CONHEÇA!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: ALEGRAI-NOS NO SENHOR!


                        HOMILIA DO 3° DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

“Alegrai-vos sempre no Senhor, eu repito alegrai-vos”. Estamos no domingo da alegria. Alegria porque o Senhor vem, alegria porque somos seguidores do Deus da paz e do amor. É a alegria que os anjos anunciam aos pastores: “Eis que vos anuncio uma grande alegria...”.

Deste modo, precisamos entender que a alegria não é resultado das coisas que acontecem ao nosso redor, ela não pode ser achada fora de nós. A alegria é consequência da presença salvadora de Cristo. É surpreendente a Epístola aos Filipenses ser chamada carta da alegria, quando sabemos que ela foi escrita quando São Paulo estava na prisão. Como este homem pode falar com tanto ânimo em uma situação tão triste? Eis a lição para cada um de nós.

Não importa o que nos oprime, o que nos deprime; muitas podem ser as nossas prisões, até o pecado. Poderíamos ser fatalistas, achando que não há solução. Mas São Paulo dá uma receita melhor: apresentar nossas necessidades em súplicas e orações. O cristão é aquele que ora com confiança a Deus, colocando a sua vida nas mãos do Pai. Segue em frente, porque tem a certeza de que Deus dá a fortaleza.

Por fim, o apóstolo recomenda a ação de graças: agradecer por tudo o que recebemos, mesmo pelas coisas não tão boas. Filipenses nos faz um convite para parar de reclamar da vida, assumindo-a com a alegria de quem tem a certeza da vitória de Deus.

O Evangelho traz o conteúdo da pregação de João Batista. Sugere três aspectos de conversão.

a) “repartir as túnicas...”. É preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar. É tão bonito ver distribuição de alimentos, brinquedos, doces e roupas no fim de ano. Mas que não seja um desencargo de consciência. Que acima de tudo seja um gesto de partilha, de amor por aqueles que são pequenos, que sofrem as dores do próprio Cristo. Se solidário é ter um coração que se importa com o sofrimento alheio, seja qual for.

b) “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. É preciso quebrar os esquemas de exploração e proceder com justiça. Vencer o lema de Gerson que clama ao desejo de levar vantagem em tudo. A honestidade começa nas pequenas coisas.

c) “Não tomeis a força o dinheiro de ninguém...”. É preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar os irmãos. Não adianta se emocionar com os sensacionalismos dos programas de auditório, e depois ser violento com as pessoas que residem conosco, intransigentes no trânsito, na fila do comércio... Não podemos nos utilizar de nenhum privilégio ou cargo para oprimir ou tratar mal alguém. É preciso que transpareçamos a ternura do Evangelho.

Vivamos a alegria e a conversão, preparando-nos para o Jesus que vem. “Procuremos acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão” (provérbio Chinês).

Pe. Roberto Nentwig
Arquidiocese de Curitiba
FONTE: 
NENTWIG, Roberto. O Vosso Reino que também é nosso. Reflexões Homiléticas - Ano B. Curitiba; Editora Arquidiocesana, 2015. pg. 79.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE: PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA



Por volta de 1531, haviam os missionários espanhóis aprendido a língua dos indígenas para fins de evangelização. Conforme antiga tradição foi justamente nesse ano que a Virgem Mãe de Deus apareceu ao neófito João Diogo, piedoso índio, na colina de Tepyac, perto da capital do México. Com muita afabilidade o exorta a ir ter com o bispo e dizer-lhe que nesse lugar erigissem um Santuário em sua honra. O bispo da diocese, João de Zumárraga, retardou a resposta a fim de averiguar cuidadosamente o ocorrido. Quando o neófito, movido por segunda aparição e nova insistência da Santíssima. Virgem, renovou suas súplicas entre lágrimas, ordenou-lhe o bispo que pedisse um sinal comprobatório de que a ordem vinha realmente da grande Mãe de Deus.

Vindo o neófito, certo dia, de lugar mais distante, por um caminho que não passa pela colina de Tepyac e dirigindo-se à capital, à procura de um sacerdote que administrasse os últimos sacramentos ao tio moribundo, a benigníssima Virgem veio-lhe ao encontro pela terceira vez, e o consolou com a notícia do perfeito restabelecimento do tio, colocando-lhe no manto estendido belíssimas flores havia pouco desabrochadas, apesar da esterilidade do terreno e do inverno:

Escute, meu filho, não há nada que temer; não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo que ele já está curado… Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é o meu embaixador e merece a minha confiança… Quando chegar diante do bispo, desdobre a sua ‘tilma’ (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém só na presença do bispo. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omitindo…”.

João Diogo obedece e, ao despejar as flores perante o bispo, aparece maravilhosa pintura de Nossa Senhora tal como se mostrara na colina perto da cidade. O bispo acompanhou João ao local designado por Nossa Senhora e depois foi ver o tio dele, já curado. Este, ouvindo descrever a Senhora, assentiu sorrindo: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou-me. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepyac. Disse que sua imagem seria chamada ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”.

A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar respeitosamente a santa Imagem na capela do paço episcopal. Mais tarde, após várias construções e ampliações, chegou-se ao magnífico templo atual. De toda a parte e não só do México acorrem os homens à Senhora de Guadalupe. Muito se tem discutido sobre o significado da palavra “Guadalupe”.

Em 1754, escrevia o papa Bento XIV: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, pode-se enxergar o povo e a nave da Igreja tão facilmente como através de um filó; uma Imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem no brilho de suas cores, pelas emanações do lago vizinho que, todavia, corroem a prata, o ouro e o bronze… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Em outros santuários marianos, a fé move os devotos, mas em Guadalupe a celestial visão nunca cessa. Junto a essa presença maternal, ninguém sente a impressão de ser filho culpado de Adão; cada qual experimenta a inocente simplicidade e o doce aconchego de filho amoroso.

Extraído do livro: Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O QUE É UMA "NOVENA"?

Novena com as famílias - Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Curitiba
Novenas são uma parte antiga da vida devocional da Igreja e têm uma rica história, que traz sua estrutura de volta aos dias entre a ascensão de Jesus e a festa de Pentecostes. O mandamento final de Jesus na terra antes de ascender ao céu era “aguardar a promessa do Pai”.

“E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias”. (Atos 1, 4-5)

Deus cumpriu essa promessa na festa judaica de Pentecostes, como é descrito no segundo capítulo de Atos. Esta festa judaica sempre foi celebrada 50 dias após a festa da Páscoa. De acordo com São Lucas, Jesus subiu ao céu depois de “aparecer aos [apóstolos] durante quarenta dias” (Atos 1, 3) depois de sua ressurreição. Isso significa que o tempo entre a ascensão de Jesus e a vinda do Espírito Santo no Pentecostes é de nove dias (sem incluir o dia da ascensão de Jesus).

Para muitos cristãos, eles viram esses nove dias de oração como modelo de oração e desenvolveram devoções que consistiram em nove dias (ou meses) de oração para uma intenção específica ou para um santo em particular. Esse número era visto como divinamente inspirado e, assim, as “novenas” (da palavra latina novem, que significa “nove”) eram vistas como uma maneira perfeita de orar.

Uma das primeiras novenas foi um período de oração pelos nove meses que antecederam a festa de Natal, em imitação da gravidez em oração de Maria. Não demorou muito para que o número nove fosse usado em todos os tipos de situações, como uma novena de missas para uma pessoa, ou uma novena de orações para a restauração da saúde. Assim, a “novena” nasceu e se tornou uma parte central da devoção católica desde então.

E por que a Novena de Natal?

Dezembro chegou! O último mês do ano é um dos meses mais belos e significativos. Fim de ano é sempre uma ocasião para fazermos uma revisão de nossa vida, uma oportunidade para avaliarmos nossas conquistas e fracassos não apenas no plano material, mas também no plano espiritual, cultural e humano.

Dezembro é o mês da esperança. É tempo de fazermos novos projetos e propósitos com confiança na ajuda de Deus e na proteção materna da Virgem Maria. É tempo de ação de graças a Deus Pai pelos favores e bênçãos recebidos, que são manifestações do seu infinito amor para conosco, e de gratidão a Nossa Senhora pela sua constante proteção durante o ano que está terminando.

Dezembro é também mês de ternura, porque neste mês celebramos o nascimento de Jesus na pobreza, humildade, simplicidade. No presépio, em Belém, na pessoa do Menino Deus nasce o amor, a compaixão, a solidariedade e a esperança de um mundo novo. Maria e José contemplando o seu filho na manjedoura é a ternura palpável de Deus que se torna frágil e pobre para partilhar nossa vida e nos trazer a salvação.

Dezembro é, finalmente, o mês da alegria, porque Jesus veio nos fazer filhos de Deus e, n'Ele, irmãos e irmãs uns dos outros. Ele veio nos libertar do pecado e nos restituir a amizade divina. Ele veio nos libertar da morte e garantir-nos a ressurreição.

Neste Natal, apesar da violência e muitos outros males que nos afligem, ofereçamos a todos a esperança, a ternura e a alegria que brotam do nascimento de Jesus. E precisamos nos preparar para bem celebrarmos o Natal.


Existem muitos modos de nos prepararmos bem para o Natal. Um deles é fazendo a Novena de Natal. A tradição desta Novena nos coloca em sintonia com aquela primeira novena feita por Nossa Senhora junto com os discípulos, em preparação à vinda do Espírito Santo (At 1,13-14). Assim, o nosso Natal não será apenas uma festa de comes e bebes e troca de presentes, mas a celebração do aniversário de Jesus, no grande mistério de amor que é a Encarnação do Verbo divino.

A alegria da fé nos faz contemplar um Deus que se fez nosso irmão, presente numa criancinha. Um Deus ternura, bem próximo de nós, como Palavra encarnada, cheia de luz, que nos comunica um amor infinito. Quem pode ir ao encontro dessa Luz? Todos os que se empenham na busca e na promoção da paz.

Que nossa mente e coração se abram para a graça, pois Deus está mandando seu próprio Filho para nos salvar de tudo o que compromete nossa paz e alegria de viver: dificuldades, sofrimentos, tristezas. Vamos viver o NATAL fazendo a nossa novena.

E para isso, temos inúmeras sugestões da Igreja. Seja ela da CNBB, das dioceses ou regionais e até das próprias comunidades, busque participar junto da sua família, amigos, vizinhos. A Novena de Natal é época de encontro, de reflexão e de reforçar os laços de amizade.

FONTE: Diversas.

domingo, 9 de dezembro de 2018

VÍDEO DO PAPA: DEZEMBRO 2018



Dezembro 2018. O Vídeo do Papa:

Aprendamos a escutar. Ouçamos como os outros falam, vivem, e comuniquemos o Evangelho de tal maneira que possam acolhê-lo em seu coração. Assim, é seguro que nos entenderão. Mais uma vez, trata-se apenas de seguir o exemplo de Jesus Cristo, o mestre na comunicação da fé. “Quem quiser partilhar sua fé com a palavra, tem que escutar muito. Imitemos o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha diante d´Ele para aproximá-las do amor de Deus. 
O Vídeo do Papa difunde todo mês as intenções de oração do Santo Padre pelos desafios da humanidade e da missão da Igreja.
Rezemos para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias em diálogo com a cultura, em diálogo com o coração das pessoas e sobretudo escutando muito.” 

Pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

HOMILIA DO DOMINGO: TODAS AS PESSOAS VERÃO A SALVAÇÃO DE DEUS



                          HOMILIA DO 2° DOMINGO DO ADVENTO – ANO C

Lucas situa o início da atividade de João Batista no contexto histórico universal e local, para marcar a importância de seu ministério. Tibério César era então o imperador romano; Pilatos era o governador da Judeia; Herodes Antipas governava a Galileia; Herodes Filipe, a Itureia e Traconítide, e Lisânias, a Abilene; Anás e Caifás eram os sumos sacerdotes.

João Batista é apresentado como um profeta do Antigo Testamento, a quem “a palavra de Deus foi dirigida” no deserto. O deserto para Israel é o lugar em que Deus se encontra com seu povo, libertado da escravidão; faz com ele uma aliança e põe à prova sua fidelidade. João Batista percorre a região do deserto de Judá ao longo do rio Jordão, prega “um batismo de conversão para o perdão dos pecados”. Seu lema é tirado do Profeta Isaías: “preparai o caminho do Senhor do Senhor”, do Senhor que vem salvar seu povo.

O batismo de conversão exige eliminar os obstáculos que colocamos para a salvação que Deus vem nos trazer. As veredas e caminhos tortuosos a serem endireitados (1ª leitura) são frutos do pecado que nos desviam e afastam do Senhor. Com Jeremias podemos clamar: “Faze-me voltar e eu voltarei [a ti], porque tu és o Senhor meu Deus”. Endireitar os caminhos tortuosos é abrir o coração para Deus que vem nos trazer a salvação: “Deixai-vos reconciliar com Deus”. A salvação que Deus vem nos trazer é para todos os que por ele são amados  e se deixam reconciliar com ele.

A salvação está aberta para todos: “Todas as pessoas verão a salvação de Deus”. Cabe a nós preparar nosso coração para acolher o Senhor que vem nos trazer a Salvação. Preparar-se é buscá-lo de todo o coração. É pedir que nos mostre o caminho para encontrá-lo, como diz Santo Anselmo: “Senhor meu Deus, ensinai a meu coração onde e como vos procurar, onde e como vos encontrar”.

FONTE: franciscanos.org / Frei Ludovico Garmus




quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

ENCONTRO CATEQUESE FAMILIAR: A EUCARISTIA

Encontro da Catequese Familiar com os pais da 3ª etapa, com o tema Eucaristia

Um momento muito marcante foi a partilha do pão e do vinho (suco), com pais e crianças.
Também estavam presentes os catequizandos da 4ª etapa. Eles fizeram a 1ª Eucaristia em abril/2018.

Um agradecimento especial a padaria da paróquia franciscana Bom Jesus do Perdões, que na pessoa da Nora, nossa padeira, sempre participa de momentos assim com a gente! Mesmo não estando lá, seu carinho esteve presente no lindo (e delicioso) pão. 

Estava delicioso! Perguntei o que ela fez de "diferente" no pão. Como ela mesma disse, nada de diferente, só o seu AMOR e carinho pela catequese.






Pastoral catequética
Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Curitiba - PR


Quer saber como organizar a CATEQUESE FAMILIAR na sua paróquia?
Pedidos: angprr@gmail.com




sexta-feira, 30 de novembro de 2018

JÁ DISPONÍVEL! APOSTILA CATEQUESE FAMILIAR


OLÁ PESSOAL!

O material completo sobre a CATEQUESE FAMILIAR, já encontra-se disponível em APOSTILA, pelo valor de R$ 20,00

Além de orientações a respeito do que é e como organizar na paróquia (Itinerário), a apostila conta com roteiros de encontro e temas básicos de Catequese para mais ou menos 5 Etapas de catequese (Eucaristia e Crisma).

A apostila é um arquivo DIGITAL, em PDF, e pode ser reproduzida e multiplicada na paróquia para os demais catequistas (impresso). Só pedimos que não seja divulgada por meios eletrônicos, grupos de whats ou Facebook, e-mail.

Faça seu pedido pelo e-mail:

angprr@gmail.com 

ou

catequistasemformacao@gmail.com



ATENÇÃO: São arquivos DIGITAIS, enviados por e-mail, não são impressos enviados por correio! Você pede, faz o depósito e assim que confirmado, recebe o arquivo!

ABAIXO o 1ª roteiro da apostila para "degustação"... 


ENCONTRO CATEQUESE FAMILIAR:
ENCONTRO COM PAIS E RESPONSÁVEIS DOS CATEQUIZANDOS

1ª ETAPA - ENCONTRO 01

TEMA: Noções básicas da Bíblia

A Bíblia é o livro por excelência da catequese. Ela é a comunicação de Deus, Uno e Trino, para conosco. É a comunicação que só traz felicidade para o ser humano. Vivemos numa época em que os meios de comunicação são muito valorizados. Mas, a comunicação que emerge da Bíblia, ainda, é pouco valorizada em nossas vidas. É comum encontrarmos, nas casas, uma Bíblia aberta em cima da estante, ou fechada e bem protegida.

INTERLOCUTORES: Pais ou responsáveis dos catequizandos - 1ª Etapa Eucaristia.

OBJETIVO DO ENCONTRO: Despertar o interesse pelo uso da Bíblia, apresentando-a como conteúdo de fé, oração, fundamento na vivência comunitária e força nas situações do cotidiano da vida, principalmente, na educação da fé dos filhos e filhas.

AMBIENTAÇÃO: Preparar uma mesa com uma vela e uma Bíblia amarrada cheia de nós.

ACOLHIDA: Formar um círculo com todos os participantes identificados com um crachá.
Colocar uma música instrumental, suave, cujo tema seja sobre a Palavra de Deus.

MOTIVAÇÃO/DINÂMICA:

Estamos aqui hoje, nos reunindo pela primeira vez, buscando ajudar a vocês pais no aprofundamento catequético para transmitir aos seus filhos e filhas (se houver outros responsáveis citá-los).
No centro do nosso encontro, está a Palavra de Deus: a Bíblia. Ela é o centro da catequese. O meio mais eficaz para estabelecermos uma amizade profunda e pessoal com Jesus, é por meio das mensagens contidas na Bíblia.
Mas, antes de a conhecermos melhor, vamos passar a Bíblia “amarrada” assim como está, de mão em mão, de forma suave e carinhosa, e assim que cada um estiver com a Bíblia em mãos, peço que cada um se apresente dizendo o próprio nome e o nome do filho/da filha que frequenta a catequese.

Quando chegar no último do círculo, quem está motivando, pega a Bíblia e a levanta bem alto, comentando:
Por que a nossa Bíblia está amarrada? Por que estes nós? Estes “nós” são os entraves da vida que dificultam o nosso contato com a Palavra de Deus.  Quando vamos conseguir desamarrar a Bíblia?
(Dar um tempo breve para possíveis respostas...)
Convidar os que espontaneamente, querem ajudar a desatar os nós da Bíblia... enquanto isso, entoar um canto.

Canto: A Bíblia é a Palavra de Deus... (Ou outro canto)

Depois de desamarrada a Bíblia, convidar a todos para abrir sua Bíblia no local indicado.

LEITURA DA PALAVRA: 2TM 3,14-17

Abrir a Bíblia e ler o texto, devagar e pausadamente. Fazer uma segunda leitura, dando ênfase aos trechos mais importantes.  Em seguida, partilhar:
- Conforme a leitura deste texto, que poder tem a Sagrada Escritura?
(Aguardar possíveis respostas).

APROFUNDANDO O TEMA:

Vamos lembrar algumas coisas que nos fazem conhecer melhor a Bíblia.

- A palavra BÍBLIA vem do termo grego BIBLOS, que significa LIVRO. O plural de BIBLOS em grego é BÍBLIA. Portanto, Bíblia quer dizer: OS LIVROS.
- A Sagrada Escritura é um livro que chamamos Bíblia por ser na verdade uma biblioteca. Ela é um conjunto de 73 livros e dividida em duas grandes partes. O Primeiro Testamento com 46 livros que narram a experiência de Deus por um Povo - o Povo de Israel. E o Segundo Testamento com 27 livros escritos após a morte de Jesus Cristo por cristãos do primeiro século de nossa Igreja, que narram o início da Igreja e como a mensagem de Jesus se espalhou pelo mundo afora.
- Não se sabe com exatidão, quando foi que se começou a escrever a Bíblia. Mas, antes dela ser escrita, era narrada e contada de pai para filho, nas reuniões e nas celebrações do povo. Antes de ser narrada e contada, ela foi vivida por muitas gerações num esforço fiel de colocar Deus na vida e de organizar a vida de acordo com a justiça.

Ler o texto bíblico: (Salmo 78, 3-4)

Depois de ser contada de geração em geração, a Bíblia começou a ser escrita, mas não de uma só vez. Ela começou a ser escrita em torno do ano 1250 antes de Cristo, e só foi concluída 100 anos depois do nascimento de Jesus. Levou mais de mil anos (1.000) para a Bíblia ser escrita.

Linha do Tempo da história da Bíblia: situar os anos na história da Bíblia.

(A linha do tempo pode ser feita numa faixa longa de papel e pendurada num varal [uma corda ou fio esticado e prendedores]; ou usar o livreto “Panorama da História da Salvação”, de José Mário de Medeiros, editora Paulinas/Paulus).

E a Bíblia como foi escrita?
Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia. Muita gente deu sua contribuição, cada um do seu jeito: homens e mulheres; jovens e velhos; pais e mães de famílias, agricultores, pescadores e operários de várias profissões; gente instruída e gente simples; sacerdotes e profetas, reis e pastores, apóstolos e evangelistas.

A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: hebraico, aramaico e grego. No tempo de Jesus, o povo da Palestina falava o aramaico em casa, usava o hebraico na leitura da Bíblia, e o grego no comércio e na política.

A Bíblia não foi escrita no mesmo lugar, mas em muitos lugares e países diferentes. A maior parte do primeiro testamento e do segundo testamento foi escrita na Palestina. Algumas partes do primeiro testamento foram escritas na Babilônia, onde o povo viveu no cativeiro; outras partes no Egito, para onde o povo emigrou após o cativeiro. O segundo testamento tem partes que foram escritas na Ásia Menor, na Síria, na Grécia e na Itália.

Mapa da Bíblia (Atlas) - é interessante ter um mapa para situar as localidades.

- Os livros da Bíblia não seguem uma sequência histórica. A Bíblia é a história de um povo que escolheu caminhar com Deus; e ao mesmo tempo é a história de Deus que escolheu caminhar com o povo. O povo foi aprendendo como se comportar na presença de Deus. É a bagagem de um povo que resolveu levar a sério o Projeto de Deus.
- Quando lemos a Bíblia, precisamos levar em conta que a Palavra de Deus é muito mais vasta e ampla do que aquela que está escrita, porque nem tudo o que Deus disse está escrito na Bíblia. Deus continua falando em nossa história, nos acontecimentos de hoje, na natureza... precisamos ler a mensagem de Deus e trazê-la para a nossa vida.  A comunicação bíblica nos ensina a cultivar sempre um outro “Olhar”.

Observação: Não dispondo dos materiais apontados, acima, como “Linha do Tempo/Mapa da História da Salvação; Mapa da Bíblia (Atlas); pode-se preparar cópias do texto acima e distribuir aos participantes para lerem, alternadamente, e a cada parágrafo lido, conversar sobre o assunto.

CONHECENDO E MANUSEANDO A BÍBLIA

Como localizar textos bíblicos por livros, capítulos e versículos?

Para encontrarmos a citação que queremos, a primeira coisa a fazer é saber se está no Primeiro ou no Segundo Testamento, através da abreviação do livro indicado. Em seguida, com o primeiro número se indica o capítulo e com o segundo número separado do primeiro com uma vírgula, vem o versículo.

Exemplos:

Gn 2,4 = Livro do Gênesis, capítulo 2, versículo 4.

Quando o traço entre dois números é mais longo, significa que o texto é de um capítulo até outro (s). Exemplo: Ex 10–15. Assim estamos indicando que o texto vai do capítulo dez até o capítulo quinze do livro do Êxodo.

(Jo 10,12.14.18) - Neste exemplo significa que estamos indicando o capítulo dez de João e os versículos doze, depois saltamos para o catorze e por fim saltamos para o dezoito.

(Jo 10,12; 15,3-8) - Significa localizar o capítulo dez de João, lermos o versículo doze, saltarmos para o capítulo quinze e lermos o versículo três ao versículo oito.

(Jo 10,12s) - Significa que devemos ler o capítulo dez do livro de João mais os dois seguintes.

A Biblioteca da Bíblia:

Divisão dos Livros do Primeiro Testamento

Pentateuco (5 livros): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
Constituem o coração da Primeira Aliança.
Livros Históricos (16 livros): Josué, Juízes, Rute, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1º e 2º Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1º e 2º Macabeus.
Narram as histórias e a vida do povo daquela época.
Livros Sapienciais (7 livros): Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.
São livros que apresentam a sabedoria como ação de Deus em cada ser humano.
Livros Proféticos (18 livros): Isaias, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Amós, Oséias, Joel, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
Foram homens e mulheres que anunciaram o Projeto de Deus e denunciaram toda forma de injustiça e infidelidade.

Divisão dos Livros do Segundo Testamento

Evangelhos (4 livros):  Mateus, Marcos, Lucas, João.
Livro Histórico: Atos dos Apóstolos.
Cartas Paulinas (14 livros): Romanos, 1ª e 2ª Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1ª e 2ª Tessalonicenses, 1ª e 2ª Timóteo, Tito, Filêmon, Hebreus.
Cartas Católicas (7 livros): 1ª e 2ª Pedro, 1ª, 2ª e 3ª São João, Tiago, Judas.
Livro Profético: Apocalipse de João.


TRABALHO DE GRUPO:
Interagindo com a Bíblia: Capítulos e versículos; divisão dos livros.

- Previamente, preparar pequenos cartões coloridos e distribuir um a cada participante, contendo uma citação bíblica conforme exemplo abaixo:


Dt 11,18

Tg 1,22-25

Jo 1,1. 14


Dt 30,14

Is 55,10-11

Hb 4,12

- Verificar antecipadamente o número de participantes para ninguém ficar sem um cartão.

- Caso o grupo seja constituído de mais de 20 pessoas, é interessante formar grupos para o trabalho.

Motivação:

A melhor ferramenta de trabalho para conhecer a Bíblia é a própria Bíblia. Ela é a Biblioteca do povo de Deus e contém uma diversidade de assuntos: doutrina, histórias, romances, parábolas, leis para organizar o povo, provérbios, poesias, fatos concretos, narrações simbólicas, biografias.
O trabalho constitui-se em procurar na Bíblia:

a) A citação que recebemos, lê-la e descobrir a sua mensagem central;
b) Pelo nomes do livro que recebemos, descobrir se pertence ao Primeiro ou Segundo Testamento; e em que tipo da divisão de livros da grande biblioteca bíblica, eles se encaixam.

Tempo para o grupo trabalhar: 15 minutos

Em plenário: 15 minutos
1 -  cada pessoa ou grupo narra a citação bíblica recebida e a sua mensagem;
2 -  em seguida, vai colocando no chão, ao lado das faixas (previamente preparadas), nelas já escritos os nomes da divisão dos livros da Bíblia (ver texto abaixo: Primeiro e Segundo Testamento);
3 - Quando todos tiverem colocados os seus cartões no devido lugar, aparecerá a Biblioteca da Bíblia. 

Conteúdo a ser trabalhado pelos participantes:
- Preparar cópias das citações a serem distribuídas aos participantes;
- Preparar uma faixa com a divisão da Bíblia: primeiro separa: antigo e novo testamento e em seguida a divisão dos livros:

ANTIGO TESTAMENTO
Pentateuco
Históricos
Sapienciais
Proféticos

NOVO TESTAMENTO
Evangelhos
Histórico
Cartas paulinas
Cartas católicas
Livro Profético

COMPROMISSO:

Ler diariamente um pequeno texto bíblico ou um Salmo, considerando que devemos:

- Amar e ler assiduamente a Bíblia (nossa primeira mestra): não se trata de saber mais, de saber coisas, e sim ter intimidade com a Palavra, saborear a Palavra;
- Ler a Bíblia com a vida, sabendo que a vida questiona a Palavra e a Palavra questiona a Vida.

CELEBRANDO:

Fazer um círculo e todos apontando para a Bíblia, rezar com vibração a Oração ensinada por Jesus Cristo.

Pai Nosso...

Dar-se mutuamente o abraço da Paz...

Bibliografia:

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2002.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 2000.
CNBB. Crescer na Leitura da Bíblia, estudos da CNBB 86. São Paulo: Paulus, 2003.
ARQUIDIOCESE DE LONDRINA. Catequese de Iniciação Cristã com Adultos. Animação Bíblico-Catequética: Londrina, 1ª reimpressão, 2011.
Regional Sul I – CNBB/Equipe de Catequese. Encontros para uma catequese com adultos. São Paulo: Paulus, 2005.
CENTRO BÍBLICO de Belo Horizonte. ABC da Bíblia. São Paulo: Paulus, 1982.
MESTERS, Carlos. Bíblia, livro feito em mutirão. São Paulo: Paulinas, 1982.