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sábado, 21 de fevereiro de 2026

ROTEIRO DE ENCONTRO PARA QUARESMA

🌿 ENCONTRO DE QUARESMA: ELE VEIO MORAR ENTRE NÓS

Tema: Ele veio morar entre nós (Jo 1,14)

Objetivo: Levar os catequizandos a perceber que a Encarnação revela um Deus próximo, que nos chama à conversão e à solidariedade, especialmente com quem não tem moradia digna.

🏠 1. Ambientação

  • Tecido roxo
  • Bíblia aberta em João 1,14
  • Vela / cruz
  • Imagem de uma casa (opcional)

😊 2. Acolhida

Pergunta: “O que faz um lugar ser ‘lar’ e não apenas ‘casa’?”

Deixe que falem livremente.

📖 3. Leitura Bíblica (Lectio Divina)

Texto: João 1,14

Passos breves:

        1. Leitura – repetir devagar

A Palavra estava no mundo, e por meio dela Deus fez o mundo, mas o mundo não a conheceu. Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o próprio Deus é quem foi o Pai deles. A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai. (NTLH).


2. Meditação – “O que este texto me diz?”


3. Oração – espontânea


4. Contemplação – silêncio curto


5. Ação – “O que isso muda em mim?” 

💬 4. Reflexão

Pontos simples e diretos:

  • Deus não ficou distante → veio morar entre nós.
  • Jesus conhece nossas alegrias e sofrimentos.
  • Hoje muitos não têm um lar digno.
  • Quaresma = tempo de:
    • rever atitudes
    • praticar caridade
    • sair do comodismo

Pergunta: “Se Jesus viesse hoje, onde nós O encontraríamos?”

 🎯 5. Dinâmica – “Se fosse comigo…”

Situações em papel (Figuras de revistas, jornais, internet):

  • família despejada
  • pessoa em situação de rua
  • casa sem segurança
  • quarto superlotado

Dividir os catequizandos em grupos de 2 ou 3. Cada grupo responde:

§  Como essas pessoas se sentem?

§  O que elas mais precisam?

Conclusão: Levar os catequizandos a ter empatia + fraternidade concreta.

 🤝 6. Compromisso Quaresmal

Sugestões:

  • Rezar por famílias sem moradia
  • Gesto concreto (doação / campanha paroquial)
  • “Jejum diferente”: menos julgamento, mais acolhida

 🙏 7. Oração Final

“Senhor Jesus, que vieste morar entre nós, ajuda-nos a reconhecer Tua presença nos que sofrem…”

Preces espontâneas + Pai-Nosso

🎯 Dinâmica Extra – “Bagagem da Quaresma”

Objetivo: Levar os adolescentes a refletirem sobre o que precisam deixar e o que precisam levar para viver bem a Quaresma.

Material:

  • Papéis pequenos
  • Canetas
  • Uma mochila / bolsa / caixa simbólica

Como fazer:

    1. Entregue dois papéis para cada adolescente.

    2. No primeiro papel:
    👉 “O que eu preciso DEIXAR nesta Quaresma?”. (ex.: raiva, preguiça, fofoca,         excesso de celular, mágoas…)

    3. No segundo papel: 👉 “O que eu quero LEVAR / CULTIVAR?”
    (ex.: paciência, oração, perdão, disciplina, caridade…)

    4. Convide-os a dobrar os papéis.

    5. Uma caixa pode representar:
    🧱 “Coisas que vou deixar para trás”

    6. A mochila pode representar:
    🎒 “Bagagem nova da Quaresma”

    7. Finalize dizendo:
    “Converter-se é escolher o que fica e o que vai.”

 🕯 Exame de Consciência Quaresmal (Adolescentes)

Pode ser feito em clima de silêncio, com música suave.

Sugestões de perguntas:

💭 Com Deus

  • Tenho rezado ou só lembro de Deus quando preciso?
  • Minha fé é vivida ou apenas falada?
  • Tenho vergonha de demonstrar minha fé?

💭 Com os outros

  • Tenho sido agressivo(a), irônico(a), indiferente?
  • Julguei alguém sem conhecer sua história?
  • Fui instrumento de paz ou de conflito?

💭 Comigo mesmo(a)

  • Tenho cuidado da minha mente e emoções?
  • Vivo comparando minha vida com a dos outros?
  • Tenho me tratado com respeito?

💭 Solidariedade

  • Tenho ignorado quem sofre?
  • Sou sensível às dores sociais (pobreza, fome, moradia…)?
  • Minha fé gera atitudes concretas?

Finalize com a oração:
🙏 “Senhor, mostra-me onde preciso mudar.”

 🎁 Lembrancinha Simbólica – Marca-página Quaresmal

✨ Opção 1 – Marca-página “Ele veio morar entre nós”

Frente: 📖 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1,14)

Imagem sugerida:


Verso:

🌿 Quaresma 2026


 “Nesta Quaresma, quero deixar:......................................

 "Nesta Quaresma, quero cultivar: ..................................."            

 

✨ Opção 2 – Cartão pequeno

Texto:

🌿 Quaresma 2026


Jesus veio morar entre nós.

Que eu abra espaço para Ele:
no meu coração,
nas minhas atitudes,
no cuidado com quem sofre.



Ängela Rocha
catequista e Formadora




terça-feira, 6 de maio de 2025

AS SETE DORES DE MARIA: ROTEIRO DE ENCONTRO CATEQUÉTICO

1. Tema: Maria, a Mãe que sofre com o Filho e por nós.

2. Objetivo do encontro: Ajudar os adolescentes a conhecerem e meditarem as Sete Dores de Nossa Senhora, compreendendo seu papel como Mãe que sofre com Jesus e se solidariza com as dores do mundo.

3. Ambientação:

Imagem de Nossa Senhora das Dores (ou uma imagem de Maria com um lenço e coração com espadas).

Tecido roxo ou preto cobrindo a mesa.

Vela acesa no centro (símbolo da presença de Cristo).

Corações de papel cortados ao meio ou com “rachaduras” (representando a dor).

4. Atividade de acolhida:

Dinâmica “Dor compartilhada”

- Forme um círculo. 

- Entregue um coração de papel para cada adolescente.

- Peça que escrevam (anonimamente) uma dor, tristeza ou sofrimento que já viveram.

- Cole ou coloque todos os corações em um quadro. 

Encerre:Assim como cada um de nós tem suas dores, Maria também teve as dela. Hoje vamos conhecê-las e aprender com ela a viver a dor com fé.

5. Leitura Bíblica (Lectio Divina): João 19,25-27 

Passos:

Leitura atenta;

Meditação: “O que me tocou nesse texto?”;

Oração: “O que quero dizer a Deus?”;

Contemplação: “Fico em silêncio na presença de Maria e Jesus”;

Ação: “Como posso consolar quem sofre?”

6. Reflexão e Aprendizagem (Exposição do tema):

Meditar sobre as Sete Dores de Maria é uma forma de se aproximar do sofrimento de Nossa Senhora e de se unir à sua fé e confiança em Deus. A devoção a Nossa Senhora das Dores é uma forma de buscar consolo e força em tempos de dor e sofrimento, lembrando que Maria também sofreu e confiava em Deus.

Explique brevemente o que são as Sete Dores de Maria. Apresente uma a uma, com a referência bíblica e seu significado. Você pode usar imagens ou slides para facilitar.

- Sugestão: dividir em grupos e cada um apresentar uma dor.

1. Profecia de Simeão (Lc 2,25-35)

2. Fuga para o Egito (Mt 2,13-15)

3. Perda do Menino no Templo (Lc 2,41-50)

4. Encontro com Jesus no caminho do Calvário (Lc 23,27-31)

5. Morte de Jesus na Cruz (Jo 19,25-30)

6. Jesus é descido da Cruz (Lc 23,50-54)

7. Sepultamento de Jesus (Lc 23,55-56)

Fale sobre como Maria viveu essas dores com amor, fé e silêncio, e como ela compreende as nossas dores.

7. Atividade prática (dinâmica para aprendizado):

“Caminho de Maria”

- Faça 7 estações (como um mini-via sacra) com cada dor de Maria.

- Em cada estação, leia brevemente a dor e proponha uma pequena oração ou pergunta para reflexão. Ex: “Maria perdeu Jesus por três dias. E eu? Tenho me afastado de Deus?”

8. Compromisso:

- Cada adolescente escolhe uma dor de Maria que mais o tocou e escreve no verso de um coração de papel como pode, nessa semana, consolar alguém (visita, escuta, oração, perdão).

- Leve para casa como sinal de compromisso com a compaixão.

9. Oração e Encerramento:

- Reze o Terço das Sete Dores (pode ser simplificado com uma breve oração por cada dor).

- ♫Canto final: "Mãe dolorosa", "Maria de Nazaré" ou outro mariano apropriado.

PARA O CATEQUISTA:

Em dois momentos do ano, a Igreja comemora as dores de Maria. O primeiro é o da Semana Santa e o do dia 15 de setembro. 
A primeira comemoração é a mais antiga. Teve seu início em Colônia e em outras partes da Europa no século XV e, em 1727, quando a festa se estendeu para toda a Igreja, com o nome das Sete Dores, manteve-se a referência original da Missa e do Ofício da Crucifixão do Senhor.
Na Idade Média, havia uma devoção popular pelas cinco alegrias da Virgem Mãe e, pela mesma época, a festa foi enriquecida com outra festa em honra de suas cinco dores durante a Paixão.
Posteriormente, as penas da Virgem Maria foram aumentadas para sete e não somente compreenderam sua marcha até o Calvário, mas sua vida inteira.
Quando foi fundada a Congregação dos Servitas, os frades receberam a autorização de celebrar a memória das Sete Dores no terceiro domingo de setembro, todos os anos.
As sete dores da Santíssima Virgem que suscitaram maior devoção são: 
  1. 1. Profecia de Simeão:
    Quando Jesus foi apresentado no Templo, Simeão profetizou que uma espada de dor atravessaria a alma de Maria.
  2. 2. Fuga para o Egito:
    A Sagrada Família fugiu para o Egito para escapar da perseguição de Herodes, causando grande angústia a Maria.
  3. 3. Perda de Jesus no Templo:
    Maria ficou desesperada quando Jesus foi perdido no Templo por três dias, até que o encontrou no Templo discutindo com os doutores.
  4. 4. Encontro com Jesus a caminho do Calvário:
    Maria se encontrou com Jesus a caminho do Calvário, sofrendo ao ver o seu filho carregando a cruz.
  5. 5. Morte de Jesus na Cruz:
    Maria sofreu ao ver o seu filho morrendo na Cruz, com a sua presença junto à Cruz, conforme o relato de João 19:25-27.
  6. 6. Descida da Cruz:
    Maria recebeu o corpo do seu filho Jesus, que tinha sido tirado da Cruz, sentindo uma grande dor.
  7. 7. Sepultamento de Jesus:
    Maria presenciou o sepultamento do corpo de Jesus no Santo Sepulcro, sofrendo a sua partida. 



domingo, 24 de novembro de 2024

ROTEIRO DE ENCONTRO - TEMPO DO ADVENTO


O ideal é promover este encontro na 1ª Semana do Advento e continuar a acender as velas enquanto houver encontros de catequese. Peça aos catequizandos que acompanhem as missas dos domingos do Advento durante o mês de dezembro e vejam as velas sendo acesas.

AMBIENTE: Bíblia, imagem de Jesus menino; Cartaz ou folder do Ano Litúrgico; Papel dupla face (color set/papel cartão) verde, tesoura, lápis, cola, quatro velas: (vermelha, verde, rosa e branca), flores para enfeitar, fita vermelha;

- Confeccionar um cartão/marca página com a Oração do Advento.

DESENVOLVIMENTO DO ENCONTRO:

- Iniciar o encontro conversando com os catequizandos sobre o Tempo Litúrgico mostrando o cartaz/folder com a figura e pedindo a eles que identifiquem em que tempo estamos agora. Faça-os acompanhar a trajetória do ano.

- Em seguida pergunte a eles se sabem o significado da palavra ADVENTO.

- Use exemplos de “anúncio”, como por exemplo de um filme que está para ser lançado. As produtoras normalmente criam cartazes e trailers para anunciar o filme e provocar interesse nas pessoas em assistir. (Pode-se usar exemplo de algum filme que esteja sendo bem esperado o lançamento). Comentar sobre a expectativa que isso gera, a vontade de que aconteça logo e como isso nos causa alegria.

- Fazer agora a analogia com o anúncio do nascimento do Salvador. Volte àquele tempo em que era grande a espera por aquele que viria a salvar a humanidade. Volte ao contexto da época e explique por que as pessoas esperavam o messias.

Leitura Bíblica: Isaías 9, 1-6.

Depois da leitura bíblica, lembre da “grande luz” anunciada pelo Profeta Isaías e fale sobre a COROA DO ADVENTO, usando as informações do texto base e outras que você conheça.

Texto base: O que significa a Coroa do Advento?

O advento é o tempo litúrgico que antecede o Natal. São quatro semanas nas quais somos convidados a esperar Jesus que vem. Por isso é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Neste tempo montamos a COROA DO ADVENTO.

A vela sempre teve um significado especial para o homem, sobretudo porque antes de ser descoberta a eletricidade ela era a vitória contra a escuridão da noite. À luz das velas São Jerônimo traduzia a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, nas grutas escuras de Belém onde Jesus nasceu. Em casa, à noite, quando falta a energia, todos correm atrás de uma vela e de um fósforo, ainda hoje.

Antes da era cristã os pagãos celebravam em Roma a festa do deus Sol Invencível (Dies solis invicti) no solstício de inverno, em 25 de dezembro. A Igreja sabiamente começou a celebrar o Natal de Jesus neste dia, para mostrar que Cristo é o verdadeiro Deus, o verdadeiro Sol, que traz nos seus raios a salvação. É a festa da luz que é o Cristo: “Eu Sou a Luz do mundo” (Jo 12, 8). No Natal desceu a nós a verdadeira Luz “que ilumina todo homem que vem a este mundo” (Jo 1, 9).

Na chama da vela estão presentes as forças da natureza e da vida. Cada vela marca um ano de nossa vida no bolo de aniversário. Para nós cristãos simbolizam a fé, o amor e o trabalho realizado em prol do Reino de Deus. Velas são vidas que se imolam na liturgia do amor a Deus e ao próximo. Tudo isso foi levado para a liturgia do Advento. Com ramos de pinheiro uma coroa com quatro velas prepara os corações para a chegada do Deus Menino.

Nessas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

A Coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanado. A branca significa a paz que o Menino Deus veio trazer; a roxa clara (ou rosa) significa a alegria de sua chegada.

A Coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo e nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.

Tudo isso para nos lembrar o que anunciou o Profeta:

“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor”. (Is 11,1-2)

ATIVIDADE:

- Convide os catequizandos a fazer uma “coroa do advento” com suas “próprias mãos”.

- Desenhar as mãos dos catequizados num papel cartão/colorset (dupla face) verde e recortar, depois de recortadas as mãozinhas, cole umas nas outras formando um círculo. 
- Formar uma coroa imitando as folhas (que significa vida). Enfeitar com flores e fitas vermelhas e no centro colocar pequenas velinhas, vermelhas ou com as cores litúrgicas da Coroa do Advento.

MOMENTO DE ORAÇÃO:

- Acenda a primeira vela da Coroa.

(Pode-se cantar com as crianças um canto ou mantra apropriado).

- Convide-os a ler e refletir o Evangelho do 1º Domingo do Advento: Mc 13, 33-37.

ENCERRAMENTO:

- Sugira aos catequizandos que pesquisem na internet sobre a Coroa do Advento e os vários modelos e incentivem seus pais a fazer uma coroa também. Pode ser com as mãos dos membros da família ou com qualquer modelo disponível.

- Entregue os cartões com a Oração do advento, encerrando o encontro com a oração.

Ângela Rocha - Catequistas em Formação

FONTES:

Acervo Catequistas em Formação e imagens Google.

BECKHÄUSER, Frei Alberto. Coroa de Advento: História, simbolismo e celebrações, Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.






quarta-feira, 18 de maio de 2022

V9INDE E VEDE...

 

Vinde e vede...

O encontro começou com o convite: “Vinde e vede!” (Jô 1, 39). E este foi o convite que fiz e o desafio que lancei ao me apresentar a turma de 4ª Etapa da catequese. Que é chamada de “pré-crisma” ou “perseverança” em outros lugares. Aqui devemos chamar de 4º Tempo, por determinação da Coordenação Arquidiocesana de Catequese. Que deseja “inculturar” a Iniciação á Vida Cristã à lida e à fala dos catequistas.

Mas aqueles dezesseis jovens que receberam a primeira eucaristia no dia 01 de maio, foram chamados, como Pedro e André, a serem discípulos. E mereciam um convite especial, afinal Começa a caminhada rumo ao sacramento do crisma, a unção que lhes dará poder de discipulado e missionariedade em nossa Igreja. E confesso a vocês que não é fácil encarar essas cabecinhas criança/adolescente! É preciso muito preparo, muita fé e perseverança, enfim, muito café no bule...

E hoje pra gente se conhecer melhor, fizemos a brincadeira da “loteria”. A brincadeira consiste em montar uma lista com 13 perguntas que você precisa responder com o nome de alguém do grupo. Algo assim: “Alguém que tem um animal de estimação” ou então “Quem faz aniversário mais perto do seu”... E por aí vai. Mas, não pode repetir o nome das pessoas. Isso vale para um grupo acima de 13 pessoas, senão é necessário reduzir o número de perguntas ou aumentar se o grupo for grande. Ganha quem conseguir fazer os “treze pontos” antes.

Mas a coisa fica legal, na hora de se conferir as respostas. Foi muito engraçado. Vou recebendo os formulários por ordem de chegada e à medida que vamos conferindo vemos os “furos”. Pra vocês terem uma idéia, em nossa brincadeira de hoje o quarto menino a entregar foi quem levou o prêmio (uma caixa de chocolate Bis). Isso porque quem ficou em primeiro lugar colocou o nome da amiga na pergunta que pedia alguém que gostasse de cantar. E quem diz que a amiga quis cantar ali para o grupo? E o segundo lugar? O menino colocou na resposta do aniversario mais próximo do dele que é em novembro, alguém de março!! Alguém que gosta da mesma sobremesa: Isabela que gosta de chocolate, apontou Julia. Júlia qual sua sobremesa favorita? Pudim...

E isso tudo fizemos embaixo da enorme figueira brava do pátio. E minhas dezesseis crianças/gente-que-pensa-que-é-grande, que começaram o encontro no maior dos silêncios, receosos, terminaram rindo e jogando figo seco um no outro. E, claro, havia outra caixa de chocolate pra dividir entre todos.

Essas pequenas coisas, aparentemente tão sem importância, como encontrar alguém que tenha a mesma cor nos olhos, saber quem tem mais de quatro pessoas na família, quem gosta de cantar, tocar algum instrumento ou quem morou em mais de três cidades diferentes; longe de nos trazer só curiosidades sobre as outras pessoas, fazem com que olhemos os outros nos olhos, perguntemos sobre a sua família, saibamos que dons ele possui e sobretudo se ele se sente um “novato” na cidade e se precisa de amigos. Conhecer-se é a chave. Aceitar o convite. Vir e ver como é o espaço que precisamos ocupar na nossa comunidade.

 

Ângela Rocha

Catequista

domingo, 25 de julho de 2021

ROTEIRO DE ENCONTRO: JESUS APRESENTA O REINO EM PARÁBOLAS

 COMPARTILHO com vocês o Encontro de Catequese que fiz ontem com os catequizandos adultos, via Google Meet. O ROTEIRO foi criado pela Andréa Bonatto (minha querida coordenadora), do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Curitiba PR. Eis o roteiro:

Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

12º ENCONTRO – CATECUMENATO DE ADULTOS

JESUS APRESENTA O REINO EM PARÁBOLAS

PREPARAR O ENCONTRO:

- Altar (Toalha, Vela, Cruz, Flores e Bíblia)

- Elementos que ilustrem a parábola trabalhada nesse dia.

PALAVRA DE DEUS:

- O Trigo e o Joio - Mt 13.24-30, 36-43

- A semente de mostarda — Lc 13,18-19

- Parábola do semeador – Lc 8, 4-15

(Pode-se trabalhar estas  e outras parábolas listadas na atividade anexa).

APRESENTANDO O TEMA:

Entregar aos catequizandos uma listagem com diversas parábolas de Jesus, com questões a serem respondidas por eles.

Nesse encontro fazer um debate sobre quais ensinamentos tiveram com o estudo feito. Pode juntar os que escolheram a mesma parábola para falarem juntos ou se forem poucos, cada um escolhe uma parábola diferente.

Mostrar aos catequizandos que Jesus nos fala do Reino de Deus através de Parábolas. No seu tempo, até hoje, Ele sempre contava uma história fazendo comparações conforme as situações do momento.

Entender o que é esse Reino de Deus apresentado por Jesus.

Uma dinâmica a ser feita no encontro, é ler junto com os catequizandos uma parábola, e responder as questões propostas:

Para quem grupo de pessoas a parábola foi contada?

Por que a parábola foi contada?

Qual é a moral apresentada pela parábola?

Quais os elementos da parábola?

O que eu aprendi ao ler essa parábola?

(SUGESTÃO DE ATIVIDADE AO FINAL DO TEXTO)

APROFUNDANDO O TEMA:

Quando Jesus queria explicar realidades muito profundas como o Reino de Deus, utilizava de parábolas, que são pequenas histórias que levam o ouvinte a refletir e decidir sobre o que é contado. É uma interatividade. Jesus usa muito a participação do público em sua pregação.

As parábolas são proferidas para todos, mas somente quem tem fé, isto é, quem confia, consegue compreender sua mensagem. Jesus escolhe esse modo de transmitir os ensinamentos para os tesouros do Reino sejam dados somente aos que abrem o coração para Deus entrar em sua vida.

Toda Parábola consta de dois elementos: o símbolo material e o simbolizado espiritual. O símbolo material é tirado da natureza humana. É compreensível a todos, mas a compreensão do simbolizado espiritual depende do grau de fé em que a pessoa está.

O importante é que as Parábolas devem ser refletidas para levar à ação transformadora da sociedade, conforme o coração de Deus, Jesus chama para entrar no Reino, por meio das Parábolas, traço característico do seu ensino. Por meio delas, convida para o banquete do Reino, mas exige também uma opção radical: para merecer o Reino é preciso dar tudo, As palavras não bastam, exigem atos.

“Só poderemos entender a mensagem de Jesus sobre o Reino, por meio de sua parábolas e Bem-aventuranças, se entendermos o próprio Jesus como uma parábola. Jesus é a face amorosa de um Deus que se doa totalmente por graça e, com isso, quer resgatar o seu povo imerso na sua realidade. A parábola de Jesus se insere no cotidiano do povo para transformá-los já em suas vidas, o que implicaria, posteriormente, numa atitude pessoal de aceitação do Reino. A liberdade em aceitar o que é gratuito se torna realidade para seguir a práxis (prática) cristã”.

(Cesar Augusto Kusma – Catequese catecumenal da Comissão Biblico-catequética da Arquidiocese de Curitiba).

COMO JESUS TRATAVA DAS PARÁBOLAS COM SEUS DISCÍPULOS?

Ele chamou Seus discípulos para longe da multidão. Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: ‘Por que falas ao povo por parábolas?” Ele respondeu:

A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não veem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque veem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem” (Mateus 13,10-17). (cf. Is 6,9)

Jesus, deste ponto em diante no seu ministério, sempre ensinava o sentido das parábolas apenas aos Seus discípulos. Entretanto, aqueles que continuamente rejeitavam a Sua mensagem foram deixados em sua cegueira espiritual se perguntando a respeito do que Jesus queria dizer. Ele fez uma distinção clara entre aqueles que tinham sido dados "ouvidos para ouvir" e aqueles que persistiam em descrença – sempre ouvindo mas nunca realmente entendendo e "sempre aprendendo, mas não conseguem nunca de chegar ao conhecimento da verdade" (2 Timóteo 3,7). Os discípulos tinham recebido o dom do discernimento espiritual pelo qual as coisas do Espírito ficavam-lhes claras. Porque aceitavam a verdade de Jesus, eles receberam mais verdade.

As escolhas de Jesus:

As escolhas de Jesus passam pela esperança do povo hebreu, elas se sustem nas promessas contidas nas escrituras (Torah). A fé e a religiosidade encontravam-se no centro da vida do povo. Em suas atitudes, Jesus fez suas escolhas em sintonia com a ação de Deus para com o povo, Jesus aparece como o libertador, é o Messias esperado. Dentre as escolhas de Jesus podemos colocar: Os pobres; as crianças, as mulheres, os doentes. E por estas escolhas ele fundamentou sua prática.

Com as Parábolas, Jesus ensinou:

SOBRE DEUS: Ensinou que Deus é nosso Pai e o Criador do mundo, “Naquele tempo, Jesus disse: Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos.” (Mt 11,25).

SOBRE O PECADO: Todos pecamos e estamos longe de Deus, “..quem de vocês não tiver pecado, atire a primeira pedra!” (Jo 8,7). O pecado leva à morte.

SOBRE QUEM ELE É: Ele disse que é o Filho de Deus, ou seja, Ele é Deus. Ele veio para salvar o mundo, morrendo na cruz e ressuscitando. “Pois Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3,16).

SOBRE A SALVAÇÃO: Para sermos salvos precisamos nos arrepender dos nossos pecados e aceitar Jesus como nosso senhor e salvador “Convertam-se, porque o Reino de Deus está próximo!” (Mt 4,17). Quem acreditar n'Ele será salvo e terá a vida eterna. A salvação é de graça e nos une de novo a Deus.

SOBRE O ESPÍRITO SANTO: Jesus disse que enviaria o Espírito Santo para nos ensinar e consolar. É o Espírito Santo que nos convence do pecado e nos capacita a viver livres do pecado. “Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia e a Samaria, e até os extremos da Terra.” (At 1,8).

SOBRE O CÉU E O INFERNO: Quem crê em Jesus, quando morrer irá morar no Céu com Deus para sempre. Lá não haverá mais tristeza. Mas os ímpios irão para o Inferno, longe da presença de Deus, onde só há sofrimento. “Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.(Mt 25,46).

SOBRE O FIM DOS TEMPOS: O fim virá mas ninguém sabe quando. Nessa altura Jesus voltará, os mortos ressuscitarão e os santos irão com Ele para o Céu. A terra será destruída, haverá um grande julgamento e o diabo e os ímpios serão lançados no fogo eterno. Antes do fim haverá sinais para avisar que está próximo (Marcos 13,28-29).

A temática principal das parábolas de Jesus é o Reino de Deus! 

Texto bíblico: Mt 13, 44-46:

“Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor,  vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.”

AS PARÁBOLAS DO REINO

Mateus 13 trata de um dia em que Jesus passou ensinando sobre o seu reino por meio de parábolas. Parábola é uma história do cotidiano com uma aplicação espiritual. As parábolas de Jesus tratavam de agricultura, culinária, comércio, pesca, etc. Tudo que dizia respeito ao contexto em que viviam seus ouvintes.

Examine três lições extraídas das parábolas:

Em primeiro lugar, a importância da palavra de Deus. Em três das parábolas a palavra de Deus é apresentada como uma semente que precisa ser plantada em bons corações para ter uma colheita frutífera. Tentar fazer uma colheita sem plantar a semente é completamente ridículo. O mesmo é tentarmos agradar Deus sem estudar, ler e meditar sobre sua palavra. Não haverá fruto produzido para Deus se a palavra não habitar ricamente em nossos corações.

Em segundo lugar, o valor de servir a Deus. Outra história fala de um vendedor de pérolas que passou a vida comprando e vendendo pérolas de alto valor. Um dia, ele achou a pérola das pérolas; então foi e vendeu tudo para comprar a pérola de valor inigualável. Conseguir uma pérola dessa é muito custoso, mas ainda assim vale a pena. Para alcançarmos o reino de Deus, é preciso muito esforço e sacrifício; mas supera em muito o valor de todo o mundo junto.

Em terceiro lugar, haverá separação no fim. Em duas parábolas, Jesus falou do julgamento. Em uma, ele o mostrou com o ato de separar o joio do trigo; em outra, pelo ato de separar os peixes maus dos bons. Ele diz: "Assim será na consumação do século: Sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos". A nossa era faz ouvidos de mercador para o ensinamento de Jesus acerca do juízo final, e assim traz sua própria destruição.

O QUE É O REINO DE DEUS?

O Reino de Deus ainda não foi completamente estabelecido, mas, já começou. Esse Reino existe em todo o homem, está dentro do homem, como uma semente. Mas, muitos estão insensíveis a esse dom.

