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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

UM RESUMO DO SEMINÁRIO NACIONAL DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

Dia 09 de Novembro de 2014 terminou o Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã, iniciado dia 06, com o lema “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”(At 4, 20). Foram 4 dias de intenso trabalho e convivência com cerca de 200 catequistas de todos os 18 Regionais da CNBB. A dinâmica foi refletir sobre práticas apresentadas; não houve nenhuma palestra, ou discurso sobre a Iniciação Cristã, mas sim, três grandes apresentações de experiências, com mais de uma hora de apresentação: uma de Aracaju (projeto Alerta,), outra de catequese junto às pessoas com deficiência, de nível nacional, e uma terceira realizada com as comunidades ribeirinhas de Abaetetuba (PA).

De todas emergiu grande criatividade a fim de colocar em prática as recentes propostas da Igreja no Brasil: introduzir na fé cristã adultos, jovens e crianças através do processo iniciático proposto pelo RICA (Rito de Iniciação Cristã de Adultos) ou de uma catequese de inspiração catecumenal. Ficou claro que esse processo de iniciação, bastante complexo, ao invés de ser uma camisa de força que reduz a ação catequética num único modelo, deixa, ao invés, espaço para uma grande criatividade e multiplicidade de formas. Sua riqueza está em envolver não apenas os catequistas, mas muitos outros ministérios na comunidade, incluindo os párocos, passando pela Pastoral Bíblica, Pastoral Litúrgica, Pastoral Familiar... e outros que vão sendo criados, como os introdutores, padrinhos, etc.

Após essas longas apresentações os participantes do Seminário, reunidos em mais de 20 grupos, realizavam uma oficina em que refletiam sobre as experiências, comentavam, completavam e faziam propostas. As sínteses escritas dessas oficinas eram condensadas por um “olheiro” (especialistas que ficavam atentos às grandes ideias e tendências que apareciam durante o Seminário). No último dia os três olheiros (Profª. Maria do Carmo R., Pe. Abimar de Oliveira e Dom José Peruzzo), coordenados pelo moderador (Pe. Luiz A. Lima) fizeram uma hora e meia de exposição, pontuando o que de mais importante havia sido tratado nos 20 grupos. Seguiu-se a chamada “fila do povo” durante mais de uma hora: em plenário, todos poderiam fazer perguntas (respondidas pelo moderador e os três “olheiros”) ou fazer alguma consideração ou acréscimo.

Assim, o seminário foi intensamente participativo; todos tiveram que trabalhar e produzir suas próprias conclusões. Nenhum texto, palestra, discurso ou documento resultou do Seminário, mas os participantes saíram muito enriquecidos, impulsionados pelo entusiasmo de todos e sobretudo com muito propósito de comunicar nos 18 regionais as riquezas desse Seminário e aplica-las na própria realidade.

Ao lado desse intenso trabalho de reflexão e produção de todos, houve muitas celebrações, orações, leitura orante..., assim como outras atividades culturais e recreativas de altíssima qualidade: concerto de música clássica por um orquestra juvenil, espetáculo de música popular e folclórica, com danças e representações! O ponto alto foi o solene lançamento do Itinerário Catequético: um processo de inspiração catecumenal na noite do dia 08 de Novembro. Sem dúvida, foi um dos mais ricos acontecimentos que a animação bíblico-catequética da CNBB realizou em nível nacional nesses últimos tempos. Além dos mais de 200 representantes dos 18 regionais, estiveram presentes 8 bispos e arcebispos, inúmeros sacerdotes e religiosos, assessores especializados no tema da iniciação, e vários coordenadores, com destaque para o Pe. Décio Walker, Pe. Eduardo Calandro, Frei Faustino Paludo e Pe. Jordélio Siles. Esse último, pároco da Paróquia Sagrada Família de São Caetano do Sul, onde se realizou o Seminário, foi a alma de tudo em seu aspecto logístico, comandando um batalhão de paroquiados que cuidaram dos mínimos detalhes para que tudo saísse bem... e, realmente, também na parte organizativa, o Seminário foi um grande sucesso.

Pe. Luiz Alves de Lima, sdb

REVISTA SOU CATEQUISTA - 8ª EDIÇÃO


Saiu a nova edição da Revista SOU CATEQUISTA!


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domingo, 18 de janeiro de 2015

O BATISMO E SEUS FUNDAMENTOS

É estranho que ainda hoje, muitos ainda expliquem o Batismo de crianças dessa forma: “Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original (...)”, por este motivo as crianças precisam ser batizadas. Entristece o meu coração que o sacramento mais importante de nossas vidas seja simplificado desta forma. Por mais que tenhamos este conceito no nosso Catecismo (CIC 1250), é bom que se tenha um conhecimento mais aprofundado da doutrina para, então, entender o caráter dela.

