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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

A ORAÇÃO - O QUE É ORAR?

A ORAÇÃO - O QUE É ORAR? 

O objetivo de se falar sobre oração na catequese, é ajudar as crianças a construírem uma relação viva com Deus, onde a fé se torne uma parte importante de suas vidas, proporcionando conforto, direção e propósito. Desenvolver o conceito de que rezar é “falar” com Deus, é comunicar-se com Ele. Podemos fazer muitas orações, com diversas finalidades: para agradecer, para pedir, para louvar... 

Há, nas mais variadas línguas, muitos livros com orações de todos os tipos: longas ou curtas, fáceis ou difíceis, antigas ou novas. Quando você reza, isto é, quando “fala” com Deus, ele sempre ouve o que você diz. Mas é preciso que você tenha fé em Deus,  que você tenha confiança e esperança nele. Jesus nos disse que Deus nos dará tudo o que lhe pedirmos. 

Na oração você se comunica com Deus. O homem foi criado por Deus. Deus é o Pai de todas as pessoas. Por isso, sentimos necessidade de nos comunicar com ele. 

Origens da oração 

Quando teria surgido a primeira oração? O ser humano foi criado por Deus. A Bíblia nos mostra que Deus se comunicou com os homens por meio dos profetas. E nós nos comunicamos com Deus por meio da oração. Parece, portanto, que a primeira oração surgiu com o primeiro ser humano. Ele sentiu necessidade de se aproximar de seu Pai, de “conversar” com Ele. Todos nós sentimos essa mesma necessidade. 

Significado da oração 

Orar ou rezar é “falar” com Deus. Você, quando sente necessidade de estar com Deus, de estar com o Pai, procura “conversar” com Ele. E, se prestar atenção, verá que Deus nunca deixa de “responder”. Só que Ele não fala com palavras, mas diretamente ao seu coração. Sabe como? Você já notou que, depois de fazer uma oração, você se sente aliviado, confortado, orientado, contente? Pois esta é a resposta de Deus. 

Por que rezar? 

Por que ou para que você reza? Em geral, as pessoas fazem orações a Deus para pedir alguma coisa: para melhorar a saúde, para resolver um problema de trabalho, para superar uma dificuldade qualquer. Não se deve, porém, lembrar de Deus e rezar só em casos de necessidade. Deus deve estar sempre presente em você. E seria bom que você rezasse porque o ama e para agradecer as coisas boas que você tem. Se você reparar com atenção, verá que há muito para agradecer a Deus. Mais do que para pedir. 

O que devemos pedir numa oração 

Sem dúvida, além de agradecer o que tem, você pode pedir a Deus muitas coisas ao fazer uma oração. Você pode pedir a Deus o que quiser. É claro que Deus não ajudará a realizar coisas más, como vencer uma briga contra um colega ou tirar uma nota na prova sem que você estude. Mas você pode ter certeza de que Deus lhe dará sempre o melhor, qualquer que seja seu pedido. Sabe então o que você sempre deve pedir ao rezar? Que, em qualquer caso, seja feita a vontade de Deus, porque Ele só quer o seu bem e o bem de toda a humanidade. 

Como rezar? 

Muita gente pensa que, para rezar, é preciso decorar longas orações. Outras pessoas acham que só se pode rezar na igreja ou diante de imagens de santos. É claro que é bom saber orações de cor e também ir à igreja para rezar. Mas você pode rezar em qualquer lugar e “falar” com Deus com suas próprias palavras. Faça seus agradecimentos e seus pedidos a Deus de forma bem simples. Deus o ouvirá, pois ele está em todos os lugares. Até dentro de você, em seus pensamentos e em seu coração... 

Quando rezar? 

Não há uma hora certa para você rezar a Deus. É bom que você se acostume a rezar logo ao acordar, antes de dormir e antes das refeições. É muito bom também que você vá à igreja, pelo menos aos domingos, para participar da missa: Deus gosta de que você o visite em sua “casa”. Porém, sempre que você sentir necessidade, não espere uma hora certa para rezar. “Fale” com Deus a qualquer hora e em qualquer lugar. Ele estará sempre pronto para ouvi-lo. 

A oração de hoje 

Hoje em dia, problemas de vários tipos atingem quase todas as pessoas. Faltam escolas para muitas crianças, hospitais para os doentes pobres, empregos para tanta gente que precisa trabalhar para viver. Por isso, você deve rezar também pela sua comunidade, isto é, pelas pessoas que o rodeiam: sua família, seus vizinhos, seus amigos. Assim, ao fazer seus agradecimentos e seus pedidos particulares a Deus, lembre-se sempre dos outros. 

Papo final 

Provavelmente você já ouviu falar da oração, sabia rezar, mas nunca tinha pensado muito em seu significado. Agora, você viu quanta coisa acontece ao fazermos uma oração e como pode ser grande o seu valor. Antes, portanto, de rezar, veja bem o sentido e a finalidade que terão as palavras que você vai dizer a Deus. Não se pode rezar por coisas fúteis e sem importância. 

Recordando: 

a) Rezar é comunicar-se com Deus.

b) Deus sempre ouve nossa oração quando temos fé, esperança e confiança nele.

c) A religião é uma forma de "religar", de aproximar o homem de Deus.

d) Todos nós temos necessidade de "conversar" com Deus.

e) Devemos rezar a Deus mais para lhe agradecer pelo que temos do que para lhe fazer pedidos.

f) Em nossas orações, devemos sempre pedir que seja feita a vontade de Deus.

g) Podemos rezar em qualquer hora e em qualquer lugar.

h) Somente Deus atende aos pedidos que fazemos em nossas orações.

i) Devemos rezar por nós, por nossas famílias e por nossa comunidade.


Catequistas em Formação



 

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

ORAÇÃO DO DIA (CATEQUISTAS)

 


Senhor meu Deus, mais um dia está começando.

Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.

Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar.

Amém!






domingo, 8 de setembro de 2024

ORAÇÃO DO DIA (ORAÇÃO DA CATEQUISTA)

 

É DOMINGO! Dia do Senhor!

Gratidão a Deus, por tudo que chegou e por tudo que se foi.

Gratidão por cada dia que passou, por todos os bons momentos e aprendizados.

Gratidão por cada benção, cada alegria e cada conquista.

Gratidão por toda a proteção graça e luz.

E que Deus nutra o meu e o seu coração de fé e esperança para o próximo mês que virá.  Feliz dia!

(Miracy Mota Queiroz)






sexta-feira, 6 de setembro de 2024

ORAÇÃO DO DIA

 

Nesta manhã, Senhor, venho te pedir: aumentai a minha fé e me faça cada vez mais perseverante na minha oração. 

Por isso te suplico, ó Pai, curai o coração daqueles que estão aflitos e cheios de mágoas. 

Curai Senhor, todas as enfermidades da alma de vossos filhos. E que eu seja agradecida por todas as curas que acontecem em minha vida e com isso seja uma testemunha do seu amor!

Amém!


(Fabiana Vendrusculo)









quarta-feira, 7 de julho de 2021

ACHE TEMPO PARA REZAR O TERÇO!

 

Imagem: Acervo Angela Rocha

Rezar o terço é muito mais simples (e maravilhoso) do que você imagina!

Pense em colocar o terço como uma prioridade em sua vida. Se você acha que não dispõe de 20 minutos para sentar e fazer orações a Maria, meditando sobre os mistérios da vida do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, tem alguma coisa errada na sua “agenda”!

Leve em consideração que você não precisa rezar os 5 mistérios de forma contínua, pode dividi-los durante o dia; e não é preciso carregar um terço com você o tempo todo: para isso, você tem 10 dedos que poderão ajudá-lo.

A seguir, algumas ocasiões para que você reze o terço hoje, por mais ocupado que esteja o seu dia:

1. Enquanto você corre

Você costuma correr, fazer exercício físico? Então pode acompanhar sua atividade física rezando o terço, ao invés de só ouvir música. Na internet, é possível encontrar muitos podcasts e aplicativos que lhe permitem escutar e rezar enquanto você corre.

2. No carro

É impressionante como aprendi a rezar o terço enquanto vou de um lugar a outro, enquanto vou ao supermercado, ao posto de gasolina, levar meus filhos à escola ou rumo ao trabalho. Os trajetos de carro costumam durar mais que 20 minutos, então eu os aproveito ativamente. Uso um CD com o terço e o rezo enquanto ouço. Isso me faz sentir como se estivesse rezando em grupo.

3. Enquanto você limpa a casa

Reze enquanto você organiza sua mesa de trabalho, enquanto passa o aspirador na sua casa, lava louça ou realiza outros afazeres domésticos. Enquanto reza, pode interceder e abençoar, com sua oração, todos aqueles que se verão beneficiados pelos seus esforços por um lar mais limpo e organizado.

4. Enquanto você leva o cachorro para passear

Você leva o cachorro para passear diariamente? Aproveitar o tempo de passeio para rezar o terço é muito melhor que deixar sua mente vagando sem sentido. Mantenha-a centrada em Jesus e em Maria!

5. Depois do almoço

Tenha um momento de descanso diariamente após seu almoço e aproveite-o para silenciar seu interior e rezar o terço. Nos dias de sol, você pode fazer isso contemplando as maravilhas da natureza que Deus nos deu.

6. Caminhando em um passeio sozinho

Uma vez por semana, lembre-se de rezar o terço caminhando. Nesses momentos, vale a pena levar o terço e caminhar no ritmo da oração. Outras pessoas poderão ver você rezar, o que acaba sendo uma oportunidade de dar testemunho.

7. Antes de deitar para dormir

Este é um momento belíssimo para ter Jesus e Maria como últimos pensamentos em sua mente antes de dormir. O único risco é pegar no sono antes de terminar o terço inteiro. Concentre-se no amor que você tem a Nossa Senhora e a Jesus para manter-se acordado.

8. Na igreja

É muito poderoso rezar o terço na presença de Jesus sacramentado e junto a outras pessoas da sua paróquia. Tenha um encontro semanal com Jesus para visitá-lo no Santíssimo Sacramento e rezar o terço em adoração. Ou, se sua paróquia tem a prática do terço em grupo, una-se!

9. Enquanto você está esperando

Quantas vezes estamos esperando algo ou alguém ao longo do dia? Na fila do banco, do supermercado, no consultório médico, no ponto de ônibus… você pode rezar pelo menos uma dezena do terço cada vez que espera, e no final do dia terá rezado o terço inteiro.

10. Enquanto faz exercícios em série

Às vezes estamos na academia fazendo exercícios “contados” (séries). Por que não usar as orações do terço para contá-los? Os exercícios ficarão mais leves e seu coração também.

Que outras opções você tem para rezar o terço em seus dias ocupados?

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

TIRANDO DÚVIDAS: ORAÇÃO MISTAGÓGICA

Imagem: Catholicus.org
Como transformar nossa oração na catequese, em oração “mistagógica”?

Andréa Canassa

Desculpe a ignorância, mas...  Vi naquele itinerário que você nos passou: memorizar as orações através do método mistagógico. Você pode me explicar como se faz isso, por favor?

RESPOSTA:

Ângela Rocha

A oração autêntica é aquela que transforma a pessoa. Para orar de verdade a pessoa precisa se recolher em si mesma. Caminhar nos “mistérios” de Deus e de si mesmo. No mundo de hoje somos projetados para "fora", damos importância demais ao que acontece ao nosso redor e esquecemos de olhar “pra dentro”. 

Ao orar com os nossos catequizandos precisamos nos desprender um pouco do "roteiro". Normalmente o catequista chega e já é de praxe que todos se levantem, rezem o Pai Nosso, Ave Maria, Santo Anjo, etc. Mas, normalmente, essa oração é vazia! Não de sentido, mas, de significado. As frases são involuntárias e não se sabe o que está dizendo. As crianças estão ali agitadas, querendo contar as novidades, conversar com os colegas,  e nós queremos que elas calem a boca para que comecemos o encontro.

A oração é antes de tudo a "busca" de Deus, ela precisa ser pessoal, silenciosa, contemplativa. Aí esbarramos num porém: as crianças não conseguem isso com facilidade! A capacidade de abstração de uma criança é bem pequena. Por isso a importância do ambiente: de uma vela acesa, da Bíblia aberta, do incenso, da água benta, do silêncio, respiração pausada, olhos fechados...  Podemos usar um canto meditativo, mas, algo que faça parte do universo da criança; ou usar uma melodia suave de fundo.

Precisamos ensinar as crianças que orar é amar, é criar uma relação de amizade com Deus, onde Ele te escuta e, mesmo sem te responder, age na sua vida. Nós não nos voltamos para Deus só com a boca ou o pensamento, é preciso voltar-se para Ele com todo nosso ser. Lembrar da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, que, pela bondade do Pai, faz morada em nós.

Enfim, é preciso criar o "clima", orar sem dispersar o pensamento. E não é fácil fazer isso com as crianças. Como eu disse antes, elas não tem a capacidade de contemplação de um adulto. Mesmo os adultos têm dificuldade. Então, é preciso então lembrá-las do "concreto", daquilo que acontece com ela no dia a dia, das suas pequenas e angústias e medos, lembrá-las que basta fechar os olhos e conversar com Deus, contar e Ele em pensamento tudo que acontece, que dá medo ou tristeza; e Ele lhe trará paz, tranquilidade, te envolverá com sua manto de amor. A oração conduz ao "mistério" de Deus e da fé. 

Andréa Canassa

Eu pedi autorização ao meu pároco, para aos poucos mudar o ambiente da sala de catequese. Ele me autorizou, mas, pediu para começar de leve, mas, já é um começo. Nossas salas ainda remetem a sala de aula. Ele me autorizou a pintá-la, ganhei um ambão para a leitura da Palavra, fiz umas adaptações, e agora pretendo ambientar meu encontro, com velas, flores e a Bíblia.

Ângela Rocha

Além de um ambiente adequado, existem alguns "exercícios" que podem relaxar o corpo e a mente que é possível fazer no encontro. Peça que tirem os sapatos, coloquem a planta dos pés no chão, que sintam a energia que vem da terra, ambiente que Deus criou para nossa morada, que vai subindo devagar pelas pernas, joelhos, estomago, coração até chegar ao cérebro, berço do pensamento; que respirem o ar pausadamente, sentindo o Espírito Santo se mover para dentro e para fora do seu corpo; fechar os olhos e pensar que, mesmo no escuro, Deus segura sua mão. E assim, iniciar a “conversa” com Deus.

Uma dica: leia o Itinerário Mistagógico de oração de Santa Tereza D'Avila. Acho que tem também um texto aqui ou no blog (www.catequistasemformacao.com)  sobre mistagogia e oração: "Entra no teu quarto" acho que é o nome.

Andréa Canassa

Então, não preciso começar, necessariamente, a fazer a oração toda vez que inicia meu encontro. Como você disse, as crianças já sabem que vão fazer e ficam no automático.

Ângela Rocha

Não mesmo. Você pode esperar que se acalmem, bater um papo leve e só então, lembrar a elas que estarão reunidos para um encontro e pedir que façam o sinal da cruz pois estarão ali em nome da Trindade. Um encontro deve começar sempre com uma motivação, algo que desperte curiosidade pelo tema, pode ser uma brincadeira, uma história, uma dinâmica, uma música.

Demais comentários:

“Conversa muito proveitosa! Aprendi muito e anotei todas as dicas. Obrigada cada dia aprendo mais com vocês. Deus abençoe a todos!!”.

“Sua explicação da sequência dos passo é excelente. Uma formação e tanto! Ah se todos os catequistas entendessem isso de verdade! Já seria 90% do caminho andado. Deus lhe abençoe pelas suas ricas partilhas”.

“Uma partilha muito rica, vou usar nos encontros, cada dia aprendo mais, que pena que o tempo é curto!”

“Oração no automático, é mais ou menos isso. Mas, gostei da muito das explicações e quero fazer a parte do pé no chão”.

 

Ângela Rocha

Catequistas em Formação




quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

PAPA FRANCISCO E A ORAÇÃO EM 2020

DESAFIO DA HUMANIDADE E DA MISSÃO DA IGREJA - DEZEMBRO 2020 

A mensagem do Papa para fechar 2020: a oração pode mudar a realidade e os corações. No Vídeo do Papa de dezembro, o Santo Padre fala sobre o poder da oração para mudar a realidade e os corações, e pede que, por meio de uma vida de oração, possamos nutrir nosso relacionamento com Jesus Cristo. 

A oração para se aproximar do Pai

No vídeo de dezembro, último mês de 2020, traz a intenção de oração que Francisco confia a toda Igreja Católica por meio da Rede Mundial de Oração do Papa (que inclui o Movimento Eucarístico Jovem – MEJ). Em um ano marcado pela pandemia de COVID-19, o Santo Padre compartilha conosco o segredo da vida de Jesus: a oração é “a chave para que possamos entrar em um diálogo pessoal com o Pai”. Por meio de uma vida de oração é possível viver um relacionamento profundo e pessoal com Jesus Cristo e mudar nossos corações. A oração, escutando Jesus, contemplando Jesus, falando com ele como a um amigo, transforma a nossa vida. É o caminho para se aproximar do Pai.

A oração do Papa durante a pandemia

O próprio Papa é um homem de oração, e o Vídeo do Papa testemunha isso com imagens tiradas dos momentos mais emocionantes de 2020: oração pela pandemia na Praça de São Pedro vazia; sua peregrinação ao crucifixo de São Marcelo na Via del Corso, no centro de Roma; os momentos de recolhimento diante do ícone bizantino da Salus Populi Romani na Basílica Romana de Santa Maria Maior.

Jesus Cristo: uma vida marcada pela oração

Para o Papa Francisco, a oração não se reduz apenas a um espaço ou momento de contemplação interior. “Rezando, mudamos a realidade. E mudamos nossos corações”, diz no Vídeo do Papa. A oração sempre produz uma mudança. “Podemos fazer muitas coisas, mas sem oração não funciona”, diz o Papa. Na audiência geral do dia 4 de novembro, ele também aproveitou para explicar a vida de oração que Jesus sempre teve: “Durante sua vida pública, Jesus recorre constantemente à força da oração. Os Evangelhos nos mostram isso quando ele se retira para lugares isolados para rezar. São observações sóbrias e discretas, que só nos permitem imaginar esses diálogos orantes. No entanto, eles testemunham claramente que, mesmo nos momentos de maior dedicação aos pobres e doentes, Jesus nunca descuidou do seu diálogo íntimo com o Pai”.

A oração como o coração da missão da Igreja

Hoje em dia, a Rede Mundial de Oração do Papa conecta milhões de católicos em todo o mundo, de vários países, culturas, contextos sociais e eclesiais, através da oração: não apenas através do O Vídeo do Papa, mas também por meio da plataforma de oração Click To Pray e do Caminho do Coração, um itinerário de oração pela missão. O Vídeo Papa deste mês termina com o convite de Francisco à oração, em que ele guarda silêncio por alguns momentos, durante a Audiência com a Rede Mundial de Oração do Papa no seu 175º aniversário.

O padre Frédéric Fornos S.J., Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, lembrou a ocasião: “Foi um dos momentos mais intensos da celebração. O Santo Padre convidou a um longo tempo de oração, na Sala Paulo VI, em um imponente clima de silêncio e recolhimento com mais de 5.000 pessoas. E aí ele deixou bem claro que a oração e a missão da Igreja estão intimamente ligadas. A missão da Igreja está a serviço dos desafios do mundo e isso não é possível sem oração. Francisco resumiu de forma muito simples: “O coração da missão da Igreja é a oração”. Para muitos, a oração se resume em um momento de silêncio ou reflexão, mas para aqueles que descobrem sua profundidade, é a respiração do coração. A oração nos abre para o Amor, que tem rosto, Jesus Cristo, e nos leva ao Pai. Frequentemente, seus frutos, sua fecundidade, não são vistos imediatamente. Como a semente na terra, que precisa de tempo… mas a sua fecundidade é imensa, como diz o Evangelho: produz trinta, sessenta e até cem vezes por um (Mc 4, 20). A oração é essencial para a missão da Igreja. Rezemos para que nossa relação pessoal com Jesus seja sempre nutrida pela Palavra de Deus e por uma vida de oração”.

Vídeo do Papa - Rede Mundial de Oração

quarta-feira, 11 de março de 2020

A HISTÓRIA DO CREDO: SÍMBOLO DA FÉ


Todos os domingos e em solenidades especiais, a Igreja convida os fiéis à proclamação do Credo durante a Missa. Literalmente, “Credo” significa “Creio”. Esta oração tornou-se assim comumente conhecida por ser uma profissão de fé pública, pois quando alguém a recita anuncia a todos aquilo em que crê. De certo modo, o Credo é uma espécie de bilhete de identidade dos cristãos, uma vez que mostra aquilo em que acreditam, aquilo que deve ser essencial para cada crente.

O Credo é uma oração tão longa quanto antiga, a sua origem remonta ao início do cristianismo, mais precisamente aos próprios Apóstolos de Cristo. No início da nossa era, os discípulos de Jesus dedicaram-se de corpo e alma a cumprir a última missão que Este lhes confiou: ir e anunciar a todos os povos a boa notícia da salvação. Assim seguiram, por diversas regiões do mundo, chegando por vezes a terras longínquas. E por onde quer que passassem deixavam esta mensagem.

Diz a tradição da Igreja que, de forma a não se perderem nem se adulterarem as verdades essenciais do cristianismo, os apóstolos elaboraram um pequeno texto onde resumiram o essencial da fé cristã. Este texto ficou conhecido por Símbolo dos Apóstolos, pois a palavra “símbolo”, em grego, significa “resumo”. Ao longo dos séculos, esta profissão de fé dos apóstolos foi sendo usada pela Igreja, principalmente no ritual do batismo. Era uma forma de relembrar as linhas mestras da fé e impedir que surgissem heresias. O Símbolo dos Apóstolos passou a ser também conhecido como Credo, visto declarar categoricamente aquilo em que os cristãos acreditam.

No início do século IV, pela primeira vez na história, um imperador romano converteu-se ao cristianismo. Constantino I decidiu legalizar a nova religião sem, no entanto, proibir o culto aos deuses pagãos. No ano 325, este mesmo imperador convocou um concílio, o segundo da história da Igreja, para discutir algumas questões que estavam dividindo os cristãos. Este concílio teve lugar em Niceia, atualmente na Turquia. Nele participaram inúmeros representantes eclesiásticos, à exceção do Papa Silvestre I, que enviou apenas emissários.

Do concílio saiu uma nova redação do texto do Credo, chamado Credo Niceno, mais alargada do que a usada até então. Esta nova fórmula surgiu com o objetivo de clarificar certos pontos, como resposta às heresias daquele tempo. Na prática, o Credo Niceno é um autêntico catecismo, pois encerra em si o essencial da fé cristã.

Mais tarde, no ano 381, em Constantinopla, houve um novo concílio onde se reafirmou a importância do Credo Niceno e se procedeu a uma pequena atualização do texto. A partir daí esta profissão de fé passou a ser conhecida por Credo Niceno Constantinopolitano. Este texto foi aceito por toda a Igreja e ainda hoje é usado por católicos, protestantes e ortodoxos, tendo apenas sofrido uma alteração que se revelou decisiva para a história do cristianismo.

Em 589, no III Concílio de Toledo, adicionou-se ao Credo a chamada cláusula Filioque. Esta declarava o Espírito Santo como procedente do Pai e do Filho e não apenas do Pai através do Filho, como até então se dizia. A cláusula filioque gerou controvérsia dentro da Igreja e chegou até a ser proibida pelo Papa Leão III. Mesmo assim, continuou a ser usada e ficou até aos nossos dias.

A polêmica, porém, foi maior do que se pensaria inicialmente e chegou a atingir grandes proporções com o Cisma do Oriente, que separou a Igreja Católica da Igreja Ortodoxa, no século IX. Apesar de não ter sido a principal causa desse cisma, foi sem dúvida uma das que mais influenciaram esta primeira separação dentro do cristianismo. Por esta altura também o Credo passou a fazer parte da liturgia da Missa, pois até então era usado no ritual do Batismo.

Tamanha a importância do Credo como símbolo de fé dos católicos que ele faz parte dos Ritos de Entrega do Catecumenato (Catequese de adultos) no Tempo da Iluminação, fase que precede a recepção dos sacramentos de iniciação. 

Como adaptação do modelo catecumenal, na última etapa da catequese de crianças e próximo da primeira eucaristia (cujos temas trabalhados são: Igreja, o Batismo e a atuação do Espírito Santo), se faz o RITO DA ENTREGA DO SÍMBOLO (Creio), como fechamento do que se viu nos primeiros anos da catequese para conhecimento da Profissão de Fé: Jesus-Deus, Pai Misericordioso, a Criação, história da Salvação. O Creio, como oração, é trabalhado mais diretamente na catequese de Crisma.

A catequese do Creio, divide-se em três partes, o trabalho com os catequizandos, com os pais e por fim a solene entrega do Símbolo, que é realizada durante a celebração da missa. Normalmente é confeccionado uma oração em papel ao estilo pergaminho, enrolado com fita, que os pais entregam aos filhos. As crianças fazem a profissão de fé na hora adequada da missa, são chamados pelo padre ao presbitério e estes devem rezar em ALTO E BOM SOM a oração sem ler de lugar algum. Existe um roteiro próprio para esta celebração (Sugestão) em nossa apostila sobre o CREDO.

Catequistas em formação

FONTES: 
CIC - Catecismo da Igreja Católica
RICA - Ritual de Iniciação Cristã de Adultos

Quer saber mais sobre o SÍMBOLO DA FÉ?
Apostila de formação para catequistas: R$ 20,00
Pedidos pelo whatsapp: (41) 99747-0348



SUMÁRIO 
1. O CREDO E A CATEQUESE ...................................................................02
2. O SÍMBOLO DA FÉ: A ORAÇÃO DO CREIO........................................02
2.1 Embasamento Bíblico ...............................................................................04
3. O SÍMBOLO DA FÉ COMO PROFISSÃO DE FÉ ..................................05
3.1 O ato de crer .............................................................................................07
3.2 Professando a nossa fé..............................................................................09

ANEXO 01 – Roteiro de Encontro com Catequizandos ou Crismandos ......... 12
ANEXO 02 – A imagem de Deus..................................................................... 17
ANEXO 03 – Roteiro de encontro com pais..................................................... 22
ANEXO 04 – Sugestão para a Celebração de Entrega do Creio....................... 39
ANEXO 05 – Modelos de Pergaminhos............................................................ 41
ANEXO 06 – Atividades para crianças ............................................................ 43

LINKS ÚTEIS:
Como fazer pergaminhos em papel vegetal:
http://www.catequistasemformacao.com/2016/07/como-fazer-o-pergaminho-com-oracao-do.html


domingo, 9 de dezembro de 2018

VÍDEO DO PAPA: DEZEMBRO 2018



Dezembro 2018. O Vídeo do Papa:

Aprendamos a escutar. Ouçamos como os outros falam, vivem, e comuniquemos o Evangelho de tal maneira que possam acolhê-lo em seu coração. Assim, é seguro que nos entenderão. Mais uma vez, trata-se apenas de seguir o exemplo de Jesus Cristo, o mestre na comunicação da fé. “Quem quiser partilhar sua fé com a palavra, tem que escutar muito. Imitemos o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha diante d´Ele para aproximá-las do amor de Deus. 
O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.
Rezemos para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias em diálogo com a cultura, em diálogo com o coração das pessoas e sobretudo escutando muito.” 

Pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

DIA DE CATEQUESE: Vamos rezar?



O encontro de hoje foi "especial de bom"!
Tenho onze catequizandos: Cadu, Lucas, André, Gabriel, Yasmin, Laura, Julia, Bia, Aninha, Isadora e Eloísa. E enquanto falo aqui posso ver cada uma das carinhas. E tem o Zaki, meu ajudante de 15 anos, meio na dele, quieto, mas uma ajuda inestimável.
Hoje eu usei uma "técnica" que alguém me ensinou num livro dia destes. Vamos ver se vocês reconhecem:
"O primeiro momento é um diálogo pessoal, no qual (você escuta) a outra pessoa se exprime e partilha as suas alegrias, as suas esperanças, as preocupações com os seus entes queridos e muitas coisas que enchem o coração.
Só depois desta conversa é que se pode apresentar-lhe a Palavra, seja pela leitura de algum versículo ou de modo narrativo, mas sempre recordando o anúncio fundamental: o amor pessoal de Deus que Se fez homem, entregou-Se a Si mesmo por nós e, vivo, oferece a sua salvação e a sua amizade. É o anúncio que se partilha com uma atitude humilde e testemunhal de quem sempre sabe aprender, com a consciência de que esta mensagem é tão rica e profunda que sempre nos ultrapassa.
Umas vezes exprime-se de maneira mais direta, outras através dum testemunho pessoal, uma história, um gesto, ou outra forma que o próprio Espírito Santo possa suscitar numa circunstância concreta.
Se parecer prudente e houver condições, é bom que este encontro fraterno e missionário conclua com uma breve oração que se relacione com as preocupações que a pessoa manifestou. Assim ela sentirá mais claramente que foi ouvida e interpretada, que a sua situação foi posta nas mãos de Deus, e reconhecerá que a Palavra de Deus fala realmente à sua própria vida."
Pois é.… depois vocês me dizem quem foi que me ensinou isso. Rsrsrsr...
Hoje o tema do nosso encontro foi "Fazer uma oração", usando um roteiro que passei aqui para vocês ontem. Minhas crianças têm 8 anos, apenas o Cadu tem 9. E dá para perceber nelas que algum adulto já as "apavorou" dizendo que para rezar tem que "decorar": ... em nome do pai do filho do espírito santo santo anjo do senhor pai nosso ave maria creio em deus pai... Assim mesmo, de um sopro só, sem vírgula nem ponto.
E quem me disser que é desde pequeno que se aprende, eu vou dar um “coco no cocuruto”! Primeiro elas têm que entender COM QUEM estão falando, sentir no som de cada palavra proferida nas fórmulas das orações O QUE estão dizendo e PORQUE. Depois, decorar vem natural e facilmente.
E lá fomos nós contar das nossas férias de julho, onde fomos, o que fizemos, com quem estivemos; se fomos à missa nas férias e se nos lembramos de rezar... Hiiiiiiii ! Essa pergunta é difícil! A maioria foi a missa "nenhuma" vez e rezou menos vezes ainda.
Mas, afinal, por que a gente reza? Para quem a gente reza? Para pedir? Para pedir por quem? Só para mim? Para quem mais? Ah! Para a família, claro! Pro papai, pra mamãe. E para quem eu não conheço? Eu rezo? Hiiii! Danou-se de novo! Se nem para mim eu lembrei, imagina pelo outro...
Mas, eu não preciso de nada! Tá bom. Se não precisamos de nada, não temos nada para pedir. Mas, será que a gente não podia lembrar de agradecer também? Pelas coisas boas, por não precisar de nada? É, né!
Mas, o que temos aqui na nossa Bíblia sobre a oração?
Temos lá em Romanos 8, 26-27 (tempinho para se localizarem na Bíblia), uma mensagem bem legal de São Paulo aos amigos de Roma: "O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza... a gente não sabe o que pedir, nem como pedir, mas, o Espírito vem em nosso socorro com gemidos inefáveis...". Opa! O que é isso?
Em princípio, a palavra “inefáveis” chamou mais a atenção do que o trecho bíblico... rsrsrsrs. Eles perguntaram e eu expliquei. Depois fomos ao sentido do versículo.
E em palavras mais simples, entendemos que Deus sabe o que vai no nosso coração, mesmo sem botarmos isso em palavras, Ele nos entende, nem é preciso saber explicar. Sabe da dor, sabe da alegria, sabe do mal... anham! Sabe!
Agora sim, vem os exemplos (histórias) de pessoas que dedicaram sua vida à oração: Aquela menina Terezinha que dedicou sua breve vida somente à oração pelos outros, pelos missionários de todo mundo; e tem aquela outra moça, Teresa de Ávila, que se tornou Doutora da Igreja por ensinar a rezar; e o moço Inácio de Loyola, que ficou um ano recolhido numa caverna para se encontrar espiritualmente com Deus e depois fundou uma das mais atuantes congregações de padres. Todas estas pessoas se dedicaram a orar pelos outros, incessantemente.
E agora? Como nós podemos falar com Deus em nossas orações? Vamos transformar nossos "gemidos inefáveis" em palavras?
E na dinâmica do encontro, separados de dois a dois, um foi contar para o outro uma coisa que o preocupa ou incomoda para depois transformar em oração. Tivemos os distraídos que nem lembraram de perguntar para o outro o que o incomodava; os tímidos que não falaram nada; aquela que eu tive que grudar o ouvido nela para escutar; e o que lembrou do vizinho que batia na mulher.
- Ela me falou que a Avó dela tá doente...
- Não, não! Não conte pra mim, conte pra Deus e peça o que você precisa... Vamos lá: Querido Deus...
- Querido Deus, a avó da Isadora tá doente, cura ela.
- Ai!!! Muito bem! Quem quer tentar agora?
- Querido Deus, abençoe e proteja a família do meu amigo André!
- Muito bem, muito bem!

E, uma a uma, transformamos todas as preocupações e sentimentos em oração. Até mesmo da Laura que disse não ter preocupação nenhuma.
- Querido Deus, obrigado por todas as alegrias da vida da Laura! 
- Foi difícil rezar? 
- Nãooooooooo!

Então, hoje à noite, cada um de vocês vai pegar o cartãozinho que ganhou no encontro, colocar ao lado da cama e rezar pelo amigo e por todos aqueles que estão precisando de Deus.

Para finalizar:
Pés no chão, olhos fechados, respira fundo e só pensa em Deus, escutando você agora... fala, fala, fala em seu coração que ele tá escutando... (minutinho de silêncio).

Mas, quando nos faltam palavras mesmo, podemos sempre lembrar das palavras que Jesus nos ensinou para falar com Deus: Pai Nosso, que estais no céu... 
Amém! 

Vamos com Deus para nossas casas e até semana que vêm!

*****
Ângela Rocha - Catequista em Formação.



* Evangelii Gaudium, 128. Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, 24 de novembro de 2013.
* * Inefável, significa o que não pode ser expresso verbalmente, é um termo utilizado para identificar algo de origem divina ou transcendental e com atributos de beleza e perfeição tão superiores aos níveis terrenos que não pode ser expresso em palavras humanas.

sábado, 23 de junho de 2018

CATEQUESE FAMILIAR: KIT PARA ORAÇÃO EM FAMÍLIA

KIT DE ORAÇÃO EM FAMÍLIA

Sugestão da catequista Denise Martinelli da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Barro Vermelho - São Gonçalo - RJ
Um projeto que visa envolver as famílias em oração!!!!!


O objetivo do projeto é evangelizar também a família, usando como incentivo para a Oração e Leitura Bíblia uma sacola com material para a leitura e oração e orientação a respeito. A "sacola da fé" é enviada a cada semana para uma família dos catequizandos da turma. O revezamento é feito a critério do catequista. O conteúdo deve ser acondicionado numa pequena sacola em TNT, tecido ou outro material. Importante o catequista providenciar uma folha com as orientações à família, outra com as orientações do terço e uma com as orientações para a leitura bíblica. Importante também providenciar uma Bíblia (pode ser que a família não tenha) e, além do terço para a oração, um terço para presentear a família.

ORIENTAÇÃO PARA AS FAMÍLIAS:

REGRAS PARA UM BOM DESEMPENHO NO TRABALHO CATEQUÉTICO:

- Ter o máximo de cuidado com todo o material;
- Não pode rasgar, danificar ou rasurar;
- Cuidar para que não molhe ou suje;
- Lembre-se que as outras crianças também vão utilizar esse material;
- Lembre-se que os nossos Encontros da Catequese são uma vez por semana. E você tem uma semana para realizar este compromisso junto com a família.

AOS RESPONSÁVEIS:

A sacolinha contém materiais que fazem parte de um KIT DE ORAÇÃO EM FAMÍLIA:

- Um Terço;
- Uma Bíblia;
- Uma pasta de registro (Família e catequizando);
- Uma sacola em TNT;
- Instruções aos responsáveis:

Como esse projeto é interativo entre a família e o catequizando, deve ser reservado um momento para a leitura orante da Bíblia. Em seguida, o catequizando contará aos responsáveis o que entendeu da leitura orante da Palavra de Deus. Depois de refletir a leitura bíblica é interessante que o adulto relate como foi a participação do catequizando no espaço de Registro do Adulto responsável.

O Espaço de Registro do Catequizando é destinado a expressão livre dele sobre a leitura orante da Bíblia, porém supervisionada por um adulto. O Catequista dá a sugestão da leitura (capítulo e versículo), mas, durante toda a semana a família poderá fazer o uso da Bíblia fazendo outras leituras.

* Não esqueça que a Bíblia é a Palavra de Deus e que devemos criar o hábito de ler e meditar todos os dias.

Paz e Bem!

MODELO DE REGISTRO:


AOS CATEQUISTAS:  

É interessante promover um encontro com as famílias e os catequizandos para passar as orientações do projeto e como deve ser feito o registro da Oração em Família.

ORIENTAÇÃO PARA O TERÇO EM FAMÍLIA:

A ORAÇÃO DO TERÇO

A Santa Igreja sempre nos ensinou que o Terço, é uma oração completa, pois abrange a oração vocal, a meditação e a contemplação dos mistérios de Deus.

Oferecimento

Divino Jesus, eu Vos ofereço este Terço que vamos rezar contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, Vossa Mãe Santíssima, as virtudes que me são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências anexas a esta devoção. Ofereço-Vos particularmente este Terço...(seguem as intenções).

Como rezar:

- Inicia com o Creio.
- Segue-se um Pai Nosso, três Ave Marias e um Glória, em honra da Santíssima Trindade.

- Antes de cada dezena, faz-se a contemplação do mistério, reza-se o Pai Nosso e em seguida  dez Ave Marias e o Glória.
- No fim de cada dezena reza-se a oração que o anjo ensinou às crianças na aparição de Nossa Senhora em Fátima:
"Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu,
principalmente as que mais precisarem".

MISTÉRIOS DO TERÇO:

Segundas feiras e sábados:
MISTÉRIOS DA ALEGRIA (Gozosos)
1º Mistério – A anunciação do Anjo a Maria
2º Mistério – A visita de Maria a sua prima Isabel
3º Mistério – O Nascimento de Jesus
4º Mistério – A apresentação de Jesus no Templo
5º Mistério – A perda e o reencontro do menino Jesus em Jerusalém

Terças e sextas feiras:
MISTÉRIOS DA DOR (Dolorosos)
1º Mistério – A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras
2º Mistério – A flagelação de Jesus atado à coluna
3º Mistério – A coroação de espinhos
4º Mistério – Jesus carrega a Cruz para o Calvário
5º Mistério – Crucificação, sofrimento e morte de Jesus

Quartas feiras e domingos:
MISTÉRIOS DA GLÓRIA (Gloriosos)
1º Mistério – A Ressurreição de Jesus
2º Mistério – A Ascensão de Jesus ao Céu
3º Mistério – A descida do Espírito Santo sobre os apóstolos
4º Mistério – A assunção de Maria ao Céu
5º Mistério – A coroação de Maria como Rainha do Céu

Quintas feiras:
MISTÉRIOS DA LUZ (Luminosos)
1º Mistério – O Batismo no rio Jordão
2º Mistério – A auto-revelação nas Bodas de Caná
3º Mistério – O anúncio do Reino com o convite à conversão
4º Mistério – A transfiguração no Monte Tabor
5º Mistério – A instituição da Eucaristia

Final:
- No final do terço reza-se a Salve Rainha, que poderá ser precedida do agradecimento seguinte:

"Infinitas graças Vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de Vossas mãos liberais. Dignai-Vos, agora e sempre, tomar-nos debaixo de Vosso poderoso amparo, e para mais Vos obrigar, Vos saudamos com uma Salve Rainha".

"Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria".
V.: Rogai por nós Santa Mãe de Deus...
R.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


(Denise Martinelli - São Gonçalo - RJ).


MODELO EM TEXTO:



PROJETO ORAÇÃO EM FAMÍLIA


Paróquia: _________________________________

Família: ________________________________________________

Passagem Bíblica sugerida: _______________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________

Registro da Família (adultos responsáveis):

Nome: ________________________________________________________
Data: ____/____/_______

Como foi a participação do (a)Catequizando(a):
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

O que achou do Projeto CATEQUESE EM FAMÍLIA? (Adulto responsável):
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_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
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Registro do (a) Catequizando (a):
O que você achou do momento de oração com a família?
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_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
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(Adaptação: Catequistas em Formação)

ORIENTAÇÃO PARA A LEITURA ORANTE DA BÍBLIA (*Catequistas em Formação):
   

USANDO O MÉTODO DA “LEITURA ORANTE”!

A Leitura Orante da Bíblia é como um colírio: limpa os olhos embaçados, para que se comece a enxergar com os olhos de Deus. Não é um momento de estudo, nem um tempo para preparar um trabalho pastoral: é um momento de leitura da Palavra de Deus e de escuta do que ela nos diz pessoalmente, para melhor viver o Evangelho de Jesus.



1º Passo - LEITURA: ler, ler, ler...
"O QUE O TEXTO DIZ EM SI MESMO?"

Conhecer, respeitar, situar o texto. Leitura lenta e atenta; reler, repetir, recordar de memória, relembrar em voz alta; ver o que o texto diz perceber os verbos, as palavras chaves, as ideias centrais; averiguar a geografia, o contexto, as circunstâncias, as passagens do texto, os personagens com suas atitudes, seus gestos; ler com atenção, respeito, amizade, interesse, dedicação, como se faz num encontro com um amigo; ler não é estudar, discutir, pesquisar, nem aumentar conhecimentos e teorias. É escolher, escutar, interiorizar a Palavra.




2º Passo - MEDITAÇÃO: ruminar, mastigar, revolver na memória
"O QUE O TEXTO ME (NOS) DIZ HOJE?"

Meditar é guardar no coração e deixar-se amar; meditar é aplicar o texto em nossa vida e realidade; ver o que a Palavra diz para mim; procurar atualizar a Palavra hoje; perceber as inspirações, os apelos, os afetos, as revelações, as iluminações do texto lido; interiorizar, ingerir a mensagem; acolher outros significados do texto; aplicar na realidade pessoal, comunitária, social; deixar-se afetar pela Palavra; acolher o toque da graça.



3º Passo - ORAÇÃO: louvar, agradecer, pedir
" O QUE O TEXTO ME (NOS) FAZ DIZER A DEUS?"

É o momento da resposta, do diálogo, do encontro mais pessoal, do relacionamento com Deus. É expressar os sentimentos de perdão, louvor, intercessão, súplicas. Abrir o coração, envolver-se na presença de Deus, acolhendo a realidade e os apelos dos irmãos; fazer atos de perdão e reconciliação, rezar salmos, hinos em relação com o texto meditado. Conversar com Deus profunda e intimamente.



4º Passo – CONTEMPLAÇÃO
"O QUE O TEXTO ME (NOS) LEVA A VIVER?"

É saborear, degustar, deixar-se envolver pela Palavra. É silenciar, estar quieto, em descanso sob o olhar amoroso de Deus. Sentir-se tocado, envolvido, amado, aceito, acolhido, perdoado, pacificado. Permanecer na presença, em receptividade, na atenção amorosa, nos braços do Pai; dar espaço para Deus, para o irmão e para a realidade da vida, afetivamente. Toda contemplação é para ser comunicada e vivida, em vista da transformação pessoal, comunitária e social. A contemplação leva a viver a própria Palavra. Levar o que se conheceu na Palavra para a vida.