sábado, 30 de maio de 2015

LIDERANÇA X INVEJA - PARTE II

Ilustração: Dinha Claudia Pinheiro
Alguém já leu ou ouviu esta afirmação? Pois bem, vamos conhecer uma historinha pra entender melhor essa afirmação:

“Sem qualquer razão aparente, a serpente começou a perseguir o vagalume que, cheio de medo tentava fugir, mas a serpente não desistia e continuava “correndo” atrás dele. A perseguição durou uns três dias, até que vagalume, já sem forças, decidiu parar e perguntar à serpente:
– Desculpe, mas posso lhe fazer-te três perguntas?
– Bem, não costumo abrir esse precedente, mas já que vou te devorar, pode perguntar…
– Eu, por acaso, pertenço à sua cadeia alimentar?
– Não.
– Em algum momento eu lhe fiz algum mal?
– Não.
– Então por que quer acabar comigo?
– Porque eu não suporto ver você brilhar!”

A inveja nada mais é do que um “Certificado de Incompetência”, porque leva o invejoso a dedicar tempo e energia para cobiçar e prejudicar o espaço e a luz dos outros, ao invés de reconhecer o valor que possui, e assim fazer brilhar a sua própria luz. Por isso, o invejoso é alguém que fica mais feliz quando consegue ofuscar a luz alheia, do que quando faz brilhar a sua própria luz, mesmo porque tem pouco tempo para brilhar, já que está sempre ocupado na tentativa de evitar que outros brilhem.

Isso faz da inveja um dos sentimentos mais prejudiciais a qualquer ambiente onde as pessoas se reúnam, porque quebra a relação de confiança, cria competição onde deveria haver colaboração, leva líderes a impedir o crescimento de seus liderados por não aceitar que estes brilhem mais do que eles, enfim, é um dos piores venenos do mundo, e o grande problema é que a maioria dos invejosos não percebe que, de fato, estão bebendo do seu próprio veneno, esperando que os outros “morram”.

Enfim, a inveja deriva, muitas vezes, de um sentimento que é possível de ser revertido: a INSEGURANÇA. Normalmente o invejoso não acredita em si mesmo.

É impossível impedir que sentimentos negativos cheguem até nós, incluindo a inveja, contudo é plenamente possível desprezar ou substituir os sentimentos que nos limitam, por aqueles que nos potencializam, e isso é uma escolha. E estamos num ambiente em que esta escolha se chama simplesmente “amar ao outro” e a “si mesmo”. Isso não lembra um mandamento de Jesus? Pois é... quem se ama, sabe amar ao outro.

Todos nós temos luzes e sombras, pontos fortes e fracos, virtudes e defeitos. Nossa luz, nosso brilho e nossa influência serão tão fortes quanto nossa capacidade de reconhecer estes dois lados, e então trabalhar com disciplina para potencializar os pontos fortes e melhorar os pontos fracos. A disciplina dói menos que a inveja e o arrependimento. Se você é humano, é bem provável que sentimentos de inveja busquem dominá-lo em alguns momentos, contudo, escolha substituí-la por sentimentos que o levem a expandir a sua própria luz e o seu próprio brilho, ao invés de deixar que ela ocupe a sua mente e o seu coração em tentar ofuscar a luz alheia.


É bem mais fácil crescer “junto” do que sozinho, não é mesmo? E é preciso valorizar e potencializar nossos dons e talentos e daqueles que nos cercam. E isso nos lembra de Jesus em várias parábolas... Mas, sobre dons e talentos cabe outra reflexão, numa outra oportunidade.








Ângela Rocha
Catequistas em Formação

SEGUIDORES DO CATEQUISTAS EM FORMAÇÃO