CONHEÇA!

Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de abril de 2024

ESQUEMA GERAL PARA O PRIMEIRO ENCONTRO COM OS PAIS

 


 ESQUEMA GERAL PARA PRIMEIRO ENCONTRO DE PAIS

 

 

01 - ACOLHIDA e Oração Inicial

- Fazer uma colhida calorosa aos pais falando da alegria em recebê-los na catequese dos filhos;         

- LEITURA BÍBLICA e reflexão – Lc. 2, 39-40; 51-52

 

Instruções gerais:

- Antes de cada encontro, preparar um ambiente propício. A Cruz de Jesus, uma Bíblia e uma vela a ser acesa, é sempre parte do encontro. No caso de encontro com a família, uma imagem ou símbolo da sagrada Família.

- Iniciar o encontro com uma Oração Cristã.

Roteiro da oração cristã:

- Começa com a acolhida e um rito inicial que pode ser um simples Sinal da cruz;

- Prepara-se o espírito: pode ser com uma música ou um salmo;

- Um texto bíblico (sempre, não existe oração sem o texto bíblico, pode até ser um só versículo);

- Um texto reflexivo (se houver);

- Preces (brotam do texto bíblico);

- Oração do Pai Nosso (sempre);

- Despedida em forma de benção (Louvado seja N.S.J, por exemplo)

A verdadeira Oração Cristã sempre é feita a partir de um texto bíblico, de preferência com uma vela acesa.

 

02 – REFLEXÃO BÍBLICA

 

“E JESUS CRESCIA EM SABEDORIA, EM ESTATURA E EM GRAÇA, DIANTE DE DEUS E DOS HOMENS”

- Um catequista faz a leitura destes dois trechos, na Bíblia, na sequencia quem estiver coordenando o encontro faz a reflexão:

Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele. (…)

(Lc 2, 39 – 40)

(…) Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

(Lc 2, 51 – 52)

Refletindo: Existem poucas referências á infância de Jesus na Bíblia. O evangelista Lucas deixa-nos uma “pincelada” sobre a infância de Jesus e abre-nos uma porta para nos ajudar a imaginar como terão sido aqueles 30 anos em que foi crescendo “em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”.

Podemos imaginar o dia a dia da família de Nazaré, uma pequena aldeia da Galileia. Ali cresceu Jesus. Ali viveu a infância, a adolescência, a juventude e boa parte da idade adulta. Ali aprendeu tudo, na vida quotidiana, com Maria e José, com os amigos e vizinhos. Ele viveu como todos nós vivemos, sentiu os aspectos humanos da sua encarnação: sentiu frio, calor, fome, sede, necessidades físicas como todos nós sentimos.

Muitas das palavras que depois empregou, muitas das parábolas que ensinou, foram aprendidas em Nazaré. Ali aprendeu a observar os campos, as vinhas, as sementes, os rebanhos e a vida dos pastores, as mulheres a fazer o pão e a misturar o fermento na massa; aprendeu a importância de uma simples moeda na vida dos pobres, observou os homens que procuravam trabalho na praça. Aprendeu que no coração de Deus têm preferência os pequenos, os simples, os doentes. Ali aprendeu a rezar. Ali foi descobrindo Deus como Pai.

O que nós como “família”, podemos entender disso? Que como Maria e José temos a graça e a alegria de fazer com que nossas crianças cresçam em tamanho, sabedoria e graça.

Em tamanho, estatura; quando providenciamos a eles alimento, roupa, vacinas, cuidados preventivos de saúde e tudo de que necessitam para o bem-estar físico e um crescimento saudável. Em sabedoria; quando os ensinamos a conhecer todas as coisas, respondemos à sua curiosidade, os colocamos na escola, na catequese. Em graça; quando os colocamos na presença de Deus e os colocamos em contato com o amor divino e com o senso se pertença a uma comunidade.

Peçamos portanto:

v  A graça de entrar na vida quotidiana de Jesus, com a sua família, em Nazaré.

v  Contemplo em silêncio a imagem da Sagrada Família

v  Aprendo a tornar sagrada a minha rotina, a minha vida do dia a dia, o meu trabalho, as relações em família e com os que fazem parte da minha vida.

