CONHEÇA!

Mostrando postagens com marcador Catecumenato de Adultos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Catecumenato de Adultos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de abril de 2025

APOSTILA CATECUMENATO DE ADULTOS: INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS


Catequistas em Formação apresenta um material completo e atualizado para a Iniciação Cristã de Adultos!

Nesta apostila você encontra:

Explicações sobre o que é o Catecumenato

Orientações para implantar na paróquia

Roteiros de encontros para até 1 ano de catequese

Celebrações próprias do itinerário catecumenal

Dicas práticas para os catequistas

Um verdadeiro caminho de fé e conversão, pensado com carinho para quem deseja evangelizar com profundidade e método!

R$ 40,00 - Pedidos pelo whats (41) 99747-0348

💬 Compartilhe com sua paróquia e sua equipe de catequese!

🕊️ “Ide e fazei discípulos…” (Mt 28,19)


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

CATECUMENATO OU "CATEQUESE DE ADULTOS"?

 

*Esta foto é de uma catequizanda de 2021 que realmente fez o catecumenato para voltar à vida cristã.

Na verdade eu nem deveria mais usar a expressão "catequese de adultos". Porque ela remonta a um tempo já "ultrapassado". Um tempo em que se fazia catequese com o compêndio do Catecismo. Nada contra, mas, perguntas e respostas na catequese, remonta a um estilo escolar. Já não podemos mais fazer desse jeito...

A catequese com esta metodologia só tem um objetivo: regularizar sacramentos! Não que hoje em dia as pessoas não procurem a Igreja para isso... Sim! Ainda temos muita gente que "quer casar na Igreja" e vai em busca dos sacramentos de Iniciação, principalmente da Crisma.

Claro que, bem informados, eles podem descobrir que não precisa ser crismado para casar. Basta uma promessinha de que vai ver isso depois e, tudo certo!

Mas, a conversa que eu gostaria de abrir, não é bem sobre isso. A catequese em busca de sacramento acontece tanto com adultos, quanto com as crianças e adolescentes. Até mais, eu diria. Quantas das nossas crianças estão ali só pra fazer a"primeira comunhão"? Nem é bom para nossa auto estima fazer semelhante pergunta. E quanto dos nossos adultos praticam o seguimento depois dos sacramentos?

A conversa aqui é sobre INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ. Palavras bonitas que enchemos a boca para falar inflando o peito de orgulho: "Sou catequista de iniciação à Vida Cristã!"

Será mesmo? Será que estamos iniciando as crianças ou estamos criando um público para o "Catecumenato de Adultos" lá na frente? E é assustador pensar se nossos adultos terão crianças para educar na fé cristã/católica no futuro.

Fato é que, quase não temos "batizandos" ou catecúmenos no catecumenato. Temos muitas pessoas em busca da Crisma ou do retorno à Eucaristia. E não se enganem! Elas querem se casar da Igreja, para aquela bonita festa para a família ou então foram convidados para serem padrinhos/madrinhas de algum filho/filha de amigos.

Bom, as razões para se fazer o catecumenato de adultos, são as mais diversas e, como Igreja acolhedora, sempre vamos abraçar a todos, mas, importante é conferirmos se nós não estamos ainda nesta vibe de Igreja sacramental que tanto criticamos mas, continuamos fazendo.

O que mais deveria importa com os adultos que vem a nós agora, é pensar nos cristãos que vão ficar depois.

Em quatro anos na catequese com adultos - sempre no modelo catecumenal - posso dizer com certeza que metade dos nossos catequizandos são "catequizandos de crisma"... que querem casar ou batizar alguém. Isso quando não conseguem passar a conversa no pároco e batizam crianças sem crisma mesmo.

Ah! Desculpe, isso só acontece na paróquia dos outros...

Então chego ao fim do meu quarto ano como catequista de adultos. E vou dizer que sou isso mesmo: catequista de adultos. Pouco mudou com a implantação do catecumenato. Continuamos fazendo muito para poucos e vamos nos adaptando às exigências da "clientela". O que se fazia nos primeiros séculos da Igreja, uma preparação que durava 3 anos ou mais, hoje se faz em seis meses. E como é complicado "ocupar" a quaresma com "coisas da catequese", vamos colocar a quaresma lá por outubro/novembro que já tá bom demais.

Eu não costumo desistir das coisas. Elas me envolvem duma tal maneira que ainda ACREDITO em fazer discípulos missionários. Por isso, continuo a martelar as teclas do meu notebook...

Força aí Catequistas!

Ângela Rocha - Catequistas em Formação



Esta Apostila é o fruto de 4 anos de trabalho junto ao catecumenato de adultos. Não são só pesquisas colhidas em ublicações da Igreja, são experiências de "fazer fazendo". São 270 páginas de orientações, roteiros de encontros e de celebrações com base no RICA. para adquirir é só entrar em contato pelo whats (41) 99747-0348. Custa R$ 30,00  disponilizada em arquivo PDF.





segunda-feira, 27 de novembro de 2023

TEMPO DA PURIFICAÇÃO E ILUMINAÇÃO: CATECUMENATO DE ADULTOS

 

Imagem: Google/Catequistasem Formação

Chegamos ao Tempo da Iluminação e Puriticação, no Catecumenato de Adultos em nossa paróquia. 

Para lembrar: O tempo da Purificação e Iluminação dos catecúmenos acontece normalmente na QUARESMA. A realização dos sacramentos é no sábado da Vigília Pascal ou, não sendo possível, realiza-se nas 2 primeiras semanas do Tempo Pascal. É um tempo voltado para preparação espiritual, não é um tempo de conteúdos catequéticos. percebam que eu disse "normalmente", mas, como estamos em uma paróquia onde a catequese de modo geral não se aplica ao"normal", transferimos este tempo para o final do ano civil (Que não deveria reger a catequese catecumenal de jeito nehum, mas, normalmente somos "vencidos" pelas regras e opiniões de quem não entende nada de catecumenato. Enfim, fazemos o que podemos. 

Nessa etapa, o primeiro Rito que fazemos é a “Eleição” dos candidato aos sacramentos. Um Rito que aocntece durante a missa com a comunidade.  Denomina-se “eleição” porque a Igreja admite o catecúmeno/catequizando, baseada na eleição de Deus, em cujo nome ela age. Chama-se, também “inscrição dos nomes” porque os candidatos, inscrevem seus nomes no registro dos eleitos (ou Livro dos eleitos).

Mas, seja em que período do ano for, cabe sempre algumas adaptações dos roteiros contidos no RICA - Ritual da Iniciação de Adultos. Seja por se realizarem fora da quaresma, seja porque as lideranças e párocos ainda não tem consciência da importância do processo catecumenal seguir os ritos propostos pelo Ritual.

O Rito que fecha o período do catecumenato (catequeses) e marca o Início do Tempo da Purificação e Iluminação, é o Rito da Eleição ou Inscrição do nome. A celebração do Rito deve acontecer oo Primeiro domingo da QuaresmaOs padrinhos acompanham os catecúmenos que agora serão denominados eleitos. A paróquia deve ter um "Livro dos eleitos", onde se faz a inscrição dos nomes durante a celebração. Este "livro" é guardado na paróquia para que todos os anos se faça a inscrição de novos eleitos. 


Nesse tempo há uma intensa preparação espiritual, mais relacionada à vida interior que à catequese, procurando purificar os corações e espíritos pelo exame de consciência e pela penitência, e iluminá-los por um conhecimento mais profundo de Cristo. Serve-se para isso de vários ritos, sobretudo dos escrutínios e das entregas.

Escrutínios: são rituais que se realizam por meio de exorcismos (orações e bênçãos), e são de caráter espiritual. O que se procura por meio deles é purificar os espíritos e os corações, fortalecer contra as tentações, orientar os propósitos e estimular as vontades, para que os catecúmenos ou catequizandos se unam a Cristo e reavivem seu desejo de amar a Deus (RICA 154 a 159). São três no total. Os escrutínios acontecem durante a celebração da missa com a comunidade, que é celebrada como de costume até a homilia. Após esta, os eleitos se ajoelham ou inclinarem-se para a oração e os padrinhos e toda comunidade é convida a rezar alguns instante em silêncio por eles. Os padrinhos colocam a mão direita sobre o ombro dos eleitos, e é proferida as preces pelos eleitos, utilizando uma das fórmulas propostas pelo RICA (nº 163 ou 378). Concluídas as preces, o padre recita a oração de exorcismo sobre os eleitos (RICA, nº 164 ou 379) e a missa prossegue como de costume.

A palavra "Exorcismo" exerce um certo fascínio pelas pessoas em geral. Isso porque a mídia tem dado uma conotação um tanto exagerada. Os exorcismos são orações que fortalecem o candidato na luta contra o mal. Inclui o gesto da imposição de mãos. Não é expulsão de um espírito demoníaco e sim um momento forte de bênção. 

Os Três escrutínios são feitos, com as leituras do Ciclo A, nesta sequencia: 
3º. Domingo: A Samaritana (Jo 4,5-42) - Fonte da água viva.
4º. Domingo: O Cego de nascença (Jo 9,1-41) - Deixar as trevas, acolher a luz.
5º. Domingo: Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45) - Participar da ressurreição.

Além dos escrutínios a Quaresma prevê um Retiro espiritual, que pode ser adequado aos dias de semana ou ao 2º domingo. Outros Ritos, incluindo o Rito do Éfeta, podem se feitos no Sábado Santo pela manhã: redição do Símbolo, Unção com o óleo.

As celebrações dos Sacramentos da Iniciação Cristã são feitas no Sábado Santo (Vigília Pascal).  Para os que serão batizados, receberão todos os sacramentos. O padre os confirma. Os demais poderão receber os sacramentos que faltam para a iniciação. Para confirmar estes, deve-se ter autorização do bispo.  Quanto aqueles que participaram do catecumenato para aprofundamento da fé e já possuem todos os sacramentos, apenas acompanham as celebrações. Vale uma menção do padre nas celebrações.

E assim fecha-se o 3º Tempo do catecumenato - Purificação e Iluminação, e abre-se o Tempo da Mistagogia. Infelizmente percebemos que poucas paróquias utilizam-se deste tempo, que acontece duranto todo o Tempo Pascal, encerrando-se em Pentecostes. Mas, sobre o tempo da Mistagogia, falamos numa outra hora.



Ângela Rocha - Catequista, graduada em Teologia - PUCPR.                                     Catequistas em Formação.

* Estas e outras orientações com roteiros das celebrações encontram em nossa Apostila: CATECUMENATO DE ADULTOS, que pode ser adquirida entrando em contato pelo Whats: (41) 99747-0348.




domingo, 17 de setembro de 2023

ROTEIRO DE ENCONTRO: A CRIAÇÃO E A CASA COMUM - CATECUMENATO DE ADULTOS

Você já leu a Laudato Si'? "Sobre o cuidado da 'casa comum'". Carta Encíclica do Papa Francisco de 24 de maio de 2015? Se não leu, leia e aproveite este roteiro de encontro!

ROTEIRO DE ENCONTRO: A CRIAÇÃO E A CASA COMUM

Para o catequista: Sugerimos aqui um encontro mais “motivacional”, estimulando a sensibilidade e o encantamento pela criação. Ele pode ser associado aos primeiros encontros, outra possibilidade é criar um momento especial de celebração no meio do processo catecumenal (catequese). Sobre o texto bíblico da Criação: É preciso superar uma concepção literal e estática da origem da Terra. Ampliar a visão cristã sobre a criação e a nossa responsabilidade para com ela. Perceber que a teologia da criação não está somente em Gn 1-2. Ela percorre toda a Bíblia, em estreita relação com a salvação.

Objetivos do encontro: Aproximar o catequizando da natureza com abertura para a admiração e o encanto, mostrando a língua da fraternidade e da beleza, conforme a Carta Encíclica Laudato si, do Papa Francisco (LS 11). Apresentar São Francisco de Assis como modelo do cuidado com a casa comum.

Ambientação: Sugerimos que o encontro seja em um parque, bosque, área de conservação, ou qualquer outro espaço onde, antes de refletir, as pessoas exercitem seus sentidos (tocar, cheirar, ver, respirar, ouvir), percebendo-se como parte do meio ambiente, da criação de Deus: flores, árvores, plantas, pássaros, água, etc. Se possível, uma imagem de São Francisco de Assis.

Material de apoio: Carta Encíclica Laudato si - Papa Francisco.

Sobre a Encíclica Laudato si

A Encíclica Laudato si foi escrita pelo Papa Francisco em maio de 2015. Ela foi escrita para “nos ajudar a reconhecer a grandeza, a urgência e a beleza do desafio que temos pela frente: cuidar da casa comum, a Terra”. (LS 15).

A Terra é para nós como a casa onde habitamos com as outras criaturas, uma irmã com que partilhamos a existência, uma boa mãe que nos acolhe nos seus braços. Ela clama contra a violência que lhe provocamos. Esquecemos de que nós mesmos somos parte da Terra. Francisco faz um grande apelo: unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral (LS 13).

O Papa Francisco usa como símbolo do amor à criação, São Francisco de Assis religioso italiano o fundador da Ordem dos Franciscanos no século XII. São Francisco era filho de um rico comerciante, mas fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX dois anos depois de sua morte. São Francisco é exemplo do cuidado pelo que é frágil, por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. Aquele que reconhece o planeta como um livro maravilhoso de Deus, que nos fala de sua bondade e beleza. (LS 10,11,12).

Iniciando o encontro: Agradecer a Deus pela beleza da criação:

Catequista: Louvado Seja, meu Senhor, por todas as suas criaturas.

Todos repetem: Louvado Seja, meu Senhor, por todas as suas criaturas. Amém.

Sinal da cruz: Pai, filho e Espírito Santo.

Canto: Cântico das Criaturas (São Francisco). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2Q35mDFHIy8

- Falar sobre as questões socioambientais que devem causar inquietação nos cristãos. “Tomar consciência, ousar transformar em sofrimento pessoal aquilo que acontece ao mundo e, assim, reconhecer a contribuição que cada um lhe pode dar”. (LS 18).

♫ Canto: Escolha um Salmo de Louvor com a criação. Sugestão: Salmo 135/136. https://liturgiadashoras.online/salmo-135136/

Ou recitar o Salmo: 148, 3-5: Louvem-no sol e lua, louvem-no todas as estrelas cintilantes. Louvem-no os mais altos céus e as águas acima do firmamento. Louvem todos eles o nome do Senhor, pois ordenou, e eles foram criados.

Leitura bíblica: Gn 1 e 2.

- Pedir a todos que façam uma leitura individual e silenciosa, buscando no local o melhor espaço para isso: banco de jardim, grama, andando...

- Em seguida reunir a todos para a partilha.

Começando a conversa (Meditação):

Como podemos participar no projeto criador e salvador de Deus?

Reflexão: As narrações da criação no livro do Genesis contêm, na sua linguagem simbólica e narrativa, ensinamentos profundos sobre a existência humana e a sua realidade histórica. Estas narrações sugerem que a existência humana se baseia sobre três relações fundamentais intimamente ligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra. Segundo a Bíblia, estas três relações vitais romperam-se não só exteriormente, mas também dentro de nós. Esta ruptura é o pecado. A harmonia entre o Criador, a humanidade e toda a criação foi destruída por termos pretendido ocupar o lugar de Deus, recusando reconhecer-nos como criaturas limitadas. (LS 66).

- De dominar para cuidar (LS 67).

Não somos Deus. A terra existe antes de nós e nos foi dada. A narração do Genesis, que convida a “dominar” a terra (Gn 1, 28), favoreceria a exploração selvagem da natureza, apresentando uma imagem do ser humano como dominador e devastador. Mas esta não é uma interpretação correta da Bíblia, como a entende a Igreja. Se é verdade que nós, cristãos, algumas vezes interpretamos de forma incorreta as Escrituras, hoje devemos decididamente rejeitar que, do fato de ser criados à imagem de Deus e do mandato de dominar a terra, se deduza um domínio absoluto sobre as outras criaturas. É importante ler os textos bíblicos no seu contexto e lembrar que nos convidam a “cultivar e guardar” o jardim do mundo (Gn 2, 15). Enquanto “cultivar” quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, “guardar” significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Cada comunidade pode tomar da bondade da terra aquilo de que necessita para a sua sobrevivência, mas tem também o dever de a proteger e garantir a continuidade da sua fertilidade para as gerações futuras.

Mantra: Ao Senhor pertence a terra (Sl 24/23, 1), a Ele pertence a terra e tudo o que nela existe (Dt 10, 14).

- Caim e Abel: A terra clama! (LS 70a).

Na narração de Caim e Abel, vemos que a inveja levou Caim a cometer a injustiça extrema contra o seu irmão. Isto, por sua vez, provocou uma ruptura da relação entre Caim e Deus e entre Caim e a terra, da qual foi exilado. Esta passagem aparece sintetizada no dramático colóquio de Deus com Caim. Deus pergunta: “Onde está o teu irmão Abel? Caim responde que não sabe, e Deus insiste com ele: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim. De futuro, serás amaldiçoado pela terra (…). Serás vagabundo e fugitivo sobre a terra” (Gn 4, 9-12).

O descuido no compromisso de cultivar e manter um correto relacionamento com o próximo, relativamente a quem sou devedor da minha solicitude e custódia, destrói o relacionamento interior comigo mesmo, com os outros, com Deus e com a terra. Quando todas estas relações são negligenciadas, quando a justiça deixa de habitar na terra, a Bíblia diz-nos que toda a vida está em perigo.

Mantra: A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim!

- Noé: tudo está interligado (LS 70b). Basta um homem bom para haver esperança (LS 71a).

Embora Deus reconhecesse que: “a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração”. (Gn 6, 5-6).Ele decidiu abrir um caminho de salvação através de Noé, que ainda se mantinha íntegro e justo. Assim deu à humanidade a possibilidade de um novo início.

Mantra: Basta um homem bom para haver esperança!

A tradição bíblica estabelece uma reabilitação e o respeito pelos ritmos da natureza pela mão do Criador. É a Lei do Shabbath: No sétimo dia, Deus descansou de todas as suas obras. Assim, Deus ordenou a Israel que cada sétimo dia devia ser celebrado como um dia de descanso, um Shabbath. Além disso, de sete em sete anos, instaurou-se também um ano sabático para Israel e a sua terra (Lv 25,1-6), durante o qual se dava descanso completo à terra, não se semeava e só se colhia o indispensável para sobreviver e oferecer hospitalidade. Por fim, passadas sete semanas de anos, ou seja quarenta e nove anos, celebrava-se o jubileu, um ano de perdão universal, “proclamando na vossa terra a liberdade de todos os que a habitam” (Lv 25,10).

Mantra: A dádiva da terra com os seus frutos pertence a todo o povo!

- De “natureza” para “criação”: a diferença (LS 76).

Na tradição judaico-cristã, dizer “criação” é mais do que dizer natureza, porque tem a ver com um projeto do amor de Deus, onde cada criatura tem um valor e um significado. A natureza entende-se habitualmente como um sistema que se analisa, compreende e gere, mas a criação só se pode conceber como um dom que vem das mãos abertas do Pai de todos, como uma realidade iluminada pelo amor que nos chama a uma comunhão universal.

Mantra: A criação é dom de Deus, para a comunhão universal!

- Cada ser é importante. Tudo é carícia de Deus (LS 84).

O fato de insistir na afirmação de que o ser humano é imagem de Deus não deveria fazer-nos esquecer que cada criatura tem uma função e nenhuma é supérflua. Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus. A história da própria amizade com Deus desenrola-se sempre num espaço geográfico que se torna um sinal muito pessoal, e cada um de nós guarda na memória lugares cuja lembrança nos faz muito bem.

Mantra: Como é grande o carinho do Senhor por seus filhos!

- Uma comunhão universal: respeito sagrado, amoroso e humilde (LS 89).

As criaturas deste mundo não podem ser consideradas um bem sem dono: “Todas são tuas, ó Senhor, que amas a vida” (Sb 11, 26). Isto gera a convicção de que nós e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que “Deus uniu-nos tão estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertificação do solo é como uma doença para cada um, e podemos lamentar a extinção de uma espécie como se fosse uma mutilação”.

Mantra: Somos criaturas tuas , ó Senhor, que ama a vida.

- O olhar de Jesus de Nazaré (LS 97-98).

O Senhor podia convidar os outros a estar atentos à beleza que existe no mundo, porque Ele próprio vivia em contacto permanente com a natureza e prestava-lhe uma atenção cheia de carinho e admiração. Jesus vivia em plena harmonia com a criação, com grande maravilha dos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (Mt 8, 27).

Quando percorria os quatro cantos da sua terra, detinha-Se a contemplar a beleza semeada por seu Pai e convidava os discípulos entenderem a mensagem divina: “O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a menor de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore” (Mt 13, 31-32).

Mantra: “Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa” (Jo 4, 35).

- Cristo glorificado e a Nova Criação (LS 100).

O Novo Testamento não nos fala só de Jesus terreno e da sua relação tão concreta e amorosa com o mundo; mostra-nos também como o ressuscitado e glorioso, presente em toda a criação com o seu domínio universal. “Foi n’Ele que aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude e, por Ele e para Ele, reconciliar todas as coisas (…), tanto as que estão na terra como as que estão no céu” (Cl 1, 19-20). Isto lança-nos para o fim dos tempos, quando o Filho entregar ao Pai todas as coisas a fim de que Deus seja tudo em todos. Assim, as criaturas deste mundo já não nos aparecem como uma realidade meramente natural, porque o Ressuscitado as envolve misteriosamente e guia para um destino de plenitude. As próprias flores do campo e as aves que Ele, admirado, contemplou com os seus olhos humanos, agora estão cheias da sua presença luminosa.

Mantra: Que Deus seja tudo em todos!

Aprofundando o tema:

O que está acontecendo com a nossa casa?

- Há um problema ambiental que você e sua família sentem “na pele”?

- Quais, em sua opinião, são os principais problemas ambientais da nossa comunidade, da nossa cidade? E do nosso país? Do mundo?

- O que eu posso fazer a este respeito?

As respostas têm caráter prático, concreto. Buscar na comunidade ações comunitárias e coletivas de cuidado com a casa comum, e conforme sua realidade tentar participar delas.

Oração final: 
Oração pela nossa Terra

Deus Onipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém.

Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos.

Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição.

Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra.

Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.

Obrigado porque estais conosco todos os dias.

Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz.

Papa Francisco ((LS 246ª)


- Incentivar o louvor espontâneo, repetindo refrão de agradecimento.

Catequista: Louvado Seja, meu Senhor, por todas as suas criaturas.

Todos: Louvado Seja, meu Senhor, por todas as suas criaturas. Amém.

- Fechar com o Pai Nosso... Sinal da cruz: Pai, filho e Espírito Santo.


Texto para leitura:

FRANCISCO. Carta Encíclica Laudato Si - Doc.201. São Paulo: paulinas, 2015.


Adaptado de:


ESTE e outros encontros você encontra em nossa apostila:

PEDIDOS WHATS: (41) 99747-0348





sexta-feira, 18 de junho de 2021

ITINERÁRIO PARA CATECUMENATO DE ADULTOS: QUE MODELO SEGUIR?

Ícone de Cristo Pantocrator (Todo Poderoso) - Representação de Jesus

Não é de hoje que a Catequese de Adultos nos desafia. Primeiro pelo tom urgente que o Concílio Vaticano II nos trouxe para adotar o processo catecumenal, depois pelo fato de que os adultos de hoje já não se satisfazem mais com uma catequese "de catecismo" e que não traga resposta aos anseios dos homens e mulheres de hoje. E, somadas a estes desafios, vem as nossas dúvidas:

Que modelo seguir? 

Quais os temas a serem aprofundados com os adultos?

Quanto tempo dura a "catequese"?

isso só para começar...

Fato é que, mesmo depois do Documento de Aparecida, do Diretório Nacional de Catequese e de vários outros documentos, também fazerem acenos a este respeito, ainda existem comunidades que respondem aos adultos que procuram a paróquia, com uma catequese sacramental e sem profundidade. Mas, estamos mudando aos poucos estes conceitos. Dioceses vem criando diretórios para o catecumenato de adultos e, onde não há esta iniciativa, as próprias comunidades estão buscando parâmetros que ajudem a enfrentar este desafio.

Não pretendemos, obviamente, criar um "itinerário" a ser seguido por todos - mesmo porque, compete a cada diocese (Arqui), providenciar isso - mas, tão somente, trazer aos catequistas um pequeno "Guia" para o processo catecumenal a se iniciar com adultos. Este guia é fruto de experiências levantadas em diversas dioceses do Paraná, especialmente, na Arquidiocese de Curitiba, que já têm uma longa caminhada no Catecumenato de Adultos, trazendo aos seus protagonistas um Diretório de Iniciação à Vida Cristã e também um Itinerário para o Catecumenato de adultos, já com sugestão de temas com seus respectivos roteiros.

Respondendo as dúvidas formuladas, podemos afirmar que o modelo a seguir é o da SUA diocese. No entanto, como já observamos, nem todas as dioceses trazem as respostas ainda. Ou elas não são do conhecimento da base (catequistas). Falta aí, uma integração entre os diversos níveis das comissões catequéticas e o pároco, principal e primeiro catequista da comunidade.

Mesmo tendo conhecimento do Itinerário usado no processo catecumenal, surge a dúvida: Quais os temas a serem aprofundados com os adultos? O que trabalhar nos encontros? Enquanto tempo deve durar esta etapa (de catequese)?

Aqui é preciso tomar cuidado, pois, durante muitos anos seguiu-se o "catecismo", com uma catequese de perguntas e respostas, exclusivamente sacramental e sem ligação com a liturgia da Igreja. E existe, ainda em muitos lugares, a Catequese de Adultos, organizada por leigos da comunidade que nunca tiveram contato com qualquer metodologia catequética ou documento que não fosse o CIgC. O objetivo desta catequese ainda é "casar na Igreja" ou ser "padrinho" de alguém. O tempo sendo estabelecido conforme a necessidade da "clientela".

Esta fase, graças ao bom Deus, acabou! Não fazemos mais catequese para dar "comprovante" ou "certificado". Não na catequese dos adultos!

O processo catecumenal tem 4 "Tempos" assim definidos: 

Pré-catecumenato: que pode durar o tempo necessário para "introduzir" o candidato (este é o nome que damos) ao processo catecumenal. O número de encontros é reduzido, quatro ou cinco, intercalados com a presença nas missas, eventos da comunidade, contato com pastorais e grupos.

Catecumenato ou Catequese: a duração da catequese ideal, seria de até 3 anos, como era a catequese na Igreja dos primeiros séculos, no entanto, a pressa do mundo atual, não nos permite este tempo. Assim, as Igrejas particulares (dioceses), optam por 01 ano até 02 anos.

Iluminação/Purificação: tempo da Quaresma, com a realização dos sacramentos no sábado da Vigília Pascal. Não sendo possível o sábado, realiza-se nas 2 primeiras semanas do Tempo Pascal.

Mistagogia: tempo de reflexão e adesão à comunidade. O ideal é que dure até o domingo de Pentecostes, onde se possa fazer uma celebração de envio, já com vistas à adesão pastoral.

Agora vem a dúvida que "cutuca" o catequista: Quais Temas tratar na Catequese? Os demais tempos estão todos disciplinados no RICA - Ritual de Iniciação Cristã de Adultos, livro litúrgico que trata das orientações e celebrações. Mas, e os encontros que devem ser feitos durante 01 ano, 02 anos, devem ter que direção?

Vamos pensar primeiramente que isto já era do conhecimento dos primeiros "catequistas" da nossa Igreja. Os discípulos que seguiram Jesus e foram enviados para evangelizar o mundo. SIM! Eles tinham um livro de roteiros! O Didakê ou Instrução dos Apóstolos. E a partir daí, inúmeros documentos da Igreja sempre frisando quais são os temas básicos da catequese: O Creio, o Pai Nosso, os Mandamentos, os Sacramentos, aliados à História da Salvação, a Vida de Jesus e história da Igreja. Mais nada! Ou deveríamos dizer: mais TUDO que diga respeito a estes sete pilares da catequese.

E assim vamos aprendendo em que cremos, o que rezamos, como vivemos, o que celebramos. Descobrimos de onde veio Jesus, a história da salvação descrita no Antigo Testamento, a vida de Jesus nos Evangelhos, a constituição da Igreja em  Atos e Cartas. Não podendo, evidentemente, esquecer da história do homem como ser do mundo em evolução, aliando as ciências antropológicas e religiosidade.

Cremos assim, que, conhecedores destes fatos, já podemos nos arriscar a fazer um pequeno Itinerário para a Catequese - Catecumenato dos Adultos.


ITINERÁRIO DO CATECUMENATO DE ADULTOS

(RICA – Ritual de Iniciação Cristã de Adultos)


1. PRE-CATECUMENATO

Este é o tempo de “conhecimento” e apresentação da comunidade ao interessado no catecumenato. Se ele foi apresentado á Igreja por uma pessoa católica: familiares, amigos etc., peça que essa pessoa o acompanhe durante esta fase do catecumenato, dando-lhe incentivo e apoio. Damos o nome de “introdutor” a essa pessoa. São previstos de 3 a 4 encontros. Observe que este “tempo” é mais personalizado e as turmas devem ter poucas pessoas.

1º – Acolhida: Quero hoje entrar na tua casa (Lc 19, 1-10);

2º – Encontro pessoal dom jesus Cristo (Jo 1, 35ss);

3º - Quem é Jesus Cristo? (Mt 16, 13-17).

Caso seja necessário, fazer um 4º e 5º encontro.

Celebração de entrada no catecumenato - Entre o 2º. Domingo da Páscoa e a Ascensão do Senhor.


Faz-se a entrega da Bíblia (Pode-se entregar a cruz).

- Os que já receberam os sacramentos são acolhidos de modo diferenciado, aptos para participar do processo formativo, embora não sejam chamados de catecúmenos, e sim catequizandos.

2. TEMPO DO CATECUMENATO – ENCONTROS (temas).

1º ENCONTRO: Introdução a Sagrada Escritura.

2º ENCONTRO: Leitura Orante da Palavra de Deus.

3º ENCONTRO: História da Salvação I.

4º ENCONTRO: História da Salvação II.

5º ENCONTRO: Os dez Mandamentos e o Mandamento de Jesus.

6º ENCONTRO: Jesus, Rosto Divino do Homem, rosto Humano de Deus.

7º ENCONTRO: Maria, o ícone do Amor – Maria e o terço.

8º ENCONTRO: A intercessão dos Santos e Santas.

9º ENCONTRO: A oração nos faz íntimos de Deus

10º ENCONTRO: Jesus nos ensina a rezar – O Pai Nosso

Celebração de entrega - Pai Nosso. (Caso haja possibilidade, esta entrega deve ser feita durante o tempo de Iluminação/Purificação).

11º ENCONTRO: O Reino de Deus por meio das parábolas de Jesus

12º ENCONTRO: As Bem-Aventuranças

13º ENCONTRO: Santíssima Trindade

14º ENCONTRO: Eu Creio, nós Cremos – A oração do Creio.

Celebração de entrega - Creio. (Caso haja possibilidade, esta entrega deve ser feita durante o tempo da Iluminação/Purificação).

15º ENCONTRO: Ano Litúrgico

16º ENCONTRO: A Missa explicada

17º ENCONTRO: Introdução aos Sacramentos

18º ENCONTRO: Sacramento da Iniciação Cristã - BATISMO

19º ENCONTRO: Sacramento da Iniciação Cristã – EUCARISTIA

20º ENCONTRO: Sacramento da Iniciação Cristã – CRISMA

21º ENCONTRO: Sacramento de Cura – Reconciliação e Unção dos enfermos.

22º ENCONTRO: Sacramentos do Serviço: Matrimônio, Ordem.

23º ENCONTRO: A Igreja

24º ENCONTRO: A Missão do Cristão – A história de Paulo

(* A ordem dos encontros pode ser adaptada ao tempo litúrgico).

3. TEMPO DA ILUMINAÇÃO/PURIFICAÇÃO:

A segunda etapa da iniciação dá início ao tempo da purificação e iluminação, consagrado a preparar mais intensamente o espírito e o coração.  O tempo da Purificação e Iluminação dos catecúmenos é normalmente a QUARESMA.

Nessa etapa, a Igreja procede à “eleição” do candidato aos sacramentos.  Denomina-se “eleição” porque a Igreja admite o catecúmeno/catequizando, baseada na eleição de Deus, em cujo nome ela age. Chama-se, também “inscrição dos nomes” porque os candidatos, inscrevem seus nomes no registro dos eleitos. Nesse tempo, há intensa preparação espiritual, mais relacionada à vida interior que à catequese, procurando purificar os corações e espíritos pelo exame de consciência e pela penitência, e iluminá-los por um conhecimento mais profundo de Cristo, nosso Salvador.  Serve-se para isso de vários ritos, sobretudo dos escrutínios e das entregas.

ESCRUTÍNIOS: São 03 no total. Sãos Ritos que se realizam por meio de exorcismos*. Tem a finalidade de purificar os espíritos e corações, fortalecer contra as tentações, orientar as vontades, para que o eleitos se una mais fortemente a Cristo.

* Exorcismos: Orações que fortalecem o candidato na luta contra o mal. Inclui o gesto da imposição de mãos. Não é expulsão de um espírito demoníaco.

 

    1º Domingo da Quaresma - Celebração da Eleição:

Escrita do nome no livro dos “Eleitos”. (Admissão dentro da igreja-templo, preferencialmente no Primeiro domingo da quaresma). Os padrinhos acompanham os catecúmenos que são agora denominados de “eleitos”.

 

   3º Domingo da quaresma – 1º Escrutínio: A Samaritana (Jo 4,5-42): Fonte de água viva.

   

   4º Domingo da Quaresma – 2º Escrutínio: O Cego de nascença  (Jo 9,1-41): Deixar as trevas, acolher a luz.

 

   5º Domingo da Quaresma3º Escrutínio: Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45). Participar da ressurreição.

 

   RETIRO ESPIRITUAL: Pode ser realizado num sábado ou à noite durante entre a 4ª e a 5ª Semana da Quaresma.

 

   Rito do Éfeta (preferencialmente no Sábado Santo)

 

CELEBRAÇÃO DOS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ (VIGÍLIA PASCAL) 


 - Convém que os sacramentos sejam administrados na Vigília Pascal.
- Para os que serão batizados, receberão todos os sacramentos. O padre os confirma. Os demais poderão receber os sacramentos que faltam para a iniciação. Para confirmar estes, deve-se ter autorização do bispo.

4. MISTAGOGIA:

Mistagogia: Significa “introduzir no mistério”, ou seja introduzir no plano de salvação de Deus de salvar o mundo em Cristo (cf Ef, 1,3-13).

Acolhida aos neófitos  - 2º. Domingo da Páscoa

·        Catequeses mistagógicas - após as missas do Tempo Pascal

      Fazer a partilha e leitura orante do Evangelho que foi proclamado.

     É o momento de partilhar e aprofundar o significado dos sacramentos que foram recebidos.

- Celebração e festa de encerramento - Sugere-se que no Domingo de Pentecostes aconteça uma alegre celebração para marcar a “conclusão” do processo!

 Inserção na comunidade e nas pastorais

     Recebidos nas pastorais.

     Acolhidos em algum grupo.

     Convém que haja um programa na paróquia para que eles sigam seu caminho na comunidade.

 

Adaptação: Ângela Rocha

FONTES DE PESQUISA:

BÍBLIA. Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulinas, 1983.

Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 1992.

CNBB. Catequese renovada: orientações e conteúdo. Documento da CNBB, nº  26. São Paulo: Paulinas, 1984.

CNBB. Diretório Nacional de Catequese – DNC. Conferência Nacional dos  Bispos do Brasil. Brasília: CNBB, 2006.

Didaké, Doutrina dos Apostolos. São Paulo: Paulus, 1995

PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A PROMOÇÃO DA NOVA EVANGELIZAÇÃO. Diretório para a Catequese . Vaticano: 2020. Documentos da Igreja nº 61, CNBB: Brasília, 2020.

RICA – Ritual de Iniciação cristã de Adultos. São Paulo: Paulus, 1973.

 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A QUARESMA E OS CATECÚMENOS



SÉRIE: Catequese de Adultos

Aproximadamente 350 anos d.C., a Igreja começou a organizar uma preparação muito cuidadosa para o Batismo: o catecumenato. Os catecúmenos deviam passar por um longo período de preparação. Durante dois ou três anos deviam frequentar fielmente a catequese, depois, deviam comprometer-se a levar uma vida honesta e fiel à Igreja para mostrar que seu desejo de se tornar cristão era sincero.

Cada comunidade celebrava os batizados somente urna vez durante o ano, na noite da Páscoa. Era a famosa Vigília Sagrada, da qual falava Tertuliano, transcorrida na oração e na meditação da Palavra de Deus e concluída pela manhã, com a celebração eucarística, da qual participavam, pela primeira vez, também os recém-batizados.

Sendo que a celebração do batismo constituía a parte central da cerimônia da noite da Páscoa, a Quaresma assumia uma importância especial para os catecúmenos. Para eles constituía a última etapa antes de receber esse sacramento (Tempo da Iluminação e Purificação no processo catecumenal).

Durante esses 40 dias, eles recebiam a catequese todos os dias. Quem os instruía não era um catequista qualquer, mas o próprio Bispo. Durante esse período participavam também de muitas cerimônias e tinham algumas reuniões, nas quais eram submetidos a “exames” (escrutínios). Verificava-se se tinham assimilado as verdades fundamentais da fé e avaliava-se se a vida deles era coerente com aquilo que professavam.

O encontro mais importante tinha lugar na quarta-feira da quarta semana. Era chamado “o grande exame” ou escrutínio. Nesse dia — dizia-se — “eram abertos os ouvidos”, porque a eles eram ensinados o “Creio” e o “Pai-nosso”, que constituem a síntese de toda a doutrina cristã, (razão do Rito do “Éfeta” ou “abra-se”). Se não tivermos presente que a Quaresma devia servir como preparação aos catecúmenos, não conseguiremos entender plenamente o conteúdo das leituras deste período litúrgico.

Os escrutínios, solenemente celebrados aos domingos, t~em em vista o duplo fim de descobrir o que houver de imperfeito, fraco e mau no coração dos eleitos, para curá-los; e o que houver de bom, forte, santo, para consolidá-lo. Os escrutínios são orientados para libertar do pecado e do demônio e confirma no Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida dos eleitos.

As entregas, pelas quais a Igreja confia aos eleitos os antigos documentos da fé e da oração, isto é, o Símbolo (Credo) e a Oração do Senhor (Pai Nosso), visam a sua iluminação. No símbolo, que recorda as maravilhas realizadas por Deus para a salvação dos homens, o olhar dos catecúmenos se enchem de fé e alegria. Na Oração do Senhor, percebem melhor o novo espírito de filhos pelo qual, sobretudo na reunião eucarística, darão a Deus o nome de Pai.

Os textos bíblicos de fato foram escolhidos sobretudo para aqueles que se preparam para o batismo (falam da água, da luz, da fé, da cegueira, da unção com o óleo, da renúncia ao pecado, da vitória de Cristo sobre a morte...).

Os catecúmenos são como filhos que estão para nascer. A mãe (que é a Igreja, isto é, a comunidade) lhes dedica toda a sua atenção. “Prepara” o alimento da palavra de Deus especialmente para eles, para o seu paladar, para as suas necessidades. E toda a comunidade é convidada a comungar espiritualmente com eles, orando e acompanhado as celebrações. A eles é proporcionada a oportunidade para meditar sobre as verdades fundamentais da própria fé e sobre os compromissos (às vezes um pouco esquecidos) assumidos no dia do próprio batismo.

Ângela Rocha
(Texto adaptado)

RICA - Ritual de Iniciação Cristã de Adultos.