O CIC (Catecismo da Igreja Católica, 1997) cita como origem desta expressão, o DS (1854) (Denzinger-Schönmetzer - Enchiridion Symbolorum et Definitionum), que é um Manual de credos e definições comumente chamado de “Denzinger” por ter sido organizado pelo teólogo dogmático católico, Heinrich Denzinger, que viveu no século 19 na Alemanha. O manual contém uma coleção dos principais decretos e definições dos concílios, a lista de proposições condenadas e todas as formas dos credos Apostólicos. Ao longo do tempo o Manual foi sofrendo acréscimos de outros autores, um deles foi Adolf Schönmetzer, que explica a sigla "DS" (para "Denzinger-Schönmetzer"). Nas últimas edições foram adicionados declarações da segunda metade do século XX, incluindo os ensinamentos do Concílio Vaticano II e dos papas recentes. De longe, nem todos os cadastros são conciliares ou papais definições ex cathedra, mas todos eles são considerados de alta autoridade para conhecer a doutrina da Igreja Católica. É bom salientar que Denzinger deu ao manual o caráter da escola alemã de teologia, ou seja, a exata investigação do desenvolvimento histórico da teologia, e não especulações filosóficas sobre os corolários (afirmação deduzida de uma verdade já demonstrada) do dogma.

Longe de desrespeitar a Doutrina da nossa Igreja, penso que, ao fazer a catequese do Batismo, tanto às crianças quanto aos adultos não batizados, precisamos trazer “luz e alegria”, dando o caráter de “ressurreição” (vida nova) ao sacramento e não de culpa e arrependimento por um “pecado” cometido por todos os pais.

Quando fazemos a catequese do Batismo é necessário que primeiro compreendamos o significado da “Cruz” para a vida cristã. Inicialmente a cruz era instrumento de tortura e morte, ao enfrentá-la, movido por amor e por decisão, Jesus destruiu o sistema de morte e de injustiça e deu um novo significado à cruz: transformou o que recebeu (rejeição, condenação, tortura, sofrimento, morte), em oferta gratuita de vida e de salvação. Assim, a condenação de Jesus foi transformada pela sua ressurreição, pela sua inocência, pelo seu amor e sua capacidade de entregar a sua vida para por fim à maldade, ao pecado e a morte.

Na Exortação Apostólica pós-sinodal Christifideles Laici, do Papa João Paulo II (1988), encontramos a seguinte definição de Batismo: “(...) O Batismo significa e realiza uma incorporação, mística, mas, real, no corpo crucificado e glorioso de Jesus. Através do sacramento Jesus une o batizado à Sua morte para uni-lo à Sua ressurreição (Rom 6, 3-5), despoja-o do “homem velho” e reveste-o do “homem novo”, isto é, de Si mesmo: “Todos os que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo” (Gal 3, 27; cf. Ef 4, 22-24; Col 3, 9-10).” ( CL 12).

As crianças ao serem assinaladas com a cruz de Cristo no batismo, estão intimamente unidas a Cristo, mesmo que não o saibam ou compreendam naquele momento. Elas, tal como Jesus, que foi condenado sem ter culpa, participam desde o nascimento da batalha árdua entre a vida e a morte, realizando a difícil adaptação à vida, fora da proteção do útero materno, muitas vezes enfrentando doenças e infecções. O bebê ou a criança, nos braços dos pais, lembra a entrega confiante que Jesus fez de si mesmo ao Pai. O amor de Cristo que somos chamados a exercer em nossa vida, elas aprenderão dos adultos: do amor entre os pais, do amor dos irmãos, do amor gratuito e sincero dos padrinhos, do amor do catequista e de todos aqueles que o ajudarão em sua educação cristã.

Para se compreender verdadeiramente o batismo, precisamos também conhecer o Significado do Rito Batismal (que pode ser conhecido no CIC 1234 a 1245). Cada uma das partes da celebração tem o seu significado mistagógico: A Acolhida, com a assinalação da cruz; a Liturgia da Palavra, que revela o sentido do sacramento; a Oração dos fiéis que invoca a graça de Deus; a Invocação dos Santos, lembrando o exemplo que eles nos deram e o Exorcismo que, longe do que considera o imaginário coletivo, é uma oração que pede que a criança tenha força para lutar contra o mal e a Unção com o óleo do Batismo, que é a “couraça” de Cristo para lutar pela vida toda contra tudo que virá do mal.

A Liturgia Sacramental traz a água e a renovação das promessas do batismo, realizada pelos pais e padrinhos. Aqui acontece o rito essencial do Batismo: pelas águas do Batismo a criança entra na vida trinitária, morrendo para o pecado. A água também é o símbolo da vida, sem ela não podemos viver. São Paulo, na carta aos Romanos fala do batismo como identificação com Jesus Cristo em sua morte e ressurreição. Sem o simbolismo da água não é possível entender o que ele quis nos dizer, pois as palavras batismo, batizados, batizar tem o sentido de mergulho, mergulhados, mergulhar. Mas, ninguém vive embaixo d’água senão os peixes, mergulhar é um risco de vida e sair da água, é livrar-se da morte pelo afogamento. Por isso São Paulo ensina que o Batismo nos leva a tomar parte na morte e na ressurreição de Cristo. A água do Batismo, santificada pelo Espírito Santo é graça e fecundidade, ponte para que cada pessoa batizada participe da vida nova em Cristo.

Da mesma forma, os ritos complementares nos ajudam a compreender ainda mais o mistério deste sacramento. A Unção pós-batismal com o óleo perfumado da Crisma que confirma que o novo batizado participa da tríplice missão de Cristo: Sacerdotal, que significa a participação na liturgia e o oferecimento da própria vida nos serviço; Profética, pela missão de anunciar a Palavra de Deus; e Régia, diferente dos reis deste mundo, o cristão é chamado a servir no mundo e responsabilizar-se pela proteção do mundo. Tal como Cristo somos então: sacerdotes, profetas e reis. A Veste branca que significa que o batizado é revestido de Cristo, sendo revestido do homem novo. O Rito da Luz onde as velas acendidas no Círio Pascal significam que a luz de Cristo é agora a luz dos batizados que tem a missão de iluminar o mundo. A Entrega do Sal significa que o batizado deve dar sabor à vida e o Rito do Éfeta (abre-te) que significa que o cristão deve ter ouvidos abertos para a Palavra de Deus e proclamar com a boca a sua fé. A Oração do Pai Nosso insere o novo batizado como filho ou filha de Deus e este deverá rezar sempre a oração dos filhos de Deus. E a Bênção, que conclui a celebração lembrando que pais e padrinhos não devem abençoar seus filhos e afilhados somente nesta celebração, e sim em todas as outras ocasiões da vida.

O Batismo precisa ser lembrado sempre como um sacramento, “sinal” de união com Jesus. Por ele nos tornamos “Cristãos”, deixamos morrer o que não é de Deus, o que nos desfigura como filhos de Deus, o que nos tira a identidade com Jesus. Recordar o batismo e nossa vocação batismal (tríplice múnus) nos recoloca no caminho do Evangelho, da filiação divina, do amor que dá vida nova.

Por isso a nenhum catequista é dada a missão e a liberdade de “simplificar” este sacramento tão nobre, este rito tão profundo e importante da nossa fé, classificando-o, pura e simplesmente como uma expiação da culpa de nossos pais. Quem assim o faz, de modo algum pode ser dito “catequista” ou mesmo Cristão, já que não está, de forma alguma exercendo sua missão sacerdotal, profética e régia.

Aos catequistas eu recomendo: façam uma catequese sobre o batismo sempre, mas, aprofundada teológica e pastoralmente, fruto de leitura e estudos pertinentes. O ideal é se fazer esta catequese um pouco antes do Sacramento da Eucaristia, recordando as promessas do batismo e renovando-as. Na catequese para o sacramento da Crisma, este tema deverá ser mais aprofundado ainda, pois os jovens receberão o Sacramento da Confirmação, assumindo agora, por si mesmos, o tríplice múnus que o batismo lhes concedeu: sacerdotes, profetas e reis. Sacerdotes responsáveis por ligar o céu à terra e pelo serviço pastoral; profetas anunciadores da Palavra; e “reis”, regentes não de poder, mas de responsabilidade pelo bem estar do “povo” a ele confiado, ou seja, todas as pessoas do mundo.

É o batismo que nos aproxima de Cristo, que nos faz pertencentes a mesma fé. Façamos dele o início de uma vida cheia de graça e bênçãos.

Ângela Rocha
Catequista
Ser batizado é...

Tornar-se herdeiro do céu
Membro do povo de Deus
Caminhante da glória
Filho de Deus
Irmãos de Jesus Cristo
Templo da Trindade
Apto para outros sacramentos
Matricular-se na universidade de Jesus Cristo
Adquirir direitos de filho
Andar entre as coisas que passam
Em direção as que não passam
Caminhar na terra com endereço do céu
Olhar para o céu, não como ficção e ideia, mas como realidade
Poder chamar Deus de Pai
"Já não ser eu que vivo, mas Cristo que vive em mim"
Escutar a voz do Pai: "Tu és meu filho, Eu hoje te gerei"
Nascer para morrer, morrer para reviver
Ser da família dos santos
Estar no colo de Maria mãe
Combater o mal com o bem
Ser missionário
Abraçar a cruz com Jesus na certeza da ressurreição
Estar num perene clima de páscoa
Nascer para as coisas do alto.

Monsenhor Guedes

FONTES DE CONSULTA:

Batismo de Crianças – Subsídios teológico-litúrgico-pastorais – CNBB (1980).

Catequese Batismal: Encontros catequéticos para a preparação de pais e padrinhos – Subsídio Catequético da Arquidiocese de Curitiba (2013).

Christifideles Laici (1988)- Exortação Apostólica pós-sinodal de sua santidade o Papa João Paulo II, sobre vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo.

CIC – Catecismo da Igreja Católica (1997)– 1213 a 1283.

Ritual do Batismo - Batismo de Crianças – Ritual Romano - Aprovado na 36ª Assembleia Geral da CNBB e confirmado pela Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos na Páscoa de 04 de abril de 1999.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

AINDA SOBRE O “PERSIGNAR-SE”


  (SINAL DA CRUZ NA TESTA, BOCA E CORAÇÃO)

A respeito do sinal da cruz na testa, boca e coração, que fazemos antes da leitura do Evangelho na missa, surgem algumas dúvidas e muitos confundem este sinal com o que a Igreja chama “Persignar-se”, que é benzer-se fazendo três sinais de cruz com o polegar (ou três dedos): um sobre a testa, outro sobre a boca e outro sobre o peito.

Muitos fazem o sinal da cruz desta forma e repetem consigo esta frase: "Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos do mal...", ou alguma semelhante. Isto é o que se chama PERSIGNAR-SE, um gesto que se faz em momentos de medo, angústia, ansiedade, aflição, etc.

NA HORA O EVANGELHO, o sentido do sinal, no entanto, foge desse sentido e é feito para RECEBER A PALAVRA que será proclamada: com a inteligência (sinal na fronte), para anunciá-la (sinal na boca); e no coração (sinal no peito), para que ela esteja sempre conosco em nossa vida; e aqui não importa que frases se digam.

Há muita confusão, no entanto, entre o sinal da cruz normal, na testa, no coração, do lado esquerdo e direito. Que é tradição na Igreja, com outro sentido: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O Pai é o “cabeça”, está na nossa mente e inteligência, o Filho é amor, está no nosso coração, e o Espírito Santo nos envolve feito um manto, de ambos os lados do nosso ombro. Há quem diga, no entanto, que o sinal do meio, desce além do meio do peito até o início do estômago, pois Cristo está em nosso âmago.

Podemos "persignar-nos" no momento e quando acharmos necessário, mas, lá, na hora da missa, quando falamos "Evangelho de Jesus Cristo segundo...”, o sinal na fronte, boca e coração, é para acolher a PALAVRA, com a mente , com a boca e o coração. E é isso que se deve ensinar aos catequizandos. “Que a Palavra do Senhor entre em minha mente, saia pela minha boca e permaneça no meu coração.” Esse seria o correto a se pensar ou dizer no momento, mas, o que falar ou recitar na hora é o de menos, importa que eles saibam o sentido do gesto.

Sobre isso, encontramos nos escritos de São Gaudêncio de Bréscia (Bispo do Século IV, um dos patriarcas da Igreja), o seguinte: "Esteja a Palavra de Deus e o sinal da cruz no coração, na boca e na fronte. Em meio à comida, em meio à bebida, em meio às conversas, nas abluções, nos leitos, nas entradas, nas saídas, na alegria, na tristeza". Apesar de ser na ordem inversa da que é utilizada hoje, esse texto ilustra a inegável relação entre a Palavra de Deus e o sinal da cruz. E também dá margem a se fazer o gesto a qualquer momento, com diferentes significados.

Nossa Igreja é muito rica em história e tradições, muitas coisas herdamos dos Santos Padres da Igreja: Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Tomás e muitos outros. O que acontece ao longo do tempo, é que o povo vai "adaptando" e modificando conforme suas “necessidades” pessoais e da comunidade. São as chamadas "crendices populares". Ao catequista cabe estudo e formação para não cair na tentação de perpetuar essas crendices e saber separá-las da tradição da Igreja.

Mas, não é preciso muito estudo para deduzir que, ANTES DA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO, não é preciso usar o sentido de persignar-se utilizado pelo povo (pedir proteção ou perdão, livrar do mal), afinal já pedimos perdão no ato penitencial e fizemos, nas preces, nossos pedidos de proteção e ajuda; neste momento em particular, o sinal na fronte, na boca e no coração, é de ACOLHIDA da Palavra.

Angela Rocha
Catequista


O QUE SIGNIFICA O SINAL DA CRUZ FEITO SOBRE A TESTA, OS LÁBIOS E O CORAÇÃO?

Aprendemos este gesto desde crianças, mas realmente conhecemos seu verdadeiro significado?

Nas normas expostas no Missal Romano, quando se explica o comportamento indicado para o momento da proclamação do Evangelho, estabelece-se que o diácono ou o sacerdote que anuncia a Palavra, depois de ter feito o sinal da cruz sobre a página do Evangeliário, deve fazê-lo também sobre a testa, sobre os lábios e sobre o coração.

O sinal da cruz triplo também é feito pela assembleia. E tudo isso não pode ser considerado como mero ritual, mas um forte convite que a Igreja faz, sublinhando a grande importância dada ao Evangelho.

A Palavra de Deus, que é sempre a luz que ilumina o caminho dos fiéis, precisa ser acolhida na mente, anunciada com a voz e conservada no coração. Tudo isso nos recorda que é necessário nos empenharmos em compreender a Palavra de Deus com atenção e inteligência iluminada.

Esta Palavra deve ser anunciada e proclamada por todo cristão, porque a evangelização é um dever de todos os batizados. Precisa ser amada e guardada no coração, para tornar-se depois norma de vida.

Todos nós somos convidados a examinar-nos sobre como acolhemos o Evangelho, como nos comprometemos no anúncio desta mensagem, como conformamos nossa vida segundo suas indicações.

Somos convidados a ser um "Evangelho ilustrado", o "quinto Evangelho", não escrito com tinta, mas com a nossa própria vida.

Acolhamos com a mente, anunciemos com os lábios, conservemos no coração o tesouro da Palavra de Deus e, ao longo deste caminho, confiemos nossas vidas ao Senhor, para sermos reflexo da verdadeira luz em meio às trevas do mundo de hoje.

* Artigo do Pe. Antonio, monge no Mosteiro de São Bento, de Monte Subiaco, Itália.


Vocês já explicaram para seus catequizandos o que significa este gesto??

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

HOMILIA DA SAGRADA FAMILIA

Sagrada Família, Jesus Maria e José

A Sagrada Família de Nazaré é um ícone de beleza. Leva-nos rapidamente aos sentimentos de pureza, obediência e silêncio. Contudo, a celebração deste dia, no tempo do Natal, não nos deve levar a uma busca moralista de um modelo de família. Uma contemplação idealista, aquela que procura se nortear por um ideal supremo, pode conduzir ao erro de desconsiderar os limites humanos próprios de qualquer história familiar. Pois, onde há ser humano, há conflitos; existem problemas para se resolver ou para se considerar.
Primeiramente os textos nos apontam para as virtudes da vida em família. O primeiro eles é o respeito aos pais, nas palavras do Eclesiástico: “Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida” (Eclo 3,4-5.14-15). Hoje vemos o egoísmo invadir as relações. Os mais velhos, tão considerados por sua sabedoria nas sociedades orientais, são vistos no Ocidente, em muitos casos, como pesos, como pedras que precisam ser descartadas. A Palavra de Deus exorta aos filhos para que respeitem e cuidem de seus pais.
Outro elemento fundamental é o amor e o perdão: “revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição” (Cl 3, 12-14; grifo nosso). Este tempo é propício para que examinemos o nosso coração, identificando os rancores. São comuns as histórias de ressentimentos profundos, causados por fatos longínquos entre pais e filhos. O perdão é um remédio terapêutico, pois as dores do passado nos incomodam, trazem tristeza, melancolia, depressão, além de doenças físicas. Também os esposos são convidados a não viver numa submissão passiva, mas compreendendo os limites um do outro, na doação.
O Evangelho nos mostra os primeiros momentos após o nascimento de Jesus. José e Maria, como bons judeus e cumpridores das tradições, vão até o templo para apresentar o menino. Lá encontram dois personagens – Simeão e Ana, que profetizam sobre a criança. Simeão afirma que Jesus seria causa de contradição e ainda que “uma espada transpassaria a alma de Maria”. De fato, ser mãe é inevitavelmente causa de sofrimento. Especialmente no caso de Maria, pois ela viveu a dificuldade de compreender os passos dados pelo seu filho. Junto com José, formaram uma família humilde, que viveu do esforço árduo do trabalho em um clã de um lugarejo desconsiderado. Desde a infância do Salvador Menino, seus pais enfrentaram dificuldades que muitas das famílias também suportam nos dias de hoje. Sinal importante de que constituir família significa uma luta árdua para que os filhos cresçam com dignidade.
E Jesus crescia “em estatura, sabedoria e em graça”. Não bastava a Ele o mero crescimento físico, mas foi ajudado por seus pais e parentes a crescer no sabor das coisas da vida e na graça de seu Pai Eterno. Hoje a sociedade compele os pais a darem sustento e educação direcionada ao mundo do trabalho, visando uma boa condição financeira no futuro dos infantes. O exemplo da Sagrada Família é uma inspiração para que se considerem os valores, a formação na fé e até o lazer criativo na educação dos filhos.


Um feliz 2015 a todos!

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!"
(2Cor 12,9)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

HOMILIA DO DOMINGO - ADVENTO 2014 - ANO B

4º. Domingo do Advento - Ano B

“Por que acreditar no poder da graça de Deus, quando me percebo tão dono de mim, tão capaz de realizar tantas coisas?” Esta foi, logo no início do Gênesis, a presunção de Adão no seu desejo de ser como Deus, de se colocar no lugar do próprio Criador. O pecado de Adão é repetido pela sua descendência ao longo dos séculos.

Percebe-se hoje que Deus é uma lacuna, mesmo quando o Natal se aproxima. Os jornais ainda falam de Jesus, mas como um adendo, um acessório. O que importa para a mídia nestes tempos são as luzes, as cores, os presentes... Então o drama do pecado original se perpetua: Adão ainda se acha presunçoso, auto-suficiente. Deus é eclipsado, sem escrúpulos.

Mesmo um homem religioso como Davi, quis construir uma casa para o Senhor, achando-se o principal ator da obra. Paradoxalmente, para agradar a Deus, esqueceu-se do próprio Deus. O Senhor, que dobra os poderosos, mostrou por intermédio do profeta Natã que Ele mesmo construiria uma casa para o seu povo, e já havia começado, pois tinha percorrido toda a trajetória do rei, exterminando os inimigos, vencendo batalhas e tornando-o grande.

A história de Davi, na primeira leitura, revela que o advento é uma espera. O Senhor que vem é um dom, não uma posse. É fruto da bondade de Deus, de um amor gratuito, não fruto de nossos esforços. Deus continua vindo e continua nos pedindo apenas a abertura do coração, o espaço para ter onde nascer e habitar, o sim do ser humano. Não deseja habitar nos templos de pedra suntuosos, nem nos shoppings, mas no coração de cada ser humano. Prefere as construções vivas às pedras frias. Quando descobrimos nossa verdadeira humanidade, então Deus encontrou sua morada.

Foi este “aceito” que o Senhor pediu a Maria ao perguntar: “Posso entrar?” E a resposta, duvidosa no início, foi: “Pode, mas como?” A réplica do Anjo não deixa oportunidade para maiores defesas: “Para Deus nada é impossível!” Mais uma vez, Deus no pede uma abertura e uma confiança no poder de Deus, uma confiança na gratuidade. Mais uma vez ele se faz morada, arma a sua tenda, basta que acreditemos e aceitemos o seu amor, que façamos a nossa parte, que digamos o nosso sim.

O Senhor não arromba a casa, mesmo sendo dono. Ele construiu a casa, deu-nos de presente e depois pediu para entrar. Só o amor é capaz de fazer tanto. Maria deixou o Senhor entrar, em nome de todos nós. Agora, ao longo dos séculos, convida homens e mulheres a repetir o seu “sim”.

O seu sim à graça já estava explicito na saudação do Anjo, pois Maria recebeu, de início, um nome novo: “Cheia de graça”. Em grego a expressão “Kechariteméne” tem a raiz na palavra cháris = graça, amor, simpatia, favor, charme... O tempo verbal empregado denota uma ação já realizada. Portanto, Maria foi objeto da ação do Espírito Santo, foi-lhe comunicado o Espírito e agora é para sempre. Ela é antecipadamente repleta do “charis”, ou seja, Maria é já antecipadamente agraciada, escolhida e isenta de todo o pecado, pois é plena da graça. Onde a graça é transbordante, não há espaço para o pecado.

O anjo disse “Alegra-te”. Nós dizemos “Ave Maria”. Na oração cotidiana e por vezes irreflexiva, parece uma simples saudação, mas na verdade é uma palavra que convida à alegria. Tal alegria é a manifestação dos tempos messiânicos (como em Sf 3,14-17; Jl 2,21-27). É uma alegria que brota do fato de Maria ser a mãe de Deus, a agraciada. Deus é conosco e habita em nosso meio, portanto, não cabe mais o medo e a hesitação.

Neste tempo que antecede a vinda do Salvador, somos convidados à alegria. Não basta a alegria das férias, das festas, dos presentes, das cores, mesmo da emoção da família reunida. Tudo isso é apenas sinal. Nossa alegria está no fato de que o Senhor é graça e quer estar conosco. Nossa alegria está na confiança de que o Senhor não só veio, mas continua vindo em nosso socorro, convidando-nos a viver em seu amor! Alegra-te, o Senhor está contigo, veio trazer a sua graça transbordante! A resposta fica por conta de cada um de nós...

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!”
 (2Cor 12,9)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É NATAL!


Que neste natal haja...

Paz na terra, entre todos os homens de boa vontade. 
Paz àquele que anseia crescer, evoluir, entender.
Paz àquele que deseja em cada pensamento, em cada atitude, melhorar.
Paz àquele que busca dentro de si entendimento e aceitação,
Paz àquele que estende a mão a procura de bênçãos.
Paz àquele que abençoa com alegria e pureza de coração.
Paz àquele que em um sorriso traz calma e tranqüilidade.
Paz àquele que procura ensinamentos e que esteja em oração.
Paz àqueles que abrem seus corações em luzes puras,
amorosas, que envolvem a terra e permitem abrandar os aflitos...
Paz enfim Senhor, a todos os seres que habitam este universo...
Que a luz traga a todos os homens a fé renovadora,
a força e a coragem.
Que se unam em pensamento todos os de boa vontade.
E que nesta noite busquem a Paz.


Catequistas em Formação


Feliz Natal e um Ano Novo repleto de bênçãos!!

domingo, 7 de dezembro de 2014

A catequese se faz com as mãos...

Mais um ano que finda! E com este final sempre vêm sentimentos de realização por tudo de bom que fizemos e certa tristeza por aquilo que deixou de ser feito. Mas, não finda nunca a nossa esperança em realizar mais ainda nos anos vindouros.

A Catequese de nossa paróquia neste ano, com a graça de Deus, alcançou algumas realizações que são sonhos ainda, em outros lugares. Estamos dando os primeiros passos para uma catequese de verdadeira iniciação cristã, envolvente e mistagógica.

Começamos com a implantação dos Ritos de Entrega nas Celebrações. Quem não lembra o quão lindo e emocionante foi a Entrega da Oração do Pai Nosso nas mãos dos catequizandos do 2º Tempo; ou a Entrega dos pergaminhos com a Profissão de Fé (Creio) aos catequizandos do 3º Tempo? Pais passando às mãos dos seus filhos o mais belo tesouro da nossa fé. São ritos históricos de uma evangelização que marca nossa Igreja há séculos e que agora foram resgatados como passagens marcantes na vida de fé das crianças e dos pais.

Este ano tivemos também, nos primeiros meses do ano, nossa Catequese de Iniciação, o chamado “querigma”, com três meses de encontros com as famílias e os catequizandos que ingressam no primeiro tempo de preparação à Eucaristia. Foram nove encontros realizados aos domingos de manhã envolvendo crianças, pais, mães, irmãos, avós e até amigos dos nossos catequizandos. Sem dúvida um tempo privilegiado de conversão que culminou com a acolhida aos catequizandos em maio, início do nosso “ano catequético”. Nesta celebração, nossos catequizandos recebem também, das mãos dos seus pais, a Bíblia, Palavra de Deus que os acompanhará em todos os cinco anos de catequese e pela vida afora. Esperamos com expectativa o início de 2015 para retornamos com este projeto.
Além da acolhida dos novos catequizandos, em maio tivemos uma grande Gincana Catequética, envolvendo todos os catequizandos numa divertida e competitiva manhã de sábado. E foi pelas mãos de nossos catequistas que este evento aconteceu.

Igualmente marcante, foi o segundo Workshop da Bíblia, realizado no final de setembro como fechamento do Mês da Bíblia, com a participação e envolvimento de todas as turmas da catequese. Uma exposição realizada no Centro de Pastoral mostrando todo o trabalho que é feito com a Palavra de Deus e o quanto é importante valorizá-la. Tivemos também o Terço com os catequizandos do 3º Tempo, onde, a muitas mãos e corações, as dezenas foram construídas.

E foram vários eventos festivos marcando e dinamizando a catequese. Tudo feito a quatro, seis, dez, vinte... Muitas mãos. Mãos da coordenação, envolvida e comprometida; mãos do nosso pároco, sempre apoiador da catequese; mãos das nossas lideranças e demais pastorais, parceiras na evangelização; mãos dos nossos (as) catequistas, incansáveis e abnegados; mãos das nossas famílias e mãos dos nossos catequizandos; sempre lembrando que “onde dois ou mais estiverem reunidos, ali estarei com eles” (Mt 18,20).


E é com esta “Coroa de Mãos” que finalizamos o ano. Símbolo do Advento e da espera de Cristo Salvador, nossa coroa não poderia deixar de ser feita de “mãos”. Pequenas e quase grandes mãos dos nossos catequizandos, recortadas em verde, símbolo da vida e da esperança em tempos melhores.

Uma feliz “espera” do Salvador a todos! Que nossas mãos se juntem novamente em preces e ações no ano novo que vem aí!

Ângela Rocha

Pastoral Catequética

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

VAMOS VIAJAR! FÉRIAS, PRAIA... TEM COISA MELHOR? MAS, CUIDADO!

Chega o verão e junto com ele muitas coisas boas acontecem. É hora de arrumar as malas e viajar com a família e os amigos, curtir uma boa praia e festejar o tão esperado Natal e Ano Novo. Algumas dicas para você se divertir no verão sem se esquecer de alguns cuidados importantes.

Mantenha-se sempre hidratado, beba no mínimo 2 litros de líquido por dia, preferencialmente água, água de coco e sucos naturais. As crianças e os idosos são mais vulneráveis à desidratação e merecem atenção redobrada. Evite bebidas alcoólicas, pois ressecam e desidratam.


Coma alimentos leves e ricos em água, como frutas, legumes, saladas e vitaminas. Coma pouca carne. Evite alimentos gordurosos. Fracione a quantidade de alimentos em 4 ou 6 refeições durante o dia. Evite longos períodos em jejum. Evite o consumo diário de alimentos industrializados. Reduza o consumo de sal e açúcar refinado. Tome cuidado com os alimentos, pois no calor eles estragam mais rápido e podem causar intoxicação alimentar.


Evite ou diminua a exposição solar no horário das 10h às 16h, quando o sol é mais forte. Use um protetor solar, refazendo a aplicação a cada 2 horas, ou após nadar ou suar em excesso, durante o tempo em que permanecer ao sol. Evite o bronzeamento artificial, a luz ultravioleta emitida por lâmpadas causa queimaduras semelhantes à solar, envelhecimento precoce e aumentam o risco de desenvolver câncer de pele.

Facilite a transpiração, usando roupas folgadas, de tecidos leves e claros. Inclua chapéu ou boné no figurino, para proteger o rosto e os cabelos. Use óculos escuros, com proteção ultravioleta total para evitar queimaduras da córnea e da retina, que causam lesões irreversíveis. Mantenha crianças e idosos protegidos do sol, usando protetores solares e expondo-as em horários favoráveis.

Faça atividade física e dê preferência aos extremos do dia (pela manhã até as 10 horas e a tarde após as 17 horas). Um corpo esteticamente adequado é a consequência natural de um programa de atividade física bem conduzida ao longo dos anos e não de um período curto de dois ou três meses. Sempre que possível, diminua a frequência e a intensidade do esforço físico quando o dia estiver muito quente.  Lembre-se de hidratar-se a cada 20 minutos.

Use o cinto de segurança, respeite os limites de velocidade e se beber NÃO DIRIJA EM HIPÓTESE ALGUMA.

Se você possui algum problema crônico de saúde, não esqueça as medicações e mais do que isso, siga rigorosamente as orientações do seu médico.


Se tiver algum problema e precisar de atendimento, alguns contatos do litoral do Paraná:

ATENDIMENTO EM GUARATUBA:
AMEL - Assistência Médica de Emergência do Litoral (41)3472-2373 - Rua Dr João Cândido, 647

ATENDIMENTO EM  MATINHOS:
CLÍN MÉDICA SÃO FRANCISCO DE ASSIS (clínica médica, fisioterapia, gastroenterologia, nutrição, otorrinolaringologia, psiquiatria, psicologia, radiologia, urologia, pediatria, ginecologia e otorrino) - (41)3453-1072, R.Juscelino Kubitschek de Oliveira, 200.

ATENDIMENTO EM  PARANAGUÁ:
EMERGENCIA HOSPITALAR – Hospital Paranaguá - (41)3721-8000 Rua Nestor Vitor, 222.


BOAS FÉRIAS! BOM VERÃO!

Fonte: Dicas do Saúde Caixa.