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sábado, 24 de maio de 2025

A MISSA COMEÇA NOS ENCONTROS


Durante muito tempo, a liturgia esteve dissociada da nossa catequese. Os conteúdos catequéticos priorizavam mais a doutrina da Igreja. ou seja, o ensino estava mais centrado no catecismo do que propriamente na mensagem que Jesus nos deixou com seus ensinamentos. A ideia era que cada um recebesse os sacramentos em um tempo específico, sem, contudo, considerar a conversão pessoal. Partia-se do pressuposto de que todos nasciam em uma família cristã e, por isso, já sabiam o que se esperava deles na Igreja e na vida em comunidade.

Aqui cabe uma indagação: será que ainda é assim nos dias de hoje?

A partir do Concílio Vaticano II, surgiram vários movimentos dentro da Igreja no sentido de tornar a catequese mais voltada à iniciação à vida cristã, e menos apenas à preparação para os sacramentos. Diversos documentos e exortações papais, como o Diretório Geral para a Catequese, passaram a falar da iniciação e não mais de uma catequese com foco exclusivo nos sacramentos. A Bíblia passou a ser o documento central da catequese, e não mais o catecismo. A liturgia também passou a ter um papel importante nos encontros catequéticos. “Mistagogia” — o aprofundamento no mistério celebrado — tornou-se uma palavra comum na catequese de iniciação.

E uma catequese de iniciação precisa de celebração, de mistagogia, de experimentar o mistério da fé. Precisa tocar mais os sentidos do que a razão. Para se viver a fé, é necessário envolvimento com esse mistério. No entanto, ainda parece que nossa catequese não conseguiu internalizar essa proposta. Isso se revela na dificuldade que a maioria dos catequistas relata: a de levar os catequizandos à missa.

E — quase de forma unânime — acabamos por culpar os pais: "não levam", "não dão exemplo", "não participam da catequese dos filhos"… e assim por diante.

Vamos, então, esmiuçar essa questão. Em primeiro lugar, a missa (liturgia) não é um simples "exemplo", "costume" ou "hábito", como foi no passado. Muito menos um compromisso social. A missa é a celebração da fé, que é, na essência, celebração da vida. É uma necessidade espiritual, jamais uma imposição. E a ausência na missa não pode ser compreendida simplesmente como “pecado”, mas como um sinal de que a fé ainda não foi despertada plenamente.

Enfim, nós temos uma missão na catequese. Para além de ensinar a doutrina, precisamos revelar os mistérios da fé. Não se trata apenas de “ensinar” liturgia, mas de viver a liturgia. Precisamos ensinar a celebrar! Estamos vivos, fomos salvos pelo sacrifício amoroso de Cristo. Nossa catequese deve ser cristocêntrica, e não apenas doutrinal, sacramental ou devocional.

E celebrar começa pela vida, pelo cotidiano, pelas pequenas coisas que vivemos: o dia lindo de sol, a chuva que rega a terra, a beleza da natureza colocada à disposição do ser humano, a água que mata a sede, a luz que rompe a escuridão, o pão que sacia a fome. Se não ensinarmos nossas crianças a celebrar a vida, a festejar as maravilhas de Deus, elas jamais entenderão por que precisam ir à missa.

Então é isso: a celebração precisa começar nos encontros! E cada etapa ou fase da catequese pode ter seus momentos celebrativos. Como fazer isso? É uma questão de planejamento e sensibilidade pastoral. O que precisamos celebrar nos encontros, para que nossos catequizandos sintam o desejo de celebrar também com a comunidade? Devemos usar símbolos, explorar os sentimentos, dar espaço ao invisível que pode ser simbolizado. Somos despertados para a vida, e para Deus, por meio dos sentidos: o olhar, o ouvir, o toque, o perfume.

Por que não usar isso em celebrações catequéticas? Que podem ser realizadas a cada etapa vencida, a cada novo compromisso assumido: o perdão, a bondade, o amor, a caridade... As celebrações fazem parte da catequese como um preâmbulo da missa, que é a grande celebração da comunidade.

A introspecção, o silêncio, a oração, o ambiente... tudo isso é celebração. Precisamos ensinar isso às nossas crianças e adolescentes: a deixar de lado o mundo barulhento lá fora e voltar o olhar para dentro. É claro que, ao falarmos de crianças, o agito, a empolgação, o barulho, fazem parte de seu amadurecimento. A concentração é mais difícil, mas é possível.

Vamos fazer uma analogia entre o encontro de catequese e a Santa Missa. Isso nos ajuda a perceber que a catequese não está separada da vida litúrgica da Igreja, mas é um aprofundamento e uma preparação para ela.

O Encontro de Catequese como Reflexo da Missa

A Santa Missa é o centro da vida cristã. Nela, nos encontramos com Deus, com a comunidade e alimentamos nossa fé na Palavra e na Eucaristia. O encontro de catequese, por sua vez, é uma preparação para essa vida litúrgica, um tempo de escuta, formação e conversão. Por isso, podemos traçar uma analogia entre os momentos da Missa e as etapas de um encontro catequético.

1. Ritos Iniciais – Acolhida e Ambientação

Na Missa, começamos com os ritos iniciais: saudação, canto de entrada, sinal da cruz e ato penitencial. É o momento de nos reconhecer irmãos, nos acolher mutuamente e nos colocar diante de Deus com o coração aberto.

Na catequese, fazemos algo semelhante: acolhemos cada um com alegria, rezamos juntos, cantamos, criamos um ambiente fraterno e de escuta. A ambientação do espaço e uma breve oração inicial preparam o coração para o que virá. É o tempo de "chegar", tanto fisicamente quanto espiritualmente.

2. Liturgia da Palavra – Leitura Bíblica e Reflexão

Na Missa, escutamos a Palavra de Deus: leituras do Antigo e Novo Testamento, salmo, evangelho e homilia. É o momento em que Deus nos fala e nós escutamos com atenção.

No encontro catequético, também há um momento essencial de escuta da Palavra: uma leitura bíblica, feita com atenção e reverência. Muitas vezes utilizamos os passos da Lectio divina para aprofundar o texto, e em seguida fazemos uma reflexão sobre seu significado e como ela se liga ao tema do encontro e à nossa vida.

3. Liturgia Eucarística – Compromisso e Vida

Na Missa, após escutar a Palavra, oferecemos o pão e o vinho, que se tornam Corpo e Sangue de Cristo. A comunidade também oferece a si mesma, suas alegrias, sofrimentos e ações. Depois comungamos, recebendo Jesus para nos fortalecer.

No encontro de catequese, não temos a Eucaristia propriamente dita, mas somos convidados a responder à Palavra com compromisso: aquilo que aprendemos se traduz em atitudes, em ações concretas. Podemos propor gestos simples, tarefas de casa, compromissos de oração ou atitudes solidárias – é o momento de colocar a fé em prática.

4. Ritos Finais – Oração e Envio

Na Missa, terminamos com a bênção e o envio: “Ide em paz e o Senhor vos acompanhe”. Saímos em missão, alimentados por Cristo para viver no mundo como seus discípulos.

Do mesmo modo, o encontro catequético se encerra com um momento de oração e envio: agradecemos a Deus, pedimos força para viver o que aprendemos, e nos despedimos com alegria, sabendo que seguimos unidos na fé.

Essa analogia ajuda a entender que cada encontro de catequese é, de certa forma, um eco da Eucaristia: um momento de encontro com Deus, com os irmãos, de escuta, partilha e compromisso. Formar-se na fé é também preparar o coração para viver bem cada Missa, que é o grande encontro da comunidade com o Ressuscitado.

🍞🍷 A Missa e o Encontro de Catequese

Missa

Encontro de Catequese

Significado

Ritos Iniciais

Acolhida e Ambientação

Chegar, se reunir como irmãos, criar um ambiente de fé e escuta.

Canto de Entrada e Saudação

Dinâmica de Boas-Vindas / Oração Inicial

Alegria de estarmos juntos, começamos com Deus no centro.

Ato Penitencial

Reflexão Inicial / Silêncio / Prece

Reconhecemos nossas falhas e abrimos o coração para Deus.

Liturgia da Palavra

Leitura Bíblica e Reflexão

Deus nos fala pela Palavra, e nós ouvimos e respondemos.

Homilia

Aprendizado do Tema / Partilha

Aprofundamos o sentido da Palavra e do tema proposto.

Ofertório e Oração Eucarística

Compromisso Concreto / Dinâmica Prática

Entregamos nossa vida e colocamos a fé em ação.

Comunhão

Vivência do que foi aprendido

Somos alimentados e chamados a viver o Evangelho.

Ritos Finais e Envio

Oração Final e Envio com Missão

Recebemos força para viver como cristãos no dia a dia.

E ainda podemos trazer muita coisa da Missa para o encontro, e também levar do encontro para a Missa. Não só o abraço da paz, a oração do Pai Nosso, a leitura do domingo, mas também o aprendizado do silêncio, da contemplação, da escuta atenta. Podemos aprender, na catequese, a responder com o coração aberto aos gestos e palavras da liturgia, a valorizar os símbolos, a compreender os ritos e a perceber que tudo tem um sentido profundo. Da mesma forma, aquilo que vivemos na Missa — o espírito de comunhão, o louvor, a entrega confiante — pode inspirar e transformar cada encontro de catequese em um verdadeiro momento de encontro com Deus vivo, que caminha conosco.

Ângela Rocha
Catequista - Graduada em Teologia pela PUCPR.

P.S. Este texto nos leva a entender porque ensinarmos o que são os objetos litúrgico, o que significa os espaços do templo e todos os gestos da missa.

domingo, 5 de novembro de 2023

ALGUMAS ANOTAÇÕES SOBRE A MISSA

 


 A Missa e o ambiente do Templo:

O ÁTRIO (entrada, “vestíbulo”): Para a Purificação, preparação para adentrar ao Templo. O átrio separa o profano do sagrado. O Sagrado precisa ter sentido!

Na procissão de entrada: o comentarista NÃO DEVE FALAR O NOME DAS PESSOAS, nem do padre.

(Sentido da entrada da Noiva: Caminhada para uma nova etapa da vida dela, novos passos. Noivos trocam alianças... passa-se de uma mão a outra).

MISSA:

- Domingo é o “Dia do Senhor”, liturgicamente começa no sábado às 18 horas.

- Papel da assembleia: responder!

- Missa é diálogo: falar COM Deus e não DE Deus.

- Quando a missa começa? Com o sinal da Cruz.

- Ato penitencial: rezar o Ato de Contrição: “Confesso a deus Todo-poderoso...”

- Glória: Rezado ou cantado.

- A Trindade: cristológico

- Oração da Coleta (do dia): coleta dos pedidos (não das contribuições). Onde a Igreja reza pela sua intenção.

 - Comentários: só inicial e no final, se houver necessidade. O comentarista é uma figura sem necessidade, a missa pode se desenrolar sem os comentários.

- Rito da Palavra: O “Verbo” se fez carne na Eucaristia.

- Cantos: a assembleia precisa cantar, não só o grupo de músicos!

- O centro da missa é o altar!

- A comunicação na liturgia precisa conduzir ao “mistério”, ser mistagógica.

- “Deixar a liturgia falar” (Ione Buist)

- 1ª Leitura: Antigo testamento

- Salmo: resposta à 1ª leitura

- 2ª leitura: cartas de São Paulo

- Evangelho: É Deus que fala!

(Anos A – Mateus; B – Marcos; C- Lucas, são os sinóticos)

- Evitar ruídos “incômodos”, “desvios”...

- Respeito à mesa da Palavra.

- Lecionário prevê as pausas...

- Espaço na mesa da Palavra: é o túmulo aberto, sepulcro vazio

- As Equipes precisam estar preparadas: devem ler o Evangelho em silêncio (quem lê na missa é o padre ou diácono), depois as leituras, treinar a leitura, palavras bem declaradas, colocar vírgulas e pontos, tom de voz adequado. Se a missa não foi “vivida”, é como o trem que passa e você não embarcou.

- Homilia: atualização da Palavra. Não mais que 10 minutos... a assembleia dispersa.

- Lecionário: semanal, dominical, santoral.

- Profissão de fé: Creio. Antigamente o creio só era rezado no batismo.

 -Preces: A primeira - pela Igreja; Segunda - Estado (governantes, lideranças); Terceira - pela comunidade; quarta - demais...

- Apresentação das oferendas: oferta sempre “física”. (Alimentos devem ser partilhados depois. Ex. Pão, uva).

- A saudação da Paz, Evangelho e preces é serviço do diácono. As preces podem ser feitas por leigos com boa leitura e entonação de voz e também pode-se incentivar à assembleia a fazer. 

Doxologia[1]: Fórmulas de louvor e glorificação.

 A frase ”Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre” faz parte da doxologia final, que, por sua vez, é a última parte da Oração Eucarística. É o verdadeiro e próprio ofertório da Missa, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido.

 - Estas palavras são próprias, unicamente e exclusivamente, do padre (ou bispo) que celebra a missa, e dos sacerdotes concelebrantes. O povo participa dela dizendo “Amém” no final. Portanto, durante a doxologia, os fiéis guardam silêncio e só interferem para se unir a ela com um forte e contundente “Amém”.

- Esta doxologia é uma das usadas para dar glória e louvor a Deus, distinguindo-se da doxologia maior (“Glória a Deus nas alturas…”) e da doxologia menor (“Glória ao Pai e ao filho e ao Espírito Santo…”).

- Finalmente, uma destas doxologias é a que se pronuncia antes do rito da paz: “Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre

 

ALGUMAS OBSERVAÇÕES ÚTEIS:

1)    Atentos ao gesto de impor as mãos sobre as oferendas, os acólitos tocam os sinos (ou sinetas) na igreja e todos se ajoelham, pois é a descida do Espírito Santo sobre as espécies do pão e do vinho sobre o altar.

 2)    O sacerdote, age na pessoa de Cristo, diz as palavras pronunciadas por Jesus na última ceia, este é momento em que o próprio Cristo diz para a comunidade: Isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue. Esse momento pede que o olhar, o pensamento e o coração estejam totalmente voltados para o Altar, para acolher o Cristo, que por amor, continua se entregando pela nossa salvação.

 3)    Neste momento da Consagração ajoelhar-se, seria bom. Caso não seja possível, pelo local, ou questão de saúde, idade, permaneça em pé ou mesmo sentado. O importante é que o olhar esteja voltado para o altar. Por isso não ficar com a cabeça baixa, nem olhos fechados e nem ficar olhando para outros lados.

 4)    Jamais nos deixemos levar pelas distrações, ou pelo cansaço, ou pelas preocupações, ou por qualquer outra situação. Estejamos atentos com os olhos do corpo e da alma!

5)  Resposta à consagração Eis o mistério da Fé!: em Pé  Anunciamos Senhor...” ou de joelhos conforme o fiel quiser ou costume.

6)  *O “Cordeiro” precisa ser CANTADO (é da Assembleia).

7)  Na saudação da Paz: de preferência não cantar... não é festa, andança... cumprimenta-se a pessoa do lado, mais perto, sem sair do lugar. Após a homilia se pode dar a paz.

8)  Elevar a mão, junto com o padre, na consagração, não é correto.

9)  Ajoelhar depois da comunhão é facultativo.

10) Santificai Senhor estas oferendas...”: AJOELHAR. Prestas atenção na sinetas.

11) Diácono envia no final da missa: Ele envia à missão! A missa começa quando termina... 

CONFORME A INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – IGMR (Nº 43)

Os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração coleta, inclusive; durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o convite “Orai, irmãos”, antes da oração sobre as oblatas, até ao fim da Missa, exceto nos momentos adiante indicados. 

Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório; e, se for oportuno, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão. 

Estão de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração. Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa. 

Organização: Ângela Rocha



[1]DOXOLOGIA: Na liturgia católica é a fórmula litúrgica de arremate nas grandes orações católicas (hinos, preces, versículos etc.) em que se glorifica a grandeza e majestade divinas.

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

SANTAS REPETIÇÕES


Nunca, em nossa geração fez tanto sentido as palavras "repetidas" no rito da missa diante do contexto social que vivemos, em meio à crise humanitária causada pela pandemia e agravada pela crise política do Brasil. As poucas pessoas que podem frequentar uma Igreja compartilham da emoção que sentem ao entrar, ao participar e ao sair de uma Santa Missa. 

O antes, o agora e o depois de fato está sendo experimentado pelos fiéis. Ansiamos pelo dia de poder participar, muitos precisam até mesmo de um "passe" ou "senha" para garantir a entrada. Se preparam, anseiam pelo encontro com o Senhor. 

Sim, agora podemos dizer que temos um encontro com Ele. Sentem-se privilegiados.

Durante a celebração, cada palavra começa a fazer sentido. Todos os cantos parecem escrever a realidade cruel e de sacrifícios que temos vivido com a pandemia. Nos recorda constantemente, o quanto somos pequenos e indefesos. Lutamos contra um inimigo invisível e desconhecido. Entendemos que pedimos muito pouco ou quase nada, pelos dons do Espírito Santo, principalmente inteligência e ciência. Incentivamos nossos filhos na frente de modernos jogos e vídeos de Youtube e esquecemos de motivá-los aos estudos que realmente importam.

Percebemos quantos inocentes e heróis sacrificam suas vidas pelo próximo. Quantos gestos de amor se vêm em hospitais e entre familiares. Quantos pedidos de perdão e quantos perdões foram dados. Medo, ansiedade! Quantas cruzes estamos presenciando. Quantos “Cireneus” disponíveis em ajudar a carregar cruzes. Quantas vitórias.  Quantas injustiças causadas pelo desvio de atenção dos poderes públicos. Quantas ressurreições. Milagres!

O ato penitencial, antes era despercebido. Não tínhamos noção de que ali deveríamos implorar pela misericórdia de Deus diante de nossas falhas diárias, para que Deus pudesse amenizar as consequências dos pecados que cometemos. Agora, o "piedade Senhor", seja rezado ou cantado, tem poder místico, pois o pronunciamos com força, com fé e com tom de súplica. Oferecemos na pronúncia dessas palavras, cada pessoa, cada cidade e cada país que sofre com a pandemia. Imploramos que o Senhor tenha piedade e aprimore o dom da ciência para descobrir a cura para o mal que nos abate. Repetimos três vezes "Piedade Senhor" e agora entendemos que é pouca repetição.

Após implorar piedade, o rito nos ensina a glorificar a Deus: "Glória a Deus nos céus e na terra paz aos homens...". Paz aos homens é só o que nosso coração pede nesse momento. Paz essa que só Deus ensina a conquistar. E Ele ensina por meio das leituras da Palavra. Quanta riqueza há na Bíblia. Há também histórias e verdades. É tão rico que se tornou o livro mais lido no mundo todo. E quem além de ler o pratica, encontrou aí o segredo da paz.

Há também as preces da assembleia ou a chamada de preces comunitárias. Nesse momento percebemos a importância de ser um conjunto, de unir-se na fé. Uma Igreja precisa de pessoas unidas que praticam a mesma fé. Ressalto aqui a importância de praticar a fé e não apenas pronunciar a fé (isso inclui principalmente, perdoar e suportar uns aos outros). Sabemos que a comunidade fundada por Cristo, só chegou até nós porque viviam unidos em oração, num constante pentecoste. Todos na mesma prece! E agora consideramos que são poucas as preces descritas no rito. Precisamos aumentar para caber todas as nossas preocupações pessoais, financeiras e com quem amamos.

O rito da missa é tão sábio que antes das preces devemos professar a nossa fé por meio do Creio. Precisamos compreender o que cremos, colocar nossa fé ali para poder então acreditar no que pediremos em nome dessa fé.

Na Liturgia Eucarística percebe-se o quanto é preciosa a mística. Ocorre uma junção entre céus e terra. Ocorre o ápice do sacrifício eucarístico. Ali é possível visualizar todas as pessoas que foram infectadas e que infelizmente não resistiram. São pais, mães, avós, filhos, netos, profissionais, enfim, eram o amor de alguém. Seres humanos. Então oramos para que estejam recebendo o céu como prêmio. Oramos pelas almas e não pelo que eram ou fizeram. Oramos para que encontrem a paz. 

Oramos por toda Igreja. Oramos pelos sacrifícios que ocorrem todo dia. Para que a injustiça enfraqueça.  Imploramos para que Deus não olhe nossos pecados, mas sim a fé que anima a Igreja. Oramos para que Deus tenha piedade e mesmo na nossa indignidade ele faça morada em nós. Oramos para que o Senhor veja nossa humilde e imperfeita fé. Nosso pensamento sobe aos céus e nosso joelho se dobra. Sentimos a força dessa fé. Nos inundamos com amor e saímos dali restaurados e cheio de esperança. Ganhamos força e o desejo de retornar. 

Recebemos o Jesus por meio da Eucaristia na comunhão física ou espiritual. Ele se digna a entrar em nossa morada, tão pecadora e imperfeita. Agora compreendemos que estar com Jesus é a nossa única alternativa. Ciência dos homens neste momento tem auxiliado e orientado, mas não curado. Então resta ao ser humano se apegar com o divino.

Recebemos Jesus no mais íntimo de nosso ser e clamamos que Ele visite cada célula de nosso corpo e seja nossa proteção. Que Ele esteja em nós. Assim, como se diz no rito missal: "O Senhor esteja conosco. Ele está no meio de nós".

Tem "pesado" cada palavra pronunciada na Missa. Os olhos da fé estão se abrindo. E agora é possível compreender que realmente Deus consegue tirar proveito até dos maus acontecimentos das nossas vidas.

Repetições são feitas por mais de dois mil anos conforme foi repassado pelo modelo Apostólico da Igreja Católica. Hoje podemos entender que elas são necessárias quando repetidas na angústia da alma ou na profundeza do amor pelo Deus Criador. Senhor, tenha piedade de seus filhos, Senhor tenha piedade de nós, Piedade Senhor!

 Catequista Sandra Fretta Gomes Malagi

Paróquia Sant’Ana- Laranjeiras do Sul-PR


 

sábado, 27 de julho de 2019

HISTÓRIA DA MISSA COMO “DESPEDIDA”


Você sabia que, nos primeiros séculos da Igreja, os catecúmenos (não batizados) não podiam participar da missa?

Recentemente uma catequista relatou que na paróquia onde frequenta, as crianças pequenas, que ainda não fazem catequese ou estão na pré-catequese (menores de 8,9 anos), são convidadas a sair do espaço da missa logo depois da acolhida e só voltam ao final, para a bênção. Para muitos isso causa um pouco de espanto e pareceu errado. Ou ainda que o pároco está sendo "cruel" ao dispensar as crianças da missa, já que estas, normalmente não se acomodam, dão um certo trabalho às catequistas e não permanecem em silêncio. Então... vamos levá-las para outro lugar onde não incomodem! E para a missa, sai a criançada e ficam vários bancos vazios na Igreja.

Por mais ilógico que isso pareça, não é absurdo, exagero ou crueldade. Não conheço a paróquia em questão e nem os itinerários utilizados, mas, a prática parece de acordo com o Processo Catecumenal de evangelização. E pode não ser coisa do Espírito Santo, mas, foi de São Justino, Santo Hipólito, Santo Ambrósio, Santo Agostinho e vários outros Santos Padres da nossa Igreja. Esta era uma prática da Missa nos primeiros séculos da nossa Igreja, que deixou de ser feita no século IV, quando o batismo de crianças se tornou uma prática normal.

O que temos visto em alguns lugares, é que se tem procurado adaptar o processo catecumenal aos dias de hoje, utilizando-se práticas um pouco diferentes da que estamos acostumados. E precisamos conhecer todos os lados.

Muito se tem absorvido da IVC utilizando-se ritos e celebrações do RICA – Ritual de Iniciação Cristã de Adultos, livro Litúrgico da Sagrada Congregação para o Clero (Santa Sé) que disciplina a iniciação de adulto à vida cristã. No entanto, os ritos e celebrações do RICA, para as crianças, não pode ser absorvido como um todo, ele precisa ser adaptado à Igreja do século XXI com todos os problemas que ela vive hoje.

Vamos lembrar um pouco da nossa história para entender!

A missa é uma prática relatada desde o primeiro século da nossa Igreja, claro que não da forma como a conhecemos. Quem conhece o Didaquê? Então, Didaquê é o nome das primeiras catequeses dos discípulos de Jesus (Temos o documento na íntegra em nosso blog se alguém quer conhecer).  Pois bem, o Didaquê recita a missa em seu catecismo nº XIV e também podemos ver uma "missa" em Atos 2, na doutrina dos apóstolos, em Atos 20 e também na 1ª Carta aos Coríntios 10 e 11.

Mas, onde quero chegar?

Que a "missa" existe praticamente desde a morte de Jesus, não da forma como a conhecemos, é lógico. Ela foi mudando ao longo do tempo. Encontramos nos escritos de São Justino no século II e Santo Hipólito (aliás, é dele a primeira Oração Eucarística) as descrições da missa, sua ordem, a ordem dos ritos, etc.

Agora vamos a ORIGEM da própria palavra MISSA.

A palavra missa vem de "missio", que significa missão, envio, ou seja, uma despedida.

E onde ocorria a primeira "despedida" nas celebrações antigas? Justamente na "despedida dos catecúmenos", na saída daqueles que ainda não tinham recebido os sacramentos. Isso era feito logo após a homilia ou sermão.

Naquela época não era permitido aos catecúmenos participar da oração eucarística porque eles ainda não estavam "prontos", preparados para receber a Eucaristia. Aliás, não eram só eles que eram "despedidos" no meio da missa, os "penitentes" também eram. Saiam e as portas eram, inclusive, fechadas para que eles não soubessem o que acontecia no rito dali para frente.

E vocês pensam que comungar era tão fácil como é hoje? Não era não!

Se você fosse um pecador (penitente) em arrependimento passava por longo processo até receber a reconciliação. E, se a recebia, e pecava novamente, nunca mais era admitido na Eucaristia! Algumas pessoas chegavam a viver um catecumenato permanente, não podendo comungar, de medo de voltar ao pecado e então não poder passar pelo processo novamente.

Então o nome "missa" vem da despedida dos catecúmenos, que designava tal momento da missa. Lá pelo século IV que o termo passou e a ser aplicado a todo rito eucarístico, de modo que este passou a ser chamado de MISSA integralmente.

Vejam só que ironia: foi a "despedida" no meio da missa, daqueles que não podiam comungar, que deu o nome a ela!

Mas, como dissemos, a missa foi mudando ao longo do tempo. Só para vocês terem uma ideia, a missa já chegou a ter SEIS leituras. E antes da reforma atual, terminava a Eucaristia, seguia-se a bênção, se rezava o último Evangelho (prólogo de S. João), rezava-se três Ave Marias, duas orações e a invocação ao Coração de Jesus, para, só então o padre dar a bênção final e a despedida.

Vocês conseguem imaginar uma criança com seis ou sete anos numa missa assim, de três ou quatro horas?

Portanto, a "despedida dos catecúmenos" subsistiu durante quase quatro séculos na Igreja. Pelos escritos de São Justino e São Clemente vemos a descrição desta despedida após o Credo ou após a Oração dos Fiéis, que só aparece mesmo no século V, antes era apenas uma oração pela Igreja e pelos fiéis que só o bispo fazia.

Por falar em Credo, naquela época só podia recitar o Credo quem já estivesse admitido para receber os sacramentos e tivesse recebido a oração no ritual. Quem ainda não tinha passado pelo rito, só podia escutar de boquinha fechada.

A prática da despedida foi cessando à medida que se passou a batizar crianças pequenas. Isso depois que vários doutores da Igreja começaram a defender a tese do pecado original na concepção. Quase a totalidade das pessoas no final do século IV e V já eram cristãs, logo não havia mais o catecumenato como iniciação cristã, e as práticas dele foram morrendo. A fé cristã era passada pelas famílias às crianças e não se via mais a necessidade de uma catequese com adultos. A ideia era a de que TODOS já eram cristãos desde a barriga da mãe, faltava então, batizar com a "água do Espirito" para livrá-los do pecado original.

Mas, o mundo mudou novamente. E nem é preciso dizer para vocês como e onde. Vivemos esta realidade hoje na catequese. Que família é catequizada e catequiza os filhos? Poucas na verdade. Então a Igreja sente a necessidade de se voltar a atenção aos adultos novamente, já muitos foram “catequizados”, receberam os sacramentos da iniciação, no entanto, não estão evangelizados.

No século XX a Igreja percebeu que precisava mudar, renovar-se. E aconteceu o Concílio Vaticano II, onde, entre outras coisas, pediu-se a volta do processo CATECUMENAL, que, em sua essência, catequiza adultos e não crianças.

Mas, a nossa cultura, não pensa catequese como INICIÁTICA (de iniciação) e sim, como SACRAMENTAL, ou seja, se eu falar para vocês que precisamos fazer catequese com os adultos, qual a primeira dúvida que vem na cabeça? “Mas, e os sacramentos? E se ele já é batizado? Se já comunga? Por que catequese? Ah! ele não vai querer!”.

Infelizmente fizemos, nestes séculos todos que se passaram, que os sacramentos passassem de uma "parte do processo", a OBJETIVO da catequese. Então se a pessoa já recebeu sacramento, para que catequese? Esse é nosso primeiro pensamento.  E não importa se a pessoa sabe ou conhece o rito, vive o rito, sente o rito; importa que ele pode entrar na fila para receber a comunhão. Não é assim que queremos "doutrinar" nossos pequenos desde cedo? Para que eles "aprendam" como entrar na fila e não fazer feio? Que eles saibam o que está acontecendo e ENTREM VERDADEIRAMENTE na MISTAGOGIA da fé, é coisa secundária.

Agora vamos a este caso específico de se estar retirando os pequenos no meio da missa e, de repente, ficar um vácuo de bancos no meio da Igreja, parar o rito e tudo mais.

Primeiro: existe um RITUAL de despedida, com bênção e tudo mais, inclusive descrito pelo RICA itens 96, 160 e outros. Não é, simplesmente, as catequistas arrancarem as crianças dos bancos e levarem para outra sala.

Segundo: estas crianças nem deviam estar lá! Por que fazemos catequese com crianças que deviam estar sendo catequizadas pelos pais? Estas crianças podem, evidentemente, estar na missa sim! Sentadinhos com sua família, aprendendo COM ELA, o silêncio, a contemplação, a oração.

Pelo que foi dito, percebe-se que, equivocadamente, está se usando um RITO antigo, “Despedida dos catecúmenos”, com quem nem é catecúmeno! Usando razões psicopedagógicas, ou seja, a criança de hoje em dia não se concentra na missa, não consegue prestar atenção em nada, utiliza-se esta prática. Bom, se esta é a explicação, ela é bem "furada". Por que se faz pré-catequese com crianças pequenas, então?  Que pré-catequese é essa? Ela não precisa se concentrar? Prestar atenção?

Agora um alerta final: Fazer iniciação a vida cristã com crianças, sem ter feito antes com as catequistas delas, com os pais delas? No final das contas, não está entendendo nada, nem quem manda e nem quem obedece. Primeiramente, os catequistas deveriam entender o que está acontecendo, depois os pais e as crianças. A comunidade então, deve estar completamente “vendida” nesse processo todo! Estamos andando na contramão faz tempo. Estamos tentando evangelizar crianças para ver se elas evangelizam os pais. Pode acontecer é claro, mas, qual é realmente a probabilidade de que isso aconteça?  

Muitas paróquias estão tentando estabelecer o processo catecumenal, mas estão com a "clientela" errada. Fosse eu, repensava a pré-catequese, incluía a família e ensinava todos a participar da missa.

Ângela Rocha
Catequista
ADM Catequistas em Formação



terça-feira, 6 de novembro de 2018

MISSA PRIMEIRA EUCARISTIA - ROTEIRO



ROTEIRO – MISSA PRIMEIRA EUCARISTIA

ACOLHIDA – Entrada das Crianças

Hoje nossa comunidade está em festa. É com grande alegria que queremos celebrar este grande momento de ação de graças: É a festa da Primeira Eucaristia! Hoje celebramos a vida destas crianças que irão receber pela primeira vez, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo na comunhão; celebramos também por suas famílias e pelos catequistas que contribuíram nesta caminhada. Em ação de graças, peçamos à Deus que este passo que estão dando hoje, seja, um dos muitos que irão dar ao encontro de Cristo Eucarístico. E agora, vamos receber as crianças, ministros, coroinhas e o presidente desta celebração cantando...

CANTO DE ENTRADA

ATO PENITENCIAL

CANTO DO GLÓRIA

LITURGIA DA PALAVRA – (Entrada da Palavra – Pais/uma família)

A Bíblia é o primeiro e mais importante instrumento da Catequese. Com a Bíblia mostramos aos catequizandos o caminho para o Reino. Que a palavra de Deus crie raízes profundas em seus corações, fortalecendo-os cada dia mais. Queremos neste momento receber a Sagrada Escritura, palavra viva de Deus, cantando:
CANTO ENTRADA DA BÍBLIA

I LEITURA

SALMO

II LEITURA

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

EVANGELHO

HOMILIA

RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO

Presidente: Vocês trazem com vocês uma vela bem bonita. Sintam a vela nas mãos. É outro sinal desse Amor de Deus. Quando for acesa, a luz da chama vai brilhar e a vela começará a se derreter… Essa vela é símbolo de Jesus, é símbolo do amor. Ninguém é luz, sem queimar o egoísmo, sem dar um pouco de si mesmo. Na cruz, Jesus deixou tudo, sua glória, seu poder de Deus, para ser a nossa luz, o nosso calor, a nossa força de Amor, dando-nos seu Corpo, seu Sangue, sua Vida.

Preparando agora o coração para receber esse Amor na comunhão, vamos renovar as promessas do nosso Batismo.  O Círio Pascal é o símbolo de Cristo, é a “Luz” que ilumina a nossa vida. No dia do nosso Batismo, o nosso padrinho segurou por nós uma vela acesa, símbolo da Fé em Jesus Cristo. É com a Luz da Fé em nossa vida que vamos acabar com a escuridão do pecado. Agora vamos acender as velas no Círio Pascal. (O catequista ou catequistas acendem a vela no círio e depois acendem as velas das crianças).

CANTO RENOVAÇÃO (enquanto acendem as velas)

Presidente: Agora, com a vela acesa na mão, erguendo-a bem alto, e com muita alegria no coração vamos renovar o desejo sincero de viver, na fé e no amor, a felicidade de ser cristão, que começou no dia do nosso Batismo: um desejo de amar de verdade e de confiar muito em Deus.  Respondam com voz bonita e forte:

RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO

Presidente: Caríssimas crianças em nome de quem vocês foram batizadas?
Catequizandos: Fui batizada (o) em nome do PAI do FILHO e do ESPÍRITO SANTO.
Presidente: O que aconteceu no dia do seu batismo?
Catequizandos: Pela graça do batismo me tornei filho (a) de DEUS, irmão (ã) de Jesus cristo e membro da igreja.
Presidente: Vocês querem mesmo renovar as promessas do batismo?
Catequizandos: Sim, quero.
Presidente: Vocês querem ser amigos de Jesus Cristo todos os dias de suas vidas?
Crianças: Sim, quero.
Presidente: Mas quem quer ser amigo de Jesus não pode querer o mal, o pecado, vocês prometem evitar sempre o pecado?
Catequizandos: Sim, prometo.
Presidente: Vocês prometem sempre seguir aos ensinamentos de Deus?
Catequizandos: Sim, prometo.
Presidente: Vocês prometem escutar a voz do Espírito Santo em suas vidas?
Catequizandos: sim, prometo.
Presidente: Vocês creem em tudo aquilo que Jesus ensinou pela sua Igreja?
Catequizandos: Sim, creio.
Presidente: Pelo dom da fé que recebemos, demos graças a Deus.
TodosGlória a vós Senhor.
Presidente: Cheios do Espírito Santo e conscientes da missão a nós confiada, professemos a nossa fé, fazendo a nossa profissão de fé:

CREIO em Deus Pai todo poderoso....

(Os catequizandos apagam as velas)

PRECES:
R. Senhor, escutai a nossa prece!

CATEQUIZANDA: Senhor, abençoai a nossa Igreja, o Papa Francisco, nossos Bispos, presbíteros e todo povo que caminha na esperança de dias melhores. Peçamos...

CATEQUIZANDO: Senhor, fazei que todas as crianças do mundo tenham também um dia a felicidade de participarem deste Banquete Eucarístico. Olhai de modo especial, para as crianças doentes, abandonadas e que passam fome. Peçamos...

CATEQUIZANDA: Senhor, protegei nossos pais, nossas famílias, amigos, nosso colégio, nossos catequistas e todos os que nos ajudaram a crescer e tomar parte neste grande Banquete. Peçamos...

CATEQUIZANDO: Senhor, ajudai a nossa comunidade, para que na sua caminhada tenham coragem de testemunhar e viver a Vossa Palavra, contribuindo para a expansão do Vosso Reino de paz, justiça e amor. Peçamos...

CATEQUIZANDO: Senhor, para que a nossa sociedade encontre um caminho de justiça e paz, sem violência e sem ódio, nesse tempo tão conturbado, peçamos...

OFERTÓRIO – (Catequistas)

Tudo recebemos de Deus, tudo é graça, tudo é dom... Trazendo o pão e o vinho, apresentamos tudo que somos e temos; e especialmente neste dia, a vida, os dons, a caminhada, o testemunho de nossa família, o amor, a dedicação dos catequizandos e das catequistas, como oferenda agradável, suplicando que se transforme cada vez mais em vida a serviço da justiça e da paz. 
- Ofertando o PÃO, nós relembramos que Jesus é o pão vivo descido do céu. Pão que sacia a fome, que serve de alimento físico e espiritual para cada um de nós. A missão do catequista é partilhar o pão da Palavra!
- Com o VINHO nós queremos recordar o amor de Cristo, que se entregou numa cruz por nós.  O PÃO e o VINHO juntos, em breve serão consagrados e transformados no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. A missão do catequista é guiar os passos de nossas crianças ao altar!
- As FLORES representam todos os sentimentos de amor, carinho, respeito, os momentos de lazer, a alegria repartida e a amizade cultivada nesses anos de catequese. A missão do catequista é exalar o bom perfume de Cristo!
Com alegria, cantemos:

CANTO DAS OFERENDAS
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
PAI NOSSO
ABRAÇO DA PAZ
CORDEIRO...

COM: Este é o momento tão aguardado pelos nossos catequizandos, Jesus nos convida à sua mesa para nos alimentar com o dom da eucaristia. Vamos ao altar, cantando:

CANTO DE COMUNHÃO

AÇÃO DE GRAÇAS:

COM: Um momento de silêncio para agradecer a Deus o primeiro encontro com Jesus na Eucaristia! (Pausa).

CANTO MARIANO...

AGRADECIMENTOS FINAIS

Agradecemos a vocês, queridos pais, que durante esses três anos depositaram sua confiança na nossa comunidade e em nossas catequistas. A Primeira Comunhão que os filhos de vocês receberam hoje é apenas o início de uma amizade com Jesus para toda a vida. Esperamos que vocês, pais, continuem o trabalho dos catequistas, comprometendo-se com a educação cristã de seus filhos, continuando agora com a catequese crismal. Continuamos, como sempre, junto com vocês nesta caminhada, Deus abençoe a nós todos!

Pedimos aos nossos catequizandos que se aproximem para receber a lembrança da 1ª Eucaristia e os cumprimentos pelo sacramento.

CANTO FINAL