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sábado, 31 de agosto de 2024

REDE: SÓ UMA FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO OU UM ESPAÇO DE EXPERIÊNCIAS E VIDA?


Desde as minhas primeiras experiências de contato com as pessoas pela internet - em busca de conteúdo para a catequese - e isso remonta lá pelo ano de 2007/2008 (nem faz tanto tempo assim, a internet ainda é jovem e nem existia o Facebook, o Orkut é que estava “bombando”), eu nunca encarei a internet como uma “ferramenta” ou um “meio” de atingir as pessoas. Encarei como um espaço e lugar onde “estavam” as pessoas, apesar de distantes e fora do alcance físico. As imagens e experiências relatadas me provavam que elas eram muito reais.

E aprendi a "conversar" com as pessoas. Isso quem me apresentou foi o catequista Alberto Meneguzzi, jornalista em Caxias do Sul -RS, com seu grupo Anjos Catequistas do Brasil. A partir dali fui criando uma "teia" na rede e conhecendo as pessoas. Começou com um pequeno grupo que fazia comentários em meu blog “Catequista Amadora” (http://catequistaamadora.blogspot.com/), aí conhecia a Dinha (Claudia Pinheiro dos Catequistas Unidos (blogueiros), depois foi a Ir. Zélia Batista da CNBB e muitas outras. Comecei a escrever verdadeiras "cartas" no e-mail e enviar para uma lista de amigos. E com o pedido de "socorro" de tanta gente, veio a nossa ideia de promover um grupo de estudo, formação, partilha e, costumo brincar - choradeira mesmo! Porque estamos, infelizmente, sós em nossa catequese, quase não existem informações e orientações em muitos lugares do Brasil. Surge então, em 2011, os CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO. Uma ideia meio “doida” de fazer formação online. Experimentamos várias ferramentas e acabamos no Facebook, onde estamos com um grupo e uma Página, há 12 anos já.

Para mim, participar do 1º Encontro de comunicadores da nossa Igreja, em Aparecida (2014), foi como um carimbo de "aprovado" em todas as nossas experiências na rede. Lá eu vi que estamos mais do que no caminho CERTO, aliás, estamos no único caminho possível, se quisermos alcançar as pessoas. O testemunho e a partilha das nossas atitudes e crenças como agentes pastorais da Igreja Católica, faz toda a diferença.

E eu venho insistindo com todos(as) os(as) catequistas, para que mostrem o que realmente são, SEMPRE! Em seus perfis e em seus atos, dentro e fora da Igreja. Evangelizem na rede! E só podemos evangelizar mostrando CRISTO em nossas atitudes, fotos, depoimentos, nossas falas, nossa família, nossa vida. Não, não é para ser "carola" e nem atacar de pastor neopentecostal, e sim para mostrar que somos PESSOAS, com erros, acertos, que vão à Igreja, que vão as festas, que se divertem, que trabalham, que estudam, que brincam, que choram, que valorizam os amigos.

Infelizmente as redes sociais, via de regra, são espaço de futilidades sem fim. Vamos fugir disto. Vamos mostrar que somos CRISTÃOS! Sem vergonha nenhuma de também sermos católicos e CATEQUISTAS, uma das mais nobres missões da nossa Igreja.

Ângela Rocha
Catequista – Curitiba Pr.




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

O PODER DAS PLATAFORMAS DIGITAIS

 

As redes sociais digitais, produto desta nova civilização são, com certeza, uma inovação e um grande avanço na comunicação humana. A internet em si é uma revolução em tudo aquilo que conhecíamos do ponto de vista dos relacionamentos. Um dos pontos positivos é que ela é de acesso a todos. O ponto nevrálgico disso é que nem "todos" deveriam ter esse acesso fácil.

Ontem ainda, discutíamos numa live com catequistas, a importância do uso da rede na evangelização. São espaços que se não ocupamos com o bem, com certeza vai ser ocupado pelo mal. Vemos milhares de youtubers como Monark por aí e também vemos milhares de pessoas que usam a religião de forma dantesca para expressar sua natureza preconceituosa, racista, homofóbica, xenofóbica...

É, assim como o bolsonarismo se apropriou da bandeira do Brasil como "escudo", muita gente usa a cruz de Cristo como anteparo para falar besteira.

Cuidemos, cuidemos do que vemos, do que expressamos, do que compartilhamos, do que curtimos. Para cada Monark que cai, surge um "injustiçado" que se defende com a bandeira da "liberdade de expressão". E no lugar dele nas redes e podcasts, surge mais 20 todos os dias.

Li hoje que, sendo a internet gigantesca, não é difícil achar imbecis para seguir ideias imbecis. Monark é uma peça descartável, colapsou porque chegou ao limite, mas, existem outros beirando este limite.

As plataformas incentivam esse tipo de comportamento e discurso. Permitem que os "polêmicos" encontrem seguidores em nome da monetização e do comércio. Ideias extremistas e discursos de ódio são produtos com muita aceitação no mercado.

E onde ficam as pessoas de bem? Espero que não, estarrecidas e caladas com o que veem ou revidando na mesma moeda com discursos inflados que alimentam mais ainda o crescimento nefasto deste tipo de personagem, que na verdade, quer atenção, quer 👍 (likes), quer o dinheiro dos anúncios. Espero que estas pessoas estejam "lutando", com as armas que possuem (argumentos lógicos e civilizados!) para que se crie espaços limpos, conteúdos mais humanos, mais palatáveis, mais enriquecedores nas plataformas e redes digitais.

Moderar conteúdo é algo que as grandes empresas não querem fazer. Custa caro e exige que se "desça do muro", exige posicionamento. Se houvesse interesse em mudar isso, teríamos um espaço mais limpo, um debate de qualidade, sem tanta polarização. Mas, as Big Techs teriam que promover isso a custa de seus lucros. A legislação, que defende (ou deveria) o cidadão digital, acaba sem ação diante do poderio do capital. Então, são os internautas, consumidores de conteúdos que precisam começar as mudanças. Não há outra forma.

Vem aí a campanha política. E nada causa mais polêmica que política. Já me causa arrepios o que vou ver na internet...

Ângela Rocha

terça-feira, 29 de abril de 2014

VAMOS LIMPAR A INTERNET?


Eu confesso que sou uma internauta das mais fanáticas. A primeira coisa que faço todos os dias é ligar o computador, ler meus e-mails, as notificações do Facebook, olhar os blogs e navegar pelos sites de notícias e atualidades. Confesso que não sou muito fã de twitter e também de ler o Feed de notícias do Facebook. Invariavelmente eu me aborreço e começo a me perguntar o que será da humanidade... Mas vá lá. São necessários para manter a rede de contatos em dia. Mas, estou evitando de me cadastrar em mais redes. Haja tempo pra isso!

Quanto ao e-mail, eu possuo um só endereço de e-mail já fazem mais de dez anos. Até tenho outros, que tive que fazer para entrar nesta ou naquela rede, mas uso muito pouco. Participo de Grupos na internet e mantenho uma lista de contatos bem extensa.

Mas mesmo sendo essa “fanática”, uma coisa que sempre me determinei a fazer, desde que me propus a entrar nesse mundo virtual, é não “encher o saco” dos outros. Com isso eu quero dizer: não ficar repassando mensagens aos outros sem saber se elas têm utilidade ou não, se elas são informações confiáveis ou não; não repassar correntes e orações e não mandar essas mensagens que só entulham nossas caixas de e-mail. Escrevo textos longos, é verdade, com opiniões e reflexões, mas procuro publicar onde sei que é do interesse das pessoas ler.

Quem dera dez por cento das pessoas que navegam na internet pensassem assim! Com certeza nossa “correspondência” seria bem menor e não perderíamos tanto tempo tentando descobrir se alguma coisa presta no meio de tanta coisa.

E tem algo que me aborrece demais na internet: são os HOAX! Essa palavra é um termo em inglês que significa na verdade um “trote”. Como aqueles de telefone. Segundo a Wikipédia (a enciclopédia livre da internet, que também nem sempre é confiável), a tradução literal da palavra é embuste ou farsa. Mas esse termo é usado para definir as histórias falsas recebidas por e-mail, sites de relacionamento e na internet de modo geral. O conteúdo desses “hoax”, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos falando de sequestros ou doenças, histórias melosas de cunho sentimental ou religioso, campanhas filantrópicas ou, ainda, dos famosos vírus letais que ameaçam destruir, contaminar ou formatar seu computador.

Bom, o fato é que muita gente acredita nessas coisas, nesses “hoaxes” que circulam pela internet. E dá-lhe espalhar desgraça por aí! Existem alguns hoaxes que falam de pessoas pobres que precisam de cirurgias e que determinada empresa irá pagar tantos centavos para cada e-mail repassado. Este tipo de mensagens leva os menos informados a distribuir o e-mail pelo maior número de contatos e, a finalidade disso, é entupir os servidores. E agora eles atacam as redes sociais também. Há uma infinidade de mensagens no Facebook divulgando essa ou aquela coisa que na verdade não existe. E a quantidade de xingamentos ao governo e aos políticos, disfarçados de “expressão de opinião”, é uma coisa fantástica.

Sem contar que esse tipo de mensagem, pode ser utilizado por pessoas mal intencionadas que se utilizam dos endereços de e-mails e das listas de contato das redes sociais, para construir uma base de dados, e posterior venda ou envio de SPAM. Um Hoax muito comum era o do fim imediato do MSN e do orkut, que o Messenger seria pago, reativar o Windows, fim da Internet, etc... Bom, o MSN e o Orkut praticamente se extinguiram, mas, não por “desgraça” ou “previsão”, e sim pela própria dinâmica da internet. Quem sabe quando acontecerá o mesmo com o Facebook? Esses Hoax são criados basicamente para "chamar atenção", e seu alvo são os usuários básicos. Portanto, o melhor a fazer, é apagar este tipo de e-mails e começar a quebrar a corrente do seu autor. Quando ao Facebook, é denunciar quando, claramente, for spam.

Nas redes sociais, mais especificamente o Facebook e os grupos (ferramenta que temos usado diariamente por aqui), a coisa está se tornando quase impossível de gerir de uns tempos para cá. As pessoas já não pedem adesão aos grupos por “afinidade” e sim porque ele parece que dá “status” e está no topo de uma lista. O mesmo se dá com os pedidos de amizade. E as publicações? Ó Deus! Simplesmente não passa pela cabeça de algumas pessoas que nem tudo é publicável num grupo, que está ali formado com um OBJETIVO, com pessoas que partilham dos mesmos interesses e que as publicações tem um fim específico. Em alguns dias entro no nosso grupo de FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS e parece que entrei numa feira de variedades... E as Republicações? Nossa! É espantoso como muitas pessoas fazem parte de um grupo e não leem o que o grupo publica. Só aquele vídeo do Youtube, com crianças falando sobre a Páscoa, foi publicado em nosso grupo mais de 20 vezes!

O que me faz pensar (e agora ter certeza), é que quantidade não é qualidade! Isso pelo número de pessoas que está em nosso grupo hoje: 3.254. E deste número espantoso, apesar de nossos apelos, apenas 622 se cadastraram para nos dizer se existem mesmo, onde estão e o que estão fazendo de verdade. Hoje temos mais de 140 pedidos de adesão “pendurados”, esperando que as pessoas se identifiquem. Nossa intenção é “cortar” quem não se identificar no prazo de três meses. Tanto os novos quanto quem já está no grupo.

E já li críticas a este respeito! Que não devíamos fazer isso. Que temos que aceitar todos, que estaremos evangelizando quem, porventura, entrou ali meio “perdido”, por engano. Que devemos ser acolhedores, etc. e etc.... Ora, me perdoem, mas, se num grupo de CATEQUISTAS tem pessoas que precisam ser “evangelizadas”, alguma coisa tá muito errada na nossa Igreja! Muita gente esquece que evangelização se dá em três etapas e que a catequese é a segunda delas. A primeira, ou seja, ANÚNCIO e CONVERSÃO, o catequista, aquele de verdade, já deveria ter tido e estar no SEGUIMENTO a Jesus 100%... e não estar ainda sendo convencido da coisa. Nosso grupo de catequistas pretende estar “formando” o catequista, fazendo “catequese”, trazendo aprofundamento ao ensino da fé e usamos uma linguagem que, quem não é catequista, não vai entender. Nós falamos de “realidade” e buscamos resposta a muitas questões.

Então, gostaria de fazer uma proposta. Algo que tem a ver com o apelo que o Papa e  nossos bispos têm feito sobre a comunicação na Igreja.

Evangelizem nas SUAS páginas, criem grupos DE evangelização. Muita gente se diz catequista e no seu perfil nem tem o nome da sua paróquia! Não se encontra qualquer menção religiosa lá! Que espécie de discípulo missionário eu sou se não uso os meios que tenho para exercer esse papel?

VAMOS USAR ESSE MEIO DE COMUNICAÇÃO PARA EVANGELIZAR! Ou melhor ainda, vamos considerar a internet UM MUNDO QUE PRECISA SER EVANGELIZADO. Vamos parar de enviar mensagens de procedência duvidosa, correntes de oração que prometem salvar nossa alma em troca de mais vinte e-mails, vamos parar de enviar críticas a aquele ou este político, vamos parar de emitir opiniões QUE NÃO SÃO AS NOSSAS e nem tem qualquer fundamento, chega de mensagens em PowerPoint sem qualquer quê nem pra quê, piadinhas obcenas, enfim, vamos fazer deste, um mundo um pouco mais limpo? Vamos usar nossa página no Facebook para fazer publicações interessantes, enaltecedores, trazer mensagens de Jesus e não um monte de bobagens? Vamos usar a NOSSA PÁGINA para publicarmos o que quisermos e não a dos outros? Vamos ser CATEQUISTAS NA internet? Vamos?

E vamos usar nosso grupo de FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS para o objetivo que ele foi criado: FORMAÇÃO, PARTILHA, DISCUSSÃO, INTERAÇÃO... Mas, sempre sobre CATEQUESE e aquilo que interessa a ela. E LENDO o que está publicado diariamente. Só assim o grupo vai te servir, senão, ele será só mais uma coisa que te ocupa tempo.

Ângela Rocha
Catequista Amadora