sábado, 14 de fevereiro de 2026
UM CONVITE À COERÊNCIA DO CORAÇÃO
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
QUEM COMO DEUS?
Publicado em: 4 de fevereiro, 2025.
sábado, 30 de março de 2024
DESAFIO DIÁRIO: “ERA UMA PEDRA MUITO GRANDE" – Mc 16,1-8
O sábado era observado de acordo com o costume judaico, não se podia cumprir atividades sociais, entre elas, comprar e visitar. Era preciso esperar este dia passar para que se pudesse seguir a vida cotidianamente em suas urgências.
Foi o que Maria Madalena, Maria Mãe de Tiago e Salomé cumpriram: esperaram, ansiosamente, este dia passar, para no dia seguinte poder comprar perfumes e enfim visitar o túmulo. E como devem ter sofrido com esta espera! Imaginem o rigor da lei, que se intensificaria na condição de serem mulheres, se elas resolvessem transgredir!
Lembramos o quanto as “Marias e as Salomés” no dia a dia esperam, sofridas e ansiosamente, se cumprirem todas as burocracias e impedimentos caírem, para que elas possam tomar posse dos direitos de cuidarem do corpo de seu filhos e filhas, netos e netas, seja qual for o vínculo, que são levados e levadas à morte por um sistema covarde, cruel e brutal. Paralelo a essa situação estão também as mulheres que ainda sobrevivem no genocídio promovido atualmente pelo governo de Israel, esperando a possibilidade “do nascer do sol” para que possam cuidar dos corpos que ainda ainda estão ao relento…
Conduzidas pelo Amor, imbuídas de sentimentos de dor, perda e desesperança, chegam ao túmulo. O Amor que as levaram naquela manhã de Páscoa está presente em seus corações. Um Amor que aparentemente foi derrotado por um sistema opressor de morte.
É no nascer do sol, de manhã, que as mulheres se apressam. Para elas significa novas oportunidades e superação das amarras. Elas fazem isto em grupo, em conjunto… articuladas, mas tinham a preocupação com a pedra que fechava o túmulo, a qual, de acordo com a estrutura das sepulturas da época, era muito pesada e as impediria de entrar. Uma das “pedras” elas já haviam superado, que era a de suportar o rigor do sábado passar.
É revelada a novidade: A pedra foi removida. É sinal de que elas não estavam sozinhas em suas esperanças e caminhadas e que podiam avançar nos desafios que fossem apresentados. O túmulo vazio era sinal de que não era o fim. As forças opressoras foram vencidas!
”Não fiquem assustadas” (v.6), ou com outras palavras “não tenham medo”, é a afirmativa constante da Palavra de Deus, permeando a caminhada e anunciando naquele momento a ressurreição. A mensagem é de Vida. A “pedra do medo” foi removida e deve ser removida continuamente.
Jesus Ressuscitou!
É uma notícia poderosa! Jesus está seguindo de novo para a Galiléia, lugar de caminhada desde o começo, devolvendo a vida e a liberdade. E está indo à frente, e, ao mesmo tempo, junto daqueles e daquelas que querem continuar a segui-lO. Essa mesma notícia, dada inicialmente às mulheres, primeiras testemunhas da ressurreição, deve ser transmitida por elas aos discípulos e a Pedro. Em uma sociedade que as marginalizava e impedia a participação, Jesus subverte esta estrutura e as acolhe incondicionalmente.
Sim, certamente elas, em grupo, com alegria, cuidadosamente disseram sobre o ocorrido. Elas não calaram de medo, embora o texto o diga. Elas foram, sabendo e transmitindo que a ressurreição não significa euforia nem memória saudosa, mas que o seguimento a Jesus não é fácil, porque é um projeto de luta contra a opressão e a injustiça.
E a nós cabe a tarefa de levar a boa nova para as comunidades e desconstruir, na medida do que podemos, as novas formas de domínio do grande capital, que substitui com muita propriedade o Império Romano.
Com o mesmo cuidado de Maria Madalena, Maria Mãe de Tiago e Salomé, somos convidadas a nos colocar a caminho para ajudar a remover “pedras muito grandes”, que exigem coragem todos os dias.
Colaboração: Grupo Extensivo do CEBI RJ
FONTE: https://cebi.org.br/partilhas/desafio-diario-era-uma-pedra-muito-grande-mc-161-8/
sexta-feira, 29 de março de 2024
JESUS NA CRUZ – JOÃO 18,1-19,42
Para Jesus, a cruz não é motivo de glorificação, é motivo de condenação. É a condenação daquele que ousou levantar a voz contra a exclusão social, a violência contra o pequeno, a opressão, a exploração e o fanatismo religioso do seu tempo. Jesus é levado a cruz por ter ido contra esse sistema político/religioso que criava leis e as vigiava para manter o controle opressor. O que levou Jesus a essa condenação na cruz foi sua coragem de proclamar com atitudes e palavras o Reino de Deus dentro do Reino Judaico-Romano. Quem ousaria tal coisa? De onde veio tanto ardor?
Da aldeia de Nazaré vem Jesus passando por vales e montes, desertos e periferias, vilas e lagos … com sua voz firme falando de paz, acolhendo, incluindo, ouvindo, alimentando famintos e famintas; esses gestos ofenderam aqueles e aquelas que dominavam. Aqueles e aquelas que, em nome da lei, flagelavam a dignidade humana. O Reino anunciado por Jesus ofendia e assustava as autoridades: um reino de paz em oposição ao reino de guerra, um reino de amor em oposição ao reino de ódio, o Reino de Deus em oposição ao Reino de César.
Jesus entra em Jerusalém às vésperas da Páscoa. Ele sabe que é chegada a hora. Como humano sofre no horto, pois conhece a conjuntura que o condenará. Diante da angústia de ser incompreendido por aqueles e aquelas que o querem deter, Jesus mantém a serenidade e a fidelidade ao seu propósito. Quando perguntado onde está o Jesus, Ele responde “Sou Eu”, lembrando o Deus do êxodo “Eu sou Aquele que sou”. Jesus é Aquele que se manteve fiel ao projeto a Ele confiado. Levado ao tribunal, condenado, caminha pelas ruas tendo sobre as costas o fardo pesado da cruz que é símbolo da prepotência, da arrogância e da truculência do poder opressor. A cruz é símbolo da condenação romana, mas a glória desta condenação vem do poder local. Não esqueça que Anás, Caifás, o Sinédrio, … todos representam o poder emanado da lei, da religião, feito poder local.
No alto do Gólgota, o Nazareno é colocado na cruz, exposto como troféu da imbecilidade humana, como forma de intimidação contra quem ouse pensar contra as ideologias perversas de seus governantes. É a vitória daqueles e daquelas que em nome da Lei dilaceram a vida, que em nome da fé tornam-se fanáticos inescrupulosos.
A cruz não suprimiu o ideal do Reino plantado pelo Nazareno, ela fortaleceu este sonho de vitória da vida sobre a morte, no ideal da ressurreição. Não haverá vitória sem luta, ressurreição sem a insurreição.
Prof.Júlio Leão de Araújo
Membro das Cebs e integrante do CEBI PI.
FONTE: https://cebi.org.br/noticias/jesus-na-cruz-joao-181-1942/
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
A MISSÃO DO DISCÍPULO É A MESMA DO MESTRE (MT 16,21-27)
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“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (16,23).
Este texto é uma continuação do Evangelho em que Pedro, embora tivesse usado os termos certos para descrever quem era Jesus, os entendia de modo errado (Mt 16,16-20). Para Jesus, ser o Cristo (ou Messias) significava assumir a missão do Servo de Javé, descrita pelo profeta Segundo-Isaías, nos Cantos do Servo de Javé (Is 42,1-9; 49,1-9a; 50,4-11; 52,13–53,12). Jesus deixa claro que ser o Messias não significava triunfo nos termos desse mundo, mas o contrário: “sofrer muito nas mãos dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, ser morto e ressuscitar no terceiro dia” (Mt 16,21).
Essa visão que Jesus tinha da missão do Messias, não era comum. Em geral, o povo esperava um Messias triunfante e glorioso. Mateus mostra-nos que Pedro partilhava essa visão equivocada, a ponto de tentar corrigir Jesus. Por isso, ganha dele uma admoestação dura: “Vai para trás de mim, Satanás! És um escândalo para mim, porque não pensas as coisas de Deus, mas as coisas dos homens” (Mt 16,23).
Não basta usar os termos certos. Porém, é preciso ter a compreensão certa do que eles significam. A Bíblia conta-nos que Deus criou homens e mulheres à sua imagem e semelhança. Na verdade, porém, muitas vezes nós criamos Deus à nossa imagem e semelhança, para que não nos incomode. A nossa tendência é de seguir um Messias triunfante e não o Servo Sofredor. Mas, para Jesus, não há meio termo. O discípulo tem que seguir o mestre, tem que andar nas suas pegadas: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Mt 16,24).
O seguimento de Jesus leva à cruz, pois a vivência das atitudes e opções dele vai colocar-nos em conflito com os poderes contrários ao Evangelho. Carregar a cruz não é aguentar qualquer sofrimento passivamente. Se fosse assim, a religião seria masoquismo. Carregar a cruz é viver as consequências de uma vida coerente com o projeto do Pai, manifestado em Jesus. Segui-lo não é tanto fazer o que Jesus fazia no seu tempo, mas o que ele faria se estivesse aqui hoje. Como ele foi morto, não pelo povo, mas por grupos de interesse bem definidos: os romanos, os anciãos, os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei (a elite dominante em termos políticos, econômicos, religiosos e ideológicos), os seus seguidores serão perseguidos pelos grupos que hoje representam os mesmos interesses. Por isso, sempre haverá a tentação de criarmos um Jesus “light”, sem grandes exigências, limitando a religião a uma prática intimista e individualista, sem consequências sociais, políticas, econômicas ou ideológicas.
A nossa resposta à pergunta “E vocês, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15) se dá, não tanto com os lábios, mas com as mãos e os pés. Respondemos quem é Jesus para nós na nossa maneira de viver, nas nossas opções concretas, na nossa maneira de ler os acontecimentos da vida e da história. Tenhamos cuidado com qualquer Jesus não exigente, que não traz consequências sociais, que não nos engaja na luta por uma sociedade mais justa. Pois o Jesus real, o Jesus de Nazaré, o Jesus do Evangelho, não foi assim. E deixou claro: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la. Mas, quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la” (Mt 16,24-25).
Tomaz Hughes
Congregação Sociedade do Verbo Divino
FONTE:
https://cebi.org.br/noticias/a-missao-do-discipulo-e-a-mesma-do-mestre-mt-1621-27/
quarta-feira, 7 de junho de 2023
QUERO MISERICÓRDIA E NÃO SACRIFÍCIO: REFLEXÃO
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| Imagem: cebi.org |
Maristela Bonim
CEBI-RO
sábado, 13 de maio de 2023
OS CINCO MANDAMENTOS DE JESUS
Lembrando o mandamento maior de Jesus de "amarmos a Deus e amarmos uns aos outros, como Ele nos ama", não podemos deixar de lembrar dos "outros" mandamentos de Jesus, que Pe. Rui nos faz refletir neste pequeno texto.
A leitura era pequena, daquela vez. Mas cresceu imensa, como se fosse a primeira vez que a escutasse, pôs-se a "crescer para mim", e eu rendi-me. De repente, vi-me diante de cinco mandamentos obrigatórios, como uma lista irrenunciável descida do céu, uma tábua da aliança escrita pelo dedo de Deus no cimo do monte. Não me largou a força disso, como uma novidade que não nos sai do corpo, um óleo que unge, o nardo que impregna. Ou como receber um órgão novo, não sei, um transplante vital. Vamos ao texto. Era só este:
"Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada convosco."
É do Evangelho de Lucas, capítulo 6, versos 36 a 38. É o resumo que o próprio Jesus faz do "Sermão da Planície", o correspondente em Lucas do "Sermão da Montanha" contado por Mateus. Ao terminar todas as palavras sobre a maneira de entrar no Reinado de Deus em marcha, Jesus faz um resumo com força de lei.
E, de
repente, como é costume, as palavras começaram todas a mexer como bichos que
despertam, e olharam-me nos olhos de maneira nova. E vi um mandamento que é
eixo à volta do qual tudo gira, mais dois mandamentos em "não", mais
dois mandamentos em "sim". Já não aquele Decálogo antigo, claro, que
em Cristo foi superado, mas um "Pentálogo", as Cinco Palavras da Lei
Nova, os Mandamentos da Nova Aliança.
3. Não julgueis
Está aqui tudo. Estaria tudo no primeiro mandamento, tivéssemos nós outro juízo! "Sede como o vosso Pai..." Estaria tudo dito nesse primeiro, que seria Único - e é mesmo, explicará depois o evangelista João - se não nos dessem tantas falhas de entendimento. Mas, os outros quatro, dois pares em linguagem que a gente não pode dizer que não entende, estão aí como legenda e tradução. Tudo presidido por um "sede como o vosso Pai". Ou seja: isto ainda diz mais do que Deus é do que daquilo que nós devemos ser.
Espero que em alguém desse lado, estes Cinco Mandamentos, os Mandamentos da Nova Aliança para ajesusarmos a vida toda, tenham tanto impacto e provoquem tão feliz inquietação como anda a acontecer comigo há três dias.
PARTILHO:
porque A Palavra é um Ser Vivo e in-quieto...
sábado, 25 de março de 2023
sexta-feira, 24 de março de 2023
HÁBITOS FELIZES
terça-feira, 5 de julho de 2022
SE EU PUDESSE...
sexta-feira, 1 de abril de 2022
NÃO JOGAR PEDRAS
Reflexão sobre João 8, 1-11 - texto de José Antônio Pagola
Em todas as sociedades há modelos de conduta que, explícita ou implicitamente, moldam o comportamento das pessoas. São modelos que determinam, em grande parte, a nossa forma de pensar, atuar e viver.
Pensemos na ordem jurídica da nossa sociedade. A convivência social está regulada por uma estrutura legal que depende de uma determinada concepção do ser humano. Por isso, ainda que a lei seja justa, a sua aplicação pode ser injusta se não se considerar a cada homem e mulher na sua situação pessoal única a e irrepetível.
Mesmo na nossa sociedade pluralista é necessário chegar a um consenso que torne possível a convivência. Por isso configurou-se um ideal jurídico de cidadão, portador de direitos e sujeito a obrigações. E é este ideal jurídico que se vai impondo com a força de lei na sociedade.
Mas esta ordem jurídica, sem dúvida necessária para a convivência social, não pode chegar a compreender de forma adequada a vida concreta de cada pessoa em toda a sua complexidade, a sua fragilidade e o seu mistério.
A lei tratará de medir com justiça cada pessoa, mas dificilmente pode tratá-la em cada situação como um ser concreto que vive e padece a sua própria existência de uma forma única e original.
É cômodo julgar as pessoas a partir de critérios seguros. É fácil mas também injusto apelar ao peso da lei para condenar tantas pessoas marginalizadas, incapacitadas para viver integradas na nossa sociedade, de acordo com a «lei do cidadão ideal»: filhos sem verdadeiro lar, jovens delinquentes, vagabundos analfabetos, toxicodependentes sem remédio, ladrões sem possibilidade de trabalho, prostitutas sem amor algum, maridos fracassados no seu amor conjugal, e assim por diante.
Frente a tantas condenações fáceis, Jesus convida-nos a não condenar friamente os outros pela pura objetividade de uma lei, mas sim a compreendê-los a partir da nossa própria conduta pessoal. Antes de atirar pedras contra alguém, temos que saber julgar o nosso próprio pecado. Talvez descubramos então que o que muitas pessoas precisam não é da condenação da lei, mas sim que alguém as ajude e lhes ofereça uma possibilidade de reabilitação. O que a mulher adúltera necessitava não eram pedras, mas uma mão amiga que a ajudasse a levantar. Jesus entendeu-o.
FONTE: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/nao-jogar-pedras/
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
O CHEIRO, O GOSTO, O OLHAR DO CATOLICISMO
A cada vez que piso o chão de um
templo católico, o templo me toca a alma.
Pela grandiosidade das suas
portas, silenciosamente adentro ao espaço do Senhor.
Mas, não são as paredes altas, os
vitrais que espelham a luz ou o teto que meus olhos mal absorvem, que me faz
respirar em suspenso e me prostrar em admiração.
Não são os dolorosos passos do
Senhor na Via sacra que me tocam o coração.
Nem são os nichos de oração
encravados nas paredes com seus genuflexórios a me convidar a ficar de joelhos
e admirar a devoção dos santificados que me chama a rezar.
Nem é a dignidade do ambão da
palavra que fala ao povo, não é o altar deitado em sacrifício ou a luz do
sacrário a me lembrar que o sonho vive e vive para sempre.
Não, não é a grandiosidade dos
templos e a suntuosidade mamorea que me faz admirar o templo.
O que me causa admiração maior, é
a nossa convicção humana que podemos chegar a grandiosidade que é o Senhor Deus
a se expressar em arte, beleza e simbologia.
E se não olhar um templo com os
olhos da fé, verei somente a “casca”, o invólucro, a grandeza e a majestade da construção,
nunca a grandeza e a majestade que da fé que ele inspira.
É mister ouvir o silêncio que nos
faz escutar somente o eco dos nossos passos e o estalar da madeira dos bancos.
É preciso sentir o cheiro de Deus
quem nossas Igrejas exalam, sentir o calor da luz que os vitrais refletem, o
gosto da oração em nossa boca, que se abre em absoluta veneração.
É preciso ver que não são os
nossos templos que refletem a Igreja Católica, é Deus que se reflete em nossos
templos.
Isso, só aquele que ama sua
Igreja sabe...
Ângela Rocha - Catequista
* Escrevi este texto logo depois de visitar o templo No
Seminário Franciscano Santo Antônio em Agudos – SP.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
NO ÚLTIMO VAGÃO...
Todos os anos os papais do Martín Levavam-no para a avó, para passar as férias de verão, e eles voltavam para casa no mesmo trem no dia seguinte.
Um dia a criança disse aos pais:
′′Já estou crescido. Posso ir sozinho para casa da minha
avó?".
Depois de uma breve discussão Os pais aceitaram.
Eles estão parados esperando a saída do trem. Despedem-se do
seu filho dando-lhe algumas dicas pela janela, Enquanto Martin lhes repetia:
′′ Eu sei. Já me disseram isso mais de mil vezes ".
O trem está prestes a sair e seu pai murmurou aos ouvidos:
′′ Filho, se você se sentir mal ou inseguro, Isso é para
você!".- E ele
colocou algo no bolso dele.
Agora o Martin está sozinho, sentado no trem como queria, sem
seus pais pela primeira vez. Admira a paisagem pela janela. Ao seu redor alguns
desconhecidos se empurram, Fazem muito barulho. Eles entram e saem do vagão.
O supervisor faz alguns comentários sobre o fato de estar
sozinho. Uma pessoa olhou para ele com olhos de tristeza. Martin agora está se sentindo
mal a cada minuto que passa. E agora ele está com medo. Abaixou a cabeça e... se
sente encurralado e sozinho, com lágrimas nos olhos.
Então lembra-se que o pai Lhe colocou algo no bolso dele. Tremendo,
procurou o que o pai lhe colocou. Ao encontrar o pedaço de papel leu-o, nele
está escrito:
′′Filho, estou no último vagão!”
Assim é a vida, Nós devemos deixar nossos filhos ir embora. Nós
devemos confiar neles. Mas sempre estaremos no último vagão, vigiando, caso
eles tenham medo ou caso eles encontrem obstáculos e não saibam o que fazer. Temos
que estar perto deles, enquanto ainda estivermos vivos, O filho sempre
precisará dos seus pais."
(Desconheço o autor)
Revisado e atualizado por Marcus Vinicius Keche Weber.
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
Não podemos deixar de anunciar o que vimos e ouvimos!
Estamos entrando na última semana do mês que dedicamos à
oração e à animação missionária. Neste domingo, celebramos o Dia Mundial de
Oração pelas Missões. O Papa Francisco nos convida, citando os Apóstolos da
primeira hora, a não calar aquilo que vimos e ouvimos (cf. At 4,20). Trata-se
daquilo que vimos e ouvimos nestes quase dois anos de pandemia, de genocídio,
de faturamento em cima da tragédia, de negociatas obscenas sem o mínimo de
empatia e compaixão, mas também de gestos de doação sem medida, de avanço
rápido na busca de soluções, de uma capacidade inaudita de resiliência.
É o desejo insaciável de plenitude, de bem viver e conviver
que faz com que a pessoa humana se coloque a caminho. Apagar este desejo, ou
substituí-lo pela rasteira satisfação de uma segurança feita sob medida para os
fortes, equivale a começar a morrer. O ser humano só fica sentado à beira da
estrada e condena quem é diferente quando ainda não alcançou sua própria
maturidade, ou quando teve roubada a sua dignidade. Só quem ousa caminhar para
além do presente é capaz de recusar uma vida sustentada por algumas migalhas.
O desejo mobilizador, criativo e emancipador é também o lugar
do encontro com Deus. Quem busca Deus fora da insaciável sede de plenitude e de
convivência inclusiva e solidária acaba fabricando ídolos que só fazem
amedrontar os viventes e devorar vidas. É Deus quem nos fez sonhadores,
misturando ao pó da terra o sopro divino. E é nessa abertura radical que nada
pode preencher que ele costuma vir ao nosso encontro, acolhendo-a não como
sinal de nossos limites, mas como expressão do infinito que nos habita. É
também do adorável fundo desta condição de criaturas desejantes que brota a
verdadeira oração.
É na oração que revelamos nossos verdadeiros e mais profundos
desejos. Então, o que é que andamos pedindo a Deus? Dirigimo-nos a Deus como se
ele fosse um capitão pronto a eliminar, em nosso nome, as pessoas e grupos que
não nos agradam ou sentimos como ameaça? Confiamos a ele a frágil economia e a
duvidosa moral da nossa família e imploramos que dê segurança às nossas
poupanças e propriedades? Talvez cheguemos até a pedir paz, segurança e sucesso
à nossa Igreja na concorrência com as demais denominações, que tratamos como
concorrentes…
Como são pobres e medíocres estes desejos! Não passam de
necessidades geradas no ventre do medo. Por isso, quando se trata de oração,
não é suficiente pedir com insistência: é preciso desejar e pedir com ousadia e
corretamente grandes coisas. Venha a nós o vosso Reino! Seja feita a vossa
vontade! Democracia radical e respeito aos pobres… Bartimeu, que pede esmolas à
margem do caminho, começa pedindo compaixão àquele que carrega nas próprias
entranhas as esperanças dos pequenos. Antes de manifestar propriamente um
desejo, o filho de Timeu expressa sua própria condição de dor e alienação.
Apesar da contrariedade dos que o circundam e seguem, Jesus
para e se dirige ao cego e mendigo que implora: “O que você quer que eu faça
por você?” Encorajado pelos discípulos, Bartimeu balbucia um pedido que vem do
fundo da condição humana, que espanta todos os medos e exorciza todas as limitações:
“Mestre, eu quero ver de novo!” Neste pedido, aquele homem cego e
mendigo resume todas as suas necessidades e desejos: ver claramente as coisas,
avaliar com retidão os acontecimentos, vislumbrar o Reino de Deus chegando como
graça, tomar decisões políticas responsáveis à luz da razão ética e não dos
medos e ódios…
No mesmo conjunto narrativo, um jovem rico havia voltado
atrás, entristecido, porque era refém dos próprios bens (cf. Mc 10,17-22), e
João e Tiago haviam expressado seus sonhos de poder. Mas o cego se livra do
único meio de sobrevivência que possui e se aproxima de Jesus. E é essa fé
ativa e dinâmica que abre seus olhos. “Pode ir, a sua fé curou você!” E
ele não volta para casa ou para a caserna, mas põe-se a seguir Jesus. Mostra-se
mais livre que o jovem rico, que voltou atrás desiludido, e mais lúcido que
João e Tiago, que desejam os primeiros lugares. E ele jamais calou aquilo que
experimentou, viu e ouviu.
Jesus de Nazaré, peregrino no
santuário das dores e sonhos humanos! Escuta o grito que brota das entranhas da
terra e abre os nossos olhos para reconhecer-te passando por nossos caminhos.
Converte os cristãos do Brasil, para que não ignorem os desejos e sonhos que movem
a humanidade. Desperte em nós e em nossas comunidades a corajosa alegria de não
calar aquilo que vimos e ouvimos, que estamos vendo e ouvindo. E que ninguém
cale em nós o grito do desejo de bem viver, mais forte que todas as razões.
Assim seja! Amém!
FONTE: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/nao-podemos-deixar-de-anunciar-o-que-vimos-e-ouvimos/
sexta-feira, 1 de maio de 2020
BENDIGO A SAUDADE...
Rosevânio de Britto Oliveira, CRL.
🙏🏾💙🙏🏾


















