violentado" em sua identidade ele se sentiu. Que "banquete da comunhão" era aquele que não permite a uma pessoa ser o que ela é? Mostrar-se a Deus do jeito que se sente bem. Senti tudo isso quando ele me perguntou com o olhar o que fazer.

Fui até ele e cochichei no seu ouvido: "Tire o brinco aqui agora na entrada, mas, quando estiver sentado no seu lugar, coloque de novo. Senão Jesus vai se perguntar onde anda você." Ele sorriu, tirou o brinco, pôs no bolso e foi...

Tenho certeza que ele, hoje no grupo de jovens, nunca se sentiu mal na presença de Jesus. A gente aqui pode não aceitar as crianças como elas são e gostam de ser, mas, Jesus está sempre dizendo: "Venham a mim os pequeninos, do jeito que eles são". Que diferença faz para Deus, a cor da unha? O corte de cabelo? O brinco? São perguntas que me faço sempre.

Li uma coisa bem interessante num dos meus livros de teologia (1): "A mensagem de Jesus precisa ser uma boa nova para homens e mulheres DE HOJE e não simplesmente uma repetição do passado". Houve um tempo em que as coisas eram diferentes, mas, agora, nos dias de hoje, não tem mais como evangelizar com um "caderninho" de regras. “As práticas tradicionalistas que se fixam no passado sufocam a novidade do Espírito, precisamos "purificar" as expressões históricas da nossa fé”, é preciso trazer o novo às novas pessoas e não reeditar o antigo, o ultrapassado e aquilo que sufoca e diminui. Sim, vamos aceitar as coisas boas que herdamos do passado, mas, atentos às novas perguntas da sociedade atual que grita por atenção, mesmo estando tão rodeada de coisas. Muito daquilo que a nossa catequese praticava no passado, já não se aplica mais, não traduz adequadamente a mensagem de Jesus, que não dava um modelo para que as pessoas se “encaixassem”, entrassem e, sim, abria um “modelo” de mundo onde todos cabiam.

Ângela Rocha

(1): A casa da teologia. MURAD, Afonso et al. São Paulo: paulinas, 2010.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

CATEQUESE ONTEM E HOJE


No passado, como na época de nossos avós por exemplo, as pessoas eram mais religiosas, comprometidas com os ensinamentos da igreja, praticavam o que o sacerdote lhes ensinava e aí justificava que os leigos pudessem ajudar na catequese, eram os chamados "católicos praticantes". Mas, de um tempo para cá, percebe-se que este comprometimento com a Igreja vem se perdendo. Algumas pessoas, envolvem-se com a Igreja apenas por status. 

Isso acontece também na catequese. Temos inúmeros catequistas, armados só de boa vontade. Mesmo que nos dias de hoje exista uma estrutura melhor, como materiais didáticos que podem ser seguidos, não raro, temos catequistas que não tem formação, quando o ideal seria uma formação “antes” da prática. 

Não podemos negar que é importante atender o chamado à sua vocação, quando este é o caso. Mas, ainda assim é importante que a pessoa se comprometa com o aprendizado. Segundo os documentos da Igreja, o catequista não deve atuar somente com as “suas opiniões”, mas, de fato conhecer a Bíblia, o catecismo e o magistério da Igreja, além, é claro, de estar comprometido com a comunidade, sendo exemplo de fé, esperança e caridade. O catequista deve anular-se para enaltecer os ensinamentos e não o contrário.

Pelo que temos aprendido no Catequistas em Formação, ser catequista vai além de só ensinar, a pessoa deve demonstrar pelo próprio exemplo o que é ser católico. A inspiração para o catequizando começa na própria pessoa que eles estão vendo ao vivo e a cores. Alguém que lhes dá testemunho fora do ambiente familiar, ou seja, que não está falando ou fazendo o que parece conveniente, mas sim, reafirmando o que é o caminho certo.

Não esqueçamos ainda que estamos em tempos turbulentos, onde percebemos muitos jovens perdidos, sem estrutura, sem educação familiar. A catequese deve auxiliar as famílias nesse sentido, e não somente às crianças e adolescentes, mas, principalmente, aos pais. 

Enfim, nos tempos atuais é essencial que haja uma formação adequada para os catequistas. Formação esta que não só afirme os conhecimentos obtidos pela prática, mas também lhes dê a didática necessária para atrair a atenção do catequizando e sua família. Formação que lhes mostre o real papel de um catequista associado ao ser católico, comprometido com a sua fé, onde não cabe o desconhecimento, a distração, tampouco quaisquer tipos de concorrências.  

Por isso vejo no grupo Catequistas em Formação um ambiente perfeito, de partilha de conhecimentos e experiências com intuito de fazer o melhor para Deus e para nossos semelhantes.

Colaboração:
Edivane Bertulino
Paróquia de Santo Antônio - Barbacena – MG

domingo, 18 de novembro de 2018

COMO ENSINAR OS 10 MANDAMENTOS: PEGA LEVE!

Uma coisa com a qual os catequistas estão sempre preocupados, é que as crianças das primeiras etapas  da catequese,"decorem" os 10 mandamentos. E, de fato, ensinar os 10 mandamentos faz parte dos fundamentos da catequese conforme DGC 130 ( é um dos sete pilares da catequese).


Mas, precisamos entender que não é preciso "memorizar" os 10 mandamentos, nem sabê-los "decor", é preciso entender os princípios contidos neles a luz dos dias atuais, a luz do "certo" e do "errado". Tal como muitos dos princípios da fé é preciso "atualizar" os mandamentos que regem a nossa vida, trazendo-os para uma linguagem que as crianças possam entender e aplicar à sua vida e ao mundo de hoje.

Ao longo dos anos de catequese, nós realizamos muitas atividades que dizem respeito aos mandamentos, ou seja, "valores" passados de geração em geração: 

1 e 2 - É preciso amar a Deus, com todo respeito, a si mesmo e aos irmãos; 
3 - É preciso ir à Igreja participando da comunidade;
4 - É preciso amar e respeitar os pais (a família toda);
5 - Matar ou usar de violência física ou psicológica é errado, e não só com os seres humanos precisamos ter cuidado, também com a natureza e os animais indefesos; 
6 - Respeitar seu corpo, amar com consciência, evitar a busca de prazer pelo simples prazer; 
7 - Nunca tomar aquilo que pertencer ao outro; 
8 - Não mentir nem falar mal dos outros; 
9 - Respeitar compromissos assumidos em nome do amor; 
10 - Não desejar o que é dos outros, valorizando o TER acima do SER. 

Com o tempo as crianças e jovens vão aprendendo todos estes princípios sem que se exija deles "decorar" mandamentos feito papagaios, sem saber o que significam. 

E lá, no final da catequese, no tempo de preparação para a Crisma, eles vão aprofundar e "atualizar" estes mandamentos pelas Bem-Aventuranças enumeradas por Jesus no sermão da montanha. 

Como diriam os nossos jovens, "take easy" por enquanto. 

Abraço a todos!

Ângela Rocha


terça-feira, 17 de julho de 2018

ROTEIRO DE ENCONTRO COM CRISMANDOS: ABRAÇO



Mesmo tema, uma versão diferente de encontro!

Tema: ABRAÇO (Por favor, me toque!)

Interlocutores (Catequizandos): Crismandos.

Duração: 90 minutos.

Local/ambientação: Sala de catequese, flores, bíblia, crucifixo, velas.

Objetivos: Explorar o poder do toque, o respeito, amor ao próximo e diferenças de idade, raça, gostos, etc.

Recursos/material: Texto, letra da música, Bíblia, velas, flores, cartaz, poema, etc... Musica “Dentro de um abraço” - Jota Quest.

Motivação:
DINÂMICA - JOGO DO TOQUE
Objetivo: Permitir maior interação e contato entre os adolescentes para descontração.
Duração: 15 minutos
Material: Sala ampla, aparelho de som.
Desenvolvimento:
1. O facilitador solicitará que o grupo fique no centro da sala, à vontade.
2. Os participantes circularão, dançarão, respondendo ao código do facilitador, como: pé com pé, braço com braço, etc.

Palavra: Mateus 8,1-3.

Refletir sobre o “toque de Jesus”... O poder amoroso, inclusivo e “curador” do toque de Jesus. De quantas pessoas ele mudou e continua mudando a vida? Não seremos nós as “mãos” Dele? Não cabe a nós darmos estes abraços “curativos” às pessoas que nos cercam?

Oração: Orações espontâneas, tocando os amigos (abraços, beijos, apertos de mão carinhosos). Valorizar o outro, tocar o outro com abraços, aperto de mão, usando muito o toque. (Vale lembrar do respeito que está faltando para com o corpo do outro).

Compromisso:
Esta semana abraçar 5 pessoas por dia. Lembrar do valor do abraço (Texto em anexo).
Que os crismandos levem para sua vida o que viram e sentiram no encontro. Para que despertem a consciência de que algo precisa ser feito sobre o bom relacionamento e que gere mudanças na vida de cada um. É um convite para amar e tocar mais e ir em busca do outro e de Deus.
Despedir-se com um caloroso abraço!
Avaliação: No próximo encontro veremos quem deu os abraços, quem aproximou do outro, quem ligou, mandou mensagens carinhosas, quem sentiu a presença do outro dentro de um abraço.

ANEXOS:
1. POEMA:
POR FAVOR, ME TOQUE!

Se sou seu bebê,
Por favor, me toque.
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba.
Não se limite a me banhar, trocar minha fralda e me alimentar, mas me embale estreitado, beije meu rosto e acaricie meu corpo.
Seu carinho gentil, confortador, transmite segurança e amor.
Se sou sua criança,
Por favor, me toque.
Ainda que eu resista e até o rejeite, insista, descubra um jeito de atender minha necessidade.
Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos.
Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.
Se sou seu adolescente,
Por favor, me toque.
Não pense que eu, por estar quase crescido, já não precise saber que você ainda se importa.
Necessito de seus braços carinhosos, preciso de uma voz terna.
Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.
Se sou seu amigo,
Por favor, me toque.
Nada como um abraço afetuoso para eu saber que você se importa.
Um gesto de carinho quando estou deprimido me garante que sou amado, e me reafirma que não estou só. Seu gesto de conforto talvez seja o único que eu consiga.
Se sou seu parceiro,
Por favor, me toque.
Talvez você pense que sua paixão basta, mas só seus braços detêm meus temores.
Preciso de seu toque terno e confortador, para me lembrar de que sou amado apenas porque eu sou eu.
Se sou seu filho adulto,
Por favor, me toque.
Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar,
Ainda preciso dos braços do pai ou da mãe quando me machuco.
Se sou seu pai idoso,
Por favor, me toque.
Do jeito que me tocaram quando eu era bem pequeno.
Segure minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força e aqueça meu corpo com sua proximidade.
Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada.
Não tenha medo, apenas me toque...

(Phyllis K. Davis).

2. MÚSICA: Dentro de Um Abraço - Jota Quest
O melhor lugar do mundo
É dentro de um abraço
Pro mais velho ou pro mais novo
Pra alguém apaixonado, alguém medroso

O melhor lugar do mundo
É dentro de um abraço
Pro solitário ou pro carente
Dentro de um abraço é sempre quente

Tudo que a gente sofre
Num abraço se dissolve
Tudo que se espera ou sonha
Num abraço a gente encontra

No silêncio que se faz
O amor diz compromisso
Oh baby, baby
Dentro de um abraço tudo mais já está dito

O melhor lugar do mundo
É aqui, é dentro de um abraço
E por aqui não mais se ouve o tique-taque dos relógios
Se faltar a luz fica tudo ainda melhor
O rosto contra o peito, dois corpos num amasso
Os corações batendo juntos em descompasso

Tudo que a gente sofre
Num abraço se dissolve
Tudo que se espera ou sonha
Num abraço a gente encontra

Tudo que a gente sofre
Num abraço se dissolve
Tudo que se espera ou sonha
Num abraço se encontra

Na chegada ou na partida
Raio de sol ou noite fria
Na tristeza ou na alegria
(Na tristeza ou na alegria)

Tudo que a gente sofre
(Na chegada ou na partida)
Num abraço se dissolve
(Raio de sol ou noite fria)
Tudo que se espera ou sonha
(Na tristeza ou na alegria)
Num abraço a gente encontra

Tudo que a gente sofre
(Na chegada ou na partida)
Num abraço se dissolve
(Raio de sol ou noite fria)
Tudo que se espera ou sonha
(Na tristeza ou na alegria)
Num abraço a gente encontra.

3. Para o Catequista:

TEXTO: A importância e o valor de um abraço para o ser humano

Muito se fala sobre o abraço, sobre a importância desse gesto para o ser humano. Um abraço de 20 segundos por exemplo: para se ter uma ideia do seu valor, é o suficiente para liberar o hormônio oxitocina, também conhecido pelo “hormônio do amor”.  Esse hormônio é liberado na hora do parto pela mãe, como forma de estreitar mais o seu vínculo entre ela e o bebê. Vínculo esse importantíssimo para a formação psíquica do bebê.

Mas para nós seres humanos o abraço e o contato com o outro é tão importante, sendo ele assunto de estudos de muitos pesquisadores. De acordo com o médico vienense Paul Shilder (1981), influenciados pelos conceitos da psicanálise e filosofia, “já considerava a pele humana como uma roupagem contínua e flexível que nos envolve por completo (…) como o corpo é todo recoberto pela pele, entramos em contato com o meio externo através dela, a pele é assim o maior mediador entre o ser e o mundo”. Além dessa parte fisiológica do abraço, que envolve as percepções do contato da pele, o abraço nos remete psiquicamente a proteção e ao aconchego lá do início de nossas vidas, quando o abraço, o colo o contato físico da mãe com o bebê foi fundamental para a sua constituição como pessoa.

Há alguns momentos e encontros que um simples abraço consegue responder por um longo tempo de ausência, por recuperar um tempo perdido, por pedir um perdão e por perdoar, por celebrar uma festividade, bem como dar um conforto para uma determinada pessoa em um momento mais difícil de suas vidas.

Abraço de amigo, de pai, de mãe, de irmão, de namorado, de marido, de mulher, de filho, de criança, enfim abraços de pessoas.  Clarice Lispector já dizia que “a gente descobre a importância de um abraço, quando precisa de um”.

A grande vantagem de um abraço é que ele só precisa da disposição de quem o oferece e da humildade de quem o recebe. Aqui não existe custo x benefício, aqui podemos mudar as regras e ser benefício x benefício. A gratificação e os ganhos em todos os sentidos são para os dois, tanto para aquele que oferece como para aquele que o recebe.  Quando estiver naquela situação em que você pensa: Não sei nem o que dizer e nem o que falar. Se realmente não sabe, não diga e nem fale. Simplesmente, ofereça o seu abraço, que certamente ele dirá tudo e mais um pouco por você.

Com um abraço especial.
(Autor Desconhecido)

Sugestões para reflexão:
1. Sensação captada pelo contato com o outro.
2. Pessoas que sentem dificuldade de proximidade com os outros.
3. Houve sentimentos agradáveis durante o contato com diversos participantes?

Resultado esperado: Proporcionar o contato entre os adolescentes, de forma agradável e sem preconceitos.




Colaboração: Elano Luís – Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Luz – MG.