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quinta-feira, 4 de julho de 2024

SANTÍSSIMA TRINDADE - ROTEIRO DE ENCONTRO

Imagem: Paróquia Bom Pastor - RJ.

SANTÍSSIMA TRINDADE
Encontro Celebrativo

Interlocutores: Crismandos ou adultos.

Objetivos do encontro: Lembrar a solenidade da Santíssima Trindade aos crismandos, que, com certeza já viram o tema na catequese de eucaristia. Não se trata aqui de “explicar” a Trindade, mas, de celebrar a data.

Ambientação: Bíblia, cruz, velas (devem ser acesas durante a celebração), ícone da Santíssima Trindade.

Iniciando o encontro: Convidar a todos para entrar em clima de oração para a celebração.

Oração inicial:

Pai eterno, a criação que tirastes vós do nada,
Repousando em vossa mão, um acorde brada:
Quem me fez foi vosso amor, Glória a vós, Pai criador!
Filho eterno, nosso irmão, vossa morte deu-nos vida,
Vosso sangue, salvação. Toda a igreja, agradecida,
Louva, exalta a vós, Jesus, glória canta a vossa cruz!
Deus Espírito, sol de amor, procedeis do Pai, do Filho.
Vossos dons sempre mandais a nós pobres que louvamos
Santo, santo é o Senhor, Uno e Trino, Deus de amor.

D.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T.: Amém.

D.: Ao celebrarmos a solenidade da Santíssima Trindade, tomamos consciência da verdadeira face daquele Deus que Jesus nos revelou, por isso, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo, estejam sempre conosco.

T.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ato Penitencial:

D.: O sinal da cruz que traçamos em nosso corpo no início desta celebração é a nossa profissão de fé no Deus Trino, o único Deus que é Pai e Filho e Espírito Santo, o Deus que por amor nos criou e nos redimiu. Para estar na presença do Deus três vezes santo e ouvirmos dignamente a sua Palavra, peçamos perdão para sermos purificados de nossos pecados.

(Breve momento de silêncio)

D.: Senhor, enviado pelo Pai para buscar os perdidos, tende misericórdia de nós.

T.: Senhor, tende piedade de nós!

D.: Cristo, que continuais a nos visitar com a graça do seu Espírito, tende misericórdia de nós.

T.: Cristo, tende piedade de nós!

D.: Senhor, que vieste criar um novo mundo fundado no Amor, tem piedade de nós.

T.: Senhor, tende piedade de nós!

D.: Deus Todo-Poderoso, tenha misericórdia de nós, perdoe nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T.: Amém.

Hino de louvor (orado ou cantado):

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

D.: Oremos

Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a Unidade onipotente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

T.: Amém.

Leitura Bíblica: Mt 28,16-20

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espirito Divino, ao Deus que é, que era e que vem pelos séculos. Amém.

L.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

T.: Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. Palavra da Salvação.

T: Glória a vós, Senhor.

(Pequeno momento de silêncio, meditação ou partilha da Palavra)

O mistério da Trindade – Santo Agostinho

Caminhando na praia deserta me vi a pensar no mistério da Trindade Santa. Quando ao longe um menino tentava com uma concha colocar o mar num buraquinho na areia. Logo me aproximei dizendo a ele que era um trabalho em vão. Qual surpresa, era um anjo! Que me olhou e então me disse: "É mais fácil pôr o mar aqui que compreenderes a Trindade e todo o seu mistério".

D.: Vamos professar juntos nossa fé:

T.: Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Preces

D.: Elevemos os nossos corações, nosso pensamento, nosso olhar para o alto e intercedamos pelas nossas necessidades na terra.

L.: Ó Santíssima Trindade, quando fomos batizados o ministro fez cair água três vezes sobre nossas cabeças e disse: "Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo"... Fomos, portanto, batizados na trindade do seu amor. Ajuda-nos a difundir entre nós esta comunhão de amor para sermos dignos de ser chamados "Filhos de Deus", rezemos.

T.: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

L.: Ó Deus Pai, abre os nossos olhos ao espanto e a maravilha diante da beleza e à harmonia da criação, abre os nossos lábios ao agradecimento por nos tê-la confiada e abre as nossas mãos à ação responsável para guardá-la com cuidado e amor, rezemos…

L.: Ó Jesus, Filho de Deus, com a tua encarnação, morte e ressurreição revelaste-nos o rosto de Deus, ajude-nos a observarmos o teu novo mandamento de amar-nos uns aos outros como nos amaste, rezemos ...

L.: Ó Espírito Santo, inflama os nossos corações com o fogo da caridade para conhecer a Deus, amá-lo e servi-lo com humildade, fidelidade e generosidade, rezemos ...

(Preces espontâneas...)

D.: Ó Deus, nosso Pai, nos tornamos intercessores diante de Ti, pedimos, se for da tua vontade que, atenda as preces que fizemos comunitariamente e aquelas que estão no silêncio do nosso coração. Por Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espirito Santo.

T.: Amém.

D.:. Em Jesus encontramos a graça do Senhor, um Deus misericordioso e compassivo, lento para a ira, rico em graça e fidelidade. É por isso que ousamos dizer...

T.: Pai Nosso ...

BENCÃO

D.: O Senhor esteja conosco.

T.: Ele está no meio de nós.

D.: Deus todo-poderoso nos abençoe na sua bondade e infunda em nós a sabedoria da salvação.
Sempre nos alimente com os ensinamentos da fé e nos faça perseverar em boas obras. Oriente para ele os nossos passos, e nos mostre o caminho da caridade e da paz. Abençoe-nos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.

T.: Amém.

D.: Glorifiquemos o Senhor com nossa vida; fiquemos em paz e o Senhor nos acompanhe.

T.: Amém.


APROFUNDAMENTO (SUBSÍDIO PARA O CATEQUISTA)

SOBRE A SANTISSIMA TRINDADE

A Solenidade da Santíssima Trindade é comemorada no domingo após o de Pentecostes, 56 dias depois da Páscoa. É uma data bastante especial para o Catolicismo onde se comemora um dos mais sublimes dogmas da fé. Mas, para se falar da Santíssima Trindade, é preciso entender como é formada. Santo Agostinho define :

“O Pai, o Filho e o Espírito Santo perfazem uma unidade divina pela inseparável igualdade de uma única e mesma substância. Não são, portanto, três deuses, mas um só Deus, embora o Pai tenha gerado o Filho, e assim, o Filho não é o que é o Pai. O Pai não é o que o Filho é. E o Espírito Santo não é o Pai nem o Filho”.

Um pouco confuso a princípio, mas a Trindade é segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 1, 44: “o mistério central da fé e da vida cristã” e está presente desde a iniciação cristã no sacramento do Batismo, que é celebrado em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Esse mistério possui muita importância, pois “é a fonte de todos os outros mistérios” (CCIC 1, 45).

Para algumas pessoas, pode parecer um pouco absurdo a ideia de que três pessoas possam ser uma só, entretanto, deve-se estar cientes de que a Trindade não é possível de ser totalmente entendida somente pelo uso da razão, Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica, 32 Art. I. já alertava: “É impossível chegar, pela razão natural, ao conhecimento da Trindade das Pessoas divinas”.

Essa colocação de Santo Tomás gera uma dúvida: se não podemos conhecer a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, como então podemos saber que essa unidade realmente existe? A resposta é simples! Temos uma fonte inquestionável que nos ensina sobre esse assunto: a Bíblia. Mas, ainda na Bíblia, a Trindade não é algo simples de ser percebida, até hoje muitos cristãos negam essa realidade, sendo necessário muito estudo até compreender essa Verdade.

Para entender o dogma da Santíssima Trindade, precisamos entender três pontos básicos:

-  Existe somente um único Deus;

- Tanto o Pai, quanto o Filho e o Espírito Santo são igualmente Deus; e

- A pessoa do Pai é diferente da pessoa do Filho, que por sua vez também é diferente da pessoa do Espírito Santo.

A primeira afirmação, não pode ser questionada por nenhum cristão, pois existem dezenas de passagens bíblicas que reforçam esse ponto. Por exemplo temos a Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 8,4): “Por conseguinte, a respeito do consumo das carnes imoladas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus a não ser o Deus único”.

O segundo ponto exige um pouco mais de atenção. A primeira pessoa da Trindade, o Pai, deixa claro, em diversas passagens, que Ele é Deus: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, e que está acima de todos, por meio de todos e em todos ” (Ef 4, 5-6).

A segunda pessoa, o Filho: “No princípio, era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus (…) E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como filho único (1 Jo 1, 1-14).

E a terceira pessoa, o Espírito Santo é também descrito como Deus: “Disse-lhe então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração para mentires ao Espírito Santo, retendo parte do preço do terreno? Porventura, mantendo-o não permaneceria teu e, vendido, não disporias do dinheiro à vontade? Por que, pois, concebeste em teu coração este projeto? Não foi a homens que mentiste, mas a Deus” (At 5, 3-4).

O último ponto deste dogma é a distinção das três pessoas da Trindade. Sabe-se que o Pai é diferente do Filho, quando São Paulo diz: “Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo o Pai das misericórdias e Deus de toda Consolação” (2 Cor 1, 3).

Também se pode afirmar que Jesus é diferente do Espírito Santo quando o próprio Jesus diz: “Essas coisas vos disse estando entre vos. Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse” (Jo 14, 25-26).

Este texto tem a intenção de apenas apresentar o dogma da Trindade, e reforçar também que a Trindade é um mistério de Deus que não pode ser entendido na sua plenitude pela razão humana. Nossa razão é limitada de modo que não podemos conhecê-lo totalmente, entretanto, o pouco que conhecemos já é digno de todo o amor e credibilidade que somos capazes de ter, mesmo que não vejamos a totalidade de Deus, pois, “felizes os que não viram e creram! ” (Jo 20, 29).

(Wallyson F. Lira - Paróquia Nossa Senhora das Dores - Diocese de Crato – CE)

Referências:

AGOSTINHO. A Trindade. Capítulo IV, Doutrina da fé católica sobre a Trindade.
COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA Capítulo Primeiro, Questão 44.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Livro 1, Parte 1 Sobre a Doutrina Sagrada, Questão 32 Art. I.

* Todas as passagens bíblicas citadas são transcrições literais da tradução A Bíblia de Jerusalém. Editora Paulus. 14ª edição.


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segunda-feira, 1 de julho de 2024

TUDO QUE RECEBO OU PESQUISO, POSSO DIVULGAR?

 

O tema REFERENCIALIDADE é pouco discutido no mundo da internet, ainda mais nas redes sociais. O que temos hoje na internet e nas redes sociais é, sem dúvida nenhuma, uma quantidade enorme de FAKE NEWS, que vão se espalhando sem o menos controle. Como catequistas, temos que nos perguntar:

Tudo que recebo ou pesquiso, posso divulgar? 

Como saber se a fonte é verdadeira e confiável?

Referencialidade aqui, é um termo que vamos usar para falar de “verdade” e coerência. Não que estes dois termos possam ser aplicados exatamente ao que se encontra hoje na internet. Sem dúvida uma fonte inesgotável de informação, mas, não necessariamente de verdades. Para começar, tudo que se vê na internet é informação, mas, não exatamente “notícia”. E estas informações vão sendo repassadas sem que saibamos “quem foi que disse”.

Estou sempre clicando aqui e ali em blogs e sites de catequese. E observei que dinâmicas e roteiros, disseminam-se por aí como se fossem rastilho de pólvora. E nas que falam do Espírito Santo nem falta "fogo"! Mas, a autoria ou as informações que dão embasamento a estes roteiros, são bastante controversos. 

Vejam só este exemplo: Próximo de Pentecostes, vemos inúmeras sugestões de encontros e celebrações que utilizam a simbologia do fogo. Algumas me provocam, numa primeira reação, um total e completo horror! Não pela dinâmica ou sugestão em si, mas pensando nas "consequências" da mesma. Dificilmente eu ia conseguir fazer com que meus queridos "pensam-que-são-grandes-mas-não-são", chegassem com a mão perto da chama de uma vela sem fazer alguma "besteira". Velas e fogo, ou qualquer experiência do gênero, estão, simplesmente, fora de cogitação quando se trata de crianças. As últimas experiências que tive com vela acesa - e foi na Igreja, no espaço sagrado do Presbitério - me fizeram cometer pelo menos umas duas dúzias de pecados em pensamento, desde dar uns gritos até colocar umas crianças no joelho e dar umas palmadas, aliás, essas foram as coisas mais "santas" que pensei. Isso em plena renovação das promessas do batismo, quando meu menininho mais comportado, botou fogo no suporte da vela que segurava e tive que sair correndo até ele, jogar a vela no chão e apagar o fogo com meus pés. Enfim... 

Mas a questão em si, não é esta. É o fato de que os catequistas, quase que de modo geral, estão carentes de "receitas". Não exatamente receita do "bolo", mas do "modo de preparar" o bolo. É o “como fazer” é que faz uma falta danada! Em quase todos os lugares eu vejo pedidos de como fazer “isso” ou como fazer “aquilo”. E eu não sou contra o pedido de ajuda e muito menos a publicação da solução! Louvo quem se dedica a resolver os problemas dos outros. Assim como louvo quem tem a humildade de pedir. E também acredito que material de catequese deve ser partilhado. 

No entanto, eu penso demais em como as coisas são feitas no final. Ou se cada um adapta a matéria a sua realidade ou ao conteúdo proposto ou até mesmo ao itinerário proposto pelas suas instâncias catequéticas. É isso mesmo, porque cada paróquia tem acima dela, um decanato, um setor, uma forania, uma região, uma diocese, um regional e por aí vai... E deve (ou pelo menos deveria) ter um itinerário para seguir. 

E é bom que o catequista se pergunte: 

ü  Estou fazendo aquilo que deve ser feito ou aquilo que EU acho que deve ser feito?

ü Estou buscando experiências locais e participando de reuniões de planejamento com os catequistas da minha paróquia ou estou correndo a Internet em busca de soluções?

ü  Estou me dedicando a pensar na “minha” catequese ou é mais fácil copiar de alguém?

Cuidado, cuidado! Muito cuidado mesmo, pois, coloca-se a mão no fogo, quando a confiança é muita. Pergunte pra quem já colocou... clique aquiNem sempre a resistência é a mesma. 

Onde buscar informações na internet? Em que sites confiar?

São muitos os recursos que você pode utilizar para dinamizar os seus encontros, torná-los mais atrativos e dinâmicos. Você pode usar a sua criatividade, mas, também, buscar modelos e práticas que já deram certo. Isso você pode buscar em sites, blogs, livros, filmes, enfim, são muitas as opções. O problema é saber quais são as fontes confiáveis para dar credibilidade ao que se está fazendo.

Copiando um pouco o sistema de pesquisa de trabalhos acadêmicos, existem algumas dicas que podem ajudar você nesse percurso. Confira:

1. Cada autor ou escritor tem uma opinião, porém isso não significa que um texto é menos confiável que outro. Analisar as fontes e citações utilizadas por eles é uma boa dica. Busque aqueles que falam a linguagem da Igreja para os dias atuais.

2. As melhores fontes são diretas e concisas, ou seja, evitam enrolar muito sobre o assunto.

3. Lembre-se de que qualquer pessoa pode publicar um artigo na internet. Procure saber mais sobre os autores de todos os textos que você lê e o que eles fazem. Procure não usar material sem saber quem foi que criou.

4. Livros geralmente são mais confiáveis do que artigos digitais, por conta do processo de edição. É muito difícil uma informação incorreta ser publicada.

5. Artigos de revistas também são ótimas fontes para enriquecer a prática catequética. Não se limite aos textos de livros ou a material encontrado na internet.

6. É importante ter em mente que filmes são ficções. Mesmo filmes baseados em fatos reais são ficção, portanto, ao utilizar um filme, tome muito cuidado com as informações. Tente conciliar a análise do filme com o texto que o respalde.

7. No caso de artigos publicados na internet, ler os comentários da página é uma boa forma de confirmar a reputação do autor.

8. Procure um autor ou sua popularidade. As chances de um site ou blog ser confiável são maiores se alguém está disposto a colocar seu próprio nome nele. Você também pode e deve pesquisar sobre o autor (se houver) na internet e ver se há alguma informação sobre ele que torne o site confiável. Se o autor não pode ser contatado ou não há nenhum registro sobre ele, ou ainda se o site não é popular na internet, então o endereço pode ser considerado duvidoso. A pessoa que trabalha com evangelização e não se identifica ou “aparece”, é porque tem alguma coisa errada.

9. Sempre registre as fontes e autoria de material que for usar ou compartilhar. É por não se ter este cuidado que a internet virou essa “terra de ninguém”. Quantos textos, artigos, enxertos são creditados a autores que nunca sequer imaginaram escrever sobre aquele assunto ou tem aquele estilo?

10. Use o que encontrar na internet, mas, com coerência e cuidado. Nada como fazer planejamento e criar seus próprios roteiros antecipadamente, sem precisar se preocupar em procurar algo para “amanhã”, no imediatismo. Faça com tempo. O tempo te dará a segurança necessária na utilização de qualquer informação.

Ângela Rocha - Catequista

Graduada em Teologia pela PUCPR.