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domingo, 22 de dezembro de 2024

CURIOSIDADES DE NATAL

 

Data...

A Igreja Ortodoxa russa celebra o Natal em 7 de janeiro (+ ou -), enquanto a Igreja Ortodoxa ucraniana celebrará em 25 de dezembro. A Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC) separou-se de Moscou em 2022, após a invasão russa da Ucrânia. No entanto, milhões de ucranianos ainda seguem a UOC e continuarão a celebrar o Natal em 7 de janeiro. 

A Igreja Ortodoxa segue o calendário juliano, instituído pelo imperador Júlio César em 45 a.C. Já a maioria dos cristãos, como católicos e protestantes, usa o calendário gregoriano, que celebra o Natal em 25 de dezembro.  

O dia 25 de dezembro foi estabelecido como o dia de Natal pelo papa Júlio I no século IV, com o objetivo de cristianizar as celebrações pagãs. 

Reconciliação...

Já ouviu falar na reconciliação de Natal? Não? Pois saiba que a reconciliação é comum na França. No dia de Natal, os franceses (ou uma grande parte deles) costumam visitar os seus inimigos para ser reconciliarem com eles. Para nós pode ser uma atitude estranha, mas para os franceses nada mais é do que uma atitude nobre.

 

Outras curiosidades... 


As bolas de Natal são uma invenção alemã. 

Nos países de Polônia e Ucrânia, os enfeites de Natal incluem aranhas e teias, pois se acredita que elas teceram a manta para o menino Jesus. 


A Coroa do Advento é uma criação luterana. A Coroa do Advento é um item decorativo relacionado com o Natal e sua criação está relacionada com os luteranos. Consiste em uma guirlanda que possui quatro velas, cada qual de uma cor que representa uma das quatro semanas da antecipação do nascimento de Jesus. São acesas uma vela por semana, e esse item foi criado por Johann Hinrich Wichern, luterano do século XIX.

Papai Noel remete a um santo católico dos séculos III e IV. Os historiadores sabem que a figura moderna do Papai Noel é derivada de um santo católico dos séculos III e IV: São Nicolau. Esse santo viveu na Ásia Menor (atual Turquia), sendo conhecido por possuir uma grande riqueza, utilizando-a para distribuir presentes entre os mais pobres. A imagem que temos do Papai Noel como um velhinho barbudo de roupa vermelha surgiu por meio de campanhas publicitárias da Coca-Cola durante as décadas de 1920 e 1930.

A origem dos presentes de Natal está ligada aos Reis Magos. Os pesquisadores apontam que o ato de presentear as pessoas próximas e queridas durante o Natal tem como referência uma passagem bíblica. Essa tradição se consolidou em referência ao ato dos Reis Magos, que presentearam Jesus com ouro, incenso e mirra, quando encontraram o recém-nascido em Belém.


A Estrela de Belém pode ter existido mesmo. Os pesquisadores procuram explicar o fenômeno da Estrela de Belém mencionada na Bíblia. Atualmente, acredita-se que tratou-se de um fenômeno astronômico observado no período do nascimento de Jesus, em que planetas, estrelas e a Lua se alinham com a Terra e o Sol, causando um efeito luminoso.

FONTE:  https://brasilescola.uol.com.br/natal/curiosidades-natal.htm




segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

CURIOSIDADES DE NATAL: O PRESÉPIO

O Presépio...

O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, Francisco resolver festejar na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média.






quarta-feira, 6 de abril de 2016

O SANTO PROTETOR DA INTERNET

Conversando com uma das catequistas que faz formação online conosco, ela reclamava sobre a lentidão e os problemas de conexão para postar as respostas das atividades. Então falei pra ela que precisamos pedir proteção ao santo "protetor das conexões"...

Parece brincadeira, mas, os usuários da Internet têm a quem recorrer quando estiverem de cabelo em pé com a lentidão da sua conexão ou se descabelando com os muitos problemas de acesso que costumamos ter. Temos um santo padroeiro da Internet!

E não é a “Santa Banda larga”, não! 

É Santo Isidoro de Sevilha. O dia dele é 04 de abril.


Santo Isidoro viveu na Espanha (556-636), numa época em que a  tecnologia mais recente, criada, era o estribo para apoiar o pé para montar no cavalo. Nem se sonhava com a tecnologia da internet de hoje.

E qual a relação com a internet?

Ele ficou conhecido por criar uma espécie de banco de dadosNaquela época, ele editou o “Etymologies”, uma enciclopédia que juntou fragmentos de muitos livros antigos que, não fosse por isso, teriam sido completamente perdidos. A obra consistia de uma enorme compilação em 448 capítulos divididos em vinte volumes. Olha só estas imagens... são algumas páginas que ele escreveu:




Santo Isidoro foi um dos últimos dos antigos filósofos cristãos, alguns consideram-no como a pessoa mais erudita de seu tempo. E é fato que ele exerceu uma incomensurável e abrangente influência sobre a vida educacional da Idade Média. 

Izidoro foi canonizado em 1598 e declarado “Doutor da Igreja” em 1722. Ele morreu em 4 de abril de 636 depois de servir mais de trinta e dois anos como arcebispo de Sevilha.

Uma curiosidade sobre a família: Santo Isidoro tem mais três irmãos que são santos:  São Leandro de Sevilha, São Fulgêncio de Cartagena e Santa Florentina.

Mas, além de rezar pela nossa conexão e para que o computador não “trave” quando precisamos dele, vamos ser persistentes e aumentar nossos conhecimentos com pesquisas e estudos para sanar qualquer problema ou lentidão de conexão em nossos computadores.  Ou contratar um outro provedor... rsrsrsrs.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO: O QUE É?


É o calendário oficial da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo adotado, via de regra, em todos os países católicos e também em alguns protestantes. Ele é misto, sendo regulado tanto pelo ano solar como pelo lunar, dando origem às festas MÓVEIS.

Este calendário estabelece todos os anos, as datas das festas Móveis da Igreja, como a a Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi, etc.

POR QUE A IGREJA ESTABELECEU AS FESTAS MÓVEIS?

Todas as festas da Igreja que tem como ponto de referência a Páscoa, são denominadas festas móveis porque são baseadas no calendário lunar (judaico) e adaptadas ao nosso calendário (gregoriano). Comecemos relembrando, em resumo, o significado da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã: 

PASCOA JUDAICA: No Antigo Testamento, Moisés, sob a guia divina, tornou-se chefe do povo oprimido que se encontrava sob o jugo dos egípcios, adversários do povo eleito, sob o comando do Faraó que usava de seus poderes terrenos para contrariar os planos divinos. Deus manifesta seu poder através de Moisés, mediante diversos sinais e castigos, mas o coração endurecido do Faraó não acena com nenhum sinal de arrependimento. Durante a libertação do povo guiado por Moisés, Deus institui a celebração da Páscoa através de Moisés e Aarão, mandando dizer a toda a assembleia de Israel que tomasse um cordeiro que deveria ser imolado em data determinada, devendo seu sangue ser tomado, posto sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta da casa. Deus disse ainda que naquela noite passaria através do Egito para exercer sua justiça, ferindo de morte os filhos primogênitos dos Egípcios, mas que passaria adiante das casas marcadas com o sangue do cordeiro. E Deus mandou seu Anjo, e assim foi feito. 

“Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua”. (Ex 12, 14).

Desta forma ficou instituída a Festa da Páscoa, comemorada até os dias atuais pelo povo judeu. O extermínio dos filhos dos egípcios testemunha que o povo eleito, libertado, terá que viver daí em diante, no temor de Deus e reconhecido o seu grande benfeitor. (Veja a instituição da Páscoa no Livro do Êxodo, cap. 12).

PÁSCOA CRISTÃ - A instituição da Páscoa Cristã encontra-se na imolação de Cristo. Enquanto na primeira festa de Páscoa Deus liberta o povo da escravidão e proclama a sua Aliança com o povo de Israel, na segunda, o próprio Deus torna-se o Cordeiro Imolado para libertar o povo do jugo do pecado e do demônio. Desta vez, o Sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, liberta toda a humanidade com sua Paixão, Morte e Ressurreição. 

Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”. (I Cor 5, 7).

CALENDÁRIO DAS FESTAS MÓVEIS


Observações:
1) A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes
2) * ”Paixão”, acima, refere-se à sexta feira que antecede a Páscoa. Não confundir com “Domingo da Paixão” (hoje o 5º. Domingo da Quaresma) que é o Domingo que antecede Ramos.

* * * * * * * * *
Memorizados os aspectos centrais da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã, recordemos que Jesus veio ao mundo em cumprimento das Escrituras e por Seu desígnio foi crucificado justamente no dia da preparação da festa da Páscoa, para que, a partir de sua Paixão, Morte e Ressureição fosse instituída a Nova Aliança. Para que fosse instituída a grande e solene Páscoa, como num reflexo pleno da primeira festa de Páscoa.

CONCLUINDO: Como a festa da Páscoa Judaica, coincide exatamente com o dia da imolação de Cristo, estabeleceu-se já naquele momento, por desígnio de Deus, o dia 14 de Nisã (do calendário judaico ou hebraico), como data de referência à comemoração da Páscoa Cristã. (Encontro da Primeira com a Segunda Aliança).

Assim, a Páscoa judaica é sempre celebrada na 1ª lua cheia da primavera do hemisfério norte, na noite de 14 para 15 de Nisã. A Páscoa Cristã ficou fixada como o 1ª Domingo posterior à referida 1ª lua cheia, ou seja, no primeiro domingo após a comemoração da Páscoa dos Judeus. 

Como o calendário judaico é baseado nos ciclos da lua, explica-se os motivos da variação em nosso calendário, que é solar e por isso, para nós, o Domingo de Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril. 

O Carnaval apesar de ser uma festa pagã, também se move com o calendário eclesiástico e é sempre comemorado sete domingos antes do Domingo de Páscoa. As festas são permitidas até a quarta-feira de cinzas, quando se inicia a Quaresma, tempo de 40 dias de jejum e abstinência em preparação à festa da Páscoa, ou seja, data que celebramos a Ressurreição de Cristo. 

FESTAS MÓVEIS: Tem por referência a Páscoa e são as seguintes:

Obs.: A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes.

PRINCIPAIS FESTAS FIXAS

Como o próprio nome sugere, “festas fixas” são aquelas cujas datas de comemoração não variam, permanecem sempre imutáveis conforme estabelece o Calendário Romano Geral. São tipificadas por Festa ou Solenidade. As demais comemorações que não pertençam à grade abaixo, por exemplo, de um santo padroeiro, são tipificadas em Memória.


JUBILEU DA MISERICÓRDIA – 08/12/2015 a 20/11/2016

"Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia." (Papa Francisco, 13 de março, 2015).

Com estas palavras, o Papa Francisco anunciou o Jubileu da Misericórdia para o Ano de 2015/2016. Para compreenderes melhor este “ano santo”, vamos entender o que é um “Jubileu”.

Na verdade, jubileu é uma comemoração. A celebração do Jubileu católico tem origem no Jubileu hebraico, onde a cada 50 anos, durante um ano, chamado ano sabático, eram libertados escravos, as dívidas eram perdoadas e as terras deixavam de ser cultivadas, entre outras coisas. 

Estas comemorações são referenciadas na Bíblia, em Levítico (LV 25,8). Na tradição católica o jubileu tem também a duração de um ano, mas tem um sentido mais espiritual, consistindo no perdão dos pecados dos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano (Indulgências).

A palavra Jubileu vem do hebraico "yobel" que faz alusão ao chifre do cordeiro que servia como instrumento. Jubileu provém também da palavra latina "iubilum" que significa "grito de alegria".

A celebração de um Jubileu ocorre durante um ano, daí que esse ano seja chamado "Ano Santo" ou "Ano Jubilar. A designação de "Ano Santo" começou a ser utilizada pelo Papa Sisto IV no Jubileu de 1475.

O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. Se a celebração de um Ano Santo ordinário ocorre a cada 25 anos, o Ano Santo extraordinário é proclamado pelo Papa sempre que pretenda celebrar algum facto de forma especial. O Jubileu da Misericórdia, é um Jubileu extraordinário e o seu início foi oficialmente dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Neste dia celebrou-se também o 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II. O encerramento do Ano Santo será no dia 20 de novembro de 2016. Este é o primeiro jubileu desde o que foi convocado por João Paulo II, em 2000, para assinalar o início do terceiro milênio.

E por que temos a abertura de uma “porta santa”? A Porta Santa só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimónia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: "Aperite mihi leva justitiae, ingressus in eas confitebor Domino" que significa "Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor". Depois de aberta, entoa-se o Te Deum e o Papa atravessa esta porta com os seus colaboradores.

O Papa Francisco justificou a convocação deste Ano Santo dizendo: “Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho." 

E disse ainda: “ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus e a Igreja «é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém. (...). As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem”.

Ângela Rocha
Catequistas em Formação

FONTES:
01 - Calendário Eclesiástico, OFS – Ordem Franciscana Secular do Brasil.
02 - Jubileu da Misericórdia, encontrado em
03 - Ano Santo da Misericórdia. Encontrado em:
http://pt.radiovaticana.va/news/2015/03/14/ano_santo_da_miseric%C3%B3rdia_%E2%80%93_do_papa_jubileu_extraordin%C3%A1rio/1129324

domingo, 3 de janeiro de 2016

ANO NOVO! E É ANO "BISSEXTO"!

Mais um ano se inicia... E o ano de 2016 traz uma novidade: mais um dia é acrescentado ao ano! Afinal é...

ANO BISSEXTO...

Arte: Paulo Daniel Rocha
MAS, COMO SURGIU O ANO BISSEXTO?

O homem, sempre buscou na agricultura a sua sobrevivência. E a programação das épocas de semeaduras e colheitas, eram baseadas no calendário das estações. Qualquer divergência neste calendário afetava a agricultura, que era base da economia dos povos antigos. E com o tempo o homem foi percebendo que nem sempre as estações coincidiam com a mesma época do ano anterior, ou seja, não era possível colocar um número exato de dias no ano.

Então, após alguns cálculos dos astrônomos da época, no ano de 238 a.C., em Alexandria, no Egito, foi decretada a adição de um dia a cada 4 anos para compensar a diferença que existia entre o ano do calendário, com duração de 365 dias, e o ano solar com duração aproximada de 365,25 dias, ou seja, de 365 dias + 6 horas. Com este excesso anual de 6 horas, um dia extra deveria ser acrescentado ao calendário oficial, a cada 4 anos, para evitar os deslocamentos das datas que marcavam o início das estações.

Quase 200 anos depois, o ano bissexto foi introduzido no calendário pelo Imperador Júlio César, que trouxe de Alexandria o astrônomo grego Sosígenes para elaborá-lo (por isso o calendário era chamado "Juliano", em homenagem ao imperador). As mudanças no calendário eram necessárias porque o tamanho do ano não era um número inteiro de dias. O calendário Juliano baseia-se no fato de que o ano se completa com aproximadamente 365,25 dias. Para compensar essa fração, foi decidido adicionar um dia extra a cada quatro anos.

Mas, onde acrescentar este dia?

Foi o "dia sexto antes das calendas de Março" (calendas era o dia representativo do início de cada mês no calendário romano), que o imperador mandou repetir. Passou, assim, a haver, a cada quatro anos, um dia, o "bis sextum ante diem calendas martii", e lá está o tal "bis sextum" que acabou virando "bissexto". Nessa época o ano começava em março e nada mais correto que acrescentar um dia no último mês do ano, que era fevereiro. Esse calendário foi usado até o século XVI, quando observou-se uma pequena discrepância entre o tamanho aproximado (365,25 dias) e o real (365,24219 dias).

É interessante observar que foram feitas tantas mudanças no ano 46 a.C., ano em que foi introduzido o calendário Juliano, que ele acabou ficando com 445 dias e por isso foi conhecido durante algum tempo como "ano da confusão"...

O ANO DURA NA VERDADE...

A duração exata do ano é 365,242199 dias. Esse não é um número inteiro de dias, ou seja, o ano dura: 365 dias + 5 horas + 48 minutos + 47 segundos, que é o tempo para que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol. Por causa da falta de precisão nas observações os antigos arredondavam para 365 dias + 6 horas. Porém se somarmos seis horas a cada ano em quatro anos as estações ficam defasadas um dia. Por isso existe o ano bissexto, ou seja, a cada quatro anos o ano tem 366 dias para que as estações não fiquem defasadas com o passar do tempo. Se não houvesse o ano bissexto em 360 anos o inverno estaria começando no outono, ou seja, o início de todas as estações, estariam atrasadas 90 dias. Em 720 anos o verão estaria começando no inverno!

Em 1582 o Papa Gregório XIII instituiu o Calendário Gregoriano e as regras para determinar o ano bissexto mudaram. Foi considerado que o ano com final "00" de cada século (1600, 1700, 1800, 1900, 2000...) seriam considerados bissextos somente se fossem divisíveis também por 400. De fato, isto significou adotar uma média no tamanho do ano de 365,2425 dias, o que causa um erro aproximado de 3 dias a cada 10.000 anos.

A pequena diferença que sobra só será detectada a cada 3.300 anos. Desse modo, provavelmente no ano de 4.880 os astrônomos da época decidirão que aquele ano não será bissexto para corrigir o pequeno erro do calendário (Só não se sabe se existirão astrônomos ou calendários no ano de 4.880…).

Todos os anos que sejam múltiplos de 4 mas que não sejam múltiplos de 100, com exceção daqueles que são múltiplos de 400, são bissextos.

Que confuso isso! Mas, resumindo:
1 - Todo ano divisível por 4 é bissexto.
2 - Todo ano divisível por 100 não é bissexto.
3 - Mas se o ano for também divisível por 400 é bissexto. 

Comparação entre Calendários
Nome
Instituído em:
Ano Médio
Erro Anual Médio Aproximado
Fixo de 365 dias
———
365 dias
6 horas (1 dia a cada 4 anos)
Juliano
45 AC
365,25 dias
11 minutos (1 dia a cada 128 anos)
Gregoriano
1582
365,2425 dias
27 segundos (1 dia a cada 3.236 anos)

A adoção do calendário gregoriano foi feita nos países católicos em 1582, com a eliminação de 10 dias, ou seja, 4 de outubro foi seguido por 15 de outubro. Nessa época foi também adotado o dia 25 de dezembro como sendo o dia do Nascimento de Jesus, de modo a substituir uma festa pagã em homenagem ao sol que acontecia nessa data, dois dias após o solistício de inverno no hemisfério norte (o dia 23 de dezembro é o que tem a noite mais longa do ano, no hemisfério norte, ou o dia mais longo, no hemisfério sul).

Este calendário também estipulou que o ano começaria em primeiro de janeiro e não em março como era até então. Nos países não católicos a mudança foi feita mais tarde; a Inglaterra e suas colônias fizeram a mudança em 1752, onde o dia 2 de setembro precedeu o dia 14 de setembro e o dia de ano novo foi mudado de 25 de março para primeiro de janeiro. Os países sob domínio da Igreja Ortodoxa demoram mais tempo para fazer o ajuste e, no caso da Rússia, isso só foi feito após a revolução comunista em 1918, com um erro que já se acumulava em 14 dias.

MAS, O QUE SÃO CALENDÁRIOS?

Arte: Paulo Daniel Rocha
Os calendários surgiram da necessidade do homem de contar o tempo e controlar suas atividades. Inicialmente abrangiam pequenos períodos de tempo (dias e semanas) e posteriormente para programar os plantios e colheitas, determinados pelas estações. Mas a determinação precisa dos dias de início de uma estação e fim da outra só era feita por sacerdotes muito experientes, que tivessem financiamento para construir e manter os observatórios, que eram caros e precários, normalmente eram os reis que financiavam os sacerdotes, por isso, era difícil para os agricultores determinar o início e o fim das estações.

A partir dessa necessidade os sacerdotes elaboraram os calendários que eram registros escritos dos dias onde eram marcadas as datas de cheias, plantios e colheitas. As estações ocorriam e ocorrem de forma regular a cada ano. Então, bastava fazer a contagem correta dos dias e marcar os dias de início e fim das estações como temos hoje (21 de junho início do inverno, 22/23 de setembro início da primavera, 21/22 dezembro início do verão e 21 de março início do outono).  Os calendários atuais são formados por um conjunto de regras baseadas nas Astronomia e em convenções culturais.

OUTROS CALENDÁRIOS...

Na antiguidade a comunicação entre os povos e principalmente entre os sacerdotes de cada nação era difícil devido a demora no transporte das informações, por isso trocar informações era algo muito demorado para que os calendários fossem os mesmos. Além disso cada rei queria impor sua autoridade e impunha o calendário que lhe era conveniente. Por essas razões muitos calendários foram criados. Os principais eram:

Calendário Babilônico: o ano não tinha um número de dias fixo. Era dividido em 12 meses lunares de 29 ou 30 dias cada o que somava 354 dias. Para acertar a data das estações do ano os babilônios adicionavam um 13o mês a cada três anos, assim as estações não ficavam muito defasadas com o passar do tempo, mas essa adição do 13o não era muito regular, por causa da dificuldade no transito das informações. Também faziam a divisão do mês em semanas de sete dias.

Calendário Egípcio: é um calendário baseado no movimento solar. O ano tinha 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias que somam 360 dias e mais 5 dias de festas depois da colheita. Eles tinham conhecimento de que o ano tinha 365,25 dias, mas até serem invadidos pelos romanos no século I a.C. eles não faziam a correção de adicionar um dia a mais a cada quatro anos.

Calendário Grego: baseado nos movimentos solares e lunares, seguindo um padrão parecido com o calendário babilônico, porém a intercalação do 13o mês era bem mais bagunçada.

Os índios americanos: Maias, Astecas e Incas, também tinham calendários baseados principalmente no mês lunar.

Hoje em dia existem, basicamente, três calendários em vigência no mundo. Um deles é o calendário que nós usamos e que conta os anos a partir do nascimento de Cristo, ou seja, o ano em que Cristo nasceu foi o ano 1, outros são os calendários muçulmano e israelita que não consideram o nascimento de Cristo e por isso apresentam anos diferentes do nosso.

O calendário israelita é baseado no babilônico. Uma curiosidade é que o dia desse calendário como do muçulmano inicia-se com o por do Sol e não a 0:00h como o nosso calendário. O primeiro dia de cada ano novo não pode cair na quarta, sexta ou domingo. Se isso acontecer o início do ano é transferido para o dia seguinte.

AS DIVISÕES DOS CALENDÁRIOS

As unidades básicas dos calendários são os dias. Os dias normalmente são agrupados em porções maiores que formam as semanas, que formam os meses, que se dividem em estações e por fim, os anos. Esses agrupamentos ocorrem para facilitar a contagem como fazemos naturalmente com os números. Os seres humanos tinham a necessidade de contar a passagem do tempo e descobriram que a própria natureza se encarregou de fornecer agrupamentos que ajudavam nessa contagem.


As semanas:

Existem dois motivos que fizeram os antigos agrupar sete dias para formar uma semana, um deles é baseado nas fases da lua. Se você observou as fases da lua irá perceber que entre o quarto crescente e a lua cheia passam-se sete dias. Vimos que muitos calendários são baseados na lua para formar os agrupamentos.

Outro motivo que deu origem a esse agrupamento de sete dias para formar a semana eram os astros visíveis no céu a olho nu. Na antiguidade podiam ser vistos sete astros no céu e que não eram estrelas; o Sol, a Lua, e cinco planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Por isso muitos povos deram a cada dia da semana o nome de um desses astros. Em muitos idiomas esses nomes estão presentes até hoje, veja a tabela abaixo. 

Astros 
Espanhol
Italiano
Inglês
Português
Sol
Domingo
Domenica
Sunday
Domingo
Lua
Lunes
Lunedi
Monday
Segunda-feira
Marte
Martes
Martedi
Tuesday
Terça-feira
Mercúrio
Miercoles
Mercoledi
Wednesday
Quarta-feira
Júpiter
Jueves
Giovedi
Thursday
Quinta-feira
Vênus
Viernes
Venerdi
Friday
Sexta-feira
Saturno
Sabado
Sabato
Saturday
Sábado

Os meses:

“Trinta dias tem novembro
Abril, junho e setembro
Fevereiro vinte e oito tem,
se for bissexto mais um lhe deem.
E os outros que sete são
Trinta e um todos terão.”

Sua origem em quase todos os calendários foram as fases lunares. Inicialmente os meses tinham 28 ou 29 dias, mas isso fazia com que o ano tivesse 12,5 meses o que dificultava um agrupamento coerente. Assim, os meses deixaram de ter exatamente o número de dias das fases lunares para que o ano tivesse sempre 12 meses. A primeira idéia desses ajustes, no número de dias do mês, foi dos egípcios que dividiram o ano em doze meses de trinta dias cada um e mais cinco dias de festas para completar os 365 dias. O mês de fevereiro foi o único a ser preservado para coincidir com o número de dias das quatro fases lunares.

O Calendário Romano primitivo possuía 10 meses de 30 ou 31 dias, totalizando 304 dias, o que determinava uma falta de sincronia na relação estações x calendário civil, ocasionando, por exemplo, a época correta para o plantio e colheita. Mais tarde, sob o governo de Numa Pompilo, foi introduzido o ano lunar, com 355 dias distribuídos em 12 meses, sendo acrescentados os meses de januarius, (deus de duas caras) e februarius, (deus dos infernos e das purificações), com o ano romano começando em março.

Quando resolveram sincronizar o ano com as estações, instituíram que, entre os dias 24 e 25 haveria, a cada 2 anos, a intercalação de um décimo terceiro mês, chamado Marcedônius. Contudo, a sistemática de intercalação foi delegada aos sacerdotes que, nem sempre o faziam da forma correta, gerando uma grande defasagem de dias.

Para sincronizar o calendário com as estações e evitar que novas falhas viessem a ocorrer, o astrônomo alexandrino Sosígenes, no ano 45 a.C. assessorou o Imperador Júlio César, introduzindo 90 dias ao ano de 45 a.C., que passou a ter 455 dias. Desta forma, Júlio César acertou o calendário e impôs que janeiro, e não março, fosse o início do ano. Para eliminar a intercalação do décimo terceiro mês, Júlio César redistribuiu pelos 12 meses os 11 dias que faltavam ao ano lunar, para que ele se transformasse em solar, criando o Calendário Juliano. Como o ano Juliano passava a ter 365,25 dias e o ano solar tem aproximadamente 365,2422 dias, seria adicionado a cada 4 anos um dia a mais no mês de fevereiro, que passou a ter 30 dias, em lugar de 29.

Por ter corrigido o calendário, o senado homenageia o imperador, determinando que o mês “Quintilis” (o quinto mês), fosse chamado de Julius. No entanto, as intercalações não foram rigorosamente feitas até por volta de 8 d.C, sendo no governo do imperador Otávio Augusto que elas passaram a ser feitas. Por este motivo, recebeu reconhecimento do senado, que rebatizou o mês Sixtilis (sexto mês) para Augustus, em sua homenagem.

Porém, o imperador não aceitou que o mês de Julho tivesse 31 dias e o seu (Agosto) apenas 30. Sendo assim, o mês de fevereiro cedeu 1 dia a Sixtilis, ficando esse com 31 dias e fevereiro com 28 (ou 29 dias nos anos bissextos). Entretanto, essa redistribuição de dias fez os meses de julho, agosto e setembro ficarem com 31 dias. Para melhorar a redistribuição dos meses de 31 dias, subtraíram 1 dia de setembro e de novembro, passando-os para outubro e dezembro, resultando na atual distribuição de dias pelos meses. O calendário Juliano perdurou por aproximadamente 1.600 anos.
Arte: Paulo Daniel Rocha
O Ano:

Sua origem é comum em todos os calendários que é o período necessário para as estações do ano voltarem a se repetir. Essa repetição coincide com uma volta completa da Terra ao redor do Sol. 

E COMO COMEMORAM SEU ANIVERSÁRIO AS PESSOAS QUE NASCEM NO DIA 29 DE FEVEREIRO?

 As pessoas que nascem no dia 29 de fevereiro "só fazem aniversário a cada 4 anos"!

Se isso fosse verdade, só se obteria a licença para dirigir automóveis quando se tivesse 72 anos de idade! Na verdade o "primeiro aniversário" é calculado adicionando-se 365 dias à data de nascimento. Ou seja, um bebê que nasceu no dia 29 de fevereiro de 2012 comemorou seu primeiro aniversário 365 dias depois que nasceu, ou seja, no dia 28 de fevereiro de 2013. O mesmo ocorreu em 2014 e em 2015 mas, a partir daí, novamente faz-se como as outras pessoas, ou seja, adiciona-se 366 dias, pois o ano seguinte será bissexto. O resultado será uma festa de aniversário de 4 anos no dia 29 de fevereiro de 2016.

É comum, no entanto, que os nascidos no dia 29 de fevereiro comemorem de modo especial o seu dia de nascimento a cada 4 anos e por isso são pessoas diferentes das demais.

É pena que muitos pais de crianças que nascem no dia 29 de fevereiro fiquem com receio sobre a data de aniversário dos seus filhos e acabem por fazer o registro civil como se os filhos tivessem nascidos no dia 28 de fevereiro (ou 1 de março). Como resultado, não é fácil encontrar pessoas que tenham nascido no dia 29 de fevereiro e possuam essa informação corretamente registrada em seus documentos.

CONVERSÃO DE DATAS 



Você sabia que dia 01 de janeiro de 2016 do calendário gregoriano, corresponderia ao dia 19 de dezembro de 2015, no calendário Juliano? Ou seja, pelo calendário do Imperador Júlio Cesar, estaríamos ainda há 12 dias do ano novo...

Quem foi nosso Papa do calendário?
Homenagem ao Papa Gregório XIII na Basílica de São Pedro.

Gregório XIII (1502 – 1585), nasceu Ugo Boncompagni, foi Papa da Igreja Católica Romana de 1572 a1585. Nascido em Bologna, Itália, promulgou o Calendário Gregoriano e fundou o sistema de seminários para formação de padres católicos romanos. Estudou jurisprudência na Universidade de Bologna, onde doutorou-se em direito canônico e civil. Ensinou jurisprudência (1531-1539) na mesma universidade onde estudou. Por causa de seu conhecimento em leis canônicas, foi requerido (1539) pelo cardeal Parizzio para assessorá-lo em Roma, e nomeado pelo papa Paulo III juiz e consultor papal. Participou do Concílio de Trento (1545) como jurista papal. Foi assessor dos papas Pio IV (1559-1565) e Pio V (1565-1572), especialmente como conselheiro, jurista e diplomata da Igreja em questões internacionais. Após a morte de Pio V (1572) foi eleito papa aos setenta anos de idade, mas ainda cheio de energia, e adotou o nome de Gregório, que significa “o que vigia”, exercendo um mandato onde ainda havia muitas disputas com os reformistas protestantes. Morreu em Roma, na Itália, em 1585, nos deixando como herança o calendário que usamos até hoje.

Ângela Rocha
Catequista

Fonte: Diversas fonte da internet.