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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

COMEÇA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018!

1. Discípulos missionários, seguidores de Jesus Cristo! Arautos da fraternidade e da paz, pois em Cristo somos todos irmãos e irmãs!

2. O Ano Litúrgico expressa, visibiliza, celebra a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Vivemos da beleza salvífica que Ele nos ofertou. Salvação que é transformação! A Quaresma é caminho de transformação, de libertação, pois é tempo de conversão, mudança de vida: transformação em Cristo!

3. Nesse tempo precioso de transformação, a Igreja no Brasil apresenta às comunidades uma realidade que pede atenção, mudança, conversão. A vida cotidiana é contínua transformação para que todos possam viver como irmãos. O Evangelho oferece a todos os cristãos a oportunidade de vida nova, de novas relações, de cuidados fraternos.

4. A experiência de estar exposto a situações de violência é relatada por um grande número de brasileiros. Não se trata de uma percepção isolada e meramente subjetiva. Os episódios de violência intensificaram-se e tornaram-se comuns também em cidades pequenas e médias, deixando de ser um fenômeno típico das grandes metrópoles. No entanto, sempre encontramos muitos lugares onde existe a preservação da harmonia e da paz ou foi construída uma vida pacífica e fraterna.

5. A violência direta é que chama mais a atenção. Essa forma de violência acontece quando uma pessoa usa a força contra outra. Mais de um agressor e mais de uma vítima podem tomar parte em tal evento. Porém, vemos crescer sempre mais as formas coletivas e organizadas da prática de violência.

6. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência se caracteriza pelo uso intencional da força contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo de pessoas. Essa violência pode resultar em dano físico, sexual, psicológico ou morte.

7. A violência não será superada com medidas que ignorem a complexidade do problema. É preciso considerá-lo em sua abrangência, com a multiplicidade dos operadores que atuam na área. Sobretudo, é indispensável compreender que a violência não é um caso apenas reservado ao tratamento policial, à lei, mas é uma questão social que requer a atenção e a participação de toda a sociedade para ser enfrentada

8. 8. Nesta Campanha da Fraternidade desejamos refletir a realidade da violência, rezar por todos os que sofrem violência e unir as forças da comunidade para superá-Ia. Vamos lançar um olhar também para os rumos e os impasses que, há décadas, vêm dominando as políticas públicas de segurança. Os índices da violência no Brasil superam significativamente os números de países que se encontram em guerra ou que são vítimas frequentes de atentados terroristas.

Objetivos da CF 2018

Objetivo Geral:

Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Objetivos específicos:

- Anunciar a Boa-Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal;
- Analisar as múltiplas formas de violência, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira;
- Identificar o alcance da violência, nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação, a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça, em sintonia com o Ensino Social da Igreja;
- Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão;
- Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas para superação da desigualdade social e da violência;
- Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência;
- Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

Objetivos permanentes da Campanha da Fraternidade

- Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
- Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
- Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja).

FONTE: cnbb.org

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

PAPA ENVIA MENSAGEM AOS BRASILEIROS SOBRE A CF 2018


Por ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2018 o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Presidente da CNBB, o arcebispo de Brasília, Cardeal Dom Sérgio da Rocha.

Eis na íntegra a mensagem do Papa:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia a dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

[Franciscus PP.]

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

PREPARE ENCONTROS CATEQUÉTICOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE



Durante a Campanha da Fraternidade (CF), as crianças ocupam lugar-chave e estratégico na divulgação, propagação e reflexão do tema “Fraternidade e superação da violência”. Geralmente, as crianças levam para casa os argumentos estudados nos encontros catequéticos e, assim, ajudam os adultos a refletir sobre o assunto.

Mas como trabalhar o tema da CF 2018 nos encontros catequéticos?

Confira algumas sugestões abaixo:

Comece com uma história

Crianças – e adultos também – gostam muito de histórias. Nada melhor do que criar uma narrativa envolvendo algum personagem dentro do contexto do tema da Campanha da Fraternidade. Aproveite o lema da campanha “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8) e conte uma história sobre um personagem que sofre discriminação – que é uma forma de violência muito comum. Destaque os sofrimentos do protagonista por ser rejeitado e a maneira como ele enfrentou essa dificuldade. A moral da história deve ressaltar às crianças que não podemos discriminar ninguém, pois todos somos irmãos.

Jogos educativos

São inúmeras as formas de violência às quais estamos expostos diariamente: fome, violência física, verbal, racial etc. Que tal fazer com as crianças o “jogo do antônimo”.
Funciona assim: escreva em pequenos papéis palavras sobre violência. Uma palavra para cada papelzinho. Coloque tudo em um pacote. Cada criança vai sortear uma palavra e o restante da turma terá que dizer uma palavra antônima para anular aquela forma de violência. Por exemplo: se a palavra sorteada foi “xingamentos”. Pode-se responder com “elogios”, “diálogo”. Anote no quadro a palavra sorteada e todos os antônimos encontrados para aquela atitude de violência. No fim, converse com os catequizandos sobre a diferença que podemos fazer no cotidiano quando, ao invés de uma atitude de violência, promovemos a cultura da paz.

Reflexão

No próximo encontro, apresente para as crianças dois cenários. A casa da “família tranquila”, onde todos vivem em paz apesar de suas diferenças. E a casa da “família tormenta”, onde moradores não se respeitam e não têm paciência uns com os outros. Crie situações de paz para a família que vive na paz e de conflito para a família tormenta. Em seguida, pergunte às crianças com qual dessas famílias elas se identificam, ou sob o exemplo de qual dessas famílias elas querem viver. Por fim, conversem sobre que atitudes devemos ter para ter um lar de paz e sossego, apesar das dificuldades.

Monte uma peça teatral

Agora é hora de os pequenos entrarem na história. Crie um roteiro para a apresentação de uma peça teatral. Envolva os elementos da CF 2018, destacando a diferença entre atitudes de paz e atitudes de violência. Monte, por exemplo, uma história com dois fins. Um dos finais com desfecho negativo. E outro final, para a mesma história, com desfecho positivo. A ideia é fazer com que todos reflitam sobre as atitudes do dia a dia, sobre como o nosso comportamento e atitude pode determinar o desenrolar dos fatos.
Feito o roteiro, ensaie com as crianças e convide os pais ou responsáveis para assistir à apresentação. Provavelmente levarão uma mensagem de paz para casa.

Faça a diferença

Prepare encontros catequéticos dinâmicos e aproveite a Campanha da Fraternidade para gerar novas ideias de como trabalhar com as crianças. Lembre-se de que elas são importantes para mudar o futuro da nossa sociedade. A cultura da paz promove a paz.
Ajude outras pessoas a também fazerem a diferença, compartilhe esse texto nas suas redes sociais, e encaminhe-o para os catequistas que você conhece.
Até mais!

FONTE: CNBB.org

sábado, 27 de janeiro de 2018

DICAS PARA ORGANIZAR A CAMPANHA DA FRATERNIDADE EM SUA COMUNIDADE


Em breve começam, em todo o Brasil, os preparativos para a Campanha da Fraternidade. Pensando nisso, preparamos aqui algumas dicas para que você e sua comunidade vivam de forma diferente e façam “do jeito certo” no ano que vem.

1.Crie um grupo de estudo sobre a Campanha da Fraternidade

Para refletir sobre o Texto-Base da Campanha da Fraternidade. Ele pode funcionar como um ciclo de leitura e partilha do documento, de modo que vocês possam colher sugestões de atividades para que a CF seja vivida e aplicada na paróquia. Muita gente pensa que “comissão”, “grupo de estudos” ou “grupo de trabalho” não funcionam, mas se houver oração, planejamento e dedicação, as coisas saem do papel e vocês terão ótimos resultados.

2. Identifique as lideranças!

Esses líderes podem já estar estabelecidos em suas funções, por exemplo: o coordenador da equipe de música, dos grupos de jovens, da Pastoral Familiar, os diáconos, o ecônomo etc. Observe também que algumas pessoas em sua comunidade – ainda que não estejam engajadas – podem ser líderes em potencial. Em sua procura, lembre-se de que um líder (em potencial) não nasce pronto, mas costuma ser ouvido pelas pessoas. E isso, sim, acontece naturalmente. Foi assim que Samuel achou Davi.

3. Seja simples!

Santo Agostinho, em Confissões, enaltece a simplicidade de Deus e sua capacidade de ser sempre inteiro, maravilhoso. Sobretudo se essa for a primeira vez que você se propõe a organizar e “fazer dar certo” a CF em sua paróquia, busque soluções simples, aproveitando as estruturas disponíveis.

4. Organize um calendário de atividades.

Planejar e ser fiel aos prazos e atividades propostos é o segredo do sucesso. Envolva os grupos e pastorais dando a eles atribuições, delegando responsabilidades e acompanhando na execução das tarefas.

5. Faça um check-list!

Ou, simplesmente, uma lista de atividades. Se você nunca fez um check-list na vida, pode começar se preguntando: Quais as atividades que tenho para o mês que vem? Para cada uma delas, responda – sempre registrando em algum lugar de fácil acesso (pode ser na agenda, no computador) – algumas simples perguntas: Quando? Onde? Haverá comida, água, cadeiras, estrutura de som? Precisará da equipe de música? A quem é necessário pedir autorização? O que deve ser providenciado? Quando deve ser providenciado? Quem ficará responsável por cada atividade? Na internet é possível encontrar muitos modelos. Você pode escolher um e adaptar para a sua experiência.

6. Comunique os envolvidos.

Muitos bons projetos morrem depois de terem demandado muito esforço e dedicação, porque o processo comunicativo falhou. Embora a Campanha da Fraternidade seja proposta anualmente e as pessoas, supostamente, sabem que ela vai acontecer, tome sempre o cuidado de comunicar de forma clara e objetiva (e atrativa) o calendário de atividades. Lembra dos líderes? Uma boa comunicação não se resume à emissão de mensagens. Ouça! Esteja sempre atento ao feedback que eles trazem, pois estão em contato constante com a comunidade. Essa resposta pode fazer com que o planejamento de atividades da CF caminhe em sintonia com as necessidades e motivações da sua paróquia.

7. Rezem juntos.

“Se fores aquilo que Deus quer, colocareis fogo no mundo”, diz Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja. E até nas pequenas coisas, como o desejo de fazer acontecer a Campanha da Fraternidade em sua comunidade, é preciso conhecer os desígnios de Deus. E sabemos que isso só é possível por meio da oração.

FONTE: 


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

OBJETIVO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE: fazer diferença na vida das pessoas

Já são mais de 50 anos de CAMPANHA DA FRATERNIDADE no Brasil e pode ser que você ainda não saiba para que ela existe, seus objetivos, suas finalidades. Conheça os motivos que nos levam a aprender hinos novos e acolher o espírito quaresmal de uma forma toda especial e, digamos, “brasileira”.

Campanha da Fraternidade: Como tudo começou

No início da década de 1960, três padres da Cáritas Brasileira idealizaram um fundo para realizar, como Igreja, atividades assistenciais. O embrião da Campanha que temos hoje foi realizado, pela primeira vez, na Quaresma de 1962 na Arquidiocese de Natal/RN. Cresceu aos poucos e ganhou o apoio de organismos nacionais e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Dentro desse contexto histórico, acontecia também o Concílio Vaticano II, que lançava a Igreja a uma experiência missionária intensa e trazia o protagonismo do leigo como uma resposta para as realidades contemporâneas.

Por que a CF acontece durante a Quaresma?

No tempo da Quaresma, somos chamados a crescer na oração, jejum e esmola. A vivência destes elementos é fundamental para a preparação de cada fiel na expectativa da Páscoa do Senhor e, evidentemente, seu retorno definitivo. 

A Campanha da Fraternidade começa na quarta-feira de cinzas, junto com a Quaresma. Ela acontece neste precioso tempo justamente para favorecer a boa preparação de cada um, sob a vivência do tripé citado acima: oração, esmola e jejum.
A cada ano, a CF traz em seus objetivos, reflexões sobre situações vulneráveis e necessitadas de atenção, uma atitude diante das questões apresentadas.

O gesto concreto da CF

Além de reforçar compromissos, propor o conhecimento e o aprofundamento das realidades em que a população está inserida – sobretudo no que tange a questão da preservação dos biomas –, a ação da Igreja atua para além de reflexões teóricas. Como gesto concreto, propõe-se uma coleta para o financiamento de projetos que atuem diretamente nos objetivos da campanha.

Esta coleta é destinada ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e visa promover a fraternidade entre as diversas regiões no intuito de erradicar a vulnerabilidade e risco. Todo o processo acontece por meio de edital que acolhe sugestões de projetos de todo o país.
O FNS é composto por 40% de toda arrecadação da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada em todas as dioceses, paróquias e comunidades durante o Domingo de Ramos. Os outros 60% da coleta permanecem em suas dioceses de origem e compõem o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS).

Campanha da Fraternidade 2018

A Campanha da Fraternidade 2018 tem como tema “Fraternidade e superação da violência” e o lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O assunto traz a todos a compreensão, de maneira mais aprofundada, do que é uma Campanha da Fraternidade, a quê ela se propõe, as motivações da edição de 2018, o porquê dessa temática e de que maneira a Igreja é convidada a vivê-la.

Devemos abordar este tema a fim de debater assuntos relacionados à ele. O conteúdo quer chamar a atenção dos catequizandos, leigos, agentes pastorais, famílias, missionários, a todos sobre o tema da violência e as formas de combatê-la.

FONTE: