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sábado, 14 de março de 2020

CATEQUESE HOJE



O que é catequese?  Para que serve?
Ainda hoje muita gente não sabe o que é de fato catequese. É triste, mas para alguns catequese é somente um "cursinho" da igreja católica, na qual as famílias “matriculam” seus filhos porque são católicos, e todo católico deve fazer, para certificar que é de fato um católico.Total engano... Catequese é muito mais que isso. É educação para a fé. Fé que supostamente se aprende em casa, com pai, mãe, família... A catequese vai reforçar e aprofundar esses ensinamentos, ela tem a função de regar aquela sementinha plantada pela família, para que esta floresça e dê bons frutos. Já se sabe que a catequese vem desde o ventre materno, também se entendeu que não é mais possível intervalos entre um sacramento e outro, que é necessária uma catequese permanente, de continuidade, aliás, o objetivo da catequese não é só o Sacramento em si. Terminou o sacramento e acabou. CATEQUESE É MISSÃO, missão para formar novos discípulos missionários, nos prepara como cristãos para o encontro pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo.
O que ensina a catequese?
Na catequese se fala o que ensina a igreja, a doutrina, a tradição da igreja, e sobretudo do amor de Deus. Ninguém está autorizado a falar na catequese o seu ponto de vista particular, sua opinião pessoal. Na igreja, na catequese só se fala em nome de Deus e o que a igreja ensina.

E quem são essas pessoas que falam em nome da igreja?
Catequistas é aquela pessoa que recebe e aceita o chamado de Deus para a Catequese, aquela pessoa que já fez seu encontro pessoal com Jesus e agora tem a missão de ser um facilitador e conduzir o outro – seu catequizando – seja ele criança, jovem ou adulto a ter esse mesmo encontro com o Cristo Jesus.
E o que é preciso para ser um bom catequista?
Um bom Catequista é aquele ou aquela que tem suas obrigações de rotina mas, que arruma um tempo para se dedicar a catequese, preparar com carinho e antecedência cada encontro, participar das reuniões, das formações... o catequista além de todo amor envolvido na catequese, com os catequizandos e suas famílias – sim, as famílias, porque estas na maioria das vezes não tiveram contato mínimo com a catequese e as coisas de Deus, e consequentemente, não tem o que transmitir aos seus filhos, eles também precisam ser catequizados. Para ser um bom catequista acima de tudo é preciso amor. Amor às criaturas de Deus, amor às coisas de Deus... Também ê preciso comprometimento. Não é possível um catequista individualista, aquele que só faz o que quer, que não se atualiza, que não faz o básico para um encontro de excelência na catequese.
Catequista nem tão pouco Catequese é um trabalho voluntário da igreja, que você faz quando e como pode. É MISSÃO... E missão quando a gente aceita, a gente assume sem nenhum MASSS....
Na catequese de hoje, é unanime a afirmação... quem é catequista já há alguns anos, e se acha experiente, sabe tudo, está completamente enganado - este catequista esta sim, desatualizado, ultrapassado. A Catequese hoje exige FORMAÇÃO PERMANENTE, uma catequese que venha desde o ventre materno até a fase adulta, sem interrupções, para assim formar os discípulos missionários que nossa igreja tanto almeja.

Andrea Canassa



domingo, 11 de novembro de 2018

COMO SE FAZ UM CATEQUISTA


Catequistas são pessoas importantes para o crescimento da Igreja no mundo inteiro. Ele ou ela são responsáveis por formar novos cristãos por meios dos sacramentos de iniciação à vida cristã. Mas, e quem forma o catequista e como um catequista é feito?

Tem curso para ser catequista? Tem sim, mas, não é apenas o curso que faz o catequista. É a caminhada. É a devoção a Jesus. É a sede de conhecimento das coisas do alto. O catequista se faz na experiência do amor de Deus e na vivência dos sacramentos.

Por isso, que para ser catequista é necessário mais que ler manuais, roteiros de encontros, planejamentos, é preciso ler a vida e ler a Bíblia. É importante conhecer os documentos da Igreja, mas, também é importante ter consciência de como caminha a sociedade.

Seria bom se o catequista gostasse de ler: ler a Bíblia diariamente, ler o jornal de manhã, ler um bom livro, ler, porque a leitura abre janelas, areja a mente, desperta para a criatividade, e criativo também, é desejável que o catequista seja.

Catequista é feito de caminhadas e estradas, do que encontrou pelo caminho e do que aprendeu e ensinou, das experiências que curam e das que magoam. Catequista é gente grande com coração de criança, olhos atentos para descobrir o mundo. Catequista é feliz, não feliz por obrigação, mas, só feliz, porque a graça do amor de Deus o tomou por completo. Mesmo quando está triste ele (ela) ainda é feliz porque crê na ressurreição. Catequista é feito de ressurreições, renascimentos, catequista bom não tem medo de aprender e de recomeçar.

Do que mais é feito um catequista? De amor, do incansável amor de Deus.

Cris Menezes

FONTE:

quarta-feira, 16 de maio de 2018

QUAL É A SUA MISSÃO E SEU PROPÓSITO?



Desde ontem estou aqui me debatendo com um assunto deveras preocupante: Um amigo me pediu sugestões de formação para que conseguisse tocar numa "ferida" bem aberta nossa: a falta de comprometimento e engajamento de muitos catequistas com a missão. E isso vem de encontro a missão e propósito. Que nada mais são do que o que quero fazer e como vou fazer para chegar onde quero.

E acho que nem preciso me aprofundar muito no que seria isso: o catequista não engajado e não comprometido é aquele que está lá, na catequese. “LÁ” mesmo: na sala. Sair, nem pensar! Está só na hora do encontro e quando muito, na missa do final de semana (fica feio não ir!). Além disso ele está acima da necessidade de formação e de comparecer em reuniões: sabe tudo! E não precisa saber de recado nenhum e nem planejamento nenhum, porque é ele com ele mesmo e só.

Como sei disso? Ora, o que acham do grupo de catequistas que gerimos no Facebook com mais de 3.500 pessoas, todas envolvidas diretamente na catequese, cujos participantes ativos, "ativos" mesmo, que curtem, comentam, aparecem, questionam, discutem... não passam de 200? Toda semana recebemos de 100 a 150 pedidos... E tem gente que faz parte de mais de 200 outros grupos!!! Bom, nem preciso dizer que estes nem são notificados de que precisam preencher um cadastro. É pura e completa perda de tempo e energia. Para estes, os grupos de catequese na internet são "páginas amarelas" onde se busca roteiro de encontro. De preferência descrito em suas minúcias e com molde e desenho até da disposição das cadeiras no encontro.

Enfim... O que será que poderíamos fazer e falar para estes catequistas? Isso se eles fossem numa formação...

Pela minha experiência de palestras por aí eu diria que "falar", palestrar ou discorrer um tema, seja ele qual for; é perder o verbo, o substantivo, o pronome e tudo que diga respeito a linguagem. Quando a pessoa que nos escuta NÃO ESTÁ CONVERTIDA, pode se falar à vontade! Entrará por um ouvido e sairá pelo outro.

COMO??? Tem catequista não convertido?? Isso mesmo gente! Existem as pencas! Não temos “católicos de ocasião” de punhado? Podem acreditar que temos catequistas também! As (os) coordenadoras (es) vão ratificar isso, tenho certeza. Algumas pessoas se engajam numa religião por questões puramente "sociais". A Igreja meio que vira um lugar onde o "pessoal frequenta". E participar de uma pastoral se transformar numa forma de aparecer à sociedade.

É como frequentar um clube. É meio chato não ir ao clube com as amigas ou amigos, não é? Ah! E tem no meu grupo de amigas, algumas que se reúnem toda semana para jogar canastra (buraco, pontinho, tênis, sei lá...). Não posso deixar de participar disso também! E como é um "clube", que frequento socialmente, se aparecer um passeio mais interessante ou uma viagem para o dia do jogo, posso muito bem cancelar o desta semana, não posso?
Nada ver com o encontro semana de catequese, né?

E assim, meus queridos, nos aparecem catequistas às vezes. Cujo entendimento da catequese é esse: um evento social onde compareço porque fica "bem para minha imagem" e não vou se meu "horário do salão" coincide com ele. Estes são os (as) não engajados e não comprometidos.

Devemos excluir de vez estes catequistas? Claro que não! Alguma formação eles (elas) têm, algum preceito católico, mesmo que seja lá no fundo, estas pessoas possuem. Falta "provocar" isso, trazer para fora. Mostrar que há um mundo "novo" a se conhecer. São pessoas para s "evangelizar"!

Vamos a solução! Qual? Vamos fazer INICIAÇÃO CRISTÃ com nossos catequistas não comprometidos. Simples, muito simples! Vamos mostrar que existe uma "pessoa" que está doida para encontrá-la: JESUS! E para trabalhar pela "causa do Reino", é preciso conhecer o "Rei". Como se faz isso? Isso vamos deixar para a próxima...

Se não fosse tão complicado. "Justo quando tenho aniversário da prima do cunhado da minha irmã para ir!?"

E tem outra questão mais grave ainda: Quando são os líderes que não são comprometidos! E por líderes, me refiro aos coordenadores (as) e padres. Aí é complicado. Catequistas engajados e comprometidos veem seus esforços podados antes mesmo de brotar. E o catequista quer fazer e acontecer e são os líderes que não querem nada, são os coordenadores e padres que não animam.

Mas, por que EU não posso liderar? Em minha opinião, qualquer pessoa pode ser um líder. Claro que algumas já nascem com esse dom e essa característica em suas personalidades, mas, isso também pode ser construído. Se eu vejo que alguma coisa pode ser mudada e eu sei como mudar, por que não posso tomar a iniciativa e "provocar" essa mudança? Um líder não precisa estar num “cargo” para ser "líder" e influenciar as pessoas. Uma das características da liderança é saber “convencer”, além de ser, é claro, o que se faz na evangelização.

Em minha trajetória na catequese, já estive em várias paróquias e dioceses. Em algumas, minha capacidade de “convencimento” não foi lá muito bem e confesso que não tive sucesso. Tudo isso porque eu não me contentei em "aceitar" as coisas como elas são quando estão ERRADAS. Eu cobro, eu luto, eu brigo para mudar as coisas... e se não consigo, sigo o conselho que Jesus deu aos seus discípulos quando os mandou sair a evangelizar: Quando não querem mesmo me ouvir, bato o pó das sandálias e parto para outro lugar. Existem muitos lugares que precisam de catequistas, que precisam de evangelizadores. E evangelizar não é "sofrer" e "padecer". Evangelizar é ser feliz. Não abracei esta missão para ser crucificada; Jesus já fez isso por mim, para que eu tivesse liberdade de sair pelo mundo espalhando a sua Palavra. Ninguém aguenta ser catequista e viver eternamente contrariada, triste, frustrada... A gente vai servir para se completar, não para se diminuir. E também não concordo com aquilo de que estou lá "para Jesus"... Eu estou lá para as pessoas! Jesus quer que eu mude AS PESSOAS e se as pessoas não me querem e não me escutam, tem quem me quer e quem vai me escutar, com certeza!

Ângela Rocha
Catequista em Formação



sábado, 20 de janeiro de 2018

CATEQUISTAS SÃO LUTADORES TAMBÉM...


Dos tatames à catequese: conheça a história do lutador de MMA que virou catequista!

Campeão de jiu-jitsu e ex-competidor do UFC, Galeto entrou na catequese só para casar, mas acabou se apaixonando por sua fé.

Ao olhar para atletas de lutas marciais, com seu físico impressionante e aquela cara de sério, nem sempre conseguimos imaginar que a vida deles fora do tatame pode ser bem diferente. Por exemplo: já se imaginou tendo catequese com um professor que tem como profissão o ensino do jiu-jitsu e que, inclusive, já esteve em grandes competições nacionais e internacionais e até em eventos do UFC? Pois é exatamente isso que Wagner Campos, o Galeto, faz.

O esporte sempre esteve presente na vida de Galeto, mas a igreja não. Atleta desde a infância, foi no jiu-jitsu que ele se encontrou – e foi através disso que ele chegou até o MMA (Mixed Martial Arts). O jiu-jitsu sempre foi sua paixão, mas no MMA ele viu uma maneira de viver e sustentar sua família.

Galeto em ação. Foto: Arquivo pessoal.
A igreja foi entrando em sua vida aos poucos, quando ele se casou. A família de sua esposa é bastante devota de Nossa Senhora de Perpétuo Socorro e costuma ir sempre à novena no santuário que reúne multidões todas as quartas-feiras em Curitiba. “Minha primeira experiência com a Igreja e com Deus foi ali”, lembra-se. Como ele treinava, mas ainda não havia conseguido uma oportunidade de lutar, resolveu pedir ali, em oração. “Meses depois o pedido se realizou e estreei num evento em Santa Catarina. Lutei, venci e deu tudo certo. Mas a relação com a igreja ainda era de ignorância”, conta.

Em 2012 ele teve a oportunidade de participar de uma seletiva para participar de um programa do UFC chamado The Ultimate Fighter. A concorrência era grande, mas ele entrou e assim chegou às lutas do UFC – um momento importante na sua carreira. Hoje está aposentado do MMA, mas coleciona títulos no jiu-jitsu: é campeão sul-brasileiro e sul-americano, medalhista no mundial e terceiro lugar no Campeonato Europeu de Jiu Jitsu, em Portugal.

Paixão

O caminho de Galeto na Igreja começou como o de muitos brasileiros: ele e a esposa eram casados somente no civil, mas ela queria casar na Igreja. Galeto, porém, não tinha recebido os outros sacramentos de iniciação cristã – a eucaristia e a crisma –, além do batismo. Para isso, ele precisava entrar no catecumenato, o processo catequético específico para adultos.

Ele até se inscreveu, mas acabou não indo aos encontros, porque não via muito sentido naquilo tudo. “Imagina que na primeira comunhão da minha filha mais velha, eu dei preferência para uma luta que eu participaria no dia”, conta. Mas, como diz Galeto, “uma semente de Deus plantada no coração, uma hora cresce”. E foi assim.

Um dia, passando perto de uma paróquia no bairro Portão, em Curitiba, ele viu uma placa comunicando um casamento comunitário. Um dos requisitos para isso? A catequese. Então, incomodado com a situação, Galeto se inscreveu e começou a catequese, em 2015. “Ali comecei a ser católico de verdade. Minha ansiedade nem era mais só casar, mas era me aproximar da eucaristia e dos sacramentos”, explica. “Ao entender a Igreja, comecei a me apaixonar por Cristo”.

Catequista
Galeto, a esposa e as filhas, 
no Santuário de Nossa Sra. do Perpétuo Socorro, 
em Curitiba. Foto: Arquivo pessoal.
A experiência de fé levou o lutador a mergulhar no estudo bíblico. “Eu nunca fui de ler, mal estudei, mas comecei a ler a palavra de Deus e dali fui para outros livros e documentos da Igreja”. Foi durante uma de suas meditações que algo lhe chamou a atenção. Lendo Jeremias 1, 5 – que diz: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações” – Galeto compreendeu: “Ali entendi que ele sempre está comigo e que me quer pregando a palavra dele”, diz.

E o convite chegou: Galeto foi chamado a ser catequista e começou a dirigir encontros de catequese de adultos. “Ali posso fazer para outros o que um dia fizeram de bem para mim”, diz. Assim, o ex-lutador de MMA e campeão de jiu-jitsu se tornou catequista. Preconceito? Segundo ele, só dele mesmo. Embora a recepção das pessoas sempre fosse ótima, Galeto se incomodava com o seu visual. “Mas, entendi que meus músculos são da profissão: não é vaidade!”, comenta. Hoje, essas características o ajudam a dar testemunho de fé para crianças e adultos e assim cumprir seu papel como catequista.

Para ele, os verdadeiros lutadores do mundo são os catequistas. Eles têm a missão de dar a catequese e levar Deus às crianças cujos pais nem sempre são próximos da Igreja – crianças que estão ali somente por obrigação ou costume. “Em Curitiba temos uma paróquia preocupada e que nos dá muito suporte, mas sei que muitas vezes não é assim e lá estão os verdadeiros lutadores”, finaliza.

Testemunho

Foi por meio do testemunho de vida de Galeto, hoje com 36 anos, que o assistente de controladoria e também lutador de jiu-jitsu, Márcio Luiz dos Santos, de 38, encontrou o caminho da fé. Nascido em uma família católica, a catequese em sua vida sempre foi algo imposto. “Meus pais falavam para eu ir, mas não me davam exemplo participando da Igreja”, comenta Márcio.
Márcio, a esposa e o filho. 
Foto: Arquivo pessoal.
Ele tinha todos os sacramentos, casou-se na Igreja, confessou-se uns dias antes, mas conta: “Mal sabia o que eu estava fazendo”. Junto com sua esposa participava de missas no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Curitiba, mas nada além disso.

Aluno de jiu-jitsu de Galeto há nove anos, Márcio foi percebendo a mudança na vida do professor após a conversão. Ele esteve no casamento de Galeto e um detalhe na celebração despertou ainda mais o seu fascínio. “Na hora em que ele recebeu a comunhão, o semblante dele me tocou. Ele recebeu a comunhão e voltou chorando”, lembra Márcio.

Certo dia, ao final de uma aula, Galeto perguntou a Márcio quando havia sido sua última confissão. Márcio respondeu que a última vez tinha sido há pelo menos 10 anos, quando se casou. Galeto convidou o amigo a revisitar a experiência e lhe emprestou o livro Libertos pela misericórdia de Deus, do padre Silvio Roberto. Foi quando tudo começou a fazer sentido para Márcio.

Ele decidiu mudar de vida. Confessou-se um dia antes de seu aniversário, há dois anos. Desde então ele e a família estão ativos na Igreja. Márcio e a esposa são ministros extraordinários da comunhão eucarística e atuam em algumas pastorais. O filho de cinco anos também é bem ativo: há um ano, decidiu que queria ser coroinha.

Márcio continua sendo aluno de Galeto. Começou na faixa branca e há algum tempo conquistou a preta. O exemplo de vida e de dedicação à família e à Igreja de Galeto, continua sendo importante para a construção da vida cristã de Márcio. “Aprendi muito mais do que jiu-jitsu com ele. Quando as pessoas chegam na academia eu digo que ali não é só a luta, é muito mais”, conta. “Aquilo que mudou na vida dele me despertou. A conversão das pessoas acontece com o nosso testemunho também”, completa.

FONTE: Angélica Favretto -17 de janeiro de 2018. 
http://www.semprefamilia.com.br/ 

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Wagner e Ângela Rocha 
Encontro Arquidiocesano de Formação em 2017.

Wagner Campos Galeto: "Outro testemunho que posso dar aqui: quando comecei esta missão na catequese, me senti perdido, por mais que tivesse formações (as formações para catequistas não são frequentes), leituras que eu pudesse fazer, etc. mesmo assim me sentia perdido. Aí descobri o grupo Catequistas em Formação e conheci a nossa "mestre" em catequese Ângela Rocha, aí sim, comecei a aprender, ficar mais confiante na missão, porque não basta só vontade, é preciso conhecimento e aqui no grupo eu duvido que alguém fique sem conhecimento e, se o grupo não tiver a resposta para qualquer dúvida, tenho certeza que é por pouco tempo, obrigado CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO."

Ângela Rocha: "Quando eu vi o pedido de adesão ao Grupo e olhei o perfil dessa menino no Facebook, eu logo perguntei a ele: 'Você é catequista?" Pois estranhei aquele moço, "lutador" de artes marciais, cheio de tatuagens, pedindo adesão a um grupo de catequese. Mas, com o "Sim!" convicto que ele me deu, não deixou dúvidas: Aceitei o pedido e hoje o Wagner é um dos nossos colaboradores diretos na administração do grupo. Ele demonstra em seu sorriso, animação e interesse, o quanto ama a missão."



* Wagner é membro do Grupo Catequistas em Formação, desde 07 de novembro de 2016. Hoje é um dos colaboradores e Administradores do Grupo.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

CATEQUISTA, QUE DEUS TE ABENÇOE...

Catequista, que Deus te abençoe...

Que Deus te abençoe com o desconforto: contra as respostas fáceis, as meias verdades, as relações superficiais, para que você seja capaz de ir fundo dentro do seu coração, em busca da verdade que só o amor oferece.
Que Deus te abençoe com raiva: frente a injustiça, a opressão e a exploração das pessoas, para que você seja capaz de trabalhar pela liberdade, justiça, paz, com ardor e energia.

Que Deus te abençoe com lágrimas: para que você possa vertê-las por aqueles que sofrem dor, rejeição, fome e guerra. Para que você seja capaz de estender a sua mão e reconfortá-los, e converter as suas dores em alegria.

E que Deus te abençoe com loucura o suficiente: para acreditar que você pode fazer a diferença neste mundo e fazer o que os outros proclamam ser impossível!

Amém.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

SOMOS O QUE AMAMOS...


AOS CATEQUISTAS...
Que comemoram, neste dia 27 de agosto, o seu dia,
o meu abraço sincero e a minha oração:

SOMOS O QUE AMAMOS...
Senhor de todas as manhãs, Senhor da noite escura, Senhor da graça...
Quero agradecer-te hoje porque sou catequista!
Quero dizer-te da alegria do meu chamado...
Alegria que vem do riso das crianças e das Palavras que com elas eu divido...
E neste compromisso eu vejo que o Sagrado é Humano...
Porque não há nada mais divino do que a humanidade com que podemos tocar-nos uns aos outros...
Porque não há nada mais belo do que um ser humano tentar realizar o melhor das suas capacidades...
Somos o que amamos e levamos os traços fundamentais do Vosso Rosto, não só no nosso sorriso, mas, nas palmas das nossas mãos e no tom das nossas palavras…
É aí, Senhor, que aprendo muito mais do que ensino...
Obrigada a Ti, meu Senhor!

Ângela Rocha – Catequista


Catequistas em formação

quarta-feira, 24 de maio de 2017

COMO A BÍBLIA DEFINE O CATEQUISTA (EVANGELIZADOR)?

Encontrarmos na Bíblia, inúmeras passagens de exortação de Jesus aos seus discípulos, para que continuassem a sua missão; definindo dessa forma como seus seguidores deveriam espalhar a Palavra pelo mundo. 

Mas, a melhor “descrição” ou definição de como deve ser um “evangelizador”, que hoje chamamos também de "catequista", foi feita pelo apóstolo Paulo em suas cartas à Timóteo. Apesar de pairar algumas dúvidas a respeito da autoria de Paulo a respeito das Cartas Pastorais, elas estabelecem como deveria ser organizada a Igreja nascente em seus aspectos pastorais. E é isso que consideramos aqui, o aspecto “pastoral” da missão do Catequista/Evangelizador.

Segundo São Paulo, em sua primeira carta a Timóteo, eis o que um “catequista” (evangelizador) deve ser e ensinar:

- Ele pode ter qualquer idade, jovem ou velho. Pelo seu valor, nunca será desprezado por sua pouca idade ou pelo avançado dos anos;
- Precisa ser para os outros: modelo na palavra, na conduta, no amor ao próximo, na fé e na pureza de coração;
- Precisa se aplicar à leitura, ao estudo, à exortação e ao ensino da fé;
- Não pode esquecer o dom da graça que lhe foi confiado pelo seu chamado e pela imposição das mãos que recebeu pelo sacramento da Crisma;
- Se for preciso, passa noites em claro para exercer sua missão;
- Precisa ser perseverante para que todos vejam o quanto está progredindo na fé;
- Vigia sempre a própria conduta;
- Cuida da doutrina;
- E é perseverante nos ensinamentos de Cristo para salvar a si mesmo e aos seus ouvintes.

Vamos conferir o que diz São Paulo, segundo a tradução da Bíblia de Jerusalém:

“Que ninguém despreze tua jovem idade. Quanto a ti, sê para os fiéis modelo na palavra, na conduta, na caridade, na fé, na pureza. Esperando a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, à instrução. Não descuides do dom da graça que há em ti, que te foi concedido mediante profecia, junto com a imposição das mãos do presbítero. Desvela-te por estas coisas, nelas persevera, a fim de que a todos seja manifesto o teu progresso. Vigia a ti mesmo e a doutrina. Persevera nestas disposições porque, assim fazendo, salvarás tanto a ti mesmo e aos teus ouvintes”. 
(1Timóteo 4, 12-16).


Na Bíblia temos duas Cartas de São Paulo a Timóteo. São Paulo se dirige a ele na primeira carta como: “a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé”.

Timóteo era filho de mãe judia e de pai grego. O conhecimento Bíblico de Timóteo veio pelo ensino da sua mãe Eunice e sua avó, Loide, que são conhecidas pela piedade e fé. Elas eram cristãs convertidas por Paulo. Paulo não poupou elogios a Timóteo por seu conhecimento das Escrituras e preparou Timóteo para ser um grande evangelizador levando-o consigo em suas viagens.

Timóteo torna-se missionário, deixa sua cidade e segue Paulo (Atos 16,3). Acredita-se que a cidade natal de Timóteo era Listra, que se situaria hoje na atual Turquia. Paulo pregou ali em sua primeira viagem missionária.



Timóteo se converteu aos 15 anos, nas pregações de Paulo na cidade de Listra. Ele nasceu mais ou menos no ano 30 d.C. Em 49 d.C. tornou-se companheiro de Paulo em sua segunda viagem missionária (Atos 16,3), ocasião em que também fora circuncidado. Nesta época Timóteo tinha 19 anos de idade. Aos 30 anos já era considerado um grande líder, mas, considerado como em sua mocidade, já que, naquele tempo se considerava uma pessoa “adulta”, lá pelos 40 anos.

Paulo enviou Timóteo para a obra de evangelização em várias comunidades por ele organizada. Nestas Igrejas a evangelização deveria continuar. Assim aconteceu em Corinto (1 Coríntios 4,17); em Filipos (Filipenses 2,19) e em Tessalonica (1 Tessalonicenses 3,2). Timóteo atuou como líder da igreja em Éfeso (1 Timóteo 1,3). Ajudou os anciãos na evangelização e na solidificação da fé. Timóteo nunca esmoreceu em sua fé mantendo-se firme na confissão de Jesus Cristo mesmo na prisão (Hebreus 13,23).

A primeira carta a Timóteo foi escrita em Filipos, mais ou menos em 64 d.C. Timóteo estava então, pregando em Éfeso. Na segunda carta, o tema central é a relação pessoal entre Paulo e Timóteo. Foi escrita, na prisão, em Roma, provavelmente no ano 67 d.C., pouco antes da morte de São Paulo.

Próximo de seu martírio, Paulo deseja rever Timóteo e o exorta a manter-se perseverante, mesmo que para isso seja necessário sofrer por causa do Evangelho. Foi provavelmente a última epístola de Paulo, em ordem cronológica. O trecho: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé” (2Tm 4, 7), mostra a visão do apóstolo sobre sua trajetória de vida cristã.

Paulo nomeou Timóteo, bispo de Éfeso mais ou menos no ano 65 d.C. e ele a li ficou até a sua morte, acredita-se que em 97 d.C. Conta a tradição que Timóteo tentou impedir uma procissão a deusa Diana que estava acontecendo ali, onde os pagãos cometiam muitas indignidades contra a fé cristã. Pôs-se no meio dos idólatras e discursou energicamente acusando-os do comportamento escandaloso. Esta atitude apostólica de Timóteo provocou a ira dos pagãos que se precipitaram contra ele, o amarraram, arrastaram e o mataram a pedradas e pauladas. Deveria ter mais ou menos 65 a 67 anos.

A vida missionária de Timóteo é um exemplo para nós., considerado um dos primeiros e corajosos pregadores do cristianismo. Ele é um modelo que declara que aquele que é forte em sua fé pode ser usado nas mãos de Deus. Timóteo já na sua adolescência começou seu trabalho de evangelização. O que nos mostra que não devemos deixar para depois esta tarefa. O tempo é hoje.

Ângela Rocha
Catequista

FONTES:
Bíblia de Jerusalém (citações)
abiblia.org (biografia de Timóteo)


VERSÍCULOS PARA O EVANGELIZADOR:

“(...) Apascenta os meus cordeiros.” (Jo 21,15)

"Não fostes vós que me escolhestes, mas, fui Eu que vos escolhi". (Jo 15,16).

 “Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem”. (2Cor 2,15).

 “(...) Ai de mim se não evangelizar...”  (1Cor 9,16).

 “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer”. (Jo 15,15).

 “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura". (Mc 16,15)

 “(... )Quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”.  (1Tm 2,4).

"Proclama palavra, insiste, no tempo oportuno e no inoportuno, refuta, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina." ((2Tm 4,2).

 “Ide, pois fazer discípulos entre todas as nações. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado”. (Mt 28, 19-20).

"Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos...e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!" (Mt.28, 19-20).

"Os sábios brilharão como brilha o firmamento, e os que ensinam a muitos a justiça brilharão para sempre como estrelas." (Daniel 12,3).

 “Ide por todo mundo pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16, 15).

 “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”. (Jo 13, 15).

“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mc 10, 45)

 “Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês. Eu os destinei para ir dar fruto, e para que o fruto de vocês permaneça. O Pai dará qualquer coisa que vocês pedirem em meu nome”. (Jo 15,16).

"Vinde e vede " (Jo 1,39).

"Avança mais para o fundo e ali lançai vossas redes para a pesca". (Lc 5,4).

"Dai-lhe vós mesmos de comer...” (Lc  9, 13).

"Vós sois o sal da terra...Vós sois a luz do mundo..." (Mt 5,13-14)

 “Como são belos os pés daqueles quem anunciam boas notícias...”. (Rm 10, 15-17).

 “Ainda outra parte caiu em terra boa! Brotou e deu frutos até cem por um (...), o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto pela perseverança”. (Lc 8, 8-15).

"Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” (Rm 10,14,15)

"Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que me explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele."
(At 8, 30-31)

 “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” (1Pd 3,15).

"E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe". (Mt 18,5).





terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O SABER DO CATEQUISTA: PREPARAR PARA SERVIR






O Diretório Nacional de Catequese(DNC) cita estas palavras do DGC quando fala da importância da formação inicial e permanente de catequistas, tendo em vista o exercício de sua missão (ver DNC, nº 252). 

A formação de catequistas é um instrumento valioso na preparação de pessoas para o ministério catequético, pois lhes dá segurança no anúncio do Evangelho. Além disso, o/a catequista cresce e se realiza como pessoa, assumindo sua missão com alegria e satisfação. A qualidade de sua ação pastoral também é aprimorada, dinamizando suas atividades.

É por isso que muitos estão participando das Escolas Bíblico-Catequéticas regionais, diocesanas e paroquiais. Também temos cursos de pós graduação na área catequética em algumas partes de nosso país, onde várias pessoas aprofundam seus conhecimentos. Isto revela o amor e a dedicação de milhares de catequistas que generosamente investem tempo e dinheiro para melhor servir o Povo de Deus.

O DGC insiste em três aspectos do conhecimento que são importantes no exercício do ministério catequético:

- A mensagem a ser transmitida;
- O interlocutor que recebe esta mensagem;
- O contexto social em que vivemos.



A MENSAGEM

“A mensagem é mais que doutrina, pois ela não se limita a propor ideias. A mensagem é vida” (João Paulo no DNC 97). A mensagem catequética faz ecoar a mensagem de Jesus, que nos comunicou o mistério da Santíssima Trindade, Deus-Comunhão (ver DNC 100). O centro da mensagem catequética é anunciar que “a salvação é oferecida a todas as pessoas, como dom da graça e da misericórdia de Deus” (Paulo VI, Evangelii Nuntiadi 27ª).


O DNC nos apresenta alguns critérios para anunciar esta mensagem: Em primeiro lugar está a centralidade da pessoa de Jesus Cristo, depois vem a valorização da dignidade humana, o anúncio da Boa Nova do Reino de Deus, o caráter eclesial da mensagem, a exigência da enculturação e, por fim, a hierarquia das verdades da fé (ver DNC 105). Importante ressaltar que a fonte da mensagem a ser anunciada encontra-se na Palavra de Deus transmitida na Tradição e na Escritura tenha uma posição pró-eminente” (DGC 127).

O INTERLOCUTOR

Em vez de falar de “destinatário”, o DNC prefere usar “interlocutor”, já que o catequizando interage no processo catequético (ver DNC, cap. 6). Além de levar em consideração as diferentes etapas da vida humana (idosa, adulta, juvenil, adolescente, infantil), faz-se necessário não esquecera catequese na diversidade, que inclui os grupos indígenas, afro-brasileiros, as pessoas com deficiência, os marginalizados e excluídos, as pessoas em situações canonicamente irregulares. Ainda devem ser tidos em conta os grupos diferenciados (profissionais liberais, artistas, universitários, migrantes...), os diversos ambientes (rural e urbano), contexto sócio-religioso (pluralismo cultural e religioso, a religiosidade popular, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso, os recentes movimentos religiosos), e o contexto sócio-cultural (inculturação, comunicação e linguagem) para que possamos alcançar a todos.

O CONTEXTO SOCIAL

O parágrafo 86 do DNC cita a Constituição do Vaticano ll, Gaudim et Spes 1: “as  alegrias e esperanças, as tristezas e  angustias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são  também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angustias dos discípulos de Cristo.” Portanto, a vida humana e tudo aquilo que a envolve faz parte do anúncio catequético, que não pode ignorar o mundo em que vivemos.
                           


O QUE UM CATEQUISTA PRECISA CONHECER?

 Levando em consideração a mensagem, o interlocutor e o contexto social, o (DNC nº269) apresenta os conteúdos que um catequista precisa conhecer para desempenhar com qualidade e segurança seu ministério:



- A Palavra de Deus, fonte da catequese: “A Sagrada Escritura deverá ser a alma da formação”;

- o núcleo básico da nossa fé: as quatro colunas (Credo, Sacramentos, Mandamentos/Bem-aventuranças, Pai-Nosso);

- as ciências humanas, de modo especial um pouco de pedagogia e psicologia;

- o Catecismo da Igreja Católica e os documentos catequéticos ( Catequese Renovada, Catechesi Tradendae, DGC, DNC...);

- a pluralidade cultural e religiosa: educação para o diálogo com o diferente;

- os acontecimentos da história: descoberta dos sinais e dos desígnios de Deus;

- a realidade local: história, festas e desafios do lugar em que se vive;

- os fundamentos teológicos da ação pastoral: rosto misericordioso, profético, ministerial, comunitário, ecumênico, celebrativo e missionário.


O saber não é algo isolado, mas está em conexão com o ser (pessoa) e o saber fazer (metodologia) do catequista. Um catequista bem preparado será capaz de formar discípulos de Jesus comprometidos com a causa do Evangelho e do Reino: vida plena para todos. Isto inclui todas as dimensões da vida humana, que precisam ser fecundadas pela semente do Evangelho. A formação é o espaço que temos para nos tornar “adultos na fé rumo à maturidade em Cristo.”



Pe. Videlson Teles de Meneses

Fonte: CNBB