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quinta-feira, 4 de julho de 2024

SANTÍSSIMA TRINDADE - ROTEIRO DE ENCONTRO

Imagem: Paróquia Bom Pastor - RJ.

SANTÍSSIMA TRINDADE
Encontro Celebrativo

Interlocutores: Crismandos ou adultos.

Objetivos do encontro: Lembrar a solenidade da Santíssima Trindade aos crismandos, que, com certeza já viram o tema na catequese de eucaristia. Não se trata aqui de “explicar” a Trindade, mas, de celebrar a data.

Ambientação: Bíblia, cruz, velas (devem ser acesas durante a celebração), ícone da Santíssima Trindade.

Iniciando o encontro: Convidar a todos para entrar em clima de oração para a celebração.

Oração inicial:

Pai eterno, a criação que tirastes vós do nada,
Repousando em vossa mão, um acorde brada:
Quem me fez foi vosso amor, Glória a vós, Pai criador!
Filho eterno, nosso irmão, vossa morte deu-nos vida,
Vosso sangue, salvação. Toda a igreja, agradecida,
Louva, exalta a vós, Jesus, glória canta a vossa cruz!
Deus Espírito, sol de amor, procedeis do Pai, do Filho.
Vossos dons sempre mandais a nós pobres que louvamos
Santo, santo é o Senhor, Uno e Trino, Deus de amor.

D.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T.: Amém.

D.: Ao celebrarmos a solenidade da Santíssima Trindade, tomamos consciência da verdadeira face daquele Deus que Jesus nos revelou, por isso, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo, estejam sempre conosco.

T.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ato Penitencial:

D.: O sinal da cruz que traçamos em nosso corpo no início desta celebração é a nossa profissão de fé no Deus Trino, o único Deus que é Pai e Filho e Espírito Santo, o Deus que por amor nos criou e nos redimiu. Para estar na presença do Deus três vezes santo e ouvirmos dignamente a sua Palavra, peçamos perdão para sermos purificados de nossos pecados.

(Breve momento de silêncio)

D.: Senhor, enviado pelo Pai para buscar os perdidos, tende misericórdia de nós.

T.: Senhor, tende piedade de nós!

D.: Cristo, que continuais a nos visitar com a graça do seu Espírito, tende misericórdia de nós.

T.: Cristo, tende piedade de nós!

D.: Senhor, que vieste criar um novo mundo fundado no Amor, tem piedade de nós.

T.: Senhor, tende piedade de nós!

D.: Deus Todo-Poderoso, tenha misericórdia de nós, perdoe nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T.: Amém.

Hino de louvor (orado ou cantado):

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

D.: Oremos

Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

T.: Amém.

Leitura Bíblica: Mt 28,16-20

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espirito Divino, ao Deus que é, que era e que vem pelos séculos. Amém.

L.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

T.: Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. Palavra da Salvação.

T: Glória a vós, Senhor.

(Pequeno momento de silêncio, meditação ou partilha da Palavra)

O mistério da Trindade – Santo Agostinho

Caminhando na praia deserta me vi a pensar no mistério da Trindade Santa. Quando ao longe um menino tentava com uma concha colocar o mar num buraquinho na areia. Logo me aproximei dizendo a ele que era um trabalho em vão. Qual surpresa, era um anjo! Que me olhou e então me disse: "É mais fácil pôr o mar aqui que compreenderes a Trindade e todo o seu mistério".

D.: Vamos professar juntos nossa fé:

T.: Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Preces

D.: Elevemos os nossos corações, nosso pensamento, nosso olhar para o alto e intercedamos pelas nossas necessidades na terra.

L.: Ó Santíssima Trindade, quando fomos batizados o ministro fez cair água três vezes sobre nossas cabeças e disse: "Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo"... Fomos, portanto, batizados na trindade do seu amor. Ajuda-nos a difundir entre nós esta comunhão de amor para sermos dignos de ser chamados "Filhos de Deus", rezemos.

T.: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

L.: Ó Deus Pai, abre os nossos olhos ao espanto e a maravilha diante da beleza e à harmonia da criação, abre os nossos lábios ao agradecimento por nos tê-la confiada e abre as nossas mãos à ação responsável para guardá-la com cuidado e amor, rezemos…

L.: Ó Jesus, Filho de Deus, com a tua encarnação, morte e ressurreição revelaste-nos o rosto de Deus, ajude-nos a observarmos o teu novo mandamento de amar-nos uns aos outros como nos amaste, rezemos ...

L.: Ó Espírito Santo, inflama os nossos corações com o fogo da caridade para conhecer a Deus, amá-lo e servi-lo com humildade, fidelidade e generosidade, rezemos ...

(Preces espontâneas...)

D.: Ó Deus, nosso Pai, nos tornamos intercessores diante de Ti, pedimos, se for da tua vontade que, atenda as preces que fizemos comunitariamente e aquelas que estão no silêncio do nosso coração. Por Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espirito Santo.

T.: Amém.

D.:. Em Jesus encontramos a graça do Senhor, um Deus misericordioso e compassivo, lento para a ira, rico em graça e fidelidade. É por isso que ousamos dizer...

T.: Pai Nosso ...

BENCÃO

D.: O Senhor esteja conosco.

T.: Ele está no meio de nós.

D.: Deus todo-poderoso nos abençoe na sua bondade e infunda em nós a sabedoria da salvação.
Sempre nos alimente com os ensinamentos da fé e nos faça perseverar em boas obras. Oriente para ele os nossos passos, e nos mostre o caminho da caridade e da paz. Abençoe-nos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.

T.: Amém.

D.: Glorifiquemos o Senhor com nossa vida; fiquemos em paz e o Senhor nos acompanhe.

T.: Amém.


APROFUNDAMENTO (SUBSÍDIO PARA O CATEQUISTA)

SOBRE A SANTISSIMA TRINDADE

A Solenidade da Santíssima Trindade é comemorada no domingo após o de Pentecostes, 56 dias depois da Páscoa. É uma data bastante especial para o Catolicismo onde se comemora um dos mais sublimes dogmas da fé. Mas, para se falar da Santíssima Trindade, é preciso entender como é formada. Santo Agostinho define :

“O Pai, o Filho e o Espírito Santo perfazem uma unidade divina pela inseparável igualdade de uma única e mesma substância. Não são, portanto, três deuses, mas um só Deus, embora o Pai tenha gerado o Filho, e assim, o Filho não é o que é o Pai. O Pai não é o que o Filho é. E o Espírito Santo não é o Pai nem o Filho”.

Um pouco confuso a princípio, mas a Trindade é segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 1, 44: “o mistério central da fé e da vida cristã” e está presente desde a iniciação cristã no sacramento do Batismo, que é celebrado em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Esse mistério possui muita importância, pois “é a fonte de todos os outros mistérios” (CCIC 1, 45).

Para algumas pessoas, pode parecer um pouco absurdo a ideia de que três pessoas possam ser uma só, entretanto, deve-se estar cientes de que a Trindade não é possível de ser totalmente entendida somente pelo uso da razão, Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica, 32 Art. I. já alertava: “É impossível chegar, pela razão natural, ao conhecimento da Trindade das Pessoas divinas”.

Essa colocação de Santo Tomás gera uma dúvida: se não podemos conhecer a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, como então podemos saber que essa unidade realmente existe? A resposta é simples! Temos uma fonte inquestionável que nos ensina sobre esse assunto: a Bíblia. Mas, ainda na Bíblia, a Trindade não é algo simples de ser percebida, até hoje muitos cristãos negam essa realidade, sendo necessário muito estudo até compreender essa Verdade.

Para entender o dogma da Santíssima Trindade, precisamos entender três pontos básicos:

-  Existe somente um único Deus;

- Tanto o Pai, quanto o Filho e o Espírito Santo são igualmente Deus; e

- A pessoa do Pai é diferente da pessoa do Filho, que por sua vez também é diferente da pessoa do Espírito Santo.

A primeira afirmação, não pode ser questionada por nenhum cristão, pois existem dezenas de passagens bíblicas que reforçam esse ponto. Por exemplo temos a Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 8,4): “Por conseguinte, a respeito do consumo das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus a não ser o Deus único”.

O segundo ponto exige um pouco mais de atenção. A primeira pessoa da Trindade, o Pai, deixa claro, em diversas passagens, que Ele é Deus: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, e que está acima de todos, por meio de todos e em todos ” (Ef 4, 5-6).

A segunda pessoa, o Filho: “No princípio, era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus (…) E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como filho único (1 Jo 1, 1-14).

E a terceira pessoa, o Espírito Santo é também descrito como Deus: “Disse-lhe então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração para mentires ao Espírito Santo, retendo parte do preço do terreno? Porventura, mantendo-o não permaneceria teu e, vendido, não disporias do dinheiro à vontade? Por que, pois, concebeste em teu coração este projeto? Não foi a homens que mentiste, mas a Deus” (At 5, 3-4).

O último ponto deste dogma é a distinção das três pessoas da Trindade. Sabe-se que o Pai é diferente do Filho, quando São Paulo diz: “Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo o Pai das misericórdias e Deus de toda Consolação” (2 Cor 1, 3).

Também se pode afirmar que Jesus é diferente do Espírito Santo quando o próprio Jesus diz: “Essas coisas vos disse estando entre vos. Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse” (Jo 14, 25-26).

Este texto tem a intenção de apenas apresentar o dogma da Trindade, e reforçar também que a Trindade é um mistério de Deus que não pode ser entendido na sua plenitude pela razão humana. Nossa razão é limitada de modo que não podemos conhecê-lo totalmente, entretanto, o pouco que conhecemos já é digno de todo o amor e credibilidade que somos capazes de ter, mesmo que não vejamos a totalidade de Deus, pois, “felizes os que não viram e creram! ” (Jo 20, 29).

(Wallyson F. Lira - Paróquia Nossa Senhora das Dores - Diocese de Crato – CE)

Referências:

AGOSTINHO. A Trindade. Capítulo IV, Doutrina da fé católica sobre a Trindade.
COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA Capítulo Primeiro, Questão 44.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Livro 1, Parte 1 Sobre a Doutrina Sagrada, Questão 32 Art. I.

* Todas as passagens bíblicas citadas são transcrições literais da tradução A Bíblia de Jerusalém. Editora Paulus. 14ª edição.


Este e outros encontros, você encontra em nossa coleção de CATEQUESE CRISMAL

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segunda-feira, 1 de julho de 2024

TUDO QUE RECEBO OU PESQUISO, POSSO DIVULGAR?

 

O tema REFERENCIALIDADE é pouco discutido no mundo da internet, ainda mais nas redes sociais. O que temos hoje na internet e nas redes sociais é, sem dúvida nenhuma, uma quantidade enorme de FAKE NEWS, que vão se espalhando sem o menos controle. Como catequistas, temos que nos perguntar:

Tudo que recebo ou pesquiso, posso divulgar? 

Como saber se a fonte é verdadeira e confiável?

Referencialidade aqui, é um termo que vamos usar para falar de “verdade” e coerência. Não que estes dois termos possam ser aplicados exatamente ao que se encontra hoje na internet. Sem dúvida uma fonte inesgotável de informação, mas, não necessariamente de verdades. Para começar, tudo que se vê na internet é informação, mas, não exatamente “notícia”. E estas informações vão sendo repassadas sem que saibamos “quem foi que disse”.

Estou sempre clicando aqui e ali em blogs e sites de catequese. E observei que dinâmicas e roteiros, disseminam-se por aí como se fossem rastilho de pólvora. E nas que falam do Espírito Santo nem falta "fogo"! Mas, a autoria ou as informações que dão embasamento a estes roteiros, são bastante controversos. 

Vejam só este exemplo: Próximo de Pentecostes, vemos inúmeras sugestões de encontros e celebrações que utilizam a simbologia do fogo. Algumas me provocam, numa primeira reação, um total e completo horror! Não pela dinâmica ou sugestão em si, mas pensando nas "consequências" da mesma. Dificilmente eu ia conseguir fazer com que meus queridos "pensam-que-são-grandes-mas-não-são", chegassem com a mão perto da chama de uma vela sem fazer alguma "besteira". Velas e fogo, ou qualquer experiência do gênero, estão, simplesmente, fora de cogitação quando se trata de crianças. As últimas experiências que tive com vela acesa - e foi na Igreja, no espaço sagrado do Presbitério - me fizeram cometer pelo menos umas duas dúzias de pecados em pensamento, desde dar uns gritos até colocar umas crianças no joelho e dar umas palmadas, aliás, essas foram as coisas mais "santas" que pensei. Isso em plena renovação das promessas do batismo, quando meu menininho mais comportado, botou fogo no suporte da vela que segurava e tive que sair correndo até ele, jogar a vela no chão e apagar o fogo com meus pés. Enfim... 

Mas a questão em si, não é esta. É o fato de que os catequistas, quase que de modo geral, estão carentes de "receitas". Não exatamente receita do "bolo", mas do "modo de preparar" o bolo. É o “como fazer” é que faz uma falta danada! Em quase todos os lugares eu vejo pedidos de como fazer “isso” ou como fazer “aquilo”. E eu não sou contra o pedido de ajuda e muito menos a publicação da solução! Louvo quem se dedica a resolver os problemas dos outros. Assim como louvo quem tem a humildade de pedir. E também acredito que material de catequese deve ser partilhado. 

No entanto, eu penso demais em como as coisas são feitas no final. Ou se cada um adapta a matéria a sua realidade ou ao conteúdo proposto ou até mesmo ao itinerário proposto pelas suas instâncias catequéticas. É isso mesmo, porque cada paróquia tem acima dela, um decanato, um setor, uma forania, uma região, uma diocese, um regional e por aí vai... E deve (ou pelo menos deveria) ter um itinerário para seguir. 

E é bom que o catequista se pergunte: 

ü  Estou fazendo aquilo que deve ser feito ou aquilo que EU acho que deve ser feito?

ü Estou buscando experiências locais e participando de reuniões de planejamento com os catequistas da minha paróquia ou estou correndo a Internet em busca de soluções?

ü  Estou me dedicando a pensar na “minha” catequese ou é mais fácil copiar de alguém?

Cuidado, cuidado! Muito cuidado mesmo, pois, coloca-se a mão no fogo, quando a confiança é muita. Pergunte pra quem já colocou... clique aquiNem sempre a resistência é a mesma. 

Onde buscar informações na internet? Em que sites confiar?

São muitos os recursos que você pode utilizar para dinamizar os seus encontros, torná-los mais atrativos e dinâmicos. Você pode usar a sua criatividade, mas, também, buscar modelos e práticas que já deram certo. Isso você pode buscar em sites, blogs, livros, filmes, enfim, são muitas as opções. O problema é saber quais são as fontes confiáveis para dar credibilidade ao que se está fazendo.

Copiando um pouco o sistema de pesquisa de trabalhos acadêmicos, existem algumas dicas que podem ajudar você nesse percurso. Confira:

1. Cada autor ou escritor tem uma opinião, porém isso não significa que um texto é menos confiável que outro. Analisar as fontes e citações utilizadas por eles é uma boa dica. Busque aqueles que falam a linguagem da Igreja para os dias atuais.

2. As melhores fontes são diretas e concisas, ou seja, evitam enrolar muito sobre o assunto.

3. Lembre-se de que qualquer pessoa pode publicar um artigo na internet. Procure saber mais sobre os autores de todos os textos que você lê e o que eles fazem. Procure não usar material sem saber quem foi que criou.

4. Livros geralmente são mais confiáveis do que artigos digitais, por conta do processo de edição. É muito difícil uma informação incorreta ser publicada.

5. Artigos de revistas também são ótimas fontes para enriquecer a prática catequética. Não se limite aos textos de livros ou a material encontrado na internet.

6. É importante ter em mente que filmes são ficções. Mesmo filmes baseados em fatos reais são ficção, portanto, ao utilizar um filme, tome muito cuidado com as informações. Tente conciliar a análise do filme com o texto que o respalde.

7. No caso de artigos publicados na internet, ler os comentários da página é uma boa forma de confirmar a reputação do autor.

8. Procure um autor ou sua popularidade. As chances de um site ou blog ser confiável são maiores se alguém está disposto a colocar seu próprio nome nele. Você também pode e deve pesquisar sobre o autor (se houver) na internet e ver se há alguma informação sobre ele que torne o site confiável. Se o autor não pode ser contatado ou não há nenhum registro sobre ele, ou ainda se o site não é popular na internet, então o endereço pode ser considerado duvidoso. A pessoa que trabalha com evangelização e não se identifica ou “aparece”, é porque tem alguma coisa errada.

9. Sempre registre as fontes e autoria de material que for usar ou compartilhar. É por não se ter este cuidado que a internet virou essa “terra de ninguém”. Quantos textos, artigos, enxertos são creditados a autores que nunca sequer imaginaram escrever sobre aquele assunto ou tem aquele estilo?

10. Use o que encontrar na internet, mas, com coerência e cuidado. Nada como fazer planejamento e criar seus próprios roteiros antecipadamente, sem precisar se preocupar em procurar algo para “amanhã”, no imediatismo. Faça com tempo. O tempo te dará a segurança necessária na utilização de qualquer informação.

Ângela Rocha - Catequista

Graduada em Teologia pela PUCPR.




segunda-feira, 17 de junho de 2024

ESCRUTINIOS E EXORCISMO NA CATEQUESE DE CRISMA

Olá, Catequistas!

Recebi algumas perguntas a respeito dos "Escrutínios" na Catequese de Crisma.

Os escrutínios são celebrações pertinentes à catequese de Iniciação à Vida Cristã com adultos, no entanto, com a adaptação de vários ritos na catequese de crianças e adolescentes, muitos catequistas se perguntam o que fazer a respeito do Exorcismos e Escrutínios.

Vamos à fonte! O RICA – Ritual da Iniciação Cristã de adultos:

O que encontramos no RICA a respeito dos Exorcismos chama-se:

RITO DO EXORCISMO MENOR OU PRIMEIRO EXORCISMOS (RICA 109-118)

Conforme o RICA 109, Os Exorcismos Menores são celebrados pelo sacerdote ou pelo diácono, ou até por um catequista digno e competente, autorizado pelo Bispo para realizar este ministério. Quem preside a celebração, estendendo a mão sobre os catecúmenos inclinados ou ajoelhados, diz uma das orações indicadas nos n° 113-118.

Estes exorcismos serão feitos numa igreja ou capela ou na sede do catecumenado (salas), dentro de uma celebração da palavra de Deus; ou ainda, se for oportuno, no princípio ou no fim das reuniões de catequese; ou até, por motivos especiais, em particular a cada um dos catecúmenos (RICA 110).

O RICA apresenta duas proposta de ritos do exorcismo. Os Primeiros Exorcismos e os Escrutínios. O RICA chama de “exorcismo” algo diferente da conotação que essa palavra tem no imaginário das pessoas. São orações pedindo a proteção de Deus, força para resistir ao mal e às tentações, ou seja, a expressão exorcismo é aplicada de forma bem típica desse processo de iniciação, não são ritos assustafores, são orações dentro das celebrações que pedem a libertação de todo mal.

As duas propostas carregam o mesmo sentido, a diferença é que os “Primeiros exorcismos”, como o nome diz, são os primeiros e podem ser celebrados em qualquer época do processo de catequese, mesmo junto com o Rito de acolhida dos iniciantes ou junto com a entrega do Pai Nosso, por exemplo.

Já os três Escrutínios que o RICA apresenta, saõ orações de exorcismos de caráter purificador para a Quaresma. Os exorcismos da Quaresma pedem a libertação das conseguencias do pecado e da influência maligna, para que os catecúmenos sejam fortalecidos em seu caminho espiritual e abram o coração para os dons do Senhor (RICA, 156). Como se vê este rito deve ocorrer na Quaresma, com as leituras do ciclo do Ano A e se adequam mais aos adultos. Eles fazem parte do Tempo da Purificação e Iluminação que antecede a recepção dos sacramentos. Sendo a Crisma de adolescentes uma celebração que pode acontecer em várias datas do ano, dependendo a agenda do Bispo, não convém que se faça com os adolescentes, mesmo porque, a vasta maioria não é catecúmeno (não batizado).

Outrossim, o catequista pode adaptar o Rito dos Primeiros Exorcismos, descritos acima, em qualquer época do ano ou mesmo próximo a recepção do sacramento.

Sugestão de Roteiro

O roteiro abaixo é do Rito dos Primeiros Exorcismos que podem ser feitos dentro de uma celebração em qualquer época do ano ou do processo de catequese.

Essa sugestão busca fazer com que os pais e padrinhos, tenham uma participação efetiva no rito, mas, o catequista, pode usar de sua criatividade (e bom senso, para não fugir da proposta do rito). Converse com o padre e a equipe de liturgia e veja qual é a melhor maneira para celebrar com a comunidade.

Recomendações para antes da celebração em que ocorre o rito do Exorcismo Menor ou Primeiro Exorcismo:

- Consulte o RICA 109-118.Leia atentamente o Rito e procure tirar qualquer dúvida com o padre.

- Combine tudo com a equipe responsável pela liturgia da celebração.

- Reúna-se com os catequizandos e seus familiares; avise pais e padrinhos sobre a importância de presenciarem o Rito. Se possível reúna-os numa data antes do Rito, explique o que vai acontecer durante a celebração. Repasse com eles os gestos e participação deles nos rito.

RITO DO EXORCISMO MENOR – 1ª OPÇÃO:

Nessa celebração os catequizandos podem participar da Procissão de entrada ou da entrada da Bíblia, levando velas acessas. Combinar com a equipe de liturgia. A celebração prossegue como de costume até a Homilia. Os catequizandos são chamados para a frente e ajoelham-se em frente de quem preside, pondo-se de joelhos.

Animador: Queridos catequizandos, queiram aproximar-se do altar para a oração que será feita sobre vocês. Essa oração quer nos lembrar do dever de nos afastarmos de todo mal e ao mesmo tempo pedir a proteção de Deus contra as tentações desta vida. Fiquemos de joelhos.

Presidente: Oremos irmãos e irmãs por estes iniciandos.

Enquanto a assembleia ora em silêncio, quem preside impõe as mãos sobre cada iniciando (se forem muitos, impõe sobre todos ao mesmo tempo) e diz a oração:

Oremos. Deus eterno e omnipotente, que por meio de vosso Filho Unigénito nos prometestes o Espírito Santo, atendei à oração que Vos dirigimos por estes catecúmenos que em Vós confiam. Afastai deles todo o espírito do mal, todo o erro e todo o pecado, para que possam tornar-se templos do Espírito Santo. Fazei que a palavra que procede da nossa fé não seja dita em vão, mas confirmai-a com aquele poder e graça com que o vosso Filho Unigênito libertou do mal este mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. (RICA 113).

Todos: Amém.

A Celebração prossegue como de costume com o Creio ou a Oração dos fiéis.

RITO DO EXORCISMO MENOR – 2ª OPÇÃO:

Nessa celebração os catequizandos podem participar da Procissão de entrada ou da entrada da Bíblia, levando velas acessas. Combine com a equipe de Liturgia. A celebração segue como de costume até o Rito da Comunhão, incluindo a Oração do pai Nosso. O presidente depois do Pai Nosso, ao invés de seguir com o “Livrai-nos de todos os males, ó Pai”, segue ara o Rito do Exorcismo menor. Os catequizandos são chamados para a frente e ajoelham-se em frente de quem preside, pondo-se de joelhos,

Animador: Queridos catequizandos, queiram aproximar-se do altar para a oração que será feita sobre vocês. Essa oração quer nos lembrar do dever de nos afastarmos de todo mal e ao mesmo tempo pedir a proteção de Deus contra as tentações desta vida. Fiquemos de joelhos.

Presidente: Oremos irmãos e irmãs por estes iniciandos.

Enquanto a assembleia ora em silêncio, quem preside impõe as mãos sobre cada iniciando (se forem muitos, impõe sobre todos ao mesmo tempo) e diz a oração:

Oremos: Deus todo poderoso e eterno que nos prometestes o Espírito santo por meio de Vosso Filho Unigênito, atendei a oração que vos dirigimos por estes iniciandos que em vós confiam. Afastei deles todo o espírito do mal, todo o erro e todo o pecado, para que possam torna-se templo do Espírito Santo. Fazei que a palavra que procede da nossa fé não seja dita em vão, mas confirmai-a com o poder e a graça com que o Vosso Filho libertou do mal este mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

A Celebração prossegue como de costume com o convite a saudação da paz.

Nos números 114-118 do RICA há outras sugestões de Oração de exorcismo.

(118) Oremos. Senhor nosso Deus, que sabeis ler no íntimo dos corações e recompensar todas as nossas obras, olhai com bondade para os esforços e progressos destes vossos servos. Tornai-os firmes no seu caminho, aumentai a sua fé, aceitai a sua penitência, e abri-lhes largamente as portas da vossa justiça e da vossa bondade, para poderem participar dos vossos sacramentos na terra e viverem em vossa companhia no céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Todos: Amém.


Ângela Rocha – Catequista
Graduada em Teologia pela PUCPR.

 whats: (041) 99747-0348





quarta-feira, 12 de junho de 2024

ROTEIRO DE ENCONTRO: CHAMADOS(AS) A SER SANTO OU SANTA

Imagem: Wikipédia
ROTEIRO DE ENCONTRO: CHAMADOS(AS) A SER SANTO OU SANTA

(Mateus 19, 16-22)

INTERLOCUTORES: catequizandos da crisma.

Objetivo do encontro: O mês de junho é marcado por muitas festividades nas paróquias referente aos “Santos Juninos”: Antônio, João, Pedro e Paulo. É uma época propícia para falar de “santidade” aos adolescentes e jovens. E também, se há festa de “padroeiro”, é o momento de envolvê-los. Sem falar na “Festa Junina” da paróquia que costuma fazer parte do calendário. É o momento de incentivar o protagonismo dos adolescentes de crisma para participar da organização da festa.

Ambientação: Imagens dos Santos Juninos e outros, incluindo uma imagem de Carlos Acútis*.

- Providenciar alguns “quitudes” juninos para finalizar o encontro: paçoca, pé-de-moleque, bolo de fubá, etc.

Iniciando o encontro: Acolher os crismandos com alegria e mostrar as imagens dos santos. Ver se eles sabem o nome de cada um. Falar brevemente sobre Carlos Acutis.

* Adolescente católico italiano que morreu de leucemia em 2006, aos 15 anos, ele foi beatificado em outubro de 2010. Ele é considerado o padroeiro da juventude, da internet e dos estudantes. A foto mais famosa de Carlo Acutis mostra o beato vestido com uma camiseta polo vermelha, um par de calças jeans e uma mochila nas costas. Uma imagem que expressa perfeitamente o que a vida deste jovem representa: um santo de calça jeans nos revela que a santidade não é algo distante, mas que pode estar muito próxima de qualquer um que, à maneira de Carlo, faça da amizade com Cristo o seu projeto de vida.

O Vaticano anunciou, em maio 2024, que o papa Francisco atribuiu um segundo milagre ao adolescente italiano Carlo Acutis, conhecido como o “influenciador de Deus”.

Leitura Bíblica: Mateus 19, 16-22

- Invocar a Santíssima Trindade;

- Ler uma vez, ler novamente, pausadamente em cada pergunta e resposta.

- O que este texto nos diz hoje?

APROFUNDANDO O TEMA

À pergunta do jovem: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?”, Jesus responde com outra esta pergunta : “Por que me chamas de bom? Ninguém é bom, exceto Deus." E acrescenta: “Já conheceis os mandamentos: não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás, honrarás teu pai e tua mãe”. Com estas palavras Jesus recorda ao seu interlocutor alguns mandamentos do Decálogo.

Mas a conversa não termina aí. O jovem afirma: “Mestre, guardei tudo isto desde a minha juventude”. Então Jesus, olhando para ele, amou-o e disse-lhe: “Só te falta uma coisa: vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-me”. Neste momento a atmosfera da conversa muda . Então o jovem, com “seu semblante nublado, vai embora triste, porque tinha muitos bens”.

Podemos admitir que a referida conversa é sem dúvida o encontro mais completo e rico em conteúdo que Jesus teve com um jovem. Pode-se dizer também que este tem um caráter universal e atemporal; válido em certo sentido, ao longo dos séculos e gerações. Cristo fala assim com um jovem, com um menino ou com uma menina; Ele fala em vários lugares da terra entre diferentes nações, raças e culturas. Cada um de vocês é um interlocutor potencial nesta conversa.

Ao mesmo tempo, todos os elementos da descrição e todas as palavras ditas por ambas as partes numa tal conversa têm um significado muito essencial, têm o seu peso específico. Pode-se dizer que estas palavras contêm uma verdade particularmente profunda sobre o homem em geral e, em particular, a verdade sobre a juventude humana . Eles são muito importantes para os jovens.

Ao final da narrativa temos que o jovem saiu triste “porque tinha muitos bens ”. Sem dúvida esta frase refere-se a bens materiais, dos quais o jovem era proprietário ou herdeiro. Talvez esta seja a situação para alguns, mas não é típica. Por isso, as palavras do evangelista sugerem outra visão do problema: é que, de fato, a juventude em si (independentemente de qualquer bem material) é uma riqueza única do homem, de uma menina ou de um menino, e na maior parte dos casos, é vivido pelos jovens como uma riqueza específica.

Existem, razões para pensar a juventude como uma riqueza singular que o homem experimenta precisamente neste período da sua vida. Com efeito, o período da juventude é o tempo de uma descoberta particularmente intensa do “eu” humano e das propriedades e capacidades que ele contém. À visão interior da personalidade em desenvolvimento de um jovem ou de uma jovem, abre-se gradual e sucessivamente a potencialidade específica – em certo sentido única e irrepetível – de uma humanidade concreta , na qual o projeto completo da vida futura está como que inscrito . A vida é delineada como a realização de tal projeto, como “autorrealização”.

A juventude é a riqueza de descobrir e ao mesmo tempo de programar, de escolher, de prever e de assumir como próprias as primeiras decisões, que terão importância para o futuro na dimensão estritamente pessoal da existência humana. Ao mesmo tempo, tais decisões não têm pouca importância social. O jovem do Evangelho encontra-se nesta fase existencial. Por esta razão, também as palavras finais referentes à “muita riqueza”, podem ser entendidas neste sentido preciso: o da riqueza que é a própria juventude.

Mas devemos nos perguntar: deveria essa riqueza que é a juventude afastar o homem de Cristo? O texto permite-nos concluir na direção oposta. A decisão de se distanciar de Cristo foi, influenciada apenas pela riqueza externa, aquilo que o jovem possuía (“ a propriedade ”). Não o que ele era . O que ele era, precisamente quando jovem – isto é, a riqueza interior que se esconde na juventude – levou-o a Jesus. E isso o levou a fazer essas perguntas, que tratam mais claramente do seu projeto de vida . O que devo fazer para alcançar a vida eterna? O que devo fazer para que minha vida tenha pleno valor e pleno significado ?

A juventude de cada um de vocês, é uma riqueza que se manifesta precisamente nestas questões . O homem os usa durante toda a sua vida. Porém, na juventude impõem-se de forma particularmente intensa e até insistente. Porque essas questões comprovam a dinâmica de desenvolvimento da personalidade humana típica da sua época. Às vezes você se faz essas perguntas com impaciência e, ao mesmo tempo, entende que a resposta a elas não pode ser precipitada ou superficial. É uma resposta que se refere a toda a vida , que abrange a totalidade da existência humana.

Podemos dizer então que a sua juventude é também uma riqueza interior? A quem devemos perguntar isso? A quem deveriam fazer esta pergunta essencial? Parece que nestes casos Cristo é o único interlocutor competente, aquele que ninguém pode substituir plenamente.

(Baseado na Carta de São João Paulo II à Juventude, Dilecti Amici ,1995).

TEXTO DE APOIO

Santos de calça jeans

Santidade não está relacionada a realizar fatos homéricos ou viver em eterna penitência. Santidade é viver a Verdade e o Amor de Cristo no nosso dia a dia.

Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot-dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem iPod. Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza no fim de semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".

(Este texto tem circulado a Internet como se fosse de autoria de São João Paulo II, no entanto, provavelmente o texto deve-se às reflexões do livro “Santos de Calça Jeans”, de Adriano Gonçalves, publicado pela Canção Nova em 2010).

A carta oficial direcionada aos jovens por São João Paulo II é a Carta Apostólica Dilecti Amici, do ano de 1985, disponível nos documentos do vaticano no link:


Vale a pena uma leitura atenta!

Dinâmica: Caso haja tempo ao final do encontro promover a seguinte atividade aos catequizandos:

- Preparar pequenas plaquinhas/crachás para colacar no peito de cada participante que for queimado, com nome de “santos ou santas”: Ântonio, João, Pedro, Paulo, etc.

“QUEIMADA DE TODOS OS SANTOS”

O jogo de Queimada é praticado por dois times, cujo objetivo é eliminar o adversário atingindo-os ("queimando-os") com a bola. No nosso jogo o objetivo não é queimar ou eliminar, é levar “para o céu”.

Espaço: Utilizar um espaço equivalente a uma quadra polivalente. O número de participantes é combinado conforme o número de catequizandos.

O campo é dividido com uma linha central. Atrás da área de cada time fica o espaço reservado para os jogadores "que foram para o céu".
- No início do jogo, coloca-se um jogador do time A, atrás do time B, e um jogador do time B, atrás do time A.

- Sorteia-se qual time vai começar. O jogador que estiver atrás dos times é que vai começar tentando acertar a bola (“queimar”) em alguém do time adversário.

- Quem for “queimado” é chamado então a “ser santo”, escolhendo um dos crachás com nome de santo/a, e passa a ajudar seu time a “chamar outros a serem santos”.

- A brincadeira termina quando todos tiverem sido “chamados a ser santos” e estiverem no “céu”.

Regras gerais da queimada

1. Os dois times se posicionam num campo dividido por uma linha central. Esta não pode ser ultrapassada.

2. O jogador da ponta deve arremessar a bola contra o time adversário, com o intuito de "queimá-los". Por sua parte, os adversários tentam se espalhar no campo ou ir ao fundo do mesmo, para não serem atingidos pela bola.

3. Se a bola não atinge ninguém e apenas quica no campo adversário, o jogador pode pegá-la sem o risco de estar "queimado".

4. Os jogadores são "queimados" nos seguintes casos: quando a bola acerta qualquer parte do corpo ou quando pegam a bola, mas a deixam cair.

5. Os jogadores "queimados" devem ir para uma área específica, atrás do campo do time adversário. No caso da nossa queimada, ela é o “céu”.

7. Vence o time que conseguir "levar para o céu” o maior número de jogadores.

(Sugestão de dinâmica: Rogério Bellini)

Adaptação: Ângela Rocha

quarta-feira, 22 de maio de 2024

SANTA RITA DE CÁSSIA - 22 DE MAIO

SANTA RITA DE CÁSSIA -  DIA 22 DE MAIO 

Santa Rita de Cássia, também conhecida como Santa dos Impossíveis, é uma das santas mais veneradas pela Igreja Católica, especialmente na Itália e nos países de língua portuguesa. Nascida como Margherita Lotti em 1381, na cidade de Roccaporena, perto de Cássia, na Itália, ela é um exemplo de fé, paciência e devoção, especialmente em meio a grandes dificuldades e sofrimentos.

Desde jovem, Rita mostrou um grande desejo de seguir uma vida religiosa. No entanto, em obediência aos pais, casou-se com Paolo Mancini, um homem de temperamento violento e envolvido em conflitos familiares. Através de sua paciência e oração, Rita conseguiu trazer paz ao seu lar, e Paolo acabou se convertendo, abandonando a vida de violência. Juntos, tiveram dois filhos.

Infelizmente, a paz na família foi interrompida pela tragédia. Paolo foi assassinado, vítima de uma vingança familiar. Seus dois filhos, tomados pela raiva, juraram vingar a morte do pai. Rita, temendo que seus filhos cometessem um pecado grave, rezou para que Deus os levasse antes que isso acontecesse. Pouco tempo depois, ambos morreram de doença, mas segundo a tradição, reconciliados com Deus.

Após a morte de sua família, Rita desejou ingressar no convento das irmãs agostinianas em Cássia, mas foi inicialmente rejeitada. Diz a lenda que, após fervorosas orações a seus santos protetores, Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino, ela foi miraculosamente admitida no convento. Lá, viveu o restante de sua vida em profunda contemplação, oração e penitência.

Santa Rita é famosa por muitos milagres atribuídos à sua intercessão, tanto em vida quanto após sua morte. Um dos episódios mais conhecidos ocorreu no final de sua vida, quando, já muito doente, pediu a uma prima que lhe trouxesse uma rosa do jardim de sua antiga casa, em pleno inverno. Milagrosamente, a prima encontrou a rosa, que florescera fora de estação.
Outro sinal da santidade de Rita foram os estigmas. Durante uma oração diante do crucifixo, um espinho da coroa de Cristo se desprendeu e penetrou em sua testa, causando-lhe uma ferida dolorosa que carregou pelos últimos 15 anos de sua vida.

Santa Rita faleceu em 22 de maio de 1457. Após sua morte, muitos milagres foram relatados em seu túmulo, aumentando sua fama de santidade. Em 1627, o Papa Urbano VIII a beatificou, e em 24 de maio de 1900, o Papa Leão XIII a canonizou, declarando-a oficialmente santa.

Santa Rita é frequentemente invocada em situações desesperadoras e causas perdidas, sendo conhecida como a santa dos impossíveis. Suas relíquias estão preservadas no Santuário de Santa Rita, em Cássia, que se tornou um importante local de peregrinação.

A vida de Santa Rita de Cássia é um testemunho de fé inabalável e perseverança diante das adversidades. Sua história continua a inspirar milhões de fiéis ao redor do mundo, que encontram nela um exemplo de amor, perdão e confiança incondicional na vontade de Deus.

Por Maria Paula Rocha





SANTA RITA DE CÁSSIA: MILAGRE E SUPERAÇÃO

Imagem: Freepik

Hipertrofia Cardíaca em Recém-Nascidos: Milagres e Superação, um relato de Maria Paula Rocha

A hipertrofia cardíaca em recém-nascidos é uma condição desafiadora que pode ser causada por cardiopatias congênitas, diabetes materno e outras doenças. Apesar das dificuldades, muitas histórias de fé e superação emergem. Como a minha, nasci com Hipertrofia cardíaca. Graças a minha Avó Anita, minha Avó Lucilia e minha Mãe Ângela foi possível a minha recuperação milagrosa, após momentos de oração e intercessão de santos como Santa Rita de Cássia, que hoje dia 22 de maio, celebramos seu dia, e que como uma devota dessa Santa maravilhosa a qual devo minha vida, peço a benção e a intercessão dela para todos que leem esse texto e passam por períodos difíceis, principalmente nossos irmãos no Rio Grande do Sul.

Também devemos lembrar que os avanços na medicina e equipes médicas dedicadas também desempenham um papel crucial, oferecendo tratamentos que salvam vidas. O apoio das famílias e comunidades religiosas é fundamental, mostrando que amor e esperança são forças poderosas. Muitos pais, assim como os meus, recorrem ao Terço de Cura e Libertação, encontrando conforto e força na oração para enfrentar esses desafios.

Hoje 24 anos depois, estou aqui, e pronta para tudo que o mundo tem para me oferecer, sou Técnica em Enfermagem, e estudante de Bacharel em Saúde Coletiva, pela UFPR, um sonho realizado, sempre quis cuidar dos outros, e amo cuidar dos outros, amo minha família e amo meus gatinhos!

Espero que a minha história inspire e lembre que, mesmo em tempos difíceis, milagres acontecem e a superação é possível. 🌟❤️🙏

A oração na foto foi escrita pela minha Avó Ana Candida, mãe do meu Pai, que levou ao hospital para rezar junto com a minha mãe, guardo até hoje.

#HipertrofiaCardíaca #Superação #Milagres #Fé #Esperança #SaúdeInfantil #TerçoDeCuraELibertação




terça-feira, 21 de maio de 2024

ROTEIRO DE ENCONTRO: O CORPO DE CRISTO - CORPUS CHRISTI

 ROTEIRO DE ENCONTRO: O CORPO DE CRISTO – CORPUS CHRISTI

Ano A: Jo 6, 51-58; Ano B: Mc 14,12-16.22-26 – Ano C: Lc 9, 11b-17.

Objetivos do encontro: Explanação sobre a Solenidade de Corpus Christi. Retomar a imortância do sacramento da Eucaristia. Inserir os crismandos nas ações da paróquia (Procissão).

Ambientação e materiais: Bíblia, Cruz, Velas, Cálice, cibório. Providenciar materiais para confeccionar cartazes (ou outros materiais que a paróquia vá usar na procissão): recortes, papel, cartolina, tesoura, etc. (Ver o que será necessário previamente). Se for possível visitar a sacristia da paróquia e mostrar o ostensório aos catequizandos, explicando o seu significado.

Iniciando o encontro

Catequista: Vamos ver se vocês sabem... Quando Jesus Cristo sai para tomar sol? Na Sagrada Festa de Corpus Christi! Hoje vamos falar um pouco desta importante festa da nossa Igreja. Mas, antes vamos refletir um pouco a Palavra de Deus.

Leitura Bíblica: Mc 14,12-16.22-26.
(Leitura orante)
- Invocar a Santíssima Trindade e invocar o Espírito Santo.
- Ler o texto uma vez, ler outra vez pausadamente.

- O que nos diz o texto?

Observando atentamente o texto de São Marcos, observamos as palavras e gestos de Jesus, na última ceia. Durante a última ceia pascal, que Jesus celebrou com seus discípulos, ele mesmo nos revela o mistério: "Isto é meu Corpo.(...) Isto é o meu sangue”. E nos convida a alimentar-nos dele. É na Eucaristia que nos alimentamos do Pão da Vida, o próprio Senhor Jesus.

- O que o texto diz para nós, hoje?

Jesus se fez pão para ficar conosco. Quis ser nosso alimento. Como acolhemos e recebemos este alimento?

A comunhão da Igreja se nutre com o Pão da Palavra de Deus e com o Pão do Corpo de Cristo. A Eucaristia, participação de todos no mesmo Pão de Vida e no mesmo Cálice de Salvação, nos faz membros do mesmo Corpo (cf. 1 Cor 10,17). Ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã, sua expressão mais perfeita e o alimento da vida em comunhão. Na Eucaristia, nutrem-se as novas relações que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs em Cristo. A Igreja que a celebra é casa e escola de comunhão, onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora. (DAp 158).

- O que o texto nos leva a dizer a Deus?

Rezamos ao Senhor, dizendo que o desejo receber no meu coração, mas não nos sentimos com a dignidade suficiente.

Eu não sou digno, Eu não sou digno, ó meu Senhor,
Eu não sou digno de que Tu entres, ó meu Senhor na minha casa, porque és tão Santo e eu pecador.
Eu nem me atrevo até pedir este favor, mas se disseres uma palavra, a minha casa se transformará. Uma palavra é suficiente, suavemente ela nos salvará.
Eu não sou digna, ó meu Senhor, eu não sou digna de que tu entres, ó meu Senhor,
Na minha casa. Meu coração é tão pecador que nem me atrevo a te pedir este favor.
Amém!

- Qual nosso novo olhar a partir da Palavra?

Hoje, louvamos a Deus porque Ele continua derramando seu amor em nós pelo Espírito Santo e nos alimentando com a Eucaristia, pão da vida. Nosso compromisso é participar mais assiduamente da Eucaristia.
(Se o enconro for com catequizandos da Eucaristia, colocar como compromisso o comprometimento fraterno em ajudar os necessitados a também ter pão).

Bênção

Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém

- Após a Leitura Orante convidar os crismandos para conhecer melhor a Festa de Corpus Christi.

Aprofundando:

Essa festa móvel da Igreja Católica celebra a presença de Cristo na Eucaristia. Corpus Christi significa “Corpo de Cristo”. Nessa festa se comemora a presença de Jesus Cristo na Eucaristia. Em cada Missa, os sinais do pão e do vinho se tornam misteriosamente o Corpo e o Sangue de Cristo. A festa de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Festa da Santíssima Trindade, que acontece no Domingo depois de Pentecostes.

O Corpo de Cristo, a hóstia consagrada, deixa a tranquilidade dos sacrários e cibórios, abandona a imobilidade das igrejas e a escuridão das capelas, santuários e catedrais. Ele percorre as ruas e praças, exposto numa custódia ou ostensório, cercado por uma multidão, brilhando ao sol ou abrigado da chuva por um pálio, um sobre véu portátil sustentado por varas. Caminha descuidadamente, dourando-se ao sol, sobre efêmeros e mágicos tapetes coloridos, obras de arte destinadas a voar e durar um dia

Porque temos esta festa? A Santa Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV em 11 de agosto de 1264.

Uma das tradições da festa é a Procissão. No dia de Corpus Christi, os fiéis enfeitam as ruas por onde a hóstia consagrada irá passar. Este gesto nos lembra a caminhada do povo de Deus, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com o maná (Ex 16) no deserto. Hoje o povo é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

O dia da instituição da Eucaristia é a Quinta-feira Santa, mas a lembrança da Paixão e Morte do Salvador não permite uma celebração festiva. Por isso, é na Festa de Corpus Christi que os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia.

Todo católico deve participar dessa procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. É o Senhor que vem visitar o seu povo.


Ostensório
é um objeto litúrgico utilizado na exposição para adorações e na procissão com o Santíssimo Sacramento.

(Verificar a possibilidade de mostrar o ostensório da paróquia aos crismandos)




Motivação: 

Se essa rua, se essa rua fosse sua... O que você faria?

Mandava “tapetar”! Não podendo ladrilhar ruas com pedrinhas de brilhante, em muitas cidades portugueses e brasileiras, o costume católico é ornamentá-las na Festa de Corpus Christi com flores e desenhos para o grande e maior dos Amores passar. As ruas por onde passa a procissão de Corpus Christi são forradas com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa feitos de flores, serragem colorida, pó, cascas e grãos de café, bagaço de cana-de-açúcar, palha de arroz e diversos grãos. São verdadeiras obras de arte, efêmeras como o perfume e a beleza das flores. O costume, meio esquecido por uns tempos, tem ganhado força e participação. Cresce ano a ano.

Ornar a rua é absolutamente democrático e ocorre durante a noite e a madrugada anterior à procissão. As casas também recebem adornos, vasos de flores nas fachadas, belas toalhas rendadas e colchas decoradas são debruçadas nas janelas. Todos podem participar.

- Construir cartazes com os materiais que estão disponibilizado (Verificar antes o costume da paróquia e inserir os catequizandos na “construção” dos tapetes.

- E que tal adaptar a musiquinha para cantar enquanto se faz cartazes e ornamentação?

Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, Eu mandava “tapetar”
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Só pra ver, Só pra ver meu Jesus passar...

Fonte: Miranda, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades Católicas. Pgs. 162-164. Petrópolis: Vozes, 2007.

Ângela Rocha - Catequista
Graduada em Teologia pela PUCPR



sábado, 18 de maio de 2024

VEM ESPÍRITO SANTO, VEM!!


ROTEIRO DE ENCONTRO - PENTECOSTES
Catequese de Crisma
(Atos dos Apóstolos 1, 1-11)

AMBIENTAÇÃO: Mesa coberta com toalha vermelha. Círio pascal, pequenas velas (aquelas bem fininhas que não pingam). Uma pomba e as sete labaredas dos dons do espírito. Uma jarra com água. Uma pequena jarrinha com óleo bento (dos catecúmenos ou óleo abençoado pelo padre). Pode ser trazido também um ventilador para mostrar o vento. A bíblia (se for possível num ambão).

Iniciando o encontro: Distribuir as pequenas velas entre os presentes e acender o Círio. Pedir a cada um que, em fila, acendam a vela e retornem aos seu lugares ( A chama também pode ser passada de um para o outro).

- Fazer a leitura do “Texto de apoio”.

- Convidar a todos para fazer a oração do Espírito Santo.

Rezemos juntos:
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da Terra! Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos Vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de Sua consolação, por Cristo, Senhor Nosso. Amém!

- Fazer uma pequena introdução falando sobre a ação do Espírito Santo em nossos corações e na responsabilidade que Jesus nos deu de espalhar a sua Luz (palavra) pelo mundo. Em seguida pedir a cada um que espontaneamente ofereça essa luz a alguém que está precisando, uma família ou a alguém doente, etc.

LEITURA: Atos dos apóstolos, 1, 1-11.

Partilha: Refletir sobre o significado das palavras de Jesus:

Vocês receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a região da Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra.”

Esse poder e essa responsabilidade são dados a cada um dos cristãos. Todos somos enviados a espalhar a palavra pelo mundo. Incentivar os presentes a darem sua contribuição.

DE ONDE VEM O NOME “ESPÍRITO SANTO” (ORIGEM)?

Segundo o CIgC (691 a 693), Espírito Santo, é o nome próprio daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja recebeu este nome do Senhor e professa-o no Batismo dos seus novos filhos (Mt 28, 19).

O termo “Espírito” traduz o termo hebraico “Ruah” que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino (Jo 3, 5-8). Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo. Não se pode confundir com os outros empregos dos termos “espírito” e “santo”.

Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chamou-o de “Paráclito”, que é “aquele que é chamado para junto” (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7). Paráclito traduz-se habitualmente por “Consolador”, sendo Jesus o primeiro consolador (1Jo 2). O próprio Senhor chama ao Espírito Santo o “Espírito da verdade” (Jo 16, 13).

Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em São Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14; Ef 1,13); espírito de adoção (Rm 8, 15: Gl 4, 6); Espírito de Cristo (Rm 8, 9); Espírito do Senhor (2 Cor 3, 17); Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 19; 1 Cor 6, 11; 7, 40); em São Pedro, Espírito de glória (1 Pe 4, 14).

Falar sobre os símbolos do Espírito Santo: a água, o fogo, a pomba, o vento e o óleo, ETC. (ANEXO 1).

Observações: Para enriquecer o encontro é necessário que se faça algumas leituras prévias sobre o Pentecostes (a vinda do Espírito Santo em Atos 2, 1-13). Também Recomendo que se leia sobre os símbolos no Catecismo da Igreja católica a partir do item 694.

ENVIO: Enfatizar que com o óleo são ungidos os escolhidos de Deus. Por isso o símbolo maior do sacramento do crisma é o óleo ou unção. (CIgC 694 a 701).

- Fazer uma pequena cerimônia fazendo com o óleo uma cruz na mão direita de cada um dizendo: “Eu te envio em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Aceita esta missão?”.

Convidar a todos para rezar o Pai Nosso e despedir-se com carinho.

TEXTOS DE APOIO:

O ESPÍRITO SANTO DA FÉ E DA ESPERANÇA

O Mestre morrera... Medo e incerteza assolavam o coração e a mente. Aquele que viera cumprir o que os profetas disseram havia partido.

Não restara um “Reino” a ser desfrutado. O Rei estava morto. Fora condenado, surrado e sofrera na carne o que nenhum ser humano suportaria sofrer.

Sim, ele ressuscitara. Aparecera diversas vezes a eles naqueles dias. Mas, o que o Mestre quereria deles?

Estavam fracos, abatidos sem a sua presença, escondidos e com medo de falar Dele. Pessoas os procuravam querendo consolo. Consolo que mesmo eles, mesmo na presença de Maria, mãe e força para todos, não estavam tendo.

Quando é que o Senhor devolveria o Reino aos filhos de Israel? Quando eles deixariam de ter medo e teriam certeza de que Deus estava mesmo com eles?

Então veio a promessa! Ele os faria forte e derramaria sobre eles o dom do Seu Espírito. O Espírito Santo de Deus que tudo pode e fortalece.

E no 50º dia, um vento forte abriu as janelas do cenáculo e o ar circulou envolvendo a todos, línguas de fogo se espalharam e cada um dos que estavam presentes foi tocado. Imediatamente eles se viram cheios de sabedoria e podiam falar em todas as línguas.

Jesus cumprira a promessa: o Espírito Santo estava com eles. Pedro lembra o Profeta Joel:
“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar”. (Joel 2, 28-32).

Deus derramará seu espírito sobre todos. Seus filhos e filhas anunciarão a sua mensagem, os jovens terão visões e os velhos sonharão. Até os servos e servas serão tocados por Ele e anunciarão suas palavras. No céus aparecerão coisas espantosas e na terra haverá milagres. E no fim, quando vier o glorioso Dia do Senhor, todos que pediram ajuda do Senhor serão salvos.

A partir daquele momento os apóstolos passaram a fazer muitos milagres e maravilhas e todos se admiravam. Os cristãos se uniram e passaram a repartir uns com os outros tudo o que tinham...

Essa é a mensagem. O Espírito Santo se derrama sobre nós. Esse é o pedido de Jesus: Espalhemos a sua palavra sem medo. Façamos de nossa vida uma partilha.

Ângela Rocha
Catequista – Graduada em Teologia pela PUCPR

ANEXO 1:

OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO NO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (CIgC)

A ÁGUA

O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, pois que, após a invocação do Espírito Santo, ela se torna o sinal sacramental eficaz do novo nascimento. Do mesmo modo que a gestação do nosso primeiro nascimento se operou na água, assim a água batismal significa realmente que o nosso nascimento para a vida divina nos é dado no Espírito Santo. Mas, “batizados num só Espírito”, “a todos nos foi dado beber de um único Espírito” (1Cor 12, 13): portanto, o Espírito é também pessoalmente a Água viva que brota de Cristo crucificado (Jo 19, 34; 1 Jo 5, 8.) como da sua fonte, e jorra em nós para a vida eterna (Jo 4, 10-14; 7, 38: Ex 17, 1-6: Is 55, 1; Zc 14, 8: 1 Cor 10, 4. Ap 21, 6; 22, 17.). (CIgC 694).

A UNÇÃO (ÓLEO)

O simbolismo da unção com óleo é também significativo do Espírito Santo, a ponto de se tomar o seu sinônimo (1 Jo 2, 20. 27; 2 Cor 1, 21.). Na iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da Confirmação, que justamente nas Igrejas Orientais se chama “Crismação”. Mas, para lhe apreender toda a força, temos de voltar à primeira unção realizada pelo Espírito Santo: a de Jesus. Cristo (“Messias” em hebraico) significa “ungido” pelo Espírito de Deus. Houve “ungidos” do Senhor na antiga Aliança (Ex 30, 22-32), sobretudo o rei David (1Sm 16, 13.). Mas Jesus é o ungido de Deus de maneira única: a humanidade que o Filho assume é totalmente “ungida pelo Espírito Santo”. Jesus é constituído “Cristo” pelo Espírito Santo (Lc 4, 18-19; Is 61, 1). A Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo O anuncia como Cristo quando do seu nascimento (Lc 2, 11) e leva Simeão a ir ao templo ver o Cristo do Senhor (Lc 2, 26-27). É Ele que enche Cristo (Lc 4, 1) e cujo poder emana de Cristo nos seus atos de cura e salvamento (Lc 6, 19; 8, 46). Finalmente, é Ele que ressuscita Jesus de entre os mortos (Rm 1, 4; 8, 11). Então, plenamente constituído “Cristo” na sua humanidade vencedora da morte (At 2, 36), Jesus difunde em profusão o Espírito Santo, até que “os santos” constituam, na sua união à humanidade do Filho de Deus, o “homem adulto à medida completa da plenitude de Cristo” (Ef 4, 13), “o Cristo total”, para empregar a expressão de Santo Agostinho (Santo Agostinho, Sermão 341, 1, 1: PL 39, 1493: Ibid. 9, 11: PL 39. 1499.). (CIgC 695)

O FOGO

Enquanto a água significava o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito Santo, o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo. O profeta Elias, que “apareceu como um fogo e cuja palavra queimava como um facho ardente” (Sir 48, 1), pela sua oração faz descer o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo (1 Rs 18, 38-39), figura do fogo do Espírito Santo, que transforma aquilo em que toca. João Batista, que “irá à frente do Senhor com o espírito e a força de Elias” (Lc 1, 17), anuncia Cristo como Aquele que “há-de batizar no Espírito Santo e no fogo” (Lc 3, 16), aquele Espírito do qual Jesus dirá: “Eu vim lançar fogo sobre a terra e só quero que ele se tenha ateado!” (Lc 12, 49). É sob a forma de línguas, “uma espécie de línguas de fogo”, que o Espírito Santo repousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si (Act 2, 3-4.). A tradição espiritual reterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo (São João da Cruz, Llama de amor viva: Biblioteca Mística Carmelitana, v. 13 (Burgos 1931) p. 1-102; 103-213. [ID., Chama vida de amor: Obras Completas (Paço de Arcos, Edições Carmelo 1986) p. 829-957)].). “Não apagueis o Espírito!” (1 Ts 5, 19). (CIgC 696)

A NUVEM E A LUZ

Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as teofanias do Antigo Testamento, a nuvem, umas vezes escura, outras luminosa, revela o Deus vivo e salvador, velando a transcendência da sua glória: a Moisés no monte Sinai (Ex 24, 15-18), na tenda da reunião (Ex 33, 9-10) e durante a marcha pelo deserto (Ex 40, 36-38; 1 Cor 10, 1-2); a Salomão, aquando da dedicação do templo (1 Rs 8, 10-12). Ora estas figuras são realizadas por Cristo no Espírito Santo. É Ele que desce sobre a Virgem Maria e a cobre “com a sua sombra”, para que conceba e dê à luz Jesus (Lc 1, 35). No monte da transfiguração, é Ele que «sobrevém na nuvem que cobriu da sua sombra» Jesus, Moisés e Elias, Pedro, Tiago e João, nuvem da qual se fez ouvir uma voz que dizia: "Este é o meu Filho, o meu Eleito, escutai-O!" (Lc 9, 35). E, enfim, a mesma nuvem que «esconde Jesus aos olhos» dos discípulos no dia da Ascensão (At 1, 9.) e que O revelará como Filho do Homem na sua glória, no dia da sua vinda (Lc 21, 27). (CIgC 697)

O SELO

É um símbolo próximo do da unção. Com efeito, foi a Cristo que “Deus marcou com o seu selo” (Jo 6, 27) e é n'Ele que o Pai nos marca também com o seu selo (2 Cor 1, 22; Ef 1, 13; 4, 30). Porque indica o efeito indelével da unção do Espírito Santo nos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem, a imagem do selo (sphragis: selo, impressão de um selo) foi utilizada em certas tradições teológicas para exprimir o caráter indelével, impresso por estes três sacramentos, que não podem ser repetidos. (CIgC 698)

A MÃO

É pela imposição das mãos que Jesus cura os doentes (Mc 6, 5; 8, 23) e abençoa as crianças (Mc 10. 16). O mesmo farão os Apóstolos, em seu nome (Mc 16, 18; At 5, 12; 14, 3). Ainda mais: é pela imposição das mãos dos Apóstolos que o Espírito Santo é dado (At 8, 17-19; 13, 3; 19, 6). A Epístola aos Hebreus coloca a imposição das mãos no número dos “artigos fundamentais” do seu ensino (Heb 6, 2). Este sinal da efusão onipotente do Espírito Santo, guarda-o a Igreja nas suas epicleses sacramentais. (CIgC 699)

O DEDO

“É pelo dedo de Deus que Jesus expulsa os demônios” (Lc 11, 20). Se a Lei de Deus foi escrita em tábuas de pedra “pelo dedo de Deus” (Ex 31, 18), a “carta de Cristo”, entregue ao cuidado dos Apóstolos, “é escrita com o Espírito de Deus vivo: não em placas de pedra, mas em placas que são corações de carne” (2Cor 3, 3). O hino “Veni Creator Spiritus” invoca o Espírito Santo como “digitus paternae dexterae”- “Dedo da mão direita do Pai” (Domingo de Pentecostes, Hino das I e II Vésperas: Liturgia Horarum, editio typica, v. 2 (Typis Polyglottis Vaticanis 1974), p. 795 e 812. [Liturgia das Horas. vol. II p. 850 e 861. edição da Gráfica de Coimbra, 1999). (CIgC 700).

A POMBA

No final do dilúvio (cujo simbolismo tem a ver com o Batismo), a pomba solta por Noé regressa com um ramo verde de oliveira no bico, sinal de que a terra é outra vez habitável (Gn 8, 8-12). Quando Cristo sobe das águas do seu batismo, o Espírito Santo, sob a forma duma pomba, desce e paira sobre Ele (Mt 3, 16 e par). O Espírito desce e repousa no coração purificado dos batizados. Em certas igrejas, a sagrada Reserva eucarística é conservada num relicário metálico em forma de pomba (o columbarium) suspenso sobre o altar. O símbolo da pomba para significar o Espírito Santo é tradicional na iconografia cristã. (CIgC 701)

O VENTO*

Este é um símbolo comumente associado ao Espírito Santo, apesar de que, não é listado no CIgC como “símbolo” e sim como origem do “nome”. (cfe CIgC (691 a 693).

Em At 2, 1s, encontramos: “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reu­nidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados”. Esse texto leva à raiz da palavra “espírito”. O espírito alude ao ato de inspirar ou respirar, como se vê pela etimologia da palavra “respiração”.

Por isso, o Espírito de Deus é o sopro ou hálito de Deus, a Ruah Adonai: “O Espírito [ruah] de Deus pairava sobre as água” (Gn 1, 2); “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas o sopro [ruah] da vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2, 7). Essa imagem do vento impetuoso é um lembrete de que o Espírito Santo nos devolve e sustenta a vida. O Espírito Santo é como um vento impetuoso, que nos inspira a vida divina.

FONTE:
JOÃO PAULO II. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (CIgC). O Espírito Santo - A Profissão da fé, segunda seção, capítulo terceiro, parágrafos 691 a 701.São Paulo: Edição típica Vaticana, Loyola, 2000.

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