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sábado, 30 de março de 2024

DESAFIO DIÁRIO: “ERA UMA PEDRA MUITO GRANDE" – Mc 16,1-8

O sábado era observado de acordo com o costume judaico, não se podia cumprir atividades sociais, entre elas, comprar e visitar. Era preciso esperar este dia passar para que se pudesse seguir a vida cotidianamente em suas urgências.

Foi o que Maria Madalena, Maria Mãe de Tiago e Salomé cumpriram: esperaram, ansiosamente, este dia passar, para no dia seguinte poder comprar perfumes e enfim visitar o túmulo. E como devem ter sofrido com esta espera! Imaginem o rigor da lei, que se intensificaria na condição de serem mulheres, se elas resolvessem transgredir!

Lembramos o quanto as “Marias e as Salomés” no dia a dia esperam, sofridas e ansiosamente, se cumprirem todas as burocracias e impedimentos caírem, para que elas possam tomar posse dos direitos de cuidarem do corpo de seu filhos e filhas, netos e netas, seja qual for o vínculo, que são levados e levadas à morte por um sistema covarde, cruel e brutal.  Paralelo a essa situação estão também as mulheres que ainda sobrevivem no genocídio promovido atualmente pelo governo de Israel, esperando a possibilidade “do nascer do sol” para que possam cuidar dos corpos que ainda ainda estão ao relento…

Conduzidas pelo Amor, imbuídas de sentimentos de dor, perda e desesperança, chegam ao túmulo. O Amor que as levaram naquela manhã de Páscoa está presente em seus corações. Um Amor que aparentemente foi derrotado por um sistema opressor de morte.

É no nascer do sol, de manhã, que as mulheres se apressam. Para elas significa novas oportunidades e superação das amarras. Elas fazem isto em grupo, em conjunto… articuladas, mas tinham a preocupação com a pedra que fechava o túmulo, a qual, de acordo com a estrutura das sepulturas da época, era muito pesada e as impediria de entrar. Uma das “pedras” elas já haviam superado, que era a de suportar o rigor do sábado passar.

É revelada a novidade: A pedra foi removida. É sinal de que elas não estavam sozinhas em suas esperanças e caminhadas e que podiam avançar nos desafios que fossem apresentados. O túmulo vazio era sinal de que não era o fim. As forças opressoras foram vencidas!

”Não fiquem assustadas” (v.6), ou com outras palavras “não tenham medo”, é a afirmativa constante da Palavra de Deus, permeando a caminhada e anunciando naquele momento a ressurreição. A mensagem é de Vida. A “pedra do medo” foi removida e deve ser removida continuamente.

Jesus Ressuscitou!

É uma notícia poderosa! Jesus está seguindo de novo para a Galiléia, lugar de caminhada desde o começo, devolvendo a vida e a liberdade. E está indo à frente, e, ao mesmo tempo, junto daqueles e daquelas que querem continuar a segui-lO.  Essa mesma notícia, dada inicialmente às mulheres, primeiras testemunhas da ressurreição, deve ser transmitida por elas aos discípulos e a Pedro. Em uma sociedade que as marginalizava e impedia a participação, Jesus subverte esta estrutura e as acolhe incondicionalmente.

Sim, certamente elas, em grupo, com alegria, cuidadosamente disseram sobre o ocorrido. Elas não calaram de medo, embora o texto o diga. Elas foram, sabendo e transmitindo que a ressurreição não significa euforia nem memória saudosa, mas que o seguimento a Jesus não é fácil, porque é um projeto de luta contra a opressão e a injustiça.

E a nós cabe a tarefa de levar a boa nova para as comunidades e desconstruir, na medida do que podemos, as novas formas de domínio do grande capital, que substitui com muita propriedade o Império Romano.

Com o mesmo cuidado de Maria Madalena, Maria Mãe de Tiago e Salomé, somos convidadas a nos colocar a caminho para ajudar a remover “pedras muito grandes”, que exigem coragem todos os dias.

Colaboração: Grupo Extensivo do CEBI RJ

FONTE: https://cebi.org.br/partilhas/desafio-diario-era-uma-pedra-muito-grande-mc-161-8/ 

quinta-feira, 28 de março de 2024

O TESTAMENTO – JOÃO 13,1-17,31b-35



Estamos na semana santa, segundo a tradição cristã de matriz católica e algumas igrejas cristãs. Hoje é um dia muito solene e sua solenidade se dá pelo fato da memória nos remeter a noite do testamento. Isto mesmo! A noite em que Jesus deixou um testamento para os seus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!” Nada de mais poderíamos dizer. Todo mundo sabe que, o amor move de certo modo o mundo e o sentido das nossas vidas e as relações desde que mundo é mundo e nos entendemos “por gente”. O que há de “novidade” nisto? O que Jesus traz “de novo” que é “diferente” e que, ao mesmo tempo, o distingue de todos e “qualquer tipo de amor”?

É disso que trata o texto das leituras de hoje, proclamadas na ação litúrgica deste dia nas igrejas, nas comunidades e nas famílias. O evangelho de João é um grande anúncio do amor de Deus a partir da vida, da existência e da mensagem de Jesus. Neste evangelho os conceitos não bastam, é preciso gestos e ações simbólicas fortes que remetem ao mais profundo daquilo que está sendo dito, apresentado. O gesto do lava-pés carrega toda uma força, todo um sentido e, o gesto de comer juntos, fazendo a grande ação de graças (eucaristia em grego) tem como pano de fundo tudo o que significa e representa Jesus para os seus seguidores. Para entender Jesus e sua mensagem é preciso está em sintonia com o grande projeto do Pai: o amor. Pois, o amor salva vidas, o amor acolhe, o amor inclui, o amor perdoa, o amor nos move ao encontro do outro, o amor transforma pessoas, dá sentido aos nossos engajamentos, as nossas lutas, e suaviza e cura onde dói no coração.

A leitura que agora nos é proposta para ler e meditar, Jo 13,1-15 ou 13,1-17.31b-35, nos remete à aquela noite que antecipa o ato supremo da paixão e que em cada Eucaristia litúrgica nas igrejas rememoramos com o compromisso de amar como Ele nos amou. Dessa cena evangélica podemos tirar muitos ensinamentos, mas creio que por hora, dois saltam aos olhos: o amor é sempre entrega, doação e não há explicação; e quem quiser ser discípulo de Jesus é preciso ser o menor, o servidor, o amoroso, sempre e em qualquer circunstâncias. Isto é um distintivo que faz toda a diferença. Este é o testamento de Jesus.

A quinta-feira santa, mais que “institucionalizar” um ato, um gesto, quer e nos remete a institucionalizar o Amor. Amar como Jesus amou, aprender dEle como amar hoje é imperativo. Se o nosso amor enquanto seguidores e seguidoras de Jesus não faz diferença na sociedade que aí está, é preciso rever todo nosso entendimento e seguimento a Jesus.

Por fim, o texto de hoje contextualizado no âmbito da páscoa judaica, começa nos falando do sentido da vida de Jesus entre nós: Seu senso de missão cumprida perante o Pai e o seu amor pelos seus discípulos, os pobres, o povão com quem conviveu. E para entender sua missão, lembremos o que o evangelista João no início de seu escrito nos diz quando fala que Deus, o Pai, amou de tal forma o mundo que enviou Seu Filho para salvar o mundo (Jo 3,16-17s), isto é, dá vida plena e sentido profundo para a existência de tudo criado (Jo 10,10) aqui. Eis a missão de Jesus! Agora Ele volta para o Pai dando-nos a própria vida como ato supremo de amor. De agora por diante, também nós, no dia a dia, somos chamados a “reinventar” aqui e agora em nossas vidas e nos ideais que assumimos como cumprimento da Justiça e da Vida, esse ideal e esse ato supremo de Jesus: o amor.

E agora, pergunto a você leitor/a amigo/a: O que nos distingue das demais pessoas enquanto seguidores de Jesus na luta, no engajamento, nos ideais que abraçamos através de nossos movimentos, pastorais e grupos afins? Em que o nosso amor é continuação do amor de Jesus? Em que fazer memória dessa quinta-feira santa muda tua forma de pensar e agir? Como o Testamento de Jesus te impacta nesse momento atual quando, o país vive uma crise de narrativas religiosas, de intolerância, de fake news, e amigos/as, famílias inteiras são afetadas em suas relações, por acreditarem em valores que aparentemente bons, dividem o povo e corrompe sua alma em nome do sagrado e de Jesus? Fica a provocação… Que o Testamento e com ele, o Seu autor, possa ser nossa inspiração em todo tempo, lugar e circunstâncias nos ajudando a sermos pessoas e discípulos melhores. Boa meditação para ti.

Por, Sebastião Catequista – CEBI PE

quarta-feira, 27 de março de 2024

A PÁSCOA E AS CONTRADIÇÕES QUE ACOMPANHAM A FÉ - MATEUS 26,14-25

A pessoa a quem você só ajudou e só fez o bem, pode atrapalhar a sua vida e lhe fazer mal. Ajude-a e faça-lhe o bem mesmo assim. 


Essa ideia, além de encontrar sintonia nos Evangelhos, é atribuída, com outras palavras, a Madre Teresa de Calcutá. E apresenta duas dimensões opostas, mas que costumam não se distanciarem muito na vida: a fidelidade e a traição. E com elas a contradição, algo tão humano. Judas é um personagem controverso no enredo dos Evangelhos e na vida terrena de Jesus. É certo que Judas não fez o que se espera de um Discípulo de Jesus, mas também é igualmente certo que Judas é tido e citado como uma espécie de “boi de piranha” para quem prefere olhar para o dedo indicador apontando e por vezes acusando o outro, a olhar para os outros três dedos apontando para si mesmo. Afinal, é mais fácil encontrar um ser humano que se equipara a Judas nas suas fraquezas e nas suas inconstâncias humanas e que até o supere, do que encontrar outro ser humano que se aproxime da humanidade de Jesus de Nazaré. Embora também existam.

A comunidade de Mateus apresenta Judas como mentor, organizador e executor de uma ação de fraqueza em que ele trai o seu Mestre, a sua comunidade e põe em risco o projeto de salvação. Na linguagem de nosso tempo, no entanto, os sumos sacerdotes são os mandantes e pagantes e Judas é o mercenário que fez “o serviço sujo” por trinta moedas de prata. É mais ou menos o que também vemos em nosso tempo conhecido como “Delação Premiada”. Porém, fora do que sugere a lei. Tanto que o texto usa o verbo entregar!  Segundo a nota de rodapé da TEB e (Ex 21,32), este era o valor pago por um escravo atacado por um boi. O dono do boi indenizava o senhor do escravo come este mesmo valor. Jesus, portanto, é igualado, neste sentido, a um escravo. Esta é uma interpretação possível. Ou ainda, quando alguém age na comunidade com egoísmo, por conta própria e em seus próprios interesses, escraviza o coletivo.

Vejam que, respondendo à pergunta dos discípulos: “Onde queres que preparemos para ti a refeição da Páscoa?” (v. 17), Jesus sugere, a casa de “fulano”, isso pode significar, hoje, qualquer casa. Inclusive a minha ou a de um de vocês que estão lendo este texto. Qualquer casa, ou a casa de qualquer um. Parece ser esta uma das mensagens sugeridas. Jesus é um líder que conhece seus companheiros e tem consciência de seus limites e de suas virtudes. Demonstrou isso por diversas vezes. Duas lições importantes para nós que lideramos comunidades e pastorais: a insegurança está em nós, assim como a contradição, até com relação ao nosso próprio agir. Passa a impressão de que foi Judas, mas poderia ter sido qualquer um dos doze!  Cada um deles, perguntou a Jesus: “Seria eu, Senhor?” (v. 22); e Judas, foi o último a falar e o único nominado no texto.

É interessante e fica para uma reflexão na comunidade, o fato de, se Jesus tinha uma vida pública, com atividades dirias, pois Ele era até famoso, por que alguém o teria que entregar? Inclusive, as autoridades já O monitoravam e o acompanhavam de perto. Seria um jeito de dizer que todo homem tem seu preço (ou pode cair em contradição), confirmando um ditado popular? Até um discípulo de Jesus? Seria um alerta para as possibilidades ou mesmo para as fragilidades humanas?

Curitiba, 19 de março, dia de São José, a personificação do Pai.

João Ferreira Santiago
Coordenador Estadual do CEBI-PR
Doutorando em Teologia pela PUC-PR.

terça-feira, 26 de março de 2024

HOSANA O FILHO DE DAVI!



Chegamos à semana santa de 2024. Sou chamado a fazer algo em que a minha alma se deita, refletir sobre o Evangelho de Jesus de Nazaré. Nesse diapasão, mais importante do que refletir sobre a páscoa do ocidente cristão, é tentar mergulhar na profundidade do seu significado. A busca desse sentido crístico da festa me leva de volta à Jerusalém do ano 33 da nossa era, onde tudo começou. O nazareno, montado num jumentinho, entrava pela porta principal da cidade, aclamado como um rei. A multidão levantava as folhas de palmeiras cantando “Hosana ao Filho de Davi” enquanto o aclamava como o Messias que finalmente havia chegado para salvá-los do domínio de Roma. Aquela gente palestina, de rostos marcados pelo sofrimento e pelo desencanto com os governantes do mundo, agora se reconhecia naquele Rei, montado num jumento. Enquanto isso, as castas que governavam a cidade destilavam o veneno da inveja, inconformadas com as honrarias concedidas a um galileu campesino, vindo da periferia, morador de Nazaré.

Enquanto era acolhido pela multidão e rejeitado pelas castas do templo, Jesus permanecia sereno, focado no objetivo da sua missão: consolidar os fundamentos do Reino de Deus num mundo dominado pela paz violenta do império! Para isso, o rei periférico, radicalizado em sua humanidade/divindade, sabia que a travessia precisava ser realizada. O sentido profundo da páscoa haveria de ser confirmado afim de permanecer, para sempre, como o registro da participação amorosa da divindade na história humana. Um sentido indelével, cheio de simbolismo libertador, afinal, são os símbolos que dão significado à existência, onde o ser humano protagoniza a história. Por isso, o REI vinha montado num jumentinho, ao invés de conduzido numa carruagem real. Fez assim, para mostrar que seu governo tem a cara, o jeito e o cheiro das pessoas mais simples do povo.

Não canso de me surpreender com o salvador que vem de Nazaré. Ele é o ungido de Deus! Proclamado pelas Escrituras como Rei dos reis e Senhor dos senhores, se revela no carpinteiro periférico de Nazaré, incrivelmente humilde, que deseja estabelecer seu trono no coração humano. Ele deseja que o reconheçamos nas outras pessoas, “nazarenos” como ele, independentemente da camada social, religião, origem étnica, orientação sexual, ou qualquer outra diferença que nos desumanize. Naquele dia, na entrada de Jerusalém, o galileu inaugurou um sentido profundo de pertencimento a um outro tipo de reino, diferente dos reinos humanos, um reino cujo REI se tornou como um de nós!

Agora sim, as palavras da profecia fazem sentido! Olhando para o Rei montado no jumento, celebrando a chegada de uma nova humanidade, inaugurada em sua própria vida, consigo entender as palavras do profeta ditas muito antes de Jesus nascer:

“Alegre-se muito, povo de Sião! Moradores de Jerusalém, cantem de alegria, pois o seu rei está chegando. Ele vem triunfante e vitorioso; mas é humilde, e está montado num jumento, num jumentinho, filho de jumenta.” (Zacarias 9:9).

Convido você que lê estas linhas a viver, uma vez mais, o sentido libertador do Páscoa do Salvador Jesus. Segura na minha mão e acolhamos o Senhor. Ele é um de nós!

** Texto adaptado do livro (do autor) Café Com Esperança – Para deixar a vida mais leve, publicado pelo CEBI.

Lenon Andrade é membro do CEBI /PB e pastor da Comunidade Batista do Caminho (CBC) em Campina – Paraíba.

segunda-feira, 25 de março de 2024

AS SETE PALAVRAS DA CRUZ: ROTEIRO DE CÍRCULO BÍBLICO


Introdução:

Vamos meditar sobre as Sete Palavras da Cruz, trazendo à reflexão não apenas as palavras de Jesus, mas também as realidades das pessoas excluídas e vulneráveis que Ele representa e defende em sua vida e ministério. Que este momento de oração nos permita mergulhar na compaixão e na solidariedade de Cristo para com as pessoas marginalizadas, oprimidas e sofredoras de nosso mundo.

Que este Círculo Bíblico nos ajude a vivenciar o verdadeiro significado da Sexta-feira Santa e nos inspire a continuar seguindo os passos de Jesus, em serviço as pessoas mais necessitadas.

Abertura:

  • Canto: “Pai-Nosso dos Mártires”
  • Momento de silêncio e acolhimento.

Todas as pessoas  em coro – 1ª Palavra: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34)

Animador(a) : Reflitamos sobre a compaixão de Jesus, que mesmo diante da injustiça e da violência, pede perdão para aqueles que o crucificaram. Ele nos ensina a estender o perdão mesmo às pessoas que nos prejudicaram, reconhecendo a ignorância que muitas vezes as impulsiona.

Leitor(a) 1 – Como podemos praticar o perdão em nossas próprias vidas, especialmente em relação àqueles que nos prejudicaram?

Todas as pessoas  em coro – 2ª Palavra: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:43)

Animador(a) : Pensemos nas pessoas marginalizadas e excluídas pela sociedade, assim como o criminoso crucificado ao lado de Jesus. Que possamos reconhecer o valor e a dignidade de cada ser humano, independentemente de suas circunstâncias ou erros passados.

Leitor(a) 2  Como podemos reconhecer e valorizar a dignidade de todas as pessoas, independentemente de suas circunstâncias ou erros passados?

Pausa 

Todas as pessoas  em coro  3ª Palavra: “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua mãe.” (João 19:26-27)

Animador(a) : Contemplemos o cuidado de Jesus com sua mãe Maria e com o discípulo amado, confiando-lhes uns aos outros. Que possamos reconhecer a importância de cuidar umas das outras, especialmente das mais frágeis e vulneráveis em nossa comunidade.

Leitor(a) 1 – Como podemos cuidar umas dos outros como Jesus cuidou de sua mãe e do discípulo amado? (Pausa)

Todas as pessoas  em coro  4ª Palavra: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mateus 27:46)

Animador(a) : Reflitamos sobre o grito de desamparo de Jesus, que experimentou a solidão e a angústia mais profundas. Lembremo-nos das pessoas que se sentem abandonadas e esquecidas pela sociedade e pela igreja. Que possamos ser presença de conforto e esperança para aqueles que sofrem em silêncio.

Leitor(a) 2 – Como podemos estar presentes para aquelas que se sentem abandonadas e esquecidas pela sociedade e pela igreja? (Pausa)

Todas as pessoas  em coro –   5ª Palavra: “Tenho sede.” (João 19:28)

Animador(a): Meditemos sobre a sede física de Jesus na cruz, mas também sobre a sede espiritual das pessoas que sofrem hoje, privadas não apenas de água, mas também de justiça, amor e compaixão. Que possamos ser instrumentos de saciar a sede dos necessitados em nosso meio.

Leitor(a) 1 – Quais são as necessidades mais urgentes em nossa comunidade que podemos ajudar a suprir? (Pausa)

Todas as pessoas em coro  6ª Palavra: “Está consumado.” (João 19:30)

Animador(a): Contemplemos o momento em que Jesus entrega sua vida nas mãos do Pai, cumprindo sua missão de amor até o fim. Que possamos encontrar inspiração em seu sacrifício para continuar lutando por um mundo mais justo e compassivo, onde todas as pessoas sejam reconhecidas em sua dignidade.

Leitor(a) 1 – O que significa para nós a ideia de que a missão de Jesus estava consumada na cruz? (Pausa)

Todas as pessoas  em coro  7ª Palavra: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lucas 23:46)

Animador(a): Meditemos sobre a confiança de Jesus no Pai, mesmo no momento da morte. Que possamos entregar nossas vidas e nossas preocupações nas mãos de Deus, confiando em sua misericórdia e providência para conosco e para com todos os que sofrem.

Leitor(a) 2 – Como podemos confiar em Deus mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas? (Pausa)

Encerramento:

  • Momento de partilha opcional.: Cada pessoa pode dizer como se sente após vivenciar este Círculo Bíblico Orante, o que este momento significou para ela.
  • Ação concreta: A comunidade pode pensar uma ação de solidariedade para ser realizada em favor das pessoas de sua localidade.

Oração Final:

Todas as pessoas  em coro – Senhor Jesus, ao meditar sobre tuas palavras na cruz, reconhecemos tua profunda solidariedade com as pessoas excluídas e vulneráveis de nossa sociedade. Que possamos seguir teu exemplo de amor e compaixão, comprometendo-nos a ser presença de esperança e justiça onde quer que estejamos. Amém.

FONTE: https://cebi.org.br/partilhas/circulo-biblico-para-a-sexta-feira-santa-as-sete-palavras-da-cruz/



sábado, 11 de abril de 2020

VIVENDO A SEMANA SANTA: SÁBADO DO SILÊNCIO

Imagem: Jornal GGN 
Muitas pessoas se perguntam qual o sentido religioso e cristão desse tempo que vai da celebração da paixão na sexta-feira santa e a Vigília Pascal, no sábado à noite. Pois bem! Antes de tudo é preciso entender quais são os três dias do Tríduo Pascal. A liturgia não se guia pelo nosso calendário solar no qual o dia começa de noite. Após a meia noite temos o começo de um novo dia. Essa convenção do relógio parece muito lógica, mas convenhamos que não é.

Para a tradição judaico-cristã, o dia começa quando surge a lua. Utilizamos o calendário lunar. Com isso tudo faz mais sentido. A tarde de quinta-feira santa com sua celebração da instituição da Eucaristia já é sexta-feira. Esse primeiro dia do Tríduo termina com a celebração da paixão. A partir da tarde de sexta-feira começa o segundo dia do Tríduo Pascal. Vai até a tarde de sábado. Somente nessa tarde é que começa o terceiro dia que atravessará toda a noite em vigília até a madrugada da ressurreição no domingo de Páscoa. Fim do terceiro dia do Tríduo Pascal. O primeiro é o dia da paixão (quinta-sexta); o segundo é o dia do silêncio (sexta-sábado) e o terceiro é o dia da ressurreição (sábado domingo).

Normalmente conseguimos perceber muito bem o dia da paixão e o da ressurreição, mas o sábado do silêncio passa sem que a maioria perceba seu denso significado. É o dia da sepultura. Nesse dia a liturgia não prevê qualquer rito. É como se fosse um não-dia. Devemos vivê-lo na meditação, no escondimento, na reflexão, no silêncio. Tradicionalmente a Igreja não toca sinos nem instrumentos musicais nesse dia. Nas famílias é um dia de limpeza da casa preparando a páscoa. As santas mulheres do Evangelho passaram esse sábado preparando os óleos para a unção de Jesus  no primeiro dia da semana, o primeiro domingo da história. Por isso foram de madrugada ao túmulo. Encontraram Jesus vivo e ressuscitado.

O sábado santo é o dia em que até Deus se calou. Devemos fazer um silêncio profundo nesse dia para que possamos ter os ouvidos preparados para a boa notícia da Páscoa: O Senhor está vivo, Ele ressuscitou!

Pe. Joãozinho, scj (11/04/2020)

sexta-feira, 10 de abril de 2020

LITURGIA, TRADIÇÕES E QUARENTENA DA SEMANA-SANTA



No Domingo de Ramos, deu-se início à Semana Santa, o tempo mais forte de nossa fé cristã. Fiz algumas anotações sobre a Liturgia (leituras e ritos), tradições (gerais ou da paróquia na qual participo) e a forma de vivenciar essas importantes celebrações nesta quarentena (por causa da pandemia do corona vírus), para melhor vivenciar essas celebrações.

SEGUNDA-FEIRA SANTA

A leitura de Isaías 42,1-7 descreve "o eleito de Deus", "centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas". O Salmo 26 (27) confirma o que diz a leitura: "O Senhor é minha luz e Salvação". No evangelho (João 12,1-11), Maria lava os pés de Jesus com suas lágrimas (seu sentimento mais profundo), seca-os com os seus cabelos (sua vaidade), banhando-os também com um precioso perfume. Como Maria, precisamos aprender a dar o melhor de nós para o Senhor. Começamos a recordar o caminho de Jesus até o calvário.

Há alguns anos, fazíamos a Procissão do Encontro. Arrumávamos um andor com a imagem do Senhor dos Passos (carregado pelos homens) e outro com a imagem de Nossa Senhora das Dores (carregado pelas mulheres). Saindo de duas comunidades diferentes, percorríamos as ruas da cidade, cantando e rezando... e nos encontrávamos e voltávamos para a matriz.

    

Neste ano, tivemos a missa online da Segunda-feira Santa, recordando que somos chamados a escolher sempre o melhor para dar para Deus. Como o gesto de Maria Madalena com o perfume, as lágrimas e os cabelos, busquemos sempre entregar e oferecer o melhor de nós a serviço de Deus e dos irmãos. Rezemos por todos os irmãos que estão trabalhando para que nós fiquemos em casa com segurança.

TERÇA-FEIRA SANTA

A leitura de Isaías 49,1-6 anuncia a vocação de profeta "Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado", bem como o Salmo 70 (71), "Minha boca anunciará vossa justiça!" No evangelho segundo João 13,21-33.36-38 Jesus anuncia a traição e sua morte, mas Pedro e os discípulos não compreendem como as coisas vão acontecer.


Na paróquia, costumamos fazer a celebração penitencial, com um bom exame de consciência e cantos que nos ajudam a refletir, rezar e nos reconciliar com Deus. Ao final, o padre atende confissões.

Neste ano, com a celebração penitencial online, não foi diferente. Fizemos um belo exame de consciência. Depois de cada reflexão, cantamos: "Piedade, Senhor! Tende piedade, Senhor! E liberta a minha alma para o amor!" Ao final, a música "Abraço de Pai" firmou nossa reconciliação com Deus e houve um momento de adoração online, onde tivemos que prestar mais atenção na celebração e perceber o sentido de cada parte: arrependimento, exame de consciência com pedido de perdão e o abraço do Pai (com o canto e a adoração). Desta maneira, centramo-nos mais na reflexão, na importância de obter o perdão de Deus para voltar à Sua presença. E o valor do perdão: perdoar também é amar. A consciência precisa denunciar nossos pecados, mas também nos acolher de volta, nos devolver a esperança.

QUARTA-FEIRA SANTA

A leitura de Isaías 50,4-9 explica que o discípulo do Senhor tem ouvidos atentos, língua afiada, coragem e resistência diante da violência e da humilhação, porque está com o Senhor. O Salmo 68 (69) vai confirmar essa confiança: "Respondei-me ó Senhor, pelo vosso imenso amor!" No evangelho segundo Mateus 26,14-25 Judas entrega Jesus à morte por trinta moedas de prata, o preço de um escravo.



Normalmente, fazemos a Via Sacra nas ruas ao redor da igreja, recordando o caminho do Calvário. Levamos os quadros das 14 estações, acompanhados de um carro de som.


Essas fotos são de uma Via Sacra transmitida "online" na semana passada. As duas catequistas mais a musicista da animação basearam-se no livrinho da Campanha da Fraternidade da CNBB e rezaram as 15 estações, apresentando as imagens e cantos que ajudaram na meditação.


 
Uma amiga minha mora no sítio e montou lá mesmo a Via Sacra e rezou com a família. 

Na minha turma de catequese, também fizemos este momento no 5º Domingo da Quaresma. Enviamos as imagens da Via Sacra e o canto de cada estação, para que os catequizandos refletissem e rezassem em família. Muitos deles nunca tinham rezado a Via Sacra. 

 
Fiz um pequeno altar em casa para este momento, com um tecido roxo (representando o tempo penitencial da Quaresma), uma cruz (recordando a Paixão de Cristo) e uma vela (lembrando que Cristo é a Luz que ilumina a nossa vida). 

Uma das famílias também enviou a foto do altar que fez para a oração. Como não tinham uma cruz, colocaram o terço.
  
QUINTA-FEIRA SANTA

Celebração da Manhã: SANTOS ÓLEOS

Na primeira leitura (Isaías 61,1-3a.6a.8b-9), recordamos que o profeta é ungido por Deus para proclamar a libertação e ser sacerdote, a serviço do povo de Deus. O Salmo 88(89),21-22.25.27 mantém o sentido de missão e envio, porque assim como naquele tempo o Senhor encontra em Davi seu servo e o unge com óleo para o proteger e salvar, hoje quer encontrar em nós a mesma disposição. "Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor." Na Segunda Leitura (Apocalipse 1,4-8), compreendemos que Cristo é o Alfa e o Ômega, princípio e fim da liberdade e da vida eterna, para os quais fomos gerados. E por fim, o Evangelho (Lucas 4,16-21) confirma a Segunda Leitura, colocando a busca do "ano da graça do Senhor", em obras visíveis de fraternidade, justiça e partilha, em Cristo Jesus.

Essa missa é celebrada nas catedrais das dioceses, com a bênção dos óleos do batismo (ou dos catecúmenos) e da unção dos enfermos, da consagração do óleo do crisma e da renovação das promessas sacerdotais. Neste ano, com as missas ocorrendo de maneira privada, a renovação das promessas sacerdotais ocorrerá num outro dia, depois de passada a quarentena.

TRÍDUO PASCAL

É a maior celebração cristã. Inicia com a acolhida da missa da Quinta-feira Santa e termina com a bênção final do Sábado Santo. E na Sexta-feira, não é missa, pois não há consagração. Vamos ver uma a uma.

Celebração da noite: INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA, LAVA-PÉS

A leitura do Êxodo 12,1-8. 11-14 nos recorda a celebração da Páscoa dos judeus: a oferta do cordeiro, a refeição em família (comunidade), o sangue para marcação (sinal de proteção das casas), os pães ázimos (sem fermento), os rins cingidos e sandálias nos pés (indicando a pressa: não podiam esperar!).

No Salmo 115 (116), damos graças e nos unimos ao Cristo, pelo Seu Sangue derramado na Paixão, sinal de Amor e da nossa Salvação. "O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor." 

Na Leitura da 1ª Carta aos Coríntios, ouvimos a instituição da Eucaristia "Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória." O evangelho João 13, 1-15 nos recorda a celebração do lava-pés e que "se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também deveis lavar os pés uns dos outros". É partilhando com os irmãos na humildade, na caridade e na misericórdia que mostramos quem é o nosso Mestre e o nosso Salvador.

Nesta missa, cantamos o Glória, porque é o início do Tríduo Pascal e há um prefácio próprio na Oração Eucarística. Não há bênção final, pois as celebrações de Quinta a Sábado estão unidas numa única liturgia. A missa se encerra com a Oração depois da Comunhão, após a qual o padre costuma fazer a transladação do Santíssimo para uma capela, onde normalmente fazemos a Adoração ao Santíssimo até as 23h, recordando que Jesus se retirou para rezar no Monte das Oliveiras, antes de ser entregue à morte. Na igreja, o Santíssimo é retirado do altar principal (e do sacrário) e cobrimos as imagens, porque Jesus foi condenado à morte. Às vezes, o padre atende confissões.

Neste ano, haverá a missa online, sem o rito do lava-pés e o canto será mantido. A proposta do padre é que os fiéis separarem um jarro com água, uma bacia e façam o rito do lava-pés com os seus familiares. (É interessante que, no ano passado, o outro padre já havia sugerido esse mesmo gesto.) Uma catequista postou a sugestão de colocar um jarro de água e uma toalha num local de destaque da casa desde cedo, simbolizando a celebração que vivenciaremos à noite.

SEXTA-FEIRA SANTA (15 horas - CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR)

A Primeira Leitura (Isaías 52,13-53,12) traz a figura do servo sofredor, sobre o qual "o Senhor fez recair o pecado de todos nós", antecipando a imagem do próprio Salvador. O Salmo 30(31),2.6.12-13.15-17.25 canta a confiança de que Deus que vem salvar o seu servo: "Ó Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!". A leitura de Hebreus 4,14-16. 5,7-9 confirma esta confiança em Cristo, nosso Salvador. Por fim, o evangelho (João 18,1-19,42) relata a Paixão do Senhor, desde a condenação injusta até a morte de cruz! O mesmo povo que ora o aclamava o condena. Esse povo somos nós, quando nos afastamos de Deus.

A celebração inicia em silêncio. O padre faz a reverência e se prostra no chão (de bruços) por um breve momento. Aqueles que podem se ajoelham, unindo-se ao padre, em sinal de adoração e entrega a Deus. Em seguida, todos se levantam e fazem uma oração:

Ó Deus, foi por nós que o Cristo, vosso Filho, derramando o seu sangue, instituiu o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias e santificai-nos pela vossa constante proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

Segue-se a liturgia normalmente (e sem o Glória) até a homilia. No lugar da Oração da Assembleia, reza-se a Oração universal, na qual a igreja apresenta suas intenções (dez) e suas orações, encerrando esse momento com a adoração da cruz. Onde é possível, temos a comunhão.

A celebração se encerra com esta Oração sobre o Povo: “Que a vossa bênção Senhor desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho, na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme, por Cristo Senhor nosso”.

A tradição aqui em Ferraz de Vasconcelos é fazer a Procissão do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores de uma paróquia a outra, ambas as paróquias ficam no centro da cidade, mas uma em cada lado da linha do trem que divide a cidade. É uma procissão bem grande e também participam pessoas da cidade toda, visto que essas duas são as paróquias mais antigas da cidade (as outras seis surgiram há menos de 20 anos).

Procissão com teatro da Paixão

Neste ano, é claro, não haverá a procissão. Lembramos do jejum e abstinência de carne. Podemos colocar uma cruz no centro da sala ou num lugar de destaque e ficar um pouco ajoelhado e em adoração silenciosa, lembrando a Paixão e morte de Jesus. Se você não tiver uma cruz, faça-a com dois pedaços de madeira ou qualquer material firme. Numa paróquia aqui da região, haverá “procissão” sem povo com as imagens de Nossa Senhora e de Jesus por todos os bairros da paróquia.

SÁBADO SANTO (também chamada VIGÍLIA PASCAL)

É a celebração mais importante e mais solene da Igreja.

Na Leitura do Gênesis 1,1. 26-31 temos o relato da Criação e do compromisso do homem para cuidar dela. No Salmo 103 (104), também rezado no dia de Pentecostes (fim do tempo Pascal), pedimos ao Espírito que o homem e a mulher se recordem de sua responsabilidade com a Criação e com os irmãos. Envia o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai!” Na Epístola (Romanos 6,3-11), Paulo nos alerta que “aquele que vive, é para Deus que vive”. Com o Salmo 117 (118), 1-2. 16-17. 22-23 (também rezado no Domingo) cantamos a alegria e a confiança na ressurreição do Senhor. “Aleluia, aleluia, aleluia!” E, por fim, no Evangelho (Mateus 28,1-10) ouvimos o relato da ressurreição e o nosso envio. “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.

Neste dia, tudo é ritual e solene: Bênção do fogo (fora da Igreja), procissão para dentro da Igreja, Proclamação da Páscoa (canto “Exulte, pela equipe de animação), Liturgia da Palavra (com oito leituras e salmos), Liturgia Batismal, Renovação das Promessas do Batismo, Liturgia Eucarística e Ritos Finais. Normalmente, iniciamos a celebração fora da igreja e celebramos todos esses ritos.



Neste ano, haverá a missa online. Numa paróquia aqui da região, as famílias que são do ECC, Dízimo e Pastoral Familiar receberam o Círio da Família e poderão acendê-lo em suas casas durante a Vigília Pascal.

PÁSCOA DO SENHOR

Na Primeira Leitura (Atos 10,34. 37-43), Pedro relata a ressurreição de Cristo como razão de sua fé. Com o Salmo 117 (118) respondemos que nós cremos. “Este é o dia que o Senhor fez para nós! Alegremo-nos e nele exultemos!” Na Carta aos Colossenses 3,1-4, Paulo nos exorta “esforçai-vos para alcançar as coisas do alto”, pois a nossa vida “está escondida, com Cristo, em Deus”. E o Evangelho traz testemunho de Maria Madalena sobre a ressurreição do Senhor.

Nesta Missa, após a Segunda Leitura, cantamos a Sequência Pascal. Na paróquia, também costumamos fazer o Batismo de crianças, jovens e adultos da catequese.

Neste ano, não haverá os Batismos. Na paróquia, remarcaremos para outra data festiva da Igreja. A Missa será completa e online. Após a Missa, o padre sairá com o Santíssimo, a percorrer as ruas da cidade.

Em outra paróquia da região, junto com essa “procissão” sem povo (que também foi feita no Domingo de Ramos), haverá arrecadação de alimentos numa outra caminhonete, como gesto concreto desta Quaresma e da quarentena. Em outra, junto com a “procissão”, vão distribuir saquinhos com água benta para o povo abençoar suas casas no Domingo de Páscoa.

Sugestão: Jarra com água

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Meu nome é Rossana Suzuki e sou catequista na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ferraz de Vasconcelos, Diocese de Mogi das Cruzes - SP.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

VIVENDO A SEMANA SANTA: QUINTA-FEIRA


QUINTA FEIRA SANTA

É o início do Tríduo Pascal, a preparação para a grande celebração da Páscoa, a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, o pecado, o sofrimento e o inferno. Este é o dia em que a igreja celebra a instituição dos sacramentos da Ordem e da Eucaristia, e também é feita a Benção dos Santos Óleos.

Benção dos Santos óleos

É a bênção dos óleos que serão usados durante todo o ano pelas paróquias para a celebração dos sacramentos:

 - O óleo do Crisma, ele é confeccionado com óleo e perfumes. Esse óleo também é usado na unção dos novos sacerdotes.
- O óleo dos Catecúmenos, utilizado para conceder a força do Espirito Santo para os que serão batizados. O catecúmeno é ungido no peito
 - O óleo dos Enfermos, utilizado no sacramento da unção dos enfermos, trazendo conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.

A bênção dos óleos conta com a presença de bispos e sacerdotes de toda a diocese. É um momento de reafirmar o compromisso de servir a Jesus Cristo.

Lava-pés

O Lava-pés é um ritual litúrgico realizado, durante a celebração da Quinta-feira Santa, quando recorda a última ceia do Senhor. Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e mostrar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia.

O rito do lava-pés não é uma encenação dentro da Missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou o padre, que lava os pés de algumas pessoas da comunidade, estão imitando Jesus no gesto; não como uma peça de teatro, mas como compromisso de estar a serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação.
  
Instituição da Eucaristia

Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde ou na noite da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores.


Instituição do sacerdócio

A Santa Missa é, então, a celebração da Ceia do Senhor, quando Jesus, às véspera de Sua Paixão, “durante a refeição, tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo”. (cf. Mt 26,26).

Ele quis, assim como fez na última ceia, que Seus discípulos se reunissem e se recordassem d’Ele abençoando o pão e o vinho: “Fazei isto em memória de mim”. Com essas palavras, o Senhor instituiu o sacerdócio católico e deu-lhes poder para celebrar a Eucaristia.

Dicas para viver em família a Quinta Feira Santa


Preparem juntos o ambiente: jarra com água, bacia e toalha para reproduzir o momento do lava pés, vela, cruz e bíblia.

Meditem e partilhem juntos sobre o evangelho (Jo13,1-17) e em seguida iniciem o momento do lava pés. Todos fazem a experiência de lavar os pés uns dos outros, inclusive o das crianças; pode-se cantar ou colocar uma música religiosa enquanto lavam os pés.

Participem juntos da Santa Missa da Ceia do Senhor que serão transmitida pelas redes católicas.

FONTES: