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quarta-feira, 17 de abril de 2024

COMO "SEGURAR" NOSSOS JOVENS DEPOIS DA CRISMA?

Primeiro, penso que "segurar" não é bem a palavra aqui. A gente pode "amarrar", obrigar, usar a força, fazer chantagem, troca... É isso que muitos pais fazem com a catequese. Fazê-los PERMANECER é que é a questão.

Em segundo lugar, vem a discussão sobre o próprio "lugar" do sacramento da crisma. Será que este lugar é na adolescência? Mas, não é esta a questão que vamos discutir aqui.

Mas antes, temos que admitir que há exceções. Tem gente que "fica". Olha nós aqui! Poucos, raros catequistas, mas, estão na Igreja de verdade.

Este texto é uma "resposta" a uma catequista do nosso grupo, que pediu que eu falasse do assunto.

Mas, eu simplesmente não tenho uma resposta que possa agradar ou ser nossa "salvação" para todos. Porque, infelizmente, isso acontece porque nossa catequese não está sendo eficaz, ou melhor, não tem "anúncio" nenhum aí, conversão nenhuma. Ou seja, não houve o primeiro passo (1º Anúncio/conversão + 2º catequese + 3º seguimento = Evangelização) da evangelização. Normalmente nós já vamos para o segundo passo de cara: catequese, certos de a família fez o “anúncio da fé para a criançada. E lá vamos nós, ensinar conteúdos que não é o anseio dos nossos pequenos. É isso: nossa catequese acontece orientada para os "sacramentos" e não pela conversão. É isso que precisa mudar!

"Passar de uma catequese só orientada para os sacramentos, para uma catequese que introduza aos mistérios de Cristo e à vida eclesial." (Item 14 do DNC, letra G).

Este desafio, com certeza, é "O DESAFIO"! Na verdade, um dos "grandes" na nossa catequese, talvez até o maior de todos. Isso porque nós, os próprios catequistas, ainda não nos conscientizamos que a catequese é INICIAÇÃO! Introdução aos mistérios de Cristo e a vida na IGREJA (eclesial). E todos os anos estamos aqui a reclamar: "Cadê nossos catequizandos, depois que recebem o sacramento da crisma?"

Não é uma crítica, por favor, não entendam como se fosse! Mas, o que mais se faz por aqui, na rede social no final do ano catequético, é publicar foto da Eucaristia e da Crisma, como se fosse uma "vitória", um fim de campeonato, uma "chegada"... e o catequista suspira aliviado "Consegui!”.

Conseguiu o que? Conseguiu uma turma de discípulos missionários de Jesus Cristo (convertidos) ou uma foto bonita para guardar de recordação?

E o grande desafio continua sendo este: pensar a catequese como processo, uma passagem, meio, cujo fim é a CONVERSÃO e o SEGUIMENTO! Não podemos pensar a catequese como "cursinho" para a "primeira" Eucaristia e a Crisma. Como condenar nossos catequizandos e suas as famílias por assim pensarem, se NÓS pensamos também!

Muitas e muitas vezes a Primeira Eucaristia só vê a "segunda Eucaristia" no dia da Crisma; e o sacramento da Reconciliação/ confissão é uma coisa para " na páscoa quem sabe?".

E a Crisma? Este, pensa-se como um sacramento “obrigatório para casar”. “Se não fizer, "não caso na Igreja". Mal sabem eles que não precisa! Então vamos fazer para casar de branco, numa festa linda, lá no futuro, (talvez por isso mais meninas que meninos façam a catequese). Ou então vamos fazer porque senão minha mãe "surta", ou ainda, vamos fazer porque tem uma pessoa lá esperando para ser minha "madrinha" ou meu "padrinho" há um tempão. Sem nem se dar conta que nem precisa de um "novo" padrinho ou madrinha. Se é “confirmação”, eles são os mesmo do Batismo.

Tem ainda uma outra questão: a “maturidade” ou falta dela, para que nossas crianças abracem um compromisso tão sério. Quem, aos 12, 13 anos sabe o que quer para o resto da vida?

Já passei por um grande drama na catequese de crisma. Uma das minhas catequizandas, no quinto ano da catequese, ainda não tinha se "convertido". Fui percebendo que ela nunca ia à missa. Quando perguntei sobre isso, me disse que isso ela não fazia: “Já basta ir aos encontros”, disse ela. Não foi à missa depois que fez a Primeira Eucaristia, nem comungou. E me disse um dia que não sabia se Deus existia mesmo. Que "talvez" a fé em Deus tivesse valor apenas quando "precisamos" desesperadamente de alguma coisa, aí, quem sabe Deus ajude quem está precisando. É!! Pelo menos ela foi sincera. Muitos adolescentes tem essas dúvidas, mas, não as expõe.

Tentei várias vezes conversar com ela para entender o porquê de uma criança frequentar a catequese, por cinco anos, sem dar valor algum a missa como celebração e sem acreditar em Deus: "Ah, era as amigas que também iam e chamavam... Ah, a catequese que você faz é legal... Ah, se eu não vir pelo menos à catequese, meu pai vai ter um troço... Não, não vou à missa, não acredito naquilo tudo". Pedi a ela que fosse conversar com o padre, que falasse de suas dúvidas, confusões, anseios: "Por que? Não acredito nisso de confissão, se Deus existe mesmo, posso falar diretamente com ele".

E isso foi me corroendo: será que essa menina de 13 anos vai receber o sacramento sem acreditar nele? Fui conversar com nosso pároco sobre isso. Juntos chegamos à conclusão de que aquela criança, tão confusa, não podia receber o sacramento da crisma. E ele me pediu para chamar os pais para conversar com ele. E eles foram. Depois desta conversa com a família, novamente ele me chamou lá e conversamos. Ele precisava conversar com a própria menina. Como foi-se o tempo que o padre visitava as famílias, a dura "missão" de dizer a ela que não podia receber o sacramento junto com as outras crianças, era minha, da catequista. E tinha que ser eu, a CATEQUISTA, a ter essa difícil conversa. Antes mesmo que os pais falassem com ela a este respeito, e que ele também não falaria porque nem a conhecia: era MINHA responsabilidade.

E eu tentei gente! Fiquei me debatendo com isso durante três meses, insistindo para que ela fosse conversar com o padre, esperando o "milagre" da "conversão" de uma criança de 13 anos! As outras catequistas até me disseram que isso podia ser "frescura" de adolescente, que podia "passar", que já que ela estava ali há cinco anos, porque não deixar que ela se crismasse. Cheguei mesmo a pensar em deixar. Que talvez ela voltasse depois da crisma, um dia, como é comum a gente se iludir.

Mas, chegou o mês de dezembro e eu tive que dar o “ultimato” a ela. E não foi fácil! Foi uma das coisas mais difíceis que fiz nos meus anos como catequista. E a maneira como ela recebeu e interpretou nossa conversa só veio me provar, o quão imatura e despreparada esta menina estava.

Ela ficou absolutamente revoltada! Como se a “culpa” por ela estar ali, naquela situação, fosse nossa (da catequese). Ela se sentiu "traída" por mim por ter contado ao padre, por ter conversado com a mãe, que ninguém precisava saber, etc. etc. etc.... E como ela ia explicar às pessoas que estavam "esperando" a crisma dela? Que pessoas eram estas: Os pais, a madrinha, a família... Eu ali era só o “X” da história. "E Deus?" A Ele ela achava que não precisava explicar nada. Afinal, estaria recebendo um sinal de algo em que não acreditava.

Nem preciso relatar como esta conversa foi tensa, nervosa, decepcionante mesmo. Dolorida. Só não me senti mais fracassada porque, com muita gentileza, meu pároco me consolou dizendo: "Não cabe a você se sentir fracassada, a evangelização é uma estrada de duas mãos".

Liguei para ela dias depois para convidar para nossa festa de despedida antes do natal, por mim, pelos amigos, pelos momentos bons que passamos. Ela respondeu "Não, pra mim já deu". No dia da festinha, ela foi, mas, só para deixar chocolates para a turma (acho que foi a mãe que insistiu), nem entrou. Nos despedimos lá fora, na porta. E eu desejei a ela que “se encontre” com a fé um dia.

Sobre esta criança, penso que ela tem tempo para pensar, tem pais católicos que, se viverem de fato a catolicidade, vão ajudá-la; e tem a vida que ensina mais do que todos os catequistas do mundo. E que, apesar de "criança" ainda, ela foi muito corajosa em assumir suas dúvidas e sua falta de fé. Ela foi muito mais verdadeira que muitos “católicos” que encontramos na Igreja. Aos treze anos somos crianças ainda para tomar uma decisão tão séria como essa: seguir Alguém pelo resto de nossas vidas. E a adolescencia é uma época da vida que temos "decisões" demais para tomar, não é mesmo? 

E aí vem o nosso desafio novamente: Quantas e quantas crianças e adolescentes estão ali para receber o sacramento sem acreditar em nada daquilo? Que nunca falam isso pra nós? Quantos crismados somem da Igreja e depois lembram dela no casamento, no batismo dos filhos, e depois levam os filhos para uma catequese em que não acreditam também? O que ficou ali, se ficou, foi uma fé superficial e imatura.

Isso só vai acabar quando, realmente, fizermos "CATEQUESE"! Que em sua essência é trazer Deus ao coração das pessoas. Ensiná-las a amar a nossa fé e a nossa Igreja. Que prescinde antes de tudo de um "anúncio", uma "vontade" de conhecer melhor Jesus. E que maturidade tem os adolescentes para receber este “anúncio” de pais e famílias que também não o receberam?

Então, acredito que a resposta para esse desafio é continuar a nossa missão em busca dos "perdidos e não convertidos", que, em suma, são os adultos e não as crianças. O modelo Catecumenal de catequese é uma proposta, mas, uma proposta ADULTA e não imatura como são as crianças e os jovens.

Mais uma coisa... Por que continuo catequista de crianças e adolescentes se não acredito que isso é a resposta?

Porque por meio desse "relacionamento" que nossa Igreja prioriza (infelizmente, priorizamos a catequese na infância e não na vida adulta), podemos chegar ao coração dos adultos. Todo esse drama que vivi com minha catequizanda, valeu pelas muitas conversas que tive com a mãe dela, que se tornou uma aliada, uma amiga e uma pessoa bem mais consciente de sua missão como cristã. Muito longe de se revoltar conosco, a família entendeu o processo e os muitos “porquês” da nossa recusa em dar aquele sinal da graça a sua filha.

A quem converti? Muito mais a mim mesma, que passei a dar um valor bem maior ao que faço como catequista. Que não é ensinar "sacramento", ou "crismar" por crismar. Recebe-se o sinal do Espírito Santo e todos os dons, como sinal de PERTENÇA e SEGUIMENTO, não para tirar fotografia.

Ângela Rocha

Catequista – Graduada em Teologia pela PUCPR

#CATEQUISTASEMFORMACAO




terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

POR QUE CRISMAR?

 

Esta é uma pergunta que nós, catequistas, podemos ter uma certa dificuldade para responder. Principalmente se algum adolescente perguntar. As respostas vão usar, com certeza, as palavras: amadurecimento da fé, compromisso, aprofundamento... Tudo que o adolescente não está preparado para fazer.

A verdade é que nossos crismados não permanecem na Igreja e se enganjam em algum serviço pastoral. Isso daria uma boa resposta aliás... A resposta ao seguimento é, com certeza, a evangelização. Integral e não "meia boca". 

Isso porque evangelizar não é só instruir, é preciso conversão e seguimento. E o seguimento e o discipulado só acontecem quando a pessoa está EVANGELIZADA, Esta é a “matemática” da coisa:

Anúncio/conversão + catequese = Seguimento = EVANGELIZAÇÃO.

Catequese sem anúncio e conversação é só mais uma "escolinha" que eles frequentam. Só isso não leva ao discipulado. Lembram do que Jesus disse: “Vinde e vede!”. Mas, o jovem quer saber para onde e ver o que...

Penso que toda a catequese "de crisma" precisa ser repensada dentro do processo de Iniciação à vida cristã, e com urgência! Do contrário, estamos perdendo nosso tempo e energia com algo que não está levando a lugar algum. E não vem com esse papo de "um dia eles voltam" porque a gente sabe que isso não acontece de verdade.

Os pais "ausentes" das nossas crianças que o digam. Não é mesmo? Então, o que fazer?

Uma das muitas opções é restaurar os sacramentos da iniciação a sua devida ordem: batismo, confirmação, eucaristia. Se a crisma ou Confirmação ocorre em primeiro lugar, a catequese coloca realmente a ênfase na Eucaristia, como sendo aquilo que completa os sacramentos da iniciação. No entanto, essa sequência para receber os sacramentos coloca por terra algumas teologias que descrevem a Confirmação como um rito de passagem para a idade adulta. Ou seja, o “sacramento da maturidade”, que bem sabemos, elas nossas experiências, que não é o caso.

 

Ângela Rocha – Graduada em Teologia ela PUCPR

Catequistas em Formação



quinta-feira, 23 de julho de 2020

O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO: HISTÓRIA E COSTUMES


 Que os sacramentos da Igreja foram instituídos por Jesus, nós já sabemos. Mas onde eles estão descritos na bíblia e em quais momentos históricos eles são revelados, poucos sabem responder.

 

A origem dos sacramentos também pode ser vista de outra maneira, como mostram os documentos dos Santos Padres da Igreja e como o Concílio Vaticano II, que também a esse respeito voltou às fontes, reafirmou. Conforme eles, os sacramentos não têm sua origem num ato jurídico de Jesus, mas no seu próprio ser. Como Ele é sacramento do Pai e a Igreja é sacramento de Jesus Cristo, assim a Igreja, o sacramento universal, se desdobra nos sete sacramentos. Eles têm, portanto, sua origem em Jesus, como a própria Igreja. O Vaticano II diz em sua Constituição sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium), citando Santo Agostinho: “Do lado aberto de Cristo dormindo na cruz nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja” (SC, 5). A origem da Igreja e, com ela, dos sacramentos, é, portanto, não um mandato jurídico, e sim um ato vivencial.

 

Nos Evangelhos temos relatos claros no que se refere aos sacramentos do Batismo e da Eucaristia, e ainda sobre o sacramento da Penitência, que hoje chamamos Reconciliação. Este último é observado quando Jesus aparece aos apóstolos na tarde do dia da ressurreição e lhes sopra o Espírito Santo. “Recebei o Espírito Santo! A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aos quais retiverdes, ser-lhes-ão retidos”, (Jo 20, 22).

 

Já com relação ao sacramento da Confirmação, já não é tão fácil encontrar justificativa nas Escrituras Sagradas. E muito se tem discutido a respeito disso.

Assim, desde os primórdios da Igreja, este sacramento tem sido “deslocado” no tempo, com relação às idades e a “ordem” dos ritos. Com relação ao Batismo, sempre esteve junto ou depois. Mas, com relação à Eucaristia, já esteve antes, depois, antes novamente, depois outra vez... Já foi em idade tenra, na idade da razão, na adolescência, na maturidade, indo e voltando várias vezes.

 

Atualmente, nas maioria das dioceses católicas, o Batismo é concedido aos recém-nascidos, a Eucaristia por volta dos 10 ou 12 anos e a Confirmação na adolescência ou juventude, sendo considerado hoje, o sacramento da “maturidade”. O CIC aponta como idade ideal os 14 anos. Esta última mudança foi gradualmente implantada após o Concílio Vaticano II. Apesar de que, pessoas nascidas em 1966, como eu, na diocese de Apucarana no Paraná, conseguiam ser crismadas aos 2 anos. Nesta época ainda imperava o costume de aproveitar a visita do Bispo para fazer a confirmação de todas as crianças que haviam sido batizadas e ainda não confirmadas.

 

Como dissemos, gradualmente, a Crisma passou a ser um sacramento para a adolescência, dado seu status de sacramento da iniciação e o fato de que é necessário fazer uma certa preparação (catequese) para que o candidato entenda os efeitos do sacramento. Os bispos, em sua maioria, escolheram colocá-lo após a Primeira Eucaristia com um tempo maior de catequese.


O Catecismo da Igreja Católica (CIC), que ensina: “A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o Sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.” (CIC §1316).

A Igreja afirma que a celebração deste sacramento resulta em uma ação especial do Espírito Santo, como aquele antigamente dado aos apóstolos no Pentecostes. Seria um aprofundamento e crescimento da graça batismal e do sentido de filiação divina que o batismo trouxe, que une o crismando mais solidamente a Cristo. Aqui o fiel recebe os dons do Espírito Santo, tornando mais perfeita a sua vinculação com a Igreja; e concede uma especial graça para testemunhar a fé. A doutrinas da Igreja também se refere ao sacramento como um “selo”, uma marca de Cristo.

Aqui convém uma explicação: afirma-se em geral que a Crisma é o Sacramento da maturidade cristã e confirma o Batismo recebido quando crianças, sem saber o que queríamos. Porém, não se trata de uma maturidade psicológica, mas de uma maturidade espiritual. Em outras palavras: se uma criança pequena for batizada e crismada, seu “organismo espiritual”, sua estrutura cristã, por assim dizer, já recebeu a maturidade. Resumindo: a Confirmação nos concede uma graça distinta do Batismo. Sem este Sacramento não há maturidade na vida cristã. Por isso que, todo aquele que assume qualquer trabalho pastoral na Comunidade deve ser crismado.

Segundo o CIC (1290), nos primeiros séculos da Igreja a Confirmação e o batismo constituíam uma única celebração. No entanto, a multiplicação dos batismos de crianças, em qualquer época do ano, e a multiplicação das paróquias (rurais), ampliando as dioceses, deixou de permitir a presença do bispo em todas as celebrações batismais. No Ocidente, porque o sacramento da confirmação era reservado ao Bispo, fez-se a separação, no tempo, dos dois sacramentos. O Oriente conservou unidos os dois sacramentos, sendo o sacerdote que batiza o mesmo que crisma, mas, sempre com o Myron (óleo sagrado) consagrado por um bispo.

Outro costume que facilitou a prática foi graças a unção com o santo crisma, depois do batismo: ao sair do “banho batismal” o neófito recebe a unção com o santo crisma no peito. Esta unção ficou ligada ao rito batismal e significa a participação do batizado nas funções profética, sacerdotal e real de Cristo. Se o Batismo é conferido a um adulto, há apenas uma unção pós-batismal: a da Confirmação (CIC 1291). A prática ocidental busca a comunhão do novo cristão com o seu bispo, sua catolicidade e a sua apostolicidade; e assim, a ligação com as origens apostólicas da Igreja de Cristo.

Agora, novamente, o novo Diretório para a Catequese 2020, publicado recentemente pelo Pontifício Conselho para a promoção da nova evangelização, traz em seu parágrafo 70, uma nova possibilidade de inversão, uma questão há muito discutida pelas comissões de catequese: a restauração do sacramento da Crisma ao seu lugar, ou seja, depois do Batismo e antes da Eucaristia, voltando assim ao seu caráter originário de confirmação do batismo e a Eucaristia ao seu lugar de destaque, ou seja, o ápice da Iniciação.

Eis o texto do diretório:

“70. Os sacramentos da iniciação cristã constituem uma unidade porque “põem os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo Batismo, são fortalecidos pela Confirmação e alimentados pela Eucaristia” (Comp. CIC, n. 251). É importante reiterar que, de fato, “somos batizados e crismados em ordem à Eucaristia. Esse dado implica o compromisso de favorecer na ação pastoral uma compreensão mais unitária do percurso de iniciação cristã” (SC, n. 17).49 É oportuno, portanto, avaliar e considerar a ordem teológica dos sacramentos – Batismo, Confirmação, Eucaristia – para “verificar qual é a prática que melhor pode, efetivamente, ajudar os fiéis a colocarem no centro o sacramento da Eucaristia, como realidade para qual tende toda a iniciação” (SC, n. 18). É desejável que, onde se realizam experimentos, estes não sejam casos isolados, mas o fruto de uma reflexão de toda a Conferência Episcopal que confirma as escolhas operacionais para todo o território de sua competência”. (DC, 70). 


História do Rito de confirmação na Igreja do Ocidente

 

A principal razão pela qual a Igreja do Ocidente separou o Sacramento da Confirmação do Batismo, foi reestabelecer o contacto direto entre a pessoa a ser iniciada, com os bispos.

 

Na igreja primitiva, o bispo administrava todos os três sacramentos da iniciação (batismo, confirmação e eucaristia), assistido pelos sacerdotes e diáconos e, onde existiam, por diaconisas para o batismo das mulheres.

 

O rito pós batismal da Crisma, em particular, era reservado ao bispo. Quando os adultos passaram a não formar a maioria daqueles que seriam batizados, o sacramento da crisma era adiado até que o Bispo pudesse conferi-lo. Até o século XII, os padres muitas vezes, esperavam a confirmação antes de dar a Comunhão às crianças.

 

Após o Concílio de Latrão, a Comunhão, que continuou a ser dada somente após a confirmação, era administrada apenas ao atingir a idade da razão. Algum tempo depois, no século XIII, a idade da confirmação e Comunhão começou a ser adiada, de sete anos, para doze e quinze. No século XVIII, na França, a sequência dos sacramentos da iniciação foi alterada. Bispos passaram a fazer a confirmação somente após a primeira comunhão eucarística.

 

A razão não era mais o calendário ocupado do bispo, mas a vontade do bispo para dar instrução adequada aos jovens. A prática durou até o Papa Leão XII, em 1897, pediu para restaurar a ordem primária e para a confirmação voltar à idade da razão. Isso não durou muito tempo.

 

Em 1910, seu sucessor, o Papa Pio X , mostrando preocupação com o fácil acesso à Eucaristia para as crianças, em sua Carta Quam Singulari, baixou a idade da primeira comunhão para os sete anos. Essa foi a origem do costume generalizado nas paróquias para organizar a Primeira Comunhão para crianças por volta da 2ª infância e a confirmação na adolescência ou juventude.

 

Em 1917, o Código de Direito Canônico, mesmo recomendando que a confirmação fosse adiada até cerca de sete anos de idade, permitiu que fosse dada mais cedo.

 

Só em 30 de junho de 1932, foi dada permissão oficial para alterar a ordem tradicional dos três sacramentos da iniciação cristã. A Sagrada Congregação para os Sacramentos, em seguida, permitiu que, se necessário, a confirmação fosse administrada após a primeira comunhão. Esta novidade, inicialmente visto como excepcional, tornou-se cada vez mais, uma prática comum. Assim, em meados do século 20, a confirmação começou a ser vista como uma ocasião para professar compromisso pessoal com a fé, por parte de alguém mais próximo da idade adulta.

 

No entanto, o Catecismo da Igreja Católica (1308) adverte: "Apesar do sacramento da Confirmação ser às vezes chamado de 'sacramento da maturidade cristã,' não devemos confundir fé adulta com a idade adulta do crescimento natural, nem esquecer que a graça batismal é uma graça de livre, eleição imerecida e não precisa de 'ratificação' para se tornar eficaz."

 

O Código de Direito Canônico, de 1983, mantém inalterada a regra do Código de 1917, e estabelece que o sacramento deve ser conferido aos fiéis por volta da idade de discrição (geralmente considerado como sendo cerca de 7 anos), a menos que a Conferência Episcopal decida uma idade diferente, ou se houver um perigo de morte ou, na opinião do ministro, um grave motivo que sugira o contrário. O Código estabelece a idade da razão também para os sacramentos da Reconciliação e primeira comunhão.

 

Em alguns lugares, a fixação de uma idade mais avançada, por exemplo meados da adolescência, como Estados Unidos, adolescentes adiantados na Irlanda e na Grã-Bretanha, foi abandonada nas últimas décadas em favor da restauração da ordem tradicional dos três sacramentos da iniciação cristã.

 

Mesmo quando uma idade mais avançada tenha sido determinada, um bispo não pode recusar o sacramento a crianças mais jovens que o solicitem, desde que sejam batizados, tenham o uso da razão, sejam devidamente instruídos e estejam devidamente dispostos e capazes de renovar as promessas batismais (carta da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, páginas 537-540).

 

Efeitos de confirmação

 

A Igreja Católica Romana e algumas anglo-católicas ensinam que, como o batismo, a confirmação marca o destinatário de forma permanente, o que torna impossível receber o sacramento duas vezes. O sacramento da confirmação tem validade na Igreja Ortodoxa oriental, cujas ordens sagradas veem como válida pela sucessão apostólica dos seus bispos. Mas considera que é necessário administrar o sacramento da confirmação aos protestantes que são admitidos à plena comunhão com a Igreja Católica.

 

Um dos efeitos do sacramento é que "ele nos dá a força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé por palavras e obras como verdadeiras testemunhas de Cristo, confessar o nome de Cristo com ousadia, e nunca para se envergonhar Cruz"(CIC, 1303). Este efeito foi descrito pelo Concílio de Trento como confirmar a pessoa como um “soldado de Cristo".

 

A mesma passagem do Catecismo da Igreja Católica também menciona, como um efeito da confirmação: "torna a nossa ligação com a Igreja mais perfeita". Esta menção salienta a importância da participação na comunidade cristã.

 

O termo "soldado de Cristo" foi usado em 350, por São Cirilo de Jerusalém. Neste contexto, o toque na bochecha que o bispo dava ao dizer "Pax tecum" (A paz esteja convosco) para a pessoa que ele tinha confirmado, foi interpretado no pontificado romano como um tapa, um lembrete para ser corajoso na divulgação e defender a fé: "deinde Leviter eum na maxila caedit, dicens: tecum Pax" (Então ele ataca-lo de leve no rosto, dizendo: a paz esteja com você).

 

Quando, no Concílio Vaticano II, na Constituição  sobre a Sagrada Liturgia, o rito de confirmação foi pedido para ser revisto e em 1971, o Papa Paulo VI publicou uma instrução, a menção a esse gesto foi omitido. No entanto, as traduções francesas e italianas, ainda indicam que o bispo deve acompanhar as palavras "A paz esteja com você", com "um gesto amigável" (texto em francês) ou "o sinal da paz" (texto em italiano), permitindo explicitamente um gesto como o toque na bochecha, para restaurar o seu significado original. Isso está de acordo com a Introdução ao rito da confirmação, o que indica que a conferência episcopal pode decidir "para introduzir uma forma diferente para o ministro para dar o sinal de paz depois da unção, seja para cada indivíduo ou para todos juntos."

 

Igrejas orientais

A Igreja Ortodoxa Oriental refere-se a este sacramento (ou, mais corretamente, Sagrado Mistério) como Crisma , um termo que os católicos romanos também usam. Cristãos orientais colocam a Crisma em estreita colaboração com o mistério sagrado do batismo, conferindo-lhe imediatamente após o batismo, que é normalmente em crianças.

A Sagrada Tradição da Igreja Ortodoxa ensina que os Apóstolos estabeleceram a prática da unção com o óleo do crisma no lugar da imposição de mãos quando dando o sacramento.

 

Como o número de convertidos cresceu, tornou-se fisicamente impossível para os apóstolos  impor as mãos sobre cada um dos recém-batizados. Então os Apóstolos impuseram as mãos sobre um vaso de azeite, concedendo a benção ao óleo e o Espírito Santo sobre ele, que foi então distribuída a todos os presbíteros (sacerdotes) para seu uso quando fizessem o batismo. Este mesmo costume está em uso até hoje na Missa dos Santos Óleos, na Semana Santa, onde o bispo abençoa o Óleo do Crisma, que será usado nos batizados e celebrações de crisma no ano litúrgico.

 

O rito ortodoxo, seja no batismo ou crisma, muitas vezes pede o nome de um santo, como nome do meio, que se tornará o seu santo padroeiro. Daí em diante, o dia de festa daquele santo será comemorado como o dia da conversão, ou Dia do Nome, que em culturas ortodoxos tradicionais é comemorado em vez de seu aniversário.

 

O rito se dá da seguinte forma: o sacerdote faz o sinal da cruz com o óleo do crisma na testa, olhos, narinas, lábios, ambas as orelhas, peito, mãos e pés do recém-iluminado, dizendo a cada unção: "Receba o selo do dom do Espírito Santo. Amém". Em seguida, o sacerdote coloca sua estola sobre o recém-iluminado e leva-o a seus padrinhos em uma procissão, circulando três vezes em torno do livro do Evangelho (Evangeliário), enquanto os cânticos do coro repetem a cada vez: "A todos quantos fomos batizados em Cristo vos revestistes em Cristo. Aleluia". (Gálatas 3, 27).

 

A razão das Igrejas Orientais realizarem a Crisma imediatamente após o batismo é para que o recém-batizado possa receber a Sagrada Comunhão, que é comumente dada às crianças, assim como aos adultos.

 

A Igreja Católica Romana confirma convertidos ao catolicismo que foram crismados em uma igreja oriental, considerando que o sacramento foi validamente conferido e não pode ser repetido.

 

Algumas Igrejas Ortodoxas praticam o que é visto por outros cristãos como "re-Crisma", na medida em que geralmente crismar/confirmar - e às vezes rebatizar - um convertido, mesmo um confirmado anteriormente em outras igrejas. A justificativa é que o novo Crisma (ou batismo) é o único válido, porque o anterior foi administrado fora da Igreja e, portanto, sendo somente um símbolo. Também se crisma um apóstata da Igreja Ortodoxa que se arrepende e volta a entrar comunhão. De acordo com algumas interpretações, as igrejas orientais, portanto, veem confirmação/Crisma como um sacramento repetível. Segundo outros, o rito é entendido como "parte de um processo de reconciliação, e não como uma reiteração de pós-batismal crisma".

A validade da Confirmação

 

A Igreja Católica vê a confirmação como um dos três sacramentos que ninguém pode receber mais de uma vez. Ela reconhece como já confirmados aqueles que entram na Igreja Católica depois de receber o sacramento, enquanto ainda bebês, nas igrejas cristãs orientais, mas, confere o sacramento (na sua opinião, pela primeira e única vez) sobre aqueles que entram na Católica Igreja depois de serem confirmados nas igrejas protestantes ou anglicanas, já que não o foram por ministros ordenados.


Fórmulas da Confirmação

Três passos são necessários à administração da Crisma: a imposição das mãos sobre a cabeça do crismando; a unção com o óleo na fronte; as palavra do Bispo: “Recebe por este sinal o Espírito Santo, Dom de Deus”, ao que o crismando responde: “Amém”.

Durante a celebração, o Bispo suplica os Dons do Espírito Santo na seguinte oração:

“Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo destes uma vida nova a estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai sobre eles o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de ciência e de piedade, e enchei-os do Espírito do vosso temor.”

Uma curiosidade sobre o “nome de Confirmação”:

Um costume antigo em muitos países, é uma pessoa que está sendo confirmada adotar um novo nome, geralmente o nome de um personagem bíblico ou santo, como nome do “meio”, garantindo assim um “padroeiro(a)” como protetor e guia. Esta prática não é mencionada nos livros litúrgicos oficiais do rito da confirmação e não está em uso. Embora alguns insistam no costume, ele é desencorajado por outros e em qualquer caso, é de apenas um aspecto secundário da confirmação.

 

FONTES DE PESQUISA:

 

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 3ª. ed. Petrópolis: Vozes.


JOÃO PAULO II. Código de Direito Canônico. Promulgado pela Constituição Apostólica Sacrae Disciplinae Leges de 25 de janeiro de 1983. em vigor a partir de 27 de novembro de 1983.  Atualizado com a Carta Apostólica sob a forma de Motu Próprio Ad Tuendam Fidem de 18 de maio de 1998.

PAULO VI. Divinae Consortium Naturae. Constituição Apostólica sobre o sacramento da Confirmação. Roma, 1971. Encontrado em http://www.vatican.va/content/paul-vi/pt/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_19710815_divina-consortium.html .


quinta-feira, 11 de abril de 2019

PAPA: A CRISMA É O SACRAMENTO DA FORTALEZA, NÃO DO ADEUS À IGREJA

Papa Francisco realizou sua 19ª visita paroquial na Diocese de Roma. Na tarde de domingo, se reuniu com os fiéis da paróquia de São Júlio, não muito distante do Vaticano. A tarde do último domingo foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.


O Pontífice foi acolhido pelo seu vigário para a Diocese de Roma, cardeal Angelo De Donatis, pelo bispo auxiliar do setor Oeste, dom Paolo Selvadagi, pelo pároco pe. Dario Frattini, e pelo pe. Rinaldo Guarisco, superior geral dos Cônegos Regulares da Imaculada Conceição, aos quais é confiada a paróquia.

Antes de celebrar a missa, o Papa se reuniu com os vários grupos que formam a comunidade paroquial debaixo de uma tenda. Devido ao desmoronamento de parte da paróquia, os fiéis passaram os últimos três anos realizando as atividades e celebrando a missa numa estrutura coberta de lona.

Francisco respondeu a algumas perguntas, sendo uma delas sobre as dúvidas acerca da fé. “Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.

“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma se diz que a Crisma é o sacramento do adeus, isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”

Intimidade com Jesus

Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades, de acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.

Santo Padre relatou que recebeu uma carta dias atrás de um jovem de 30 anos, que se dizia “despedaçado” depois de uma experiência amorosa falida. “Nestes casos - aconselhou o Papa - é preciso olhar para Jesus, lamentar-se com Ele. Todos caímos. O único momento em que é lícito olhar uma pessoa de cima para baixo é na hora de ajudar alguém a se levantar.”

O Pontífice saudou em seguida as crianças e suas famílias e confessou três jovens e uma mãe. Com a finalização das obras, a missa presidida por Francisco previa o Rito de Dedicação do Altar. 

FONTE: VATICANNEWS.VA


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

COMO "SEGURAR" NOSSOS JOVENS DEPOIS DA CRISMA?


Uma interessante reflexão sobre a "Evangelização" de crianças e adolescentes

Primeiro, penso que "segurar" não é bem a palavra aqui. A gente pode "amarrar", obrigar, usar a força, fazer chantagem, troca... É isso que muitos pais fazem com a catequese. Fazê-los PERMANECER é que é a questão.

Em segundo lugar, vem a discussão sobre o próprio "lugar" do sacramento da crisma. Será que este lugar é na adolescência? Mas, não é esta a questão que vamos discutir aqui.
Outra coisa é que há exceções. Tem gente que "fica". Olha nós aqui! Poucos, raros catequistas, mas, estão na Igreja de verdade.

Este texto é uma "resposta" a uma catequista do nosso grupo, que pediu que eu falasse do assunto.

Mas, eu simplesmente não tenho uma resposta que possa agradar ou ser nossa "salvação" para todos. Porque, infelizmente, isso acontece porque nossa catequese não está sendo eficaz, ou melhor, não tem "anúncio" nenhum aí, conversão nenhuma. Ou seja, não houve o primeiro passo (Anúncio/conversão + catequese + seguimento = Evangelização) da evangelização. Aí vamos para o segundo (catequese) ensinar conteúdos sobre algo que não é o anseio dos nossos pequenos. É isso: nossa catequese acontece orientada para os "sacramentos" e não pela CONVERSÃO. Precisamos MUDAR isso!

"Passar de uma catequese só orientada para os sacramentos, para uma catequese que introduza aos mistérios de Cristo e à vida eclesial." (Item 14 do DNC, letra G).

Este desafio, com certeza, é "O DESAFIO"! Na verdade, um dos "grandes" na nossa catequese, talvez até o MAIOR de todos.

Isso porque NÓS, os próprios catequistas, ainda não nos conscientizamos que a catequese é INICIAÇÃO! Introdução aos mistérios de Cristo e a vida na IGREJA (eclesial). E todos os anos estamos aqui a reclamar: "Cadê nossos catequizandos, depois que recebem o sacramento da crisma?"

Não é uma crítica, por favor, não entendam como se fosse! Mas, o que mais se faz por aqui, na rede social no final do ano catequético, é publicar foto da Eucaristia e da Crisma, como se fosse uma "vitória", um fim de campeonato, uma "chegada"... e o catequista suspira aliviado "Consegui!”.

Conseguiu o que? Conseguiu uma turma de discípulos missionários de Jesus Cristo (convertidos) ou uma foto bonita para guardar de recordação?

E o grande desafio continua sendo este: pensar a catequese como processo, passagem, meio, cujo fim é a CONVERSÃO e o SEGUIMENTO! Não podemos pensar a catequese como "cursinho" para a "primeira" Eucaristia e a Crisma. Como condenar nossos catequizandos e suas as famílias por assim pensarem, se NÓS pensamos também!

Muitas e muitas vezes a Primeira Eucaristia só vê a "segunda" no dia da Crisma; e o sacramento da Confissão é uma coisa para " na páscoa quem sabe?"; E a Crisma? Este, pensa-se como um sacramento “obrigatório para casar”: “Se não fizer, "não caso na Igreja". Então vamos fazer para poder casar de branco, numa festa linda, lá no futuro, (talvez por isso mais meninas que meninos façam a catequese...). Ou então vamos fazer porque senão minha mãe "surta", ou ainda, vamos fazer porque tem uma pessoa lá esperando para ser minha "madrinha" ou meu "padrinho" há um tempão. Sem nem se dar conta que nem precisa de um "novo" padrinho ou madrinha. Se é “confirmação”, eles são os mesmo do Batismo.

Tem ainda uma outra questão: a “maturidade” ou falta dela, para que nossas crianças abracem um compromisso tão sério.

Já passei por um grande "drama" na catequese de crisma. Uma das minhas catequizandas, no quinto ano da catequese não tinha se "convertido". Fui percebendo que ela nunca ia à missa. Quando perguntei sobre isso, me disse que isso ela não fazia: “Já basta ir aos encontros”, disse ela. Não foi à missa depois que fez a Primeira Eucaristia, nem comungou. E me disse um dia que não sabia se Deus existia mesmo. Que "talvez" a fé em Deus tivesse valor apenas quando "precisamos" desesperadamente de alguma coisa, aí, quem sabe Deus ajude quem está precisando.
Tentei várias vezes conversar com ela para "entender" porque uma criança frequenta a catequese, por cinco anos, sem dar valor algum a missa como celebração e sem acreditar em Deus: "Ah, era as amigas que também iam e chamavam... Ah, a catequese que você faz é legal... Ah, se eu não vir pelo menos à catequese, meu pai vai ter um troço... Não, não vou à missa, não acredito naquilo tudo".

Pedi a ela que fosse conversar com o padre, que falasse de suas dúvidas, confusões, anseios: "Por que? Não acredito nisso de confissão, se Deus existe mesmo, posso falar diretamente com ele".

E isso foi me corroendo: será que essa menina de 13 anos vai receber o sacramento sem acreditar nele? Fui conversar com nosso pároco sobre isso. Juntos chegamos à conclusão de que aquela criança, tão confusa, não tinha porque receber o sacramento da crisma. E ele me pediu para chamar os pais para conversar com ele. E eles foram. Depois desta conversa com a família, novamente ele me chamou lá e conversamos. Ele precisava conversar com essa menina.

Então ele me deu uma "missão": que não seria dele e nem dos pais dizer a minha catequizanda que, se ela não fosse conversar com ele a respeito da sua fé, não poderia receber o sacramento junto com as outras crianças.
E tinha que ser eu, A CATEQUISTA, a ter essa difícil conversa. Antes até que os pais falassem com ela a este respeito. E que ele também não falaria porque nem a conhecia: era MINHA responsabilidade.

E eu tentei gente! Fiquei me debatendo com isso durante 3 meses, insistindo para que ela fosse conversar com o padre, esperando o "milagre" da "conversão" de uma criança de 13 anos. As outras catequistas até me disseram que isso podia ser "frescura" de adolescente, que podia "passar", que já que ela estava ali há cinco anos, porque não deixar que ela se crismasse. Cheguei mesmo a pensar em deixar, que talvez ela voltasse depois da crisma, um dia, como é comum a gente iludir.

Mas, chegou o mês de dezembro e eu tive que dar o “ultimato” a ela. E não foi fácil! Foi uma das coisas mais difíceis que fiz nos meus 10 anos como catequista. E a maneira como ela recebeu e interpretou nossa conversa só veio me provar o quão imatura e despreparada esta menina estava.

Ela ficou absolutamente revoltada! Como se a “culpa” por ela estar ali, naquela situação, fosse nossa (da catequese). Ela se sentiu "traída" por mim por ter contado ao padre, por ter conversado com a mãe, que ninguém precisava saber, etc. E como ela ia explicar às pessoas que estavam "esperando" a crisma dela? Que pessoas eram estas: Os pais, a madrinha, a família... Eu ali era só o “X9” da história.
"E Deus?" A Ele ela achava que não precisava explicar nada. Afinal, estaria recebendo um sinal de algo em que não acreditava.

Nem preciso relatar como esta conversa foi tensa, nervosa, decepcionante mesmo. Dolorida. Só não me senti mais fracassada porque, com muita gentileza, meu pároco me consolou dizendo: "Não cabe a você se sentir fracassada, a evangelização é uma estrada de duas mãos".

Liguei para ela dias depois para convidar para nossa festa de despedida antes do natal: por mim, pelos amigos, pelos momentos bons que passamos. Ela respondeu "Não, pra mim já deu". No dia da festinha, ela foi, mas, só para deixar chocolates para a turma (acho que foi a mãe que insistiu), nem entrou. Nos despedimos lá fora, na porta. E eu desejei a ela que “se encontre” com a fé um dia.

Sobre esta criança - sim, porque aos 13 anos somos crianças ainda, para tomar uma decisão tão séria como essa: seguir Alguém pelo resto de nossas vidas - penso que ela tem tempo para pensar, tem pais católicos que, se viverem de fato a catolicidade, vão ajudá-la e tem a vida que ensina mais do que todos os catequistas do mundo. E que, apesar de "criança" ainda, ela foi muito corajosa em assumir suas dúvidas e sua falta de fé. Ela foi muito mais verdadeira que muitos “católicos” que encontramos na Igreja.

E aí vem o nosso DESAFIO de novo: Quantas e quantas crianças e adolescentes estão ali para receber o SACRAMENTO sem acreditar em nada daquilo? Que nunca falam isso pra nós? Quantos crismados somem da Igreja e depois lembram dela para casar, e depois levar os filhos para uma catequese em que não acreditam também? O que ficou ali, se ficou, foi uma fé superficial e imatura.

Isso só vai acabar quando, REALMENTE, fizermos "CATEQUESE"! Que em sua essência é trazer Deus ao coração das pessoas. Ensiná-las a amar a nossa fé e a nossa Igreja. Que prescinde antes de tudo de um "anúncio", uma "vontade" de conhecer melhor Jesus. E que maturidade tem os adolescentes para receber este “anúncio” de pais e famílias que também não o receberam?

Então, acredito que a resposta para esse desafio é continuarmos nossa missão em busca dos "perdidos e não convertidos", que, em suma, são os adultos e não as crianças. O modelo Catecumenal de catequese é uma proposta, mas, uma proposta ADULTA e não imatura como são as crianças e os jovens.

Mais uma coisa...  Por que continuo catequista de crianças e adolescentes se não acredito que isso é a resposta?

Porque por meio desse "relacionamento" que nossa Igreja prioriza (infelizmente, priorizamos a catequese na infância e não na vida adulta), podemos chegar ao coração dos adultos. Todo esse drama que vivi com minha catequizanda, valeu pelas muitas conversas que tive com a mãe dela, que se tornou uma aliada, uma amiga e uma pessoa bem mais consciente de sua missão como cristã. Muito longe de se revoltar conosco, a família entendeu o processo e os muitos “porquês” da nossa recusa em dar aquele sinal da graça a sua filha.

A quem converti? Muito mais a mim mesma, que passei a dar um valor bem maior ao que faço como catequista. Que não é ensinar "sacramento", ou "crismar" por crismar. Recebe-se o sinal do Espírito Santo e todos os dons na adolescência, como sinal de PERTENÇA e SEGUIMENTO, não é para tirar fotografia.

Ângela Rocha
#CATEQUISTASEMFORMACAO

terça-feira, 6 de novembro de 2018

CELEBRAÇÃO DA CRISMA - ROTEIRO

ROTEIRO PARA CELEBRAÇÃO DA CRISMA

01. COMENTÁRIO INICIAL - “ANIMADOR”

Irmãos e irmãs, celebramos a presença do Espírito Santo na vida de cada um de nós. É o mesmo Espírito que desceu a primeira vez sobre os apóstolos e que hoje desce com sua força vivificadora em cada crismando. A CRISMA é um sacramento de adultos, de pessoas responsáveis, que querem renovar sua fé em Cristo, participar da vida em comunidade e realizar serviços em favor dos irmãos, em vista da construção do Reino de Deus. Vamos acolher com alegria nossos crismandos e a equipe de celebração, cantando...

02. ENTRADA - “TE AMAREI SENHOR”

Me chamaste para caminhar na vida contigo / Decidi para sempre seguir-te e não voltar atrás / Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma / É difícil agora viver sem lembrar-me de Ti.
Te amarei Senhor / Te amarei Senhor / Eu só encontro à paz e a alegria bem perto de Ti.
Eu pensei muitas vezes calar-me e não dar nem respostas / Eu pensei na fuga esconder-me ir longe de Ti / Mas Tua força venceu e ao final eu fiquei seduzido / É difícil agora viver sem saudades de Ti.
Ó Jesus, não me deixes jamais caminhar solitário / Pois conheces a minha fraqueza e o meu coração / Vem ensina-me a viver a vida na Tua presença / No amor dos irmãos, na alegria, na paz, na união.

03. ACOLHIDA

04. ATO PENITENCIAL - “SENHOR PIEDADE”

BISPO: Irmãos e irmãs, assim como os apóstolos se reuniram no cenáculo para receber o Espírito Santo, também nós aqui nos reunimos para celebrar este momento importante da vida que é CRISMA. Reconheçamos nossos pecados contra o amor e a unidade! (Pausa) E peçamos perdão, implorando:

CRISMANDOS: Senhor, que subindo ao céu nos deixastes como Dom o Espírito Santo, perdoai nossas faltas contra o amor e tende piedade de nós!
R - Senhor piedade, Senhor piedade, Senhor piedade, piedade de nós.
CRISMANDOS: Cristo, que pela CRISMA nos escolheis como pedras vivas da vossa Igreja, perdoai nossa faltas contra a unidade e tende piedade de nós!
R - Cristo piedade, Cristo piedade, Cristo piedade, piedade de nós.
CRISMANDOS: Senhor, que pela CRISMA nos chamais, não para ser servidos, mas para servir, perdoai nossa falta de colaboração e tende piedade de nós!
R - Senhor piedade, Senhor piedade, Senhor piedade, piedade de nós.
BISPO: Deus, que é nosso Pai, tenha compaixão de nós, perdoe nossos pecados e nos conduza à via eterna!
CRISMANDOS: Amém!

05. GLÓRIA - “LOUVADO SEJA O MEU SENHOR”
Louvado seja o meu Senhor... (4x).
Pelas Suas criaturas / Pelo sol e pela lua / Pelas estrelas no firmamento / Pela água e pelo fogo.
Por aqueles que agora são felizes / Por aqueles que agora choram / Por aqueles que agora nascem / Por aqueles que agora morrem.
O que dá sentido à vida / É amar-Te e louvar-Te / Para que a nossa vida / Seja sempre uma canção.

06. I LEITURA - Is 61, 1-3a. 6a.8b-9

COM.:  Isaías nos diz que todo aquele que anda segundo o Espírito nele está presente o amor de Deus; e suas obras dão testemunho da Boa Nova!

Leitura do Livro do profeta Isaías;
O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me para levar a Boa Nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graças da parte do Senhor, e um dia de vingança de nosso Deus; consolar todos os aflitos, da-lhes uma coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de vestidos de luto, cânticos de glória em lugar de desespero. Então os chamarão carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para sua glória. A vós chamar-vos-ão sacerdotes do Senhor, de ministros de nosso Deus serão qualificados. Vós vos alimentareis coma as riquezas das nações, e brilhareis com a sua opulência. Por isso vou dar-lhes fielmente a sua recompensa, e concluir com eles uma aliança eterna. Sua raça tornar-se-á celebre entre as nações, e sua descendência entre os povos: todos vendo-os, reconhecerão que são a abençoada raça do Senhor.

PALAVRA DO SENHOR.

07. SALMO RESPONSORIAL - “SALMO 23”
Pelos prados e campinas verdejantes eu vou / É o Senhor, que me leva a descansar / Junto as fontes de águas puras, repousantes, eu vou / Minhas forças, o Senhor vai animar.
Tu és Senhor / O meu pastor / Por isso nada em minha vida / Faltará.
Nos caminhos mais seguros / Junto Dele eu vou / E pra sempre o Seu nome eu honrarei / Se eu encontro mil abismos / Nos caminhos eu vou, segurança sempre tenho, em Suas mãos.
Tu és Senhor / O meu pastor / Por isso nada em minha vida / Faltará.
Ao banquete em Sua casa / Muito alegre eu vou / Um lugar em sua mesa me preparou / Ele unge minha fronte, e me faz ser feliz / E transborda minha taça em seu amor.
Tu és Senhor / O meu pastor / Por isso nada em minha vida / Faltará.
Com alegria e esperança, caminhando eu vou / Minha vida está sempre em Suas mãos / E na casa do Senhor, eu irei habitar / E este canto, para sempre irei cantar.
Tu és Senhor / O meu pastor / Por isso nada em minha vida / Faltará.

08. II LEITURA - At 8, 14-25

COM.:A graça do Espírito de Deus é dada somente àqueles que pela fé acreditarem neste Dom gratuito e purificador.

Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos:
Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a Palavra de Deus, enviara-lhe Pedro e João. Estes assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo, visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo. Quando Simão viu que se dava o Espírito Santo por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: “Dai-me também este poder, para que todo aquele a quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo”. Pedro respondeu: “Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o Dom de Deus com dinheiro! Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que teu coração não é puro diante de Deus. Arrepende-te desta tua maldade e roga a Deus, para que, sendo possível, te seja perdoado este pensamento do teu coração. Pois estou a ver-te no fel da amargura e nos laços da iniquidade”. Retorquiu Simão: “Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que haveis dito venha a cair sobre mim”. Os apóstolos, depois de terem dado testemunho e anunciado a Palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e pregaram a Boa Nova em muitos lugares dos samaritanos.
Palavra do Senhor.

09. CANTO DE MEDITAÇÃO - “ME FAZ PROFETA”

Tu que me conheces / Sabes bem que eu sou / Os meus limites / Minha humanidade (2x).
Mas me impulsionas a caminhar / Por Ti Senhor / E me convidas a cantar / Tua Salvação.
Me faz profeta / Me faz olhar adiante / Do outro lado da montanha / E anunciar Tua Redenção.
Me faz profeta / Me faz olhar adiante / Do outro lado da montanha / E como Igreja Te levar Suma Riqueza.

COM: Vamos neste momento aclamar a Palavra de Deus! Ela nos apresenta Jesus que, repleto do Espírito Santo, dirige ao povo a mensagem da vida.

10. ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO - “ALELUIA, ALEGRIA MINHA GENTE!”

Aleluia, alegria, minha gente! / Aleluia, aleluia!
O Espírito do Senhor, minha gente!/ Sobre nós repousou, aleluia.
Ele ungiu os seus servos, minha gente! / Para evangelizar, Aleluia.

11. EVANGELHO - Lc 4, 16-22a

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de U Jesus Cristo segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré onde fora criado e, segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga, e levantou-se para ler. Foi-lhe entregue o livro do profeta IsaÍas; abrindo-o encontrou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a Boa Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos à restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor. E Enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos Nele. Ele começou a dizer-lhes: “hoje se cumpriu este oráculo que acabais de ouvir”. Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam de sua boca.
Palavra da Salvação.

12. RITO DA CRISMA

Com: A Crisma nos dá força para que no decorrer da vida, possamos ser confirmados na dignidade e missão de batizados. Por isso neste momento, nós crismandos renovaremos as promessas do nosso batismo; e a partir deste momento estaremos à disposição do Cristo, de um modo mais consciente, estaremos nos guiando por sua luz e também sendo luz, para os demais irmãos e irmãs da comunidade.

13. RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO

BISPO: Renuncias a satanás e a todas as suas obras e seduções?
CRISMANDO: Renuncio!
BISPO: Credes em Deus Pai Todo Poderoso, criador do céu e da terra?
CRISMANDO: Creio!
BISPO: Credes em Jesus Cristo, seu Único Filho, e Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está sentado a direita de Deus Pai.
CRISMANDO: Creio!
BISPO: Credes no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que hoje pelo Sacramento da Confirmação, vos é dado de modo especial, como foi dado aos apóstolos no Dia de Pentecostes?
CRISMANDO: Creio!
BISPO: Credes na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna!
CRISMANDO: Creio
BISPO: Esta é a nossa fé, que da Igreja recebemos e sinceramente professamos, razão de nossa alegria em Cristo Nosso Senhor.
TODOS: Amém.

14. IMPOSIÇÃO DE MÃOS

15. UNÇÃO DA CRISMA -

BISPO: Recebe por este sinal o Dom do Espírito Santo!
CRISMANDO: Amém!
BISPO: A paz esteja contigo!
CRISMANDO: E contigo também!

16. RITO DA CRISMA I - “ESPÍRITO SANTO”

Espírito Santo / Apossa-te de mim / Inesgotável fonte / De poder e de luz.
Espírito Santo / Me leva aos Teus rios / E neles me banha / Faz-me ser / Semelhança de Jesus.
Vem Espírito de Deus / Faz nascer em mim os Teus Dons / Tuas graças / Frutos de vida (2x).
Vem poder do alto / Vem Paráclito / Vem Consolador / Enche-me de novo / Vento Impetuoso / Sou Teu.

17. RITO DA CRISMA II - “VINDE, ESPÍRITO SANTO”

Vinde ó Espírito Santo / Enchei os corações dos vossos fiéis.
Acendei neles o fogo do vosso amor / Enviai o Vosso Espírito / E tudo será criado / E renovarei a face da terra.
Doce, doce Espírito Santo / Exemplo quero ser / Da Mãe do meu Senhor.
Doce, doce Espírito Santo / Fazei também de mim / Morada do senhor.
Como um sacrário vivo levando amor / Revelando coisas que eu não sei / Mistérios do grande Autor / Se eu conhecer / Por nada eu trocarei.

18. CREDO - “REZADO”

19. ORAÇÃO DA ASSEMBLÉIA - “CRISMADOS”

Senhor, escutai a nossa prece!
1. Por nossos pais e por nossos padrinhos, que nos incentivaram e nos apoiaram durante todo este tempo de preparação para a Crisma, para que cada vez mais saibam dar incentivo e o apoio certo no momento certo, e possam testemunhar os nossos passos na fé desta vida cristã; rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
2. Por nós crismados, para que o Espírito Santo possa nos iluminar nesta nova caminhada, fortalecendo-nos ante as adversidades e não deixando que o Crisma seja apenas esta celebração, mas um projeto muito além, que devemos trazer para as nossas vidas; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
3. Por todos os povos, para que na busca da tão almejada felicidade, possam cada vez mais, dar passos firmes e significativos de fraternidade e de paz, e para que encontrem no Cristo Filho de Deus “que é o Caminho, a Verdade e a Vida”; a inspiração necessária para os seus atos; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
4. Por nossa Igreja que se alegra e reza para que todos os seus membros cresçam na fidelidade a Jesus Cristo e Seu testemunho no mundo; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
5. Por nossos padres, para que, movidos pelo Espírito Santo, possam continuar seu dedicado trabalho pastoral nas paróquias, contribuindo sempre para o crescimento do Espírito missionário; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
6. Por nosso bispo Dom..........., para que guiado pelo Santo Espírito de Deus, possa continuar conduzindo os destinos da Igreja da Diocese de ..............., com toda fé, entusiasmo e coragem que tem demonstrado no desempenho dessa missão apostólica; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
7. Pela catequese de Crisma, para que a cada dia iluminada pelo Santo Espírito, possa atrair mais jovens para uma evangelização adulta e consciente dos deveres cristãos e para o testemunho do Amor do Cristo; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!
8. Por nossos catequistas, para que na fé em Cristo caminhem sempre juntos, pois pela fé em que foram unidos,permaneçam unidos em Cristo Jesus e continuem a missão a qual foram chamados; Rezemos ao Senhor.
Senhor, escutai a nossa prece!

20. PREPARAÇÃO DAS OFERTAS

21. PROCISSÃO DAS OFERTAS - “CRISMADOS”

- Ofertamos ao Senhor o pão, fruto do trabalho do homem, que vai se tornar o Pão da Vida, Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
- Ofertamos ao Senhor à água que lava e gera a vida, acompanhada do vinho, fruto da videira, que para nós, vai se tornar Bebida de Salvação, Sangue do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
- Ofertamos ao Senhor a vela acesa, cujo fogo simboliza para nós a vida que se faz presente no Sacramento; a força do Espírito Santo.
- Ofertamos ao Senhor a Bíblia, que guarda a Palavra de Deus, luz para os nossos olhos, força para a nossa alma, caminho aberto para a salvação de todos os povos.

22. CANTO DO OFERTÓRIO - “SOBE A JERUSALÉM”

Sobe a Jerusalém / Virgem oferente sem igual / Vai, apresenta ao Pai / Teu menino, Luz que chegou no Natal / E, junto à Sua cruz / Quando Deus Morrer ficas de pé / Sim, Ele te salvou / Mas O oferecestes por nós toda fé.
Nós vamos renovar / Este sacrifício de Jesus / Morte e ressurreição / Vida que brotou de Sua oferta na cruz / Mãe, vem nos ensinar / A fazer da vida uma oblação / Culto agradável a Deus / É fazer oferta do próprio coração.

23. ORAÇÃO DA EUCARÍSTICA

24. SANTO - “A LUA E AS ESTRELAS”

A lua e as estrelas (O Senhor é Santo) / Uma ave no céu (O Senhor é Santo) / Tudo isso me que é Santo / O Senhor é Santo.
O verde das matas (O Senhor é Santo) / Um fruto maduro (O Senhor é Santo) / Tudo isso me que é Santo / O Senhor é Santo.
Céus e terra vão passar / Mil impérios desabar / Santo, Santo, Santo / Água, fogo, terra, e ar / Tudo isso a clamar / Santo, Santo, Santo.
As borboletas (O Senhor é Santo) / Uma planta vermelha (O Senhor é Santo) / Toda rosa me diz que Santo / O Senhor é Santo
O vento no rosto (O Senhor é Santo) / Saudades de alguém (O Senhor é Santo) / Todo canto me diz que Santo / O Senhor é Santo.

25. PAI-NOSSO - “REZADO”

26. ABRAÇO DA PAZ - “SEREI TEU AMIGO”

É preciso o caminho enfrentar / Quando o tempo difícil chegar / Com coragem caminharás / Porque ao teu lado eu quero estar / Deus nos ajudará.
Não vou te deixar! / Vou te amar! / Estarei sempre contigo / Seja inverno ou verão / Alegra teu coração! / Serei o teu amigo!. / Cada lágrima que cai / Fortalece-nos mais / Uooo / Sempre serei teu amigo.
Como é bom conviver partilhar / Os momentos alegres passar / Mas amigo fiel seguirá / Mesmo sabendo das lutas que tens / Ao teu lado estará.
No caminho teu / Quero andar / Precioso é para mim / O dom da tua vida / Se tristes estas / Vou te consolar / Mas se fores sorrir / Me alegrarás / Me alegrarás.

27. CANTO DA COMUNHÃO I -
“CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE”

Neste vinho e neste pão / Sei que posso me apoiar / Solução pra os meus problemas / Esta ceia me trará / Muito mais que um memorial / É Jesus Presente aqui / Se entregando hoje e sempre / Se doando ao Pai por mim.
Sim eu creio / No Corpo, Sangue, Alma e Divindade / No grandioso Deus que quer morar em mim / Que vem morar em mim / Eu canto glória / Ao Deus que se fez Pão / Ao Deus que se fez Vinho / Só por mim / Aleluia / Aleluia.
Quem não come do Teu Corpo / Do Teu Sangue não tomar / Não terá a vida eterna / Que nos prometestes dar / Quando bebes desde Vinho / E recebes desde Pão / se recorda no calvário / Morte e Ressurreição.

28. CANTO DA CRISMA II - “DAQUI DO MEU LUGAR”.

Daqui do meu lugar / Eu olho o Teu altar / E fico a imaginar aquele pão / Aquela refeição.
Partiste aquele pão / E o deste aos Teus irmãos / Criaste a religião do pão do céu / Do pão que vem do céu.
Somos a Igreja do pão / Do pão partilhado / E do abraço e da paz.
Daqui do meu lugar / Eu olho o Teu altar / E fico a imaginar aquela paz / Aquela comunhão.
Viveste aquela paz / E a deste a Teus irmãos / Criastes a religião do pão da paz / Da paz que vem do céu.
Somos a Igreja da paz / Da paz partilhada / E do abraço e do pão.

29. AÇÃO DE GRACAS - “É CERTO TUA PRESENÇA”

É certo Tua presença está aqui / É certo Teu Espírito nos unge / É certo outra vez o véu vai se rasgar / E como no calvário / Tua vida doar.
Adorado, bendito em todo viver / Exaltado em Teu corpo, em Teu sangue / Majestade, Supremo e Bom Senhor / Para Ti o meu canto / Para Ti, todo o meu louvor.
Tu és o princípio e o fim de tudo / Só Tu és a fortaleza / Rocha inabalável, confio em ti.

OREMOS (Pausa):

Acompanhai, ó Deus, com a vossa benção, aqueles que receberam a unção do Espírito Santo e foram nutridos pelo sacramento do vosso Filho, para que, superando todas as adversidades, alegrem a vossa Igreja por uma vida santa e a façam crescer no mundo por seu amor e suas obras. Por Cristo, nosso Senhor!
AS.: Amém!

30. CANTO FINAL - “VENHO TE AGRADECER”

Senhor, eu venho te agradecer / Por todos os dias agente poder conversar / Senhor, às vezes me vejo a chorar / Só tu és força que anima o meu caminhar.
Eu quero, te dizer agora / Que eu já vou embora / Evangelizar.
Senhor, eu vejo irmãos a sofrer / E sei pela fé que pedes me a todos amar / Senhor, o mundo precisa entender / Que só com amor a justiça sobreviverá.
Senhor às vezes me ponho a pensar/ E peço o fim da violência e da fome do irmão / Senhor o mundo precisa te conhecer / Mas eu Te prometo que vou evangelizar.

31. BENÇÃO FINAL

BISPO: Abençoe-vos Deus, Pai todo-poderoso, que vos fez renascer da água e do Espírito Santo e vos tornou seus filhos e filhas adotivos,
e vos conserve dignos de seu amor de Pai! AS.: Amém!
BISPO: Abençoe-vos seu Filho Unigênito, que prometeu que o Espírito da verdade permaneceria na Igreja, e vos confirme com sua força na profissão da verdadeira fé! AS.: Amém!
BISPO: Abençoe-vos o Espírito Santo, que acende o fogo do amor no coração dos discípulos, e vos conduza, unidos num só corpo e sem tropeço, à alegria do reino de Deus! AS.: Amém!
BISPO: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo! AS.: Amém!
PR.: Proclamai a todos o amor de Deus! Ide em paz e o Senhor vos acompanhe! AS.: Graças a Deus!