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sábado, 28 de dezembro de 2024

AS OITAVAS DO NATAL: FELIZ NATAL!

 Vocês sabem que não é errado desejar “Feliz Natal” depois do dia 25 de dezembro? Pois é, para a Igreja Católica, celebramos o Natal por mais OITO dias. São as “Oitavas do Natal”!

POR QUE NAS OITAVAS TODOS OS DIAS SÃO NATAL?

Infelizmente, a maioria dos católicos não sabe a importância das Oitavas de Natal, bem como da Oitava da Páscoa. Essas duas solenidades litúrgicas são as mais importantes do Ano litúrgico, pois marcam o Nascimento e a Ressurreição de Jesus, sendo assim, a Igreja prolonga as suas celebrações por oito dias.

Mas qual seria a sua intenção? Com o propósito de que esse “tempo especial de graças”, que significa a Páscoa e o Natal, estenda-se por oito dias e o povo de Deus possa “beber mais copiosamente” e por mais tempo as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas bênçãos copiosas.

Mas só poderá se beneficiar dessas graças abundantes e especiais aqueles que têm sede, que conhecem, que acreditam e que pedem. É uma lei de Deus: quem não pede não recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade.

Celebração dos santos nas Oitavas

As mesmas graças e bênçãos do Natal se estendem até o final da Oitava. Neste período, a Igreja acrescenta a celebração de alguns santos. No dia 26 de dezembro, por exemplo, a memória do grande Santo Estevão, o primeiro mártir do cristianismo, para que, com sua intercessão, as graças do Natal sejam ainda mais copiosas sobre nós.

Depois, temos a memória dos santos inocentes, os quais Herodes mandou matar. Eles intercedem por nós com seu sangue inocente. Também São João evangelista, o “discípulo que Jesus amava”, e outros santos.

No meio da Oitava, no domingo após o Natal, a Igreja nos faz olhar e meditar na Sagrada Família de Nazaré. É hora de dizer como a música: “Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!”. É o momento de fazer um longo silêncio diante do Presépio e aprender as grandes lições dessa Família através da qual o Salvador quis entrar em nossa história.

(Felipe Aquino – Blog Canção Nova).

OITAVAS DO NATAL

É importante resgatar a dimensão Pascal do Natal. O presépio, as encenações, os gestos e os cânticos do Natal e da epifania devem nos ajudar a celebrar a “passagem” solidária de Deus na pobreza da gruta, na manifestação Jesus aos povos, em Belém, e na manifestação a seu povo, no Jordão. Os ofícios de vigília, com o simbolismo da luz, retomam, de modo especial, o clarão da vigília pascal: lembram o nascimento e a manifestação do Senhor Jesus qual luz a iluminar os que andavam nas trevas. O Rito da aspersão, especialmente na festa do batismo, expressa o nosso mergulho na divindade do Cristo, do mesmo modo como ele mergulhou em nossa humanidade.

A prática da celebração das oitavas pode ter tido suas origens na celebração de oito dias da Festa dos Tabernáculos e da Dedicação do Templo do Antigo Testamento. Porém, o número “oito” também pode ser uma referência à ressurreição, que na igreja antiga era geralmente chamada de “oitavo dia”.

Por esta razão, antigas fontes batismais e tumbas cristãs tinham a forma de octógonos. A prática das oitavas foi introduzida pela primeira vez por Constantino I, por conta da festa de dedicação das basílicas de Jerusalém e Tiro, que duraram oito dias. Depois disso, festas litúrgicas anuais passaram a ser observadas na forma de oitavas. As primeiras foram a Páscoa, o Pentecostes e, no oriente, a Epifania. Isto ocorreu no século IV d.C. e indicava a reserva de um período para os conversos terem um alegre retiro.

O desenvolvimento das oitavas ocorreu vagarosamente. Do século IV até o VII d.C., os cristãos observaram as oitavas com uma celebração no oitavo dia, com poucas liturgias durante os dias intermediários. O Natal foi a próxima festa a receber uma oitava. Já pelo século VIII d.C., Roma tinha desenvolvido oitavas não somente para Páscoa, Pentecostes e Natal, mas também para a Epifania e as festas de dedicação de igrejas individuais. Do século VII d.C. em diante, as festas dos santos também passaram a ter oitavas (uma festa no oitavo dia e não uma festa de oito dias), sendo as mais antigas as festas de São Pedro e São Paulo, São Lourenço e Santa Inês. A partir do século XII d.C., o costume passou a ser a observância dos oito dias intermediários, além do oitavo. Durante a Idade Média, as oitavas para diversas outras festas e dias santos eram celebradas de acordo com a diocese ou a ordem religiosa.

Fonte: Mons. Carlos - http://encontrocomcristo.com.br/oitava-do-natal/


CELEBREMOS!



segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

CURIOSIDADES DE NATAL: O PRESÉPIO

O Presépio...

O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, Francisco resolver festejar na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média.






quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

“NASCIDO DE MULHER, NASCIDO SOB A LEI”: NATAL SEGUNDO SÃO PAULO

 
Imagem: Greyson Joralemon no Unsplash

Um texto "teológico" sobre o Natal, que deve ser lido com carinho e atenção. Ele nos diz tudo que precisamos saber sobre Jesus filho do homem. Paulo não fala de presépio, manjedoura ou pastores, mas anuncia o essencial: o nascimento do Salvador na carne, para nossa salvação. Deus assume a história do homem em seu Filho, uma história de miséria e pecado; ele o assume, o ama e, amando-o, o salva: porque só o que é verdadeiramente amado pode ser resgatado. Nosso Deus é “humano” e humanitas é a celebração de sua divindade.

A passagem mais antiga do Novo Testamento relativa ao nascimento de Jesus encontra-se na Carta aos Gálatas: “Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para redimir os que estavam sob a Lei., para que recebamos adoção de crianças”( Gal 4, 4-5).

É provavelmente o momento culminante da Carta, em que Paulo anuncia o cumprimento da salvação. Deus Pai intervém no curso da história com um acontecimento extraordinário, pois é chegada a plenitude (em grego: "o enchimento") dos tempos: o tempo messiânico. As eras que antecederam este ponto de inflexão não são apenas um período anterior, mas um tempo de preparação e espera pelo cumprimento das promessas do Antigo Testamento. Estas já se tornaram realidade porque começou o tempo do Messias, e é o tempo novo e definitivo, o tempo da salvação: Deus enviou o seu próprio Filho, Jesus, “nascido de mulher, nascido sob a lei” ( Gal 4, 4). O grego propriamente "tornou-se da mulher", mas já a Vulgata, que traduziu filium, factum ex muliere, tem vários manuscritos que traduzem natum ex muliere , talvez para mitigar o escândalo da realidade humana do nascimento de Jesus.

Numa síntese extraordinária, o Apóstolo apresenta o mistério da Encarnação: antes de tudo, a pré-existência divina de Jesus, que é Deus e Filho de Deus; depois a sua natureza humana: o Filho é ao mesmo tempo filho do homem, visto que é gerado pela mãe. “Nascer de mulher” indica precisamente que Jesus nasceu verdadeiramente homem, desde o primeiro momento da sua concepção e da sua entrada no mundo: uma humanidade como a nossa, carente de cuidado, atenção, ternura, amor. No entanto, imediatamente se diz que não é uma humanidade gloriosa: o anúncio, pelo contrário, revela a humilhação de Jesus desde o nascimento. Na Carta aos Romanos, pouco depois da Carta aos Gálatas, Paulo especifica: Deus enviou "o seu Filho numa carne semelhante à do pecado" ( Rom. 8,3), ou seja, compartilhar a carne do pecado, porque entra em um mundo e em uma história marcados pelo mal, pela dor, pela miséria humana.

A primeira expressão que sublinha a humilhação de Jesus é precisamente o seu "ter nascido de mulher". Na Bíblia, a fórmula indica a condição humana, a fragilidade e corruptibilidade da carne, a precariedade da existência e a incerteza do presente. Jó afirma claramente: “O homem, nascido de mulher, tem uma vida curta e cheia de inquietações; como uma flor, ela brota e murcha, foge como a sombra e nunca para" (Jó 14,1-2). Nos Hinos de Qumran, "nascido de mulher" significa "formado de pó", "criatura de barro" (1 QS 11,215; cf. F. García Martínez, Textos de Qumran , Brescia, Paideia, 1996, 95).

Karl Rahner medita sobre o significado de “fazer-se carne”: “A eternidade se fez tempo, o Filho se fez homem, Idealidade, o Logos que toda a realidade abraça e penetra, se fez carne, e o tempo e a vida humana se transformaram: desde que o próprio Deus se fez humano carne. [...] Agora que ele realmente se fez homem, este mundo com seu destino está em seu coração, agora não é só sua obra, mas uma parte de si mesmo. [...] agora Ele também está na nossa terra, onde não tem uma existência melhor que a nossa, onde não lhe foram assegurados quaisquer privilégios, mas sim todas as partes do nosso destino: fome, cansaço, hostilidade, angústia de ter que pereça e morte miserável. A verdade mais improvável é esta: o infinito de Deus penetrou na angústia humana, a bem-aventurança assumiu a tristeza mortal da terra, a vida acolheu a morte em si mesma "(O ano litúrgico . Meditações , Brescia, Morcelliana, 1962, 15 s).

A segunda expressão que acentua a humilhação é "nascer sob uma Lei" (não há artigo em grego). Jesus não é apenas um homem entre os homens, mas também um judeu: está sujeito à legislação mosaica. Depois veio na forma de um escravo: a situação do homem antes da vinda messiânica, para operar precisamente a Lei (cf. Gal 4,5), ou seja, uma norma externa, à qual ele deve se submeter, obedecer e que envolve até o pena de morte. O Senhor, perfeitamente livre perante a Lei, submeteu-se a ela, para ser igual a nós em tudo exceto no pecado.

No entanto, o que pode parecer uma humilhação paradoxalmente abre para uma dimensão positiva de liberdade e fraternidade: Jesus nasceu sob a lei para redimir aqueles que eram escravos da lei. Ele assumiu a carne que carrega em si as consequências do pecado para transformar a realidade do pecado em uma lógica de amor. E ele nasceu de mulher para que todos os nascidos de mulher pudessem acolher a sua proximidade e solidariedade.

Assim se cumpre o mistério da Encarnação, que Jesus nos dá, mas que exige também colaborações insubstituíveis: Deus precisa dos homens. "Nascer de mulher" pressupõe o nascimento de uma mãe; "Nascido sob a lei" implica um pai "legal", o que lhe permite entrar na dinastia messiânica. A criança que nasceu sem pai no mundo judaico da época não tinha direito à cidadania ou mesmo o direito de falar em público. Sem um pai terreno, Jesus não poderia proclamar o Evangelho. Por volta do final do século I, um rabino encontrou em Jerusalém uma espécie de registro com a lista de filhos ilegítimos de mulheres casadas (HL Strack - P. Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, I, München, Beck, 1956, 42). Deus precisa de Maria e José para nossa salvação; e ele pedirá aos apóstolos que continuem sua missão salvadora na história.

Jesus, salvando-nos, faz-se nosso irmão e nos torna filhos de Deus. Paulo usa um termo técnico jurídico: "Para que recebamos adoção de crianças" ( Gal 4,5b). A nova realidade é, portanto, ser filhos adotivos, familiares de Deus: ela estabelece uma relação única, íntima, totalmente pessoal com o Pai. Com outra consequência: ser "filhos" envolve o dom do Espírito, o Espírito de Jesus e do Pai. O batismo, isto é, a imersão no Filho, repropõe a relação pessoal com Deus nos nossos corações e permite-nos clamar: “Aba, Pai” (v. 6).

Segue uma cristologia que é ao mesmo tempo soteriologia: "O Filho é inteiramente Filho para nós!" (F. Mussner, The letter to the Galatians , Brescia, Paideia, 1987, 422). Ele nasceu na história para nós: um acontecimento que transforma o mundo e marca indelevelmente a história. Não é por acaso que o seu nascimento se tornou um divisor de águas entre um antes e um depois, é uma novidade absoluta para a qual o fluxo dos acontecimentos humanos se distingue entre um "antes de Cristo" e um "depois de Cristo".

Aqui está o Natal de acordo com Paulo. O apóstolo não fala de gruta, manjedoura, presépio, anjos, pastores; ele não menciona o nome de Maria e nem mesmo menciona José. Não há Belém, o hotel onde não havia quarto não é mencionado; Herodes, os doutores da lei e os magos estão desaparecidos. No entanto, há o essencial: o nascimento do Salvador na carne para nossa salvação.

A vinda de Jesus pôs fim ao "nada novo debaixo do sol" do sábio Qoèlet ( Qo 1,9) e destruiu a sabedoria dos antigos filósofos, para a qual tudo se repetia ciclicamente com um eterno retorno. Agora existe a maior novidade já revelada no passado, a única novidade que conta na história: é a novidade de Deus que se assume no Filho, o Emanuel, o "Deus conosco" ( Mt 1,22), o história do homem. Uma história que é uma mistura de misérias e fracassos, impregnada de egoísmo e pecado; mas o Senhor Jesus o assume, o torna seu, o ama e, por amá-lo, o salva. Porque apenas o que se ama verdadeiramente é redimido. Assim, a noite e as trevas da história e do homem tornam-se luz e tornam-se Noite Santa.

Na Carta a Tito, fiel discípulo de Paulo, o Natal é apresentado sob outro prisma: “A graça de Deus apareceu, levando a salvação a todos os homens e ensinando-nos a negar a impiedade e os desejos mundanos e a viver neste mundo com sobriedade, com justiça e com piedade” ( Tito 2, 11-12): página importante para orientar a vida do cristão. O texto continua: “Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso salvador, e seu amor pelos homens, ele nos salvou, não por obras de justiça que fizemos, mas por sua misericórdia, com uma água que regenera e renova no Espírito Santo, a quem Deus derramou sobre nós em abundância" ( Tt3,4-6a). Na Igreja, desde os tempos antigos, esta última passagem é proclamada na liturgia do Natal, na Missa da madrugada.

A graça de Deus, sua bondade, seu amor (em grego é philanthrōpia ) nos arrebatou, através do batismo, "da escravidão de todos os tipos de paixões e prazeres", e de viver "na maldade e na inveja, odiando e odiando uns aos outros" ( Tit 3: 3 ). O texto afirma que isso acontece com o derramamento do Espírito: um verbo é usado - "derramar" - que no Novo Testamento é usado para o sangue de Cristo, que é "derramado para a remissão dos pecados" ( Mt 26 : 28; cf. Hb 9 : 21-26).

Desta forma, há uma virada definitiva não só na história, mas também na vida do cristão: a Carta a Tito afirma que "estas coisas são belas e úteis aos homens" (Tt.3,8). É a beleza da vida cristã: “Desde o tempo em que o ódio mútuo era a premissa perdida, mesmo considerada necessária, para assumir compromissos de ordem pública nas esferas civil e política: portanto, daquela vontade de morte que é intrínseca ao exercício de poder, passamos a uma nova situação, em que nos iluminou a perspectiva de uma morte por amor, ou seja, de uma política como esvaziamento do poder! […] Somos espectadores da “epifania” da “filantropia”, isto é, da verdadeira e única amizade para os homens que é “a bondade de Deus nosso Salvador”. [...] Portanto, onde foi derramado o Espírito Santo, fomos selados em uma relação de comunhão com sua maneira de morrer por amor, que venceu o ódio e inaugurou a política da beleza., como responsabilidade pública por excelência" (P. Stancari, O mistério da piedade , Rende [Cs], R-Acolhimento, 2019, 124 s).

A forma como a Vulgata traduz a philanthrōpia do texto grego em latim também é iluminadora (cf. Tt 3,4 ). Para celebrar a divindade de Deus, ele traduz - com um golpe de gênio - philanthrōpia com "humanidade" (humanitas), como que para indicar que para nós a bondade e o amor divino são humanitas. Nosso Deus é "humano" e a humanidade é a celebração de sua divindade. O Apóstolo conclui: “Esta palavra é fidedigna e, por isso, quero que insista nestas coisas, para que os que crêem em Deus se esforcem por se distinguir na prática do bem” (v. 8). O cristão tem a vocação de dar a sua própria contribuição para o bem comum, distinguindo-se por aquela caridade que é participação na vida de todos, portanto também na vida da comunidade social e política em todos os seus níveis.

Celebramos o Natal com luzes, cantos e festas que nos tocam intimamente, mas não devemos esquecer que a beleza da festa natalícia para o cristão é o testemunho da vida batismal, é a perseverança na graça, na vida nova em Cristo, no dom de si feito aos irmãos, no ser humano que deve participar dos outros e que o Senhor Jesus, Filho de Deus, nos revelou fazendo-se homem por nós. Esse nascimento afirma o valor da nossa dimensão humana, porque o Natal é uma palavra de bênção para toda a nossa “carne”.

 

FONTE:

La Civiltá Cattolica nº 4115 - pgs 417 – 422 - Ano 2021 - Volume IV - 4 de dezembro de 2021

sábado, 19 de dezembro de 2020

ANÚNCIO DO NATAL PARA UM MUNDO DEVASTADO

Imagem: Joanna Kosinska - CEBI.ORG

Neste quarto domingo do Advento, retomamos um evangelho muitas vezes lido e repetido nas nossas liturgias: Lucas 1, 26- 38. É o relato de como o anjo Gabriel anunciou a Maria que ela estava grávida e seria a mãe de Jesus, o Salvador do mundo.

Quando, nos anos 80 do primeiro século, a comunidade do evangelho escreveu este relato, o fez como midrash, isso é, comentário em forma de narração, de um belo poema do profeta Sofonias (Sof 3, 14- 17). A comunidade profética escreveu esse poema seis séculos antes da nossa era. Naquela época, o povo de Judá via o seu país ser destruído pelos babilônios e a própria fé entrava em crise profunda. O cativeiro era uma negação das promessas de Deus. Era como hoje em dia as pessoas que dizem: fiz promessa, Deus vai me proteger. E aí adoece ou até morre. Os salmos da época, como o 43, o 77 e o 80, gritavam: Onde está Deus que não vê o que está acontecendo? Ele se esqueceu da sua promessa? Abandonou o seu povo?

Naquela situação, a profecia de Sofonias fala de Jerusalém como sendo uma moça pobre “filha de Sião”. E diz a ela: “Alegra-te. O Senhor está contigo, está no meio de ti e em ti”. A esta pobre comunidade impotente e invadida, Sofonias anuncia a restauração da vida e da aliança de libertação em Deus (entre as tribos) e com Deus.

Alegra-te. O Senhor está contigo.  São as mesmas palavras que o anjo Gabriel retoma quase literalmente a Maria. Assim, Lucas afirma que Maria é a nova “filha de Sião”. Ela representa a nova comunidade pobre que no meio da sua impotência e da sua pobreza, é visitada pela graça (O Senhor está contigo). Assim como Abraão e Sara, velhos  e estéreis, foram chamados por Deus a serem o início de um novo povo. Também Zacarias e Isabel, velhos e estéreis, recebem do mesmo anjo Gabriel o anúncio do nascimento de João, o filho profeta. Assim também, Maria representa a nova humanidade a quem Deus vem visitar e tornar fecunda.

Gabriel é o mensageiro (em grego, anjo) que, conforme a Bíblia, apareceu duas vezes ao profeta Daniel. No evangelho de Lucas, anuncia o nascimento de João Batista e de Jesus. Em hebraico, Gabriel significa apenas “homem de Deus”. Mais tarde, conforme o Corão, foi ele quem apareceu ao profeta Muhamad (Maomé) e ditou a revelação islâmica. Ele sempre aparece em situações de muita tribulação e angústia do povo pobre.

Quando o anjo promete que a Ruah Divina cobrirá Maria com sua sombra, está recordando o Êxodo e a caminhada do povo hebreu no deserto. O livro do Êxodo conta que, durante a caminhada no deserto, o povo se dirigia a uma tenda vazia e uma nuvem escura cobria a tenda com a presença divina. Ali na Shekiná, a tenda divina, Deus escutava os pedidos do povo e os atendia, como Mãe a seus filhos e filhas. Agora a mesma sombra divina, que cobria a tenda no deserto, desce sobre Maria. Ela é a nova tenda, o novo útero, a partir do qual a nuvem da Divina Ruah vai gerar o Cristo.

Hoje, relemos este evangelho para reafirmar que a Ruah Divina vem de novo com sua sombra cobrir as novas tendas da presença divina. Somos nós estas novas tendas da presença divina que temos de lembrar ao mundo que o projeto divino é contrário à sociedade do desvínculo e da indiferença social. Hoje são as comunidades que dão a Maria um corpo social. Por obra do Espírito Santo, geram para este mundo um novo Natal. Fazemos isso através da amorosidade da vida, traduzida em solidariedade.

Estamos vivendo este Natal de 2020 mergulhados em uma pandemia que, somente no Brasil, infectou quase dois milhões de pessoas e matou 180 mil. Em meio a essa tragédia, o vírus é instrumento de uma política genocida para, literalmente, dizimar comunidades indígenas, quilombolas e populações de periferia. Tudo se torna mais difícil porque não adianta culpar apenas o presidente. Atrás dele, há uma elite escravagista e uma mídia interesseira que se servem da loucura e irresponsabilidade dos políticos que estão no poder para garantir seus privilégios. O pior de tudo é que em nome de  Jesus e gritando Deus acima de todos, católicos e evangélicos apoiam e sustentam esta iniquidade.

Hoje, este evangelho que anuncia o nascimento de Jesus vem nos dizer algumas coisas boas e outras desafiadoras. A boa é que o Senhor vem e está em nós e no meio de nós. É fonte de libertação e de vida nova para nós e para a humanidade.  O aspecto desafiador é que é o nosso Deus vem, como veio no Natal. Não vem como Deus poderoso para resolver tudo com milagre e através do poder. Vem como pequenino e impotente.

Os evangelhos contam que, várias vezes, Pedro, os outros apóstolos e mesmo João Batista na prisão cobravam de Jesus a postura de um messias poderoso e que trouxesse ao mundo o julgamento de Deus. Até hoje, a Igreja fala da imagem simbólica do Cristo glorioso, Senhor da história que virá revestido de poder.  Os cristãos das primeiras gerações se frustraram porque esta manifestação gloriosa de Jesus não acontecia logo.

É melhor aceitarmos que o Natal acontece quando nos deixamos engravidar deste novo modo de ser amor, na nossa vida pessoal, no nosso modo de ser Igreja e de sermos cidadãos e cidadãs do mundo. Aí sim, vamos inundando o mundo de Natal. Nos anos 80, na Argentina, Mercedes Sosa nos fazia ouvir a bela Canción de cuña navideña:

Todos tan alegres, llegó Navidad
y en mi rancho pobre, y en mi rancho pobre
tristeza sonó igual.
No llores mi niño, ya no llores más
que nadie se acuerda, que nadie se acuerda
que no tienes pan.
Allá en un pesebre, dicen que nació
un niñito rubio, rubio como el sol.
Dicen que es muy pobre, pobre como tú
destino de pobre, destino de pobre
destino de cruz.

Texto de Marcelo Barros

FONTE: https://cebi.org.br/reflexao-do-evangelho/reflexao-do-evangelho-anuncio-do-natal-para-um-mundo-devastado/

* Tradução da Canção:

Todos tão felizes, o Natal chegou

e em meu pobre rancho, e em meu pobre rancho

a tristeza é a mesma.

Não chore meu filho, não chore mais

que ninguém se lembra, que ninguém se lembra

que você não tem pão.

Lá na manjedoura, dizem que ele nasceu

um menino loiro, loiro como o sol.

Dizem que ele é muito pobre, pobre como você

o destino do pobre, o destino do pobre

destino de cruz.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

EU ACREDITO EM PAPAI NOEL...

Imagem: estilizada

Sim, eu acredito em Papai Noel! Assim como acredito em Nosso Senhor Jesus Cristo. Estranho que uma pessoa religiosa acredite e ame a tradição do Papai Noel? Talvez. Ou talvez não, se ela conheceu de verdade, o Papai Noel.

E foi numa época e numa circunstância, em que não era fácil ser Papai Noel. Não quando se tinha dez filhos, não num tempo de crise. E houve natais em que era um presente só, para duas crianças. Mas, ele vinha. Não de roupa e gorro vermelho. Mas, de roupa comum do trabalho. Chegava na noite de Natal com seu saco às costas, para alegria da criançada. E havia natais que tinha festa. Porque era também o aniversário do Papai Noel. E tinha todas aquelas coisas gostosas, que só no Natal é que via: farofa, cabrito, leitão, bolacha...

Lembro-me de um Natal quando tinha cinco ou sei anos. Morávamos no interior, não me lembro exatamente o que meu pai fazia nessa época, só sei que morávamos numa casa nos fundos da casa de uma outra família. Para variar, nossa situação financeira não era lá muito boa. As coisas eram difíceis para as oito crianças a espera da nona. Meu irmão mais novo nasceu nessa casa.

Meu Pai chegou bem tarde naquela véspera. Trazia às costas, um saco cheio de coisas para nós. Éramos então nove filhos nessa época. Para as meninas menores, eu e minha irmã, ele trouxe uma bonequinha de plástico para cada uma, daquelas com cabelo que parece de milho. Para os dois meninos mais novos ele trouxe um carrinho. UM só. Um dos meus irmãos, o mais velho, recusou e disse que queria um presente que fosse só dele. Ah! Aquele Papai Noel risonho, sabia ficar zangado: e o cinto fez meu irmão chorar e minha mãe ficar triste. São tristes lembranças de Natal. Nessa casa, não havia água encanada nem poço, e precisávamos pedir licença para nossos vizinhos da frente para pegar água num cano que passava no meio do terreiro entre as duas casas. Isso fazia com que a água para a casa da frente fosse interrompida e isso nos custava muitos xingos. Anos mais tarde minha mãe me contou que essa família chegou a nos sustentar por uns tempos. Acabaram sendo padrinhos de meu irmão que nasceu lá. Eram épocas de vacas muito magras.

E, por falar em vaca, eu estava brincando no “potreiro”, tinha ganho um lindo casaquinho de flanela estampada de amarelo. Minha mãe costurava nossas roupas. E, no corre corre da brincadeira, comecei a sentir calor e coloquei meu “paletózinho” novo na cerca. E uma vaca veio e mastigou! Que coisa! Chorei muito... mas, não tinha como fazer outro naquele ano.

Mas nem tudo era tristeza. Brinquei muito naquele lugar. O sítio proporciona isso pra gente: espaços abertos, natureza, árvores, riachos, crianças. As crianças não veem a vida com olhos de tristeza. Elas têm olhos de aventura, enxergam aquilo que os adultos já esqueceram.

Voltei àquele lugar quando adulta. Qual não foi a minha surpresa ao observar que, aquele mundão de aventuras, aquelas coisas que para mim eram tão grandes, pareciam agora, tão “pequenas”. Meus olhos já não tinham tanta perspectiva: O filete de água do riacho já não parecia com um grande rio a ser atravessado, o grande pasto não passava de meio alqueire. Como diria Rubens Alves: já não há jabuticabas a serem comidas no galho mais alto. E nem eram jabuticabas, só gabiroba mesmo...

Mas, independente de algumas tristezas nas minhas lembranças, o Natal sempre foi para mim uma época mágica. E essa magia vem do “dia”. Que para mim, lá na infância, não era de Jesus e sim do Papai Noel. Quando eu era criança não havia presépios elaborados, grandes árvores de Natal ou ceias fartas. Mas, havia natal! Era um dia “natalino”, porque Natalino era meu pai. O dia 25 de dezembro era aniversário do meu Pai. Não era o menino Jesus que eu esperava com ansiedade, era o dia do aniversário do Papai Noel.

Minhas lembranças não são tão claras, e não posso dizer que todos os natais foram assim. Mas, quando nossas condições permitiam, havia sempre festa. Um cabrito era assado lá no quintal numa fogueira no chão, muita gente (muitos desconhecidos), minha mãe fazia maionese, farofa, macarrão e bolacha de sal-amoníaco. E o almoço do dia 25 de dezembro era sempre muito especial. Minha mãe costurava roupas novas pra gente. Eram coisas muito simples.

Na nossa realidade do resto do ano, havia frango só no domingo mas, no Natal, havia um monte de coisa. Era “a” festa! E como Papai Noel era alegre, brincalhão, sorridente. Posso ainda escutar sua risada ecoando em meus ouvidos. Posso ver seu rosto nitidamente como se fosse hoje. Ele tinha cheiro de madeira da serraria: canela, imbuia, pinheiro.

Eu tinha um “Papai Noel” só para mim. Um homem muito especial, de coração enorme, que sabia ajudar qualquer pessoa que precisasse. Muitas e muitas vezes eu o vi trazer pessoas carentes pra casa (como se ele mesmo não fosse um de vez em quando!), para dar de comer, ajudar a arrumar trabalho. Na festa dele, eram convidados todos que passassem na rua...

E lembrar disso tudo, ainda faz o Natal ser especial. Mesmo neste Natal, em que não podemos reunir a enorme família do Seu Natalino (Meu papai Noel), eu sorrio e penso como esta época é especial. Ele já não está vindo mais há 42 anos, mas, continua aqui, no meu coração. Seu sorriso, sua alegria, sua bondade de coração... Não há como esquecer! Meu papai Noel nem sempre tinha presentes a oferecer, exceto sua alegria, mas, isso bastava para  mim.


*Minha música de Natal preferida, escute, é linda!

 https://www.youtube.com/watch?v=0u5UvnKlCTA

♫ O primeiro Noel, os anjos disseram, surgiu como certo
Para os pobres pastores nos campos onde guardavam suas ovelhas
Em uma noite fria de inverno, mas era tudo tão maravilhoso...
Noel, Noel, Noel, Noel, Nasceu o Rei de Israel!

Eles olharam para cima e viram uma estrela brilhando para além deles ao longe e para a Terra lançava uma grande luz...
E assim continuou... Dia e noite...
Noel, Noel, Noel, Noel, Nasceu o Rei de Israel!

Aqueles trio de sábios completamente reverentes
de joelhos ofereceram na presença Dele: seu ouro, mirra e incenso.
Noel, Noel, Noel, Noel, nasceu o Rei de Israel!
Noel, Noel, Noel, Noel, Nasceu o Rei de Israel!

 (The first Noel – Música natalina do século XIX).  


Ângela Rocha - Catequistas em Formação



terça-feira, 14 de janeiro de 2020

PRESÉPIOS CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO

Durante o mês de dezembro, nas duas últimas semanas, promovemos um "concurso" de presépios com os catequistas do nosso grupo no Facebook. A ideia foi da Vivian Leite, catequista de São Paulo, que começou a história apresentando o próprio presépio:

Vivian Leite - São Paulo SP

E foi um SUCESSO!


Catequistas de todo Brasil publicaram fotos dos seus presépios de casa, alguns da paróquia, outros da catequese. Todos absolutamente LINDOS! E escolher os mais significativos para serem votados foi difícil! Mas, dos mais de 100 presépio foram selecionados os seguintes:


Ana Lucia Almindo (exposição de presépios dos cateqquizandos), Heloisa Silva, Raimundo Cesa, Suzana Lossurdo, Juliana Bellozo, Marcio Prazeres (2 presépios das crianças da exposição promovida pela catequese), Nilva Mazzer, Adriana Pereira, Josefa Macleide Gomes Da Silva Gonçalves, Rosane C. Barbosa, Camila Viccioli ( 2 presépios muito fofos), Andreia Soares, Clarice Vieira Giasson, Rita Fernandes, Rosalia Nogueira Rodrigues, Marciano Ribeiro, Catari Viana, Rosana Lima da silva.


Feita a escolha, cada um contou um pouco da história do seu presépio para que os catequistas do grupo votassem nos 5 melhores, para serem premiados. Foi mais difícil ainda escolher, mas, aí estão eles:

Heloísa Silva - 1º LUGAR (91 votos)
Presépio montado na casa da minha mãe (82 anos). Moramos em Ceilândia - DF. Todo ano tenho a incumbência de montar o presépio, ela fica ansiosa, esperando. Embaixo do menino Jesus ela colocou um pedido para que eu engravide. Então todos os anos quando monto, devolvo o pedido no lugar.

Juliana Bellozo -  também em 1º LUGAR (91 votos) - Empatou com a Heloísa!

Presépio eu que fiz de biscuit e em cada peça eu coloquei um ímã. Ele está na tampa de uma lata de panetone. A ideia de colocar o ímã foi dos meus catequizandos. Eu uso sempre na catequese. Meus catequizandos sempre querem que eu dê pra eles as peças! rsrsrsrs. Sou de Rolândia-Pr. e dou catequese na paróquia São Pedro Apóstolo e Nossa Senhora de Fátima - Arquidiocese de Londrina PR.

Nilva Mazzer - 2º LUGAR - 65 votos
Fiquei muito feliz por meu presépio estar entre os escolhidos. Ganhei na confraternização de final de ano da nossa catequese aqui da Paróquia São José Operário de Maringá, da nossa equipe da coordenação. E o mais legal de tudo, ele foi feito por uma catequista nossa, que também faz parte do grupo: Regina Celia Fregadolli Auada. 



Clarice Vieira Giasson - 3º LUGAR - 48 votos
Estou muito feliz que a foto dessa turminha linda foi classificada para a escolha do presépio mais curtido desse grupo! 💝 Sou coordenadora da catequese em minha comunidade, Paróquia Nossa Senhora Medianeira de todas as Graças, na cidade de Medianeira- Paraná, e também Catequista junto com meu esposo Rogério, nessa turma de 2ª etapa. Trabalhamos sobre o presépio e eles amaram pintar, recortar e montar juntos. Estamos estudando e colocando em prática a catequese mistagógica e acredito que podemos sim fazer a diferença na vida dos pequenos, mostrando o amor pelo Céu, pelas coisas de Deus!

Rita Fernandes - 4º LUGAR - 47 votos
O meu presépio é bem simples, feito de papelão, as imagens foram impressas no computador e colorida pelos meus netinhos que queriam saber o que é o presépio, eles tem 8 e 5- 9 e 6 anos, como ficaram em casa após termino das aulas, resolvemos fazer um mini presépio, eles amaram, e ficaram encantados com a história do nascimento de Jesus. Maravilhoso ver aqueles olhinhos brilhando de curiosidade...❤✨✨ Sou da Paróquia Santuario Fátima -

Suzana Lossurdo - 5º LUGAR - 44 votos
Meu presépio. Tão espaçoso quanto a dona. 😊 Já o monto há 22 anos, cada vez de uma forma diferente. Quando meus filhos eram pequenos, os animais passeavam por todo os lados, ora juntos, ora separados. De repente sumiam todos e apareciam novamente. Hoje, finalmente, eles ficam sempre no mesmo lugar. Sou de Barra Bonita/SP. Paróquia São José.

Raimundo Cesa - 6º LUGAR - 40 votos.
O Meu presépio foi baseado na realidade em que vivemos, em um mundo onde a simplicidade prevalece....moramos no interior do estado do Ceará, a 350 km da capital, somos uma capela pequena..e nosso presépio representada a nossa simplicidade, representa o Deus menino que enxergamos em nossa realidade: Iluminado e que nasceu no meio da simplicidade.Utilizei material do nosso cotidiano e cotidiano rural, como o pote de barro, as plantas e as raizes. Sou da Cidade de Dep. Irapuan Pinheiro-Ceará.

Adriana Pereira - 7º LUGAR - 39 votos
Em nossa Paróquia (Sr. Bom Jesus - Monte Alto - SP) realizamos pela primeira vez uma exposição de presépios. As pastorais e comunidades prepararam seus presépios de acordo com o tema sugerido. Tivemos presépio de migrantes, de moradores de rua, oriental, dentre outros. Minha comunidade foi responsável pelo presépio indígena e a ideia foi retratar que Jesus pode nascer nas mais diversas realidades. Foi uma experiência enriquecedora de partilha, espiritualidade e de união.

Rosália Nogueira Rodrigues - 8º LUGAR - 35 votos
O meu presépio foi realizado em família. Tenho 4 filhos e por isso a construção do presépio é um momento de muita alegria e um espaço de imaginação, trabalho de equipe e oração. Somos de Leiria - Fátima - Portugal.

Camila Viccioli - 9º LUGAR - 35 votos
Aqui estão meus dois presépios, que montei com toda simplicidade, porém com o mais importante de todos: o amor em Jesus. Um deles foi feito na lata de sardinha. Sou Camila da cidade de Cândido Mota - SP.

Rosane C. Barbosa - 10º LUGAR - 34 votos
Boa tarde catequistas. Agradeço o carinho e oportunidade. Sou Rosane, de Contagem/MG. Este presépio ganhei de minha mãe, falecida em 13 de maio deste ano passado, 2019. E que muito me honra ter, porque como minha primeira catequista, ela me ensinou a importância da nossa Sagrada Família de Nazaré. É um presépio em miniatura, artesanal e me acompanha o ano todo. No advento coloco essa mini-velinha, no natal acendemos e rezamos pro menino Jesus abençoar todas as famílias do mundo. Neste Natal, minha mãe ficou com nossa mãe do céu, Jesus e José, a interceder por nós, como um anjo. Desejo a todos um ano cheio de bênçãos!

Andreia Soares - 29 votos
Meu presépio tenho há mais ou menos dois anos.Tinha uma vontade enorme de ter um, pois montava o da igreja onde participo há 17 anos. Mas meu sonho era ter o meu e com a graças de Deus consegui .Minha vontade é ter peças maiores.
Comunidade Nossa Senhora da Paz Arujá / São Paulo.


Catari Viana - 28 votos
Desde criança admirava o presépio de minha avó . Era simples, na fazenda e não tinha luz, era iluminado com lamparinas a óleo. Hoje, não deixo a tradição ser esquecida. Amo fazer meu Presépio. Ele sempre tem no mínimo 3 metros de comprimento por 1 de largura, mas esse ano tive que fazê-lo em um espaço um pouco menor, mas também ficou bonito. E esse ano fui formando em etapas, até estar completo, com todos os personagens juntos no dia da Epifania do Senhor. E começo com a Nossa Senhora do Ó, ou da Expectaçao, que é a Nossa Senhora Grávida. Ainda não desmontei.. estou com muita pena.... 😯🙏❤❤❤
Sou da Paróquia de São José, em Piratininga, Niterói/ RJ.

Josefa Macleide Gomes da Silva Gonçalves - 28 votos
Presépio confeccionado em 03/12/2015 (Um tesouro precioso, guardado com carinho). Bem simples: as imagens foram impressas e coloridas por meus catequizandos que tinham idade de 5 a 8 anos. Comunidade São Francisco- Paróquia Senhor do Bonfim- Macurure - BA.

Rosana Lima da Silva - 28 votos
Bom esse é o meu presépio, ele é bem simples mas montado com muito carinho. Sempre quis ter um, mas nunca conseguia comprar! Rsrsrsrs... Faz uns 4 anos que consegui adquirir❤❤. Ele é montado na minha casa, num cantinho reservado no rack, coloco pisca-pisca pra deixar bem alegre. Moro na Comunidade de Nossa Senhora das Graças que pertence à Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus em Campos do Jordão - SP.


MARCIO PRAZERES - 27 votos
Dois dos presépios da primeira exposição da minha paróquia, feito com muito amor e carinho, com as famílias dos catequizandos. Com esses presépios trabalhamos catequese em família. Obs: a primeira exposição de muitas que vão vim.
Paróquia São Pedro, Diocese de Osasco SP.

Ana Lucia Almindo e Mara Gandolfe - 22 votos
Eu e a Mara Gandolfe, somos catequistas da comunidade N.S. das Dores (Paróquia Cristo Rei), cidade São Vicente, litoral de São Paulo, e todo ano nós pedimos para nossos catequizandos fazerem um presépio em casa com ajuda dos pais, para depois fazer exposição na comunidade. Como sempre eles se superam e aí estão, lindos como sempre.

Marciano Ribeiro - 20 votos
Este é o presépio de minha casa, todo ano faço questão de montá-lo, com todo carinho em um lugar de destaque, para a chegada do Menino Deus. O presépio foi comprado pela minha mãe, em Aparecida – SP, quando eu ainda era criança. Cada vez que o contemplo, sinto que no presépio, Deus se fez pequeno e se tornou nosso irmão. E, ainda nos dias de hoje quer renascer em nossos corações. Que todo dia seja Natal!  
Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso, Bom Sucesso – MG - Diocese de Oliveira.

Além dos selecionados acima tivemos muitos outros presépios, cada um mais bonito que o outro. Eles estão todos publicados no grupo Catequistas em Formação no Facebook: 

Quem quiser fazer parte do grupo, é só pedir adesão respondendo as perguntas!

* Também disponível no link: 
https://drive.google.com/drive/folders/1tiyjGytxH8uWYrZ2fGULjh_jyxGld39k?usp=sharing

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

HISTÓRIAS DE PRESÉPIO...

Presépio do Miguel

Preciso contar uma história do meu amiguinho Miguel, neto de uma catequista da minha paróquia.
Ano passado, o Miguel veio até minha casa para ver o meu presépio (todos os anos eu capricho muito) e disse que ia fazer um no próximo ano.
Este ano a avó até pensou que ele havia esquecido, quando, de repente, ele aparece em casa com tudo o que ele achava que deveria ter no presépio: vaca, elefante, onça...
Mas, ao montar a sagrada família, Maria quebrou. A avó pensou em mil soluções para resolver o problema, mas, o Miguel já tinha uma solução: sai e volta com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, dizendo que podia esta, já que Ela é a mãe de Jesus mesmo.
Creio que ele entendeu muito mais que muita gente por aí.

Catequista Suzana Lossurdo
Barra Bonita - SP

PRESÉPIO DA SUZANA: Um auto de Natal!










quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

FAZER O PRESÉPIO É CONVIDAR JESUS A ENTRAR NA NOSSA VIDA



"Jesus não muda magicamente as coisas, mas, se O acolhermos, todas as coisas podem mudar. Porque se Ele habita a vida, ela renasce. E se a vida renasce, é verdadeiramente Natal. Feliz Natal a todos”, disse o Papa Francisco na Audiência Geral.

Faltando apenas uns dias  para o Natal, o Papa Francisco dedicou a catequese desta quarta-feira (18/12) na Audiência Geral ao modo como estamos nos preparando para acolher o festejado.

Um modo simples, mas eficaz, afirmou o Pontífice, é preparar o presépio, recordando que este ano foi a Greccio – lugar do primeiro presépio idealizado por São Francisco – e que escreveu uma Carta Apostólica a respeito.

EVANGELHO VIVO
O presépio, de fato, é como um Evangelho vivo e nos recorda uma coisa essencial: que Deus não permaneceu invisível no céu, mas veio sobre a Terra, se fez homem.

“Fazer o presépio é celebrar a proximidade de Deus: é redescobrir que Deus é real, concreto, vivo e palpitante. Não é um senhor distante ou um juiz desapegado, mas é Amor humilde, que desceu até nós.”



Parar diante do Menino Jesus no presépio, aconselhou o Papa, é uma ocasião para falar das pessoas e das situações que temos no coração, fazer com Ele o balanço do ano e compartilhar as expectativas e as preocupações.

Ao lado de Jesus, vemos Nossa Senhora e José. A Sagrada Família é um evangelho doméstico. A palavra presépio, explicou Francisco, significa literalmente “manjedoura”, enquanto a cidade do presépio, Belém, significa “casa do pão”. Esses elementos nos recordam que Jesus é o nutrimento essencial, o pão da vida. “É Ele que alimenta o nosso amor, é Ele que doa às nossas famílias a força para ir avante e nos perdoar.”

CONVITE À CONTEMPLAÇÃO
O presépio, acrescentou o Papa, nos oferece outro ensinamento de vida: nos ritmos às vezes frenéticos de hoje é um convite à contemplação. Nos recorda a importância de parar. “Porque somente quando sabemos nos recolher, podemos acolher o que conta na vida.”
Francisco contou que ontem lhe deram de presente uma imagem pequena, com José acudindo o Menino e Maria descansando, cujo nome era: "Deixemos a mãe repousar". "Quantos entre vocês têm que dividir a noite entre marido e mulher para acudir a criança que chora, chora, chora...Deixemos a mãe repousar. É a ternura de uma família, de um matrimônio."

IMAGEM ARTESANAL DE PAZ
O presépio, portanto, é a imagem artesanal da paz num mundo onde todos os dias se fabricam inúmeras armas e tantas imagens violentas.
Queridos irmãos e irmãs, concluiu o Papa, do presépio podemos colher o ensinamento sobre o sentido próprio da vida. Agora não estamos mais sós, há uma novidade decisiva: Jesus.

“Jesus vem na nossa vida concreta, por isso é importante fazer um pequeno presépio sempre, porque nos recorda que Deus veio entre nós, nasceu entre nós, nos acompanha e se fez homem como nós. Na vida de todos os dias, não estamos mais sós. Ele habita conosco. Não muda magicamente as coisas, mas, se O acolhermos, todas as coisas podem mudar. Eu então faço votos de que fazer o presépio seja a ocasião para convidar Jesus na vida. Quando fazemos o presépio em casa, é como abrir a porta: entre Jesus. Fazer concreta esta proximidade, este convite a Jesus para que venha na nossa vida. Porque se Ele a habita, renasce. E se a vida renasce, é verdadeiramente Natal. 
Feliz Natal a todos!”

Papa Francisco 
VATICAN.NEWS