A Parábola ajuda o homem a despertar, a desenvolver este Reino.

A todo aquele que se faz ouvinte da Palavra de Deus é dado conhecer os mistérios do Reino. A busca desse Reino começa na iniciativa de quem, não contente com as coisas do mundo, procura algo mais, aquele tesouro, aquela pérola que realmente dê sentido à sua vida; e ao encontrá-lo, dedica-se a ele, ao tesouro que se tornará seu único bem definitivo.

Ser Igreja é fazer a experiência do Reino, que exige conversão ao evangelho dos simples e pequenos, tornando-se pobre e arrancando do coração toda a ganância e busca de privilégios.

Reino de Deus”, então, quer dizer Deus reinando em nossos corações, dirigindo nossa vontade, iluminando com seu Espírito nossos pensamento, purificando nossos olhos e nossas palavras, principalmente no relacionamento com as pessoas: em especial com os pobres, sofridos e pequenos.

O Documento de Aparecida ensina-nos que todo discípulos de Jesus é enviado a anunciar o Evangelho do Reino da vida, pois “Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, com palavras e ações e com sua morte e ressurreição, inaugura no meio de nós o Reino de vida do Pai, que alcançará sua plenitude lá onde não haverá mais ‘nem morte, nem luto, nem pranto, nem dor, porque tudo que é antigo terá desaparecido’ “ (Ap 21,4; DAp, 143).

“Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou no coração do homem, o que Deus preparou para aqueles que O amam”  (I Cor 2, 9

Catequista: Andrea Bonatto.

Para finalizar o encontro:

- Motivar preces espontâneas para que o reino seja sempre presente, que superemos os julgamentos e que tenhamos as opções de Jesus.

Rezar o Pai Nosso, prestando atenção á petição “Venha a nós o vosso reino!"

- Finalizar com o gesto de imposição das mãos, orando pelos participantes.

 

ATIVIDADE



Ângela Rocha - Catequista
Catequistas em Formação

 

domingo, 18 de julho de 2021

ROTEIRO DE ENCONTRO: A ORAÇÃO DO PAI NOSSO

SUGESTÃO DE ROTEIRO ENCONTRO - CATECUMENATO DE ADULTOS OU PAIS 


AMBIENTE: Uma mesa com a Bíblia, cruz, vela acesa flores e uma imagem de Jesus orando. Uma imagem grande com a Oração do Pai Nosso que possa ser vista por todos. * Para encontro por meios digitais, colocar uma apresentação em powerpoint com a imagem de Jesus e com a oração do Pai Nosso.

ACOLHIDA: Sejam todos bem-vindos! Olhando para a imagem de Jesus vemos o quanto Ele, mesmo sendo o “Filho do Pai” tantas vezes buscava forças na oração. Peçamos a Jesus que nos ensine a ter este mesmo desprendimento e esta mesma vontade de “aprender” a falar com Deus. Vamos juntos rezar o Pai Nosso?

1ª PARTE – LEITURA BÍBLICA

Os discípulos sempre observavam que Jesus continuamente se recolhia para rezar... e assim, certo dia aproximaram-se e pediram-lhe para que os ensinasse a orar ao seu jeito. Nesse momento, Jesus ensinou-lhes o “Pai-Nosso”, não como uma fórmula para recitar de cor como se recita a tabuada, mas como modelo do que deve ser uma oração à maneira de Jesus.

Por não se tratar de uma fórmula para ser repetida de cor, é que o Pai-Nosso de São Lucas (Lc 11, 1-4) não é igual ao de São Mateus (Mt 6, 9-13), que é a que aprendemos a rezar costumeiramente.

Vamos acompanhar em nossas Bíblias as duas leituras?

 - FAZER AS DUAS LEITURAS BEM PAUSADAMENTE, prestando atenção nas diferenças.

Mateus 6,9-13

9 Portanto, orai desta maneira: Pai Nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, 10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade na terra, como no céu. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 E perdoa-nos as nossas dívidas como também nós perdoamos aos nossos devedores. 13 E não nos submeta à tentação, mas livra-nos do maligno. (Bíblia de Jerusalém).

Lucas, 11, 2-4

2 Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu Nome; venha o teu Reino; 3 o pão nosso cotidiano dá—nos a cada dia; 4 perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação”. (Bíblia de Jerusalém)

 

Jesus rezou o Pai-Nosso de muitas maneiras sem se preocupar com repetir uma fórmula. Uma vez, sentindo-se feliz por ver como a gente simples compreendia e aceitava a sua mensagem, Jesus rezou um Pai-Nosso muito bonito e bastante diferente do outro Pai-Nosso que decoramos. Eis algumas palavras deste Pai-Nosso descritas pelo evangelho de Lucas (10,21-22):

“Naquele momento, ele exultou de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: Eu te louvo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi feito do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, e quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quis revelar. (Lc 10, 21-22).

Os evangelhos dizem que Jesus, quando acabava de falar às multidões retirava-se para um lugar isolado e, sozinho, falava com o Pai (Mt 14, 23).

Todas as horas e todos os lugares são bons para orar desde que nos possibilitem chegar ao mais íntimo do nosso coração, pois é aí que podemos encontrar um Deus sempre disponível para nós.

- Utilizar os textos abaixo como apoio para entender o conteúdo do encontro de forma que se compreenda a enorme “cumplicidade” da oração, demonstrada e ensinada por Jesus.


2. REFLEXÕES:

Fazer as reflexões sobre os textos abaixo e pedir que se faça uma leitura silenciosa. De preferência, disponibilizar os textos antes.

 

1.   JESUS BUSCAVA FORÇAS NA ORAÇÃO

Jesus orava sempre antes dos acontecimentos mais significativos da sua vida. Depois de ter sido batizado, diz São Lucas, Jesus começou a orar e eis que os Céus se abriram e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma de pomba. No mesmo instante ouviu-se a voz de Deus Pai dizendo: “Tu és o meu Filho muito amado no qual ponho o meu enlevo” (Lc 3, 21-22). 

Jesus fez o mesmo no momento de escolher os doze Apóstolos: retirou-se para uma montanha, diz São Lucas, e passou a noite em oração (Lc 6, 12-13). Também antes de perguntar aos discípulos qual o significado do Messias para eles, Jesus esteve em oração (Lc9, 18). 

Jesus é apresentado nos evangelhos como um verdadeiro modelo de oração. No momento em que se transfigurou sobre o monte Tabor, Jesus estava em oração, acrescenta São Lucas (Lc 9, 28-29). 

Na última noite da sua vida, ao se aperceber que os soldados do sumo-sacerdote o vinham prender para o matarem, Jesus também temeu. Isto passou-se no Jardim das Oliveiras. Nesse momento, começou a orar, falando com Deus Pai sobre o medo que estava a sentir. Depois pediu aos discípulos para orarem também, a fim de não caírem na tentação da fuga e da traição (Lc 22, 39-42). Finalmente, quando já estava pregado na cruz, Jesus ainda orou, pedindo a Deus Pai que perdoasse o pecado daqueles que projetaram a sua morte (Lc 23, 34). 

Os evangelhos apresentam Jesus como um homem que orava sempre, e de modo particular, quando tinha de tomar decisões ou enfrentar dificuldades. Jesus nunca entendeu a oração como um conjunto de Palavras carregadas de uma força mágica capaz de modificar Deus. Pelo contrário, procurava na oração a força necessária para ser fiel à vontade do seu Pai do Céu. 

A oração ajudava Jesus a ser fiel 

Jesus dizia que a sua felicidade estava em fazer a vontade do Pai que está nos Céus: “O meu alimento, é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4, 34). Ou então: “Eu não procuro a minha vontade, mas a vontade de quem me enviou” (Jo 5, 30). 

Certo dia, enquanto falava às pessoas, Jesus disse: “Se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse, Deus ouve” (Jo 9, 312). 

Ao ensinar os discípulos a orar, Jesus disse-lhes entre outras coisas para dizerem ao Pai: “Venha a nós o vosso Reino, faça-se a vossa vontade assim na terra como no Céu” (Mt 6, 10). A vontade de Deus em relação a nós é a nossa realização e felicidade. A oração, portanto, não é para modificar este querer de Deus em relação a nós, mas modifica a nossa maneira de ser, a fim de melhor podermos sintonizar com o querer de Deus. Mediante a oração, nós vamos descobrindo a vontade de Deus e ganhamos força para agir de acordo com o que é melhor para nós. 

Jesus não orava apenas por si, mas também pelos discípulos e pela humanidade. Isto quer dizer que a comunhão com Deus não nos afasta nunca da comunhão com os irmãos. Certo dia, Jesus disse a Pedro: “ Eu rezei por ti, Pedro, a fim de que a tua fé não vacile (Lc 22, 32). No Evangelho de São João aparece Jesus a orar pelos Apóstolos e por todas as pessoas que um dia, haviam de acreditar através da sua pregação (Jo 17, 9-16). 

Eis algumas palavras desta oração: “Pai, não peço apenas por eles (os discípulos), mas também por todos aqueles que irão acreditar em mim através da sua Palavra” (Jo 17, 20). 

Uma vez ressuscitado, Jesus ficou no Céu junto ao Pai. A Carta aos Hebreus diz que Jesus, agora, no Céu, continua a pedir por nós ao Pai e a enviar-nos o Espírito Santo (Heb 7, 25). 


2.   A ORAÇÃO DA NOVA ALIANÇA


Jesus não ensinou o Pai Nosso aos discípulos como uma fórmula para estes repetirem de cor e de modo completo. Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus apenas quis transmitir-lhes um conjunto de ensinamentos, a fim de ensiná-los a falar com Deus com critérios de Nova Aliança. 

Se Jesus quisesse ensinar uma fórmula para os discípulos repetirem de cor e de modo literal, estes tê-la-iam conservado tal qual Jesus a ensinou. Mas não foi isto que aconteceu, pois o Pai-Nosso de Lucas (Lc 11, 2-4) e o de Mateus (Mt 6, 9, 13) têm fórmulas diferentes, embora os seus conteúdos teológicos sejam idênticos. 

Ao apresentar o Pai-Nosso como critério para orar ao jeito da Nova Aliança, Jesus distanciou-se profundamente dos outros grupos judaicos. O termo “Abba”, Pai ou Papá, é original de Jesus. Nenhum judeu seu contemporâneo ousava utilizar este termo nas suas orações. Para a mentalidade judaica do tempo de Jesus, dirigir-se a Deus chamando-o de meu Pai era um comportamento sacrílego, pois não mantinha a distância que deve existir entre o Homem e Deus.  

Ao ensinar os discípulos a orar ao seu jeito, Jesus quis demarcar-se dos diversos grupos religiosos existentes, os quais afirmavam a sua identidade cultivando um jeito próprio de orar, a fim de se diferenciarem dos outros grupos. Tanto os fariseus como os saduceus, os essênios ou os discípulos de João Batista, os mestres ensinavam aos discípulos um modo de orar que fosse diferente, a fim de afirmarem a sua identidade. 

O evangelho de São Mateus diz que Jesus, ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos,  marca a diferença dele e dos seus discípulos face aos diferentes grupos existentes, bem como face aos pagãos (Mt 6, 5-8). Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus apenas quis ensinar os discípulos falarem com Deus Pai como um filho fala com um Pai muito querido. Mais tarde, o Espírito Santo ensinará os discípulos a dialogar com Jesus ressuscitado, falando com ele como um irmão dialoga com outro irmão: “O que pedirdes em meu nome eu o farei de modo que, no Filho, se revele a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome eu a farei” (Jo 14, 13-14). 

Com a apresentação do Pai-Nosso, Jesus ensina aos discípulos a dialogar com Deus do jeito de um diálogo familiar. No Pai-Nosso, Jesus ensina aos discípulos que o conteúdo da sua oração deve ser tudo aquilo que possa interessar a Deus e ao Homem. Estão presentes a vinda do Reino, o amor de Deus por nós, a nossa fragilidade e a necessidade de sermos ajudados para não cairmos na tentação. 

Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus quis ensiná-los a falar com Deus tal como ele falava com o seu Pai querido. Por outras palavras, o Pai-Nosso reúne um conjunto de critérios capazes de fazer que a oração dos discípulos se processe em forma de uma oração com sabor da Nova Aliança. 

São Paulo diz que todos os que se deixam conduzir pelo Espírito Santo são filhos e herdeiros em relação a Deus Pai e co-herdeiros em relação ao Filho de Deus (Rm 8, 14-17; Gl 4, 4-7). Por outras palavras, ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus quis que eles se sentissem membros da Família de Deus. É como membros da Família que nós devemos dialogar com Deus. É o próprio Espírito Santo que nos convida a orar, introduzindo-nos no próprio diálogo de Deus com seu Filho.  

( Textos: Pe. Santos Calmeiro Matias)

 

3.   O SIGNIFICADO DO PAI NOSSO


A maneira de Jesus fazer oração dava aos seus discípulos vontade de rezar como ele. E, quando lhe disseram isso, Jesus rezou com eles. Chamou a Deus “Pai, e disse-lhe que queria viver de tal maneira que desse bom nome a Deus. 

É isso que significa “Santificado seja o Teu Nome”. O de Deus, não o nosso! O segredo é fazer de Deus a questão mais importante da vida. Depois, Jesus disse ao Pai que o seu maior desejo era que o Reino de Deus chegasse a nós e se cumprisse entre nós: Venha o Teu Reino!

Não é simplesmente um pedido, mas sim um consentimento e uma disponibilidade para colaborar nesse Reinado de Deus. 

Por outras palavras: fazer a vontade de Deus e pôr o mundo como Deus gosta. Viver como Deus manda! 

Jesus continuou a oração dizendo ao Pai que confiava nele, inteiramente, em todas as dimensões da vida e todos os dias. É isso que significa “Dá-nos a cada dia o Pão de que precisamos. 

Por confiar em Deus, que é Pai Bom, não vivemos para ajuntar nem nos deixamos levar por nenhuma espécie de ganância. Jesus rezou ainda para ter limpo o coração e a mente: o coração limpo de ressentimentos, e a mente limpa de tentações. 

Podemos contar com a força do Espírito Santo, que Deus derramou nos nossos corações, para nos ajudar a perdoar e a deixarmo-nos perdoar, e também para sermos inteligentes e fortes diante da tentação para não fazermos o que Deus não gosta. 

Jesus não nos ensinou uma fórmula de oração, mas uma maneira de nos dirigirmos a Deus. Jesus não disse aos discípulos, “quando vocês rezarem digam isto”. O que está no evangelho é “quando vocês rezarem digam assim”. O Pai Nosso é um jeito de nos dirigirmos a Deus. É o estilo da oração de Jesus, não é a fórmula que Jesus nos deu. 

Por outras palavras, o que Jesus nos ensinou quando rezou assim com os primeiros discípulos, foi a dirigirmo-nos a Deus como filhos muito queridos a um Pai Bom. E, como filhos, a dizer ao Pai que pode contar conosco, e a confidenciar-lhe que também contamos com Ele. O Pai de Jesus e Pai Nosso é de fiar. Rezamos isso: Deus é de confiança! E rezamos para que nós sejamos também. 

(Pe. Rui Santiago – CER da cidade de Porto –Portugal).

 

* * * * * * *

ORAÇÃO FINAL:

Vamos, como Jesus, buscar na oração, a força e o amor de Deus por nós, REZANDO  a Oração pela Família... 

Oração da Família (Exortação “Alegria do Amor” do Papa Francisco).

 Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos

o esplendor do verdadeiro amor, confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.

Amém! 

Pai nosso que estais no céu....

 

Um texto para “olhar” depois do encontro:

 

AQUELE “OLHAR”...


A maneira de Jesus fazer oração dava aos seus discípulos vontade de rezar como ele. E, quando lhe disseram isso, Jesus rezou com eles. Chamou a Deus “Pai” (Abba), e disse-lhe que queria viver de tal maneira que desse bom nome a Deus. É isso que significa “Santificado seja o Teu Nome”. O de Deus, não o nosso! O segredo é fazer de Deus a questão mais importante da vida.

Depois, Jesus disse ao Pai que o seu maior desejo era que o Reino de Deus chegasse a nós e se cumprisse entre nós: “Venha o Teu Reino!” Não é simplesmente um pedido, mas sim um consentimento e uma disponibilidade para colaborar nesse Reinado de Deus. Por outras palavras: fazer a vontade de Deus e pôr o mundo como Deus gosta. Viver como Deus manda! 

Jesus continuou a oração dizendo ao Pai que confiava nele, inteiramente, em todas as dimensões da vida e todos os dias. É isso que significa “Dá-nos a cada dia o Pão de que precisamos”. Por confiar em Deus, que é Pai Bom, não vivemos para ajuntar coisas nem nos deixamos levar por nenhuma espécie de ganância. 

Jesus rezou ainda para ter limpo o coração e a mente: o coração limpo de ressentimentos, e a mente limpa de tentações. Podemos contar com a força do Espírito Santo, que Deus derramou nos nossos corações, para nos ajudar a perdoar e a deixarmo-nos perdoar, e também para sermos inteligentes e fortes diante da tentação para não fazermos o que Deus não gosta.

 

(Pe. Rui Santiago)

 

Organizado por: Ângela Rocha