 

Iniciando o encontro:

 

01 - Explicar como funciona a catequese paroquial:

 

Aqui temos cinco etapas e catequese. As primeiras três preparam para o sacramento da eucaristia e as outras duas para a crisma. São, portanto cinco anos de encontros para ensino da fé, onde, como "ritos de passagem", temos os sacramentos da Iniciação (Eucaristia e Crisma). E é um ensino da fé baseado naquilo que a nossa Igreja Católica Apostólica Romana preconiza em seus diretórios como "os sete pilares da fé". (Para saber o que é isso, consultar o DNC item 130 e DGC 130).

As crianças entram na catequese no ano em que completam nove anos. Não temos catequese para crianças antes desta idade. Algumas razões nos levam a proceder assim: Primeiro que, se os pais são "os primeiros catequistas dos filhos", eles precisam de espaço para fazer isso (os primeiros oito anos). É nos primeiros anos de vida da criança que se forja a sua personalidade e o seu caráter. Exemplos precisam ser dados nas vinte e quatro horas do dia, e não uma hora e meia por semana. Depois que o número de catequistas, nunca é suficiente para o número de crianças. Assim, preferimos direcionar todos os nossos esforços para a catequese nestes cinco anos. Por fim, as crianças precisam estar plenamente alfabetizadas para poder acompanhar as leituras bíblicas orantes e todo material pedagógico necessário a uma boa catequese.

 

02 - Conversar sobre catequese:

 

Que nós queremos também "fazer catequese" com os pais, para que eles possam apoiar os filhos nos momentos em que a catequista não está. A catequista quer conhecer e apoiar a família no que ela precisar. Fazer catequese sem estresse e cobranças de nenhum dos lados. Nosso encontro inicial é uma "apresentação" do "espaço catequético" para as famílias e, ao mesmo tempo, é um "acolher" verdadeiramente estas famílias. Descrevemos este encontro como uma grande "roda de conversa", um ouvir e falar. Assim como temos expectativas, os pais também têm.

O que eles esperam de nós como "Igreja"? Queremos saber para poder ajudar. O que a catequese espera deles como pais (presença nos encontros de pais e participação nas missas), e o que a comunidade espera deles como fiéis (Implantação do Dízimo catequético). O assunto é sério. E se for tratado com seriedade da nossa parte, teremos recíproca da parte deles.

 

03 -  Falar da Acolhida e do "Rito de Entrega da Palavra": o que acontece nessa celebração, que é na missa do domingo junto com a comunidade. Qual a importância desse gesto, desta "entrega" da Bíblia que os pais fazem para os filhos. Uma bíblia com dedicatória e passada às mãos dos filhos como verdadeira herança de fé. E como esta "herança", este "tesouro", é importante ao longo de toda a vida deles! É Deus que nos sustenta e é a sua Palavra que nos guia. Como uma criança não vai valorizar um tesouro destes, abençoado na missa, entregue pelas mãos de seus pais, perante toda a comunidade?

 

04 – Cronograma dos Encontros do ano: Neste primeiro encontro, apresentamos nosso cronograma de encontros com os pais, também. Teremos mais CINCO ao longo do ano. Que pretendemos fazer, a maioria, aos domingos, uma hora antes da missa da catequese. São eles:

 

v    Sobre a BÍBLIA, apresentando a Bíblia, sua história, suas divisões e como se manuseia e procura leituras, como fazer uma leitura orante (o encontro acontece na semana anterior ao Rito de Entrega num sábado ou durante a semana, à noite);

v    Sobre a MISSA, como este importante "segundo encontro" da semana é importante para nós, para as crianças e para a família; é nele que "celebramos" o que vemos na catequese; é na Eucaristia que os pais se "abastecem" com a força de Jesus para sua missão de pais e cristãos (marcado para o final de Junho);

v    Sobre o ANO LITÚRGICO, para que os pais relembrem a caminhada da Igreja ao longo do ano e como estes "tempos" são importantes na vida da Igreja, principalmente o Tempo do Advento, Natal e da Quaresma; Falamos também do calendário da catequese, que começa e termina no tempo pascal. Que é preciso "viver" o tempo da Igreja para "ser" Igreja. (Encontro para o final de agosto);

v    Sobre a COMUNIDADE: como ela hoje se mantém (dízimo), quais as pastorais, grupos e movimentos que a mantém viva e como ser um cristão engajado na Igreja, fazendo valer a "Fé, Esperança e Caridade" para qual ela existe (meados de outubro);

v    Sobre ORAÇÃO EM FAMÍLIA: Falar sobre a oração, o Pai Nosso, a “bênção” dos pais para os filhos, vivência do Tempo do Advento e Natal (final de novembro);

v    Sobre o TEMPO QUARESMAL, a vivência da Semana Santa e a participação efetiva nas Campanhas da Fraternidade de todos os anos (começo do próximo ano).

 

04 – Lançamento do Dízimo Catequético – comentar apenas. Mais tarde eles receberão uma cartinha que as crianças levarão para casa explicando como funciona. (O dízimo, mais detalhadamente, será tratado no encontro que fala sobre a comunidade).

 

05 – Participação na missa do domingo – (Horário) – Importância dessa participação em família.

 

06 – Apresentação das catequistas – elas se apresentam e falam um pouco do seu trabalhos e colocam á disposição para agendar visitas, etc.

 

Fechamento:

v  Agradecer a presença de todos, convidando para o próximo encontro (de preferência já entregar um convite impresso, que pode ser um marca-páginas).

v  Fechar com uma oração.

 

ORAÇÃO FINAL:

 

Oração Sagrada família

 

Jesus, Maria e José, em Vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do carácter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.

Amém!

 

OBS:

 

- Todo o encontro não deve ter mais que 1h30 de duração ou duas horas com intervalo de uns 15 minutos.

- O conteúdo/assuntos pode e deve ser enriquecido com o conhecimento e experiências de quem está assessorando.

 

ROTEIRO:

 

Ângela Rocha – Catequistas em Formação.

Graduada em Teologia pela PUCPR




 

quinta-feira, 18 de março de 2021

QUAL É IDADE IDEAL PARA SER CATEQUIZADO?

Imagem: ENS 

Vamos evangelizar as crianças? Colocá-las na catequese?  Afinal, como diz velho ditado... é de pequenino que se torce o pepino – as crianças são o futuro da nossa igreja – e já dizia Jesus: deixai vir a mim as criancinhas.

DE QUEM É A MISSÃO DE EVANGELIZAR CRIANÇAS? FAMÍLIA OU A IGREJA?

Vamos juntos refletir! 

As crianças tem maturidade para conhecer e entender nosso caminho de fé?

Não. Elas não têm. E não tem porque na infância, elas tem outro foco, outras prioridades e não tem vivência suficiente para fazer escolhas, saber coisas que as vezes, nós adultos também temos dificuldades em entender. 

Mas, então porque as famílias entregam suas crianças para que a igreja as evangelize? Não seria no seio familiar o primeiro contato com Deus que as crianças deveriam ter?

Palavras convencem, mas exemplos arrastam. E como queremos que nossas crianças pratiquem e sejam fieis a uma fé, que pouco conhecem, pouco vivem. Elas não entendem as missas, e nós na catequese as obrigamos a participar da missa, mesmo sabendo que não podem viver o ápice da celebração que é a Eucaristia, o "comungar". Não comungam porque não tem maturidade, e espera-se que com um ou dois anos de catequese, elas se tornem cristãos conscientes da importância da Eucaristia com dez ou onze anos de idade.

A adesão por Jesus Cristo, passa por um processo de conversão permanente, quem não tem fim, é por toda a vida. Esse  caminho a se percorrer na catequese, pode e deve ser iniciado na primeira infância, ou até mesmo no ventre materno, mas a missão da igreja é complementar e aprofundar conhecimentos adquiridos em família.

Não se trata de que evangelizar crianças seja errado, inútil, ou coisa parecida, apenas precisamos mudar nosso foco, da catequese para o sacramento, para uma catequese para o discipulado. 

E POR QUE NÃO EVANGELIZAR ADULTOS?

Evangelizar de uma forma que leve cada pessoa a fazer  um encontro pessoal com Jesus, a fazer um caminho de conversão. Levar pais, mães, avós, a esse caminho. Adultos que tenham maturidade suficiente para conhecer e entender todos os caminhos da nossa fé. Esses adultos, verdadeiramente evangelizados, percorrendo um caminho de continuidade na comunidade, certamente serão a melhor evangelização para uma criança. E com a vantagem de ser uma evangelização permanente, já que esta se dará no seio familiar, e não em momentos esporádicos nas paróquia. Certamente muito mais eficiente. 

A evangelização desses adultos também não pode ser uma coisa feita de qualquer maneira, Um  “cursinho” rápido onde se fala de Jesus, se faz orações, reza-terços e acaba ali. Isso também não. Isso não é EVANGELIZAR. Evangelizar, é mostrar o caminho a ser percorrido, deixar com que o outro se apaixone por Jesus, pela rica história da nossa igreja, é fazer um encontro tão especial, que o evangelizando tenha sede do conhecimento, tenha desejo de voltar para o próximo encontro para descobrir mais e mais. 

A evangelização desses adultos precisa ser feita por pessoas preparadas, que vivem realmente o que falam, que dão testemunhos de fé, só assim essa fé que muitos buscam será transmitida e praticada como se deve. Precisamos de cristãos confiantes, comprometidos com a fé. Se de fato, conseguíssemos tocar o coração desses adultos, certamente teríamos uma nova igreja evangelizadora. Claro que existe toda uma mudança que leva um certo tempo para acontecer, para se adaptar, mas tudo é questão de se dar o primeiro passo, e quem sabe a próxima geração já comece a colher os frutos do que plantamos hoje. 

O que é mais eficaz para a evangelização dos cristãos? Será que não estamos chovendo no molhado, querendo catequizar crianças, ou estamos no caminho certo, e só precisando de ajustes na maneira de evangelizar? Fica a reflexão para que se converta em ação por uma igreja evangelizadora.


Andrea Canassa

Catequista – Ibitinga-SP



APOSTILA CATEQUESE FAMILIAR - 146 pgs.

Além de orientações a respeito do que é e como organizar na paróquia (Itinerário), a apostila conta com roteiros de encontro e temas básicos de Catequese para mais ou menos 5 Etapas de catequese (Eucaristia e Crisma).

R$ 30,00 (com desconto de R$ 10,00)!

v  Whatsapp: (41) 99747-0348)








sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A FAMÍLIA... SEMPRE A FAMÍLIA


Acho errado nos conformamos com a ausência dos pais e da família na catequese, porque nosso “foco” são as crianças. 

Meu foco como catequista NÃO é SÓ a criança! Aliás, está totalmente equivocado pensar esta missão com "foco" em alguma faixa etária. Devo me preocupar com a idade do catequizando somente para escolher o melhor método de abordagem e aprendizagem. Jamais trabalhar pensando exclusivamente na criança. Ela não é um ser sem vínculo, vem de um lar, de uma família e de uma formação, seja ela boa ou ruim. Eu passo com ela de 30 a 40 horas num ano. A FAMÍLIA as outras 8.720 horas...

Evangelizar é muito mais que se encontrar com um grupo de crianças uma vez por semana e esperar que alguma coisa que você diga, entre no coração delas e que lá, num futuro incerto e distante, elas lembrem de alguma coisa. Se você não envolve a família na comunidade, não faz destas crianças verdadeiros participantes dela, seu trabalho será em vão.

Se existe algum foco em nossa missão, este deve ser A FAMÍLIA como um todo. Vou me angustiar sempre que encontrar dificuldades com a família, vou sofrer e vou chorar, pois sei que se não MUDAR verdadeiramente a família - essa convenção social tão importante na vida do ser humano - de nada vai adiantar eu me dedicar tanto à catequese.

Faz parte dos meus anseios, faz parte da minha missão. Não é pessimismo falar. É beber a realidade em dose máxima.

E lembrando nosso mestre: os sãos não precisam de médico, são os doentes. Nosso problema é que queremos curar a tosse de um dando remédio pro outro. No caso, as crianças que, invariavelmente, estão ali meramente por não ter escolha.

Ângela Rocha
CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO

domingo, 19 de agosto de 2018

DIA DA FAMÍLIA NA CATEQUESE


SEMANA FAMÍLIA 2018 
"O Evangelho da família, alegria para o mundo"


Esta semana que passou foi muito intensa em comemoração à SEMANA DA FAMÍLIA. Tenho certeza que muitas comunidades vivenciaram ao máximo o "Evangelho da Família: Alegria para o mundo”.


Começamos a semana (11/8), convidando a todos para trazer fotos das suas famílias para colocarmos num mural na Igreja, para que em todas as missas, a comunidade lembrasse de rezar por elas. Não só aquelas que trouxeram fotos, mas, por todas as famílias do mundo, para que continuem sendo "Evangelho" de alegria e esperança no mundo.

Para fechar a semana, no sábado à tarde (18/08), promovemos uma confraternização com "cine pipoca" para as famílias da comunidade. 

Assistimos o filme da Disney "Lilo & Stitch" saboreando pipoca e guaraná. Nosso pároco, Frei Alexandre rezou com as famílias uma bela oração para finalizar o momento e em seguida, tivemos uma confraternização com cachorro quente e outras guloseimas partilhadas pelas famílias.


Na sequência, todos foram à missa "da catequese", que sempre acontece aos sábados após os encontros, para receber a Bênção das famílias, fechando nossa Semana.

LILO & STITCH: LIÇÕES DE AMIZADE E FAMÍLIA


O filme que assistimos no sábado, foi escolhido por vários motivos:

- Primeiro que é um desenho animado e as crianças tem paixão imediata por eles. Depois que a história de Lilo, uma menininha que perdeu os pais num acidente, e de Stitch, um alienígena adotado por Lilo como um cachorro, é sensível e divertida.

- Lilo perdeu os pais num acidente de carro numa noite de chuva. Ela está sendo cuidada pela irmã mais velha e tem vários problemas para se ajustar em seu grupo. E elas tem aquele relacionamento normal de irmãs que brigam, mas, se amam. Nani, a irmã mais velha, faz de tudo para não perder a guarda da irmãzinha, e ao mesmo tempo a irmã faz de tudo para virar a vida dela de ponta cabeça. Aí chega Stitch, um alienígena feroz e malcriado, vindo de outro planeta, que Lilo adota como cachorro. E a “federação galáctica” do planeta de Stitch tenta capturá-lo para leva-lo de volta. Essa é a história de uma “família pequena e incompleta” que vive às voltas para permanecer junta e ao mesmo tempo tem amor suficiente para acolher um outro membro desajustado socialmente. Mas, com o amor e a paciência de Lilo, de um animalzinho de estimação problemático, Stitch acaba se transformando em um membro da família.

Vamos a algumas mensagens e lições que podemos tirar do filme:

01/ “Ohana” quer dizer família

Lilo e sua irmã Nani nos ensinaram que “família significa nunca mais abandonar ou esquecer” e que não importa a configuração, não é necessariamente o sangue que faz uma família, mas o sentimento e conexão entre as pessoas que faz parte dela.

02/ Pessoas podem mudar

Todos os personagens sofrem mudanças durante o filme. Apesar de começar como uma criatura rebelde e difícil, Stitch aprende - graças à paciência de Lilo - como se comportar de forma mais adequada, civilizada e acaba até se apegando à menina e às pessoas com quem convive.

03/ As pessoas nem sempre são 100% más

Nem os vilões de "Lilo&Stitch" são completamente maus. Todos eles têm motivações que, por mais “tortas” que sejam, têm aquele fundinho de boa vontade e de bondade. Assim, eles acabam deixando esse lado se sobressair ao longo do filme.

04/ Quebrar preconceitos

Os primeiros dias de Lilo com Stitch foram cheios de reclamações e olhares desconfiados de pessoas que rejeitavam o alienígena por não entenderem muito bem o que ele era. Com persistência e quebrando barreiras, Lilo – que também se sentia muito diferente das outras crianças – acabou percebendo que, apesar de não ser igual aos outros “filhotes”, Stitch tinha seus próprios sentimentos, qualidades e personalidade.

05/ Enxergar o melhor nos outros

Mesmo com todo o “mau comportamento” de Stitch, Lilo conseguia enxergar o melhor lado dele – e não desistiu. A personagem nos ensinou que é importante ir além das aparências e das primeiras impressões e que precisamos enxergar os outros com mais positividade.

06/ Relações não são perfeitas

Lilo e Nani têm uma relação normal de irmãs, apesar de a mais velha ser praticamente mãe da caçula. Assim, elas brigam e se ofendem de vez em quando, o que não significa que falte algo no relacionamento entre duas – pelo contrário: elas se tornam cada vez mais unidas com o passar do tempo. Além disso, a relação “amorosa” de Nani e David também passa por diversos estágios que exigem muita compreensão e paciência.

E muitas outras mensagens podem ser acrescentadas, mas, de tudo isso fica uma linda mensagem sobre família, que pode ser sintetizada em duas frases no filme:


“‘Ohana’ quer dizer família, família quer dizer NUNCA mais abandonar. Ou esquecer. ”

“Essa é a minha família. Eu achei. Sozinho. Eu achei. É pequena e incompleta. Mas é boa. É, é boa”.


Adicionar legenda



E assim comemoramos nossa SEMANA DA FAMÍLIA 2018: Festejando nossa "OHANA" na catequese!


Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões – Curitiba PR.













* E para animar a leitura, vamos ouvir a trilha sonora de "Lilo e Stitch" que também é muito linda!



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

ÁLBUM CATEQUÉTICO LITÚRGICO 2017/2018


O Álbum Catequético-Litúrgico 2017/2018 (Ano B), já está disponível para venda, voltado para todos os catequistas, catequizandos, pais e lideranças paroquiais de qualquer diocese do Brasil.

A proposta do álbum é auxiliar na integração entre família, catequese e liturgia através de atividades de reflexão e partilha do Evangelho de cada domingo. A partir de exercícios e brincadeiras entre pais ou responsáveis e filhos, o subsídio possibilita a criação de um rito semanal familiar.


O Álbum acompanha ilustrações, dinâmicas, jogos, um álbum de figurinhas e um Calendário Litúrgico para pendurar na parede. No calendário, é possível colar um par de pés a cada Santa Missa em que o catequizando participar e, assim, acompanhar sua participação ao longo de todo o ano.

O material pode ser adquirido através da Editora Arquidiocesana de Curitiba:
Pelo e-mail: sac@arquidiocesecwb.org.br, 
Pelo telefone: (41) 2105-6325 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CATEQUESE DO PAPA: PAIS AUSENTES

                                                        
Hoje vamos falar sobre família. Hoje nos deixamos guiar pela palavra “pai”. Uma palavra mais que qualquer outra querida a nós cristãos, porque é o nome com o qual Jesus nos ensinou a chamar Deus: pai. Hoje o sentido deste nome recebeu uma nova profundidade justamente a partir do modo em que Jesus o usava para se dirigir a Deus e manifestar a sua especial relação com Ele. O mistério abençoado da intimidade de Deus, Pai, Filho e Espírito, revelado por Jesus, é o coração da nossa fé cristã.
“Pai” é uma palavra conhecida por todos, uma palavra universal. Essa indica uma relação fundamental cuja realidade é tão antiga quanto a história do homem. Hoje, todavia, chegou-se a afirmar que a nossa seria uma “sociedade sem pais”. Em outros termos, em particular na cultura ocidental, a figura do pai seria simbolicamente ausente, dissipada, removida. Em um primeiro momento, a coisa foi percebida como uma libertação: libertação do pai-patrão, do pai como representante da lei que se impõe de fora, do pai como censor da felicidade dos filhos e obstáculo da emancipação e da autonomia dos jovens.
Às vezes, em algumas casas, reinava no passado o autoritarismo, em certos casos até mesmo a opressão: pais que tratavam os filhos como servos, não respeitando as exigências pessoais do crescimento deles; pais que não os ajudavam a empreender o seu caminho com liberdade – mas não é fácil educar um filho em liberdade – pais que não os ajudavam a assumir as próprias responsabilidades para construir o seu futuro e o da sociedade.
Isto, certamente, é uma atitude não boa; porém, como acontece muitas vezes, se passa de um extremo a outro. O problema dos nossos dias não parece mais ser tanto a presença invasiva dos pais quanto a sua ausência, a sua falta de ação. Os pais estão, por vezes, tão concentrados em si mesmos e no próprio trabalho e às vezes nas próprias realizações individuais a ponto de esquecer a família. E deixam sozinhos os pequenos e os jovens.
Quando Bispo de Buenos Aires senti o sentido de orfandade que vivem os jovens; muitas vezes eu perguntava aos pais se brincavam com os seus filhos, se tinham a coragem e o amor de perder tempo com os filhos. E a resposta era ruim, na maioria dos casos: “Mas, não posso, porque tenho tanto trabalho…” E o pai era ausente daquele filho que crescia, não brincava com ele, não, não perdia tempo com ele.
Ora, neste caminho comum de reflexão sobre família, gostaria de dizer a todas as comunidades cristãs que devemos ser mais atentos: a ausência da figura paterna na vida dos pequenos e dos jovens produz lacunas e feridas que podem ser também muito graves. E, de fato, os desvios de crianças e de adolescentes podem, em boa parte, ser atribuídos a esta falta, à carência de exemplos e de guias autoritárias em suas vidas de cada dia, à carência de proximidade, à carência de amor por parte dos pais. O sentido de orfandade que tantos jovens vivem é mais profundo que aquilo que pensamos.
São órfãos na família, porque os pais muitas vezes são ausentes, mesmo fisicamente, da casa, mas sobretudo porque, quando estão ali, não se comportam como pais, não dialogam com os seus filhos, não cumprem o seu papel educativo, não dão aos filhos, com o seu exemplo acompanhado de palavras, aqueles princípios, aqueles valores, aquelas regras de vida de que precisam como precisam do pão.
Qualidade educativa da presença paterna é tanto mais necessária quanto mais o pai é obrigado pelo trabalho a estar distante de casa. Às vezes parece que os pais não sabem bem qual posto ocupar na família e como educar os filhos. E,  então, na dúvida, se abstém, se retiram e negligenciam suas responsabilidades talvez, refugiando-se em uma improvável relação “em pé de igualdade” com os filhos.
É verdade que você deve ser “companheiro” do teu filho, mas sem esquecer que você é o pai! Se você se comporta somente como um companheiro em pé de igualdade com o filho, isto não fará bem ao menino.
E vemos este problema também na comunidade civil. A comunidade civil, com as suas instituições, tem uma certa responsabilidade – podemos dizer paterna – com os jovens, uma responsabilidade que às vezes negligencia ou exerce mal. Também essa muitas vezes os deixa órfãos e não propõe a eles uma verdade de perspectiva.
Os jovens permanecem, assim, órfãos de caminho seguros a percorrer, órfãos de mestres em quem confiar, órfãos de ideais que aquecem o coração, órfãos de valores e de esperanças que os apoiam cotidianamente. São preenchidos, talvez, por ídolos, mas se rouba o coração deles; são impelidos a sonhar com diversão e prazer, mas não se dá a eles o trabalho; são iludidos com o deus dinheiro, e se nega a eles as verdadeiras riquezas.
E então fará bem a todos, aos pais e aos filhos, escutar novamente a promessa que Jesus fez aos seus discípulos: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18). É Ele, de fato, o Caminho a percorrer, o Mestre a escutar, a Esperança de que o mundo pode mudar, que o amor vence o ódio, que pode haver um futuro de fraternidade e de paz para todos.


RADIOVATICANA.VA

terça-feira, 15 de agosto de 2017

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A FAMÍLIA E O PAPEL DO “PAI” NA SOCIEDADE ATUAL


Hoje, entende-se por família um grupo de pessoas identificado não somente por laços sanguíneos, de parentesco, mas também por compromissos em comum, que vivam num mesmo lar. Não identificamos mais uma família somente como pai, mãe e filhos. A figura da Sagrada Família hoje precisa ser reinterpretada: Temos muitas crianças abandonadas pelo pai ou mãe, criadas pelos avós ou tios. Temos mães solteiras com a função também de pai, apesar de, na realidade, não poderem substituí-lo por completo. Temos também o caso do pai sem a presença da mãe, que deixam os filhos a encargo da avó ou da madrasta, no caso de reconstrução de vida matrimonial. E temos filhos adotivos de pais ou mães homo afetivos.  Mudanças culturais e sociais fazem surgir outros tipos de família na sociedade: a família formada por dois pais ou duas mães, pessoas que sentem a necessidade de expandir seu amor a quem precisa de amor. E não nos cabe o papel de julgadores. Cabe-nos o papel de amá-los.

Independente do perfil da família, ela ainda está relacionada à imagem da Sagrada Família. Isso porque, mesmo considerando os laços de cooperação, valores, união e parceria num ambiente familiar, o essencial mesmo, é o AMOR que os une. Não importa como essa família é formada. O importante é que exista amor entre esses componentes. E nada mais exemplar que o compromisso assumido por São José ao tornar-se o “Pai” de Jesus, o exemplo de Maria ao colocar-se como geradora do filho de Deus, e a mensagem de amor deixada por Jesus: O amor não escolhe, não julga, não discrimina. O Senhor poderia ter vindo em qualquer lugar, mas, escolheu vir numa FAMÍLIA, crescer sob a proteção de um Pai e de uma Mãe.

Vemos exemplos de crianças que são criados somente pela avó ou que os avós assumem o papel de mãe e pai, elas não apresentam problemas comportamentais nem de carência, pois o amor está sempre presente em sua vida. Vemos crianças filhas de pais separados que também não apresentam qualquer problema em seu crescimento como pessoa, quando na relação entre os pais há respeito e amor ao filho. Por outro lado, temos crianças com famílias aparentemente estruturadas, que demonstram distúrbios comportamentais e dificuldades de integração social.


 A família é a base de desenvolvimento de um ser humano. Não importa se ele é adotado, se foi criado pelos avós, tios ou até mesmo por famílias fora dos padrões que a sociedade aceita. A relação com a família vai repercutir por toda a vida. Porque o sinônimo de família é AMOR, é proteção, é cuidado, é testemunho.

Esta semana iniciamos a Semana da Família na Igreja, comemorando o Dia dos Pais, aquele que é relacionado à São José na Sagrada Família. E que grande exemplo de “Pai” nós temos aqui! E é um exemplo a ser seguido, não só pelo gênero masculino. É um exemplo a ser seguido: pelo Pai que é pai, pela mãe que é Pai também, pelo avô ou avó que é Pai e por todos aqueles que assumem o compromisso de amar, proteger e cuidar de uma FAMÍLIA.

Vemos hoje na sociedade uma quase veneração pelo papel da Mãe, que muitas vezes assumem o papel de pai na família, pela completa ausência deste. A mulher já exerce quase todas as atividades antes restrita aos homens. Alguns pais até se sentem esquecidos, preteridos... não só nas comemorações, mas, no próprio papel de “Pai”, gerador e provedor da família. Mais do que uma valorização pela “fotografia” que se desenha hoje da família, em suas tão diferentes constituições, é necessária a valorização do PAI, como homem, como figura tão necessária à família, em seu papel e exemplo, de “passos” ou “pegadas” a serem seguidas.

Os pais hoje em dia não têm tempo de dar a devida atenção e orientação sobre os verdadeiros significados valores de fé a serem seguidos. Aliás, alguns nem sabem mais. Dá-se a responsabilidade da educação à escola e da iniciação a vida cristã à catequese. E assim, temos muitas crianças “órfãs” de formação cristã, órfãs na fé. E o Pai delega à mãe a responsabilidade de levar o filho a escola e à catequese, sem uma participação ativa, sem lembrar do seu papel no “desenho” do caminho a seguir, de condutor da família. Juntos, Pai e Mãe, tenham eles o “desenho” que tiverem nessa nova “fotografia” familiar, devem andar juntos nessa luta pelo resgate do verdadeiro amor, do respeito pelo outro, da fraternidade para com os irmãos, na caridade para com os mais pobres.

Sem esquecer o doce e forte exemplo da família de Nazaré, a família de hoje pode encontrar também, sua inspiração na Família Trinitária, aonde seus membros, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sem confundir suas identidades e papéis, acolhem-se inteiramente e se doam inteiramente um ao outro, incessantemente, permanente e fielmente, assim como juntos se doam da mesma forma a todos nós, vivendo em plena alegria e realização.

Vemos hoje, muitas vezes, em nossas famílias biológicas e em nossas famílias humanas e espirituais, um ou mais membros que necessitam de você, PAI, ou de vocês, TODOS juntos, como família. De que modo, pessoalmente ou como FAMÍLIA, você pode contribuir para a superação dos desafios que se colocam diante das famílias de hoje? Como fazer da família luz para a vida em sociedade?
Que a Sagrada Família, assim como tantas famílias que se santificaram juntas até hoje, intercedam por nós, e na oração e na Trindade, encontremos esta resposta.

Ângela Rocha

Catequistas em Formação