CONHEÇA!

domingo, 5 de março de 2017

O SACRAMENTO DA MATURIDADE: "O" CRISMA OU "A" CRISMA"?

E como é que se fala mesmo?


Na verdade esta é uma questão semântica (sentido das palavras e da interpretação das sentenças e dos enunciados): O Crisma ou A Crisma?

O correto é: O Sacramento DA Crisma ou A Crisma! (feminino, portanto). O que, às vezes, gera um pouco de confusão é o fato de o Óleo (A MATÉRIA) da Crisma ser chamado O Crisma! (óleo abençoado na Quinta-Feira Santa).

O Batismo se acha estritamente associado ao Sacramento da Confirmação (ou Crisma), pois este, como diz o nome, confirma e leva à plenitude o Batismo; É o Sacramento da Maturidade cristã.

Em poucas palavras, o Sacramento da Crisma é a consolidação pentecostal do Batismo; é a consumação do Batismo. Isto vem indicado pelo próprio rito batismal, pois ao final da cerimônia batismal o neófito é ungido com o óleo da Crisma – unção esta que ainda não é o Sacramento da Crisma. Assim, embora seja um Sacramento próprio, a CRISMA fica intimamente vinculada ao Sacramento do Batismo, como também ao da Eucaristia, constituindo a tríade dos Sacramentos da Iniciação Cristã.



Assim como o Batismo tem suas raízes na Páscoa ou nos eventos da Morte e Ressurreição de Cristo, a CRISMA tem sua base em Pentecostes ou na efusão do Espírito Santo enviado por Cristo como continuador da Missão de Jesus.

São Tomás de Aquino (+1274) concebeu a CRISMA como Sacramento da maturidade cristã, que dispõe o cristão não somente a se santificar, mas também a se comprometer com a santificação do mundo na vida pública. O santo mestre considera os Sacramentos da Iniciação Cristã em analogia com a vida do corpo:

– Ao nascimento físico corresponde o Batismo como regeneração espiritual;
– Ao crescimento corpóreo corresponde a CRISMA, como entrada na maturidade espiritual;
– À alimentação corporal corresponde a Eucaristia como pão da vida espiritual.

IDADE PARA A CRISMA

O Código de Direito Canônico prescreve “a idade de discrição” (cânon 891) para que alguém possa receber a CRISMA (seria a idade de sete anos completos). Mas permite que as Conferências Episcopais determinem outro termo. No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos pede atenção para a maturidade, na fé, do crismando e para sua inserção numa comunidade viva; este critério leva a postergar o Sacramento para a faixa dos 12 aos 16 anos, certamente após a Primeira Eucaristia – o que dá ocasião a uma catequese mais profunda e sólida.

PADRINHOS

Para a CRISMA (como também para o Batismo) pode haver padrinho e madrinha ou apenas um dos dois. Para que alguém possa ser padrinho ou madrinha da CRISMA (ou do Batismo), é necessário que:
1) seja designado pelo próprio candidato, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes ou, na falta deles, pelo próprio ministro do Batismo, e tenha aptidão e intenção de cumprir este encargo;
2) tenha completado dezesseis anos de idade (podendo-se admitir exceções por justa causa);
3) seja católico, crismado; já tenha recebido a Sagrada Eucaristia e leve uma vida digna;
4) não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica;
5) não seja pai ou mãe do candidato, pois os padrinhos devem fazer as vezes do pai ou da mãe em caso de necessidade. (Ver cânon 874).

É desejável que se assuma como padrinho (ou madrinha) de CRISMA a mesma pessoa que assumiu este encargo no Batismo. Assim o padrinho testemunharia publicamente que cumpriu sua tarefa e se evitariam convites de significado meramente social.

Embasamento bíblico:

Jz 3,10; 6,34; 11,29; 13,26; 14,6.19;15,14;
1Sm 10,1; 16,12; 1Rs 1.39;
Jo 7,37-39
At 19,6; 8,14-17;19,1-7

Fonte: “Curso sobre os Sacramentos”. Escola Mater Ecclesiae. Pe. Estêvão Tavares Bettencourt O.S.B. pág. 43 e 44.

sábado, 4 de março de 2017

ESTA É A SUZANA LOSSURDO...


"Meu nome é Suzana, para falar a verdade nem sei como vim parar no grupo há anos atrás. Já presenciei coisas inacreditáveis, meio bizarras, catequistas sem noção de nada se achando donas da verdade, com isso percebi que tudo que sei era bastante até ontem. Encontro aqui, pessoas que, assim como eu, já pensaram em abandonar tudo, mas acabam deixando para fazê-lo em outro dia. O conhecimento só é valioso quando partilhado e aqui neste grupo, temos um tesouro valiosíssimo: a partilha. Não consigo acompanhar do jeito que gostaria, mas nas minhas dúvidas é aqui que encontro as certezas!!!
Paroquia Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Barra Bonita - SP."

Obrigada Suzana Lossurdo! Também não sei como você veio parar aqui... rsrsrsr... Mas, sua presença é sempre especial para nós!

PAINEL DE ORAÇÃO

Estamos no Ano Mariano! E pedimos de modo especial neste Jubileu dos 300 anos das nossa Padroeira que ela interceda por nós junto a Deus Pai.


Que tal incentivar as crianças a pedir a intercessão de Nossa Senhora Aparecida em suas orações? As crianças, às vezes, tem dificuldade de expressar  em voz alta suas orações e preferem não falar. Mas, elas podem escrever num papel! 


É só criar um PAINEL DE ORAÇÃO, usando a sua criatividade!



Este painel foi feito em papel cartaz e colada uma imagem de Nossa Senhora Aparecida (encontrei nas Livrarias Paulinas). Depois peguei duas caixinhas de embalagem e colei embaixo. Aproveitei algumas florzinhas de decoração que tinha em casa para deixar mais bonita.

Na hora da oração, incentive as crianças a escreverem suas orações e pedidos num papel e depois, colocar numa das caixinhas do painel. Depois que todas fizerem isso, de mãos dadas rezem uma Ave Maria e um Pai Nosso pelas orações colocadas ali.


No encontro seguinte, estas orações podem ser lidas e partilhadas. Cada catequizando pega uma das orações e lê par ao grupo. E durante o encontro, ou no final, a qualquer momento que a catequista tiver oportunidade, peça que se escrevam orações e coloquem nas caixinhas novamente. Desta forma a cada encontro termos orações a serem lidas durante todo o Ano Mariano.

Aqui imagens que vi na internet e que me inspirou a criar o painel:




Ângela Rocha
Catequista

sexta-feira, 3 de março de 2017

CAIXINHA DE MOTIVOS DE ORAÇÃO


 
Uma sugestão que peguei de um blog de uma educadora que pode ser adaptada para as turmas da catequese.

A ideia é confeccionar uma caixinha com “Motivos de oração”. É uma caixinha, simples, aqui foi feita com caixinha de leite e dentro várias sugestões de início de oração ou objetivo de oração. Funciona como uma caixinha de Versículos Bíblicos. A caixinha pode ficar na sala da catequese, numa mesa ou a catequista pode carrega-la consigo e trazer no encontro. E a cada encontro a Catequista e os catequizandos orem com um propósito diferente, pegando um dos cartõezinhos da caixa.



A caixa de leite foi recortada ao meio, encapada com papel sulfite, para que ficasse com fundo branquinho e revestida com papel de seda amassadinho, fica um visual muito bonito. Use bastante cola tanto para colar os papeis, quanto para pincelar depois de pronta, vai ficar com uma "dureza" e um brilho bem bonito! Coloque quantas orações quiser e couber.



Digite várias orações, recorte mais ou menos do tamanho da meia caixa e depois cole em papel dupla face colorido, guardando na caixinha.



E não esqueça de orar em todos os encontros!

OBS. Os catequizandos podem também fazer sugestões de orações para enriquecer os propósitos de oração.




ESTE É O CLAUDINEI CIRINO...


"Sou Claudinei, da Paroquia N. Sra. Desatadora dos Nós, de Presidente Prudente - SP. Acompanho o grupo já há alguns anos e ele tem me ajudado muito com sugestões de encontros, material de formação, entre outros. Tudo tem sido muito útil na minha caminhada como catequista. Também compartilho muita coisa com outros catequistas da paróquia."

Obrigada Claudinei pela sua partilha!

HOMILIA: 1º DOMINGO DA QUARESMA - ANO A

“O SENHOR FORMOU O  HOMEM DO PÓ DA TERRA...” (Gn 2,7). 

Esta afirmação nos remete a uma das exortações prescritas para a distribuição das cinzas: “Lembra-te que é pó, e ao pó voltarás”. De fato, somos pós, terra, fragilidade. O ser humano vive do sopro divino, mas não perde a sua fragilidade, e Deus sabe de que barro somos feitos. A Quaresma é uma oportunidade para nos lembrarmos de nossa condição, deixando de lado o orgulho autossuficiente, faz-nos conscientes de que a tentação pode nos fazer sucumbir.

O deserto é um lugar teológico de profundo significado. Não se trata de um espaço geográfico, mas de uma experiência espiritual de solidão e silêncio. Somente quando nos afastamos dos ruídos, da agenda atribulada, das superficialidades da vida e até mesmo das pessoas, por algum tempo, poderemos olhar para o profundo de nosso coração. Lá não encontraremos apenas bondade, mas muitas necessidades não satisfeitas, ambições desordenadas, seguranças falsas. É importante deixar-se conduzir ao deserto para perceber quais são as vozes que gritam dentro de nós. Um pouco da ausência das ilusões desta vida nos ajudam a perceber o quanto elas nos fazem falta. A experiência do deserto descrita no Evangelho é uma luta contra as tentações. É necessário que o demônio se mostre, que o mal se faça emergir para que saibamos contra o que lutamos.

Mesmo Jesus, o Filho de Deus, foi tentado a sucumbir, foi tentado a deixar o seu projeto em prol do Reino e da salvação para abraçar seguranças do prazer, do ter, do poder. Tais tentações acompanharam Jesus durante toda a sua vida, e acompanham também a nossa vida. Todos nós desejamos sempre substituir Deus por coisas, situações e pessoas. Queremos ser tão donos e controladores de nossas vidas, de modo a não admitirmos que algo possa atrapalhar cada passo imaginado em busca da autossatisfação. Mas a vida não é assim... A vida é um mistério que de desvela, e somente pode ser compreendido à luz de Deus que não nos deixa ao largo do caminho...

As tentações são bem localizadas na cena do Evangelho: o prazer, o ter e o poder:

a) “Se és filho de Deus, manda que estas pedras se mudem em pão”. É a tentação de buscar ser saciado a todo custo. Hoje temos um cardápio de possibilidades para nos saciar: restaurantes, lazeres, compras, programas televisivos. Podem facilmente nos colocar na condição da futilidade, de uma vida sem projeto, inundada no prazer momentâneo das coisas que nos ocupam o tempo, enquanto não estamos trabalhando. É importante ter o necessário, o pão de cada dia, mas não o excesso dos prazeres. O pior é pensar que os prazeres são essenciais para que a vida possa seguir o seu curso. O extremo é deixar de lado o que nos preenche verdadeiramente: o pão da Palavra e o Pão da Eucaristia. Nada pode ocupar o lugar de Deus em nossa vida: “Não só de pão vive o homem”.

b) “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória...” O diabo é o doador dos bens, mas pede adoração. É fácil nos curvarmos diante dos bens deste mundo, pois estamos na sociedade do consumo. A cada instante, os comerciais nos dizem que adquirir determinado produto vai nos fazer mais felizes. Mas a felicidade jamais está no possuir. O apego aos bens deste mundo são ilusões, fazem-nos desviar do sentido verdadeiro da existência, fazem-nos não confiar em Deus - o verdadeiro tesouro. Precisamos viver com liberdade diante dos bens, partilhando e despojando-nos do que atrapalha.

c) “Se és filho de Deus, atira-te daqui para baixo”. É a tentação de se usar o poder para o exibicionismo, em benefício próprio... Também queremos o prestígio, o reconhecimento, a fama... O poder é mais destrutivo do que o próprio dinheiro e acúmulo de bens. Somos tentados a fazer mal uso do poder para nos contentar em nosso desejo de ter autoridade. Queremos, também, ter o controle mágico sobre a vida, o controle total sobre o presente e o futuro. Mas a vida segue com suas surpresas. A confiança em Deus faz-nos encontrar nas surpresas, o Espírito.


Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese Curitiba - PR

quinta-feira, 2 de março de 2017

ESTA É A GABRIELLY COLOMBO COSTA...

Oi Angela!
Dizem que as melhores coisas da vida acontecem sem a gente planejar.
No ano de 2016 tive a comprovação disso. Não estava nos meus planos ser catequista naquele ano. Mas, Deus queria que eu fosse. Então, na missa da abertura da catequese, eu cheguei mãe e saí catequista! Fui levar meus filhos para iniciar o ano catequético e, diante da necessidade da equipe em ter mais uma catequista, assumi uma turma. Já tinha uma boa caminhada na comunidade e sempre participei ativamente. Foi um ano de muito aprendizado pra mim! Foi uma grande oportunidade de crescer na fé e de crescer como pessoa. A cada encontro que eu preparava, eu também aprendia mais sobre o tema. Hoje não me vejo mais fora da catequese!
Entrei no grupo Catequistas em Formação há pouco tempo, mas fui tão bem acolhida e encontrei aqui tanto material interessante, tantas ideias fantásticas e tantas discussões enriquecedoras que já me sinto participante do grupo há muito tempo! Posso dizer que esse grupo nos deixa realmente em casa!
Admiro o respeito que os membros tem entre si e a generosidade em partilhar as boas sugestões e transmitir os seus conhecimentos!
Que Deus conserve esse grupo unido na caminhada, em prol da evangelização de nossos catequizandos! Grande abraço!
Sou da Paróquia Nossa Senhora da Glória -  Colatina - ES


Muito bom Gabrielly Colombo Costa! Que bom ter você aqui conosco!

quarta-feira, 1 de março de 2017

REZEM O TERÇO TODOS OS DIAS...


Havia uma senhora muito simples, devota de Nossa Senhora, que vendia frutas e verduras na vizinhança. Certo dia, Tia Joana, como era conhecida por todos, foi vender suas verduras na casa de um protestante e perdeu o seu terço no jardim da casa dele.

Passados alguns dias, Joana  voltou novamente àquela casa a  fim de ver se encontrava o seu querido tercinho. O protestante assim que a viu foi logo ao encontro de Tia Joana dizendo para ela de modo sarcástico:
- Você perdeu o seu Deus?
Ela humildemente, respondeu:
-  Eu, perder o meu Deus? Nunca!
Ele, então, pegou o Terço e disse:
- Não é este o seu Deus?
Ao que ela respondeu:  
- Graças a Deus o senhor encontrou o meu Terço. Muito obrigada.
 E ele disse então:
- Por que você não troca este cordão com estas sementinhas baratas pela Bíblia?
Ao que ela disse:                         
- Porque a Bíblia eu não sei ler, mas o com o Terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no coração.
Ele, curioso, disse:                                
- Medita a palavra de Deus? Como assim?
Pegando o Terço, tia Joana respondeu:
-  Posso sim...

Quando eu pego a cruz, lembro-me que o Filho de Deus deu todo o Seu Sangue pregado numa Cruz para salvar a humanidade.
Esta primeira conta grossa, já me lembra que há um só Deus onipotente.
E estas três contas pequenas me lembram as Três Pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Essa outra conta grossa me lembra a oração que o Senhor mesmo nos ensinou que é o Pai Nosso.
O terço tem 5 mistérios que fazem as 5 chagas de Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem 10 Ave-Marias, que me fazem lembrar os Dez Mandamentos que o Senhor mesmo entregou a Moisés.
Já o Rosário de Nossa Senhora tem 20 Mistérios que são: os cinco gozosos, os cinco dolorosos, os cinco gloriosos e os cinco luminosos. De manhã, quando me levanto para iniciar a luta do dia rezo os gozosos, pensando no pobre lar e na humilde vida de Jesus, Maria e José. No meio dia, no meu já grande cansaço, na fadiga do trabalho, e no pensamento do que ainda falta para terminar o dia e poder descansar, eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada do meu Senhor Jesus Cristo para o Calvário, tão cheio de dores e tão cheio de cansaço. Quando chega o fim do dia, com as lutas todas vencidas, eu rezo os mistérios gloriosos, que me recordam que Jesus venceu a morte para, por amor, dar a salvação a toda humanidade. Antes de me deitar à noite, eu rezo os mistérios luminosos, pedindo ao Senhor que me traga de novo a luz do dia, para que eu comece de novo o dia na luz da fé e ne esperança da sua vinda

Ele, depois de ouvir tudo isso, disse simplesmente:
-  Eu não sabia disso. Ensina-me, então, a oração do Terço!

Que tal retomarmos ou reforçarmos essa oração simples e popular que conservou e alimentou a fé de tantas pessoas?

(Autor Desconhecido)

Neste texto, não havia menção aos Mistérios Luminosos. Eu coloquei ao final, lembrando que o Papa João Paulo II acrescentou à oração do Terço, os “Mistérios da Luz” ou Luminosos, que falam da Vida Pública de Jesus.
1º mistério: O Batismo de Jesus.  
2º mistério:  Jesus se revela   nas Bodas de Canaá.
3º mistério:  Jesus anuncia   o Reino de DEUS.
4º mistério:  A Transfiguração de Jesus.        
5º mistério:  Jesus institui a EUCARISTIA na Ceia Pascal.



ESSA É A ALÂNIA BARBOSA...


"Olá bom dia. Eu vi a sua postagem no face e quero dizer que esse blog e essa página no face do catequistas em formação me ajudou muito. Meu testemunho é de uma jovem Onde digamos que de forma bem inesperada recebeu um convite para ser catequista. Estava na capela em minha comunidade quando uma menina me chamou para dar junto com ela encontros de catequese de crisma. No momento eu relutei porque nunca tinha dado uma catequese antes e fiquei com medo. Passou dias e eu ainda relutava. Mas, depois aceite o convite. Uma catequista de primeira viagem, e logo de qual: crisma!
Mas eu aceitei. Senti um desafio para comigo , sentia que jesus de uma certa me pedia para que eu fosse.
Estou com um ano e meio de caminhada junto com minha colega.
E eu tenho a dizer que essa página no Facebook foi uma mão na roda como diz o ditado popular. Porque ela nos ensina não a ensinar mas, a ser um catequista. Nos instruí como agir ,como aprender a ser um catequista como Jesus quer. Eu amo essa página. Parabéns a vocês por esse belo trabalho. Obrigada. Meu nome é Alânia Aparecida Barbosa. Moro na cidade de Flores – PE. Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Diocese de Garanhuns


Parabéns Alânia Barbosa! Que este amor dure para sempre! Aliás, costumo dizer que a catequese é uma doença "contagiosa", quando a gente pega não não tem cura. rsrsrsr

CURIOSIDADES DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Este texto é do Pe. Cristovam Iubel, publicado em formato de Folder pela Editora Pão e Vinho. E ajuda a responder muitos questionamentos e curiosidades levantadas sobre a missa da Quarta feira de Cinzas. 

É interessante explicar aos catequizandos, sem, no entanto, “transportar” o rito para a sala de catequese. Que fique um gosto de “quero mais”, despertando a vontade de participar das celebrações no futuro. Lembrem-se que a catequese deve "conduzir" à liturgia. Atenção também para a idade dos catequizandos. O Ano Litúrgico e os tempos são tratados na fase imediatamente anterior à primeira eucaristia.

01. O que a Igreja celebra na Quarta-feira de Cinzas?

Celebra o Início da Quaresma, tempo do ano litúrgico que convida os católicos e demais pessoas à conversão de vida e os prepara para o Tríduo Pascal, isto é, para a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

02. O que são as cinzas?

São resíduos em forma de pó, provenientes da queima dos ramos, palmas, ervas, bentos no Domingo de Ramos do ano anterior.

03. O que as cinzas simbolizam?

Simbolizam a transitoriedade da vida neste mundo, ou seja, que somos peregrinos a caminho de um novo céu e uma nova terra. Estamos de passagem por este mundo; ele não é a nossa casa definitiva. A “debilidade” das cinzas faz lembrar a fragilidade humana.

04. O que o Antigo Testamento diz sobre as cinzas?

• Elas simbolizam o pecado, a fraqueza humana consciente diante da santidade de Deus que deve resplandecer em seu povo (Cf. Is 44,20; Sb 15,10; Ez 28,18; Ml 3,21; Gn 18,27; Sl 17,32).
• Elas sinalizam o arrependimento de quem pecou (Cf. Jt 4,11-15; 9,1; Ez 27,30; Jó 42,6; Jn 3,6).
• Elas manifestam a tristeza (Cf. 2Sm 13,19) e a inquietude de quem se sente ameaçado de morte (Cf. Est 4,1-4; 1Me 3,47; 4,39).
• Elas denunciam a miséria (Cf. Jó 30,19) e o luto (Cf. Jr 6,26).
• Elas alimentam o infeliz (Cf. Sl 102,10; Lm 3,16).
• Elas revelam a força do Messias, que as transformará em coroa de glória (Cf. 61,3).

05. As cinzas são citadas no Novo Testamento?

Sim, três vezes.
• Jesus censura duas cidades – Corazaim e Betsaida – por não terem acolhido o Evangelho (Cf. Mt 11,21; Lc 10,13).
• O Autor da Carta aos Hebreus recorda de um antigo sacrifício feito pelos hebreus(Cf. Hb 9,13).
• O apóstolo Pedro lembra da sorte das cidades de Sodoma e Gomorra (Cf. 2Pd 2,6).

06. Como é feita a imposição das cinzas?

É feita com a colocação de um pouco de cinza sobre a cabeça, ou sobre a fronte (em forma de cruz), de quem se apresenta para recebê-la. Enquanto a recebe, o ministro que administra convida para a conversão, repetindo as palavras de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).

07. Quando a Igreja começou a impor as cinzas?

Oficialmente em torno do ano mil, embora já houvesse o costume em algumas dioceses há mais tempo. Estudiosos de liturgia situam a introdução da Quarta-feira de Cinzas pelo papa Gregório I, no sínodo de Benevento, em 1091.

08. Quem impõe as cinzas?

Os ministros ordenados – diáconos, presbíteros e bispo – e, sempre que houver necessidade, ministros leigos designados pelo diácono ou pelo sacerdote(presbítero e bispo). Isso acontece quando o número de pessoas que se apresenta para receber as cinzas é muito grande, o que faria com o tempo de imposição das cinzas fosse excessivo. A resolução coo esta, em favor dos fiéis, a Igreja dá a designação de “razão pastoral’.

09. Quem pode receber as cinzas?

Todas as pessoas que estejam dispostas a buscar a conversão, isto é, a mudar a vida para melhor.

10. As cinzas fazem milagres?

Não é esta a intenção da imposição das cinzas, mas para quem tem o coração aberto a Deus todas as ocasiões – especialmente a celebração eucarística – podem trazer graças e bênçãos.

11. Quais são as disposições necessárias para receber as cinzas?

Entre outras, as seguintes: 
1. Disposição para iniciar uma mudança de vida, abandonando o mal e aderindo ao bem;
2.Disposição para reconhecer as próprias faltas, arrependendo-se delas;
3. Disposição para entrar num processo de conversão, fazendo do dia a dia tempo de uma nova vida;
4. Disposição para comprometer-se com Jesus, tendo-o como Caminho, Verdade e Vida; 
5. Disposição para praticar o “mandamento dos mandamentos”: Amar a Deus e ao próximo; 6. Disposição para perdoar e para acolher o perdão; 
7. Disposição para levantar-se após as quedas, pedindo perdão pelos pecados cometidos e perseverando na prática do Evangelho; 
8. Disposição para trocar a injustiça pela justiça, a mentira pela verdade, o ódio pelo amor.

12. Em outras palavras, é ter disposição para tornar-se uma nova pessoa?

Sim. Para compreender isso, é interessante recordar o que disse o apóstolo Paulo aos efésios: “Não persistais em viver como os pagãos, que andam a mercê de suas ideias frívolas. têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração nos mantem afastados da vida de Deus. Indolentes, entregaram-se à dissolução, á prática apaixonada de toda espécie de impureza. Vós, porém, não foi para isto que vos tornastes discípulos de Cristo, se é que o ouviste e dele aprendeste, como convém à verdade em Jesus. Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências (=cobiça) enganadoras. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4,17-23).

13. As cinzas nos transformam em novas pessoas?

Não. As cinzas são um sinal de que estamos dispostos a mudar, contando com a graça de Deus. Ao recebê-las, estamos manifestando a nossa disposição em nos converter. Somente receber as cinzas não resolve nada; a graça de Deus age em nós desde que estejamos sinceramente dispostos a viver uma nova vida.

14. Que ligação existe entre a Quarta-feira de Cinzas e a Quaresma?

Além de abrir o tempo da Quaresma, a Quarta-feira de Cinzas é um convite a quem as recebe para que participe de todas as celebrações do período quaresmal, bem como do Tríduo Pascal. Assim, somos convidados e auxiliados a trocar o coração de pedra por um coração de carne (Cf. Ez 11,17-21). Quem participa da Quarta-feira de Cinzas, mas, não da Quaresma começa bem, mas fica apenas no propósito, o que é pouco e insuficiente (Cf. Lc 14, 25-35).

15. A Quarta-feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência?

Sim. Eis o que diz a respeito o diretório de Liturgia: “Estão obrigados à lei da abstinência (de carne) aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei de jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os sessenta começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência em razão da pouca idade. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia” (2011, p.20).

16. Posso participar da celebração da Quarta-feira de Cinzas e levar cinza para as pessoas enfermas e/ou idosas de minha casa?

Sim, a não ser que haja alguma recomendação em contrário por parte da sua paróquia. Na dúvida, converse a respeito com os ministros que distribuirão as cinzas em sua comunidade.

17. O que mais se celebra na Quarta-feira de Cinzas?

A abertura da Campanha da Fraternidade. A conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a promove todos os anos, durante a Quaresma, “cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. A Campanha da Fraternidade ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola” (Diretório da Liturgia, CNBB, 2011, p. 70). Ao participar das celebrações e atividades pastorais de sua comunidade, você conhecerá o tema e o lema da Campanha da Fraternidade deste ano, e será convidado a refletir, com todas as dioceses do Brasil, sobre como transformar a sociedade a partir de si mesmo, da convivência com os outros e com a natureza e do relacionamento com Deus. A Campanha da Fraternidade é celebrada durante a Quaresma, mas a extrapola, já que seu raio de ação tem como alcance toda a vida.

18. Para Concluir

“Essencialmente (a imposição das cinzas) é um gesto de humildade, que significa: reconheço-me por aquilo que sou, uma criatura frágil, feita de terra e destinada à terra, mas também feita à imagem de Deus e destinada a Ele. Pó, sim, mas amado, plasmado pelo seu amor, animado pelo seu sopro vital, capaz de reconhecer a sua voz e de lhe responder; livre e, por isso, também capaz de lhe desobedecer, cedendo à tentação do orgulho e da auto suficiência. Eis o pecado, doença mortal que muito depressa começou a poluir a terra abençoada que é o ser humano. Criado à imagem do Santo e do Justo, o homem perdeu a inocência e agora só pode voltar a ser justo graças à justiça de Deus, a justiça do amor. Abramos a terra à luz do céu, à presença de Deus no meio de nós (Bento XVI, 17/02/2010).

Pe. Cristovam Iubel
Diocese de Guarapuava – PR.


OBS. Este e outros folders explicativos podem ser adquiridos pela internet no endereço da Editora: