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quarta-feira, 22 de junho de 2022

SEGUIR JESUS SEMPRE!


Se alguém nos perguntar “quem é Jesus Cristo”, certamente diremos o que aprendemos na catequese, como Ele veio salvar o mundo, diremos a verdadeira doutrina sobre Jesus: é o Salvador do mundo, o Filho do Pai, Deus, homem, o que recitamos no Credo». Mas, será um pouco mais difícil responder à pergunta: “É verdade, mas quem é Jesus Cristo para ti?”. Trata-se de uma ‘pergunta’ que nos deixa um pouco envergonhados, porque para dar a resposta devo pensar e entrar no meu coração". (Outubro/2018).

Por Marília de Paula Siqueira - Cidade do Vaticano


Na catequese da quarta-feira 22 de junho, o Papa cita uma frase que obviamente não é apenas para o público idoso (ao qual já dedicou 15 catequeses) mas, para todos os católicos. Disse Francisco: “O seguimento de Jesus é importante: seguir Jesus sempre, a pé, correndo, lentamente, na cadeira de rodas, mas sempre segui-lo”.

O que podemos na prática realizar para que esse seguimento possa acontecer em nossas vidas? O próprio para Francisco nos responde, com duas atitudes que podemos nos encorajar a atingir este seguimento:

Reconhecer-se pecador:

“O primeiro passo para entrar no mistério, é o conhecimento dos próprios pecados. Todos nós nos aproximamos do sacramento da reconciliação e contamos nossos pecados, mas uma coisa é dizer pecados, reconhecer pecados e outra é reconhecer-se como um “pecador”, de natureza “pecadora”, capaz de fazer qualquer coisa. Em suma, "reconheça uma sujeira".

É necessário, estar ciente de que o primeiro passo é o autoconhecimento, da própria miséria, que precisa ser redimida, que precisa de alguém para pagar: pagar pelo direito de se chamar filho de Deus.

O primeiro passo é reconhecer os pecadores, mas não na teoria, mas na prática. Dizer “Comecei a fazer isso, parei, mas se tivesse continuado neste caminho, teria terminado mal, muito mal” é “a raiz do pecado que te leva adiante”. Por isso, o primeiro passo é este: reconhecer-se pecador e contar-se as próprias misérias, ter vergonha de si mesmo: é o primeiro passo”.

Oração e contemplação:

O segundo passo é a contemplação, a oração, com a simples invocação: “Senhor, faz-me conhecer-te”. E acrescentando que "há uma bela oração, de um santo: "Senhor, que eu te conheça e me conheça". Trata-se, de “conhecer a si mesmo e conhecer Jesus”. E aqui está esta relação de salvação: a oração, não se contentar em dizer três, quatro palavras adequadas sobre Jesus porque conhecer Jesus é uma aventura, mas uma verdadeira aventura, não uma aventura de criança.

Conhecer Jesus, é uma aventura que leva a vida inteira, porque o amor de Jesus não tem limites. Ele também o lembra na carta aos Efésios: "qual é a largura e o comprimento, a altura e a profundidade" é uma expressão para indicar, precisamente, que "não tem limites". Mas "só podemos encontrá-lo com a ajuda do Espírito Santo: é a experiência de um cristão. E Paulo diz isso: Ele tem todo o poder para fazer muito mais do que podemos pedir ou pensar. Ele tem o poder de fazê-lo. Mas temos que pedir: “Senhor, que te conheço; que quando eu falar de você, não diga palavras como um papagaio, diga palavras que nascem da minha experiência”.

Os passos para seguir Jesus foram citados por Francisco em 25 de outubro de 2018 na Missa celebrada na capela da Domus Sanctae Marthae.

FONTE: Vatican News.

sexta-feira, 19 de março de 2021

AS CATEQUESES DO PAPA FRANCISCO SOBRE A ORAÇÃO

"A oração é o respiro da fé, é a sua expressão mais adequada. Como um grito que sai do coração de quem crê e se confia a Deus (...). Mais forte do que qualquer argumentação contrária, no coração do homem há uma voz que invoca. Todos nós temos esta voz interior. Uma voz que sai espontaneamente, sem que ninguém a governe, uma voz que se interroga sobre o sentido do nosso caminho aqui na terra, especialmente quando nos encontramos na escuridão: “Jesus, tem compaixão de mim! Jesus, tem compaixão de mim!”. É uma bonita oração! Mas não estão estas palavras esculpidas em toda a criação? Tudo invoca e suplica para que o mistério da misericórdia encontre o seu cumprimento definitivo."

(Papa Francisco)


O Papa Francisco conclui na Audiência Geral da quarta-feira, 17 de março, seu ciclo de catequeses dedicado à Oração. 

Foram 27 catequeses, que tiveram início no dia 6 de maio de 2020, sendo interrompidas entre 5 de agosto e 30 de setembro, quando as catequeses foram dedicadas ao tema pandemia, no ciclo intitulado "Curar o mundo". A maior parte delas, foram realizadas na Biblioteca do Palácio Apostólico, devido às restrições para conter contágios.

Cada uma delas pode ser acessada pelos links abaixo:

06 de maio - O mistério da oração: https://bit.ly/3r34J4I

13 de maio - A oração do cristão: https://bit.ly/2P7vTKs

20 de maio - O mistério da Criação: https://bit.ly/3eMG8hW

27 de maio - A oração dos justos: https://bit.ly/3eRtyOy

03 de junho - A oração de Abraão: https://bit.ly/3tAcq3Z

10 de junho - A oração de Jacob: https://bit.ly/38TiWLf

17 de junho - A oração de Moisés: https://bit.ly/30Q7hZd

24 de junho - A oração de David: https://bit.ly/3tuVSKr

07 de outubro - A oração de Elias: https://bit.ly/3qYH4lL

14 de outubro - A oração dos Salmos. 1: https://bit.ly/3qUbxBh

21 de outubro - A oração dos Salmos. 2: https://bit.ly/3eQt4rK

28 de outubro - Jesus, homem de oração: https://bit.ly/3bXqmim

04 de novembro - Jesus, mestre da oração: https://bit.ly/38Sywql

11 de novembro - A oração perseverante: https://bit.ly/3qVE5KV

18 de novembro - A Virgem Maria, mulher orante: https://bit.ly/2OIuf1R

25 de novembro - A oração da Igreja nascente: https://bit.ly/3s10VlB

02 de dezembro - A bênção: https://bit.ly/3tAKsFf

09 de dezembro - A oração de súplica: https://bit.ly/3lo5xzR

16 de dezembro - A oração de intercessão: https://bit.ly/3bXbzUV

30 de dezembro - A oração de ação de graças: https://bit.ly/2P3KoyR
2021

13 de janeiro - A oração de louvor: https://bit.ly/3twDOQ6

20 de janeiro - A oração pela unidade dos cristãos: https://bit.ly/30PhZz0

27 de janeiro - A oração com as Sagradas Escrituras: https://bit.ly/3lqEILb

03 de fevereiro - Rezar na Liturgia: https://bit.ly/3eQoQjO

10 de fevereiro - Rezar na vida quotidiana: https://bit.ly/2QgNFLN

03 de março - A oração e a Trindade. 1: https://bit.ly/2P5SarH

17 de março - A oração e a Trindade. 2: https://bit.ly/3lr9SC7


FONTE: Vatican News.





quarta-feira, 19 de abril de 2017

CATEQUESE DO PAPA

CRISTO RESSUSCITOU DOS MORTOS – AQUI NASCE A FÉ CRISTÃ

Como habitualmente às quartas-feiras, também hoje o Papa Francisco teve a sua catequese geral na Praça de São Pedro. E como era de esperar falou de Cristo Ressuscitado tal como é apresentado na primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

O cristianismo – disse Francisco – nasce com a Ressurreição de Cristo enão é uma ideologia, não é um sistema filosófico, mas sim um caminho de fé que parte de uma acontecimento, testemunhado pelos primeiros discípulos de Jesus”.

Se Cristo não tivesse ressuscitado teríamos nele um exemplo de dedicação suprema, mas isto não poderia gerar a nossa fé. A fé nasce da Ressurreição – insistiu o Papa. Aceitar que Cristo morreu e que morreu na cruz, não é um ato de fé, é um ato histórico, mas acreditar que ressuscitou, sim. “A nossa fé nasce na manhã de Páscoa”.

Seguindo a Carta de Paulo aos Coríntios, o Papa faz notar que ele era um perseguidor da Igreja, um homem firme nas suas convicções, satisfeito da vida, com clara consciências dos seus deveres. Mas nesse quadro perfeito da vida, um dia acontece-lhe algo de imprevisível: a caminho de Damasco, encontra Jesus e cai do cavalo, mas não se tratou duma simples queda. Ele é apanhado por um acontecimento que muda o sentido da sua vida. E de perseguidor torna-se apóstolo. Porquê?

Porque vi Jesus vivo! Eu vi Jesus Cristo ressuscitado! Este é o fundamente da fé de Paulo, assim como da fé dos apóstolos, como a fé da Igreja, como a nossa fé”.

O Papa chamou a atenção para a beleza de o cristianismo ser essencialmente isto: não tanto a nossa procura de Deus que na realidade é titubeante, mas sim Deus que nos procura e não nos abandona. O cristianismo – disse  - é graça, é surpresa e por isso requer um coração capaz de se maravilhar…

um coração cerrado, um coração racionalístico é incapaz de se maravilhar, e não compreender o que é o cristianismo. Porque o cristianismo é graça, e a graça só é perceptível, só se encontra na maravilha do encontro

Então – continuou o Papa – se somos pecadores, todos o somos, se nos sentimos falhados, tal como aqueles que foram ao sepulcro de Jesus e viram a pedra rolada – podemos ira a nosso sepulcro interior e ver como Deus é capaz de ressuscitar também ali. E então lá onde todos pensavam que só havia tristeza, trevas, insucessos, dá-se a felicidade, a alegria, a vida.Deus faz crescer as suas flores mais bonitas no meio de pedras áridas”.

E o Papa concluiu recordando que “ser cristãos significa não partir da morte, mas do amor de Deus para conosco” E convidou, a trazermos no coração, nestes dias de Páscoa, do grito de São Paulo “Ó morte onde está a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão”. Assim poderemos responder a quem se interroga sobre o nosso sorriso, que Jesus ainda está aqui e continua a estar vivo no meio de nós, que Jesus está aqui na praça conosco: vivo e ressuscitado” .


RADIOVATICANA.VA

quinta-feira, 30 de março de 2017

CATEQUESE DO PAPA: QUARTA-FEIRA - 30/03/2017


"MARAVILHA DO SACERDÓCIO DE CRISTO, DEIXEMO-NOS PERDOAR POR DEUS"

Neste última quarta-feira, na Casa Santa Marta e inspirando-se na Carta aos Hebreus, o Papa Francisco dedica-se a falar do sacerdócio de Cristo. "Jesus é o sumo sacerdote. E o sacerdócio de Cristo é a grande maravilha, a maior maravilha que nos faz cantar um canto novo ao Senhor, como diz o Salmo responsorial."

O sacerdócio de Cristo se realiza em três momentos, explicou o Papa. 

O primeiro momento é a Redenção: enquanto os sacerdotes na Antiga Aliança tinham que oferecer sacrifícios todos os dias, “Cristo ofereceu a si mesmo, uma vez por todas, pelo perdão dos pecados”. Com esta maravilha, “nos levou ao Pai”, “recriou a harmonia da criação”, destacou Francisco.

O segundo momento é o que o Senhor faz agora, isto é, rezar por nós. “Enquanto nós rezamos aqui, Ele reza por nós, por cada um de nós”, ressaltou o Papa: “agora, vivo, diante do Pai, intercede para que não falte a fé. Quantas vezes, de fato, se pede aos sacerdotes que rezem porque sabemos que a oração do sacerdote tem uma certa força, justamente no sacrifício da Missa”. 

O terceiro momento será quando Cristo voltar, mas esta terceira vez não será em relação ao pecado, será para “fazer o Reino definitivo”, quando nos levará a todos com o Pai:

“Há esta grande maravilha, este sacerdócio de Jesus em três etapas: Quando perdoa os pecados uma vez por todas; Quando intercede agora por nós; quando Ele voltar."


Mas, segundo o Papa, há também o contrário, "a blasfêmia imperdoável":

É duro ouvir Jesus dizer essas coisas, mas, Ele falou disso e, se o diz, é porque é verdade. ‘Em verdade Eu digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens',  e nós sabemos que o Senhor perdoa tudo se abrirmos um pouco o coração. Tudo! Os pecados e também todas as blasfêmias serão perdoadas! Mas, quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado eternamente’”.

Para explicar isso, o Papa faz referência à grande unção sacerdotal de Jesus: foi o que fez o Espírito Santo no seio de Maria, afirmou, e também os sacerdotes na cerimônia de ordenação são ungidos com o óleo:

Também Jesus como Sumo Sacerdote recebeu esta unção. E qual foi a primeira unção? A carne de Maria com a obra do Espírito Santo. E quem blasfema contra isto, blasfema o fundamento do amor de Deus, que é a redenção, a recriação; blasfema contra o sacerdócio de Cristo. ‘Mas como é mau o Senhor, não perdoa?’ – ‘Não! O Senhor perdoa tudo! Mas quem diz essas coisas está fechado ao perdão. Não quer ser perdoado! Não se deixa perdoar!’. Este é o aspecto negativo da blasfêmia contra o Espírito Santo: não deixar-se perdoar, porque renega a unção sacerdotal de Jesus, que fez o Espírito Santo”.

Concluindo, o Papa retomou as grandes maravilhas do sacerdócio de Cristo:

Hoje nos fará bem, durante a Missa, pensar que aqui sobre o altar se faz a memória viva, porque Ele estará presente ali, do primeiro sacerdócio de Jesus, quando oferece a sua vida por nós; há também a memória viva do segundo sacerdócio, porque Ele rezará aqui; mas também, nesta Missa – o diremos depois do Pai-Nosso – há aquele terceiro sacerdócio de Jesus, quando Ele voltará e a nossa esperança da glória. Nesta Missa, pensemos nessas belas coisas. E peçamos a graça ao Senhor de que o nosso coração jamais se feche – jamais se feche! – a esta maravilha, a esta grande gratuidade”.

FONTE: radiovaticana.va 






quarta-feira, 8 de março de 2017

AS MULHERES SÃO MAIS CORAJOSAS QUE OS HOMENS...


CATEQUESE DO PAPA DESTA QUARTA-FEIRA, DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

A catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, refletiu sobre Judite, a grande heroína de Israel que encorajou os chefes e o povo de Betúlia a esperarem incondicionalmente no Senhor e assim fazendo, libertou a cidade da morte.

“Esta é uma minha opinião pessoal: as mulheres são mais corajosas que os homens. (...) Com ela, aprendamos a não impor condições a Deus. Confiar Nele significa entrar nos seus desígnios sem nada pretender, aceitando inclusivamente que a sua salvação e o seu auxílio nos cheguem de modo diferente de nossas expectativas. Nós pedimos ao Senhor, vida, saúde, amizade, felicidade… E é justo que o façamos; mas na certeza que Deus sabe tirar vida até da morte, que se pode sentir paz mesmo na doença, serenidade mesmo na solidão e felicidade mesmo no pranto. Não podemos ensinar a Deus aquilo que Ele deve fazer, nem aquilo de que temos necessidade. Ele sabe isso melhor do que nós; devemos confiar, porque os seus caminhos e os seus pensamentos são diferentes dos nossos”.

Para concluir o Papa lembrou o papel das mulheres e avós:
“Quantas vezes ouvimos palavras corajosas de mulheres humildes... que pensamos, sem desprezá-las, que são ignorantes... mas são as palavras da sabedoria de Deus, as palavras das avós que tantas vezes sabem dizer a coisa certa... palavras de esperança. Elas têm experiência de vida, sofreram tanto. Confiaram em Deus, que lhes deu este dom”.


Vaticano, 08/03/2017.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PAPA – ESPERANÇA TEM UMA DIMENSÃO INDIVIDUAL, COMUNITÁRIA E ECLESIAL


Na sua catequese semanal quarta-feira, 8 de Fevereiro, o Papa Francisco partiu da passagem bíblica da primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses para mostrar que a esperança cristã não tem apenas uma valência pessoal, como também comunitário e  eclesial. “Todos nós esperamos. Todos nós temos esperança, mas também comunitariamente”. Ouça a síntese desta catequese que, durante a audiência, foi feita em português para os peregrinos lusófonos:

“Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível. A esperança, para se alimentar, precisa de um «corpo», no qual os vários membros se apoiem e animem mutuamente. Isto significa que esperamos, porque muitos irmãos e irmãs nos ensinaram a esperar e mantiveram viva a nossa esperança.


A morada natural da esperança é um «corpo» solidário; no caso da esperança cristã, este corpo é a Igreja. Nela, os primeiros chamados a alimentar a esperança são aqueles a quem está confiado o cuidado e a orientação pastoral; e não por serem melhores do que os outros, mas em virtude dum ministério divino, que supera de longe as suas próprias forças. Por isso têm tanta necessidade do apoio orante, do respeito e compreensão de todos.


Depois dos responsáveis, o apóstolo Paulo pede a nossa atenção aos irmãos e irmãs cuja esperança corre maior risco de apagar-se: os desanimados, os frágeis, os oprimidos pelo peso da vida e das próprias culpas que estão sem forças para se levantar. Nestes casos, a proximidade solidária da Igreja deve fazer-se ainda mais intensa e amorosa, sob as formas de compaixão, conforto e consolação. Como escreve Paulo aos Romanos, «nós, os fortes, temos o dever de carregar com as fraquezas dos que são frágeis e não procurar aquilo que nos agrada». Este dever não está circunscrito aos membros da comunidade eclesial, mas estende-se a todo o contexto civil e social como apelo a não criar muros mas pontes, a não pagar o mal com o mal mas vencer o mal com o bem, a ofensa com o perdão, a viver em paz com todos.


Esta é a Igreja; e isto é o que realiza a esperança cristã, quando assume os lineamentos fortes e, ao mesmo tempo, ternos do amor. Ora o sopro vital, a alma desta esperança é o Espírito Santo; é Ele a moldar as nossas comunidades, num Pentecostes perene, como sinais vivos de esperança para a família humana”.


Depois o Para dirigiu em italiano uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa…


 “Carissimi pellegrini di lingua portoghese, benvenuti! Quando Dio aveva stabilito di venire sulla terra, Glielo ha consentito il «sì» della Vergine Immacolata. Ella ha vissuto come tutte le donne del suo tempo; ma, nella propria vita semplice di ogni dì, diede libero transito a Dio. Fate come Maria: date a Dio libero transito nella vostra vita, e sarete benedetti!


Fonte: RADIOVATICANA.VA

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FRANCISCO: CRISTÃOS NÃO SEJAM "ESTACIONADOS" MAS CORAJOSOS

                           Papa Francisco durante a Missa em Santa Marta
PARTILHA:
Sejam cristãos corajosos, ancorados na esperança e capazes de suportar momentos difíceis. Esta é a forte exortação do Papa na Missa matutina na Casa Santa Marta. Os cristãos preguiçosos, ao invés, são parados, destacou Francisco, e para eles a Igreja é um belo estacionamento.

O Papa desenvolve a sua homilia partindo da Leitura da Carta aos Hebreus. O zelo de que fala, a coragem de ir avante deve ser a nossa atitude diante da vida, como os que treinavam no estádio para vencer. Mas a Leitura fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geleira”, sintetizou o Papa, “para que tudo permaneça assim”:

Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de ir avante, os cristãos que não lutam para fazer as coisas mudarem, coisas novas, coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E como existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as garantias possíveis. Mas esses cristãos parados me fazem lembrar uma coisa que nossos avós diziam quando éramos crianças: ‘Fique atento porque água parada, que não escorre, é a primeira a se corromper’”.

ANCORADOS NA ESPERANÇA

O que torna os cristãos corajosos é a esperança, enquanto “os cristãos preguiçosos” não têm esperança, estão “aposentados”, disse o Papa. É belo se aposentar depois de tantos anos de trabalho, mas – advertiu -, “passar toda a sua vida aposentado é ruim!”. Ao invés, a esperança é âncora à qual se agarrar para lutar inclusive nos momentos difíceis :

Esta é a mensagem de hoje: a esperança, aquela esperança que não desilude, que vai além. E diz: uma esperança que ‘é uma âncora segura e firme para a nossa vida’. A esperança é a âncora: nós a lançamos e ficamos agarrados na corda, mas ali, indo ali. Esta é a nossa esperança. Não se deve pensar: ‘Sim, mas tem o céu, ah que belo, vou ficar aqui…’. Não. A esperança é lutar, agarrados na corda para chegar lá. Na luta de todos os dias, a esperança é uma virtude de horizontes, não de fechamentos! Talvez seja a virtude que menos se compreende, mas é a mais forte. A esperança: viver na esperança, viver de esperança, olhando sempre para frente com coragem. ‘Sim, padre –vocês podem me dizer -, mas existem momentos difíceis, o que devo fazer?’. Agarre-se à corda e suporte”.

CRISTÃOS ESTACIONADOS OLHAM APENAS A SI MESMOS, SÃO EGOÍSTAS

“A nenhum de nós a vida é presenteada”, observa Francisco, devemos ao invés ter a coragem de ir avante e aguentar. Cristãos corajosos, tantas vezes erram, mas “todos erram”, disse o Papa, “erra aquele que vai em frente”, enquanto “aquele que está parado parece não errar”. E quando “não se pode caminhar, porque tudo é escuro, tudo está fechado”, você tem que suportar, ter perseverança. Em conclusão, Francisco nos convida a nos perguntar se somos cristãos fechados ou de horizontes e se nos maus momentos somos capazes de suportar com a consciência de que a esperança não desilude: “porque eu sei - afirmou – que Deus não desilude”:

 “Vamos nos fazer a pergunta: como sou eu? como é a minha vida de fé? é uma vida de horizontes, de esperança, de coragem, de ir para a frente ou uma vida morna que nem mesmo sabe suportar os maus momentos?

E que o Senhor nos dê a graça, como pedimos na Oração da coleta, para superar os nossos egoísmos, porque os cristãos estacionados, os cristãos parados, são egoístas. Olhando somente para si mesmos, não sabem levantar a cabeça para olhar para Ele. Que o Senhor nos dê esta graça”.

Fonte: pt.radiovaticana.va

quarta-feira, 23 de março de 2016

Tríduo Pascal - Catequese do Papa

    Durante o Tríduo Pascal, celebramos o mais importante mistério da nossa fé, um mistério que nos fala de misericórdia, de um amor que não conhece obstáculos. 
    Fala-nos de como Jesus nos amou até o fim, de como quis partilhar os sofrimentos de toda a humanidade, permanecendo presente junto das vicissitudes pessoais de cada um de nós. Na 

   Quinta-feira Santa, ao celebrar a instituição da Eucaristia, refletimos sobre amor que se faz serviço; sobre a presença que sacia a fome dos homens e que nos impele a fazer o mesmo com os outros. 

     Na Sexta-feira, com a Paixão de Cristo, deparamo-nos com o momento culminante do amor, um amor que não exclui ninguém. 

      Por fim, no Sábado, contemplamos, no silêncio de Deus, o amor que se solidariza com todos os abandonados e que se faz espera pela vida nova ressuscitada. Assim, o Tríduo Pascal é um convite a fixar o olhar na paixão e morte do Senhor, para poder acolher no coração a grandeza do seu amor, na espera da Ressurreição.

Fonte

quinta-feira, 5 de março de 2015

CATEQUESES DO PAPA FRANCISCO - SOBRE A FAMILIA

Colocamos aqui as Catequeses do Papa Francisco, sobre a FAMÍLIA. Ele começa em dezembro falando da Sagrada Família, exemplo para todas as famílias do mundo. Depois fala do papel da Mãe, da importância do Pai, do dom que são os filhos e da cumplicidade dos irmãos.

Mais do que pensar em nós, catequistas, como famílias constituídas, pais e mães; precisamos refletir sobre nosso papel junto às famílias que nos são confiadas na evangelização. Sim porque, não são só os filhos que devemos "tocar" com o Evangelho de Jesus Cristo, é toda a família. E, além de tocarmos seus corações, precisamos também dar a dimensão de que a Igreja, a nossa Igreja, também é "Mãe", que além de acolher cada filho em seus braços, merece nosso respeito e consideração. Valorizemos a família, como núcleo central da sociedade e estaremos valorizando a nossa Igreja, que Jesus deixou como herança de fé daquele que Ele carinhosamente chamava de Pai.

Mais do que ser catequista de "filhos" precisamos ser catequistas de Famílias e refletir profundamente sobre que família estamos ajudando a formar e construir. 

Que Deus nos ilumine e ilumine todas as famílias!

http://papa.cancaonova.com/catequese-com-o-papa-sobre-a-sagrada-familia/ - 17/12/2014

http://papa.cancaonova.com/catequese-do-papa-francisco-sobre-o-papel-das-maes-070115/ - 07/01/2015

http://papa.cancaonova.com/catequese-do-papa-sobre-os-pais-ausencia-paterna/ - 28/01/2015

http://papa.cancaonova.com/catequese-do-papa-sobre-os-pais-importancia-na-familia/ - 04/02/2015

http://papa.cancaonova.com/catequese-com-o-papa-francisco-filhos-sao-dons/ - 11/02/2015

http://papa.cancaonova.com/catequese-do-papa-francisco-sobre-os-irmaos-180215/ - 18/02/2015

FONTE: Canção Nova.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CATEQUESE DO PAPA SOBRE O CHAMADO A SANTIDADE - 19/11/14


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Boletim da Santa Sé
Queridos irmãos e irmãs, bom dia,
Um grande dom do Concílio Vaticano II foi aquele de ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e de ter interpretado também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto nos ajudou a entender melhor que todos os cristãos, enquanto batizados, têm igual dignidade diante do Senhor e têm em comum a mesma vocação, que é aquela à santidade (cfr Cost. Lumen gentium, 39-42). Agora nos perguntamos: em que consiste essa vocação universal a ser santos? E como podemos realizá-la?
1. Antes de tudo devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nós procuramos, que obtemos com as nossas qualidades e as nossas capacidades. A santidade é um dom, é o dom que nos dá o Senhor Jesus, quando nos toma consigo e nos reveste de si mesmo, torna-nos como Ele. Na carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que “Cristo amou a Igreja e deu a si mesmo por ela, para torná-la santa” (Ef 5, 25-26). Bem, realmente a santidade é a face mais bela da Igreja, a face mais bela: é nos recobrir em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Entende-se, então, que a santidade não é uma prerrogativa somente de alguns: a santidade é um dom que é oferecido a todos, ninguém excluído, pelo qual constitui o caráter distintivo de cada cristão.
2. Tudo isso nos faz compreender que, para ser santos, não é preciso necessariamente ser bispo, padre ou religioso: não, todos somos chamados a nos tornar santos! Tantas vezes, depois, somos tentados a pensar que a santidade seja reservada somente àqueles que têm a possibilidade de destacar-se dos assuntos ordinários, por dedicar-se exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de imagem. Não! Não é isto a santidade! A santidade é algo maior, mais profundo que Deus nos dá. Antes, é justamente vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho cristão nas ocupações de cada dia que somos chamados a nos tornar santos. E cada um nas condições e no estado de vida em que se encontra. Mas você é consagrado, é consagrada? Seja santo vivendo com alegria a tua doação e o teu ministério. É casado? Seja santo amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. É um batizado não-casado? Seja santo cumprindo com honestidade e competência o seu trabalho e oferecendo tempo ao serviço aos irmãos. “Mas, padre, eu trabalho em uma fábrica; eu trabalho como contador, sempre com os números, ali não se pode ser santo…” – “Sim, pode! Ali onde você trabalha você pode se tornar santo. Deus te dá a graça de se tornar santo. Deus se comunica a você”. Sempre em cada lugar é possível tornar-se santo, isso é, pode-se abrir a esta graça que nos trabalha por dentro e nos leva à santidade. Você é pai ou avô? Seja santo ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é preciso tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó, é preciso tanta paciência e nesta paciência vem a santidade: exercitando a paciência. Você é catequista, educador ou voluntário? Seja santo tornando-se sinal visível do amor de Deus e da sua presença próxima a nós. Então: cada estado de vida leva à santidade, sempre! Na sua casa, na estrada, no trabalho, na Igreja, naquele momento e no teu estado de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimem de andar neste caminho. É o próprio Deus que nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que nós estejamos em comunhão com Ele e a serviço dos irmãos.
3. Neste ponto, cada um de nós pode fazer um pouco de exame de consciência, agora podemos fazê-lo, cada um responde a si mesmo, dentro, em silêncio: como respondemos até agora ao chamado do Senhor à santidade? Tenho vontade de me tornar um pouco melhor, de ser mais cristão, mais cristã? Este é o caminho da santidade. Quando o Senhor nos convida a nos tornar santos, não nos chama a algo de pesado, de triste… Tudo outra coisa! É um convite a partilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com alegria cada momento da nossa vida fazendo-o se tornar ao mesmo tempo um dom de amor para as pessoas que estão próximas a nós. Se compreendemos isso, tudo muda e adquire um significado novo, um significado belo, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia.
Um exemplo. Uma senhora vai ao supermercado fazer as compras e encontra uma vizinha e começam a falar e depois vem as fofocas e esta senhora diz: “não, não, não, eu não falarei mal de ninguém”. Isto é um passo para a santidade, ajuda-nos a nos tornar mais santos. Depois, na sua casa, o filho te pede para falar um pouco das suas coisas fantasiosas: “ah, estou tão cansado, trabalhei tanto hoje…” – “Você se acomode e escute o teu filho, que precisa disso!”. E você se acomoda, escute com paciência: isto é um passo para a santidade. Depois termina o dia, estamos todos cansados, mas tem a oração. Façamos a oração: também isto é um passo para a santidade. Depois chega o domingo e vamos à Missa, fazemos a comunhão, às vezes precedida de uma bela confissão que nos limpa um pouco. Este é um passo para a santidade. Depois pensamos em Nossa Senhora, tão boa, tão bela, e pegamos o rosário e o rezamos. Este é um passo para a santidade. Depois vou pelo caminho, vejo um pobre necessitado, paro, pergunto algo pra ele, dou algo a ele: é um passo para a santidade. São pequenas coisas, mas tantos pequenos passos para a santidade. Cada passo para a santidade nos tornará pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em si mesmo, e abertos aos irmãos e às suas necessidades.
Queridos amigos, na Primeira Carta de São Pedro é dirigida a nós esta exortação: “Cada um viva segundo a graça recebida, colocando-a a serviço dos outros, como bons administradores de uma multiforme graça de Deus. Quem fala, faça-o como com palavras de Deus; quem exercita um ofício, cumpra-o com a energia recebida de Deus, para que em tudo seja glorificado Deus por meio de Jesus Cristo” (4, 10-11). Eis o convite à santidade! Vamos acolhê-lo com alegria e apoiando-nos uns aos outros, porque o caminho rumo à santidade não se percorre sozinho, cada um por contra própria, mas se percorre juntos, naquele único corpo que é a Igreja, amada e tornada santa pelo Senhor Jesus Cristo. Sigamos adiante com coragem neste caminho da santidade.
FONTE: Canção Nova.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CATEQUESE COM O PAPA FRANCISCO, 06 DE AGOSTO DE 2014.

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Queridos irmãos e irmãs, bom dia !
Nas catequeses anteriores vimos como a Igreja é um povo, um povo preparado com paciência e amor de Deus, e ao qual todos nós somos chamados a pertencer. Hoje eu gostaria de destacar a novidade que caracteriza este povo:  é realmente um novo povo que se fundamenta na nova aliança estabelecida pelo Senhor Jesus com o dom de sua vida. Esta novidade não nega o caminho anterior, ou se opõe a ele, mas sim o leva adiante, o leva ao cumprimento.
1. Há uma figura muito significativa, que atua como um elo entre o Antigo e o Novo Testamento: a de João Batista. Para os Evangelhos Sinóticos, ele é o “precursor”, aquele que prepara a vinda do Senhor, predispondo o povo à conversão do coração e a receber o consolo de Deus que está próximo. No Evangelho de João é a “testemunha”, pois permite-nos reconhecer em Jesus, Aquele que vem do alto para perdoar os nossos pecados e fazer de seu povo a sua esposa, primícias da nova humanidade. Como um “precursor” e “testemunha”, João Batista desempenha um papel central em toda a Escritura, pois atua como uma ponte entre a promessa do Antigo Testamento e seu cumprimento, entre as profecias e a realização em Jesus Cristo . Com o seu testemunho, João nos mostra Jesus e nos convida a segui-Lo, e nos diz, sem meio termo, que isso requer humildade, arrependimento e conversão: é um convite que faz se à humildade, arrependimento e conversão.
2. Assim como Moisés realizou uma aliança com Deus em virtude da lei recebida no Sinai, assim Jesus, em uma colina à beira do lago da Galiléia, entrega aos seus discípulos e à multidão um novo ensinamento, que começa com as bem-aventuranças. Moisés deu a Lei no Sinai e Jesus, o novo Moisés, dá a lei na montanha, à beira do lago da Galiléia. As bem-aventuranças são o caminho que Deus mostra como uma resposta ao desejo de felicidade que é inerente ao homem, e aperfeiçoa os mandamentos da Antiga Aliança. Estamos acostumados a aprender os Dez Mandamentos – é claro, todos vocês sabem, aprenderam na catequese – mas não estamos acostumados a repetir as bem-aventuranças. Vamos memorizá-las e imprimi-las em nosso coração. Façamos uma coisa: eu vou dizer uma depois da outra e vocês repetem. Concordam?
Primeira: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus”.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados”.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”.
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”.
“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.
“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e disserem todo o mal contra vós por minha causa.” Eu ajudo vocês: [o Papa repete com as pessoas] “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e disserem todo o mal contra vós por minha causa”.
“Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso recompensa nos céus”.
Bravo! Mas vamos fazer uma coisa: eu vou dar uma lição de casa, uma tarefa para fazer em casa. Peguem o Evangelho, aquele que vocês têm … Lembrem-se que vocês devem sempre levar um pequeno Evangelho com vocês, no seu bolso, bolsa, sempre; aquele que vocês têm em casa. Peguem o Evangelho, e nos primeiros capítulos de Mateus – creio que no capítulo quinto – estão as bem-aventuranças. E hoje, amanhã, vocês leem em casa. Vocês irão ler? [O povo responde: Sim] Não se esqueçam, porque é a lei que Jesus nos dá! Vocês irão fazer? Obrigado.
Nestas palavras, há toda a novidade trazida por Cristo, e toda a novidade de Cristo está nestas palavras. De fato, as bem-aventuranças são o retrato de Jesus, seu modo de vida; é o caminho para a verdadeira felicidade, que também nós podemos trilhar com a graça que Jesus nos dá.
3. Além da nova Lei, Jesus nos dá também o “protocolo” com o qual seremos julgados. No fim do mundo seremos julgados. E quais são as perguntas que vão nos fazer lá? Quais são essas questões? Qual é o protocolo com o qual o juiz vai nos julgar? É isso o que encontramos no vigésimo quinto capítulo do Evangelho de Mateus. Hoje a tarefa é ler o quinto capítulo do Evangelho de Mateus, no qual existem as bem-aventuranças e ler o 25º capítulo, no qual existe o protocolo, as perguntas que farão no dia do julgamento. Nós não teremos títulos, créditos ou privilégios para nos garantir. O Senhor vai reconhecer-nos se, por nossa vez,  O tivermos reconhecido nos pobres, nos que passam fome, nos indigentes e marginalizados, em quem sofre e está sozinho … Este é um dos critérios fundamentais de verificação da nossa vida cristã, com os quais Jesus nos convida a medir-nos a cada dia. Eu leio as bem-aventuranças e penso como deve ser a minha vida cristã, e depois faço um exame de consciência com o capítulo 25 de Mateus. Todos os dias: eu fiz isso, eu fiz isso, eu fiz isso … Nos fará bem! Essas coisas são simples, mas concretas !
Queridos amigos, a nova aliança consiste precisamente nisto: em reconhecer-se em Cristo, envolvido na misericórdia e compaixão de Deus. É isso que enche o nosso coração de alegria, e é isso que torna a nossa vida bela e crível do amor de Deus por todos os nossos irmãos e irmãs que encontramos todos os dias. Lembrem do dever de casa! O quinto capítulo de Mateus e capítulo 25 de Mateus. Obrigado!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Catequese do Papa: 25 de junho de 2014


Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje há outro grupo de peregrinos unidos a nós na Sala Paulo VI: trata-se dos peregrinos enfermos, pois com este tempo, entre o calor e a possibilidade de chuva, era mais prudente que eles permanecessem ali. Contudo, estão ligados a nós através de uma tela gigante. E assim estamos unidos na mesma audiência. E hoje todos nós rezaremos especialmente por eles, pelas suas enfermidades. Obrigado!

Na primeira catequese sobre a Igreja, na quarta-feira passada, começamos a partir da iniciativa de Deus, o qual quer formar um povo que leve a sua Bênção a todos os povos da terra. Começa com Abraão e depois, com muita paciência — e Deus tem muita paciência! — prepara este povo na Antiga Aliança até o constituir em Jesus Cristo como sinal e instrumento da união dos homens com Deus e entre si (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. Lumen gentium, 1). Hoje, desejamos meditar sobre a importância, para o cristão de pertencer a este povo. Falaremos sobre a pertença à Igreja.
Não vivemos isolados e não somos cristãos a título individual, cada qual por sua própria conta, não, a nossa identidade cristã é pertença! Somos cristãos porque pertencemos à Igreja. É como um sobrenome: se o nome é «sou cristão», o sobrenome é «pertenço à Igreja». É muito bom observar que esta pertença se exprime também no nome que Deus atribui a Si mesmo. Com efeito, respondendo a Moisés, no maravilhoso episódio da «sarça ardente» (cf. Êx 3, 15), Ele define-se a Si mesmo como o Deus dos pais. Não diz: Eu sou o Todo-Poderoso..., não: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacob. Deste modo, Ele manifesta-se como o Deus que fez uma aliança com os nossos pais e permanece sempre fiel ao seu pacto, chamando-nos a entrar nesta relação que nos precede. Esta relação de Deus com o seu povo precede-nos a todos, desde aquela época.

Em tal sentido o pensamento dirige-se, em primeiro lugar, com gratidão àqueles que nos precederam e que nos acolheram na Igreja. Ninguém se torna cristão por si só! É claro isto? Ninguém se torna cristão por si só! Os cristãos não se fazem no laboratório. O cristão faz parte de um povo que vem de longe. O cristão pertence a um povo que se chama Igreja, e é esta Igreja que o faz cristão, no dia do Batismo e depois no percurso da catequese, e assim por diante. Mas ninguém se torna cristão por si só! Se cremos, se sabemos rezar, se conhecemos o Senhor, se podemos ouvir a sua Palavra, se O sentimos próximo de nós e se O reconhecemos nos irmãos, é porque outros, antes de nós, viveram a fé e porque depois no-la transmitiram. Nós recebemos a fé dos nossos pais, dos nossos antepassados; foram eles que no-la ensinaram. Se pensarmos bem, quem sabe quantos rostos de entes queridos passam diante dos nossos olhos neste momento! Pode ser o rosto dos nossos pais que pediram o Batismo para nós; o dos nossos avós ou de algum familiar que nos ensinou a fazer o sinal da cruz e a recitar as primeiras orações. Recordo-me sempre do rosto da religiosa que me ensinou o catecismo, vem sempre ao meu pensamento — indubitavelmente, ela está no Céu, porque é uma mulher santa — mas eu recordo-me sempre dela e dou graças a Deus por esta religiosa. Ou então o rosto do pároco, de outro sacerdote, ou de uma religiosa, de um catequista, que nos transmitiu o conteúdo da fé e nos fez crescer como cristãos... Eis, esta é a Igreja: uma grande família na qual somos acolhidos e aprendemos a viver como crentes e discípulos do Senhor Jesus.

Podemos percorrer este caminho não apenas graças a outras pessoas, mas juntamente com outras pessoas. Na Igreja não existe «personalizações», não existem «jogadores livres». Quantas vezes o Papa Bento descreveu a Igreja como um «nós» eclesial! Às vezes ouvimos alguém dizer: «Eu creio em Deus, creio em Jesus, mas não me interesso pela Igreja...». Quantas vezes ouvimos isto? Assim não funciona. Alguns pensam que podem manter uma relação pessoal, direta, imediata com Jesus Cristo, fora da comunhão e da mediação da Igreja. São tentações perigosas e prejudiciais. Como dizia o grande Paulo VI, trata-se de dicotomias absurdas. É verdade que caminhar juntos é algo exigente, e por vezes pode ser cansativo: pode acontecer que algum irmão ou irmã nos cause problemas, ou provoque escândalos... Mas o Senhor confiou a sua mensagem de salvação a pessoas humanas, a todos nós, a testemunhas; e é nos nossos irmãos e nas nossas irmãs, com os seus dotes e os seus limites, que vem ao nosso encontro e se deixa reconhecer. É isto que significa pertencer à Igreja. Recordai-vos bem: ser cristão significa pertença à Igreja. O nome é «cristão» e o sobrenome, «pertença à Igreja».

Caros amigos, peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria Mãe da Igreja, a graça de nunca cair na tentação de pensar que podemos renunciar aos outros, que podemos prescindir da Igreja, que nos podemos salvar sozinhos, que somos cristãos de laboratório. Pelo contrário, não se pode amar a Deus sem amar os irmãos; não se pode amar a Deus fora da Igreja; não se pode viver em comunhão com Deus sem viver na Igreja; não podemos ser bons cristãos, a não ser juntamente com todos aqueles que procuram seguir o Senhor Jesus, como um único povo, um único corpo; é nisto que consiste a Igreja. Obrigado!


Saudações
Dirijo uma cordial saudação à delegação da Bethlehem University, que este ano celebra o quadragésimo aniversário de fundação, com particular reconhecimento pela louvável atividade acadêmica realizada a favor do povo da Palestina.

Cordiais boas-vindas aos peregrinos de língua árabe, de modo particular aos provenientes do Médio Oriente! Estimados amigos, a nossa identidade cristã é pertença à comunidade eclesial! Peçamos ao Senhor que nos faça compreender o verdadeiro sentido desta pertença e que juntos formemos um só povo e um único corpo. Que o Senhor vos abençoe!

Com cordial afeto, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial o grupo brasileiro da Paróquia Nossa Senhora Consolata, de São Manuel, e os fiéis do Santuário de Nossa Senhora do Porto, em Portugal. Irmãos e amigos, estais em boas mãos, estais nas mãos da Virgem Maria. Ela vos proteja da tentação de prescindir dos outros, de pôr a Igreja de lado, de pensar em salvar-vos sozinhos. Rezai por mim! Que Deus vos abençoe!

Saúdo por fim os jovens, os doentes e os recém-casados. Ainda está vivo o eco da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que celebramos recentemente. Amados jovens, encontrai sempre na Eucaristia o alimento da vossa vida espiritual. Vós, caríssimos doentes — especialmente vós que estais unidos a nós na sala Paulo VI— oferecei o vosso sofrimento e a vossa oração ao Senhor, para que Ele continue a infundir o seu amor no coração dos homens. E vós, queridos recém-casados, aproximai-vos da Eucaristia com fé renovada e, alimentados de Cristo, sede famílias animadas por um testemunho cristão concreto.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Catequese do Papa: 18 de Junho de 2014


Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E parabéns, porque sois corajosos com este tempo, pois não se sabe se chove ou não... Parabéns! Esperemos terminar a audiência sem chuva, que o Senhor tenha piedade de nós!

Hoje começo um ciclo de catequeses sobre a Igreja. É um pouco como um filho que fala da sua mãe, da própria família. Falar da Igreja significa falar da nossa mãe, da nossa família. Com efeito, a Igreja não é uma instituição destinada a si mesma, nem uma associação particular, uma ONG, e também não deve limitar o seu olhar ao clero ou ao Vaticano... «A Igreja pensa...». A Igreja somos todos nós! «De quem falas?». «Não dos sacerdotes...». Ah, os sacerdotes fazem parte da Igreja, mas a Igreja somos todos nós! Não a limitemos aos presbíteros e bispos, ao Vaticano... Eles fazem parte da Igreja, mas a Igreja somos todos nós, todos família, todos da mãe. E a Igreja é uma realidade muito mais vasta, que se abre a toda a humanidade e não nasce num laboratório; a Igreja não nasceu no laboratório, não nasceu repentinamente. É fundada por Jesus, mas constitui um povo com uma longa história atrás de si e uma preparação que começa muito antes do próprio Cristo.

Esta história, ou «pré-história» da Igreja já se encontra nas páginas do Antigo Testamento. Ouvimos no Livro do Gênesis: Deus escolheu Abraão, nosso pai na fé, e pediu-lhe que partisse, que deixasse a sua pátria terrena e fosse para uma outra terra, que Ele lhe teria indicado (cf. Gn 12, 1-9). E nesta vocação Deus não chama Abraão sozinho, como indivíduo, mas inclui desde o início a sua família, a sua parentela e todos os que estão ao serviço da sua casa. Uma vez a caminho — sim, assim a Igreja começa a caminhar — Deus ampliará ainda mais o horizonte e cumulará Abraão de bênçãos, prometendo-lhe uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu e a areia à beira-mar. O primeiro dado importante é este: começando por Abraão, Deus forma um povo para que leve a sua bênção a todas as famílias da terra. E deste povo nasce Jesus. É Deus que faz este povo, esta história, a Igreja a caminho, e neste povo nasce Jesus.

Um segundo elemento: não é Abraão que constitui um povo ao seu redor, mas é Deus que dá vida a este povo. Em geral era o homem que se dirigia à divindade, procurando anular a distância e invocando apoio e tutela. As pessoas rezavam aos deuses, às divindades. Mas neste caso assiste-se a algo inaudito: é o próprio Deus que toma a iniciativa. Ouçamos isto: é o próprio Deus que bate à porta de Abraão, dizendo-lhe: vai em frente, deixa a tua terra, começa a caminhar e de ti farei um grande povo. Este é o início da Igreja e neste povo nasce Jesus. Deus toma a iniciativa e dirige a sua palavra ao homem, criando um vínculo e uma relação nova com ele. «Mas padre, como é possível? Deus fala-nos?». «Sim». «E nós podemos falar com Deus?». «Sim». «Podemos manter um diálogo com Deus?». «Sim!». Isto chama-se oração, mas foi Deus que começou. Assim Deus forma um povo com todos os que ouvem a sua Palavra pondo-se a caminho, confiando nele. Esta é a única condição: confiar em Deus. Se confiares em Deus, se O ouvires e te puseres a caminho, isto quer dizer fazer Igreja. O amor de Deus precede tudo. Deus é sempre o primeiro, chega antes de nós, precede-nos. O profetas Isaías, ou Jeremias, não me recordo bem, dizia que Deus é como a flor da amendoeira, porque é a primeira árvore que floresce na primavera. Para dizer que Deus floresce sempre antes de nós. Quando chegamos Ele espera por nós, chama-nos, faz-nos caminhar. Sempre nos antecipa. E isto chama-se amor, porque Deus nos espera sempre. «Mas padre, não acredito nisto, pois se o senhor soubesse, padre, a minha vida não foi muito boa, como posso pensar que Deus espera por mim?». «Deus espera-te. E se foste um grande pecador, espera-te ainda mais e espera-te com muito amor, porque Ele é o primeiro. Esta é a beleza da Igreja, que nos leva a este Deus que nos espera! Precede Abraão e precede até Adão.
Abraão e os seus ouvem o apelo de Deus e põem-se a caminho, embora não saibam bem quem é este Deus e para onde os quer conduzir. É verdade, porque Abraão se põe a caminho, confiando neste Deus que lhe falou, mas não dispunha de um livro de teologia para estudar quem era aquele Deus. Confia, fia-se do amor. Deus faz-lhe sentir o amor e ele fia-se. Mas isto não significa que aquele povo seja sempre convicto e fiel. Desde o início existem resistências, o fechamento em si mesmos, nos próprios interesses, e a tentação de negociar com Deus e resolver tudo à própria maneira. E estas são as traições e os pecados que marcam o caminho do povo ao longo de toda a história da salvação, que é a história da fidelidade de Deus e da infidelidade do povo. Mas Deus não se cansa, Deus tem paciência, muita paciência, e no tempo continua a educar e a formar o seu povo como um pai com o seu filho. Diz o profeta Oseias: «Caminhei contigo e ensinei-te a caminhar, como um pai ensina o seu filho». Como é bonita esta imagem de Deus! Também connosco é assim: Ele ensina-nos a caminhar. É a mesma atitude que Ele mantém em relação à Igreja. Assim também nós, apesar do nosso propósito de seguir o Senhor Jesus, vivemos cada dia a experiência do egoísmo e da dureza do nosso coração. Mas quando nos reconhecemos pecadores, Deus enche-nos de misericórdia e amor. E perdoa-nos sempre. É precisamente isto que nos faz crescer como povo de Deus, como Igreja: não é a nossa bondade, não são os nossos méritos — somos pequeninos, não é isto — mas é a experiência diária de que o Senhor nos ama e cuida de nós. É isto que nos faz sentir verdadeiramente seus, nas suas mãos, levando-nos a crescer na comunhão com Ele e entre nós. Ser Igreja é sentir-se nas mãos de Deus, que é Pai e nos ama, acaricia, espera e faz sentir a sua ternura. E isto é muito bonito!

Caros amigos, eis o desígnio de Deus; quando chamou Abraão, pensava nisto: formar um povo abençoado pelo seu amor, para levar a sua bênção a todos os povos da terra. Este plano não muda, está sempre em ação. Em Cristo teve o seu cumprimento e ainda hoje Deus continua a realizá-lo na Igreja. Então peçamos a graça de permanecer fiéis ao seguimento do Senhor Jesus e à escuta da sua Palavra, cada dia prontos para partir, como Abraão, rumo à terra de Deus e do homem, a nossa verdadeira pátria, tornando-nos assim bênção, sinal do amor de Deus por todos os seus filhos. Gosto de pensar que um sinônimo, outro nome que nós cristãos podemos ter, seria: somos homens e mulheres, pessoas que bendizem. Com a sua vida, o cristão deve bendizer sempre, bendizer Deus e todos. Nós cristãos somos pessoas que bendizem, que sabem bendizer. Trata-se de uma bonita vocação!


Saudações
Amados peregrinos de língua portuguesa, saúdo-vos cordialmente a todos, com menção especial da comunidade «Coccinella meninos de rua», do Brasil, e a «Associação Cultural Amor e Responsabilidade», das Caldas da Rainha. Esta visita a Roma vos ajude a estar prontos, como Abraão, a sair cada dia para a terra de Deus e do homem, revelando-vos uma bênção e um sinal do amor de Deus por todos os seus filhos. A Virgem Santa vos guie e proteja!
Depois de amanhã, 20 de Junho, celebra-se o Dia Mundial do Refugiado, que a Comunidade internacional dedica a quem é obrigado a deixar a sua terra para fugir dos conflitos e das perseguições. O número destes irmãos refugiados aumenta e, nestes últimos dias, outros milhares de pessoas viram-se obrigadas a deixar as suas casas para se salvar. Milhões de famílias — milhões — refugiadas de muitos países e de todos os credos religiosos vivem na própria história dramas e feridas que dificilmente poderão ser curadas. Permaneçamos próximos deles, compartilhando os seus temores e as suas incertezas em relação ao futuro e aliviando concretamente os seus sofrimentos. O Senhor sustenha as pessoas e as instituições que trabalham com generosidade para garantir aos refugiados acolhimento e dignidade, e para lhes dar motivos de esperança. Pensemos que Jesus foi um refugiado, teve que escapar para salvar a vida com são José e Nossa Senhora, e fugiu para o Egito. Ele foi um refugiado. Oremos a Nossa Senhora, que conhece as dores dos refugiados, para que esteja próxima destes nossos irmãos e irmãs. Rezemos juntos a Nossa Senhora pelos nossos irmãos e irmãs refugiados. [Ave Maria...] Maria, Mãe dos refugiados, intercede por nós!

Dirijo-me por fim aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Estamos na vigília do Corpus Christi. Caros jovens, a Eucaristia seja o alimento principal da vossa fé; diletos doentes, especialmente os pequenos enfermos da Policlínica de São Mateus, de Pavia, não vos canseis de adorar o Senhor, inclusive na provação; e vós, amados recém-casados, aprendei a amar a exemplo daquele que, por amor, se fez vítima pela nossa salvação.