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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

ANUNCIANDO SEMPRE: Conversão de São Paulo


O Conversão de São Paulo é comemorada dia  25 de janeiro. Foi neste dia que Paulo de Tarso, um feroz perseguidor dos primeiros cristãos, se tornou num seguidor de Jesus Cristo e num dos seus grandes apóstolos. Paulo é considerado o principal responsável pela expansão do Cristianismo pelo mundo.

“Servi ao Senhor com toda humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas que me fizeram. Nunca deixei de anunciar...”.
(At. 20, 19-20)

O apóstolo Paulo sempre foi referência para todos os cristãos, mais ainda para os catequistas. Sua conversão e sua vida de pregações são exemplos que nos levam a amar a nossa missão. Como ele, também somos discípulos, chamados a mais importante das missões: levar a Palavra do Pai a toda criatura.

Algumas vezes, no entanto, esquecemos um pouco nosso papel e nos deixamos levar pelas intrigas e mal-querenças existentes em nosso meio. Preocupamos-nos muito com o que os outros “não” estão fazendo, a tal ponto que nos esquecemos do nosso dever maior: evangelizar as pessoas que estão ali, sob a nossa responsabilidade, ávidas por palavras de encorajamento e pelo conhecimento da fé, sejam elas crianças, adolescentes, adultos. Parece-nos correto nos incomodarmos com o que os pais “não fazem”, o que o padre “não faz”, com o que a coordenadora “não faz” e o com o que os outros catequistas “não fazem”. E eu? O que eu “não faço”? Uma coisa podemos dizer: se estamos somente preocupados com isso, é porque não estamos fazendo coisa alguma! E isso vale para qualquer missão dentro de uma comunidade.

Lembremos que Paulo não se incomodava com que os outros discípulos “não estavam fazendo”.  Ele simplesmente fazia! Era um exemplo a ser seguido por todos os que caminhavam com ele. Exortava a todos, como pastores, a cuidar do rebanho do Senhor. Nunca achou, em nenhuma de suas viagens, que estava cansado demais para prosseguir. A vida dele foi repleta de realizações mesmo em seus piores momentos. Quando não podia estar lá, junto de todos, ele escrevia cartas. Palavras de encorajamento para não deixar que a chama da fé se apagasse. Ele não tinha medo e conhecia seu destino, aceitava sem temor a missão que lhe fora confiada.

Um trecho que nos anima a continuar a missão é, sem dúvida, a despedida de Paulo em Mileto (At 20m 17ss). São trechos que nos emocionam, uma mensagem nos entregando uma missão: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho, pois o Espírito Santo os constituiu guardiões, para apascentarem a Igreja de Deus, que Ele adquiriu para si com o sangue do seu próprio Filho” (At. 20, 28). Será que somos capazes de cumpri-la? Ao dizer tudo isso aos anciões ou presbíteros daquele tempo, Paulo estava nos dizendo da importância da missão do catequista, do evangelizador, do BATIZADO! “Eu sei: depois da minha partida aparecerão lobos vorazes no meio de vocês, e não terão pena do rebanho. E no meio de vocês mesmos surgirão alguns falando coisas pervertidas, para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, fiquem vigiando e se lembrem que durante três anos, dia e noite, não parei de admoestar com lágrimas a cada um de vocês” (At. 20, 29-31), com essas palavras, ele nos alertava para o que aconteceria em nosso meio: intrigas, disputas por atenção, vaidades, ciúme e egoísmo.

No serviço pastoral precisamos tomar muito cuidado. Estamos, a todo o momento, sujeitos ao “aparecer” e nos mostrar à sociedade, esquecendo um pouco as pessoas a quem ajudamos, nossos catequizandos, etc.; pensando mais no “eu” do que no “todos”. Esquecendo que a evangelização não é um simples "serviço prestado" para concessão de sacramentos, e que catequese não é só para catequistas, porque ela é um aprendizado para a vida toda, é a iniciação do cristão na Igreja, que precisa de continuidade além da infância e adolescência.

Então, façamos como Paulo, que não cobiçou prata nem ouro e nem as vestes de ninguém: “Vocês sabem que estas minhas mãos providenciaram o que era necessário para mim e para os que estavam comigo. Em tudo mostrei a vocês que é trabalhando assim que devemos ajudar os fracos, recordando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ’Há mais felicidade em dar do que em receber’.” (At. 20, 33-35).

Paulo nos entregou ao Senhor e à palavra de Sua graça, que tem o poder de edificar e de nos dar a herança entre todos os santificados. Façamos bom uso dessa herança e não a gastemos em vão.

Ângela Rocha
angprr@gmail.com



terça-feira, 28 de junho de 2016

SOLENIDADE - SÃO PEDRO E SÃO PAULO


O martírio dos dois grandes apóstolos em Roma foi sempre recordado com veneração pelos cristãos de todo o mundo.

Pedro nasceu em Betsaida, na Galileia. Casado ele morava em Cafarnaum quando conheceu Jesus. Em seu primeiro encontro com Jesus, ouviu-o dizer: “Tu é Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)”. Dar-lhe um novo nome queria indicar-lhe a missão a que estava destinado. Na última conversa de Jesus com Pedro, Jesus lhe profetizou o martírio. Enfim, vazio de si mesmo e revestido do Espírito do seu Senhor, podia edificar a Igreja – a casa que o Ressuscitado habitaria até o fim do mundo – e testemunhar com o sangue a própria fé.

Os ensinamentos de Pedro foram o cavalo de batalha de Paulo para defender a liberdade evangélica dos convertidos do paganismo.

São Paulo nasceu em Tarso da Cilícia. Além de ser judeu, era também cidadão romano. Destacou-se, inicialmente como um implacável perseguidor das comunidades cristãs. Sua conversão ocorreu de modo inesperado a caminho de Damasco, quando liderava uma perseguição contra os cristãos daquela cidade. Jesus Ressuscitado apareceu-lhe e o derrubou do cavalo, transformando-o de cruel perseguidor dos cristãos em ardoroso apóstolo dos gentios. A partir desse momento, Paulo consagrou a sua vida ao serviço de Cristo, viajando por todo o mundo conhecido do seu tempo, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição.

São Pedro e São Paulo são os principais pilares do cristianismo, desde o seu nascimento.

Euzébio de Cesareia, em sua História Eclesiástica, diz: “Um só dia da paixão para os dois apóstolos, mas aqueles dois eram uma só coisa; sim, embora tenham sofrido em dias diferentes, eram uma coisa só. Primeiro precedeu Pedro, seguiu-o, depois, Paulo. Celebramos o dia festivo dos Apóstolos, consagrado para nós pelo seu sangue. Amemos a fé, a vida, as fadigas, as confissões, as pregações”.


Dom Eurico dos Santos Veloso - Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG   

FONTE                                                             




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CONVERSÃO DE SÃO PAULO: TESTEMUNHO DE MISERICÓRDIA

Dia 25 de janeiro de 2016 – Conversão de São Paulo, apóstolo, festa


Abertura da Porta Santa da Basílica de São Paulo extra-muros.
Sinal “Jubilar” do Santo Padre: testemunho das obras de misericórdia.

Ano Santo Extraordinário da Misericórdia – “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)!

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja, escreve em sua 7ª Homilia sobre a conversão:

“A mim, que fui blasfemador e perseguidor […], foi-me dada misericórdia”.
(1Tm 1,13)

É preciso que tenhamos sempre presente no nosso espírito que todos os homens são rodeados por imensas manifestações do amor de Deus. Se a justiça tivesse precedido a penitência, o universo teria sido aniquilado. Se Deus estivesse pronto para o castigo, a Igreja não teria conhecido o apóstolo Paulo, não teria recebido um homem assim no seu seio. É a misericórdia de Deus que transforma o perseguidor em apóstolo; é ela que muda o lobo em cordeiro; foi ela que fez de um publicano um evangelista (Mt 9,9). É a misericórdia de Deus que, comovida com o nosso destino, nos transforma a todos; é ela que nos converte.

Ao ver o glutão de ontem pôr-se hoje a jejuar, o blasfemador de outrora falar de Deus com respeito, o infame de antigamente não abrir a boca a não ser para louvar a Deus, podemos admirar esta misericórdia do Senhor. Sim, irmãos, se Deus é bom para com todos os homens, é-o particularmente para com os pecadores.

Quereis mesmo ouvir uma coisa estranha do ponto de vista dos nossos hábitos, mas verdadeira do ponto de vista da piedade? Escutai: ao passo que Deus Se mostra exigente para com os justos, para com os pecadores não tem senão clemência e doçura. Que rigor para com os justos! Que indulgência para com o pecador! É esta a novidade, a inversão, que nos oferece a conduta de Deus. […] É que assustar o pecador, sobretudo o pecador inveterado, seria privá-lo de confiança, mergulhá-lo no desespero; e lisonjear o justo seria embotar o vigor da sua virtude, levando-o a afrouxar no seu zelo. Deus é infinitamente bom! O seu temor é a salvaguarda do justo, e a sua clemência faz  mudar o pecador.

São João Crisóstomo – Doutor da Igreja.


Conheça um pouco mais de Paulo de Tarso:

O apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos e adversidades, que ele foi crescendo e buscando a Palavra de Deus.
Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei, buscando colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita na época. Tornou-se, então, um grande inimigo dessa religião e dos seguidores desta. Tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que o apedrejam, como uma atitude de aprovação.

Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O intrigante é que ele pensava estar agradando a Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: “Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Saulo então diz: ‘Quem és, Senhor?’. Respondeu Ele: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão’. Trêmulo e atônito, disse Saulo: ‘Senhor, que queres que eu faça?’ respondeu-lhe o Senhor: ‘Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer’”.

O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram em sua mudança, mas ele perseverou e se abriu à vontade de Deus, por isso se tornou um grande apóstolo da Igreja, modelo de todos os cristãos.

São Paulo de Tarso, rogai por nós!