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domingo, 5 de dezembro de 2021

OS SÍMBOLOS DO ADVENTO: A SEGUNDA SEMANA

 


Os dias passam rápido e a guirlanda fica mais iluminada. Agora, duas velas estão acesas. Continua nossa jornada à espera e em preparação para o Natal. O tempo também é marcado por outro símbolo que se tornou muito difundido: o calendário do Advento.

Neste domingo, início da segunda semana do Advento, acendemos junto com a primeira também a segunda vela. Ainda de cor roxa, segundo a liturgia para este tempo, é chamada Belém, local do nascimento de Jesus.

A vela de Belém

A cidade se estende por duas colinas e fica a 8 quilômetros ao sul de Jerusalém. Também na antiguidade - e especialmente durante o Império Romano - não era de grande importância, embora mencionada várias vezes no Antigo Testamento, porque Davi e sua descendência ali nasceram.

Nada é por acaso. O Senhor escolhe as periferias do mundo para nascer entre os mais humildes e os mais pobres. Também a origem do nome não é por acaso: o topônimo Belém em hebraico significa casa do pão, enquanto em árabe corresponde a casa da carne. Significados diversos que convergem no mesmo sentido: com a transubstanciação, o pão eucarístico torna-se carne de Cristo.

Seguindo a estrela

A grande estrela surge no horizonte e seu brilho se destaca com força no céu, marcando o caminho para Belém, um lugar que nos atrai a si como um ímã de amor. Tudo em volta fala de paz. Se a liturgia da semana passada se abria com a invocação "Vem, Senhor", que alude à esperança daquilo que os profetas predisseram, agora diz que o Senhor está próximo:  "Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas (...),  todas as pessoas verão a salvação de Deus".

A segunda vela da coroa do Advento também é um "chamado universal à salvação". Nesta semana, a esperança se concretiza e se torna uma promessa.

 

"Purificar", verbo-chave do Advento

Como disse o Papa Francisco, o Advento é um tempo de passado, presente e futuro. A unidade de um tempo tridimensional onde a memória da vinda de Cristo é uma oportunidade de renovação da fé.

Trata-se de "purificar a memória do passado, a memória do que aconteceu naquele dia de Natal", diz Francisco, falando da primeira dimensão, mas também de purificar a expectativa e a esperança.

A segunda dimensão diz respeito ao tempo futuro, serve para nos preparar para o momento definitivo com o Senhor, quando nos encontrarmos face a face com Ele.

E o Papa nos fala ainda de uma terceira dimensão, aquela que fala do presente, da vigilância purificadora, sabendo o que acontece no coração quando o Senhor vem e bate à porta.

Vigilância e oração são duas palavras do Advento, porque o Senhor veio na história em Belém e virá, no final dos tempos e também no fim da vida de cada um de nós” (cf. Meditação matinal na capela de Santa Marta, 3 de dezembro de 2018).

O calendário do Advento

Em relação às origens da Coroa do Advento, também o calendário do Advento é uma tradição moderna, mais ainda, a bem da verdade. Também de origem alemã e protestante, é uma criação do editor Gerhard Lang de 1908. Era uma tabela com janelas para marcar os dias que podiam ser abertas, revelando desenhos de Natal. Mas uma espécie de calendário rudimentar já existia há pelo menos cinquenta anos e era chamado de "relógio de Natal".

O calendário revela o caráter familiar e íntimo do Natal, a impaciência das crianças que não entendiam o conceito de tempo. No início eram sinais feitos com giz colorido, depois árvores nas quais se penduravam fitas, bandeiras e estrelas com os versículos da Bíblia escritos nelas. Com o tempo, os calendários ficaram cada vez mais refinados e coloridos e dentro das janelas há doces - principalmente chocolates - quando não surpresas mais preciosas.

O calendário fez tanto sucesso que também foi impresso em Braille. Ainda antes, foi mencionado pelo escritor Thomas Mann em seu romance The Buddenbrooks, publicado em 1901, em um momento, portanto, anterior à versão impressa de Lang. Tratava-se de um calendário caseiro que o jovem Johann Hanno folheava todas as manhãs com o “coração na boca”, "seguindo a aproximação daquele tempo incomparável".

 

Maria Milvia Morciano - Cidade do Vaticano

FONTE: VATICAN NEWS

domingo, 28 de novembro de 2021

OS SÍMBOLOS DO ADVENTO

 

Por esses dias, teve início o Advento, caminho de espera rumo ao Natal, cujo símbolo mais reconhecível é a coroa iluminada por quatro velas. Uma tradição que sugere um ambiente acolhedor e familiar. Por quatro semanas, acenderemos juntos uma vela "virtual" à descoberta de símbolos e significados

A coroa do Advento não é um costume antigo. Parece que tenha surgido pela primeira vez entre os luteranos alemães no século XVI, mas introduzida ainda mais tarde, em 1839, pelo pastor protestante Johann Hinrich Wichern, que foi um dos fundadores da Home Mission, um movimento pioneiro que na Alemanha se ocupava da pastoral urbana.

A primeira coroa era uma grande roda de madeira com muito mais velas, vinte pequenas para os dias de semana e quatro para os domingos. Mais tarde, essa tradição típica das igrejas protestantes alemãs também foi adotada pelas católicas. No início, era encontrada somente em locais eclesiásticos, mas com o tempo entrou em residências particulares de todo o mundo.

O Advento, as velas, os dias de espera

Conta-se que foram as crianças do orfanato a sugerir a ideia ao pastor Wichern. As crianças perguntavam continuamente a ele quantos dias faltavam para o Natal. E de fato, com as suas velas a serem acesas a cada domingo, a coroa do Advento marca o tempo, os dias que passam.

Uma canção infantil tradicional muito apreciada pelas crianças alemãs explica isso de uma forma muito simples e extremamente eficaz:

Advent, Advent,

ein Lichtlein brennt.

Erst eins, dann zwei,

dann drei, dann vier,

dann steht das Christkind vor der Tür.

Advento, Advento,

um pouco de luz queima.

Primeiro um, depois dois,

depois três, depois quatro,

e o Menino Jesus está às portas.

Escutehttps://www.youtube.com/watch?v=MFOcol5Z2GA  

A forma circular

Os símbolos ajudam o homem a decifrar o mistério. A coroa do Advento ajuda a tornar visível o tempo de espera e de estar juntos. Sua forma circular se refere ao início e ao fim, alfa e ômega, compreendidos dentro a eternidade e a unidade. Um ciclo que sempre volta e que traz consigo a perfeição divina. É um símbolo do amor infinito do Senhor.

Os ramos de pinheiro e abeto

No auge do inverno, a natureza apaga as suas cores, mas brilha com suas plantas sempre verdes, que não murcham. Assim, a coroa é formada de ramos de pinheiro e abeto para recordar vitalidade e esperança.

As velas

Com a família reunida, cabe ao mais novo acender as velas. Hoje são em sua maioria vermelhas, uma cor típica do Natal, mas caso se quisesse seguir o tempo litúrgico, as duas primeiras deveriam ser roxas e a terceira rosa, como acontece nos paramentos dos sacerdotes. Branca a eventual e menos difundida quinta vela para o dia de Natal.

O roxo recorda o significado original e mais profundo do Advento, que originalmente era a preparação para o Natal mediante o jejum e a penitência, enquanto o rosa alude à alegria e o branco à pureza absoluta de Jesus, a luz do mundo.


O significado da primeira vela

No início da primeira semana do Advento acendemos a primeira vela, a da esperança, chamada "de Profeta", porque recorda as profecias sobre a vinda do Messias. É ainda uma luz pequena, mas já arde com "a menor das virtudes, mas a mais forte", como o Papa Francisco define a esperança, que é escondida, mas tenaz e paciente. Dá-nos a certeza de que a escuridão desaparecerá com a luz.

 

Maria Milvia Morciano - Cidade do Vaticano

FONTE: Vatican News.