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domingo, 11 de novembro de 2018

COMO SE FAZ UM CATEQUISTA


Catequistas são pessoas importantes para o crescimento da Igreja no mundo inteiro. Ele ou ela são responsáveis por formar novos cristãos por meios dos sacramentos de iniciação à vida cristã. Mas, e quem forma o catequista e como um catequista é feito?

Tem curso para ser catequista? Tem sim, mas, não é apenas o curso que faz o catequista. É a caminhada. É a devoção a Jesus. É a sede de conhecimento das coisas do alto. O catequista se faz na experiência do amor de Deus e na vivência dos sacramentos.

Por isso, que para ser catequista é necessário mais que ler manuais, roteiros de encontros, planejamentos, é preciso ler a vida e ler a Bíblia. É importante conhecer os documentos da Igreja, mas, também é importante ter consciência de como caminha a sociedade.

Seria bom se o catequista gostasse de ler: ler a Bíblia diariamente, ler o jornal de manhã, ler um bom livro, ler, porque a leitura abre janelas, areja a mente, desperta para a criatividade, e criativo também, é desejável que o catequista seja.

Catequista é feito de caminhadas e estradas, do que encontrou pelo caminho e do que aprendeu e ensinou, das experiências que curam e das que magoam. Catequista é gente grande com coração de criança, olhos atentos para descobrir o mundo. Catequista é feliz, não feliz por obrigação, mas, só feliz, porque a graça do amor de Deus o tomou por completo. Mesmo quando está triste ele (ela) ainda é feliz porque crê na ressurreição. Catequista é feito de ressurreições, renascimentos, catequista bom não tem medo de aprender e de recomeçar.

Do que mais é feito um catequista? De amor, do incansável amor de Deus.

Cris Menezes

FONTE:

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

SER CATEQUISTA É "VOLUNTARIADO?


O CATEQUISTA É VOLUNTÁRIO?

Uma catequista de São Paulo, me contou o seguinte outro dia:

"Ângela o padre daqui nos disse outro dia: Que ser catequista não é ser voluntário, (ele não admite que a gente fale isso), que não se aprende a ser catequista...que ser catequista é um dom que Deus nos dá ao nascer, e que cabe a nós responder a esse chamado... No que é claro discordamos, dizendo que podemos e devemos aprimorar esse chamado... Bom, nem preciso dizer que isso gerou polêmicas..."

O que eu penso a respeito:

Eu acredito que ser catequista é muito mais que ir à Igreja em encontros semanais, ir à missa toda semana, participar de reuniões, formações e retiros. A gente pode ser catequista em todos os lugares e não só na Igreja.

Numa das minhas viagens por aí, eu conheci o marido de uma catequista. Que era, sem saber, um grande "catequista"! Isso porque ele se diz ateu e não frequenta a Igreja, mas não se importa que sua esposa o faça e a apoia. Ele não o faz e tem ideias bem arraigadas sobre isso, deixa a esposa na porta da Igreja e volta buscar depois.

Mas, o Seu Arnaldo é uma das pessoas mais revestidas da "couraça" de Cristo que já conheci. Ele trabalha pela comunidade como nenhuma outra pessoa faz, e sem rezar um Pai Nosso. Ele se preocupa com o outro, ele trabalha pelo outro e ele FAZ pelo outro. Está sempre envolvido em projetos em prol do bem-estar da sua comunidade, trabalha pelo social, ajuda os necessitados, trabalha pela capacitação profissional daqueles que não tem condições. Gratuitamente! Sem retorno financeiro.  Ele ama o outro sem precisar “ouvir” de Jesus que é isso mesmo que a gente tem que fazer.

Acredito, como disse o padre, que é mesmo um "chamado". Mas, mesmo aos chamados, respondemos se assim o queremos. E a caminhada, depende exclusivamente de nós. Ir ou ficar é da nossa vontade.

Deus te chama, Jesus te ensina o caminho, o Espírito Santo te dá forças, mexer as pernas: é com você! E, evidente, ninguém enfrenta uma árdua caminhada sem estar preparado: sem levar água, alimento ou ter sapatos confortáveis. E é bom estudar o mapa da jornada (itinerário) também. Somente os desavisados e imprevidentes o fazem sem preparo. E, normalmente, desistem na primeira subida...

E digo mais, o que acaba comprometendo nossa missão na Igreja, é justamente o "voluntariado". Nisso eu concordo com o padre. Catequista não é um mero voluntário.

      - Voluntário é aquele que se oferece para fazer algum serviço gratuito, nas horas em que está disponível.
- E voluntário, faz quando quer e quando pode
- E voluntário usa só as horas vagas.
- E voluntário pode deixar de sê-lo a hora em que quiser.
- E voluntário não precisa exatamente saber “bem” o que está fazendo.
- E ninguém precisa, exatamente, se preparar para ser voluntário. Normalmente é um serviço específico, dentro daquilo que ele pode oferecer, com os dons que tem.


E o problema mesmo é que a grande maioria, maioria mesmo, dos catequistas, se acha “voluntário”. Por isso eu prefiro ser "amadora"! (Risos).

O amador o é, enquanto está aprendendo e se aprimorando. Para um dia ser um “profissional” de verdade, comprometido verdadeiramente com a sua "profissão". Pois profissão, lembra especialização e comprometimento. A profissão também precisa gerar benefícios para a sociedade. Bom, aí vocês podem pensar que o profissional precisa ter como contraprestação dos seus serviços, o salário. E qual é o salário do Catequista?

OPA! Perái! Estou dizendo que catequista é profissão? Isso pode deixar os padres de cabelos em pé... vamos "arrumar"...

Não, não é uma profissão, mas, fica bem dentro daquilo que um profissional precisa fazer: formar-se, preparar-se para executar uma tarefa. Quanto ao salário, vamos pensar que, com certeza, o salário dos justos é a vida eterna.

E o que me anima nesta vida é a expectativa de que no fim da minha jornada “de trabalho", me espera lá no final, naquela derradeira sexta-feira, um "happy hour" eterno, sentada com Aquele que me acompanhou pela vida afora: Jesus! E ali vamos conversar sobre os prós e os contras dessa missão tão importante...

Ângela Rocha
Catequista Amadora (ainda e sempre).
"Comunicar-se com os outros é dizer as palavras que o amor escolhe."


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

TRÊS QUALIDADES DO CATEQUISTA: FORMAÇÃO, PALAVRA, IGREJA...


O povo de Deus recebeu a vocação e a consagração de anunciar e testemunhar o Evangelho. Nesta vocação comum, o Senhor escolhe alguns para o serviço da catequese. Portanto, os catequistas são convocados por Deus mediante a Igreja, para desempenhar a missão evangelizadora da educação na fé.

A fim de que estes agentes pastorais possam desempenhar de maneira responsável e qualitativa o seu ministério, devem prestar uma particular atenção às suas competências, entre as quais está o serviço à Palavra de Deus e à Igreja. 


I - A FORMAÇÃO 

A formação integral dos catequistas, delineada no Diretório Geral para a Catequese (DGC, 1997), numa tríplice dimensão: ser, saber e saber fazer, procura tornar os catequistas capazes de desempenhar de forma mais consciente a sua tarefa na comunidade eclesial. A finalidade destas três características educativas consiste em acompanhar progressiva e permanentemente o agente pastoral da catequese, a fim de que ele possa desenvolver a própria personalidade cristã, aonde confluem os valores e a sabedoria humana, a síntese da fé e o compromisso pastoral.

Este programa didático-formativo comporta:
- O conhecimento da Bíblia e da teologia;
- Da pedagogia e da comunicação;
- Da liturgia e da espiritualidade.

Tudo isto não diz respeito de maneira exclusiva a um simples saber intelectual, mas sim a um conhecimento em nível de testemunho, ou seja, a uma profunda experiência de comunhão, de misericórdia e de certeza do amor de Deus, que consiga fazer do catequista um autorizado educador na fé. 

II - SERVIDOR DA PALAVRA

A atitude típica do cristão consiste em praticar na sua própria existência o projeto de vida do Mestre, expresso de forma categórica, com as seguintes expressões: Com efeito, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10, 45). Por conseguinte, é mediante a participação no Mistério pascal de Cristo que cada um dos batizados se une à vontade do Pai, mas de maneira ainda mais específica aqueles que desempenham um determinado ministério no seio da comunidade eclesial. 

Consequentemente, a espiritualidade do catequista impõe uma escuta participativa da Palavra em ordem a uma interiorização, a um confronto e a uma resposta existencial. Consciente do seu papel a desempenhar na Igreja, ele tem necessidade de uma familiaridade com a Sagrada Escritura para acompanhar os irmãos na intimidade com o Verbo do Pai.

Da meditação fiel da Bíblia, como uma consequência lógica, o catequista poderá iluminar, encorajar e instruir os catequizandos a não se deixarem desanimar pelas dificuldades, a não se submeterem aos critérios secularizadores, hoje predominantes na sociedade, e a não venderem a sua dignidade de filhos de Deus.
Os livros sagrados forjam a mente e o coração do catequista, tornando-o capaz do martírio, ou seja, de dar testemunho da fé, onde se manifesta a sabedoria bíblica, porque conquista o domínio da Sagrada Escritura; inquietude missionária, porque adquire a consciência do incansável zelo missionário evangelizador de Jesus, caminha no seguimento dos seus passos para alcançar todas as pessoas com amor salvífico; caridade veemente, porque segundo o exemplo do Senhor se inclina diante do sofrimento do homem para dar alívio e infundir esperança,  sinais evidentes de que o seu  agir constitui um eco do novo mandamento: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. (Mt 22, 37-40).

Da recepção humilde e obediente da Palavra revelada, o catequista dispõe-se a servir a comunidade eclesial para a edificar na comunhão, na diaconia e na missionariedade. 

III - SERVIDOR DA IGREJA

O ministério do catequista nasce, vive e realiza-se no seio da Igreja; por isso, ele pode ser considerado plena e justamente animador da comunidade eclesial, promotor da educação, da alimentação e do amadurecimento da sua fé, além de testemunha daquilo em que o povo de Deus acredita, daquilo que o mesmo celebra, vive e reza.

Uma das finalidades específicas da catequese consiste em iniciar os catecúmenos na vida comum, onde se vive a experiência de amar e louvar a Deus, de se ajudarem uns aos outros e de se aperfeiçoarem fraternamente, de compartilharem as tribulações e as alegrias, de oferecerem a própria disponibilidade, tolerância, paciência e prudência nos relacionamentos interpessoais, de tal maneira que, em qualquer situação, a Igreja se apresente como ícone da Santíssima Trindade.

Nesta altura, é necessário relevar a importância do relacionamento de colaboração entre os catequistas e os pastores, em vista de realizar conjuntamente a programação pastoral da catequese, para que ela possa corresponder de maneira constante à sua natureza no contexto da missão evangelizadora da Igreja.

Por sua vez, os pastores que se interessam sinceramente pela preparação dos catequistas, cuidam da sua competência doutrinal e metodológica, enquanto se dedicam à orientação espiritual e virtuosa destes agentes pastorais. E tudo isto, sempre para servir e edificar a Igreja de Deus, na certeza de que cada um dos ministérios encontra a sua gênese na confiante chamada divina. "Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e que vos destinei para irdes e dardes fruto, e que o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16).

O serviço eclesial à palavra 

Por meio de uma análise da realidade social contemporânea, evidencia-se o afastamento de tantos batizados da Igreja, porque os valores que no passado orientavam o comportamento humano, atualmente são ameaçados por uma mentalidade ateia; por conseguinte, é necessária uma séria e qualificada catequese em que a Palavra de Deus seja apresentada orgânica e unitariamente, mediante a sua linguagem narrativa dos acontecimentos salvíficos e através do seu impetuoso poder de redenção.

Não com menos urgência, é necessário demonstrar a identidade apostólica da igreja, onde o catequista desempenha o seu serviço em particular sintonia e comunhão com ela. Quanto mais forem evidenciados o amor e a responsabilidade em relação à comunidade eclesial, tanto mais os catequizandos se sentirão como verdadeiros filhos da igreja, orientados pelas Sagradas Escrituras.    

             
FONTE: http://www.osservatoreromano.va/pt   (Sem autor definido).


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O QUE AFINAL É “SER CATEQUISTA”?


Alguns pensam que o catequista “ensina sacramento”. Mas, antes de qualquer coisa, é aquele que professa as verdades fundamentais da nossa fé (isto está no Catecismo da Igreja Católica). E podemos resumir isso em quatro questões básicas:

- Crer em Deus, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, em seu Mistério de Salvação;
- Celebrar o Mistério Pascal nos sacramentos, que tem o Batismo e a Eucaristia como centro;
- Viver o grande mandamento do amor a Deus e ao próximo, buscando a santidade (e essa busca passa muitas vezes pelo pecado e pela reconciliação);
- Rezar para que o reino de Deus se realize (principalmente por aqueles que não sabem o que fazem).

Junto a essas quatro ações: Crer, celebrar, viver e rezar, estão as quatro colunas de sustentação de nossa fé católica: o símbolo (o Creio), os sacramentos, as bem-aventuranças (junto com o decálogo/mandamentos) e o Pai Nosso.

Bom, isso é o que um catequista precisa conhecer e SER em primeira instância. A partir daí ele pode cumprir sua missão: Fazer ecoar a palavra de Deus.


Mas o Catequista é humano e é gente.

O Diretório Nacional de Catequese lembra isso no item 261: “O perfil do catequista é um ideal a ser conquistado”. Ele se constrói olhando para Jesus, seu modelo. Mas, se há uma coisa difícil de alcançar neste mundo, é a perfeição. O caminho é árduo. E encontramos catequistas aí, meio perdidos entre o ideal que se deve conquistar e a misérias humanas a que estamos sujeitos neste mundo. É difícil entrar neste “modelo ideal”.

 
E tiremos definitivamente da cabeça que catequista é para “ENSINAR” sacramento. Sacramento é “sinal”, é “marca” de Deus.

No batismo somos lavados e entregues a Deus; na comunhão nos tornamos UM com Cristo; na Crisma somos provados no fogo e mostramos que somos verdadeiros discípulos.

Existe ainda um outro sacramento, que é preciso lembrar, que denominamos “confissão” ou RECONCILIAÇÃO. É um sacramento que pouca gente pratica. Confessar, admitir a culpa, pedir e receber o perdão de Deus. Não existe nada de mais maravilhoso e... HUMANO! E é por esse sacramento que muitos de nós, Voltamos para Deus.

Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”. Quem tem, realmente, o direito de fazer esse pedido ao Pai? Aquele que perdoa! Praticamos realmente o perdão?

Um catequista é apenas uma pessoa, sujeito a ser santo e pecador como todas as outras, escolhida para ser o “instrumento” que ajuda na maturidade da fé. É pela sua palavra e orientação a que as pessoas se CONSTROEM.

E se ele não for “perfeito”, isso não é “contra testemunho”. SOMOS HUMANOS! Por que contratestemunho maior do que pais que sequer vão a missa e colocam os filhos na catequese?  Valores vêm do berço e, quando existem, ninguém os corrompe.

O verdadeiro catequista é aquele que sabe, exatamente, o peso e a medida de cada sacramento, sem, contudo tratá-los como único conteúdo e objetivo da catequese.

Ângela Rocha
Catequista – Curitiba – Pr.