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sexta-feira, 23 de abril de 2021

O BOM PASTOR SE DESPOJA DA PRÓPRIA VIDA POR SUAS OVELHAS

 


Leia a reflexão sobre João 10,11-18

Texto de Tomaz Hughes.

O texto de hoje nos demonstra a compreensão que a Comunidade do Discípulo Amado tinha da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

A imagem escolhida é a do “pastor” – uma imagem muito usada nos escritos do Antigo Testamento (Sl 40,11; Ez 34,15; 37,24; Eclo 18,13; Zc 11,17; etc.). Às vezes é aplicada ao próprio Deus (Sl 23,1; Is 40,11; Jr 31,9), às vezes ao futuro rei messiânico (Sl 78,70-72; Ez 37,24), às vezes aos líderes político-religiosos de Israel (Jr 2,8; 10,21; 23,1-8; Ez 34). Também os Evangelistas Sinóticos a usaram bastante (Mc 6,34; 14,27; Mt 9,36; 18,12-13; 25,32; 26,31; Lc 15,3-7). Jesus é realmente pastor, pois Ele, o Filho do Homem, participa da condição humana, inclusive da morte, para nos conduzir à vida eterna. A palavra grega aqui usada para “bom”, “kalos”, significa “ideal” ou “nobre” e não somente eficiência na sua função. Assim é Jesus, pois livremente despoja-se da sua própria vida para salvar a vida do seu rebanho.

O texto contrasta a ação de Jesus com a atuação dos pastores mercenários, que não defendem o rebanho, mas somente cuidam dos seus próprios interesses. Aqui o texto está enraizado na tradição profética de Ezequiel (Ez 34, que vale a pena ler) que condenava os “maus pastores” do povo de Deus – os líderes religiosos e políticos do seu tempo (antes do Exílio e nos anos entre a primeira deportação para Babilônia e a destruição de Jerusalém em 587 aC), que somente exploravam o povo para o seu próprio proveito, abandonando-o nas horas de maior necessidade. Quanta coisa do tempo de Ezequiel e de Jesus pode ser aplicada quase que diretamente a muitos líderes políticos (e às vezes religiosos) dos nossos tempos!

O trecho destaca o verbo “conhecer” – Jesus conhece as suas ovelhas como conhece o Pai e é conhecido pelo Pai. “Conhecer”, na linguagem bíblica, não significa um saber intelectual, mas implica um relacionamento íntimo de amor e solidariedade. O conhecimento que Jesus tem dos seus discípulos nasce e se plenifica no amor que existe entre o Pai e o Filho. Não é um amor só de emoções ou sentimentos, mas um amor exigente, de assumir o outro até o ponto de doar a vida. Assim, a morte na Cruz – assumida livremente por Jesus – é a expressão suprema desse amor.

O amor não pode se restringir aos irmãos e irmãs da comunidade. A utopia proposta por Jesus é da união entre todos “os seus.”  Aqui, talvez haja uma referência às outras comunidades não-joaninas do tempo do escrito, mas também podemos aplicar o texto à missão universal da Igreja – a de colaborar na realização do Reino de Deus, pois todos os povos do mundo, sem distinção de raça, cor, cultura ou religião, são misteriosamente ligados a Jesus, morto e ressuscitado. Não devemos imaginar esse sonho como um crescimento da Igreja visível até que toda a humanidade faça parte dela; mas, muito mais como a realização do pedido do Pai-nosso – “seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu”, onde se procura o bem, a justiça e a fraternidade, mesmo fora da Igreja visível, onde se realiza o Reino, ou Reinado, de Deus.

Como seguidores do Bom Pastor, também somos convidados à vivência desse mesmo amor que exige o despojo da própria vida. Isso não implica necessariamente a morte física, mas, a morte ao egoísmo, e a todos os “ismos” que nos dividem e separam, seja por causa do gênero, raça, cor, classe ou cultura. Onde há luta em defesa da vida, lá existe a missão do Bom Pastor. Ele que veio “para que todos tenham a vida e a tenham plenamente!” (Jo 10,10)

Fonte: CEBI.ORG.BR

 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ROTEIRO DE ENCONTRO: O BOM PASTOR

VAMOS CONTAR A HISTÓRIA DO BOM PASTOR?

Será que dá pra gente montar uma tenda no meio da sala de catequese? Será que não podemos usar lençóis e cobertores amarrados nas cadeiras e criar um "ambiente" legal? A gente fazia isso na sala de casa quando era criança... Crianças pequenas, da pré-catequese ou do primeiro ano, adoram histórias! E criar um "clima" ajuda muito a que elas "internalizem" o que você precisa passar a elas.

AMBIENTAÇÃO:

- Usar tapetes e almofadas para as crianças ficarem à vontade e, se for possível, fazer uma “tenda” com lençóis ou outros tecidos disponíveis. Não precisa ser nada glamouroso ou elaborado, use a sua criatividade (Catequista sempre dá um jeito em tudo!). 

                                       (Tenda 1) 

(Tenda 02)

DESENVOLVIMENTO:

- Receber as crianças e pedir que entrem na tenda e fiquem à vontade, mas, sem bagunça;

- Sentando junto delas, aquietar o coração de todos lembrando que é um momento muito especial, para falar de Jesus e do quanto ele nos ama e nos cuida;

- Orientar as crianças a ficarem em silêncio para “escutar” as Palavras de Jesus (se as crianças são muito agitadas, colocar uma música, pedir que fechem os olhos e se imaginem num lugar cheio de paz e silêncio);

- Fazer a leitura do Evangelho de João 10, 1-10;
- Ler novamente, bem pausadamente, reforçando as passagens sobre as ovelhas e o pastor;
- Explique o significado da palavra redil (curral de ovelhas ou cercado onde ficam, no caso, no tempo de Jesus, era uma construção coberta, que tinha uma porta);
- O que será que Jesus quis dizer para nós? Qual a mensagem que ele quis que a gente aprendesse? Que “porta” é essa que Jesus fala?

- Vamos pensar e tentar entender... (Deixar que pensem a respeito e se quiserem responder, escute, mas, ainda não explique nada);

- Mas, agora, vamos contar a história do Bom Pastor de um jeito diferente. Vamos nos imaginar numa tenda no meio de um campo, só nós e as estrelas...

A tranquilidade das ovelhas

A noite estava escura, céu sem estrelas. De vez em quando ouvia-se o uivo de um lobo bem longe, misturado com o barulho do vento. As crianças reunidas na tenda do Mestre estavam com medo. O Mestre sentiu o medo nos seus olhos. Foi então que uma delas perguntou:
- Mestre, há um jeito de não ter medo? Medo é tão ruim!
O Mestre respondeu:
- Há sim... E ficou quieto. - Veio então a outra pergunta:
- E qual é esse jeito?
- É muito fácil. É só pensar como as ovelhas pensam...
- Mas como é que vou saber o que as ovelhas estão pensando?
O Mestre respondeu:
- Quando, durante a noite, as ovelhas estão deitadas na pastagem, os lobos estão à espreita. E eles uivam. As ovelhas têm medo. Mas aí, misturado ao uivo dos lobos, elas ouvem a música mansa de uma flauta. É o Pastor que cuida delas e não dorme nunca. Ouvindo a música da flauta elas pensam:

“Há um pastor que me protege,
Ele me leva aos lugares de grama verde
E sabe onde estão as águas límpidas.
Uma brisa fresca refresca a minha alma.
Durante o dia ele me pega no colo e me conduz por trilhas amenas.
Mesmo quando tenho de passar pelo vale escuro da morte
Eu não tenho medo. A sua mão e o seu cajado me tranquilizam.
Enquanto os lobos uivam, ele me dá o que comer.
Passa óleo perfumado na minha cabeça para curar minhas feridas
E me dá água fresca para sarar o meu cansaço.
Com ele não terei medo, eternamente...”

O Mestre parou de falar. Os olhos de todas as crianças estavam nele. Foi então que uma delas levantou a mão e perguntou:
- E os lobos? Eles vão embora? Eles morrem?
- Os lobos continuam a uivar. E continuam a ser perigosos. O pastor não consegue espantar todos eles. E por vezes eles atacam e matam. Mas as ovelhas, ouvindo a música da flauta do pastor dormem sem medo, não porque não haja mais perigo, mas, a despeito do perigo. Não há jeito de acabar com o perigo. Mas, há um jeito de acabar com o medo. Coragem é isso: dormir sem medo a despeito do perigo...

As crianças voltaram para suas tendas e dormiram sem medo, pensando os pensamentos das ovelhas... De vez em quando, lá fora, ouvia-se o uivo de um lobo faminto. Desde então, tornou-se costume contar ovelhinhas para dormir.

  Rubens Alves.
(Do livro: “Perguntaram-me se acredito em Deus”).

- Depois de contar a história, pergunte se alguém tem alguma dúvida ou quer falar alguma coisa, em seguida, pedir às crianças que se coloquem bem à vontade, que deitem nas almofadas e escutem a música com os olhos fechados.


- O encontro pode ser finalizado com orações espontâneas...

- Distribuir cartõezinhos que lembre o tema das ovelhinhas.

Modelo de cartão para a Missa do Bom Pastor ou para o encontro.

Carinhas que podem ser coladas em marca páginas ou lápis.

Ângela Rocha - Catequista
Equipe Catequistas em Formação